Oiiiiiiiiii amores de meu coração atormentado!

Tudo bem?Estou roxinha de saudades...

Nos veremos nas notas finais...

BOA !

O que estava acontecendo comigo? Será que Edward estava me beijando? Ou será que estava morrendo e um anjo me chamava? Seja com for, estava acontecendo... eu sentia uma grande paz, me sentia leve como uma pluma e parecia que meu corpo estava flutuando como as nuvens do céu...

Mas como tudo que é bom, dura pouco, o momento "ghost" passou e uma voz esganiçada gritava perto de mim:

- Ai meu Deus! O que aconteceu?

Capítulo 6 – A garota da Capa

POV Bella

Tentava abrir meus olhos, mas eles pesavam toneladas. Sentia o perfume cítrico, ouvia um zumbido longe, seriam vozes do além que vieram me buscar? Minha vida estava um filme de ficção científica cômica trash... Acho que se aparecer fantasmas, espíritos do além e vampiros eu não ficaria surpreendida.

- Ela está voltando! – A voz esganiçada voltava a falar. – Obrigada, nossa Senhora dos desmaiados!

Fui piscando lentamente, até minha vista nebulosa ficar nítida novamente. Eu estava no chão e tinha três cabeças em volta de mim. Uma era do Edward que segurava minha mão e acariciava meu rosto, o outro era Joe, o porteiro, que tinha levantado as minhas pernas de Bella para cima (N.A.:uma manobra feita quando pessoas desmaiam, faz com que aumente o retorno do sangue ao cérebro); e a terceira pessoa era a que tinha a voz esganiçada, Zenita a faxineira, que tinha um terço enrolado no pulso de sua mão que balançava na minha frente freneticamente, pois ela abanava uma revista na minha cara.

- O que aconteceu? – Falei meio grogue ainda, mas ainda não tinha feito menção de levantar.

- Que susto que você me deu, Bella! Nunca mais faça isso comigo... – Edward expressava preocupação, sua voz amedrontada era um pouco acima do normal.

- Você desmaiou Senhorita Swan. Mas graças ao meu treinamento de primeiros socorros, a senhorita voltou rapidinho. – Joe falava orgulhoso de sua manobra.

Minha cabeça estava doendo e meu estômago se retorcia de dor, afinal de contas, não havia comido nada e só tinha bebido café. Eu não agüentei e gemi.

- Bella? O que você está sentindo? Onde dói? É melhor levá-la no pronto socorro, isto não pode ser só um desmaio e... – Edward estava desesperado e falava sem parar.

- Não preciso de hospital! Preciso levantar do chão e comer alguma coisa... Meu estômago está vazio...

Fiz força para levantar e Edward passou seu braço pelo meu ombro. Seu perfume me embriagou novamente e lembrei que segundos antes de desmaiar, ele ia me beijar. Virei meu rosto em busca de seus olhos e o que encontrei foi hipnotizante.

Senti meu coração voltar a bater com tamanha violência e força, que parecia mais uma bateria de escola de samba, senti um arrepio passar pela minha coluna e tremi, fazendo Edward apertar um pouco mais seus braços por mim. Sentia meu rosto esquentar, devia estar parecendo uma beterraba de tão vermelho. Minha mente não conseguia raciocinar até que ouvi um tapa estalado perto de mim.

- Seu pervertido! Para de olhar pra calcinha da moça! Seu pecador imundo vai queimar no mármore do inferno! – Desviei meus olhos do Edward e percebi que a Dona Zenita tinha batido no braço do Joe. – Solta a perna da menina, não está vendo que ela já acordou!

- Mas eu não quis olhar por querer, Dinda... – Neste instante Dona Zenita agarrou a orelha do Joe, e ele soltou minhas pernas rapidamente. – Ai, ai, ai! Desculpa, Dinda!Solta minha orelha!

- Eu sou sua madrinha, é como segunda mãe, então me respeite rapazinho! – A voz esganiçada de Zenita aumentava a cada puxão que dava na orelha do porteiro. – Escuta bem seu pervertido, quando terminar o expediente, vamos à missa e você vai confessar este pecado ao Padre João. – Ela mandou e ele só assentia. Seu rosto estava vermelho de dor e de vergonha, afinal de contas um homem ser tratado como criança, na frente de estranhos, não era nada agradável.

Abafei uma gargalhada, aquela cena apesar de trágica para afilhado e madrinha, para mim era cômica.

Edward me ajudou a levantar e disse: - Tem certeza que não quer ir ao médico?

- Só preciso comer uma refeição completa e estarei novinho... er... Quer dizer novinha em folha! – Disse convicta, desfazendo a expressão preocupada de Edward, convertendo num leve sorriso. – Agora vamos logo, se atrasarmos Alice terá um piti, e acredite, você não vai querer presenciar isto.

Rimos e fomos em direção do estacionamento. Edward parou e segurando minha mão disse:

- Vamos no meu carro. – Edward foi sucinto e direto e quando fui tentar rebater, ele me interrompeu: - Você acabou de desmaiar, está fraca, eu não vou permitir que dirija nestas condições. – Eu bufei e fechei os olhos, não gostava que ninguém falasse o que eu tinha que fazer, mas não pude deixar de reconhecer que ele tinha razão.

- Bella, deixe o teu carro aí, amanhã te dou uma carona e você volta com ele.

Depois de alguns segundos, disse um "Ok" e Edward me puxou para seu carro. Ele abriu a porta como um cavalheiro que eu costumava ser com minhas conquistas... Epa, epa, epa!Minha mente fervilhou... Será que Edward estava querendo me conquistar? Não pode ser, minha cabeça bagunçada, estava somente pregando uma peça... Ele é amigo, agradável, educado, bonito, cheiroso, corpo sexy e quando ele quase me beijou no elevador, seus braços fortes estavam ao redor de mim...

Enquanto meus neurônios estavam brigando entre eles, para achar algum sentido em tudo isso, senti um calor no meu baixo ventre, epa! Senti uma coisa escorrer pela minha... er... A coisa que antes era meu pênis... Será que fiz xixi na calça? Só o que me faltava agora, ter incontinência urinária!

- Bella... – Senti uma mão tocar meu braço e só então percebi que o carro já estava em movimento. Olhei pro Edward que ora olhava para frente, ora para mim. – Parece que saiu fora do ar!

- Er... Nada não... – Abanei minhas mãos e cocei em baixo do meu queixo, para afastar um nervosismo que insistia em incomodar. – Comida e um drinque vão dar um jeito.

Edward colocou uma música no carro que identifiquei como sendo Claire de Lune de Debussy. Olhei para ele com sobrancelha arqueada num questionamento silencioso.

- Gosta de música clássica, Bella?

- Sim... Minha mãe ouvia muito e dizia que a música curava qualquer dor no coração. – Falei de uma forma nostálgica.

- Sinto muito. Se quiser eu troco... – Edward estava condoído.

- Por que sente muito? – Questionei encarando seu perfil, porque ele prestava atenção no trânsito.

- Pelo jeito que você falou, presumo que ela já morreu.

- Tudo pais morreram há muito tempo,a dor já passou, só ficou a saudade...

O silêncio dominou o restante do percurso, e foi reconfortante. Um instante de paz que apreciei desde a "noite da transformação".

Mal chegamos e uma baixinha hiperativa de cabelos curtos, espevitados e esvoaçantes veio ao nosso encontro.

- Hei, Edward! – Ele respondeu educadamente, tentando segurar uma gargalhada, afinal Alice afobada era hilária. -Até que enfim! Pensei que não viessem mais! – Alice me puxou a mão e Edward nos acompanhou.

O restaurante estava fervendo. Lotado. A recepcionista conferiu nossos convites especiais e o maître nos acompanhou até a nossa mesa.

O lugar era lindo e charmoso. Painéis esculpidos em terracota e arranjos florais decoravam o ambiente com requinte e sofisticação. O grande salão era preenchido com mesas típicas tailandesas, chamadas de Kantok, eram baixinhas e sentávamos no chão sobre umas almofadas com um tipo de encosto.

Alice sentou ao meu lado enquanto Edward ficou de frente para nós. E com era uma semana de inauguração, o cardápio era de degustações... Foram seis entradas, cinco pratos principais, acompanhamento e sobremesa e tudo regado a um suave vinho branco.

- Hum... – Alice revirava os olhos, saboreando a cada prato que experimentava. – Este sabor agridoce junto deste temperinho especial... Perfeito!

- Isto temperinho especial se chama Curry, Alice! – Falei rindo e Edward me acompanhou enquanto ela devorava cada prato, nunca a vi comer tanto assim.

O clima estava muito bom. Conversamos sobre varias coisas: família, trabalho, encontros fracassados. Sem falar que Edward zoou pelo fato de eu ter desmaiado e de Joe ter espiado minha calcinha...

Alice e Edward se deram muito bem. Bem até demais, diga-se de passagem!

Toda hora que ele falava algo engraçado, Alice ria e tocava o braço de Edward, fiquei observando seu jeito de falar e agir... Epa, epa, epa!Pronto! Alice estava flertando com Edward e ele estava retribuindo!

Não podia acreditar! Não era ela que estava loucamente apaixonada pelo Jasper, e que ele era o homem da vida dela, que ele era para casar? Fiquei irritada ao notar como ela era volúvel e sem perceber fiquei quieta.

- Hei, Best! – Alice chacoalhou meus ombros. – Será que ela vai desmaiar de novo, Ed? – Pisquei algumas vezes e balancei a cabeça.

- Você acha Alice bonita, Edward? – Questionei-o que enrugou a testa sem entender.

- Não entendi a pergunta, Best! – Alice falou entre risos.

- Vai responde logo, Edward! – Tentei falar com um sorriso, pra disfarçar uma pequena irritação daquela paquera. Tudo bem que amigos podem flertar e até se beijarem. Eu e Alice sempre trocávamos flertes, era engraçado e gostoso; na adolescência chegamos a trocar vários beijos, e isto nunca abalou nossa amizade.

Lembrei do quase beijo entre mim e Edward no elevador. Agora minha mente estava esclarecendo tudo... Edward era meu amigo, assim eu sou amigo de Alice, aquilo não tinha nada de interesse sexual, seria um beijo de amigos...

Aff! Estou pirando, eu não gosto de homem!Eca! Posso estar preso num corpo de mulher, mas minha alma é de homem! Claro! Tinha que repetir aquilo algumas vezes para que esta confusão não afetasse minha sexualidade.

- Claro que a acho linda, mas faço minhas as palavras de Alice. Não entendi a pergunta!

- Porque ela vai ser a nossa modelo amanhã! – Falei com um grande sorriso de dever cumprido. – Não falei que tinha uma salvação... Então, ela está a sua frente e se chama Alice!

Edward sorriu e senti que ele gostou da idéia...

- Alice é bonita, fotogênica, tem personalidade, ficará perfeita e... – Neste momento fui interrompida pela Alice.

- Concordo tudinho o que você falou, não está esquecendo-se de um pequeno detalhe? – A baixinha gesticulava as mãos exasperadas. Ergui a sobrancelha esperando o que viria. – A salvadora aqui não foi informada... E quem garante que euzinha irei aceitar?

- Alice, minha Best do coração... – Falei docemente e pisquei meus olhos. – Eu sei que você vai aceitar por alguns motivos: Primeiro, será uma ótima publicidade para teu programa na rádio e na televisão. Segundo, você sempre quis ser fotografada como uma modelo profissional e ainda pelo melhor fotógrafo do mundo e por último, isto não é um código vermelho, Best... Isto é um código negro, tipo "vida ou morte".

Edward nos observava sorrindo e disse: - Obrigado pelo 'melhor fotógrafo do mundo'!

- Ok... – Alice feliz agitava suas mãos rapidamente - Eu vou fazer as fotos. Só preciso fazer uns telefonemas para cancelar alguns compromissos e...

Depois de alguns minutos...

- Já está tudo certo,Best! Minha super equipe de esteticista, maquiadora, cabeleireiro e afins, estarão lá na primeira hora do dia para me deixar uma diva!

Alice falava tanto, porém não conseguia mais prestar atenção no que saía da boca da baixinha. Fiquei prestando atenção em Edward, a cada reação, cada gargalhada, cada momento que ele passava a mão naqueles cabelos despenteados, cada franzida de sua testa, cada piscada e cada vez que ele pressionava os dedos de suas mãos, estalando-os... Tudo nele chamava atenção.

Desde a transformação eu estava cada vez mais observador, nada passava despercebido aos meus olhos de águia. Não que antes não tivesse esta característica, mas agora, tudo era mais fácil, parecia que conseguia ler os sentimentos das pessoas.

Ficava questionando se isto era uma "coisa de mulher". Alice sempre falara coisas assim pra mim quando a questionava: "Alice como você sabia?" E prontamente ela respondia: "Coisas de mulher, Best. Também chamamos de Sexto sentido feminino."

Não acreditava que isto estava acontecendo comigo! Além de estar preso no corpo de uma gostosa, eu estava tendo "coisa de mulher" e ainda por cima tendo uns mal-estares estranhos com Edward, uns presságios sobre a nossa amizade e não...

- Best! Onde anda esta linda cabeçinha? – Alice passava a mão na frente do meu rosto fazendo-me sair do emaranhado de pensamentos que agora era uma constante na minha vida.

- Ah... O que? – Questionei enquanto ela e Edward riam.

- Fico feliz que divirto vocês! – Falei irônica e neste instante chegou um chá de Jasmim que o garçom nos trouxera, e antes de sair direcionou seu olhar para mim dizendo:

- Licença, Senhorita. Mas o rapaz que está sentando no bar gostaria de saber seu nome e se poderia vir até aqui lhe conhecer pessoalmente.

Olhei sem pensar para a direção do bar e vi um espécime masculino de terno de risca de giz preta com um sorriso arreganhado, eu sabia quem era o tal rapaz. Era o Christian. Não lembrava bem o sobrenome, sabia que era , um filho de papai, podre de rico e metido a conquistador do pedaço. Definitivamente ele e o Bob Swan, meu antigo "eu", gostavam de disputar muitas beldades.

- Hum, Best... Como ele é gostoso! – Alice falou e Edward bufou.

Sorri ao lembrar que ele perdera a tele jornalista Patrícia Smith para mim. De longe, Christian ergueu sua taça e piscou para mim, provavelmente achando que aquele sorriso era um flerte.

Quando fiz menção de falar algo, Edward disse em alto e bom som:

- Diga ao rapaz, que já estamos de saída, porque amanhã temos que madrugar no trabalho. – O olhar mortal que Edward lançou ao garçom e depois para o Christian foi assustador. Alice deu uma risadinha abafada e eu simplesmente assenti com a cabeça.

Edward nos deixou em casa e disse que passaria às sete e meia da manhã para vir nos buscar, já que meu carro estava no estacionamento da Editora.

...

No meio da noite, ouvi um barulho vindo do quarto de Alice, mas achei que devia ser a ansiedade que estava a consumindo. Toda vez que ela faria algo grandioso ela simplesmente surta na véspera e não dorme direito.

O despertador tocou ás 6:30 da manhã e corri para uma ducha revigorante. Afinal, hoje seria um dia de grande expectativa, as fotos da capa com Alice e até as 15:00 horas, já deveria estar tudo pronto, para que pudesse mandar para gráfica pra rodar. Tudo daria certo, mesmo com a tentativa de sabotagem da vagabruxa de Victoria, a revista não iria atrasar a publicação e tudo sairia perfeito como sempre foi sob sua direção.

POV NARRADORA

Resolveu vestir roupas mais simples, hoje não iria servir de boneca para Alice. Pegou um jeans e uma camisa pólo azul com listras brancas, colocando uma sapatilha vermelha. Sabia que Alice desaprovaria a produção por estar simples demais, porém precisava ter algum conforto neste dia. Não queria ter que se preocupar com saltos altos, meia calça e saia.

Penteou os cabelos úmidos e resolveu deixá-los secar naturalmente. Foi pra cozinha e ligou a cafeteira, colocando uma dose a mais de pó, precisava de um café mais forte para agüentar o repuxe do dia.

Gritou por Alice e nada. Deveria estar tomando banho, pensou. Já estava saboreando uma caneca cheia e fumegante da cafeína da bebida, e estranhou que a amiga ainda não se manifestara. Não era normal.

Encheu outra caneca e foi rumo ao quarto da amiga. Bateu na porta e nada. Bateu e chamou, ouvindo um resmungo vindo do seu banheiro. Sem demora, entrou preocupado com sua amiga e quando entrou no banheiro o cheiro não era bom.

Passou pela cama vazia e o banheiro estava com a porta entreaberta. Chamou por Alice e um gemido de dor foi escutado. Bella entrou e viu a amiga deitada no tapete no meio do banheiro, na posição fetal.

- Meu Deus, Alice! O que aconteceu? – Bella ajoelhou-se ao lado a amiga passando a mão na sua testa febril. Ela estava tão pálida, que mais parecia um cadáver. Tinha olheiras negras em volta de seus olhos,e seus lábios estavam ressecados e rachados. Minha amiga estava destruída fisicamente.

- Ai, Best... Estou ruim demais... Vomitei e tive diarréia à noite inteira. – Alice falava quase num sussurro de tão fraca que estava. – O pior é a dor abdominal que não passa.

- Por que não me chamou? – Bella passou suas mãos pelas costas da amiga e a levantou do chão, fazendo sentar numa cadeira que tinha no banheiro, enquanto falava desesperadamente. – Eu poderia ter te levado ao pronto-socorro.

- Não queria incomodar com esta indisposição... –Alice deu um sorriso forçado. - Acho que o temperinho especial da comida Tailandesa não me caiu bem. – Ela colocou a mão na boca com um ar de nojo ao lembrar a comida.

- É que você comeu demais! Trouxe um pouco de café, toma um golinho quem sabe não dá um ânimo! – Bella falou num tom esperançoso, pegou a caneca que estava em cima da pia e a estendeu em direção de Alice.

Quando Alice sentiu o cheiro do café, correu pro vaso e vomitou uma água amarela. Bella deu descarga enquanto refletia sobre aquela situação... Definitivamente Alice não conseguiria sair do quarto hoje e a "salvação", a última carta do baralho tinha para fazer a capa da revista estava indo descarga a baixo.

Bella encheu a banheira com água morna quase fria e fez Alice entrar sobre protestos. Ligou para Sue, uma senhora viúva e solitária que morava ao lado de sua casa.

Sempre que tinha algum problema, desde regar as plantas quando viajava ou quando precisava de um chá de boldo pra curar a bebedeira, recorria à vizinha bondosa que o considerava como um neto.

Depois de dois toques...

- Bom dia, Senhora Sue. Eu sou Bella Swan, prima do Bob, seu vizinho. – Depois que ela simpaticamente o cumprimentou Bella explicou a gravidade da situação de sua amiga e Sue prontificou em fazer companhia e cuidar da Alice.

Do mesmo modo, ligou para o médico que viria examinar sua amiga. Bella colocou uma camisola em Alice e estava acomodando na cama quando a campainha tocou, correu para atender a porta, dando graças a Deus que a vizinha fora rápida ao seu chamado.

Abriu a porta e...

- Edward! Assustou com a imagem feliz e ansiosa de seu novo amigo. – Estou atrasada! Nossa nem vi o tempo passar...

- Bom dia, Bella. – Ele depositou um beijo suave em sua bochecha interrompendo o que Bella dizia. O cheiro de sua colônia pós barba, de uma forma estranha causou um furor em seu peito e ao mesmo tempo um alívio e num rompante passou seus braços em volta de Edward e escondeu seu rosto.

Sentia sua garganta fechar, uma vontade de chorar... Tudo em sua vida estava bagunçado, sua parte física – agora era uma mulher, sua parte psicológica – suas emoções estavam à flor da pele, sempre fora um estrategista em todas as áreas da vida, mas agora não conseguia manter-se frio e calculista.

E naquele momento mesmo sabendo que parecia uma mulherzinha a beira de um ataque de pânico, sentiu que aquele abraço era reconfortante e as batidas do coração de seu grande amigo Edward eram calmantes e faziam Bella buscar um equilíbrio, afinal de contas não podia desistir de fazer aquela capa.

- O que aconteceu, Bella? – Edward deslizava suas mãos pelos cabelos e pelas costas de Bella, afagando-a. – Vim mais cedo com a intenção de levar você e Alice para tomar um café da manhã.

- Aconteceu uma tragédia... – Bella começou a falar com uma mansa voz a interrompeu.

- Com licença meus jovens. – Era a Senhora Sue com duas sacolas abarrotadas na mão. Bella se afastou de Edward rapidamente e foi ajudar à vizinha. – Bom dia! Você deve ser a Bella Swan, prima de Bob.

- Oh, sim. Prazer em conhecê-la e obrigado... obrigada por ajudar neste momento... – Agradecida Bella estava a ponto de abraçá-la, e no mesmo instante se censurou por estar com aquela mania de querer abraçar todo mundo.

- E este é um amigo que trabalha comigo, Edward Cullen... – Eles se cumprimentaram amigavelmente, mas Edward no fundo estava começando a ficar preocupado, ele não estava sabendo de alguma coisa importante.

- Trouxe um monte de legumes fresquinhos para fazer uma sopa de legumes para a Alice, ela vai se curar rapidinho. – Senhora Sue dizia enquanto tirava os legumes e sem cerimônia abria a geladeira para armazená-los.

- Obrigada mais uma vez e vou deixar o número da editora e do meu celular na mesinha da sala. Não hesite em me ligar se precisar de algo.

- Não agradeça, uma senhora solitária e desocupada, cuidar dos outros é uma diversão. – Ela sorria bondosamente.

- Bella... O que... – Bella interrompeu Edward dizendo:

- Vou buscar minha bolsa, já volto...

Já estava acomodada no carro de Edward, quando ele olhou para ela arqueando a sobrancelha esperando uma explicação. E com um suspiro derrotado começou a falar:

- Nossa Salvação está doente, e cagou a noite ela não consegue parar em pé! Estou perdido... Perdida... Aff! Que seja... Vai ser a primeira vez na historia da revista que não teremos uma capa e provavelmente serei despedida, escorraçada... Que decepção!

- Fica tranqüila, Bella. – Edward pegava em sua mão acariciando. – Vou dar um jeito nisso, teremos nossa capa! Vamos pegar alguém que trabalhe conosco...

Edward começou a dirigir...

- Ok! Vamos às possibilidades... Mar, assistente do Rh! – Bella mencionou.

- Ela tem o nariz torto e caído. – Edward rebateu.

- Então o que me diz da Candice, da contabilidade?

- Já viu os dentes dela?Amarelos e encavalados – Edward regalou os olhos refutando a outra possibilidade.

- Ginger, da publicidade?

- O cabelo dela é uma palha! Sem condições...

Toda opção que Bella dava a Edward algum defeito ele apontava, deixando Bella com a última opção que ela lembrara...

- Sobrou a Marcy, da Administração...

- Pelo amor de Deus,Bella!Estamos procurando uma possível modelo para uma revista direcionada a homens, não uma modelo para uma revista de Baleias! – Edward sorria fazendo menção a gordura em excesso da Marcy. – E além do mais, ela é estrábica. Vesguinha, coitada.

- Acredito que você já ouviu falar em photoshop. - Bella falou zangada por ter suas possibilidades rejeitadas pelo fotógrafo. – Qualquer uma destas mulheres ficaria uma Gisele Bündchen, Edward!

- O problema, Bella... É que não temos tempo para ficar retocando imagem de ninguém. Estas coisas podem demorar horas!

O trajeto até a Editora passou rápido e já estavam na portaria esperando o elevador. Joe cumprimentou envergonhado Bella e Edward, a penitência que recebera por olhar a calcinha de Bella ainda estava fresca na memória do rapaz.

- Não me lembro de mais ninguém que poderia nos ajudar. – Bella falava enquanto adentravam no elevador.

- Sei de uma pessoa que você não falou e que na minha experiência tem o maior potencial... – Edward falava sorridente e Bella se animou com a idéia.

- Quem? – Ela sorria e encarou os olhos verdes brilhantes. – Fala logo,Edward!Sem suspense! Quer me matar do coração?

- Não sei se você conhece... – Edward revirou os olhos, ele estava divertindo com a situação. – Mas na altura dos acontecimentos é a Salvadora desta edição! E ficará perfeita, já imagino as poses e...

- Ok! Já entendi! – A ansiedade da Bella era palpável. – Fala se não vou torturá-lo com técnicas chinesas.

Edward gargalhou tão alto que ecoou por todo o fosso do elevador.

- Tortura,hein? Olha que eu gamo! – Ele dizia com aquele sorriso torto, fazendo Bella corar com aquilo. Ela bufou impaciente.

- Não fique brava, Bella... – Ele colocou a mão em seu rosto. – A única que pode nos salvar é você!

- Obrig...er... Obrigada pelo apoio, mas ainda não disse o nome da nossa futura modelo. – Bella se amaldiçoou pelo fato de aquele toque mexer com sua respiração e com o fato de gaguejar.

- Você não entendeu, Bella? – Edward falou suavemente. – Quem eu vou fotografar no décimo andar, é você, Isabella Swan.

Ela começou a rir nervosamente, e depois de alguns segundos ela gargalhava. A porta do elevador abriu e eles saíram encontrando Angela que não entendeu o motivo da crise de riso da Senhorita Swan.

- Angela! – Edward pedia seriamente. - Coloque o notebook da Bella em sua Sala e nós vamos para o décimo andar, preparar a capa desta edição. Não estamos para ninguém entendeu?

- Ok... Já chegou uma equipe para arrumar para o photoshoot da capa... Ela está bem? – Angela apontou para Bella que ainda continuava a rir, ela colocava a mão na barriga e de tanto rir, seus olhos faziam escorrer lágrimas.

- É que a piada foi boa... – Bella dizia entre gargalhadas.

- Vamos logo! Tchau, Angela! – Voltaram pro elevador.

Quando quase estavam no andar. Edward apertou o botão vermelho que parou o elevador e pegando os ombros de Bella, que parava de rir.

- Desconfiava que não batia bem da cabeça, agora tenho certeza da sua loucura! – Bella falou risonha, num tom irônico.

- Presta bem atenção, Isabella Swan! – Ele falou como um comandante frente a sua tropa. – Você quer salvar a edição da revista? – Ela meneou a cabeça afirmativamente enquanto olhava assustada para ele. – Quer salvar teu emprego e conseqüentemente o meu? – Ela balançou a cabeça novamente. – Então, para de frescura e não dificulte as tenho um feeling e posso lhe afirmar que o resultado será satisfatório. Confia em mim?

Edward tinha um brilho excepcional nos olhos, ele transmitia toda a segurança que Bella não tinha e como que hipnotizada Bella respondeu:

- Confio em você, mas...

- Sem mas, Bella! – Edward esticou o braço para desapertar o botão vermelho do elevador.E le voltou a olhar fixamente nos orbes achocolatados de Bella e a pegando totalmente desprevenida selou os lábios.

Um beijo suave e inocente que durou poucos segundos. A porta do elevador abriu e Edward puxou Bella que estava atordoada, sem reação alguma... Não somente porque ela faria a foto para a capa, mas pelo beijo de Edward.

- A nossa modelo chegou! – Edward disse alto para uma pequena multidão. – Vocês têm duas horas para aprontá-la! Mãos à obra.

Nisto, um homem com trejeitos femininos puxava Bella para uma sala que dizia ser camarim.

- Achamos que quando Alice nos contatou seria para ela própria. – Bella olhou de esgueiro para a biba que vestia uma boina rosa choque e uma calça skinny branca com uma camiseta inteirinha de paetês "Frutacor". - Muito prazer meu nome é Duda! Eu e minha equipe, transformaremos você numa verdadeira diva!

Quando a porta abriu, Bella ficou boquiaberta com tanta gente naquele camarim. Todos sorriam e a olhavam de cima em baixo, analisando-a com um pedaço pendurado de carne no açougue.

Bella deu um pulo quando ouviu o baque do fechamento da porta atrás dela e engolindo forçadamente a saliva que estava em sua boca disse num sussurro:

- Agora fodeu...

Nota da Deah:

Oiiiiiii minhas lindas gurias do coração! Gostaram do capítulo? Só posso dizer que o próximo capítulo vai estar numa temperatura elevada!kkkkk!

Muito obrigadaaaaa pelo carinho de vocês! Amoooo cada comentário que vcs deixam... É o que me faz sempre voltar a escrever... Quando estou morta de tão cansada, vou nos sites, abro os reviews e me deixo contaminar com a alegria e a felicidade que vocês transmitem para mim...Aí penso: "Isto sim vale a pena! Deixa a preguiça pra lá, manda o cansaço ir embora e mãos à obra Deah!"kkkkkk!

Beijinhos hiper mega Power super maxi ultra infinitamente especiais pra: TDG, CORUJINHAS, a TODOS que comentaram... Sem esquecer das novas leitoras! Sejam bem vindas!

Fiz um Orkut novo, me add e toda a novidade das fics serão comentadas lá: ./Main#Profile?uid=18023373950017422834

Beijinhoss no coração!

Deah Ricz

Gica´s POV [ coruja MOR]

Oi Ninas e corujinhas! Cara! Toda vez que pego um capitulo novo eu surto! WIS está ficando cada vez melhor... Atraente! Divertida!Sexy e por que não dizer...ROMANTICA!

! hauaauahauha! È sempre um prazer enorme fazer o Beta pra minha DIVA,LPP! Ahhhhhhhhhhhhhhh! Eu fico toda empolgada!

Bem, pelo que estou entendendo, nosso amado Ed,está peixonadasso e Bella não está muito atrás...

Estou louca pra saber: Voces acham que o Bob volta? A Bella fica? OME! To endoidecendo a cada capitulo!

Vamos ver o que nossa querida LOIRA PLATINADA PERFEIT, vai nos presentear no próximo capitulo... VOU INVESTIGAR PRA VOCES E Qualquer coisa eu conto tah? Hauhauah

O capitulo ficou muito legal!Como sempre, a Deah arrasa! Adoro o jeito da Bella, e "a coisa" que era o penis dela foi hilário!Cara! ela ta UNTADA PELO ED! Kkkkkkkkk

Quero deixar um beijo enorme pra minha miga querida... e pra todas vocês.

Comentem! Nossa loira merece! Ficou demais neh!

Beijos

GicaCullen – corujaMOR.