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Os dias passavam. Você marcava todos com um traço no calendário, contando-os para o feriado de Natal.
Ela viria para casa.
Você se pegava olhando na varanda, ou então sentada naquela mesma janela da qual lia para ela. Seus olhos escapavam para o portão e suas mãos brincavam nervosamente com as páginas do livro de contos, seus lábios murmurando as frases feitas.
Você a viu quando chegou, mas fingiu não estar lá. Não queria ver, queria?
Claro que não.
Não queria ter que lidar com o sorriso dela. Não queria ter que saber que ela vivera coisas inimagináveis. Não suportava sequer a idéia de sentar-se no sofá para ouvir sobre a magia, nem de sorrir com a novidade daquilo tudo.
Era bem melhor deitar-se, fechar os olhos, e fingir que a contadora de contos de fadas agora não era ela.
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Perdoem a demora? Com os corações enormes de todos vocês?
