Capítulo 3
Uma coisa que sempre me acalmava quando tudo parecia perdido era sair com os amigos. Samire, Diego e eu combinamos de matar aula na segunda e iríamos nos encontrar em uma lanchonete para decidir para onde ir.
Cheguei lá mais cedo do que o combinado. Pedi uma Coca e fiquei esperando. Meu telefone vibrou no meu bolso, e eu logo atendi. Era Diego.
"Pode vir aqui na escola correndo?" percebi que sua voz estava tremida e com muito medo.
"Estou indo." me levantei, desligando o telefone. Eu amava fazer isso. Era como estar em um caso do FBI ou coisa parecida. Respostas curtas e diretas, como os detetives.
Paguei a Coca e corri até a escola tentando não chamar a atenção por causa da minha nova velocidade.
Cheguei lá em meio minuto, vendo o que tinha de errado. Samire estava com a sua gangue, brigando com outra. Todos os alunos do colégio estavam em volta, olhando.
Vi Diego encolhido em um canto distante e fui até ele.
"O que houve, Dih?" perguntei. Quando ele me viu me abraçou e chorou no meu ombro.
"Calma, Dih. Me conta o que houve. Rápido,antes que eles se matem." eu pedi.
"Samire estava saindo quando a sua gangue trouxe eles pra cá. Eles começaram a me zoar, mas eu ignorei. Ela deu um soco no líder da gangue e eles começaram a..." sua voz saiu mais tremida ainda por isso ele não terminou a frase. Pobrezinho, tinha horror à brigas.
"Ok. Fica ai, não deixa ninguém te ver. Vou trazer a Samire pra cá." eu corri até lá, achando Samire no meio do monte de góticos e punks. Me esquivei que alguns socos e chutes e derrubei alguns.
Logo localizei Samire que estava dando uma surra em uma garota loira. A garota caiu no chão inconsciente. Aproveitando a deixa, puxei Samire pela cintura e levei-a pra perto de Diego. Ela se assustou, achando que eu fosse bater nela. Antes que eu levasse um soco,ela viu que era eu.
"Luna!" ela disse espantada. "O que você ta fazendo aqui?"
"Te salvando. Vem, vou levar vocês dois daqui antes que achem que foi culpa sua ou do Dih." eu disse chegando perto de onde Diego estava.
O diretor e alguns policiais chegaram na hora e aproveitei para fugir com Samire e Diego.
Fomos para a lanchonete, mas eu percebi que eles estavam estranhos. Talvez pela briga no colégio, mas parecia mais que aquilo. Pedimos três Cocas. Quando elas chegaram, Diego começou.
"O que foi aquilo?" ele perguntou, me encarando.
"Como assim? Foram eles que começaram a briga." me defendi.
"Como você chegou tão rápido?" Diego perguntou. "Não fez nem 3 segundos depois que eu te liguei."
Ok, eu estava ferrada.
"Não é a primeira vez que isso acontece. Nas aulas de Educação Física você é a melhor. Você é boa em quase tudo, a mais rápida da turma. Some às vezes, nunca fala da sua família, sempre que alguém se machuca você sai de perto." Samire disse, me encarando desconfiada como Diego.
Fiquei calada. Eles tinham me observado esse tempo todo, mas só agora, justo agora, decidiram abrir o jogo.
"Luna, somos seus amigos.Não vamos contar pra ninguém." Diego disse, pegando a minha mão. Eu a puxei.
Se eu contasse alguma coisa que saísse dos eixos, Aro iria ler na minha mente. Então pensei depressa.
"Não sei do que vocês estão falando. Não tem nada de errado. Eu só me esforço e não gosto de falar de algumas coisas. Nada mais." eu tentei convencê-los, mas não tinha um jeito de protegê-los contra os meus pensamentos. Aquela conversa tinha que morrer agora.
Me levantei e olhei bem para eles, com um olhar de tristeza. Eles não entenderam.
"Não. Agora não." eu disse isso e fugi da lanchonete. Corri pra floresta, sem querer voltar pra casa. Eu queria ter contado a verdade pra eles. Eu sabia que eles iriam guardá-la bem, seriam meus amigos ainda. Mas se os Volturi soubessem, eles estariam mortos em meio segundo.
Eles depositavam tanta confiança em mim. A única em que eles confiavam. Samire nem Diego tinham uma família em que pudessem contar.
Samire era de uma família rica de Seattle que sempre quis seguir as regras e se mostrar certinha pra todo mundo. Quando ela começou a vestir preto e a sair com góticos, eles a mandaram pra morar com o tio aqui em La Push e ficar isolada de tudo que mais gostava.
Diego, depois que assumiu a família que era gay, apanhou muito e foi rejeitado por todos na escola e em casa. Ele não tinha pra onde fugir, nem a quem decorrer.
A única amiga deles dois era eu, que não deixava eles se entregarem a esses sentimentos horríveis. Em troca eles nunca me fizeram perguntas difíceis, como sobre a minha família e nada daquilo.
"Ah, que droga. Eu amava essa blusa." eu lamentei. Meio segundo depois eu explodi, detonando as minhas roupas.
"Ouviu esse barulho?" ouvi uma voz conhecida falar. Gelei. Era Samire.
"Será que foi ela?" Diego perguntou.
Eu nem percebi que eles tinham me seguido. Agora era tarde. Eu não estava tão longe da margem da floresta, então era questão de perto até que eles me vissem.
Eu disparei pela floresta com a mochila na boca, pra não levantar suspeitas.
Na metade do caminho eu parei.
Minhas roupas! Eles vão achar que eu sumi ou coisa perecida, sei lá.
Voltei, mas parei de novo. Que saco!
Se eles me vissem assim iriam surtar, além de morrerem de medo e...
"Oh, meu Deus." Samire disse me encarando.
Ok, pode me xingar. Eu me xinguei por dentro. Ver meus amigos me encarando daquela maneira foi a pior coisa do mundo.
"Meu Deus!" Diego gritou e pulou em Samire.
Eu tinha que afastá-los de mim, mas não sabia como. Bem, eu sabia. Ah, droga.
Eu rosnei e me agachei um pouco, dando a impressão que de iria pular. Eles gritaram e saíram correndo.
Bem, seria legal contar essa pro meu pai.
Ok, a reação dele foi a melhor: me deixou de castigo. Pois é, depois do sermão de responsabilidade que eu sabia que merecia. Mas ele tirou o meu notebook. Isso é a pior coisa do mundo.
Tive que arrumar outra coisa pra fazer, como deixar os deveres de casa em dia e estudar.
Eu não estava com paciência pra isso e nem vontade. Cai no sono encima do livro de história, logo depois de começar a ler sobre... Ah, nem me lembro.
Meu sonho começou normal: apenas algumas imagens distorcidas e cores.
Depois tudo ficou preto e, tão rápido quanto apareceu, uma imagem estranha surgiu. Uma floresta queimada, apenas as cinzas sobre as minhas patas.
Patas?
Eu olhei pra mim mesma, mas eu não era eu mesma, em tese. Era patas de lobo, mas eu sentia que não era eu.
'Jony, nada aqui. Vamos pra outra missão.' ouvi uma voz jovem, de garoto, na minha frente. Eu poderia jurar que o dono da voz se chamava Calvin.
'Ok,cara. Vamos procurar a novinha.' eles riram.
'Dizem que ela é forte, e que mora em uma família de vampiros.' Jony, ou eu, riu, ou faz.
'Vai ser divertido.' ele disse, ou eu disse. Ah, isso ta dando dor de cabeça.
Eu olhei em volta e vi um lobo preto vindo até mim. Ele estava sujo e parecia estar cansado.
'Será que ela é gata? Qualquer coisa...' Calvin disse, depois riu.
'Tomara que seja útil, o que é melhor. Se não, bem, digamos que alguns vampiros e um lobinho a menos no mundo não seria um problema.' eles riram.
Aquilo era sombrio. Muito.
De repente, tudo ficou preto e eu acordei aos berros no meu quarto. Eu tinha suado muito e poderia jurar que comecei a me transformar, pois minhas unhas já estavam na forma de garras.
"O que foi, Luna?" minha mãe perguntou, vindo até mim e me abraçando.
"Pesadelo. Só isso." eu respondi. Minha voz estava muito trêmula.
"Tudo bem, filha. Já passou." minha mãe dizia, me acalmando.
Eu sabia que tinha sido só um sonho, mas eu senti que não era. Cada parte de mim dizia que aquilo foi real, e que os Volturi eram o menor dos meus problemas.
N.A.: Oie!Capitulo curtinho,mas só pra ter a desculpa de que foi demorar a postar,pois tenho semana de prova,e PRECISO passar de qualquer jeito com boas que tenham gostado. Ah,e eu preciso de reviews!Por favor mandem se gostaram,se odiaram,se não leram...
Milhões de bjus,bye bye!
N/B: Hey, gal! Demorei? É, provavelmente demorei :T JAOSKAS; Bem, ta ai o cap betadinho (: Enjoy, xoxo ;*
