N/A: É, não tive muitas reviews, mas resolvi aparecer com mais um capítulo, na esperança de que mais gente possa aparecer. Para quem leu e gostou, muito obrigada, mas eu realmente gostaria de saber a sua opinião. E um grande beijo, além de um muito obrigada para as minhas queridas que me deixaram review: Tati Cullen H. e Nina Rickman, na verdade, só a Tati, que ainda me deixou sem palavras com sua review *-*. Ela escreve minha fic favorita gente! (Muito Bem Acompanhada AJ, pra quem estiver curioso, aqui no FF mesmo :D) e minha sempre companheira Steh Cullen que não me larga mais, yay! Valeu meninas *-*.
Bem... Deixo vocês então com o segundo capítulo. Espero não causar decepção. Amanhã vem o terceiro, mas claro, reviews, por favor. É sempre bom e muito importante saber o que estão achando. *-*
*E pra abusar, nao consegui colocar o nome todo no guia de capítulos do FF. ¬¬'.
Beijos. :)
Capítulo 2 – Conversas e desejos com sabor de chocolate.
Fiquei paralisado em sua frente, piscando compulsivamente e sem ação nenhuma. Devo até ter parado de respirar e minha cabeça começou a latejar como se eu tivesse levado um enorme soco.
- Como? – Perguntei baixo, ainda em choque, enquanto olhava seu rosto confuso.
- Como o que?
- Seu nome. – Falei ainda baixo e sem afastar nossas mãos que apertavam uma a outra.
- Alice. – Ela sorriu confusa. – Mary Alice Brandon.
Abri a boca para falar mais alguma coisa, mas desisti. Eu precisava me controlar. Era isso que minha mente gritava. Eu não poderia surtar na frente dela.
- É... Tudo bem... – Sorri e soltei sua mão. – Acho melhor você tomar um banho, antes que pegue um resfriado. – Sorri sem jeito e segui até a porta de meu quarto. Assim que cheguei nela, virei-me para a garota e sorri mais uma vez. – Vou pegar algumas roupas minhas para você; alguma coisa deve servir.
Ela passou a língua nos lábios e sorriu.
- Obrigada. Não queria incomodar.
- Não é incômodo nenhum. – Falei sorrindo e entrei no quarto atordoado.
Respirei fundo e passei as mãos por meus cabelos dourados. Meu Deus! Era coincidência demais, loucura demais, eu devo estar ficando louco!
Franzi o cenho e me sentei na cadeira que estava ali. Meu coração estava disparado e eu respirei fundo. Me debrucei na mesa em frente a ela e procurei pensar com clareza.
Eu não estava sonhando, isso era um fato. Ou estava? Reprimi a vontade infantil de me beliscar e mordi o lábio. Não estava sonhando!
Mas se eu não estava sonhando, quem é essa mulher? Meu Deus, quem é ela?
Como pode existir uma mulher completamente idêntica à Alice? Até o nome das duas é completamente igual, eu juro que ela é simplesmente idêntica à minha personagem, tanto fisicamente, como na personalidade, no nome... Respirei fundo mais uma vez. Minha cabeça doía e meu cérebro trabalhava numa velocidade maior tentando descobrir tudo aquilo. Eu nunca tinha visto essa mulher na minha vida, nunca! Assim como nunca me inspirei em ninguém para escrever Alice... Eu não estou ficando louco! Ou talvez esteja.
Respirei fundo mais uma vez e levantei minha cabeça. Fui até o closet e procurei alguma roupa que serviria para ela. Havia uma calça de moletom minha, preta, de quando eu ainda era garoto. Provavelmente serviria nela, apesar de estar meio velha.
Procurei uma camiseta também e peguei uma toalha limpa. Me levantei e fui em direção à sala.
- Aqui estão. – Falei entrando na sala e encontrando-a parada olhando para a janela, ou, precisamente, para a chuva.
- Ah! Obrigada! – Agradeceu sorrindo enquanto eu lhe entregava as roupas.
- Estão um pouco velhas, mas eu procurei algo do seu tamanho. – Falei e ela riu, fazendo-me rir também. – E... Hum... São apenas essas peças que eu tenho.
- Tudo bem, estão de bom tamanho. – Ela sorriu. – Obrigada.
- Nada... Se quiser deixar suas roupas secando, eu tenho um lugarzinho coberto aqui em casa, acho que você pode colocá-las lá... E aí tem uma toalha limpa.
Ela assentiu.
- Obrigada mais uma vez. – Sorriu e eu me senti um pouco fora de mim.
- De nada... O banheiro é a segunda porta à direita.
Ela assentiu e seguiu até lá. Mordi o lábio e fui até meu quarto. Abri a grande gaveta da mesa que tinha lá e procurei por meu caderno, onde escrevia minhas histórias. Onde escrevi Alice pela primeira vez.
Eu já tinha duas grandes histórias terminadas, histórias estas que eu nunca sei se serão livros um dia. Mas depois que criei Alice, nunca mais consegui me desvencilhar dela. Nunca mais consegui deixar de escrever suas aventuras, seu jeito e sua simpatia. Nunca mais. Minhas histórias pareciam continuações umas das outras, porque eu nunca conseguia deixar minha pequena de lado. Chegava até a doer dentro de mim o fato de um dia deixá-la.
Fui até a sala e me sentei em um sofá. Abri o caderno e comecei a observar Alice. Os trajetos dela, o modo como eu sempre a descrevi e o modo como ela foi se moldando. Era surreal demais ver uma mulher idêntica a ela na minha frente!
Parei de ler e olhei para frente, tentando colocar tanta loucura em ordem! Deus! Eu estava me sentindo naqueles contos ou naqueles filmes em que os personagens de uma história se tornam reais e te levam para as mais incríveis aventuras nos mais incríveis países das fantasias. Mas eu não estava em uma incrível aventura, tampouco no país da fantasia. Eu estava na minha casa, perdido com o fato de ter uma mulher idêntica a minha personagem dentro dela.
A moça que estava aqui em casa. Alice. Não, ela não era a minha Alice. Ela era uma Alice qualquer, uma Alice muito parecida com a minha, mas não era Alice. Aquela que está comigo há tantos meses e que me faz companhia nas noites frias e naquelas, que sem ela, seriam cheias de solidão.
Ela não é a minha Alice. Pelo menos, era disso que eu estava tentando me convencer.
Maneei a cabeça tentando tirar isso de mim. Não importa quem seja essa moça, está perdida e provavelmente com fome. Preparar algo para comer não seria nada mal.
Me levantei do sofá e segui até minha pequena cozinha. Era simples, assim como o resto da casa, mas eu não me incomodava com isso. Cocei a nuca pensando no que eu faria para a moça. Eu não conhecia seus gostos, por mais que ela fosse parecida com minha Alice. Seria coincidência demais, loucura demais e me tiraria de órbita o fato de até o gosto para alimentos ser igual.
Mordi o lábio e olhei para o lado dando de encontro com a moça vindo em minha direção.
Perdi o fôlego.
Ela estava com os cabelos úmidos. Estava um pouco corada, talvez pela temperatura do chuveiro. E por incrível que pareça, minhas roupas ficaram boas em seu corpo. Seus seios ficaram com certo destaque na camiseta grande e o meu moletom, apesar de um pouco folgado, combinou com suas pequenas pernas.
Alice, apesar de pequena, é o tipo de mulher que fica sexy até com uma camiseta e um moletom.
Maneei a cabeça tentando tirar aqueles pensamentos de minha mente. Onde eu estava com a cabeça?
- Olhe, eu deixei minhas roupas e a toalha no local onde você havia me falado. – Ela disse sorrindo. – Eu realmente espero não estar te dando trabalho. E obrigada pelo banho, eu fiquei muito melhor depois dele, acho que se não o tomasse, eu realmente poderia pegar um resfriado, e...
- Tudo bem. – Respondi rindo de leve. O fato de ela falar tanto me encantava... Droga!
Ela abaixou a cabeça e corou um pouco.
- Eu estava pensando em fazer algo para você comer. – Comecei. – Mas como não faço idéia do que você come... – Ela sorriu. – Provavelmente você está com fome.
- Bem. Não estou com fome – Ela riu de leve – Mas me contento com um copo de chocolate bem quente.
- Tem certeza?
- Absoluta.
Assenti e indiquei uma cadeira para que ela pudesse se sentar.
- Eu vou preparar o chocolate então. Gosta que coloque algo? Canela por exemplo?
- Não. Somente o achocolatado e o leite. – Ela sorriu e eu assenti. É claro. Somente o achocolatado e o leite. Alice não suporta canela. Droga. – Quer uma ajuda? – Ela perguntou e eu maneei a cabeça.
- Obrigado.
Comecei a preparar o chocolate como ela havia pedido, mas fui surpreendido por sua voz tão doce. Esqueci de dizer que ela tem a voz mais doce que eu já ouvira... Mas... Não tão doce como eu já imaginara... Alice.
- Você parece um pouco assustado. – Ela comentou. – Está tudo bem? Digo, eu juro que não vou fazer nada, não é um plano meu. Eu sou honesta, trabalho e vivo minha vida de forma honesta assim como minha mãe me ensinou, sabe? Eu realmente não tenho nenhuma má intenção, não quero fazer nada que te prejudique, apenas quero um cantinho pra dormir e...
- Você conhece Edward? – Soltei do nada e quando me dei conta, já havia perguntado. Não tinha mais volta. – Conhece Edward? Rosalie? Emmett?
Alice franziu o cenho. Pareceu pensar, procurar em sua mente algumas informações. Depois, deu de ombros ainda com um semblante confuso.
- Não. – Respondeu ainda confusa. Talvez quisesse saber onde eu queria chegar. – Não conheço, por quê? Eles... Sei lá, são bandidos? – Perguntou e eu não consegui evitar uma boa risada.
Edward, Rosalie e Emmett, assim como Alice, minha Alice são minhas personagens. E... Bem... Talvez eu estivesse louco ao perguntá-la se os conhecia, mas é que eu estava preparado para qualquer resposta maluca.
- Não, não... Hum... São apenas alguns amigos. – Respondi baixo e ela sorriu. – Você se parece com uma pessoa que conheço. Se parece muito, por sinal
Ela sorriu com a cabeça baixa. Pela primeira vez notei que ela estava meio perturbada também. Talvez confusa... Mas eu ainda diria perturbada... Tanto quanto eu. Assim que terminei de fazer seu chocolate quente, o coloquei em uma caneca para mim e para ela e lhe entreguei.
- Espero que goste. – Falei sincero e ela pegou a caneca assoprando de leve. Depois de um tempo, a levou para sua boca e bebeu um gole.
- Ui! Ainda ta quente! – Resmungou e começou a rir, depois voltou a assoprar.
Ri junto dela observando o quanto ela é linda.
Apesar de eu estar confuso com tudo isso, era bom vê-la. Era como se eu estivesse vendo minha Alice na minha frente, de carne e osso. Quero dizer, na verdade era. Ou não. Não sabia mais
- Cuidado. – Falei sincero e ainda rindo. Ela riu também e mais uma vez levou a caneca até a boca. Bebericou um gole, e depois o bebeu de vez.
- Huuum! Está tão bom! – Ela elogiou sorrindo e bebeu mais um gole. – Nossa, que delícia!
Sorri.
- Que bom que gostou. Mas... Me fale mais sobre você. – Pedi e ela sorriu.
- Eu juro que não sou uma ladra! – Mordeu o lábio me fazendo rir.
- Eu acredito em você. Mas vamos, me conte! Estou curioso sobre você.
Ela sorriu e colocou a caneca na mesa.
- Bem, não sei falar de mim. – Deu de ombros e nós dois rimos juntos. – Meu nome é Mary Alice Brandon, tenho 23 anos e trabalho com moda. Não sou estilista, mas sou secretária de uma. – Riu. – Bem, então, às vezes, ou na maioria delas, eu dou meus pitacos sobre o que minha patroa faz. – Comentou e começou a rir. Eu ri também. Ri por observar como seu riso era lindo. – Bem, moro com minha mãe, Esme. Ela é advogada. Não é muito conhecida, mas é muito competente. E... Bem, meu pai faleceu quando eu completei 20 anos... – Ela disse e eu mordi o lábio. Sabia bem como era perder alguém da família.
- Eu sinto muito.
- Obrigada. – Ela falou sincera. – E... Acho que é isso. – Riu. – Eu gosto de fazer compras, gosto de rosa, gosto de ser carinhosa, gosto de falar, sou agitada... Acho que é isso. – Deu de ombros. – E você? Me fale mais de você.
Sorri envergonhado. Eu ainda não havia bebido o leite que eu havia feito. Levei a caneca até a boca e o bebi, saboreando aquilo que eu mais gostava. Chocolate.
Respirei fundo.
- Bem. Meu nome é Jasper Withlock Hale. Tenho 25 anos, e... Sou escritor anônimo e falido. – Soltei um riso e ela me acompanhou. – Brincadeira. Eu escrevo, mas não ganho dinheiro com isso. Escrever é uma das coisas que eu mais amo no mundo. Enfim, agora sou promotor de eventos. – Falei e seus olhos brilharam e eu sorri.
- Você... Não trabalha para a Feast S.A não é?. – Perguntou assustada e eu sorri.
- Trabalho. Por?
- Oh my God! Minha patroa é dona desta empresa!
- Sério?
- Sim! – Ela disse praticamente dando pulinhos na cadeira. – Meu Deus que mundo pequeno!
- Muito! – Respondi e bebi mais um pouco do leite.
- Nossa. Fiquei feliz demais pela coincidência. – Falou e eu sorri.
- Eu também.
Ela sorriu mais ainda. Seus olhos sorriram juntos. Agora que eu havia notado que eles eram azuis. Azuis, não claros, mas um azul novo, chamativo, bonito... Como o de minha Alice.
- Sinceramente, fico muito grata por... Você ter me abrigado aqui. – Ela disse sincera e eu me sentei na cadeira que ficava mais perto da sua. Segurei suas mãos e observei seus olhos. Olhos que tanto chamam minha atenção. Olhos que eu uma vez imaginei que ficariam lindos em uma mulher e que eu ainda não estava acreditando que poderia vê-los a minha frente. – Acho que ninguém mais faria o que você fez por mim. – Ela respondeu sincera.
Sorri de lado.
- Você é linda Alice. É doce. É simpática. É amável, agradável, com um bom coração... Eu seria louco se não te ajudasse. – Ainda mais louco do que já estou, completei em minha mente.
E observando ela. Sentindo meu coração batendo tão rápido, percebi que o louco já estava com dois sentidos para mim. Eu estava enlouquecendo com toda essa história e agora, estava enlouquecendo com ela.
Eu estava enlouquecendo com seus olhos, com sua boca, com seu sorriso... Com seu corpo. Minha mente viajou imaginando como seria ter seu corpo macio junto ao meu, sua respiração contra a minha... Como seria ouvir meu nome saindo de sua boca de um modo tão simples, como seria ter sua boca grudada na minha... Como seria seu cheiro, seu gosto...
Meus lábios se entreabriram ao imaginar tudo isso, e meu coração se apertou. Não, não vou ser hipócrita e dizer que só meu coração se apertou. Mas eu não podia me deixar levar. Não podia, afinal, eu não estava atraído por ela. Era uma atração pelo fato de ela ser tão parecida com minha Alice. De ela ser a realidade de algo que eu sonhei por tanto tempo... Não era por ela que eu estava sentindo isso tudo. Essa Alice à minha frente não era a minha Alice. E mesmo assim, ela era doce e adorável... Não merecia isso. Não merecia que eu me enganasse tanto assim, não merecia que eu a enganasse.
Mas ao mesmo tempo em que eu tinha a consciência me gritando tudo isso, eu também tinha outro lado meu que não conseguia deixar de fazer nossas bocas se aproximarem uma da outra, não conseguia fazer com que eu desse um basta nisso tudo, não conseguia fazer com que eu deixasse de sentir tanta atração por ela.
Observei seus olhos. Eles estavam diferentes, tinham um brilho diferente... Desejo... Ela tinha tanto desejo quanto eu.
E apesar de perceber que, assim como eu, ela também estava confusa... Eu não consegui refrear tudo aquilo. Não era um sentimento. Não era amor... Era atração. Desejo... Vontade de estar um com o outro... Mas... Ela não merecia... Ela não merecia apenas uma noite e eu sei bem que tudo não passaria de uma noite.
Mas... E um beijo? Não poderíamos tocar nossos lábios? Um beijo simples e singelo? Um beijo para poder satisfazer um pouco nossas vontades? Um beijo... Apenas um beijo. Nada mais que isso. Por mais que seu corpo me convidasse a tocá-lo, tudo não passaria de um beijo.
E então, depois de muito pensar... Tocamos nossos lábios de leve. Arfei com a eletricidade que se passou em meu corpo no momento que senti seus doces lábios. E a beijei. A beijei como eu tanto queria, com toda a vontade de meu peito.
Foi aí senti um pouco do gosto a qual eu havia esquecido que sentiria: Chocolate.
Gosto este que estava com um sabor melhor, muito melhor. Era seu gosto. Seu sabor...
Seu sabor misturado ao chocolate era simplesmente divino...
E também era completamente excitante.
Fim do capítulo 2
