N/A: Sorry com a demora do capítulo, mas tudo bem, agora estou de volta.\o/ o próximo capítulo e último também já está pronto, porém vou escrever o epílogo antes de postá-lo.
Um beijo para as minhas lindas que deixaram reviews: Cinthia Barbosa, Caroline Marques, bgsmeinterfona, Steh Cullen, Tati Cullen H. e Nina Rickman, Jose e A. Magnail !Acho que há tempos não recebo tantas reviews assim! Amanhã respondo todas vocês, pq agora já são 00h38, oh céus! Hahaha. Obrigada meus anjos.
Quanto ao terceiro capítulo, eu espero que vocês gostem dele e claro, deixem reviews lindas como fizeram com este capítulo 2. E se você não deixou, ora pois, siga o exemplo hahaha ;). Um beijo grande e até logo :D
PS: O trecho que vocês verão neste capítulo é da música This is us da cantora Keyshia Cole. ;)
Capítulo 3 – The perfect weekend. No rain in sight.
Ter os lábios de Alice junto dos meus era divino. Sentir seu gosto era excitante e poder sentir sua pele sobre meus dedos era uma dádiva.
Com a mão que estava sem seu queixo, passei o polegar por seu rosto tão macio e tão quente enquanto a outra mão ainda segurava seu rosto. Depois escorreguei minha mão por seu pescoço e depois por seu corpo, até pará-la no meio de suas costas. Alice suspirou em minha boca e eu a trouxe para mais perto de mim. Para meu colo.
Ela se sentou em meu colo enquanto nós dois continuávamos nos beijando. Era algo tão bom tê-la em meus braços, tê-la perto de mim. Era tão bom quanto sentir seu gosto bom e suave em minha boca misturado ao doce sabor do chocolate quente que estava se dissipando aos poucos. Alice me abraçou passando as mãos por meu pescoço enquanto minha outra mão posou em sua coxa. Eu já estava sem ar – e certamente ela também – quando finalmente desgrudei nossos lábios.
Encostamos nossas testas uma na outra e respiramos com dificuldade. Sorri ao vê-la corada e ao ver seus lábios vermelhos e inchados e molhados por causa do beijo. Ela estava com os olhos brilhando e assim que percebeu que eu estava observando-a, sorriu também.
- Você beija bem. Bem demais. – Ela soltou e depois, como se tivesse falado uma grande besteira, arregalou os olhos e tapou a boca com as duas mãos.
Gargalhei com essa sua ação e com o fato de ela ter corado com isso tudo. Ri com o que eu disse, com o que fez e pelo fato de eu ter começado a rir. Tão linda... Tão Alice... Minha Alice...
Meu coração batia mais forte denunciando o fato de eu ainda estar confuso... Eu já não sabia dizer se os arrepios, os sorrisos e tudo mais causados em mim eram por ela ou por Alice. Já não sabia mais quem estava fazendo com que esse turbilhão de sentimentos transbordasse e me enchesse. Não sabia mais quem era a responsável por fazer meu coração palpitar como se estivesse prestes a atravessar minhas costelas. Não sabia mais quem era a responsável por me fazer sentir tanta coisa em tão pouco tempo.
- Você também. – Falei sincero. Porém, mesmo sendo sincero, falei por sacanagem só para vê-la sorrir e corar mais uma vez. Como ela fica linda com as bochechas rosadinhas...
- Me beija de novo? – Ela pediu manhosa e mordeu o lábio. Seus cabelos estavam secando e, como eu já havia presumido, estava ficando espetadinho, apontando para todos os lados. Sorri com seu pedido e toquei seu rosto.
- Ah... Não. – Torci o nariz apenas para saber sua reação. Eu também estava intrigado com ela. Bem intrigado. Se no começo eu estava confuso e desesperado pelo fato de ela ser tão igual à Alice, agora eu me divertia descobrindo mais e mais características parecidas com as de minha pequena.
- Ah... Tá bom então. – Ela cruzou os braços e fez bico. Virou o rosto para mim e eu gargalhei com isso.
- Alice... – A chamei mais uma vez e ela olhou para mim.
- Não quero saber, fui rejeitada. – Falou e virou a cara mais uma vez.
- Sua boba! – Falei tocando seus cabelos com meu dedo indicador. Seus fios negros eram tão macios. – Não sou idiota a ponto de te rejeitar.
Ela sorriu e encostou a cabeça em meu peito.
- Deus! Mal te conheço e eu já estou aos beijos com você. – Ela disse e seu tom era uma mistura de surpresa com decepção. – Nunca fui assim... Nunca fui fácil deste jeito.
Sua frase me deixou pensativo. Talvez... Talvez eu tenha sido rápido demais lhe dando um beijo. Mesmo tendo parecido algo tão sem importância para mim, é algo com uma enorme importância para ela. Respirei fundo e abaixei a cabeça.
- É... Estranho... – Continuou ela. – Eu sinto meu coração palpitar quando eu te vejo, assim como eu sinto meus olhos brilharem e sinto minha boca seca, querendo um beijo seu... Eu me sinto atraída por você e nunca me senti assim com ninguém. Sendo que tem o quanto tempo que te conheço? Meia hora? Uma hora? Não sei mais. Só sei que... Nunca senti isso.
- Alice... – Chamei seu nome tocando seus dedos em meu peito por cima da minha camisa. Eu tinha um motivo para me sentir tão atraído por ela e ela? Tinha um motivo para se sentir atraída por mim? Tinha?
Respirei fundo. A confusão voltou a minha mente. E o aperto no peito também, por um motivo diferente, era um aperto no peito diferente, era tristeza por algum motivo.
- Eu não quero ser fácil assim, mas eu também não quero resistir a você. – Ela disse aproximando nossos lábios. – Eu... Gosto de ter você perto de mim... É bom... E pode ser tão melhor...
- Alice... A gente não se ama. A gente se conhece há tão pouco tempo. – Falei baixo e estranhamente meu peito doía com aquelas palavras. – Eu... Sei que não vai passar de uma só noite, e eu não quero só uma só noite pra você. Você merece mais que isso.
Ela olhou em meus olhos. O azul estava triste. Pensativo. Confuso... Notei o turbilhão de emoções em seu olhar, em sua alma... Seu coração batia rápido e sem ritmo, eu quase podia senti-lo... Ela me pareceu magoada com minhas palavras... Rejeitada... Abaixou a cabeça e se afastou um pouco de mim. Não deixei que ela se afastasse mais e nem que ela saísse de meu colo.
- Olha... Não entenda que eu não quero você. – Falei e ela me olhou. Nossas respirações estavam descompassadas e meu coração agora batia tão mais forte... – Eu quero você. Quero muito. – Toquei seu rosto de leve. – Mas... Eu não tenho certeza se nos veremos de novo. E eu não quero ter apenas uma noite com você. Você não merece apenas uma noite de sexo e que tudo seja esquecido depois. Não quero que seja assim pra você. Você é tão especial para mim quanto...
- Quanto?
- Quanto uma conhecida de longa data. – Falei. Eu ia falar Quanto Alice. Quanto minha pequena Alice. Mas achei melhor não. Ela não precisava saber disso.
Alice abaixou os olhos.
- Eu quero você. – Disse apenas e beijou meus lábios. – Quero você como nunca quis ninguém. Quero você que chega até a doer dentro de mim. E assim como você disse, não sei se te verei de novo. Não quero desperdiçar esta chance. – Murmurou em meus lábios e eu então perdi a cabeça. Beijei seus lábios com vontade, com desejo. Toquei suas costas com minhas mãos e me levantei com ela em meus braços. Alice segurou em meu pescoço ainda mais forte e prendeu suas pernas em minhas costas.
Seguimos até meu quarto e eu a deitei na cama. Eu estava nervoso com aquilo tudo, tentei me segurar por ela. Mas agora eu tinha uma permissão... E deixei me levar...
Me deixei levar como um músico se deixa levar por sua canção...
I'm like a sunday morning.
Eu sou como um domingo de manhã
Your like friday night.
Você como uma sexta à noite
And when we kiss its the perfect weekend.
E quando nos beijamos é o fim de semana perfeito
No rain in sight.
Sem previsão de chuva
Era manhã... O Sol já havia nascido e os pássaros já estavam cantando anunciando um novo dia. A chuva cessou e eu ainda estava deitado após ter aberto os olhos. O som do canto dos pássaros estava me acalmando e o Sol que batia em minha janela apenas anunciava que eu precisava levantar.
Passei minhas mãos por meus olhos e bocejei. Algo estava estranho ali e eu precisava saber o que era.
Ao passar a mão ao meu lado na cama, notei estar vazio. Era isso que estava estranho. Alice não estava mais ali. Franzi o cenho e me sentei rapidamente olhando tudo em volta. Céus, onde estava Alice?
Me levantei da cama e fui em direção à sala. Ela provavelmente estaria lá, não é? Mordi o lábio. Realmente estava.
Encontrei Alice sentada no chão da sala com as costas encostadas no sofá. Ela estava sentada na posição de índio, lendo algo e comendo uma maçã. Sorri ao vê-la, tão linda... Tão doce... Me lembrei da noite que passamos juntos...
Desviei os olhos dela e passei as mãos por meus cabelos. Deus, essa maldita atração que não passava? Eu estava me sentindo um rapaz apaixonado por sua princesa, e eu sabia que não era isso... Ou talvez fosse. Uma paixão por Alice... Mas pela minha Alice... Alice Brandon não precisava sofrer com isso.
Porém foi quando eu estava pensando nisso que eu notei o que ela estava lendo tão concentrada.
Meu caderno.
- Alice? – Chamei seu nome procurando disfarçar o nervosismo. Afinal, ela poderia descobrir tamanha semelhança com uma personagem minha... Com Alice...
Ela levantou a cabeça e corou.
- Desculpe tamanha invasão, mas é que eu estava com fome. – Ela mexeu a maçã em sua mão ainda envergonhada. Olhou para meu corpo e desviou os olhos. – Então, como você estava dormindo, resolvi pegar a maçã. Espero que não se importe. – Sorriu tímida ainda sem olhar para mim.
Sorri. Por ela, por tudo... Por estar um pouco aliviado... Talvez ela não tenha lido ainda...
- Tudo bem. – Falei e quando me dei conta ainda estava parado na frente dela apenas com uma calça de moletom. Maneei a cabeça e encostei-me à parede.
- Você escreve bem. – Ela disse observando o caderno. – Tem uma escrita maravilhosa, descreve bem, prende nossa atenção. Se você não chegasse, eu ficaria aqui, lendo, como estou fazendo tem meia hora mais ou menos. – Sorriu. – Veja a maçã. Às vezes até me esqueço de comer ela.
Sorri com o elogio. Elogios assim eram esperados por todos os escritores, sejam eles anônimos ou não. Saber que mais alguém gosta do que você escreve é simplesmente animador. Mas mesmo assim isso não me deixou ficar menos aflito. Pode parecer besteira, mas eu tenho medo de como Alice pode reagir ao saber que tem uma personagem minha completamente idêntica a ela.
Ela olhou para mim e abriu a boca, porém não teve coragem de falar. A fechou e mordeu mais um pedaço da maçã, ainda sem tirar os olhos de mim. Andei e me sentei no sofá em frente a ela. Ela não tirou os olhos de mim por nenhum momento. E nem eu tirei os meus olhos dela, e depois de um tempo, ela abaixou a cabeça e corou mais uma vez.
- Você está envergonhada... – Falei e ela riu.
- Um pouco. – Deu de ombros e riu mais uma vez. – Digo, muito.
- Você está arrependida. – Arrisquei e ela maneou a cabeça.
- Não. Não me arrependi de nada. – Ela falou sincera. – Nada, nada. Se eu voltasse no tempo, faria tudo de novo. – Completou ficando de joelho e indo até perto de mim.
Seus olhos azuis estavam vivos. Estavam mais belos quanto ontem. Agora eu me lembraria deles pelo resto da minha vida. Me lembraria deles com devoção, com carinho. Me lembraria do dia que tive Alice perto de mim... Quando me dei conta, estava respirando com dificuldade e nossos lábios estavam mais próximos mais uma vez. Mas não só eles, nossos olhos também estavam próximos demais...
- Jasper... – Ela começou e parou. Respirou fundo e me pareceu medir as palavras. – Como...
- Como? – Indaguei.
- Como você... Como você... Criou Alice? – Ela me perguntou e eu paralisei com sua pergunta. – Como você criou Alice? Você me conhece de onde?
Seu tom era apenas curioso. E eu mordi o lábio. Era hora de se explicar.
Fim do capítulo 3.
