N/A: Pois é, infelizmente chegamos ao nosso epílogo. Ou felizmente hahaha. Felizmente porque a agonia acabou e infelizmente por que eu gostava de escrever Amor entre Linhas. Sentirei falta da fic, porque ela me conquistou demais. É. Mas, não era pra ser uma fic grande, não teria condições disso. Talvez, em um futuro, eu possa fazer uma continuação, mas acho que não. Eu precisaria de uma boa história para tal feito.

E eu só tenho a agradecer à vocês por tudo. Sério. Primeira vez que uma fic minha foi tão comentada aqui no ff. E isso me animou a me dedicar mais as postagens aqui nas possíveis fanfics que eu possa lançar futuramente. Muito obrigada. Fui surpreendida por vocês e fiquei imensamente feliz com essa surpresa. Então, eu apenas digo obrigada.

Obrigada pelas reviews do último capítulo bgsmeinterfona, Cínthia B, Steh Cullen, A. Magnail, Caroline Marques, May Busnello e Jose Souza. Obrigada mesmo! Não respondi as reviews, todas as respostas estão aqui, mas as próximas farei questão.

E para quem acompanhou a fanfic, mas não se identificou: Muito obrigada também e em uma possível próxima vez, você está convidado(a) de participar. Eu não mordo, até pq se mordesse, já teria pegado o Jasper há muito tempo :P.

Beijos gente e mais uma vez, obrigada :)

PS: Trecho da música: Dreams Collide – Colbie Caillat.

Epílogo. – Dreams Collide.

I am stuck here

Estou preso aqui

In a moment

No momento

And I'm trying to pretend

E eu estou tentando fingir

So I'll play this feeling over

Então eu irei interpretar este sentimento

And over again

De novo e de novo

Idle on this memory

Inativa quanto a essa memória

Maybe I should wake instead

Talvez eu devesse despertar em vez disso

But I'm on my way to go

Mas eu estou em meu caminho para

Back inside my head

voltar para dentro de minha cabeça

Surpreendentemente os dias voaram. O tempo passou tão rápido que nem eu mesmo consegui ver. Não que fosse estranho. Eu já estava acostumado com o fato de o tempo estar louco e as vinte e quatro horas parecerem apenas doze. Ou pelo menos, eu deveria estar acostumado.

Porque esses dias passaram com uma rapidez estranha. Eles passavam, mas a noite parecia sempre se arrastar. Sempre quando a lua prateada iluminava o céu de onde eu morava e as estrelas pontilhavam dando brilho para aquele azul tão escuro, quase negro, eu simplesmente não conseguia olhar para o relógio. Por mais que eu pensasse que as horas haviam passado, apenas alguns minutos se foram.

Tudo isso graças à falta da minha inspiração, devo acrescentar. Eu estive tão acostumado a escrever Alice, que eu apenas conseguia escrever com ela. Porém, a cada palavra que eu lia, eu apagava. Não fazia jus. Não era a realidade. E eu nunca conseguia escrever uma palavra que me agradasse. Porém, mesmo que a noite demorasse a passar, eu sempre conseguia pegar no sono depois de uma luta. Depois da frustração de não conseguir escrever. Entretanto, sempre que eu dormia, meu consciente queria sonhar com ela. E sempre que eu sonhava... Eu despertava.

I close my eyes

Eu fecho meus olhos

And try to hide

E tento esconder

But wake

Mas desperto

When these dreams collide

Quando esses sonhos colidem.

E foi nessas que eu passei a compor. Não que eu já estivesse com um caderno cheio de musicas de fossa, mas havia alguns versos, até mesmo estrofes de músicas inacabadas. Rá. Eu não servia para ser um compositor. Pra ser bem sincero, ultimamente eu não tenho expressado meus sentimentos.

Passou-se quinze dias que tudo aconteceu. E posso dizer que, fora isso de estar sem inspiração, minha vida em nada mudou. Sim... Apenas isso tem me atrapalhado. Mas já era o bastante. Não posso dizer que doía. Que doía a ponto de me fazer sangrar por dentro, me fazer chorar e nada mais me fazer sentido. Não doía. Eu apenas me sentia... Vazio quando estava sozinho. Era como se uma parte de mim sentisse falta de algo. Talvez, agora, eu esteja realmente notando a solidão que vivi por tanto tempo, só que com mais intensidade. Não doía. Eu só passei a tratar os sentimentos, meus sentimentos, como algo mecânico porque, por mais que eu lutasse minha mente nunca conseguia expressá-los, nunca conseguia me mostrar que os sentimentos ainda estavam em mim com vitalidade. E quando finalmente ela me mostrava, ah, eu não gostava.

Por que até mesmo o fato de ter uma mulher na cama não era tão bom quanto ter Alice.

E digo isso não por falta de tentativas. Eu tentei ir à busca do que eu era antes de tudo acontecer. Mas nada. Eu apenas sentia o prazer sexual, nunca me satisfazia, não importava com qual mulher eu estivesse. Não fazia jus a Alice. Não era igual.

Não era eu ali.

Minha vida não havia mudado, mas talvez eu sim. Talvez eu tenha mudado e pra pior. E eu não sabia mais como fazer para voltar a ser o que eu era, porque eu já tentara de tudo. E o resultado deste tudo foi praticamente nada.

Andando por minha casa eu estive pensando em tudo isso. Era noite, a chuva caía e eu estava indo para minha cama. Estranho eu ir dormir mais cedo do que eu estava acostumado, mas eu realmente estava me sentindo necessitado de uma boa noite de sono. Não que eu fosse conseguir dormir logo.

Deite-me na cama e me cobri com os cobertores dali. Estava frio, a chuva estava forte e ouvir o barulho dela caindo lá fora poderia me fazer pegar no sono com mais rapidez. Fechei os olhos e ouvi a campainha tocar.

Respirei fundo e me levantei. Caminhei até a sala e abri a porta.

E então, eu simplesmente não podia acreditar no que eu estava vendo. Uma ilusão, uma miragem ou algo do tipo?

- Será que o senhor tem abrigo para uma pobre moça perdida e que corre o risco de pegar uma pneumonia pelo fato de estar ensopada?

Engoli em seco e respirei fundo enquanto franzia o cenho.

- Você... – Tentei falar, mas eu não conseguia. Não conseguia mais olhar para nada a não ser a moça dos olhos azuis que me olhava com seu queixo batendo de frio.

- Eu não consegui ficar longe de você. – Ela disse e sorriu. – Eu... Não quero mais ficar longe de você. – Ela disse e mordeu o lábio. – Eu sonhei com você. Antes de tudo.

Respirei fundo ouvindo aquelas palavras. Aquelas doces palavras.

- Sonhou? – Perguntei finalmente. Eu estava confuso.

Ela assentiu.

- Eu sonhei com você. Um sonho vívido. E quando te vi abrindo a porta pra mim naquela noite chuvosa, eu senti meu coração disparar como nunca havia disparado antes. E... Eu... Estive confusa com aquilo. Depois eu vi Alice. Vi que você tinha me escrito... Não sei dizer como eu fiquei Jasper. Eu só sei dizer que eu não consegui te esquecer... Nunca mais. Fiquei esses 15 dias sonhando acordada contigo. Imaginando nossos corpos unidos, seus lábios nos meus. – Ela andou alguns passos e segurou meu rosto que devia estar pálido e paralisado. Eu não me lembrava nem como se respirava mais. – Eu... Cheguei à conclusão de que eu amo você. Cheguei à conclusão de que o destino quis assim.

A olhei por algum tempo que eu não consiga calcular o quanto. Eu a amava. Eu sempre a amei. E agora... Agora não havia como voltar atrás. Meus braços circularam sua cintura e eu a trouxe mais para perto de mim. Seu corpo molhado e frio entrou em contato com minha camiseta e conseqüentemente com meu corpo, fazendo-me arrepiar de frio. Não tirei meus olhos dos seus enquanto isso; e ela sorriu mais ainda.

Alice.

Minha Alice.

- Eu te amo. – Sussurrei enquanto aproximava nossas bocas. – Eu me dei conta disso tarde demais, mas eu te amo. Eu te amo demais minha pequena.

- Eu e Alice. Somos uma só. – Ela sussurrou e eu sorri.

- Vocês são. E você Alice, – Segurei seu queixo com delicadeza – é a dona do meu coração. A dona da minha mente, a dona do meu ser... Desde... – Respirei fundo. – Eu te amo. – Murmurei e tomei seus lábios nos meus. Senti seus lábios macios junto dos meus mais uma vez e gemi com o prazer que isso me proporcionava. Eu amava, como nunca amei ninguém. Eu iria protegê-la de tudo e de todos. Minha Alice.

Ela era minha e de mais ninguém. Ela sempre foi.

Minha pequena Alice.

Fim.