N.t.: É... twilight não nos pertence!
Pefil da Saya, amores: /u/2013170/MayraDih
A Kathy traduziu este capítulo!^^
Sem mais,
Os sons do estabelecimento
Eu desmoronei no meio do meu apartamento e sequei minha testa com as costas da mão. Eu havia acabado de fechar e lacrar a última caixa. As últimas seis semanas tinham sido as mais longas da minha vida. Ao voltar para Phoenix, eu tinha sido informada que eu seria deslocada para Seattle. Eu estava fortemente inclinada para Portland. De qualquer forma, o fato de eu ter conseguido assinar o maior contrato que a Newton Corporation já tinha negociado com uma empresa de Seattle foi um fator importante. Era uma conta de oito dígitos que tinha o potencial de ser a longo prazo, então Sr. Newton considerou que seria mais benéfico para seus novos escritórios serem localizados na mesma cidade.
As semanas seguintes foram usadas trabalhando com a minha substituição, lendo resumos, realizando entrevistas para o meu novo assistente em Seattle, procurando apartamento e fazendo tudo que eu podia parar manter as mãos de Mike longe de mim. Sério, o cara decidiu que nós deveríamos agora ser um elemento, uma vez que estávamos nos mudando juntos para abrir o novo escritório.
Mike Newton, com suas mãos pegajosas agia mais como se ele ainda pertencesse a uma fraternidade universitária ao invés de Vice-Presidente das Operações da Costa Oeste, uma empresa de software promissora. Obviamente, ele conseguiu o emprego porque o pai dele é dono da empresa. Mike era geralmente apenas um bastardo arrogante que gostava de pensar em si mesmo como um presente de Deus para as mulheres. Era essa mesma confiança - bem, eu chamava de arrogância - que o ajudou em ser tão bom em relacionamentos com clientes, embora o lado geek fosse sua especialidade. Ele era verdadeiramente um sábio matemático, mas não tinha ambições por nada a não ser que tivesse alguma coisa a ver com vídeo games... ou sexo. Mesmo assim, com a ambição certa, ele tinha o potencial para ser o próximo Bill Gates.
Mike tinha saído com mais de dois terços das mulheres do nosso escritório em Arizona. E aquelas com quem ele não tinha saído consistiam na porcentagem de casadas ou lésbicas. Bem, e eu, é claro. Eu não era casada ou lésbica, e ainda sim eu conseguia manter as mãos de Mike fora de debaixo da minha saia. Realmente, nós conseguíamos ter uma relação profissional relativamente boa, e eu acho que isso é porque eu consistentemente o desprezava.
Sorte minha, isso significava que iria ser meu trabalho tomar conta dele enquanto nós iniciávamos a loja em uma nova cidade. Na verdade, eu não ficaria surpresa ao saber que minha contínua não-relação com Mike era a verdadeira razão pela qual eu estava sendo atribuída ao trabalho em Seattle.
O toque do meu celular me tirou dos meus pensamentos, e eu o peguei do meu bolso.
"Bella!" A voz no meu ouvido exclamou.
"Oi, mãe."
"Então, está de malas feitas e pronta para ir?"
"Sim. Eu acho." Eu digo enquanto lentamente sento. "Os carregadores devem estar aqui em mais ou menos uma hora"
"Eu não consigo acreditar que meu bebê está finalmente se mudando. Apesar de que eu gostaria que você estivesse se mudando para mais próximo de sua querida velha mãe, mas eu acho que isso será bom para você e Charlie."
Eu suspirei. "Mãe, você faz parecer que eu estou indo para a universidade." Eu tinha vinte e oito anos de idade; não era como se eu fosse uma garota de dezoito anos recém-formada no colegial e ia sair para o grande mundo sozinha pela primeira vez.
Mas minha mãe estava certa, desde que eu e ela nos mudamos para Phoenix quando eu tinha dez anos, eu nunca tinha saído. Nem mesmo quando Renée tinha passado a maior parte do meu primeiro e último ano no colegial dividindo seu tempo entre viajar com o novo marido dela e sendo uma "figura materna" de modo que minha escola tivesse alguém para contato em caso de uma emergência. Na verdade, eu sempre tinha sido a mãe no nosso relacionamento.
Renée riu. "Eu só acho que está mais do que na hora de você fazer alguma coisa com sua vida, ao invés de trabalhar o tempo inteiro, querida."
"Eu sei, eu sei," Eu disse, tentando acalmá-la, mesmo sabendo que eu não estava a enganando. Minha mãe pode ser muito infantil, mas ela era extremamente perspicaz.
Eu tinha evitado parte de sua declaração anterior, e agora era só uma questão de tempo antes que ela trouxesse isso à tona novamente.
"Como está Brett?" Eu perguntei, tentando distrair ela.
"Maravilhosa. Crescendo. Ela está muito animada sobre começar a escola em setembro. E ela sente falta da irmã mais velha, você sabe."
Eu sorri. Brett era minha meia-irmã. Ela era uma adorável pequena garota que eu tinha visto apenas cinco vezes em sua vida. Eu duvidava muito que ela sentisse minha falta; ela mal me conhecia. Ver minha mãe com Brett e seu marido Phil sempre tinha sido amargo para mim. Eles pareciam com uma feliz e carinhosa família.
Em algum lugar entre me criar e ter Brett, minha mãe havia encontrado seu lado materno.
"Eu simplesmente não podia acreditar!" Renee estava dizendo quando me dei conta de que eu não estava prestando atenção.
"Oh. Sim, mãe. Eu também não consigo acreditar nisso," Eu disse numa tentativa de cobrir.
Ouve uma pausa, e eu quase me perguntava se eu tinha dito algo errado.
"Querida, você está se sentindo bem? Você não tem parecido com você mesma nas últimas vezes que eu liguei."
"Sim. Eu estou bem. Só estressada. Você sabe, empacotando, tentando achar um lugar para morar sem ver, lidando com o trabalho... Tudo irá se arrumar logo."
"Tem certeza que é isso? Eu simplesmente não consigo afastar a sensação de que alguma coisa está acontecendo com você".
Como se fosse uma deixa, eu bocejei. "Me desculpe. Sim, mãe, eu tenho certeza. Só estou muito cansada. É o estresse, e assim que eu me mudar, eu poderei me sincronizar com o ritmo circadiano novamente."
Renée riu levemente. "Então, você já ligou para Charlie para avisá-lo que você está se mudando?"
Passei os dedos pelo meu cabelo, eu sabia que ela iria voltar ao assunto do meu pai. "Não. Eu ainda não liguei. Pensei que eu deveria esperar até que estivesse estabelecida."
Ouvi minha mãe suspirar. "Bella, você deveria ligar para ele antes de se mudar. Tenho certeza de que ele iria aparecer e te ajudar a se instalar."
"É para isso que serve a companhia de mudança. Eu não preciso que Charlie apareça e finja que é meu pai por metade de um dia só para aliviar a consciência culpada dele."
"Você sabe que não é assim, Bella. Ele queria-"
"Eu sei," Eu disse, cortando ela. "Eu não quis dizer isso. Eu só estou irritada, e meu temperamento está com um pavio muito curto agora. Eu não preciso adicionar isso ao meu estresse. Assim que eu me mudar e acertas as coisas, eu ligarei para Charlie. Eu prometo. Mas agora eu não quero adicionar nada mais no meu prato. Okay?"
"Okay, Bella. Okay."
Nossa conversa não durou muito. Minha mãe me desejou uma boa viagem e me pediu para ligar para ela assim que eu mudasse para meu novo apartamento e eu obedeci. Antes de desligar o telefone, ela me fez prometer novamente que eu iria ligar para Charlie assim que eu pudesse. Eu mimei ela, sabendo que eu iria adiar isso até o último minuto possível.
~*~
Apoiando os cotovelos sobre a mesa, eu comecei a massagear minhas têmporas, respirando lenta e profundamente.
Inspira pelo nariz, expira pela boca.
Eu estava em Seattle durante duas semanas e todas as esperanças de as coisas chegarem a uma rotina gerenciável foram lentamente serpenteando para o ralo. O esgotamento de antes tinha se agravado a tal ponto que agora eu estava fisicamente doente. Eu quase nunca ficava doente. Mas aqui estou sentada, lutando contra a náusea que vinha me ameaçando com o simples pensamento de trabalho ultimamente.
Desistindo da massagem, eu gentilmente pousei minha cabeça na superfície fria e dura da minha mesa. Tomei fôlego enquanto manobrava a lixeira debaixo da minha mesa. Às cegas, alcancei o meu telefone de mesa e senti meu caminho para o botão do intercomunicador.
"Eu preciso de você, por favor."
Minha assistente nem sequer respondeu, e um segundo depois, eu ouvi a porta do meu escritório abrir. "Srta. Swan? A srta. continua se sentindo doente?
"Sim," Eu murmurei à mesa, sem sequer me importar em levantar minha cabeça.
Eu pulei um pouco quando senti algo gelado na minha nuca, antes de eu respirar fundo e relaxar como eu quase imediatamente me senti melhor. Não iria durar, eu sabia disso, mas o alivio momentâneo foi bem vindo.
"Eu posso cancelar seu compromisso de três horas," Ângela disse enquanto eu lentamente levantei minha cabeça da mesa. "Deus, Srta. Swan, você está horrível"
"Obrigada," Eu disse com uma careta. " Eu sinto como se tivesse sido atropelada por um caminhão. Eu não consigo tirar esse maldito vírus."
"Você está trabalhando muito."
"Não é como se eu tivesse uma escolha. Este escritório acaba de ser inaugurado." Eu olhei para o relógio. "Mike ligou hoje?"
Ela balançou a cabeça, e eu senti a necessidade de fechar os meus olhos. Apenas observar o menor movimento fazia meu estomago nauseado.
"Gostaria que eu marcasse um compromisso para esta tarde?"
Eu abri meus olhos lentamente e olhei para ela. "Eu pensei que você tinha acabado de dizer que iria cancelar o de três horas."
"Eu quis dizer se gostaria que eu marcasse uma consulta com um médico para você no lugar de compromisso de três horas."
"Oh." Olhei para a minha mesa, cheia de papéis e memorandos que precisavam ser resolvidos até o final do dia. Suspirei. "Não. Obrigado, Ângela. "
"Srta. Swan, eu realmente acho que você deve ir. Você esteve muito mal durante a última semana ou assim, e ao invés de melhorar, só parece estar ficando pior."
Ângela estava errada sobre uma coisa. Isso vinha acontecendo por mais de uma semana, mas foi sem importância no início, apenas sendo um problema quando o meu estresse estava no seu auge. Ou a minha doença sem importância tinha crescido em um grande ou o meu esforço foi exponencialmente maior. Eu estava apostando na última opção.
Tudo que uma consulta com um médico me renderia era uma ordem para que eu relaxasse e pegar leve por alguns dias e, possivelmente, uma receita para Xanax.
Eu não podia me dar ao luxo de fazer qualquer dessas coisas agora, embora uma medicação anti-ansiedade que me ajudasse a esquecer tudo por algumas horas soasse muito bem, mas havia demasiadas coisas que precisavam da minha atenção.
Além disso, dormir não é meu problema, eu estava dormindo muito mais do que o normal.
Eu olhei nos olhos castanhos da minha assistente, enquanto ela torcia as mãos. Ela estava preocupada, e eu comecei a me sentir culpada por causar stress adicional a ela. "E se eu prometer que se eu não melhorar até o fim da semana eu irei ver um médico?" Eu não tinha intenção de levar isso adiante. Não que isso importasse. Eu estava certa de estaria bem até sexta.
~*~
A maior parte do dia tinha sido gasta em reuniões e fora do escritório. Às duas horas na sexta-feira à tarde, voltei ao escritório, e após uma rápida olhada para garantir que não havia nenhum cliente por perto, tirei meus sapatos. A única pessoa que eu vi foi Monique, nossa recepcionista, e Ângela. Nem mesmo a assistente de Mike, Jéssica, estava na mesa dela.
"Boa tarde, Srta. Swan"
"Oi, Ângela." Eu sorri fracamente para ela enquanto passava pela mesa dela e entrava no meu escritório com meus sapatos nas mãos.
Ela olhou para meus sapatos e sorriu enquanto levantava uma sobrancelha questionando. "Longo dia?"
"E nem acabou ainda", eu reclamei enquanto andava até a minha mesa, sem cerimônias largando meus malditos sapatos no chão antes de desabar na minha cadeira. Ângela ficou na minha frente e me entregou uma pilha de mensagens.
Eu mal olhei para elas antes de lhe perguntar: "Existe alguma coisa que tem que ser tratada de imediato?"
"Só o Sr. Newton. Ele quer uma atualização sobre a conta de Macintyre."
Eu acenei. Eu estava pensando em ligar para o escritório de Phoenix nesta tarde de qualquer maneira. 'Mike já voltou de Portland?"
"Sim, ele está em seu escritório, digitando o seu relatório."
Eu peguei Ângela rolando os olhos. Mesmo depois de só trabalhar com a gente por três semanas, Ângela sabia que Mike não digitava qualquer coisa, se pudesse evitar. Isso explicava a ausência de Jéssica. Sabendo de seu histórico, me fez pensar quanto trabalho estava realmente sendo feito naquele escritório, até que eu lembrei-me de que eu realmente não queria saber a resposta para essa pergunta.
"Mais alguma coisa?"
Ângela pareceu nervosa por um momento, enquanto ela colocou um fio de seu cabelo castanho-claro atrás da orelha. "Você tem uma consulta no médico esta tarde."
Eu suspirei. "Me sinto bem, Ângela."
Ela balançou a cabeça. "Não, você não se sente. Eu a peguei tirando uma soneca aqui nesta manhã. Você tem olheiras escuras debaixo de seus olhos. Seu rosto está pálido. Você quase nunca come."
Com um suspiro, eu me sentei na minha cadeira. Eu esperava que os meus esforços para esconder o quão miserável eu me sentia ao longo dos últimos dias, teria me poupado da consulta médica que eu tinha prometido a Ângela durante um momento de fraqueza, na tarde de quarta-feira. "Tudo o que eu preciso é uma boa noite de sono. Então eu voltarei ao normal."
Ângela me olhou muito séria, ela obviamente não iria recuar. "Você esteve dormindo e não tente me dizer que você não esteve. Eu te liguei três vezes na última passada durante as noites, e cada vez você parecia estar dormindo mais e na cama antes das oito."
"E como você sabe que aqueles poucos minutos de sono que você interrompeu esta semana não tem sido o único descanso que eu consegui ter?"
Seus olhos se estreitaram. "Tem sido?"
Eu queria continuar firme. Eu tentei manter minha posição. Mas no final, eu sabia que eu era uma péssima mentirosa. "Ótimo." Suspirei em derrota.
Ângela assentiu. "Bom."
"Para onde estou indo?"
Ela me entregou um pedaço de papel com um endereço e indicações simples. "Você verá o Dr. Cullen às 4:30."
~*~
Apesar de tudo, eu ainda tentei me livrar do compromisso. Em primeiro lugar, arrastando minha reunião de 2:30 para durar tanto quanto fosse possível, então quando isso não me ajudou, eu até mesmo arrisquei entrar no escritório de Mike tentando convencê-lo de que nós precisávamos ter uma reunião sobre os projetos para a próxima semana. Fiquei muito grata de não ter esbarrado em nada incriminatório. Parece que Jéssica realmente estava transcrevendo anotações para o relatório de Mike.
Quando minhas tentativas de evasão deram errado, eu decidi simplesmente engolir aquilo e ir. O escritório estava situado fora do campus do hospital menos de meia-dúzia de quarteirões do meu escritório. Notei as palavras na porta, no entanto, e estava preocupada com para o que exatamente Ângela tinha marcado esse compromisso.
Dr. Carlisle Cullen, MD, PhD
Imunologia e Virologia
"Posso ajudá-la?" Perguntou a moça da recepção quando entrei no escritório.
"Ah, sim. Isabella Swan. Eu tenho um compromisso às 4:30 com Dr. Cullen."
"É claro." Com um sorriso ela me entregou uma prancheta com instruções para preencher a papelada e voltar quando eu tivesse terminado.
Depois de preencher tudo o que eu conseguia me lembrar da minha história médica, excluindo todas as minhas viagens freqüentes à sala de emergência para o meu freqüentes e pequenos acidentes bobos, devolvi os papéis para a recepcionista.
"Obrigada. A enfermeira estará aqui com você em um minuto."
"Hum. Minha assistente marcou um compromisso para mim, e eu não tenho certeza que ela me mandou para o..."
"Não se preocupe com isso. A enfermeira está aqui em um momento, e você pode falar com ela," ela respondeu imediatamente, efetivamente me cortando.
Eu sentei, apesar de agora eu estar quase certa de que toda essa viagem iria ser uma grande perda de tempo.
Eu olhei pela janela, nem mesmo fingindo prestar atenção em uma revista, enquanto o tempo passava. Eventualmente, a porta perto da mesa da recepcionista se abriu. "Isabella Swan," a mulher loira chamou.
Levantando, eu andei até a porta e a segui para dentro.
A enfermeira se apresentou enquanto me levava pelo corredor. "Eu sou Kate."
Uma vez na sala de exame, ela começou a pegar sinais vitais, e eu abordei o assunto que eu tentei falar com a recepcionista. "Eu não estou certo se estou no lugar certo. Minha assistente marcou um compromisso. Eu sou nova em Seattle, e eu só estou me sentindo um pouco desacostumada com o clima. Eu não acho que eu preciso de um imunologista."
Kate sorriu e olhou para o meu quadro. "Sua assistente é Ângela Webber?"
Eu acenei.
"Você está no lugar certo. Ela ligou alguns dias atrás e falou diretamente com o Dr. Cullen. Ele tinha alguns pacientes que ele tem desde os dias que trabalhava na prática de família. Não se preocupe, você não está aqui porque sua assistente acredita que você contraiu algo extremamente sério."
Deixei escapar um suspiro de alivio.
"Ok, então, me diga o que está acontecendo com você." E com isso o interrogatório começou.
Antes de Kate sair, ela me mandou para o banheiro para dar uma amostra de urina, e quando eu voltei para o quarto, ela retirou sangue. Eu tive que fechar meus olhos e não respirar enquanto lentamente contava em ordem decrescente até cem numa tentativa de me distrair. Passar mal agora não iria ajudar minha atual situação de "Eu estou bem."
"Que testes você está fazendo?" Eu perguntei uma vez que ela removeu o torniquete e colocou um band-aid no meu braço.
"Apenas alguns testes padrões. Isso é apenas para poupar algum tempo para o Dr. Cullen. Por exemplo, nós vamos verificar a sua contagem de glóbulos vermelhos, suas plaquetas, e os níveis de ferro. Ver se conseguimos uma pista a respeito de porque você está tão cansada e se sentindo um lixo por tanto tempo."
"Ok."
Kate sorriu enquanto saia da sala, eu suspirei enquanto esperava o jogo começar.
Não demorou muito, entretanto, quando uma batida na porta interrompeu meus pensamentos novamente.
"Senhorita Swan."
Eu olhei para o doutor. O homem aparentava como se tivesse acabado de sair de um set de Hollywood após ter filmado um programa de televisão. Com cabelos loiros, olhos verdes acastanhados e robusto, o doutor tinha características esculpidas. Me lembrava de alguém que minha antiga colega de faculdade chamaria de "digno de um desmaio".
"Bella, por favor," Eu corrigi, estendendo minha mão.
Ele sorriu, e notei que quando ele sorria sua face se enrugava ao redor dos olhos. Eles eram o único sinal de idade aparente na face dele.
"Carlisle Cullen," ele disse.
Eu acenei.
Ele começou a olhar as notas que Kate fez no meu quadro e os papéis sobre minha história média que eu preenchi para ele mais cedo.
"Para visitas hospitalares anteriores você meramente listou 'frequente' e 'nada sério'. Você se importaria de explicar?"
"Eu sou propensa a acidentes. Tornozelos torcidos, dedos quebrados, pontos na testa, você sabe... nada de importante."
Ele sorriu levemente, parecendo se divertir enquanto continuava lendo. "Último período menstrual?" Ele perguntou.
Eu tinha deixado isso em branco, porque eu não queria fazer mais disso do que se justificava. Eu sabia onde essa linha de questionamento que me levaria, e eu nunca era regular. "Hum ... a primeira ou segunda semana de maio, eu acho."
Seus olhos se moveram rapidamente para o calendário na parede. Eu sabia o que ele estava pensando e achei que era melhor tirá-lo daquela direção. "Eu tenho uma média de cerca de sete ciclos por ano. Além disso, não é normal para uma mulher pular alguns períodos quando ela está sob muito estresse?"
"Pode ser," Dr. Cullen permitiu.
Eu deixei meus músculos tensos relaxarem um pouco ao pensar que o assunto foi descartado. Na verdade, não era nada que eu queria contemplar.
"No entanto, não podemos descartar isso. Você não tem qualquer medicação listada aqui. O que você está fazendo para o controle de natalidade?"
Eu odiava ter essa conversa com pessoas. Especialmente estranhos. Especialmente estranhos gostosos com quem eu não estava indo para a cama. Eu não ligava se esse homem era um médico, discutir meus ciclos menstruais e controle de natalidade com alguém que eu não conheço era embaraçoso. Eu respirei fundo. "Principalmente abstinência."
"Principalmente?"
"E preservativos."
Xinguei sob minha respiração enquanto sentia minhas bochechas queimarem, e lutava para controlar isso rapidamente. Eu sou uma adulta pelo amor de Deus.
Dr. Cullen estava tentando não olhar para mim enquanto eu lutava para me manter sob controle, e percebendo isso, senti minhas bochechas esfriarem rapidamente. "Me desculpe, Bella, mas eu seria negligente se não fizesse essa pergunta."
"Ok."
"Houve alguma vez nos últimos três meses que você teve a necessidade de usar preservativos?"
Eu balancei minha cabeça. Era uma resposta automática, então eu olhei para o calendário de novo. Era a última semana de julho. Meus olhos dispararam entre o calendário e o médico várias vezes enquanto as peças que tinham estado me encarando nas últimas semanas finalmente caíram no lugar com um clique audível.
"Oh, Deus," Sussurrei enquanto passava meus braços em torno de mim. "Oh, Deus. Oh, Deus. Oh, Deus."
"Está tudo bem, Bella," Ouvi Dr. Cullen dizer, embora as palavras soassem quase abafadas e em segundo plano. "Eu volto logo."
Ouvi a porta abrir, e saltei da mesa e virei o calendário para trás e comecei a contar. Eu não precisava saber a minha última menstruação. Tudo que eu precisava era a data que eu tinha ficado em Seattle, em maio.
A porta se abriu novamente, enquanto eu permaneci olhando para o calendário.
"Senhorita Swan? Bella?"
Eu me virei.
"Eu tinha deixado Kate fazendo um teste com a amostra de urina que você deixou, e ela confirma que você está grávida."
E isso fez com que a emoção que eu estava tentando esconder, e a umidade em meus olhos que eu vinha lutando para controlar, romper as comportas. Sentei-me na cadeira ao lado da parede e permiti que as lágrimas a caíssem.
Eu ouvi o Dr. Cullen quando ele puxou um banquinho para frente, e se sentou na minha frente. Ele pegou uma caixa de lenços a partir do balcão e os entregou para mim. Então senti sua mão apertar meu joelho. "Isso não foi planejado."
Eu resfoleguei. "Não. Definitivamente não." Peguei um lenço e comecei a limpar minhas bochechas, então meus olhos e, finalmente, meu nariz. "Eu me sinto tão estúpida."
"Por que isso?"
Agarrando um outro lenço, funguei. "Como eu pude não perceber isso? Como eu consegui ignorar? Agora eu desperdicei o seu tempo, apavorei completamente minha assistente, e causei a mim mesma mais sofrimento do que o necessário".
Ele sorriu suavemente. "Como você já manifestou, você está sob muita tensão. E realmente, todos os sintomas dos quais você está reclamando poderiam ter sido relacionados a mudança e aclimatação a um novo emprego. E eu estou absolutamente certo de que o seu nível de estresse, exacerbou os seus sintomas de gravidez."
"Oh," Eu murmurei, incapaz de pensar em mais nada para dizer antes de assoar meu nariz.
"Você sabe o que você vai fazer?"
Eu balancei minha cabeça. Eu não tinha a menor idéia.
"Eu sei que você é nova aqui. Você tem algum amigo ou familiar em que você pode confiar?"
Eu balancei a cabeça novamente e ri asperamente. Mike não contava, eu só não poderia imaginá-lo sendo atencioso e carinhoso. Meu pai estava por perto, mas ainda eram várias horas dirigindo só para vê-lo, para não falar que ele e eu tínhamos uma relação equivalente a de primos distantes. Então havia Ângela, que eu conhecia um total de vinte e cinco dias. "Minha assistente".
"Ângela é uma pessoa muito boa. Se você deixar, ela vai cuidar bem de você."
"Conheço ela há três semanas." Eu gemi. "Eu não posso acreditar nisso."
"O pai está envolvido?" Dr. Cullen perguntou em seguida.
Eu estava começando a me perguntar se ele estava trabalhando em uma lista mental. Será que ele lida freqüentemente com mulheres récem-grávidas e solteiras?
"Não... Eu... Não..." Deixei a minha voz se arrastar enquanto eu descansava minha cabeça contra a parede e fechava os olhos por um instante. Como posso dizer que eu não tenho idéia de onde encontrá-lo, ou realmente qualquer coisa sobre ele?
Senti o Dr. Cullen apertar o meu joelho antes de soltar. "O que você decidir fazer, é totalmente sua decisão." Ele suspirou, e eu abri meus olhos e olhei para ele.
"Eu tenho que pensar sobre isso."
"É claro. Kate está recolhendo alguns folhetos para você que esperançosamente irá ajudá-la com a sua decisão. Ela vai te dar uma referência e ajudá-la a arranjar um compromisso para o que você precisar."
Dr. Cullen levantou de seu banquinho e começou a virar em direção a porta. "Eu sei que não tenho direito de dizer isso a você, mas... Se você decidir mantê-lo, eu sugiro que você contate o pai e conte a ele".
"Eu não acho que..."
"Sinto muito, senhorita Swan. Eu não estou tentando lhe dizer o que fazer. Estou apenas falando por experiência própria que mesmo se você não acha que ele gostaria de saber, ele pode surpreendê-la, e seria bom se tivesse alguém para ajudá-la."
Ele voltou para a porta, mas antes que ele tocasse na maçaneta da porta, houve uma batida e a porta se abriu do outro lado.
Kate entrou com uma pilha de papéis. "Dr. Cullen, o seu filho está aqui. Mandei para o seu escritório."
"Obrigado, Kate. Bella, cuide-se e me ligue se eu puder fazer mais alguma coisa por você."
Ele fechou a porta atrás dele quando saiu.
"Tudo bem, Bella", Kate disse quando se sentou no banco que o médico tinha acabado de desocupar. "Eu tenho aqui as fichas de informação para você."
"Posso só pega-los e ir para casa?" Eu perguntei. "Eu não quero tomar mais seu tempo."
Kate assentiu. "Você pode, mas você não está desperdiçando meu tempo. Eu irei responder perguntas, ouvir você desabafar, ou apenas sentar aqui enquanto você tenta processar tudo que acabou de ser jogado em você. Tudo o que você precisar."
As lágrimas brotaram nos meus olhos novamente enquanto eu ouvi o que ela disse. Parecia que o Dr. Cullen e sua enfermeira sabiam que eu estava sozinha, e eles não iam me abandonar para lidar com essa informação de mudança de vida sozinha.
E então eu me sentei com Kate enquanto ela me dizia minhas opções, respondia às minhas perguntas, e secava minhas lágrimas, só parando quando ela saiu da sala para ir dizer ao Dr. Cullen que ela estava saindo. Logo depois nós nos juntamos para jantar para continuar nossa discussão.
N.t.: Isso aí...
Tenso né!
Hauahuahauauhauahauhauha
Comentem!
;)
Beijocas,
Lou.
