N.t.: É... twilight não nos pertence!
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Vou ficar devendo o perfil da Kathy. Dou no próximo, juro!^^
Eu traduzi este capítulo.
Sem mais,
E eu estou te dizendo
Angela notou minha puxada de ar forte enquanto eu encarava o homem de cabelos cor de bronze parado na frente do salão.
"O que houve?" Ela sussurrou.
"Quem são eles?"
"Emmett e Edward Cullen."
"Então os dois são filhos do Dr. Cullen?" A essa altura eu já sabia a resposta pra essa pergunta. Vendo Edward perto dele, eu sabia que Emmett era definitivamente o homem que estava no hotel naquela única noite. Eu só precisava de uma confirmação, e Angela rapidamente me deu.
Meu coração começou a bater forte em meu peito enquanto eu tentava respirar.
"Bella, você está bem?"
Eu concordei com a cabeça, enquanto tentava descobrir como sair daquele salão sem ser notada; e quando olhei em volta, rapidamente percebi que isso seria impossível. Todos os convidados estavam sentados, eu seria facilmente vista se me levantasse pra sair.
E então a música começou e a procissão pelo corredor até o altar também. Rapidamente reconheci a mulher com cabelo preto. Ela era tão graciosa, de movimentos suaves... e completamente bonita. Mas por mais carismática que fosse, não segurava era páreo pra noiva que logo a seguiu com um homem que eu imagino ser seu pai.
A noiva não era nada menos do que deslumbrante. Uma magra, escultural loira que tinha sua cabeça erguida e seu corpo reto; ela era linda e obviamente sabia disso.
"Qual é o nome dela?" sussurrei suavemente para Angela.
"Rosalie Hale."
Hale. Hale? Eu conhecia aquele nome e comecei a fazer meu cérebro trabalhar pra desvendar o mistério.
A cerimônia começou e eu passei mais tempo observando o padrinho do que o matrimônio em si. E enquanto observava Edward, eu silenciosamente queria, ao mesmo tempo, que ele olhasse na minha direção e rezava que ele não me notasse.
Eu queria que ele me visse, queria notar um vislumbre de reconhecimento em seus olhos enquanto ele me visse do outro lado do salão. Mas racionalmente eu sabia que o casamento do seu irmão não era o melhor local pra discussão que precisava ocorrer.
Enquanto eu continuava a observá-lo, pensei nos infinitos cenários dele me vendo ou ouvindo as novidades. O casamento passou sem eu nem notar. Pouco tempo depois o pai da Angela tinha proclamado o casal como marido e mulher e Emmett estava beijando sua belíssima noiva... E então eles estavam passando por nós de volta ao corredor, seguidos de perto por Edward e sua irmã.
Eu fiquei completamente hipnotizada pelo seu sorriso quando ele inclinou sua cabeça pro lado enquanto sua irmã – que deveria ser pelo menos uns 30 centímetros mais baixa – conversava baixinho com ele, ambas atenções somente no caminho em frente a eles.
"Ele é realmente algo pra se olhar, não é?" Angela me perguntou.
Senti minhas bochechas em chamas enquanto eu forçava meus olhos a se desviarem de um Edward que estava se afastando. "Hum, sim, ele é."
Angela gargalhou suavemente. "Vem, vamos pra recepção pegar algo pra comer."
"Oh... Não. Eu realmente preciso ir." A recepção era o último lugar que eu queria ser vista. Eu precisava ir pra casa. Eu precisava fazer algumas perguntas, algumas investigações e pegar o número do telefone do Edward.
"Por favor," Angela implorou. "Eu odeio ir pra essas coisas. Eu preciso de alguém pra conversar. Kate vai dançar com Garrett o tempo inteiro."
"Você não conhece essas pessoas? Você foi convidada, afinal de contas." Enquanto a respondia podia sentir minha determinação minguando.
"Dr. Cullen e meu pai são amigos desde sempre, então eu conheço todos eles, mas fui convidada por causa dos meus pais, não por minha causa."
"Entendo." Suspirei. "Sério Angela, eu deveria ir pra casa."
"Por favor, Bella. Eu vou te trazer um daqueles chás-limonada Tazo da Starbucks que você tanto ama na segunda de manhã. Por favor. Só um pouquinho. Alguma coisa pra comer... Ver o casal cortar o bolo... Depois você pode ir."
Debati internamente pelo máximo de tempo que consegui extrair. "Tá legal." Disse com um suspiro resignado. "Vamos."
Como a maioria das mulheres da minha idade, eu tive a minha parcela de participação em casamentos. Estive em alguns deles, mas nenhuma das recepções poderia se equiparar ao casamento Hale-Cullen.
Não tinha uma mesa longa cheia de queijos e biscoitos. Não tinha sequer uma mesa de buffet com enchiladas de galinha¹ ou carne da Salisburia² com purê de batatas. Não, esse era um serviço de refeição completa.
Os garçons eram rápidos e atenciosos, e a refeição era esplêndida: Wellington beef³ com batatas cozidas e summer squash*, completo com champagne – eu bebi água.
Sentei numa mesa com Angela, Kate, e o marido da Kate – Garrett. Kate parecia estar contente que eu estava ali, mas eu admiti me sentir ridícula por entrar de penetra no casamento de um estranho. Logicamente ela fez pouco caso disso e me disse que ninguém se importaria. Eu ainda estava desconfortável.
Ouvi os brindes feitos pela madrinha e padrinho.
Até Kate comentou como eu parecia estar completamente vidrada no Edward Cullen. Enquanto ele dava seu discurso, e as palavras não significavam absolutamente nada pra mim, seus olhos passeavam pelo salão; quando ele olhou na minha direção, eu pude quase jurar que ele me reconheceu, mas não houve hesitação em seu discurso ou nada além da mais curta das pausas antes dos seus olhos voltarem a percorrer o salão novamente.
O bolo foi finalmente partido, e Angela insistiu que eu comesse um pedaço, mas tivemos que esperar os garçons nos trazerem.
Enquanto eles andavam e serviam, a música começou, sugerindo a primeira dança dos noivos. Ao final da dança eu já estava finalmente comendo a minha sobremesa, e Kate e Garrett tinham ido se juntar aos casais da pista de dança.
"Bella," Angela disse enquanto repousava seu garfo. "Vou ao banheiro. Me prometa que não vai sair até eu voltar."
Eu maneei afirmativamente a cabeça e esperei pacientemente pelo seu retorno enquanto comia meu último pedaço de bolo de chocolate. É claro que estava fantástico. Suave, molhado, rico, sem ser doce demais.
"Leu algum livro bom ultimamente?"
Eu pulei enquanto virava meu pescoço pra ver quem estava falando comigo.
Ele estava atrás de mim, um pouco pra esquerda, com aquele mesmo sorriso torto que vi antes. Suas mãos, entretanto, pairavam acima do meu ombro como se ele estivesse inseguro se deveria me tocar ou não.
Eu engoli fortemente, forçando meu coração de volta ao peito enquanto eu o encarava.
Enquanto o silencio crescia entre nós, ele baixou sua mão e começou a olhar pra outros lugares. "Hum. Me desculpa. Eu vou -"
Segurando a manga do seu smoking por um tempo tentei rapidamente me recompor. "Edward, por favor, sente-se. Eu só fiquei... surpresa."
Ele puxou a cadeira da Kate e sentou ao meu lado. Mas o desconforto e tensão continuaram enquanto eu mexia desconfortavelmente com o fecho da minha bolsa, pronta pra fugir a qualquer momento.
"Você não pode estar tão surpresa," ele começou. "Você obviamente sabia que eu estava aqui."
"Sim, mas eu não tinha certeza se você sabia que eu estava aqui ou que sequer me reconheceria. Mesmo se você reconhecesse, eu não sabia se iria querer vir até aqui e falar comigo."
Edward me lançou um olhar enigmático. Eu não conseguia identificar se ele estava magoado, irritado, ou entretido com a minha afirmação.
O silencio voltou a reinar entre nós dois enquanto eu continuava a lançar-lhe olhares pelo canto dos meus olhos. Quando eu o peguei fazendo o mesmo, senti os cantos dos meus lábios virarem. Aparentemente esse era o tipo de coisa que ele esperava.
Ouvi Edward respirar fundo e depois assisti ele percorrer os dedos pelo cabelo.
"Você nunca ligou."
Meu estômago caiu. "Eu sei. Eu... E-eu perdi seu número."
Ele simplesmente concordou com a cabeça. Eu não estava certa se ele acreditou ou não. "O que você está fazendo aqui?"
"Eu me mudei pra Seattle."
"Verdade? Isso é... legal. Mas o que eu quis dizer foi, o que você está fazendo aqui?"
Eu não estava certa sobre o que ele quis dizer exatamente. Era algo ruim eu ter me mudado pra Seattle? Ele pensou que eu não liguei, mas que ao invés disso começaria a repentinamente segui-lo?
Claramente notando a confusão em meu rosto ele completou, "No casamento do meu irmão?"
"Oh. Na verdade eu estava no restaurante jantando um pouco mais cedo. Quando estava indo embora encontrei Angela que insistiu que eu fosse ao casamento com ela. Seu acompanhante furou ou algo assim e ela não queria ficar aqui sozinha."
"Você conhece a Angela?" Ele parecia novamente confuso. Entretanto a raiva dissipou-se da sua fisionomia e o fez parecer até um pouco fofo.
"Ela é minha secretária."
"Mundo pequeno."
Eu concordei e fui incapaz de parar o sorriso que quis aparecer em meu rosto agora.
Tinha simplesmente algo sobre ele... Eu não conseguia descrever, mas me sentia confortável e contente em sua presença. Era uma conexão que eu nunca experimentei com ninguém e tentar lutar contra isso não fazia nada que não me fazer sentir mais ansiosa e estressada.
Sem nem mesmo pensar minha mão se estendeu e segurou a dele, e eu vi o mesmo sorriso calmo aparecer em seu rosto. A tensão em seus ombros relaxou e ele segurou fortemente em minha mão, e me olhou como se eu fosse uma salva-vidas para um homem que estava se afogando.
"Olá, Edward," Angela disse enquanto voltava para a nossa mesa. Ela me lançou um olhar confuso enquanto observava claramente as mãos – minha e do Edward – unidas. Afinal de contas eu tinha perguntado quem Edward era no início da noite.
"Angela. Fico contente que você esteja aqui." Ele disse educadamente antes de me olhar e dar um outro aperto em minha mão.
Algo em minha expressão deve ter alertado Angela porque ela rapidamente pediu licença, dizendo que ela iria ao bar pegar algo pra beber. Ambos Edward e eu declinamos sua oferta de nos pegar algo também e então fomos deixados sozinhos novamente.
"Gostaria de dançar, Bella?"
Meu rosto caiu e meu estomago se contraiu. "Hum... Eu não danço."
E era verdade. Eu era uma desastrada irremediável. Achei que ele se lembraria disso. Embora não houvessem muitos momentos que eu tropecei naquela noite, a maioria dela foi gasta comigo ou prensada contra a parede ou na horizontal. Ainda que eu tenha tropeçado no caminho para o banheiro...
Balancei minha cabeça pras imagens invasoras. O assunto não era sobre como a nossa noite tinha sido maravilhosa. Era porque eu não sabia como evitar contar a ele sobre a gravidez se estivéssemos dançando juntos. Esse realmente não era o melhor lugar pra revelar algo, ainda que nessa altura do campeonato eu não fizesse idéia de como me livrar disso tudo. Tudo o que faltava acontecer era Kate, Garrett, Angela ou até mesmo Dr. Cullen aparecerem e me perguntarem como eu estava me sentindo e tudo estaria perdido. E não simplesmente aquilo, mas a minha evasão também. Eu posso não estar com uma barriga tão aparente, mas tenho certeza que se alguém fixasse muito o olhar pra protuberância nela, notaria. Essa era a minha exata preocupação quando Angela me convenceu pra vir nessa maldita recepção com ela.
"Por favor," ele disse suavemente se inclinando na minha direção. Eu fiquei completamente perdida em seus olhos e intoxicada pelo seu cheiro.
Me tomou todo auto-controle balançar negativamente minha cabeça.
Ele se aproximou ainda mais e sussurrou sedutoramente, "Eu me lembro de termos dançado muito bem antes."
Minhas bochechas coraram. "Eu não me lembro de ter dançado."
"Algumas pessoas considerariam aquilo como uma dança. A maneira que seu corpo mexeu, não era nada menos do que erótico. Dança comigo, Bella. Eu não quero nada além de te segurar perto de mim novamente."
Oh, Deus. Meu coração estava disparado e minha respiração acelerada. Eu mal podia pensar, mas as imagens que surgiam eram uma mistura do meu coração me dizendo que eu pertencia a qualquer lugar que esse homem estivesse e meu coração me dizendo que existiam assuntos mais importantes a serem tratados aqui.
Eu estava começando a ficar exaltada, o problema é que eu nem sabia que tipo de exaltação eu estava me metendo; frustração sexual ou medo. Todas as emoções de repente me engoliram e causaram ao meu estomago um solavanco. "Uh, Edward, eu preciso..." Mas não terminei minha sentença. Me levantei abruptamente e andei rápido, quase correndo, o mais rápido que pude pra fora do salão de recepção direto pro toilette. Eu nem fazia idéia se ele me seguiu. Mas em menos de trinta segundos eu estava trancada numa cabine de banheiro, suando e lutando pra me certificar que meu almoço não me pagaria uma segunda visita.
Eu perdi a batalha.
Em minutos eu ouvi a porta do banheiro abrir e o pânico me consumiu enquanto eu me perguntava se Edward era o tipo de homem que entraria num banheiro feminino.
"Bella? Você está bem?"
Suspirei aliviada. "Estou, Ang, só me dê mais um minuto, por favor."
Ela não falou nada enquanto eu acionava a descarga, me arrumava e saía da cabine. Imediatamente fui pra pia onde joguei água fria em meu rosto e pegava um Altoid da minha bolsa pra esconder o hálito da minha boca.
Angela me deu uma toalha de papel pra eu secar meu rosto. "Você vai me dizer o que está acontecendo?" Ela perguntou, sem rodeios.
"Não. Não é nada. Eu só não estava me sentindo bem."
"Edward estava extremamente preocupado quando eu voltei à mesa."
Eu a encarei, com os olhos esbugalhados, pelo espelho. "O que você disse a ele?"
Inclinando sua cabeça e me olhando questionadoramente, ela respondeu, "Só que você não estava se sentindo muito bem ultimamente."
"Oh."
"Existe algo que eu deva saber?"
Balancei minha cabeça. "Não. Podemos ir embora agora?" Perguntei.
"Claro."
Nós saímos do banheiro e meus olhos percorreram o salão rapidamente procurando alguém ruivo. Não existia ninguém. Ótimo. Eu só precisava sair.
"Bella?"
"Uhm?"
"Eu esqueci minha bolsa. Você acha que eu poderia voltar e..."
"Eu posso ir pra casa. Te ligo mais tarde."
"Não. Por favor, não. Eu realmente estava precisando de um papo de mulheres."
A olhei por alguns minutos, perplexa pela sua afirmativa. E pela primeira vez notei que ela não estava com seu brilho natural. Angela parecia estar quase depressiva. Então me lembrei do que ela disse quando nos vimos mais cedo: deram um 'bolo' nela. Suspirei internamente. "Claro, Angela. Eu vou esperar."
"Obrigada. Só vai demorar um minuto."
Ela me deu um sorriso firme enquanto andava de volta pro salão.
Eu realmente não queria ficar. Se eu fosse embora sabia que Angela entenderia, mas ela tem me apoiado tanto nessas últimas semanas, que eu sentia como se estivesse devendo a ela.
Mas estava preocupada que se me metesse em seus assuntos pessoais eu teria que dar respostas de mim pra satisfazer as perguntas que eu veria por trás de seus olhos em relação à minha reação ao Edward.
Eu estava me sentindo tão despedaçada.
Cruzando meus braços na frente do meu peito, encostei minhas costas na parede e fechei meus olhos, respirando lenta e profundamente. Eu só precisava voltar pra casa e me recuperar, então eu tentaria pegar o telefone do Edward, casualmente, com Angela ou Kate e aí tentaria lidar com ele na próxima semana.
"Está se sentindo melhor?"
Meus olhos abriram rapidamente no momento em que Edward roçou sua mão em minha testa, e depois em minha bochecha.
Eu concordei com a cabeça enquanto lutei contra a necessidade de inclinar meu rosto contra a sua mão.
Eu perdi aquela batalha também.
"Bella, se você quiser que eu te deixe em paz é só dizer. Eu pensei que você estivesse se sentindo tão conectada a mim como eu me sinto a você. Eu esperava que..." Sua voz sumiu enquanto ele afastava a sua mão do meu rosto e a percorria nervosamente contra seu cabelo mais uma vez. "Eu tinha esperanças que você fosse ligar."
"Eu perdi seu número," disse novamente, numa desculpa tosca, no fundo da lata de lixo, adicionei pra mim mesma.
Por que mesmo eu tinha feito aquilo? Oh claro, porque ele foi embora enquanto eu estava dormindo e deixou um recado como se estivesse esperando nada mais do que uma ligação com segundas intenções.
E foi nesse momento que eu senti.
Definitivamente eram pancadinhas de dentro do meu abdômen.
Nas últimas duas semanas eu tinha começado a sentir leves tremidas, mas isso era definitivamente uma pancadinha.
Ofeguei quando senti e minha mão imediatamente foi pra minha barriga, mesmo que eu estivesse certa que não existiria jeito de eu ser capaz de sentir o movimento do lado de fora da minha barriga.
"Bella?" ele perguntou quando sua mão voou pra cobrir a minha e então ele imediatamente foi pra trás. Seus olhos encontraram os meus e eu vi claramente a dor estampada em seu rosto. Parecia que ele tinha acabado de levar um chute em suas partes baixas. "Eu pensei..." ele balançou sua cabeça. "Acho que estava errado," ele murmurou e se virou pra sair.
"Edward. Espera," chamei enquanto me esticava pra alcançá-lo. "Não é isso o que você está pensando."
"O que? Está tentando dizer que não está grávida?" perguntou se virando pra me olhar.
"Não. Eu não estou tentando te dizer isso."
"Então não há mais nada a ser dito. Olhe, Bella, eu gosto de você, mas não perdôo traição e eu certamente não divido."
"Você não está entendendo. O que eu preciso te dizer é... O que estou tentando te dizer é que é seu." Eu soei desesperada.
Ele fora tão agradável, tão lisonjeiro há alguns minutos atrás. E eu me percebi me apaixonando por suas frases. Completamente encantada... totalmente deslumbrada.
Observei cuidadosamente seu rosto se transformar de surpreso pra irritado, e imediatamente dei um passo pra trás.
"O que você quer dizer com é meu?" ele sussurrou por entre os dentes, se inclinando em direção ao meu rosto pra fechar a distância entre nós.
Meus olhos percorreram a sala, focando nas portas para o salão de onde vários convidados conversavam, a festa claramente transbordava pelas portas abertas.
Foi aí que eu notei Angela andando em nossa direção, parecendo preocupada.
"Podemos conversar sobre isso num outro lugar, por favor?" Perguntei acenando na direção da Angela.
"Tá legal."
Fui rapidamente do hotel até o estacionamento com Edward logo atrás de mim. Quando alcançamos meu carro eu me virei pra ele.
"Sinto muito."
"Você sente muito? E isso deveria ajudar?"
"Não existe nada mais que eu possa dizer! O que você quer que eu diga?"
"O que diabos você quer dizer com isso de que é meu?"
"Exatamente o que parece!"
"Que tipo de idiota você acha que eu sou? Eu nem te conheço! E você aparece aqui, no casamento do meu irmão, pra anunciar que você está grávida de um filho meu! O que faz você achar que eu acreditaria numa coisa dessas?"
Eu não pude evitar. Estava irritada e machucada e como resultado as lágrimas começaram a se formar em meus olhos sem serem convidadas enquanto eu tentava expulsá-las. "Eu não vim aqui destruir nada. Eu não sabia que era o casamento do seu irmão ate que vi vocês dois, naquele momento eu teria atraído muito mais atenção pra mim mesma se tivesse ido embora. E eu não faço idéia do porquê você acreditaria em mim. Você está certo. Você não me conhece. Mas eume conheço e sei que você foi a única pessoa que eu transei no último ano!"
"É, eu acredito na mulher que trocou inuendos sexuais com seu sócio, como se eles tivessem uma relação íntima, no bar, antes dela me convidar pro seu quarto."
"Não que seja do seu interesse, mas eu nunca transei com Mike."
"Você tinha uma caixa de camisinhas na sua mala!"
"Bem, você não tinha nenhuma!"
"Porque eu não transo por aí!" Ele rosnou.
"Nem eu! Eu mantenho as camisinhas na minha mala porque viajo muito. Elas estão sempre na minha mala. Eu sou cuidadosa, e definitivamente não sou idiota."
Ele respirou fundo e eu o acompanhei. Nós obviamente não chegaríamos a lugar nenhum gritando um ao outro.
"Se tudo o que você está dizendo é verdade, então porque você não me ligou, Bella? Esse não é o tipo de coisa que você esconde de alguém."
"Eu não tinha o seu telefone."
"Não venha com essa história de novo. Eu deixei o número do meu telefone e você não parece o tipo de mulher descuidada que perde as coisas o tempo inteiro."
"Ótimo," eu resmunguei. Se ele queria a verdade, então ele receberia a merda da verdade. Não existia motivos pra esconder isso agora. "Eu joguei seu recadinho estúpido no lixo, Edward. Eu não sou do tipo que gosta de relacionamentos só baseados em sexo e isso parecia ser o exato tipo de coisa que você estava procurando."
"Eu nunca disse isso!" ele estava irritado de novo.
"Não, você apenas foi embora antes de eu sequer acordar naquela manhã, depois de ter me dito na noite anterior que você tinha dois dias inteiros de folga. E o seu recado apenas dizia pra eu ligar pra 'talvez voltar a nos encontrar'. Ah, não vamos nos esquecer que você prendeu o recado com um pacote fechado de camisinha."
Horror passou rapidamente pelos seus olhos antes da sua expressão voltar a endurecer. "Eu nunca quis dizer isso," ele disse por entre os dentes.
Eu quis perguntar então o que exatamente quis dizer, mas balancei minha cabeça,isso só iria me desviar do meu objetivo. "Olhe, o que importa é que eu não tinha o número do seu telefone. Eu não tinha um sobrenome. Nada." Estava começando a sentir o desespero me consumir. Eu queria saber. Queria que ele entendesse. "Procurei pelos jornais por anúncios de casamento, esperando conseguir reconhecer seu irmão e noiva, e comecei a freqüentar esse hotel na esperança de conseguir te encontrar. Foi só quando estava indo embora hoje que decidi que minha idéia era idiota e não me levaria a lugar algum. Então Angela me viu e implorou pra eu ir ao casamento com ela. Eu não imaginei que estava indo ao casamento do seu irmão. Tudo o que eu queria era um sobrenome pra poder te achar!"
Mordi minha língua. Quase disse pra ele que planejei ir ao consultório do Dr. Cullen na segunda-feira de manhã pra pedir ajuda da Kare pra procurá-lo. O cenário que surgiu em minha mente dessa idéia era assustador.
Edward apenas me encarou, seu olhar lotado de ódio e raiva. As emoções eram tão claras quanto seriam se ele tivesse verbalizado-as. Eu não acho que importava o que eu dissesse agora. Ele certamente não estava no humor de ouvir ou até mesmo tentar ser racional. Sem mencionar que eu não sabia nada sobre seu temperamento, e de verdade, isso me assustava um pouco.
Praticamente incapaz de manter minhas emoções distantes do ponto de não administráveis, eu fiz a única coisa que achei que pudesse ajudar. Peguei minha bolsa, mexi por um momento até achar um cartão pequeno. Com uma caneta, rapidamente escrevi meu celular e o entreguei.
"Esse é meu celular. Me ligue quando quiser conversar."
Edward simplesmente me encarou. Então eu virei o cartão e apontei pras informações dele. "Isso é o dia da minha consulta do ultra-som em duas semanas. Se quiser aparecer e ver por você mesmo que as datas batem, você é mais do que bem-vindo." Esse era o mínimo que eu podia fazer. Talvez tudo o que ele precisasse era um tempo pra processar as coisas e alguma prova que meus clamores eram legítimos.
Ele ainda não disse nada enquanto cerrava seus dentes e fazia um punho com uma das suas mãos que estava tão apertada que as junções dos dedos ficaram brancas.
Eu não podia negar. Estava assustada.
Com minhas mãos tremendo, limpei as lágrimas estúpidas que caíam pelo meu rosto. Eu tinha que sair daqui. "É com você agora, Edward." Foi tudo o que eu disse enquanto entrei no meu carro e o deixei parado no estacionamento. Eu ligaria mais tarde pra Angela.
N.t.: Pra quem não sabe o que são as comidas citadas, aqui estão:
¹Enchiladas de galinha -comida tipicamente mexicana.
²Carne de Salisburia -Carne típica de Salisbúria, Reino Unido.
³Wellington Beef -contrafilé ou lombinho revestido com paté de foie gras (fígado de ganso) e duxelles (cebola e cogumelo picados) envolvido por uma massa folheada; é assado no forno.
*Summer Squash -uma espécie de salada feita com abóboras verdes e demais vegetais da espécie Cucurbita pepo
Reviews, né bonitas! (ou bonitos – se tivermos algum leitor homem que eu não saiba!)
;)
Lou.
