N.t.: Twilight não nos pertence!
Kathy traduziu este capítulo.
Sem mais,
Perus
Agora eu sabia porque minha mãe esteve me incentivando a cozinhar muito mais comida do que eu pensava ser necessária apenas para os quatro de nós, a razão pela qual ela insistia em um peru de vinte e um quilos, e tinha começado a descascar quase dez quilos de batatas. Graças à interferência de minha mãe, havia agora duas vezes mais pessoas no meu apartamento jantando do que eu esperava.
Meu pai tinha levado mais três pessoas com ele quando invadiu a minha casa. Ele alegava que eu conhecia todos eles, mas as minhas memórias de visitas da minha infância ao vê-lo não eram muito claras. Charlie me apresentou ao seu melhor amigo, Billy Black e seu filho Jacob. Então, ele sorriu quando apresentou Sue Clearwater, sua namorada.
Meu apartamento não era de modo algum grande. Eu tinha dois quartos, um banheiro, uma sala de tamanho decente, um pequeno canto de jantar, um cubículo com minha máquina de lavar e secar roupa, e uma cozinha. Era muito melhor do que a pequena quitinete que tinha sido a minha primeira casa, enquanto eu ainda era uma estudante na faculdade de qualquer maneira.
Os adultos sentaram no sofá e namoradeira para desfrutar sua refeição de Ação de Graças na frente da televisão. Charlie, Billy, e Phil gritaram várias coisas para a tela, enquanto assistiam a um jogo, enquanto minha mãe e Sue conversaram. Aparentemente, Renée e Sue tinham se conhecido quando a minha mãe ainda estava casada com Charlie. Pareceu-me estranho que a ex-mulher de Charlie estivesse conversando com a namorada de Charlie sobre netos. Eu tinha uma vontade estranha interromper e dizer que meu filho não nascido não contava como tendo um neto ainda, mas de alguma maneira eu consegui segurar minha língua.
Enquanto os adultos comiam na minha sala, eu tinha sido relegada para o que eu apelidei como a mesa das "crianças", junto com minha irmã e Jacob.
Havia pequenas coisas sobre os Black que eu podia lembrar, mas as memórias eram vagas. Jacob, por outro lado, pareceu lembrar de tudo como se tivesse acontecido ontem. Ele tinha um péssimo hábito de começar uma frase com as palavras: "Você se lembra daquela vez em que...?"
Para que eu só poderia responder com um desinteressado "Não realmente."
Não que eu tivesse alguma coisa contra Jacob. Ele parecia bastante agradável. Jacob, seu pai, e Sue eram todos índios da tribo Quileute em La Push. Jacob morava em Seattle e estava trabalhando no aeroporto como um mecânico de avião, e vivia com seu pai. Eu tinha vagas lembranças das irmãs gêmeas mais velhas de Jacob, que eram um ano mais velhas que eu, e ainda mais incertas de sua mãe, que tinha morrido num acidente de carro anos atrás.
Eu não lembrava nada de Sue Clearwater, embora ela me tenha me dito que eu tive algumas refeições na casa dela com sua família antes.
Entre o desejo constante de Jacob de me arrastar para uma estrada de memórias, a conversa da minha mãe sobre bebês, e os gritos grosseiros dos homens assistindo o jogo de bola, senti que estava prestes a desabar. Pobre Brett foi a única pessoa em que eu não tive o desejo de cair em cima durante o jantar. Tudo o que ela fez foi contar periodicamente histórias sobre seus amigos na escola pra Jacob e eu.
Eu estava desconfiada na motivação do meu pai para trazer todas essas pessoas junto com ele, mas eu tinha de admitir que era difícil não gostar de Jacob. Ele era bonito, musculoso, com cabelo preto sedoso que pendia um pouco abaixo dos ombros, e ele tinha um encanto sobre ele que simplesmente saudava as pessoas. Ele estava tentando ser engraçado - embora eu não estivesse com disposição para isso - mas não havia como negar que ele era adorável. Além disso, como eu poderia pensar mal de um cara que recebeu seu pai severamente diabético e em uma cadeira de rodas para ajudar a cuidar dele?
Eu nunca poderia me ver como sendo tão generosa quanto Jacob. Quando Charlie tinha chegado, ele me abraçou, me disse como eu era bonita, e o quanto ele sentiu minha falta. Então, pouco depois, ele começou a fazer comentários que ele estava preocupado comigo e queria saber o que ele poderia fazer para ajudar. Eu consegui manter minha boca fechada, mas eu desejava lhe dizer que a melhor coisa que ele poderia fazer para ajudar seria ficar longe.
Sim, eu poderia reconhecer que não era exatamente uma reação justa, mas era quase uma reação instintiva. Afastá-lo para que ele não pudesse me machucar quando ele finalmente decide ir embora.
Jacob estava conversando novamente, mas eu realmente não tinha idéia do que ele estava falando, eu simplesmente balançava a cabeça e cantarolava de vez em quando. Não estava realmente me importando com o que ele dizia até que ouvi, "- talvez a gente pudesse tentar na próxima sexta-feira."
Deixei o meu garfo cair. "O que?"
"Você sabe, na próxima sexta. Poderíamos jantar, ver um filme..."
"Você quer ir a um encontro?" Eu esclareci.
"Bem, sim... Charlie disse..."
"Meu pai disse o que, exatamente?" Eu sibilei, voltando a minha atenção para Charlie. Bem, pelo menos agora eu sabia com certeza que eu poderia culpá-lo por armar para mim assim.
Não foi Jacob que respondeu, no entanto, eu não esperava que fosse. Em vez disso meu pai se levantou do seu lugar no sofá e acenou com a cabeça para a minha cozinha. Privacidade era uma novidade, especialmente em um apartamento de 900 metros quadrados, mas a minha cozinha era fechada na maior parte e nós, pelo menos, estávamos fora da linha de visão de todos os outros.
"Eu apenas disse a Jacob que depois do vagabundo em Phoenix, você merecia ter alguém que a tratasse bem. Alguém que tomaria conta de você. Alguém que possa realmente ser um pai para seu bebê." Meu pai disse uma vez que estávamos na cozinha.
"Minha vida não é da sua conta, Charlie. Eu me saio muito bem por mim mesma. Eu não preciso que você apareça, depois de dez anos e tente me dizer o que fazer", eu disse apenas alto o suficiente para ele ouvir, ciente dos ouvidos, no outro cômodo.
"Eu estou apenas tentando cuidar de você, Bells".
Ele estendeu a mão para mim como se para oferecer conforto, e eu recuei. Minha face avermelhada de raiva. Eu estava certa, esta confusão toda era um engenhoso plano do meu pai para me juntar com Jacob. O que lhe deu o direito? "Então você pensou que você ia tentar me arrumar com o filho de seu melhor amigo? Deus, Charlie, quem você pensa que é?"
Ele deu um passo em minha direção, como se para afirmar a sua autoridade, assim enfurecendo-me ainda mais. "Eu sou seu pai, e eu só quero o melhor para você."
Minha respiração estava irregular, e meu coração estava batendo pra fora do meu peito. "Charlie, você nunca foi realmente um pai para mim. Na verdade, se me lembro bem, eu passei exatamente trinta e quatro semanas com você a partir do momento que eu tinha dois anos. Em meu livro isso soa mais como um parente distante do que um pai" Eu assobiei, as palavras de ódio misturado com veneno.
Charlie tropeçou para trás até suas mãos encontrarem o balcão, ele me olhou incrédulo e magoado. Espontaneamente, as lágrimas brotaram em meus olhos e começou a fazer trilhas pelas minhas bochechas quando comecei a lutar entre os sentimentos de raiva e dor. A culpa, no entanto, começou a substituí-los quando eu continuei a olhar nos olhos do meu pai. Incapaz de agüentar mais tempo, eu virei a cabeça e sai da cozinha para escapar, apenas para encontrar mais seis pares de olhos.
Renée e Sue olharam para mim com uma mistura de piedade e de terror. Phil continuou atirando-me olhares enquanto fingia se concentrar na televisão. Billy deteve a postura de um verdadeiro ancião, como se quisesse ter certeza de que eu sabia do meu lugar como uma filha. Os olhos escuros de Jacob estavam cheios de compaixão com uma pitada de diversão, e Brett estava obviamente assustada.
Eu me senti doente.
Merda, que diabos havia de errado comigo?
"Desculpe-me", murmurei - incapaz de olhar para nenhum deles, mas principalmente os olhos inocentes daquela pequena menina - e caminhei rapidamente para meu quarto. Eu bati a porta e sentei na borda da minha cama enquanto eu esfregava as lágrimas com a palma da minha mão e tentava me acalmar. Peguei o telefone ao lado da minha cama e folhei o meu diretório antes de finalmente jogar o meu telefone de lado. Não havia ninguém que pudesse ligar. Angela tinha me dito que ela e sua família estavam voluntariando em uma cozinha de sopa naquela tarde. E Kate estava com os Cullen.
Se eu não achasse que isso fosse causar uma cena ainda mais confusa, eu teria ligado para Mike e convidado ele para vir.
Eu estava cansada e sozinha. Eu queria nada mais do que ir para casa com minha mãe, onde ela iria cozinhar uma porção de cookies, ler uma história para mim, e me colocar na cama. Demorou cerca de trinta segundos para reconhecer o fato de que minha mãe nunca tinha feito nenhuma dessas coisas para mim.
Não que ela não tenha tentado, mas ela tinha a tendência de queimar os cookies quando cozinhava eles, e ela tinha o hábito de simplesmente entregar-me um livro para ler... Mas me colocar na cama, isso ela tinha feito muitas vezes.
Eu sentia falta disso.
Com um suspiro, eu me impulsionei para me sentar. Esta era a minha casa, e eu tinha convidados. Se eu tinha convidado todos eles ou não, não nega o fato de que eles estavam na minha sala. Eu fui até o banheiro para lavar o rosto e me limpar um pouco. Eu me sentia horrível, eu tinha acabado de agir horrendamente com minha família e os amigos do meu pai.
Enquanto eu estava no meu banheiro tentando me recompor, minha mãe tinha, aparentemente, puxado Charlie para o quarto de visita para falar com ele. Não havia nenhuma maneira de ela ter sabido que as paredes eram como papel fino e eu pude ouvir cada palavra que ela falou.
Ou seja, ela falou com ele sobre Edward, como meus encontros com ele tinha sido, e sua opinião geral sobre ele. Ela brincando disse a Charlie que ela não pensaria mal dele se ele fizesse o que ela não podia e fosse encontrar Edward no hospital para pendurá-lo pelas bolas. Renée tinha boas intenções, embora eu não pudesse evitar, mas achar que ela estava tentando arranjar desculpas para mim por conta do estresse sob o qual eu estava.
Saí do banheiro pouco tempo depois, e assim que fiz isso, Brett chegou e envolveu seus braços pequenos tão longe de meus quadris quanto ela conseguia. Eu corri uma das minhas mãos através de seu fino cabelo castanho e segurei ela contra mim. Sua inocência e amor pareciam permear através de minha pele e tocar na minha alma.
"Eu te amo, Bella", ela disse suavemente, e eu me questionei se era porque ela tinha um desejo de me consolar.
O que foi que eu tinha pensado dela antes? Me lembrei que eu tinha uma vez considerei os comentários da minha mãe de que Brett sentia minha falta e queria me ver como apenas algo que minha mãe achava que ela deveria dizer. Afinal, como poderia uma criança de cinco anos, sentir falta de alguém que ela tinha visto somente um punhado de vezes?
Mas de repente estava claro que essa menina me amava.
Por quê?
A resposta era simples. Porque eu era irmã dela.
Nós éramos família.
Notei Charlie por perto, e eu murmurei uma desculpa sem muito entusiasmo a ele. Ele fez o mesmo, e então nós dois fizemos o que fazíamos melhor - nós ignoramos os problemas que estavam nos encarando momentos antes.
Logo depois, Charlie se desculpou e saiu com Sue, Billy e Jacob. Mas não sem uma boa dose de culpa derramada sobre mim, pelos meus pais que me fizeram concordar em ver o meu pai para um almoço no sábado seguinte em Edmond, e eu dando meu número de telefone para Jacob para que ele pudesse me ligar.
~*~
Sexta-feira eu acordei com enxaqueca. Não era surpresa após o estresse do dia anterior, mas saber a causa certamente não ajudava a aliviar a dor. Passei a maior parte do dia deitada no meu quarto com as cortinas fechadas e um bloco de gelo na parte de trás do meu pescoço. A vantagem foi que isso me deu uma desculpa para não ter de ir fazer compras na Black Friday¹ com Renée. A desvantagem, entretanto, era que eu estava me sentindo tão doente que eu não poderia mesmo conseguir ir para a minha consulta de ultra-som, embora Renée estivesse muito mais decepcionada com isso do que eu. Eu tive que remarcar, e o mais cedo que eles conseguiram era em 10 de dezembro, quando eu estava marcada para ver a minha médica novamente.
Jacob Black ligava todos os dias, às vezes mais de uma vez, após o desastre do dia de Ação de Graças. O cara era implacável e mais do que um pouco irritante. Embora eu tivesse de admitir que, depois de finalmente baixar a minha guarda, ele era um cara decente para conversar. A coisa mais benéfica sobre ele era que ele não tinha absolutamente nenhuma conexão com os Cullen.
Cada conversa começava com ele me contando sobre o dia dele, então ele tentaria me perguntar sobre o meu dia, seguido de alguma história da nossa infância, e acabaria com ele me convidando para um encontro. Claro que, na maioria das vezes eu disse a ele apenas o básico sobre o meu dia e ignorei suas histórias sobre o passado... e eu usei cada razão criativa que eu poderia pensar para recusar suas ofertas para jantar.
Depois de onze dias, eu estava ficando sem desculpas.
Portanto, eu estava sentada na minha mesa no meu escritório tentando terminar o meu trabalho para que eu pudesse sair. Jacob iria me pegar no trabalho e me levar para jantar. Quarta-feira à noite, ele tinha me cansado e nós falamos por mais tempo do que eu tinha permitido antes.
Então, eu concordei com o jantar, mas nós fizemos um acordo, se eu concordasse em sair em um encontro de verdade com ele, então ele iria parar de me pressionar... em outras palavras, ele não estava autorizado a me convidar para um segundo. Ele parecia tão certo de que uma vez eu fosse ao primeiro encontro com ele eu estaria insistindo no segundo.
Quando eu disse a Angela, ela riu da persistência dele. Mas ela sabia como eu me sentia. Eu realmente não estava no clima de namoro na época, e quando eu disse a ela como eu estava incomodada sobre a coisa toda ela fez algumas sugestões para fazer parecer mais como amigos saindo do que um encontro de verdade. Essa era a razão por que ele estava me pegando no trabalho, então eu não precisaria vestir para a ocasião algo que não fosse a roupa do meu trabalho, e porque nós estávamos indo em uma noite de segunda-feira. Angela tinha me pegado para o trabalho esta manhã, mas ela teve que sair antes que Jacob chegasse porque tinha a reunião do grupo de solteiros em sua igreja na segunda-feira.
Assim, foi Mike quem insistiu em ficar até tarde no escritório para mim. Juro Mike estava começando a agir como um cachorro com a forma que ele se apegou a mim ao longo das últimas semanas. Qualquer hora que eu perguntasse a ele sobre isso, ele ia fazer uma outra piada sobre cuidar do bebê dele. Mas então, esta tarde, ele se virou para mim e disse em um tom muito sério, "Bella, você é como uma irmã para mim. Eu não vou te abandonar logo após o meu pai ter te obrigado a mudar para uma nova cidade. Especialmente agora."
Eu tinha que morder de volta a réplica sarcástica que estava na ponta da minha língua, porque, realmente, Mike estava sendo terrivelmente doce.
A porta do meu escritório abriu, e Angela espiou dentro "Eu estou indo embora, Bella. Tem certeza que você vai ficar bem?"
Concordei. "Sim, eu tenho certeza. A pior coisa que poderia acontecer seria Jacob não aparecer, caso em que Mike ainda está aqui."
Ela sorriu. "Divirta-se hoje à noite e não faça nada que eu não faria!"
Eu tive que rir na sua última declaração. "Acho que já fiz."
Angela piscou para mim um pouco antes de fechar a porta atrás dela. A garota não era de modo algum uma virgem, mas ela também não era o tipo de dormir com alguém que ela pegou em um bar. Então, novamente, eu não era também.
Depois de Angela sair, voltei a trabalhar no meu relatório, mas estava começando a achar que eu realmente não conseguia me concentrar no meu trabalho. Sentando na minha cadeira, fechei os olhos e suspirei. No sábado, eu tinha ido para Edmond para encontrar Charlie para um almoço tardio. Foi tão estranho como a Ação de Graças tinha sido, e tenho medo que tenhamos feito pouco progresso em nosso relacionamento.
Realmente, eu nem sabia se o relacionamento era reparável, havia muitos fatores, muitas coisas que ainda doíam, e eu não sabia como passar por tudo isso. Embora, ele parecesse realmente decepcionado quando eu tinha que recusá-lo para o Natal, porque eu já tinha comprado um bilhete de avião para voar até a Flórida para ver a minha mãe.
Ele tentou insistir que a viagem aérea não era segura, quando minha gravidez estava tão avançada e passou a insistir que nenhuma companhia aérea respeitável me permitiria voar. Eu simplesmente engoli minha resposta sarcástica e disse a ele gentilmente que enquanto minha médica aprovasse, eu estaria bem.
Claro, eu não tive a chance de falar com minha médica de novo desde outubro, mas gostaria de fazer isso antes de embarcar no avião para viajar por todo o país.
Olhei para meu relógio e percebi que Jacob deveria chegar em breve. Era hora de eu ir me refrescar no banheiro antes de eu sair com ele. Além disso, o bebê tinha decidido recentemente que minha bexiga era a coisa mais próxima de um trampolim, assim que eu faria melhor em usar o banheiro agora. Então esperançosamente eu não teria que fazer três viagens durante o jantar.
Com o jeito que Jacob tinha falado docemente sobre esse encontro, eu não iria colocar isso a frente dele para ele insistir que se eu passasse mais tempo no banheiro do que na mesa, então ele não me permitiria chamar o nosso passeio de "encontro", me forçando a sair com ele novamente. Como se a reiterar o ponto, eu senti alguns chutes firmes de dentro da minha barriga, e eu sorri.
Uma vez que entrei no banheiro, percebi que algo não estava certo. Eu estava muito focada no meu drama pessoal para observar a umidade desconfortável em minhas calças. Eu fiquei envergonhada de pensar que o bebê tinha chutado forte o suficiente para fazer a minha bexiga contrair, mas quando olhei, estava claro que esse não era o problema.
Sangue.
Sangue vermelho brilhante.
Não era muito, mas foi o suficiente para manchar a minha roupa de baixo e com certeza foi o suficiente para me fazer começar a entrar em pânico. Tão rapidamente quanto eu poderia conseguir, puxei minha calcinha para cima e fiquei de pé, tentando não inalar enquanto fazia isso. Essa teria sido a minha perdição. Passar mal não realmente era uma coisa boa. Sem sequer olhar para trás, e garantindo que eu estava segurando em alguma coisa o tempo todo no caso de eu não ser capaz de manter minha cabeça clara o suficiente para não desmaiar, peguei minha bolsa e sai do banheiro, gritando para Mike o tempo todo.
Ele me ouviu do fundo do corredor e veio correndo, medo escrito claramente em seu rosto. "Bella, o que está errado?", Ele perguntou com urgência.
"Eu preciso que você me leve ao hospital agora", eu de alguma forma consegui dizer enquanto eu agarrava ao acaso itens na minha bolsa, tentando encontrar meu telefone. O tremor das minhas mãos estava dificultando, no entanto. Eu não conseguia recuperar o fôlego, e eu estava rapidamente ficando mais e mais tonta.
"Bella. Bella! Acalme-se."
Ele agarrou meus ombros, e sua voz era de repente cheia de autoridade. Eu me encontrei de imediato respondendo, e eu olhei para ele. Foi só então que eu percebi que tinha estado hiperventilando.
"Nós vamos agora mesmo, Bella. Okay?", Ele disse, envolvendo seu braço em volta de mim e me encaminhando em direção à porta.
Eu parei depois de apenas alguns passos, no entanto. "Espera".
"O quê? O quê? Você está ferida?" Ele estava em pânico novamente.
"Não. Eu só preciso de meu casaco."
Ele me disse para esperar exatamente onde eu estava, e correu para meu escritório para pegar meu casaco. Eu me encostei na mesa de Angela e depois comecei a procurar desajeitadamente na minha bolsa novamente para encontrar o meu celular. Mike estava ao meu lado novamente antes que eu pudesse começar a percorrer a minha lista de contatos.
"Você está bem?", Ele perguntou enquanto me ajudava a colocar meu casaco.
"Sim. Eu só quero ir agora."
"Okay."
Mike insistiu em manter um braço em volta de mim quando saímos de nossos escritórios e entramos no edifício principal. Eu disse a ele que eu não estava machucada, apenas assustada, mas ele se recusou a me soltar. E, apesar de ser irritante, uma pequena parte de mim, achou isso bastante agradável.
O elevador nos levou até o nível principal, e assim que nós estávamos saindo das portas laterais para a garagem, eu vi Jacob caminhando do estacionamento para a porta de vidro com um pequeno buquê de flores nas mãos.
Meu coração despencou. Isto era absurdamente fantástico.
Os olhos de Jacob estreitaram em nossa direção quando chegamos perto. Chegamos a porta ao mesmo tempo em que ele, e ele abriu para nós. "O que está acontecendo?", Ele perguntou.
"Nós estamos meio com pressa, se você não se importa", Mike rosnou para ele, esbarrando nele.
"Sim, me importo. Essa é minha companhia".
Mike parou de andar e olhou para mim. Suspirei. "Sério. Esse é o cara que você estava esperando?"
"Sim. Agora, não pára de andar. Vamos lá!"
Mike começou a andar, depressa me guiando até o carro.
"Espere! Bella!" Jacob gritou atrás de nós. Não mais atordoado por nós passando por ele, ele correu para nos alcançar. "O que está acontecendo?"
"Mike está me levando para o hospital, Jake".
"O quê? Você está bem?"
Eu o encarei. "Essa é uma pergunta muito estúpida."
"Bem, eu vou com você", ele insistiu.
"De verdade, isso não é necessário."
Tínhamos chegado ao carro de Mike agora, e ele abriu a porta para mim.
"Eu insisto. Eu não estou indo embora agora. Além disso, o que eu diria a Charlie? Que sua filha teve que ir ao hospital e eu abandonei ela. De jeito nenhum."
Eu gemi. Eu odiava ser manipulada, mas a culpa iria me consumir se eu não cedesse. "Certo. Você pode nos encontrar lá", Eu concedi.
Jacob sorriu para mim quando eu me sentei e fechou a porta do carro. Antes que eu pudesse mesmo colocar o meu cinto de segurança, eu vi Jacob correndo para seu carro.
Mike ligou o motor, e eu olhei para as minhas mãos para ver que eu ainda estava segurando o telefone com força.
A primeira pessoa para quem eu tentei ligar foi Angela, mas rapidamente lembrei que ela estava na reunião dela, e eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela provavelmente não tinha sequer o telefone com ela. Em seguida, eu tentei Kate, mas seu telefone foi imediatamente para o correio de voz, me dizendo que seu telefone estava desligado ou ela viu o meu nome na tela e estava bloqueando minhas chamadas. Eu estava esperando que fosse o primeiro. Quem mais poderia eu ligar? Minha mãe se preocuparia e ela estava do outro lado do país, não havia nada que pudesse fazer por mim. A idéia de chamar o meu pai era uma piada. Então, isso me deixava com quem? Mike e Jacob?
Apertei os olhos e lutei contra as lágrimas iminentes. Eu não poderia fazer isso. Não sozinha. Abrindo os olhos apenas uma pequena parte para que eu pudesse ver o que estava fazendo, eu percorrer minha lista de contatos, encontrei o nome que eu estava procurando, e apertei "chamar". Fechei meus olhos novamente enquanto eu rezava para que ela realmente atendesse ao telefone e não enviasse minha chamada para a caixa postal com raiva de mim.
Pareceram minutos ao invés de segundos, ouvi o telefone tocar até que a chamada foi finalmente atendida e ouvi a voz de Esme gentilmente me pedindo para deixar uma mensagem. Eu tentei Alice depois, sem sucesso, e eu batia a minha cabeça contra o encosto de cabeça do meu assento em frustração.
"Se acalme, Bella", Mike disse. "Deixe uma mensagem para quem quer que seja que você esteja ligando, e eles virão em breve. São seis horas - todo mundo está, provavelmente, apenas tentando dirigir para casa neste trânsito louco, ou estão a caminho do jantar."
Eu tomei um profundo, trêmulo fôlego, e eu sabia que ele estava certo.
Tentei Esme de novo, sem sorte, mas eu estava desesperada o suficiente para que desta vez eu deixasse uma mensagem dizendo que eu não sabia o que estava acontecendo, mas eu estava a caminho do hospital para descobrir. Eu tentei ser vaga, sem tentar passar isso como se não fosse nada. Eu queria que ela viesse enquanto permanecia composto.
Eu, então, fiz o mesmo com Alice, esperando que a minha voz conseguisse sair calma e relaxada. Uma Alice ou Esme em pânico não era algo que eu me queria ver agora.
Quinze minutos depois, me encontrei na triagem da maternidade para a avaliação. Mike estava em um lado da minha cama pequena e Jacob no outro, no lado separado pela cortina. Ambos se recusaram a sair. A enfermeira me lançou um olhar estranho quando ela perguntou qual era o pai, e eu disse que não era nenhum deles. Eu acho que ela ficou surpresa porque ambos estavam agindo como se fossem, a maneira que eles rondavam, ficando no caminho da enfermeira, ajeitando meus travesseiros, continuavam tentando me oferecer coisas para beber (embora a enfermeira tenha dito que eu não era permitida para comer ou beber nada por agora), e da maneira que protestaram quando ela lhes pediu para sair, para que ela pudesse ver o quanto eu estava sangrando. Francamente, ambos estavam começando a me deixar louca.
O bebê estava bem. Pelo menos por agora. Eu já desconfiava disso, eu podia sentir ele se mover, girando de lado a lado, chutando, como sempre. Ele estava ativo. Mas eles tinham me ligado aos monitores para assistir o ritmo cardíaco dele e ver se eu estava tendo contrações. A julgar pelo relógio, eu tinha estado nos monitores por mais de meia hora, e meu quadril estava começando a doer pela posição que tinham me colocado na maca desconfortável. Então a enfermeira veio me dizer que ela tinha falado com o Dr. Swanson, e ela iria trazer uma máquina de ultra-som para dar uma olhada nas coisas antes de decidir qualquer coisa.
"Está se sentindo bem, Bella?" Jacob perguntou, inclinando-se perto demais em minha direção para meu conforto.
"Sim, eu estou bem. De verdade, você pode ir. Eu tenho certeza que tudo ficará bem."
Ele balançou a cabeça. "Não. Esse é o nosso encontro, e não vou embora cedo."
Eu bufei. "E mais tarde você vai dizer que nós nunca tivemos o nosso encontro e usar isso para tentar arrumar mais alguma coisa."
Jacob sorriu amplamente. "Você é esperta, Bells! Eu sabia que havia uma razão para que eu gostasse de você."
O apelido desagradável que antes me levou a fazer críticas ao Charlie não teve nem de perto o mesmo efeito em mim quando eu ouvi isso vindo da boca de Jacob, e eu me encontrei dando um riso abafado para ele. "Vá para casa, Jacob. Você pode ligar para Charlie para mim." Então olhei para Mike, que estava em pé ao lado dele. "Você pode ir para casa, também. Isso provavelmente vai demorar um tempo, e se eles me deixarem sair daqui, Angela estará de volta de sua reunião em uma hora ou algo assim de qualquer maneira. Então, ela pode me levar para casa."
"Eu não vou deixar você aqui sozinha, Bella", Mike disse com firmeza. "Levaram vinte minutos para descobrir onde eles tinham colocado seu quadro. Não há nada que me faça deixar você e meu bebê nas mãos dessas pessoas." Ele riu da própria piada, e eu balancei a cabeça em desgosto.
Eu apenas peguei um vislumbre dos olhos arregalados de Jacob quando um som através da pequena sala chamou minha atenção. Virei a cabeça para olhar atrás de mim para ver Alice olhando para mim com a boca aberta, parecendo chateada, e as costas de uma pessoa que tinha que ter sido Edward quando ele saiu irritado.
Merda.
Eu encarei Mike. "Se eu pudesse chutar você agora, eu iria. E uma vez que me deixarem sair daqui, você pode ter certeza que se você fizer um de seus comentários estúpidos e extremamente falsos de novo, eu vou pegar as suas bolas e ter certeza de que você nunca será capaz de ter seu próprio filho".
Mike apenas me encarou, sem conseguir formar uma frase, enquanto Jacob começou a rir. A boca de Alice se fechou, mas ela parecia ainda mais confusa do que outra coisa. Me lembrei que a confusão era muito melhor do que o brilho de raiva que eu tinha visto passar nos olhos, apenas um momento atrás, em nome de seu irmão. Silenciosamente, eu implorei para ela ir dizer alguma coisa para ele. Não que eu esperasse que isso fizesse algo de bom, mas era melhor para ela para dizer algo para ele agora do que para ele cozinhar isso por mais tempo que o necessário.
"Eu já volto, Bella", ela disse antes de sair.
Me virei para os dois galos concorrentes. "Aí, Alice vai sair. Vocês podem ir agora."
"Quem era essa? Eu já a vi antes."
"Sim, você provavelmente viu, ela esteve em nosso escritório várias vezes, Mike. Ela é minha amiga."
"E esse cara", ele parou por um momento e estudou o meu rosto por um momento. "Ele parecia familiar, também."
Eu bufei. Mike era bom em lembrar nomes e rostos, uma habilidade que me fazia muita falta, por isso não foi surpresa para mim que Edward parecia familiar a ele. "Ele é irmão de Alice. Agora, você está indo embora? Porque eu tenho que te dizer que você realmente está me causando muito mais estresse do que pode ser saudável para mim."
"Tudo bem. Eu vou", ele suspirou resignado.
"Obrigada. E de verdade, Mike, obrigado por me trazer aqui", eu disse a ele sinceramente.
Um sorriso iluminou o rosto de bebê dele, e ele beijou minha testa antes de sair.
Voltando a minha atenção para Jacob, eu esperei que ele finalmente pegasse uma dica e fosse também. Em vez disso, ele sorriu para as costas de Mike como se tivesse acabado de superar ele em um concurso de mijar.
"Você pode ir agora, também, Jacob", eu disse com mais do que um pouco de esperança de que ele realmente ouvisse.
O sorriso se transformou em uma carranca enquanto seus olhos olhavam para mim. "M-mas, eu pensei..." ele gaguejou, segurando as flores malditas, que estavam agora começando a murchar, na minha direção.
Com um suspiro, eu estendi as minhas mãos e, finalmente, as aceitei. "Obrigada. Eu realmente sinto muito, mas essa realmente não é uma boa hora."
Ele acenou. "Posso te ligar amanhã alguma hora?"
"Eu não sei. Eu realmente não quero sair com ninguém agora."
"Não um encontro. Eu só quero ver como você está."
"De verdade, acho que seria melhor se..." Eu comecei, mas eu cometi um erro e olhei em seus olhos tristes, escuros e eu não podia dizer que não. Suspirei novamente. "Claro, Jacob. Claro."
"Obrigada, Bella." Ele fez uma pausa, e eu poderia dizer que ele não tinha certeza se estava tudo bem me abraçar. Finalmente, ele se estabeleceu para agarrar a minha mão e acariciar meus dedos por um momento antes de virar para sair.
Eu assisti ele ir saltando um pouco demais para o meu conforto, bem quando Alice reapareceu com a enfermeira, minha médica, e uma máquina de ultra-som em reboque.
N.t.: ¹Black Friday – É a sexta-feira após o dia de Ação de Graças, o nome "Black Friday" se originou da Filadélfia em referencia ao tráfico intenso nesse dia.
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