Sabadão, cá estou.

Muuuuuuuito obrigada pelos reviews. Eu não posso postar a fic durante a semana, mas posso ver os comentários nas lan houses.

Espero que gostem do capítulo, apesar de que acho que ele só serve pra deixar curioso pro próximo : )

Cap. IX – The Killer

Na semana seguinte, Lisbon havia ligado de volta para o assassino. Ele marcara de se encontrar numa ruela na parte mais perigosa de Los Angeles. Cho, Rigsby e Van Pelt chegaram naquela tarde, e já tinham programado todos os passos. Dessa vez era Lisbon quem iria.

Ficaram todos num prédio ao lado, onde montaram uma pequena base. Equiparam Lisbon com câmeras e escutas.

Ela aguardou pacientemente, encostada num muro. Meia hora depois, Cho disse, pela escuta, que alguém se aproximava.

O homem usava uma jaqueta aparentemente pesada. As mãos estavam nos bolsos. Ele se aproximou de Lisbon, porém manteve certa distância.

- Contratante? – perguntou ele.

- Contratante.

- Então. Qual o serviço?

Ela se desencostou do muro e chegou mais perto dele.

- Quero que mate meu ex marido. – a história fora criada por Jane – Robert Brave.

- Olha, senhora. Eu faço o serviço. Eu mato. Sou discreto, não deixo pistas. Claro que minha limpeza é muito maior conforme o salário. Mas quem tem que ter certeza sobre o quão seguro é fazer isso, é você.

- Como assim?

- Está cheio de mulher querendo matar ex marido que a traiu. Muitas cegas pelo ódio. – ele começou a dar voltas ao redor de Lisbon – Não percebem que se o marido morrer, elas serão imediatamente acusadas. Muitas vezes a história nem passa por um matador de aluguel, elas vão pra cadeia sem eu nem ficar sabendo. Mas já fui preso três vezes por conta de irresponsabilidade de contratante. Acontece que o matador de aluguel cumpre pena e é liberado. Ou aparece mais traídas ricas dispostas a pagar fiança. – ele se aproximou tanto de Lisbon que podia sentir seu hálito podre – Quem contratou, no entanto, cumpre pena por assassinato premeditado. Pena de morte. E eu não fico com a culpa sozinho. Se a policia apertar, eu canto feito um canário. – Ele enfiou a mão dentro da jaqueta, lentamente.

Lisbon percebera. Seus instintos de policial lhe disseram que algo estava errado e então agiu.

- Isso era tudo que eu precisava saber. – disse Lisbon, antes de tirar sua arma de choque e eletrocutá-lo.

Quando Cho, Rigsby e Van Pelt chegaram no local, correndo feito loucos, o homem já estava algemado. A arma que sacaria estava no chão.

- Parabéns, chefe. – disse Rigsby – Não teria feito melhor.

- Que merda é essa! – perguntou o homem, caído no chão.

- Ah, esqueci. CBI, polícia. Você está preso. – disse Lisbon.

- Muito bem. O senhor disse que cantaria feito um canário se a policia apertasse. – disse Cho, na sala do interrogatório – Pode começar.

O homem estava de braços cruzados, de cara amarrada, jogado na cadeira.

- Muito bem. Não tenho nada a perder. Sobre quem estamos falando?

- Fernand Morris. Morto em Oakland.

- Ah, sim. Serviço meu.

- Quem te contratou?

- Francis Tayler. Disse que me pagaria parcelado, conforme o filho ganhasse o dinheiro. Eu não sou de aceitar parcelamento, mas era quarenta mil.

Jane e Lisbon estavam observando o interrogatório do lado de fora. Jane pareceu não gostar do que ouvia.

- Não faz sentido.

- Talvez ele tenha mesmo se esquecido que o papel estava lá.

- Não. Liguem pra Joe Morris.

- Desde quando você dá as ordens por aqui?

- Lisbon, eu poderia começar um plano louco agora, com o qual você se irritaria muito quando descobrisse. Mas dessa vez vou contá-lo a você.

O protocolo mandava que ela desse voz de prisão no senhor Tyler imediatamente, e encerrasse o caso. Mas como era uma vida que estava em risco, decidiu dar o direito da dúvida ao homem. Seguiu o plano de Patrick Jane.

A primeira coisa a ser feita era ligar para Joe Morris e informá-lo da prisão de Francis Tyler, pois um assassino de aluguel havia afirmado ter sido contratado por ele.

Em seguida, precisavam tirar o homem de dentro de casa. Para isso, efetivamente o prenderam.

No dia seguinte, ligaram de volta para Joe Morris e disseram Tyler não admitia ter contratado o assassino, e sem provas, seria solto. Pediram ajuda dele, pois como amigo, devia saber procurar melhor na casa de Tyler.

Coisa que ele aceitou com prontidão duvidosa.

E o que aconteceu foi que, Joe Morris, ao ir, de cara, na gaveta onde estaria o papel do assassino, se assustou por não encontrar nada. Jane observava de canto de olho, e riu, quando o viu dizer que procuraria do lado de fora.

O seguiu quietamente, e chamou Lisbon para vê-lo escrever, num papel qualquer, um número de telefone.

- O senhor está preso. – disse Lisbon, apontando-lhe a arma,

Ele soltou a caneta e o papel e ergueu os braços.

- Preso por que motivo?

- O senhor colocou o número de um assassino de aluguel na casa do senhor Tyler, para incriminá-lo. – respondeu Jane – E ia fazer de novo, pelo que vejo.

- C…como descobriu isso?

- Quarenta mil, parcelado? Um assassino de aluguel atuante em Malibu, trabalhando para ricaças inconseqüentes e traídas? Ora, por favor. Sei que se esforçou em dar até o motivo do assassinato quando pediu pro rapaz dizer que o filho pagaria quando ganhasse o dinheiro, mas foi bem fraco. – disse Jane, sorrindo.

- Agora resta saber: foi mesmo o assassino de aluguel que matou seu filho?

- Não. – ele afirmou, de cabeça baixa. – Eu o contratei pra dizer que foi. Pra incriminar Tyler.

- Por que diabos fez isso?

- Porque eu tenho absoluta certeza de que foi aquele cretino!

- Ora, deixe a policia fazer seu trabalho! Isso tudo só nos atrasou. Agora o senhor vai passar um tempo na cadeia, enquanto Tyler volta pra casa. – disse Lisbon, algemando-o.

De volta a Sacramento, Lisbon se via num quarto sem portas ou janelas. Não encontrava solução alguma para o caso, já que não havia mais suspeitos plausíveis.

O tempo passou e alguns dias depois, Jane pediu a ela que verificassem os arquivos de Kristina mais uma vez.

Era quinta feira. Passava das onze da noite e até Hightower já tinha ido embora.

Os dois estavam sozinhos novamente. Mas dessa vez Jane não pretendia simplesmente reabrir o caso de Kristina. Ele havia pensado em coisas demais a semana toda para simplesmente continuar quieto a respeito desses assuntos.

Ele queria simplesmente dizer a verdade. Deixar claro tudo que se passava dentro dele. Não pretendia influenciá-la de forma alguma. Era mais um desabafo.

Assim, quando Lisbon ligou o computador, ele pediu que esperasse. Que precisava falar com ela antes.

Ele suspirou. Parecia ter falta de ar. Estava bastante nervoso, e seu coração batia rápido. Era como quando encarou a possibilidade de tirar sua aliança, ao sair com Kristina. Era a reação de alguém que havia jurado permanecer fiel à esposa, mesmo sete anos após sua morte.

- Lisbon, eu preciso ser honesto com você.

Ela deu um sorriso de canto.

- Bom, admito que estou com medo do que vou ouvir, pois todas as vezes que você foi honesto nas últimas três semanas, eu fiquei bem irritada depois.

- Espero que não fique irritada agora.

Ela cruzou os braços.

- Muito bem. O que tem a dizer?

Ele baixou os olhos, mexeu em alguma coisa sobre a mesa. Mal podia encará-la.

- Lisbon, antes eu queria deixar claro que nada do que direi é para mudar o que pensa sobre mim. Eu não quero que se veja forçada, de alguma forma, a me ver de outro jeito. Eu só quero ser sincero quanto ao que sinto. Eu… tenho pensado muito no assunto e admito que tem me incomodado. Então eu gostaria de deixar tudo claro pra você.

- Vamos, Jane. Sem rodeios. – ela parecia apreensiva.

- Talvez… - ele mal a olhava nos olhos, respirava fundo – Talvez eu esteja gostando de você. Eu sei que isso vai soar um tanto quanto infantil. – deu uma leve risada nervosa – Não posso dizer que te amo como um homem ama uma mulher, pois isso seria… apressado demais. – ele pensou um pouco antes de continuar, ainda de cabeça baixa, portanto não a viu começar a chorar - E eu tenho evitado deixar isso crescer, pois eu sei que não estou em condições de assumir um relacionamento enquanto Red John estiver respirando. E também sei que você não quebraria as regras da CBI. Portanto, insisto que não quero, de forma alguma, que ache que estou dizendo isso pra te seduzir, ou pra convencê-la a também gostar de mim. Eu só quero que você saiba. Só queria ser honesto.

Então ele olhou para ela, e percebeu que ela estava chorando, tapando a boca com a mão. Ele soube imediatamente que a notícia havia sido muito mal recebida por ela.

O que Lisbon respondeu :O?

Enfim, a partir de agora a fic entra definitivamente no caso Kristina e posteriormente Red John. Os capítulos ficarão menores e com mais ação.

Espero que gostem