Como houve comentários ainda no sábado, achei injusto passar a semana toda sem postar. Obrigada pelas respostas!
Esse cap já é bem mais curto, e vocês vão ter um gancho pra reviravolta que a história dará.
Estou começando a postar uma fic chamada The RedOut, aqui no ff net, sendo parte de um desafio.
Mas continuo postando essa, sem falta. Na verdade eu a terminei completamente um dia antes de postar hahahaha
(não gosto de começar a postar fics que não terminei, se desisto o povo fica sem história e eu acho isso muuuita mancada : )
MariaFernandaH, eu estava preparando-me para postar quando recebi seu comentário hahahahaha
Tamara, obrigada por sempre passar por aqui : ) também acho covardia parar nessas partes, mas é isso que faz o leitor voltar sempre ; )
Amanda, realmente, o Jane não sabe o que quer. Mas a gente sabe exatamente o que ele quer, né? Hahahaha
Eli, fico feliz que goste da fic. E não demoro não, já postei : )
Red Jane, desculpe pelos capítulos curtos, mas a fic já está terminada há algum tempo. É uma questão da história acelerar a partir de agora, os fatos serão mais focados. Mas veja só, graças ao seu comentário e ao de outras pessoas, já postei no domingo : ) é o segundo domingo que faço isso hahahaha
Bom, é isso : )
Ah, quase esqueci. O nome desse capítulo é sim graças à musica do Nickelback. Aconselho ouvi-la enquanto lêem.
Cap. 10 – Somewhere, somehow
Por dentro, Lisbon não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Patrick Jane, seu amigo, aquele que tanto a irritava, porém que tanto a apoiava, estava se declarando para ela. Era completamente surreal, inimaginável. Por um momento, achou que era só mais um sonho besta, do qual sentiria vergonha ao acordar. Mas não acordou. Era real. E ela percebeu que não havia mais como fugir de algumas realidades.
- Jane, me prometa uma coisa.
- O que?
- Não vai mais ser honesto comigo. – pediu ela, chorando.
Ele se esforçou para entender o por quê daquilo, mas fracassou. Afinal, se sentiu muito abatido após tal frase
- Lisbon, eu só quero que diga exatamente o que está pensando sobre isso agora. Sem timidez, sem constrangimento.
- Jane… - ela começou, após limpar o rosto, porém sem parar de chorar – Quando te conheci, a primeira coisa que pensei foi "nossa, esse é um dos caras mais lindos que já vi". Aliás, eu passei muito tempo com medo que você visse no meu rosto o quanto eu te achava bonito. Li sua ficha e vi que você devia ser também uma das pessoas mais arrogantes e convencidas que eu poderia conhecer. Acho que estava certa em ambas as conclusões, aliás. Mas com o tempo, percebi que você também era divertido, compreensivo, sagaz. E mais que tudo, um grande amigo. Apesar de estar sempre aprontando das suas, a verdade é que eu confiava em você. Confiava como nunca confiei em alguém. – ela se apoiou em sua mesa, do lado oposto em que ele estava, percebendo que os olhos dele estavam ligeiramente marejados – O ponto é que, depois de tanto tempo percebendo o quanto eu gostava de você e o quanto eu gostava quando estava por perto, percebi que algo estava errado. Eu me demiti uma vez, pra que pudesse te ajudar. Eu ameacei jogar minha carreira e a de Bosco no lixo, pra que ele te soltasse da prisão. – ela fez que não com a cabeça, como se aquilo fosse absurdo – Eu estava colocando você, o seu bem estar, a sua felicidade, acima do meu trabalho. Nunca, em toda minha vida, coloquei algo acima do meu emprego. Ser policial sempre foi minha paixão. Mas chegou um momento em que eu percebi que eu não seria capaz de te ver sair pela porta da CBI pra nunca mais voltar. Foi aí que eu compreendi que um dia eu seria demitida por sua causa. E eu aceitei isso.
- Eu não sabia dessas coisas, Lisbon. – murmurou ele – Talvez eu soubesse que você me achava bonito. Tive essa impressão quando eu disse que podia ler sua mente e você corou. – um sorriso leve nos lábios.
- Mas Jane… - ela continuou – Aceitar que eu gosto mais de você do que do meu trabalho, foi uma coisa. Admitir que isso era porque eu tinha me encantado pelo seu jeito e que eu queria mandar pro inferno as regras da CBI, era outra. Isso eu nunca fui capaz. Admitir que o amor de amigo que eu sentia por você já tinha passado de amizade faz tempo. Mas não era difícil de conviver. Eu podia até brigar com você de vez em quanto e isso ajudava a afastar o pensamento da cabeça. Como você espera que eu passe a te ver agora? Como pode dizer que não disse isso pra que eu mude meu pensamento a seu respeito? Era muito mais fácil controlar os sentimentos quando eu sabia que eles nunca seriam retribuídos. O que eu sentia era simplesmente uma coisa infantil, que talvez nem estivesse lá. Uma coisa que, por vezes, se mostrava, mas acabava se escondendo. Agora é tudo real. Agora está aí, e não dá pra negar. Por isso tudo… eu não quero ouvir você repetindo isso.
Ele se aproximou dela, devagar, dando a volta na mesa, passando a ponta dos dedos na madeira, acompanhando a borda.
- Tenha isso como promessa. Quando Red John morrer…
- E agora, Jane? O que acontece agora? Eu passo os próximos anos sabendo disso tudo e você sabendo, e ignoro, e continuo te tratando da mesma forma?
Ele estava bem perto dela. Mas Lisbon não se deixara abalar e mantinha-se perfeitamente ereta, de frente pra ele.
- Assim você me coloca numa posição difícil.
- É pra ficarmos quites.
Ele baixou a cabeça novamente, segurou as mãos dela.
- Algum dia tudo vai ficar bem.
- Quando, Jane? – seu rosto expressava descrença, tristeza.
- Eu vou fazer tudo dar certo. Mas não agora. Se você souber esperar…
- E você saberá?
Ele passou a mão pelo rosto dela e se curvou ligeiramente. Segurou-a na nuca e olhava em seus olhos de forma simplesmente hipnotizante.
- Eu estou disposto a arriscar, se você estiver.
- Arriscar?
- Fique comigo, Lisbon.
Ela não se mexia. Mal respirava. Seus lábios estavam a poucos centímetros dos dele.
- Não… não podemos…
Os lábios finalmente se tocaram. Jane se sentiu culpado, como se de repente sua aliança pesasse uma tonelada. Mas depois de um tempo essa culpa deu lugar ao simples prazer por beijar Lisbon.
Alguns minutos depois, eles interromperam o beijo e se olharam. A respiração dela estava alta, seu coração também batia rápido.
- Jane… deixe-me pensar. Não me faça tomar uma decisão dessas depois de um choque de endorfina.
Ele sorriu. Também precisava raciocinar direito sobre o que queria dali pra frente. A situação era boa para decisões tendenciosas.
- Bem… então vamos fazer o que viemos fazer. Só pra cumprir o serviço. – ele disse.
- O…que? – ela havia corado. Provavelmente entendeu algo errado.
- Checar os registros da Kristina.
Ela respirou fundo, um tanto quanto aliviada. Escapou da proximidade com Jane e sentou-se em sua cadeira.
Enquanto isso, Jane juntava suas coisas para ir embora. Não ia demorar muito pra se fazer a pesquisa.
Porém, qual foi seu choque quando Lisbon anunciou que havia sido feita uma compra no cartão de Kristina.
Kristina Frey está definitivamente nesta fanfic.
Podem esperar grandes coisas disso.
