Mal deu pra ir na lan house esse fim de semana D:
Red Jane, nesse capítulo você vai entender por que a luz piscava : )
Ah, e já que mencionei esse simbolozinho, eu não tinha reparado que você usava xD sou viciada em emoticons e acabo sempre terminando as frases com um : D
Ana Lopes, com certeza, boa coisa não sai dos dois.
Eli, espero que goste do final que planejei pra ela.
Cap. 14 – True story
Jane estava realmente ignorando as chamadas. Não sem uma parcela de culpa. Quase atendera quando viu que Lisbon agora ligava de sua casa, mas ignorou novamente. Não queria que ela se preocupasse a toa, ainda que desconfiasse que ela se preocuparia de qualquer forma.
À uma da tarde, Jane já estava a caminho do edifício Marvin, pois, para ele, no celular, ela marcara às duas e meia da tarde. E sequer tinha visto a mensagem na caixa postal antes de sair. Até porque, antes de sair, ela não estava lá.
Nem o menor sentimento de medo se passava pelo consultor. Ele não tinha a menor suspeita de que aquilo poderia vir a ser uma armadilha. Ele estava simplesmente contente. Nada parecia poder dar errado agora. Tudo seria finalmente resolvido graças ao filho que Kristina esperava.
Ele desceu no estacionamento subterrâneo do prédio. Era um hotel. Encaminhou-se para a recepção e disse que Kristina Frey o esperava no quinto andar, número 506.
A mulher sorriu satisfeita em lhe dar as chaves. Indicou o elevador e desejou uma boa tarde.
Jane bateu na porta. Em seguida, usou as chaves para abrir. Enfiou a cabeça lá dentro e se deparou com Kristina, sobre a cama, chorando.
- Jane! Você chegou! Mal posso acreditar! – ela correu e o abraçou – Tem que me ajudar, Jane!
Ele trancou a porta atrás de si. Afastou Kristina, segurando-a pelos ombros. Estava um tanto quanto confuso sobre o que se passava.
- Quem está te perseguindo?
Ele foi direto ao ponto. Suas habilidades lhe permitiam reconhecer o motivo do pânico e a apreensão que havia no olhar da loira.
- Red John. Ele vai me matar, Deus, ele vai me matar quando descobrir o que fiz!
- Red John? Por que ele…?
- Sente-se, Jane. Vou lhe contar a história.
Seu telefone tocou mais uma vez. No visor, o nome de Lisbon. Fez questão de ignorar a chamada.
Em seguida se sentou. Estava irritado. Não era o tipo de pessoa que costumava se surpreender com uma situação.
- Eu estava ajudando Red John. Ele me prometeu tantas coisas e eu… Jane, sei que agora quer me matar, mas escute.
Os dentes do consultor estavam cerrados. Seus punhos fortemente fechados. Se Kristina fosse um homem, teria espancado-a naquele exato momento.
O restante da história, entretanto, fez seu estômago congelar.
- Red John decidiu que queria te provocar. Foi quanto percebi que ele só precisava de mim pra te atrair. Que foi o que eu fiz o tempo todo. Quando fugi, naquele dia, ele ficou furioso. Me manteve trancada numa casa, até que eu servisse aos seus propósitos mais uma vez. Então armou toda a história do teatro, para matar Lisbon. Sim, essa era sua única intenção. Aquele assassino de aluguel contratado pra mentir devia ter matado Lisbon quando ela se fingiu de contratante, mas parece que ele era um incompetente e foi eletrocutado antes. – Ela percebeu que Jane estava completamente branco com essa afirmação. Talvez por perceber que a vida de Lisbon esteve por um fio, por sua causa - Mais ou menos nessa época, eu comecei a desconfiar que estava grávida. Como ele havia me liberado para falar com a CBI, aproveitei e fugi pra uma farmácia. Comprei o teste e voltei. Deu positivo. Ele descobriu, viu a caixa do teste. Eu disse que o filho era seu, sem sombra de dúvidas. Red John ficou completamente furioso. Decidiu que ia te matar. Me fez marcar um encontro com você. Me fez te ligar, na frente dele.
- Então ele sabe que estamos aqui. Onde ele está?
- Não. – ela negou, chorando bastante – Eu o enganei. Falei com você em segredo, e marquei de nos encontrarmos aqui. Depois te liguei, hoje, na sua casa, quando sabia que não estaria, e deixei recado na caixa postal, fingindo estar falando com você. Marquei em outro lugar aleatório. Ele deve estar lá nesse momento. Mas quando descobrir, vai vir atrás de mim, ele vai me matar, Jane…
Ele ficou sem saber o que fazer por um momento. Primeiro, pensou em deixá-la ali e ir matar Red John. Depois, pensou que talvez ele escapasse e matasse Kristina, levando o filho junto. E isso não podia permitir.
Mas então um pensamento muito mais sinistro lhe ocorreu.
- Você disse que deixou mensagem na minha caixa postal?
- Sim…
- Indicando onde Red John está?
- Sim.
Lisbon havia passado em sua casa. Lisbon havia usado seu telefone.
Lisbon corria perigo.
Era três horas em ponto e Lisbon estava parada em frente o edifício Luther. Era gigantesco. Devia ter, pelo menos, sessenta andares.
Olhava ao redor, mas não tinha sinal nem do carro de Jane, nem do próprio, ou mesmo de Kristina.
Quando deu três e cinco, ela se certificou de que o relógio do carro não estava adiantado. Olhou uma última vez para a rua toda e desceu.
Ia subir no apartamento, de qualquer forma.
Foi até a recepção e mostrou seu distintivo.
- Preciso subir no quarto 1025. É um urgente.
Um dos recepcionistas olhou para o outro e pareceu procurar alguma coisa na parte do balcão que Lisbon não conseguia enxergar. Em seguida, fez que não para ela.
- Sinto muito, tenho ordens de não deixar que ninguém suba.
- Você não entendeu? É policia. CBI, delegacia de homicídios, Escritório de investigação da Califórnia. – ela disse, pausadamente – Eu vou subir. Só preciso das chaves.
- Sinto muito. Se dissesse qualquer outro quarto, eu te liberaria numa boa.
- Escuta aqui. – ela havia segurado-o pelo colarinho, puxando-o quase sobre o balcão todo – Posso fazer da sua vida um inferno. Posso te colocar na prisão por muita pouca coisa. Principalmente por, obviamente, aceitar suborno do cliente do quarto 1025 para que não permitisse que a polícia averiguasse um crime. – largou, de repente, fazendo-o cair no chão.
Ele se levantou, olhou para os lados, envergonhado, e entregou as chaves a ela. Aparentemente, a propina não valia o tempo na prisão.
Lisbon subiu pelo elevador. Lá dentro, sacou a arma e a segurava firmemente. Estava preparada para encontrar Kristina, nem que esta estivesse com uma Colt Commando apontada para a porta.
Mas Lisbon estaria preparada para encontrar Red John?
Aliás, estaria Red John preparado para encontrar Lisbon?
Nenhum dos dois desconfiava do encontro.
Encontro, aliás, que tendia a ficar mais tenso, pois Jane e Kristina estavam a caminho do local naquele mesmo minuto.
O próximo capítulo é o mais importante –dik : D
