Respostas rápidas assim, não dá pra não atender aos pedidos. Dois capítulos só no sábado!
Espero que este capítulo não tenha ficado muito confuso. Os pontos de vista vão alternando. Na maioria das vezes as coisas acontecem ao mesmo tempo. Em outras, me permiti inverter as ordens. Acho que no fim fica tudo claro.
Cap. 15 – Quarto 1025
Lisbon destrancou a porta devagar, tentando não fazer barulho. Ficou segurando a maçaneta o tempo todo, pra não ser surpreendida se puxassem a porta de repente.
Estava tudo escuro lá dentro.
Acendeu a luz, apontando para o interior do quarto. Ninguém.
Virou-se.
E deu de cara com a figura da máscara demoníaca de Red John.
Sua arma voou de sua mão, e ela não viu onde foi parar.
E era tudo do que se lembrava, pois desmaiara com o golpe repentino em sua cabeça.
...
Jane nunca dirigira tão rápido em sua vida. Uma viatura da policia já o perseguia há alguns quarteirões, mas ele ignorava, e continuava seu caminho cheio de curvas e faróis fechados. Kristina já estava sentindo forte enjôo, graças às freadas repentinas e as quase quatro mortes por batida, que Jane evitara no último minuto.
...
Ela não saberia dizer quanto tempo havia se passado. Talvez minutos, talvez horas. Quando acordou, estava amarrada na cama daquele quarto de hotel. Sua blusa havia sido arrancada.
Ela olhou para o lado e viu a figura animalesca de Red John, pegando alguma coisa numa maleta.
Quis gritar, mas havia sido amordaçada. Pôs-se a chorar, pois imaginou que Jane já estivesse morto. Não quis mais lutar pra sair dali. Não quis mais viver. E Red John se encarregaria disso.
Foi quando o telefone do quarto tocou.
...
Jane parou na frente do prédio que ela indicara e ordenou que Kristina ficasse no carro, pois podia ser perigoso.
Desceu e correu até a recepção.
- Preciso ir até o quarto 1025.
- Seu nome.
- Patrick Jane.
- Pode subir.
Assim que o consultor correu até o elevador, o balconista ao lado daquele que o atendeu discou no ramal do quarto.
- Patrick Jane está subindo.
- Ótimo. Pare o elevador.
...
- Ótimo. Pare o elevador.
Foi a única coisa que Red John disse antes de desligar. Não fez o menor sentido para Lisbon. Aliás, nem sua vida fazia algum sentido agora. Principalmente a poucos minutos de acabar.
Red John tirou de sua maleta uma faca. Subiu na cama e colocou-se sobre Lisbon. Passou a lâmina da faca em sua face. Ela tremia. Havia completo pânico em seus olhos.
...
Jane começou a esmurrar, chutar e praguejar contra o elevador, quando o mesmo parou entre o quinto e o sexto andar. Tentou abrir a porta manualmente, sem sucesso. Pensou em ligar para o celular de Lisbon, mas lembrou que deixara o seu no carro. Jogou-se contra as paredes do elevador, completamente ensandecido, irritado consigo mesmo.
Então o serviço de emergência entrou em contato. Avisara que demoraria aproximadamente dez minutos pra colocar o elevador de volta em funcionamento.
Jane sabia que Lisbon não tinha dez minutos, se Red John resolvesse matá-la.
...
O primeiro golpe foi dado. Lisbon soltou um ruído parecido com um grito horrorizado de dor. Red John havia perfurado seu abdômen.
Retirou a faca. E a fincou novamente, do outro lado. Outro grito, mais choro.
Um terceiro corte, abaixo, e ele a rasgou de uma ponta a outra, acompanhando os ruídos agonizantes de Lisbon.
O sorriso, o smile, escrito com o sangue ainda quente da agente, em seu próprio corpo. Para que Jane, mais do que não esquecesse, lembrasse constantemente.
...
Após os dez minutos, o elevador voltou a funcionar. Parou no décimo andar, finalmente, e ele correu até o quarto 1025.
Uma arma estava no chão. Era a arma de Lisbon. Sentiu seu estômago gelar. Pegou-a e abriu a porta.
Red John estava sentado, de frente para ele. Não pensou duas vezes antes de atirar.
...
Red John saiu de cima de Lisbon. Foi até uma gaveta e pegou uma máscara idêntica a sua, e uma seringa. Vestiu a mulher com a máscara e lhe aplicou a injeção.
Era um tipo de anestesia. Ela deixou de sentir todos os membros, e também perdeu o controle sobre eles. Não conseguia sequer falar. Isso em uma questão de minutos.
Red John então a pegou no colo e a colocou de frente para a porta, sentada numa cadeira.
Ela não sabia o que aconteceria. Só sabia que a sensação de estar tetraplégica era horrível, apesar das dores da facada terem desaparecido.
Foi aí que teve sua maior surpresa: Red John saiu do quarto, simplesmente. Lá fora, o viu tirar a máscara, de costas para ela, que não conseguiu ver seu rosto. Ele fechou a porta, trancou e seus passos foram ouvidos até que estivessem distantes demais.
Estava completamente sozinha e sangrando até a morte, sem conseguir sequer gritar.
Então a porta se abriu. Era Jane. E atirou nela.
Que dó.
Por que nas minhas fics a Lisbon sempre se ferra?
Ah, em Red John's Case quem se ferrou foi o Jane.
Ok, to perdoada.
-n
Deu pra entender tudo direitinho? Os dois últimos pedaços são os mais confusos, né?
Sorry x-x
