People, graças a uma prova na auto escola, voltei pra casa na quarta, direto pro PC atualizar.

Enfim, nos aproximamos de um final. Só mais dois.

E já tenho uma fic engatilhada. Mas não sei se devo escrevê-la. A história começa a partir do ponto em que Jane e Lisbon já estão casados. E tende a ser bem dramática e tensa.

Anyway, seria uma história sem a aproximação dos dois que todas nós gostamos, será que seria bem vinda?

Well, tanks por todos os comentários, e here we go.

Cap. 17 - FBI

Na segunda-feira, dois dias depois, Lisbon ainda estava na Unidade de Tratamento Intensivo.

Graças a Deus, disseram os médicos.

Ela devia estar no necrotério.

Fica difícil ser otimista quando os médicos dizem que ela teve sorte de não morrer durante a noite. Ou ainda quando entrava na ambulância.

Na CBI, reinava o completo silêncio. Ninguém falava absolutamente nada. Mesmo os agentes de outras repartições. Havia uma densa névoa de luto pairando naquele escritório.

Risgby batia uma pequena bola anti-estresse no chão, seguidas vezes, olhando para o nada. Cho estava sentado, lendo um livro numa mesa. Van Pelt estava no computador, fazendo os trabalhos de rotina, sem muito interesse. E Jane estava deitado em seu sofá, olhando para o teto, sem piscar.

Isso já fazia cerca de duas horas.

Os médicos disseram que eles não deviam ficar no hospital. Que ligariam assim que tivessem qualquer notícia. Eles aceitaram, a contra gosto, e voltaram para a CBI.

Mas era muito pior ficar ali.

Às três da tarde, aproximadamente, Hightower apareceu na sala. Pediu para Jane falar com ela, em seu escritório.

Ele sabia que não era boa coisa. Não tinha como ser.

- Jane, eu quero ouvir a história toda, agora, da sua boca. – ela disse, assim que ele fechou a porta. – E não simplesmente o que aconteceu e todos sabem.

- O que você acha que estou escondendo?

- Eu quero saber por que houve atualização do caso antes do previsto, no programa de investigação da CBI.

Ele arqueou os lábios e deu de ombros.

- Por acaso, no mesmo dia em que a Lisbon ficou aqui até mais tarde. – ela insistiu. – E eu liguei na sua casa e ninguém atendeu.

- Dormi mais cedo naquele dia.

- Jane, não tinha ninguém na CBI naquela noite, além de Lisbon e vigias noturnos. E eu estou fortemente inclinada a acreditar que você a incitou a fazer aquelas pesquisas. Ela não iria atrás do caso de Kristina por livre e espontânea vontade.

Ele fez que sim com a cabeça.

- Tem razão, você me pegou. Pedi pra Lisbon investigar o caso. Ela é inocente nisso. A culpa é inteiramente minha.

- A culpa é sua, Jane, mas isso não salva Lisbon. O fato de ela ter cedido também é errado. Ela deveria tomar conta de você, e não se envolver nas suas tramóias.

- Eu a chantageei. – ele inventou – Disse que me demitiria se não fizesse isso.

- Uma grande atitude da sua parte, estar se incriminando para tentar defendê-la, Jane. – admirou-se Hightower – É uma pena, entretanto, que nós tenhamos fitas de segurança, e eu tenha as assistido. Não tem som, é claro. E posso dizer que estou bastante curiosa pra saber o que fez Lisbon chorar tanto antes que você a beijasse.

Ele mordeu o lábio. Agora tinha completa dimensão da besteira que tinha feito.

- Nós não temos nenhum tipo de relacionamento.

- Não? E o que o fez pensar que seria legal fazê-la mentir pra mim, dizendo que ficaria num hotel em Los Angeles, para ir pra sua casa em Malibu? E sim, Jane, eu sei disso. Depois dessa história toda, chequei as últimas ligações da CBI, e vi que, quando Lisbon ligou pra falar do assassino de aluguel, falava de uma residência particular em Malibu.

- Acredite em mim. Nós não temos absolutamente nenhum relacionamento. Nós gostamos muito um do outro, mas ela não tem coragem de começar algo sério. Não comigo. Ela não queria mentir pra você.

- Mas mentiu.

- Não aconteceu nada em Malibu. Ela queria passar as férias lá, e eu só quis ajudar. Ela mentiu pra você justamente pra que não achasse que tínhamos um relacionamento.

- Jane, já ficou perfeitamente claro que não posso confiar na Lisbon quando você está por perto. Ela é uma ótima agente, é muito difícil achar mulheres assim, que não precisam usar de seu corpo pra chegar onde ela está. Acredite, é muito mais complicado do que parece ser mulher na polícia. Mas ela simplesmente perde a linha quando você está aqui. Investigou um caso sem autorização, mentiu pra mim, e tudo porque você mandou. E agora ela está onde está. Vê aonde isso chegou?

- Não precisa fazer eu me sentir ainda mais culpado. Eu tenho consciência de que tudo isso é culpa minha.

- O que quero dizer, Jane, é que se Lisbon se recuperar… Quando ela se recuperar – apressou-se em corrigir-se – vou transferi-la.

Jane adquiriu expressão de desespero.

- Transferi-la? Por quê? Se fui eu quem causou tudo isso, por que vai tirar ela daqui?

- Porque nós podemos achar outra pessoa que a substituiria muito bem, mas não acharíamos outro mentalista disposto a trabalhar na polícia em lugar nenhum. Não posso dizer que isso será uma punição pra ela. Falei com algumas pessoas e consegui colocá-la no FBI.

- Pra Washington! Vai mandá-la pro outro lado do país?

- É uma promoção, na verdade.

- É uma forma de tirá-la daqui.

- Acho que minha decisão foi bastante razoável. Já que foi você quem a desvirtuou, tirá-la de perto será bom. E como, tecnicamente, ela não teve culpa, uma promoção lhe cairia bem. Ela pulou muitos degraus assim, Jane. Isso será bom pra ela. O próximo cargo que ela pegaria seria o meu, depois da minha aposentadoria, o que poderia demorar muito. Não tente impedir essa decisão. Tenho certeza que ela ficará muito feliz. Então não adianta ameaçar se demitir ou coisa parecida. Isso seria de extremo egoísmo da sua parte.

Ele baixou a cabeça.

Ela estava certa. FBI. De certa forma estava orgulhoso.

Mas a dor de saber que ela viveria a mais de dois mil quilômetros era horrível.

- E… se quer saber, – continuou Hightower – a sede do FBI fica em Washington. Mas existem mais de cinqüenta escritórios espalhados pelo país. Inclusive aqui em Sacramento.

- Então ela vai ficar aqui?

- Não posso afirmar nada, senhor Jane. Vai depender deles aceitarem o pedido dela, se o fizer. A partir do momento que estiver no FBI, perco minha autoridade sobre ela.

Jane suspirou, resignado. Fez que sim com a cabeça.

- Acredita quando digo que não houve nada, não é?

- Acredito. Ela não teria jogado o emprego fora assim tão fácil. Mas seria uma questão de tempo. Aliás, não é erro dela. Está certa em procurar se dar uma chance e não ficar o tempo todo indo de um assassinato a outro.

- Alguma relação com você mesma?

- Acho que terminamos a conversa, Patrick Jane.

Hightower quer pegar o Jane, to falando -n