16. Revelações

Desesperadamente tentei me segurar. Meu coração ainda parecia querer pular pra fora do meu peito, mas consegui manter as lágrimas na superfície enquanto encarava as luzes da cidade pela janela do lado do carona. De acordo com o relógio do rádio, era um pouquinho depois das cinco. Já estava começando a escurecer lá fora. Por isso que existia um nível alto de incidência de depressão nessa cidade desanimada durante os meses de inverno.

Era seguro dizer que o dia tinha previsivelmente se transformado num desastre, mas eu não sabia o que tinha deixado-o daquela forma. Tanya tem sido surpreendentemente agradável, e não importa a quantidade de ciúmes que sentisse dela e do seu recém nascido, que magicamente dormia por seis horas diretas durante a noite, eu apreciei sua gentileza mais cedo. Rosalie não foi a pessoa mais legal, mas mal interagimos. Eu também não ficaria muito empolgada em conhecer a mulher que destruiu meu casamento. Todos os meus medos do dia foram por nada... até Edward. Meus lábios começaram a tremer, enquanto eu lutava para manter meu corpo inteiro estável ao passo que uma dor formada no meu peito há meses atrás, começou a crescer. Enjoei ao pensar que depois desse tempo todo, ele ainda me considerava uma ameaça.

"Bella," Carlisle disse suavemente, tirando-me dos meus pensamentos.

Balancei minha cabeça e lutei contra as lágrimas. "Sinto muito, Carlisle. Não acho que consigo falar sobre isso."

Ele respirou fundo e abriu sua boca como se fosse falar algo, antes de deixar o ar sair dos seus pulmões numa alta bufada e fechar sua boca.

Apoiei minha cabeça no vidro gelado da janela e fechei meus olhos, rezando que o suave burburinho do motor e movimentação gentil me embalassem para dormir. Claro que isso não aconteceria. Estava emocional demais e muito agitada para pegar no sono. Tudo o que queria era acordar amanhã pela manhã pra descobrir que toda a experiência – desde conhecer Edward Cullen no bar até a gravidez e seu comportamento babaca – não tivessem sido nada, exceto um sonho. Somente um horrível sonho.

No silencio do carro, percebi que conseguia pensar um pouco mais racionalmente. Edward foi agradável o dia inteiro. Inferno, menos de uma hora atrás estava me encorajando a segurar a sua sobrinha recém nascida. Não conseguia fazer a conexão entre aquele Edward e o homem que bruscamente saiu da casa.

As palavras que ele usou – Eu quero que ela suma! Não vou permitir alguém como ela vir aqui e destruir a minha família! – soaram parecido demais com quando me ameaçou a ficar longe da sua família no dia da minha primeira ultra-sonografia. Claro, que Esme não o ouviu naquele dia no restaurante. Me perguntei se sua família tinha alguma noção da maneira que ele me tratou.

Lutei contra o soluço histérico que queria desesperadamente sair do meu peito. Estava tendo dificuldades em me permitir acreditar que bondades que Edward demonstrou nas ultimas semanas tenham sido falsas.

Meus olhos começaram a aguar, e senti as lágrimas começarem a surgir atrás das minhas pálpebras, então escorrerem pelas minhas bochechas.

"Bella," Carlisle disse novamente.

Abrindo meus olhos para olhar para ele, percebi que já tínhamos parado na frente do meu prédio. "Desculpa," disse mexendo no cinto para soltá-lo, para que pudesse simplesmente subir e me perder na minha própria porção de auto-piedade. "Obrigada pela carona."

Ele suspirou e percorreu seus dedos pelo cabelo. Exatamente como tinha visto ele fazer várias outras vezes... assim como tinha visto Edward também fazer incontáveis vezes. "Existem algumas coisas que você precisa saber," ele começou.

O bebê chutou, e por hábito minha mão moveu-se para cobrir onde ele mexeu. Afinal de contas, isso tudo era sobre ele. Era sobre meu bebê e o que era melhor para ele. Quando finalmente aceitei a gravidez, sabia que teria que passar por isso tudo sozinha, e precisava voltar a focar minha energia nisto.

"Eu só não consigo fazer isso agora," disse me desculpando.

"Bella, eu só quero ter certeza que você está bem." Ele me observou por um momento com gentileza em seus olhos. "Por favor."

"Não posso fazer isso. Todos vocês ficam sentados dando desculpas por ele." Arrisquei uma olhada para Carlisle; parecia que tinha acabado de ser estapeado, e imediatamente me senti culpada. "Ele tem sido terrível com essa história toda. Por que nenhum de vocês consegue ver isso? Ele me tratou como uma piranha caçadora de recompensas, e tudo o que vocês fizeram foram se desculparem por ele e prometerem que existe uma razão muito boa. Bem, eu não posso mais sentar e esperar por isso. Ele provou essa tarde que nada mudou e eu não posso descansar e esperar por alguém para me dizer o que diabos está acontecendo," perguntei retoricamente e instantaneamente percebi que enfiei mais ainda os pés pela cabeça. Mas isso precisava ser dito. Ele precisava saber. Isso não era uma atividade de um dia só com o Edward.

"O que ele fez com você?" perguntou, olhando-me mais surpreso pelas minhas palavras do que eu pensaria.

"Você deveria saber. Ele se negou a falar comigo. Me chamou de perseguidora por permitir Esme me levar para almoçar, e depois quando levei Ashley para a casa da Tanya. Quando chamei sua atenção sobre como ele pensava que eu era uma prostituta caçadora de recompensa, ele não conseguiu negar."

Carlisle parecia ficar ainda mais derrotado. Fiquei surpresa que isso foi possível.

Conseguindo achar a trava para abrir, retirei o cinto de segurança e abri a porta.

Sem dizer nada, Carlisle saiu do carro e me seguiu para o prédio, aparentemente sem entender que eu estava tentando evitar uma discussão mais intensa. Ele continuou em silencio quando andou comigo até meu apartamento e quando destranquei a porta, entrou atrás de mim.

"Por que não se senta?" sugeriu gentilmente.

"Eu..."

"Por favor." Apesar de ser um pedido simples, seu tom tinha autoridade, e eu sentia que estava prestes a entrar em uma outra discussão tediosa sobre como Edward não estava pensando e como tudo ficaria bem no final. Eu estava cheia dessas conversas. Ninguém nunca disse algo realmente importante. Sentindo-me um pouco mais irritada, fui para a sala de estar e sentei no sofá. Ouvi gavetas serem abertas na direção da cozinha, e então a torneira foi ligada. Rolei meus olhos pela forma que os Cullens tendem se forçar a entrar na minha casa e vida em cada momento.

Ouvi ele sair da cozinha e levantei minha cabeça para dizer que estava bem sozinha, e que estava pronta para ele sair, só para vê-lo segurando um copo com água na minha direção e um remédio de prescrição médica.

"Aqui, tome isso, por favor. Você está sob muito estresse e já está sob riscos de complicações."

Olhando para o pote percebi que era a medicação que minha médica me prescreveu para ajudar a parar as contrações. Ela suspendeu o uso desse remédio pouco depois de eu ter recebido alta. Carlisle estava certo; provavelmente não machucaria e, verdadeiramente, eu faria praticamente qualquer coisa para evitar uma outra viagem para o hospital. Respirando fundo, abri o recipiente e tomei um dos pequenos tabletes rosa com um gole de água.

"Obrigada, Carlisle. Tenho certeza que vou ficar melhor agora." Depositei o copo em cima de uma das revistas da mesinha de café. "Você não precisa ficar." Eu queria que ele fosse embora. Queria a oportunidade para me acalmar e compreender meus pensamentos e emoções, e isso não aconteceria se ele estivesse na minha casa, tentando justificar o comportamento do Edward.

Ao invés de sair, ele se sentou.

"Eu preciso falar com você, Bella."

"Eu não posso fazer isso. Não posso sentar aqui enquanto você cria desculpas para ele." Respirei fundo para me acalmar. "Eu... Eu só não quero mesmo conversar agora."

"Existem coisas que você precisa saber," ele insistiu, sentando mais para frente na poltrona e se inclinando na minha direção.

Chutando meus sapatos e curvando minhas pernas debaixo de mim no sofá, cruzei meus braços em volta do peito e balancei minha cabeça. "Não posso ouvir mais desculpas. Eu só... Eu não quero ouvir isso."

"O que Edward disse hoje que te chateou?"

Balancei minha cabeça. "Nada."

Carlisle sentou mais reto e levantou uma sobrancelha em questionamento. "Você estava muito aflita."

Concordei.

"Me diga a razão, por favor."

Engoli a bile que começou a surgir na minha garganta por me forçar a pensar nas palavras cruéis do Edward. "Eu não sei. Porque ele estava gritando com alguém e… e eu estava certa que era por minha causa e… ele disse algo sobre destrair sua família, o que é algo que me disse há alguns meses, e... eu não sei."

Sentando-se mais reto, Carlisle suspirou novamente e apertou o meio do seu nariz com seu dedão e indicador, fechando seus olhos como se estivesse tentando se esconder de mim. "Isso é culpa minha."

Eu mal o ouvi.

"Eu sinto tanto, Bella. Uma coisa é ter que viver com os erros que cometi na minha vida, mas outra é ver como esses erros são passados de geração em geração, machucando todos ao meu redor."

Agora eu estava ouvindo. Levantei minha cabeça e o olhei. "Não entendo. Nada disso é culpa sua."
"Você está enganada. Isso é culpa minha."

Ele sentou-se lá, rígido e imóvel, enquanto encarava a árvore de Natal que Alice decorou, aparentemente perdido nos seus pensamentos. Tudo o que podia fazer era esperar que ele elaborasse as suas palavras. Depois de longos minutos dele observando a árvore – enquanto eu o olhava – Carlisle finalmente voltou seus olhos a mim.

"Por onde começar," ele murmurou suavemente para si, enquanto começava a tamborilar seus dedos no braço da poltrona.

"Preferencialmente pelo começo," minha voz saiu mais dura do que pretendi, mas a esse ponto nem sabia o quanto me importava. Estava certa que não havia nada que Carlisle pudesse dizer que me faria mudar de opinião sobre seu filho. Isso se enrolou por tempo demais e se eu fosse ter alguma resposta, então certamente iria pegar todas. Limpei as lágrimas e prendi as emoções para que pudesse, de fato, me focar no que Carlisle tivesse para dizer, ao invés do meu próprio turbilhão de emoções.

"É justo." Ele novamente pausou. "Sei o motivo pelo qual Edward reagiu a você inicialmente. Entretanto, tinha fé nele que iria passar pelos seus próprios problemas e ver quem você realmente é, ao invés do reflexo de outra pessoa." Ele respirou fundo e voltar a sentar relaxado. "Ele só levou mais tempo do que eu imaginava."

Bufei. Queria dizer que ele não fazia ideia de quão cruel Edward realmente é, mas segurei minha língua. "Não é justo com você, Bella. Todos sabemos disso – incluindo Edward. Entretanto, o que você precisa entender e que todos estavam ou tentando proteger a minha privacidade ou a dele. Não fizemos isso para machucar você, e eu sinto muito por ter levado tanto tempo para um de nós falar sobre isso com você."

Tudo o que podia fazer era balançar minha cabeça. "Você não vai me dizer nada, Carlisle!" eu estava ficando cada vez mais irritada. A última coisa que queria eram mais desculpas. Todos tem me dado desculpas por meses, e isso era absolutamente ridículo. "O que diabos aconteceu com o Edward hoje a noite? Por que ele gritou coisas sobre impedir alguém de destruir a família dele?"

"Ele foi ver a mãe dele."

Me sentia como se tivesse acabado de me chocar numa parede de tijolos. Tinha me preparado para uma variedade de respostas. Desde o Edward sair para ver um advogado para garantir que eu ficasse fora da sua vida para sempre, até uma ex-namorada que também estava carregando um outro descuido do Edward... inferno, até cheguei a pensar em coisas ridículas que incluíam aliens mutantes e um plano de dominar o mundo. Todavia, o fato do Edward ter saído para lidar com Esme? De todas as coisas para as quais me preparei para ouvir dele, isso era a última coisa que cruzou a minha mente. E nem sequer fazia sentido – ele saiu da casa, mas Esme estava comigo na sala de estar.

Carlisle rapidamente se solidarizou com a minha confusão. "Esme não é a mãe biológica do Edward."

"Oh." Balancei minha cabeça e tentei clarear meus pensamentos confusos e desorientados. "Eu não sabia."

"É claro que não. Está tudo bem," ele disse gentilmente. "Conheci a mãe do Edward quando estava na faculdade," começou apático. "Elizabeth tinha vinte e um anos e era garçonete num bar que costumava ir sempre que queria escapar da faculdade ou me esconder do meu pai; ou ambos. Não lembro como exatamente aconteceu, mas ela rapidamente se tornou a minha confidente. Talvez aquele rosto amigável, alguém que me ouvia e tinha um ouvido compreensivo. Ela falava comigo, me reassegurava que todos os pais eram irracionais e arrogantes, então ela faria perguntas sobre minhas ambições e objetivos. Entretanto, olhando pra trás, parecia que ela tinha um plano desde o primeiro momento que nos falamos."

Tinha que admitir que meu interesse foi aguçado, enquanto ouvia seu tom ácido. "Um plano?"

Ele concordou. "Ela sabia que minha família tinha dinheiro. Tinha dito o suficiente antes mesmo de ter terminado meu primeiro drink." Ele encarou o nada por um momento antes que voltasse a falar, sua voz mais uma vez monótona. "Uma noite, cinco ou seis semanas depois que o semestre começou, fui até o bar. Tinha sido um dia particularmente estressante; uma prova de química orgânica, seguido por uma discussão com o meu pai sobre a minha carreira. Elizabeth estava lá. Naquele ponto ela já sabia dos meus problemas com meu pai. Ela começou a trazer drinks para a minha mesa – e nunca tinha feito isso antes. Mas naquela noite tinha me trazido alguns drinks no caminhar dela, e então veio conversar. Sabe quando as pessoas falam mais do que pretendiam quando bebem... essa era a sua intenção inicial. Naquela noite ela tinha um plano novo, ou talvez o próximo passo. Não estou certo. Mas os drinks continuaram a chegar numa frequencia alta. Terminava um e já tinha outro em seu lugar. Acordei na manhã seguinte num apartamento estranho, com meu braço ao redor dela." Carlisle uniu seus lábios e tencionou sua mandíbula.

As poucas novidades não eram nem um pouco surpreendentes. Desde o momento que começou sua história, era óbvio onde estava indo. Ouvi Carlisle me dizer sobre como Elizabeth o perturbou completamente algumas semanas depois, dizendo que estava grávida. Ela estava vivendo com sua mãe, que acabou ameaçando-a a expulsá-la de casa quando descobriu sobre a gravidez; e Elizabeth não ganhava dinheiro o suficiente no seu trabalho para conseguir se sustentar. Carlisle, evidentemente, sendo o homem moral que era, insistiu que se casassem – mesmo que não a amasse. Eles casaram-se rapidamente, antes que o pai do Carlisle pudesse interferir e pará-los.

"Esse era o plano dela desde o momento que começou a me servir aqueles drinks." Carlisle levantou-se e começou a andar pela sala de estar, ficando mais e mais agitado, enquanto tinha que fazer forças para lembrar da sua história. Comecei a me sentir ansiosa por ele, mas estava curiosa demais sobre o que ele tinha a dizer para pará-lo. "Meu pai estava furioso. Ele a via exatamente como era. Entretanto, eu estava ocupado demais fazendo o que pensava ser a coisa certa para ouvir seus avisos."

Mordi meu lábio, enquanto ouvia Carlisle explicar que ele tinha uma previdência privada – que mencionara à Elizabeth em uma das muitas vezes que foi ao bar -, e assim que se casaram ela começou a perguntar sobre isso. Antes de engravidar, ela não perguntou sobre quando os fundos seriam liberados, e ficou irritada quando descobriu que ainda faltavam dois anos até que estes estivessem liberados para ele.

Para complicar ainda mais, o pai do Carlisle não queria que ele virasse médico; queria que ele assumisse os negócios da família. Para acalmar seu pai durante os primeiros quatro anos da faculdade, tinha feito dois cursos ao mesmo tempo. Então ele se formou na faculdade com um diploma em química e outro em economia. Entretanto, seu pai negou-se a pagar pela sua faculdade de medicina. Carlisle foi forçado a se inscrever em bolsas escolares de ajuda e depender puramente no seu desempenho acadêmico para ser aceito na escola de medicina. Elizabeth concordou com tudo. Aparentemente ela pensava que o pai do Carlisle acabaria pagando por tudo para eles.

"Quando me formei pela Faculdade de Illinois, estava com uma jovem esposa muito grávida e debilitada, um pai que ameaçava me desertar se eu não começasse a fazer decisões mais esperar, e uma carta de aceitação para a escola de medicina na Universidade de Washington." Ele andou até a janela e encarou a rua, repousando sua cabeça contra o vidro. "Elizabeth odiava estar grávida. Eu achava que eram os hormônios, as mudanças que ela estava sendo forçada a enfrentar... o fato que estaríamos mudando logo..." Ele balançou sua cabeça, suspirou e voltou à sua história. "Edward nasceu um junho. Eu estava completamente despreparado para a paternidade. Meu próprio pai era distante demais na minha criação. Educar era tarefa da minha mãe, e ela contratou pessoas para fazer isto. O curto período que ficamos em Chicago após Edward ter nascido foi tranquilo. Entretanto, no começo de agosto, meu pai ainda estava se negando a nos ajudar. Ainda assim Elizabeth e eu nos mudamos para um apartamento quarto e sala em Seattle perto da universidade. Era velho e degradado, com uma banheira e privada com cores de abacate, e um carpete velho e laranja claro. A tela da porta era presa por uma fita crepe, e constantemente tínhamos que montar armadilhas para baratas."

Estremeci suavemente. Sua descrição do apartamento me lembrou demais do meu primeiro, só que a minha experiência era mais recente do que a dele. Mas em Arizona eu tive problemas com escorpiões. Eu lidaria feliz com baratas em troca desses. Estremeci novamente, mas Carlisle não notou. Ele ainda estava encarando a janela para a noite fria e com neve.

Ele voltou a me encarar. "Elizabeth parecia irritada o tempo inteiro e muito oprimida. Eu não acho que ela compreendeu inteiramente onde estava se metendo quando casou comigo. Na época, atribuí seu comportamento à nossa idade prematura. Não percebi por anos que o comportamento do meu pai e a minha insistência em ser financeiramente independente não cabiam em seu plano."

Carlisle ficou silencioso, enquanto tencionava seu maxilar, e sua mão foi para a cabeça para percorrer entre o cabelo, exatamente como já vi Edward fazer.

"O que ela fez?" Perguntei na esperança de incitá-lo, apesar de eu estar quase certa que ele já sabia. Carlisle mencionou esse "plano" diversas vezes, e todas as vezes que usava a palavra, parecia mais e mais azedo.

Seus olhos encontraram os meus, e sua postura suavizou-se um pouco. Pela primeira vez desde que começou a falar, pude perceber um pouco do homem gentil e compassivo que conheci. "Edward era um bebê lindo, mas Elizabeth estava sentindo-se oprimida. Ela pretendia caminhar ao meu lado num caminho de luxo, e ao invés disso, se encontrou presa em um cheio de problemas que perpassavam as complicações do dia a dia que já estava acostumada a passar anteriormente." Ele recomeçou a andar pela sala. "Era outubro quando finalmente entendi o que ela estava pensando. Tive uma aula mais tarde, seguida por um encontro com meu grupo de estudos na biblioteca ainda mais tarde. Quando finalmente cheguei em casa, era quase onze, então tentei ser silencioso quando entrei pela porta da frente. Nunca sabia se chegaria em casa com habitantes dormindo ou criança gritando... não importando a hora do dia. As luzes estavam apagadas, então silenciosamente repousei meus livros na mesa da cozinha antes de ir para o quarto. Fora de hábito, parei perto do berço, mas não ouvi nada. Então estendi minha mão para tocar o rosto da bochecha dele, mas tudo o que encontrei foi um cobertor suave. Percorri minhas mãos pelos quatros cantos da cama, mas o berço estava vazio. Entrei em pânico. Ele tinha apenas quatro meses de idade, mas neste tempo todo, Elizabeth nunca trouxe-o para a cama conosco. Então liguei a luz do quarto e me preparei para ouvir seus gritos de protesto, enquanto meus olhos ajustavam-se à repentina claridade."

"O quarto estava silencioso, a cama arrumada, e exatamente como pensei, o berço estava vazio. Corri para fora do quarto e liguei as luzes da sala para encontrar o cômodo também vazio. Quando liguei as luzes da cozinha, vi uma nota na mesa. Elizabeth tinha passado por suficiente, e saiu de casa."

Mesmo que o fim fosse bastante óbvio para mim, meu estômago caiu pelo o que Carlisle deve ter passado. A ideia do Edward levando meu filho embora me causou uma sensação enorme de dor e devastação. "Nem consigo imaginar como você se sentiu. Eu só... Não acho que seria capaz de prosseguir se alguém tomasse meu bebê de mim dessa forma," disse, tropeçando nas minhas palavras, enquanto tentava conter minhas emoções voláteis.

Ele me surpreendeu quando bufou em desgosto. "Elizabeth não levou Edward."

O lancei um olhar questionador. "O que?"

"Antes de ela sair, arrumou uma mala para ele, levou-o até o apartamento ao lado e o deixou lá para que eu o pegasse de volta."

"Oh," disse surpresa. "Ela simplesmente o abandonou?"

"Sim," ele disse com desgosto, "com uma mulher que nunca fez nada além de dizer olá, em três ocasiões distintas. Quando fui pegar meu filho, a mulher rapidamente atendeu a porta quando nela bati, e me permitiu entrar para ver que Edward estava protegido. Ela ofereceu continuar observando-o pelo resto da noite, mas eu recusei, levando-o para casa. Ela disse que viu Elizabeth arrumando malas para sair mais cedo naquela tarde, porque deixou a porta escancarada, enquanto levava as coisas para o carro. Edward tinha aparentemente começado a chorar num dado momento, e Elizabeth gritou com ele por ter estragado tudo para ela. A vizinha tinha ouvido a gritaria e interveio… oferecendo-se para cuidar do Edward, enquanto Elizabeth precisasse. É claro, na época, a vizinha esperava que isso significasse uma ou duas horas."

Balancei minha cabeça em descrença e repulsa. "O que você fez?" e em pensar que todo esse tempo estive preocupada demais em trabalhar e criar um filho, mas minimamente sabia que existiam pessoas em volta de mim para me ajudar. Carlisle nem tinha isso.

"Eu fiz o que tinha que fazer. Vendi meu carro para completar o dinheiro que Elizabeth ganhava como garçonete – trabalho que fazia nas minhas folgas. Conversei com alguns alunos da faculdade e descobri um homem que tinha família em casa. Sua mulher ofereceu-se para cuidar do Edward durante as minhas aulas. Quando ela não podia cuidar dele, eu ia até a minha vizinha. Ela era uma mãe recém divorciada com um bebê sete meses mais velho do que o Edward."
"E seus pais? Você pediu a ajuda deles? Sua mulher voltou?"

"Esperei para contatar meu pai. Era jovem e orgulhoso, e mesmo que estivesse errado, não conseguia ouvir seus discursos sobre como ele estava certo. Isso só geraria uma nova discussão sobre como eu devia voltar para casa para assumir meu 'lugar de direito' nos negócios da família. Não, ao invés disso, achei um advogado barato e pedi divórcio."

Queria perguntar que tipo de coisas seu pai disse e como Carlisle descobriu a verdade, mas não conseguia perguntar. Essa parte da história parecia pessoal demais, e eu não precisava dos detalhes... mesmo que meu cérebro estivesse gritando por eles.

"Seis meses depois da sua partida, Elizabeth apareceu com os papéis do divórcio em mãos. Me tomou um tempo para conseguir reencontrá-la. Acho que ela estava esperando até que eu finalmente recebesse minha herança antes de concordar com qualquer coisa. Ela tinha basicamente nos abandonado e não podia reivindicar por nada, mas começou a fazer ameaças e declarando que foi abusada. Foi só aí que recorri ao meu pai, que apareceu com seu talão de cheque em mãos, dizendo que era mais fácil se livrar dela dessa forma. Teria sido muito melhor levá-la a tribunal e retirar todos os seus direitos maternais, mas antigamente, a mãe quase sempre recebia a custódia, não importando as circunstâncias. Eu não queria arriscar perdeu meu filho, então insisti só no divórcio, e ela prometeu que ficaria longe." Carlisle cruzou seus braços na frente do seu peito e respirou fundo. "De vem em quando, ela mandaria uma carta ou cartão para Edward, mas essa era a extensão da sua interação com qualquer um de nós. Ele sabia que ela estava por perto, mas não era importante nas nossas vidas. Edward já tinha uma mulher na sua vida que preenchia o papel de mãe – ele nunca careceu de afeição materna."

Carlisle pausou por um momento e fechou brevemente seus olhos, e eu me perguntei se o pior ainda estava por vir. "Quando Edward já tinha sete anos, meu pai morreu, e eu já tinha recebido o fundo de pensão e uma herança. Elizabeth ficou por perto e soube o momento certo de aparecer. Ela ameaçou recorrer à guarda, e demandou um alto suborno para eliminar o problema antes que ela colocasse Edward no meio de uma disputa por custódia. Na época, entretanto, eu era mais espero, e a fiz assinar seus direitos."

Ele voltou para a cadeira e sentou, então inclinou-se para a frente com seus cotovelos nos joelhos. Esse era um lado tão diferente do Doutor Cullen – nunca tinha visto antes. Parecia como se eu fosse a cruz entre o confessionário e um psicólogo de poltrona. Silenciosamente me lembrei da razão do Carlisle estar me falando da vida bagunçada do seu filho, mas esse pensamento me fez sentir menos igualmente irritada e chateada. Certamente não explicava tudo sobre as ações do Edward, mas definitivamente dava base à elas.

Todavia, ainda sentia a necessidade de gritar e xinga-lo.

"Não consigo acreditar que alguém faria isso com seu próprio filho," disse, suavemente impressionada. Elizabeth sabia que tratar Edward daquela forma o machucaria. Não saberia?

"Ela não se importava. A verdade era só essa. Ela só entrou nessa por uma única coisa. E conseguiu," Carlisle disse, levantando sua cabeça para voltar a me olhar. Então ele pareceu se prepara para algo, tencionando e prendendo sua mandíbula. "Tem mais."

Meu estômago caiu quando ouvi estas palavras, e eu mentalmente me preparei para as horríveis verdades que Carlisle estava se preparando para revelar. Inferno, subitamente me percebi fechando os olhos e entortando meu rosto para me proteger do impacto. Então, Carlisle começou a falar, e novamente percebi que não tinha compreendido inteiramente o potencial dessa mulher.

"Elizabeth voltou quando Edward tinha treze anos – jovem, emocional e impressionável. Ela chegou no pior momento possível... ou o melhor, suponho, dependendo de como você quiser olhar para isso. Ela já tinha assinado seus direitos... deveria ficar fora das nossas vidas, para sempre."

"O que ela fez?" sussurrei, temerosa da resposta.

Ele suspirou alto e esfregou seu rosto com suas mãos antes de responder. "Ela não voltou sozinha. Trouxe um homem chamado Edward Masen."

Estreitei meus olhos e o examinei. Claro que imediatamente reconheci a similaridade dos primeiros nomes, mas...

"Ela clamou que Sr. Masen era o pai biológico do meu filho."

Oh. Estava confusa. Ela mentiu? Mas isso quer dizer que ela planejava voltar desde o princípio. A não ser que... oh! Oh!

"O teste de DNA comprovou o argumento dela," Carlisle disse, confirmando as minhas suspeitas. "Edward Masen era o cantor de uma das bandas que frequentou o bar que ela trabalhou quando nos conhecemos. Ela dormiu com ele, e duas semanas depois percebeu sua menstruação atrasada. Fez o teste e calhou de naquela noite eu ter ido ao bar e ter servido de fantoche nas mãos dela. Eu só achei que Edward era um nome de família e essa era a razão da sua insistência por nomeá-lo dessa forma."

Tudo o que podia fazer era balançar minha cabeça, de boca aberta em total e completo choque.

"Aquela época foi a pior para a minha família inteira. Edward, sendo o típico adolescente, queria se inserir na fantasia que a grama do vizinho era mais verde. Entretanto, ele se lembrou que ela esteve por perto antes, e ficou com medo que ela fosse embora mais uma vez, o que o fez suspeitar dela. Todavia, ele não sabia nada sobe Ed Masen. Então facilmente confiou nele, caindo rapidamente na sua rede de mentiras. Especialmente já que Masen afirmou não saber sobre meu filho até que Elizabeth tivesse contado a ele. Eu senti pena do Edward. Tudo o que ele queria era uma chance para conhecer seu 'verdadeiro pai'. Mas Masen nunca quis nada de verdade com meu filho. Ele só atuava tão bem para poder ajudar Elizabeth. Era só mais um plano para extrair uma quantidade imensa de dinheiro, de mim. Eles simplesmente colocaram o meu Edward, minha criança, meu filho no meio de todo aquele jogo estúpido." Ele cuspiu as últimas palavras como se fossem veneno e eu estremeci.

Segurei os lados da minha cabeça com minhas mãos e respirei tremido e lentamente por algum tempo. "Eu... Eu não posso… Não estou…" Não sabia o que dizer, mas conseguia sentir o peso da dor e sofrimento do Carlisle, já que começaram a me atingir.

Ele conseguiu ignorar. "Foi horrível. Edward e eu brigávamos constantemente porque ele queria passar um tempo com seu pai verdadeiro. Ele queria olhar para ele, admira-lo, e usa-lo como exemplo. E Masen não era só um músico talentoso, era um mentiroso especialista. Ele tinha enganado meu filho por completo Desde o momento que os papeis que garantiriam que Masen e Elizabeth ficariam fora de nossas vidas de uma vez por todas chegaram, Edward começou a culpar Esme e eu por afastarmos seu pai. Ele estava compreensivamente perturbado. Mas Esme e eu sabíamos que tipo de homem Edward Masen era, e sabíamos que nosso garoto só se machucaria no final."

Carlisle engoliu em seco forte, enquanto encarou a árvore de Natal, e eu podia afirmar que ele só estava tentando manter a calma. "Finalmente cedemos e permitimos Edward ligar para o seu pai, e Sr. Masen não desapontou. Ele disse que já tinha tudo o que queria de nós e falou para meu filho nunca mais voltar a ligar para ele."

Um pequeno lamurio soluçado saiu do meu peito, enquanto sentia a umidade surgir no canto dos meus olhos, conforme as peças perdidas da personalidade do Edward começaram a encaixar em seus devidos lugares. Me destruiu pensar no tipo de dano que algo como isso poderia fazer com uma pessoa. Não podia imaginar o nível de rejeição. Me fez sentir como se minha própria relação com meu pai fosse saudável comparada ao desastre que Edward teve que sofrer. Funguei alto e limpei as lágrimas quando começaram a cair nas minhas bochechas. "Como ele suportou isso?" perguntei, enquanto imaginava um Edward de treze anos perdido numa batalhe entre dois casais de pais – os que o amavam, e os que o usaram.

"Ele se sentiu tremendamente culpado. Esme e eu o observamos de perto, e fiquei extremamente surpreso por ele não ter cometido suicídio à época. Mas isso não o impediu de tomar para si todo o peso e culpa. E de muitas formas, acredito que ele ainda faça."

Meu coração quebrou por ele; pelo menino de treze anos de idade que queria, desesperadamente, ser aceito e amado, e pelo bem mais velho que ainda carregava a dor da rejeição e o peso da culpa. Entretanto, agora eu sentia como se começasse a entender quem ele era.

"E agora ela está de volta?" perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

"Aparentemente," Carlisle murmurou, percorrendo uma mão pelo seu cabelo.

Subitamente ficou muito aparente para mim que o vasto número de maneirismos que Edward tinha, foram copiados do Carlisle. Existiam muitas similaridades entre eles, e trouxe a tona algo que me lembro ter lido na aula de biologia no ensino médio sobre o conceito de "Natureza Versus Natureza."

Sentamos silenciosamente por vários minutos, enquanto eu tentava forças as lágrimas a pararem. Na maioria do tempo, Carlisle continuou encarando as luzes da árvore, como se estivesse perdido em pensamentos. Se estava pensando no passado, presente ou futuro, eu não sabia.

Quando o silencio ficou opressor, perguntei uma das muitas perguntas que estava voando na minha cabeça. Talvez uma pequena mudança de assunto vai ser suficiente para suavizar a tensão.

"Como você conheceu Esme no meio disso tudo?"

Meu esforço funcionou, porque os olhos dele subiram para encontrar os meus e o canto da sua boca levantou-se num sorriso pequeno. Justamente quando ia abrir minha boca para falar, ouviu-se uma alta batida na porta.

Pulei suavemente.

Carlisle levantou-se. "É provavelmente o Edward. Vou atender."

Concordei, enquanto ele levantava da cadeira. Quando andou perto de onde eu estava, parou e olhou para mim. "E Bella..."

"Sim?"

"Esme era a vizinha com o bebê de onze meses de idade," disse enquanto acariciou minha cabeça em um gesto paternal, seu sorriso aumentando a cada segundo.
Senti um sorriso emocionado surgir no meu rosto para combinar com o dele, enquanto ele andava por mim e indo em direção à porta para permitir a entrada do seu filho. Apesar de não saber como conseguiria lidar com ele agora. Minha mente ainda estava tentando processar tudo que tinha acabado de descobrir. Minha cabeça doía e parecia que alguém tinha acabado de tentar dissecar meu coração com uma colher.

E ainda estava irritada. Porque agora eu sabia exatamente com quem Edward estava me comparando, e o simples pensamento de ser associada a alguém tão... alguém que... Balancei minha cabeça e lutei contra a vontade de vomitar. Nunca faria algo assim, e o fato que ele pulou para conclusões como essas...

"Bella?"

Olhei para cima e vi Carlisle novamente parado na minha frente.

"Preciso ir para casa para conversar com Esme. Vemos você amanhã," disse com um tom final. Tenho certeza que é porque tentei negar à Esme quando ela tentou algo parecido antes que eu fosse embora da casa deles.

Simplesmente concordei e sorri em resposta. Então ele olhou para o Edward e uma pequena conversa pareceu ter passado entre eles sem que nenhum som fosse ouvido, antes do Carlisle andar pela porta e sair.

Edward ficou na minha frente, nervosamente percorrendo seus dedos pelo seu cabelo e mudando seu peso de pé para pé, enquanto me encarava intensamente. Seus olhos verdes estavam tingidos de tristeza e ansiedade, enquanto ele esperava eu dizer alguma coisa.

Abracei meu tronco num esforço de me proteger de qualquer coisa que ele fosse fazer em seguida, mas me recusei a quebrar a tensão do cômodo. Ele teria que ser o primeiro a falar. Era ele que tinha que perceber o inferno que estava me colocando por causa da sua própria vida fudida.

Edward tinha que ser o único a pedir desculpas.

Quebrando o contato dos olhos, ele olhou para trás de si, então moveu algumas coisas da mesinha de café e sentou-se diretamente na minha frente. Inclinou-se na minha direção e seus olhos voltaram a encontrar os meus.

"Bella," ele começou, "Não sei o que você ouviu antes lá na casa, mas posso imaginar-"

"Não vou ouvir suas desculpas, Edward," disse, cortando-o.

"Não, não. Você está certa. Não esperava que você ouvisse. Eu só..." Seus dedos longos percorreram seus cabelos mais uma vez. "Te devo uma explicação do meu comportamento e só queria me certificar que nada será deixado de fora." Ele olhou diretamente nos meus olhos, segurando meu olhar, enquanto dizia suas próximas palavras, "Nada que disse no telefone hoje a tarde tinha qualquer relação com você."

Eu concordei.

Eu acreditava nele.

Isso era um ponto resolvido… só faltavam milhares de outros assuntos a serem discutidos.


N.t.: ~Dany_Cullen é a nossa beta! Obrigada pela sua super eficiência, baby! :D

Essa fic é da ~GinnyW31 e se vocês sabem inglês corram para ler as fics dela! O perfil dela está no meu e também nos autores favoritos!

E um último esclarecimento. Ela não é dona de nada relacionado à Twilight, mas essa história e dela, ok?

Esse capítulo foi traduzido por esta que vos fala. ;)

Vou traduzir uma nota que a autora deixou no capitulo e em seguida nós conversamos. ;)

Nota da Autora traduzida: Então agora vocês sabem a base, mas essa é a versão do Carlisle dos eventos. E ele deixou tantos detalhes de fora. Além disso, não esqueçam que há alguma horas atrás ele nem sabia que a mãe do Edward ainda mantinha contato com ele. Então... não, nós ainda não finalizamos essa parte.

Acho que ela falou tudo né?! Por mais que a história da Elizabeth dê embasamento para o comportamento do Edward, NADA e eu repito NADA justifica o tratamento que ele reservou para a Bella. E ela está certíssima em não amolecer por completo. A relação deles tem que ser pautada em honestidade e atitudes maduras, tudo o que ele não tem feito. Estamos falando de um bebê, né?! Mas enfim...

Eu, particularmente, acho esse capítulo o mais importante da história. Nem de perto o mais fofo *ainda está por vir!*, mas esclarece tanto.

E eu divido a vontade de escalpelar a Elizabeth com vocês! :)

Ah! Então... um aviso rapidinho; La mia Bella donna – pra quem foi ler – saiu do Projeto porque vou transformá-la numa long fic. No lugar dela vai entrar a My Little Angel – que já tem tópico aqui no site. Se quiserem conferi-la, está no meu perfil. ;)

Então... eu sei que vocês não tem culpa nenhuma e nem deveriam ouvir o que tenho para dizer agora, mas ontem recebi uma review um tanto quanto violenta para Coming to Terms - anônima; o que torna um pouco difícil a resposta. Por esse motivo vou responder por aqui. Se não quiserem ler (e acho que não deveriam) podem apertar o botãozinho da review! ;)

O ponto é que precisamos fazer alguns esclarecimentos aqui. Essa fic é traduzida com mais duas meninas. Mayra e Kathy. Eu não tenho como postar um capítulo se ele ainda não foi traduzido; por isso chama-se TRADUÇÃO. E outra... eu realmente aprecio o trabalho que nós fazemos. Então, pessoa que mandou a review, se você estiver tão revoltado(a) com a demora para postagem de capítulos copie-o e cole no Tradutor do Google. Só peço que não volte a ofender a mim ou às meninas. Ou melhor... se quiser me ofender, faça por pm – porque estou quase certa que você é alguém que participou ou viu a confusão das fanfics traduzidas sem autorização -. Ninguém aqui precisa ver seus surtos, ok? Só um último detalhe. Não faz nem uma semana que eu postei o capítulo 15; então realmente não consigo entender o teor da sua reclamação.

Pra quem leu essa nota gigaaaante, me desculpem, mas eu realmente fiquei chateada com o que tive que ler e achei que precisava, em nome das meninas, explicar para a pessoa. Enfim.

Nos vemos no próximo! ;)

Lou.