Penúltimo capítulo de Kristina Frey's Case.

E aí, como se sentem tendo lido até aqui? Eu me sinto legal em ter escrito. A única coisa tensa é que acho a Red John's Case muito melhor que essa, mas esta teve muito mais retorno. Estranho, não? Acho que gosto muito de histórias violentas.

Anyway, vamos parar de besteira.

Quanto à nova fic que estou planejando, depois de casados pode acontecer muita coisa. Também estou pensando em um milhão de possibilidades. Ainda não comecei a escrever, mas escrevo muito rápido, acreditem. A RedOut, pra quem não leu, tem 9 capítulos, 32 páginas, e eu escrevi em dois dias de pura inspiração. Ah, e sobre eles não poderem trabalhar juntos casados, se não me engano, tem outra série em que isso aconteceu. Quer dizer, havia a mesma política de relacionamentos onde os personagens dessa série trabalhavam e só não podia relacionamentos entre parceiros de trabalho, mas se eles casassem, era outra história. De qualquer forma, não é isso que pretendo fazer.

Fiquem com um dos capítulos mais água com açúcar da fic:

Cap. 18 – Explicações

Lisbon acordou na quarta-feira.

Jane estava ao seu lado, de pé, com as mãos no bolso. Ela tinha um grande curativo na cabeça, outro no abdômen e mais um no ombro. Sentiu que se respirasse, poderia começar a vazar sangue. Tudo doía. Seu corpo parecia não se mexer há um milhão de anos.

- Jane… o que aconteceu?

- Você sobreviveu. – um leve sorriso – Sobreviveu a um forte choque no crânio, um tiro e esfaqueamento. Tudo no mesmo dia. Os médicos disseram que uma plástica tiraria as cicatrizes da sua barriga. – ele baixou a cabeça – O tiro, aliás…

- Tudo bem. Não sabia que era eu.

- Eu podia ter te matado. E quando penso nisso, me sinto… como se não valesse o ar que respirasse.

- O que houve? Depois que perdi a consciência.

Ele suspirou.

- Red John fez meu carro partir desgovernado pela rua, com Kristina dentro. Um caminhão passou por cima.

Ela se dividiu entre o choque e a tristeza.

- Sinto muito… Jane…

- Não se preocupe. Dá pra comprar outro.

- Me refiro à Kristina.

- Ah… Kristina trabalhava pro Red John e veio pedir ajuda quando percebeu que ele não era tão legal quanto parecia. Não posso dizer que fiquei muito triste por sua morte.

- Mas ela… ela estava grávida, não?

- Então você sabia. – ele sorriu, satisfeito – Eu não sabia se devia te contar, mas enfim você descobriu por conta própria.

- Isso não devia te deixar triste?

- Vou achar outros meios de capturá-lo.

Ela ficou confusa. Desconfiou ser devido às altas doses de morfina que haviam lhe dado.

- Como assim?

- O filho de Kristina era minha chance de pegar Red John, claro.

- Ainda não entendi… por que… porque seu filho lhe ajudaria a pegar Red John?

- Meu filho? – ele riu, e sua face se cobriu de regozijo com aquela frase – Então era por isso que estava tão irritada a semana toda? Eu achei que fosse porque eu estava incrivelmente insuportável saltitando de um lado pro outro. Não, Lisbon, o filho que ela esperava não era meu. Era de Red John. Eu nunca cheguei a me deitar com Kristina. O filho dela significava um recomeço, porque através do sangue dele, poderíamos identificar Red John, e assim poderíamos pegá-lo. Com isso, eu sairia da CBI e poderíamos ficar juntos. Por isso não quis que assumíssemos o risco de começarmos um relacionamento já. Eu via a prisão de Red John como um futuro próximo, graças ao filho que Kristina esperava.

Lisbon corou. Sentiu-se extremamente idiota.

- Outra coisa. – ele continuou – Você viu minha caixa postal, deve ter visto algo relacionado a uma encomenda.

Ela precisou forçar a memória para lembrar, mas fez que sim com a cabeça.

Ele então foi até a porta do quarto e a abriu.

Van Pelt estava parada, do lado de fora, segurando um lindo filhote de Labrador. Jane o pegou no colo e agradeceu à ruiva, que os deixou a sós.

Os olhos de Lisbon marejaram. Esticou os braços para pegar o cachorro, porém Jane não deixou.

- Já foi difícil deixarem trazê-lo pro quarto. Não posso te deixar carregá-lo enquanto tiver cinqüenta pontos espalhados pelo corpo. – ele acarinhou a cabeça do pequeno, que o lambeu em retribuição. – Eu queria te dar, achei que ia gostar.

O rosto dela brilhava de felicidade em ver o animal.

- Mas não precisa aceitar. A menos que não ligue de arriscar que descubram sobre minhas segundas intenções em dar o pequeno Bob.

- Segundas intenções?

- É. Me deixar entrar na sua casa mais vezes. Aceitar sair comigo.

- É isso que tenho que fazer pra ficar com essa criaturinha bagunceira e que com certeza vai me dar problemas? Simplesmente aceitar ser dona do Bob?

Até ele riu com a brincadeira.

- Bob é um nome provisório. Ele ainda não atende por nada. Já tentei.

- E Patrick?

O labrador virou, sonolento, a cabeça na direção de Lisbon.

- Olha só, ele reagiu. Você gosta de Patrick?

O filhote deu um curto latido, bem fino.

- Patrick, o cachorro! – ela riu sozinha, nos limites de sua condição.

- Muito engraçado. – ele disse.

Jane se aproximou dela, com o cãozinho no colo. Sentou-se na cadeira que havia do lado e apoiou a cabeça na cama, olhando diretamente para ela.

- Preciso ser honesto com você.

- De novo? Vou ficar brava mais uma vez?

- É provável.

- Então deixa pra depois.

Será que ele vai ter coragem de falar da transferência dela?

Lisbon mulher maravilha meys, a mulé é de aço.

(Brincadeira, sou eu que adora ver ela sofrer, mas não quer ver ela morrer)