Não sou muito fã desse final, mas achei que a história se alongaria demais se tentasse melhorá-lo. De qualquer forma, agradeço a todas que comentaram e à quem adicionou a história aos favoritos, e até me adicionou como autora aos favoritos.
Aproveitando pro merchan, eu escrevo um livro e atualmente ele está com a editora, lendo pra avaliar. Tem um blog, o endereço é esse http:/ thevampireempire .wordpress . com/ (só tirar os espaços).
Cap. –19 – How it ends
Na segunda-feira, Lisbon apareceu na CBI. Já não tinha o curativo na cabeça, mas o corpo estava dolorido e ainda não tirara os pontos, nem do tiro, nem dos cortes. Hightower aconselhara a ficar em casa por, pelo menos, duas semanas. Mas, apesar de ter a companhia do filhote de Labrador, ficar em casa era difícil para ela.
Então passou pela agência, mais a nível de saudades, pois não ia voltar a trabalhar por enquanto.
Jane passara a semana toda indo a sua casa após sair da CBI. Eles ainda não tinham trocado mais promessas ou beijos. Ou mesmo toques mais ousados. Jane estava preocupado com o fato de não ter certeza que poderiam começar um namoro, mesmo que Lisbon fosse sair da CBI. Se fosse para Washington, teriam de terminar. Ele não tinha contado para ela. Quis esperar que se recuperasse.
Ela aparecera na CBI de surpresa, e Jane sabia que Hightower conversaria sobre a transferência assim que a visse. Então, quando a viu entrando no escritório, sorridente, tratou de correr falar com ela.
- Lisbon, lembra que eu disse que precisava te contar uma coisa?
- Lembro também ter dito que eu ficaria brava.
- Sim, mas é importante.
Naquele momento Hightower saiu de sua sala.
- Lisbon? Que bom que está aqui. Preciso falar com você.
Lisbon olhou para Jane.
- O que você aprontou, Jane?
Ele fez cara de criança arteira e deu de ombros.
- Parece que vai ser ela a falar com você, afinal.
- Sobre o que é?
- Se quer uma dica… não minta. Sério.
Ela olhou para ele de canto e saiu, indo direto para a sala de Hightower.
- Sente-se, por favor. – pediu a mulher, ela mesma dando a volta em sua mesa para sentar-se.
Lisbon obedeceu, completamente insegura.
- Como está? – perguntou ela, com um sorriso e as mãos juntas, sobre a mesa.
- Bem. Recuperada. Pronta pra voltar pra CBI.
- Que bom. Fico feliz em saber. Já tirou os pontos?
- Não, ainda não. Mas já marquei a plástica pra tirar a cicatriz. Às vezes assusto sozinha quando me olho no espelho. O único problema é que vou ter de esperar acabar de cicatrizar pra operar.
- Entendo. – ela baixou os olhos por breves segundos, como se pensasse no que ia dizer. – Fico feliz. Mas entenda que preciso conversar com você sobre sua estadia aqui na CBI.
Lisbon gelou. No fundo, ela sabia do que aquela conversa se tratava.
- Sim, senhora.
- Bem, primeiro de tudo, quero que seja sincera comigo, Lisbon. Há qualquer tipo de relacionamento entre você e Patrick Jane?
Lisbon engoliu em seco. O que diabos ele havia dito pra ela?
Aliás, havia algum relacionamento entre eles?
Nem ela sabia.
- Nós somos bons amigos. Acho que isso é um tipo de relacionamento.
- Nada mais?
Ela respirou fundo, tomando coragem.
- Tecnicamente não.
- Tecnicamente?
- Não estamos namorando, nem mantemos relação sexual.
- Mas se gostam. E já disseram isso um ao outro.
Ela fez que sim, balançando a cabeça, olhando pra baixo, bastante envergonhada.
- Outra pergunta. Lisbon, por que investigou o caso de Kristina por conta própria?
Ela sentiu uma pontada no peito. Sabia que o dia em que Hightower descobriria chegaria em breve. Só não esperava sair do hospital e se deparar com tais notícias.
- Eu não sei. Jane estava ameaçando pesquisar sozinho, tive medo de não permitir e ele aprontar pra conseguir.
- Ok. E onde ficou quando foi pra Los Angeles?
Ela gaguejou para responder.
- Em… em… Malibu… na casa do Jane. Mas não aconteceu nada lá, eu juro!
- Tudo bem, não se preocupe com isso. Estou fazendo essas perguntas só pra saber se você mentiria pra mim. Não posso mais lhe repreender por essas coisas.
- Como assim?
- Você foi promovida, Lisbon. Agora é agente do FBI.
Ela ficou paralisada, em choque, por exatos trinta segundos. Não movia um único músculo.
Então seu queixo começou a tremer e ela tentou falar, apesar de não conseguir.
Nunca se sentiu tão bem e tão mal ao mesmo tempo. Estava extremamente feliz por ter essa chance. Mas isso significava abandonar Jane. Mudar-se. Esquecer toda a equipe que tanto gostava. Eram seus amigos afinal.
- Eu já falei com seu novo chefe. Estão te esperando em Washington pra oficializar.
Ela ameaçou chorar, e não sabia se de tristeza ou felicidade, mas engoliu o choro.
- Sim, senhora.
- Ah, Lisbon. – ela lembrou – Se você pedir ao seu chefe pra transferi-la para o escritório do FBI de Sacramento, estou certa de que ele fará um esforço.
Os olhos dela brilharam. Ela sorriu imensamente, mas quis conter a felicidade, por estar na frente de Hightower.
Ouviu batidas na porta. Virou-se a tempo de ver Jane entrando, sem esperar autorização.
- Já oficializou a transferência dela?
- Sim, Jane.
- Então ela não trabalha mais aqui?
- Não. – respondeu Hightower, com um sorriso.
- Ótimo! – ele entrou, abaixou-se ao lado de Lisbon e a beijou.
Depois de tanto tempo sem provar dos lábios do consultor, ela se lembrou do quão bom isso era, e até esqueceu a vergonha de estar na frente de sua chefe. Ex-chefe. O que fosse. Tudo que conseguia pensar era que estava beijando Patrick Jane.
Ele interrompeu o beijo de repente, e a levantou da cadeira. Em movimentos rápidos, a puxou até o meio da CBI e bateu num vidro pra chamar a atenção de todos.
- Todos parabenizem Teresa Lisbon, a mais nova agente do FBI!
O andar inteiro começou a bater palmas, principalmente sua equipe. Eles sorriam, orgulhosos. Claro que sentiam por não estar mais presente, mas ela já fazia parte de suas vidas de forma que entendiam perfeitamente o quão importante isso era para ela, e o quão feliz estava. Eles partilhavam dessa felicidade.
Lisbon agora se perdia em lágrimas de alegria.
E foi surpreendida novamente por outro beijo de Patrick.
As pessoas ficaram tão pasmas com isso, incluindo a equipe, que por um breve momento as palmas foram interrompidas, mas logo continuaram.
Eles aproveitaram, em Malibu, o início de um longo namoro, enquanto ela não tinha que viajar para Washington, pra oficializar o novo cargo. Seu requerimento pra ficar em Sacramento fora aceito. Por bastante tempo, era Patrick Jane, Lisbon e Patrick, o cachorro.
Red John não deu notícias por um bom tempo. Mas agora sua vingança fazia muito menos sentido.
Eles demoraram até terem sua primeira relação sexual, pois era difícil dar ao outro esse tipo de intimidade. Ficaram um bom tempo em preliminares, ousando cada vez mais. E quando aconteceu já conheciam os gostos um do outro. Também foi complicado para Jane tirar sua aliança, mas o fez, e Lisbon entendeu que demorasse três semanas, pois Red John ainda estava vivo.
O primeiro filho veio antes do casamento, coisas que causaram certa confusão na vida dos dois.
Mas isso já é outra história.
FIM.
Já escrevi o primeiro capítulo da nova história. Mas se vou postar mesmo vai depender da minha empolgação com os próximos caps. Porque esse primeiro tá mais água com açúcar que crepúsculo.
Ok, nem tanto.
