N.t.: Essa fic não é minha, mas da GinnyW31 - que também não é dona de twilight.

Esse é o último capítulo antes de partirmos para os dois outtakes que ela já escreveu! :)


Epílogo: E Assim Continua

Entrando no estacionamento, escaneei a área por uma vaga. Era um simples sinal de quão atrasado eu estava para essa coisa que os únicos lugares livres para estacionar eram os mais distantes da entrada. Até mesmo esse lugar estava disponível por causa da SUV ao lado que encheu o espaço. Segurei o volante, meus dedos tornando-se brancos, o único sinal da minha irritação. Deslizando no espaço apertado demais, me forcei a relaxar. Ninguém precisava ver a minha agravação. Não era culpa de nenhum deles que eu estivesse atrasado ou que a única vaga disponível serviria melhor uma motocicleta do que um carro.

Cuidadosamente abri a minha porta para não arranhar a lataria do meu Lexus, me apertei contra a mesma e a fechei antes de correr pelo estacionamento para a entrada da escola. Era uma escola particular no centro de Seattle, perto do trabalho e há uns vinte minutos dirigindo – quando o trânsito estava tranquilo – de casa. Nos mudamos para uma casa em uma vizinhança tranquila há uns três anos atrás, não tão longe de onde Tanya e Mitch vivem. Quando Kirsten e Jeremy começaram a escola neste ano, decidimos alternar a direção. Estando em uma idade tão próxima, eles rapidamente criaram um laço logo que começaram a andar, e agora eram tão sutis quando ladinos.

Em momentos eu estava dentro do prédio, então diminuí meus passos para um caminhar apressado. Depois de rodear a quina, consegui ouvir música vinda do corredor. Abrindo a porta, entrei e procurei pela minha família no auditório escuto. Logo que entrei, Bella andou até mim. "Volto logo," sussurrou, tocando minha mão enquanto passava.

"Você está bem?"

Ela sorriu, ficou na ponta dos pés e beijou minha bochecha. "Estou bem. Vá vê-lo. Essa manhã ele estava tão excitado para que você o visse."

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela moveu-se por mim e saiu. Virei minha atenção para o palco, onde crianças estavam de pé e começando sua recitação de "The Night Before Christmas". O auditório estava lotado e eu não vi onde Bella estava sentada. Pausei a minha procura por lugares quando Jeremy foi para frente do microfone para falar seu trecho.

Ele estava usando o seu uniforme escolar – uma camisa branca com uma gravata azul marinho – com um chapéu de Papai Noel na cabeça. Timidamente, Jeremy falou seu trecho – tropeçando nas palavras, devo acrescentar – e após ter terminado ele estreitou os olhos pela audiência e acenou freneticamente. "Eu consegui!" ele sussurrou alto, ganhando uma risada de todos que observavam.

Olhei para onde ele tinha acenado e achei a minha família sentada junta. A classe continuou suas recitações enquanto eu caminhava para me juntar a eles. Minha mãe segurou a minha mão quando sentei ao lado dela e a apertou.

"Eles estão tão fofos lá em cima," sussurrou para mim, referindo-se ao meu filho e a pequena menina que ela considerava como neta.

"Onde Bella estava indo?" perguntei.

"Não acho que ela esteja se sentindo bem. Parecia um pouco mal quando chegamos."

Concordei, embora aquilo tenha me trazido uma sensação de inquietude. Não era surpresa, ultimamente ela sempre estava desconfortável, mas os últimos dias foram piores.

Minha mãe deu tapinhas em meu joelho. "Ela ficará bem."

Voltando a minha atenção de volta para o palco, ouvi às crianças enquanto continuavam a cantar fora do tom, tocar as notas erradas nos xilofones, e recitar poesias natalinas de forma incorreta, fazendo-me sentir extremamente orgulhoso do meu filho. Cheguei suficientemente tarde a ponto de só precisar sentar por mais dez minutos de concerto antes das luzes serem religadas e as crianças liberadas para procurar suas famílias. Momentos depois, um par de bracinhos abraçou minhas pernas e eu levantei meu filho de cinco anos no colo.

"Você viu?" meu filho perguntou empolgado.

"Eu vi. Você fez um ótimo trabalho."

"O que você está dizendo? Ele fez melhor do que ótimo – ele arrasou," Emmett disse, aproximando-se de nós e colocando sua mão no meu ombro em comprimento, e então socou punhos com Jeremy.

Todos estavam conosco também, e começaram a falar juntos. Minha família inteira veio para o evento natalino da escola para poderem ver Ashley, Kirsten e Jeremy. Éramos um grupo grande e minha mãe estava fazendo planos de todos jantarmos. Tentei não gargalhar do meu pai enquanto ele discava no telefone, murmurando que ela precisava ter pensado nisso antes porque levar todos nós para um lugar seria quase impossível, mas o tom afetuoso e o sorriso no rosto deixaram claros os seus sentimentos verdadeiros. Ele amava ver sua família inteira unida, especialmente com as esposas e netos.

Com sua Alexandria de dois anos em seus braços, Tanya estava parada perto da sua filha, ouvindo atentamente enquanto Kirsten falava sobre como ela não errou quando estava atuando com sua classe. Alice estava conversando com Ashley e Kate, enquanto Jasper estava com Mitch e Garrett. Parado do outro lado do Emmett estava Rosalie, segurando sua filha de dezoito meses, Maria, a qual tinha adotado da Guatemala há quatro meses atrás.

Meus olhos ainda estavam observando a minha família quando senti uma mãozinha no meu rosto e então ouvi um, alto demais, "Pai!"

Virei minha cabeça na direção do meu filho e o dei a minha atenção. "O que?"

"Cadê a mamãe?"

"Ela teve que sair por um minuto. Acha que eu devo ir buscá-la para que possamos jantar?"

Ele pareceu pensar naquilo por um momento. "O que vamos jantar?" perguntou cuidadosamente, quase como se a sua resposta dependesse exatamente do que eu me referi quando usei a palavra 'jantar'. Jeremy era um dos mais exigentes, com relação à comida, que eu já ouvi falar.

Emmett gargalhou da resposta do meu filho, ele não conseguia entender como Jeremy não gostava de comida. "Vá achar a sua mulher, cara. Deixa o homenzinho aqui," Emmett disse enquanto puxava o chapéu de Papai Noel da cabeça do Jeremy, fazendo meu filho gritar em protesto.

Deixei-o no chão e baguncei seus cabelos. "Fique aqui com o tio Emmett. Já volto com a sua mãe. Faça as suas perguntas sobre o jantar para a vovó," o disse com um sorriso.

Meu filho moveu-se por debaixo das minhas mãos e tentou, inutilmente, arrumar seus cabelos. Então em poucos momentos já estava antagonizando seu tio, e enquanto eu saia do auditório vi Emmett tentar fazer cócegas nele, fazendo Jeremy sair correndo. Balancei minha cabeça e gargalhei.

Muitos pais estavam no corredor. Estava barulhento e lotado enquanto eu comecei a procurá-la. Claro que tinham várias pessoas conhecidas – do trabalho e de vários eventos de caridade da comunidade que aconteceram pelos anos – e tentar passar pelo mar de pessoas rápida e silenciosamente era difícil, mas eu consegui. Felizmente muitos deles já estavam saindo da escola para atenderem aos seus próprios planos de jantar.

Assim que me aproximei dos banheiros e me preparei para bater na porta, esta abriu. Bella estava miserável, seu cabelo preso para trás, mas várias mechas escorregaram do rabo de cavalos e sua maquiagem estava borrada.

"O que está acontecendo? Você está aí há muito tempo," disse enquanto ela envolvia seus braços ao redor de mim.

"Desculpa. Eu tentei voltar," disse. "Não planejava perder tanto."

"Depois que você saiu, ele disse o trecho do poema e então acenou freneticamente com o maior sorriso em seu rosto. Acho que ele pensou que foi legal poder dizer a palavra 'idiota' no palco."

Bella gargalhou no meu peito. "Agora eu realmente estou arrependida por ter perdido isso."

"Agora o meu pai está tentando nos conseguir reservas para o jantar," a disse. Então seu aperto intensificou e eu a ouvi dar uma longa e lenta respirada. Movendo minha mão das suas costas para sua frente, a posicionei na sua barriga inchada, sentindo como os músculos endureceram e então lentamente relaxaram. Quando melhorou, beijei o topo da sua cabeça. Eu amava essa mulher. Ela também era carinhosa e devotada em tudo o que fazia, do seu amor a sua família até a sua dedicação em seu trabalho. Éramos todos abençoados por tê-la em nossas vidas. "Não estamos preocupados com seus planos de jantar mesmo, estamos?"

Ela gargalhou contra meu peito e então se afastou, me olhando com um sorriso. "Não. Eu acho que não."

"Você devia ter contado para alguém." Odiava saber que ela tinha começado a entrar em trabalho de parto por sabe-se lá quanto tempo e não disse para ninguém porque não queria ser um peso.

"Não é o que você está pensando," disse, se afastando e me olhando. "Não estão diferentes do que estiveram durante toda a semana, só esporádicas e irregulares. Foi só a pouco mais de meia hora que elas ficaram regulares. Eu não estragaria a noite de hoje para Jeremy sobre algo que demoraria mais várias horas. Você faria o mesmo."

Suspirei. É claro que ela estava certa. Se, de alguma forma, a situação fosse reversa e eu tivesse que sofrer com algo como apendicite para não estragar o primeiro evento escolar do meu filho, o faria. E essa mulher, minha Bella, não era a mesma mártir que foi há cinco anos atrás. Não foi sempre um caminho tranquilo para percorrer com ela, mas não importava o que acontecesse, trabalhávamos forte para fazer isso juntos.

"Devíamos contar a eles," disse, incapaz de contar a excitação da minha voz. O brilho em seus olhos me diz que ela estava tão ansiosa para conhecer nossa filha quanto eu.

"Acho que você está certo."

"Nervosa?"

Ela balançou a cabeça. "Contanto que você esteja comigo, ficarei bem. Vem, vamos logo."

Viramos e voltamos para o lugar onde nossa família estava – agora lotando o corredor. Posicionei um braço ao redor dela, mantendo Bella onde ela melhor cabia... firmemente ao meu lado.


N.t.: É isso... Epílogo pequenininho, mas com um gostinho de final...

Eu traduzi este capítulo e a Dany betou!

Já estou com saudades de vocês. =/

Nos digam o que acharam deste, ok? Beijocas

lou.