OLÁ, ACHO QUE JÁ ME DESCULPEI PELA DEMORA NA OUTRA FIC, MAS NÃO CUSTA NADA PEDIR DE NOVO

EU VOLTEI E ESPERO NÃO SUMIR MAIS POR TANTO TEMPO, MAS ESTAVA COM ALGUNS PROBLEMAS COM A INTERNET.

ESTOU MUITO FELIZ PELO APOIO A FIC E PELA PACIENCIA E PELOS COMENTARIOS, IREI MENCIONAR TODOS OS NOMES NO FIM DA FIC E POR ISSO LOGO IREI POSTAR O PROXIMO CAP

SEM MAIS PAPO

BOA LEITURA


Já haviam passado seis meses desde que fizeram a mudança, duas estavam em Londres e duas nos Estados Unidos, Ayame e Sango estavam com a mãe em Londres, enquanto isso Rin e Kagome estavam com o pai nos Estados Unidos, mas ambas estavam restritas a irem de casa para escola e da escola novamente para casa, não tinham direito de ficar com o celular e também não tinham acesso a internet, Midoriko era obrigada a seguir as normas impostas pelo ex-marido, porque ele colocara um vigia na sua cola, Kagome estava começando a se preocupar com a irmã mais nova, ela quase não comia, sabia o que faria com que ela melhorasse, mas sabia que se fizesse isso acabaria prejudicando sua mãe.

-Maninha você tem que comer, o Sesshy vai ficar muito irritado quando souber o que você esta fazendo consigo. –Kagome disse enquanto tirava a franja já grande o suficiente para cobrir os olhos, era incrível o quanto uma cabelo podia crescer, Rin simplesmente se encolheu com a menção do nome de seu amado, Kagome suspirou olhando para a sopa intacta, ela tinha que fazer alguma coisa e logo.

-Aonde você pensa que vai. –Kagome virou-se vendo Kagura com uma mão na cintura e um sorriso sínico nos lábios, sorriso que ela só mostrava quando estava longe do quase marido.

-A lugar nenhum. –Kagome respondeu saindo de perto da porta.

-Você não pode sair, esta proibida de fazer qualquer coisa que eu não permita. –Kagura disse balançando os quadris.

-Sua bruxa tirana, minha irmã não come, não dorme e nem fala nada há meses e você fica com esse sorriso ridículo nos lábios. –Kagome declarou, furiosa com a maneira de sua madrasta, esta aumentou o seu sorriso enquanto se aproximava mais da outra mulher.

-Eu quero mais é que vocês morram e então somente eu receberei a herança que o seu paizinho guardou tão cuidadosamente todos esses anos. –Kagura sussurrou perto do ouvido de Kagome que perdeu o controle e lhe deu um tapa arranhando sua face, mas nesse momento seu pai apareceu, vendo somente a parte do tapa.

-O que você pensa que esta fazendo? –perguntou irritado.

-Amorzinho, sua filha sem mais nem menos me bateu, ela deve estar ainda com ciúmes do nosso relacionamento. –Kagura começou a chorar nos braços do youkai.

-Não foi nada disso eu... –Kagome começou a falar.

-Silencio, já ouvi o que era necessário, você esta de castigo, ficará no seu quarto até eu dizer que pode sair.

-Eu odeio você. –Kagome acabou falando em voz alta o que sentia no momento levando como resposta um tapa do pai.

-Isso é para você aprender a me respeitar e a respeitar a minha futura esposa. –seu pai falou segurando fortemente o braço dela.

-Me solta, esta machucando. –Kagome disse com lagrimas nos olhos, sendo solta pelo pai ela pousou uma mão na face que ardia. –Eu respeitava, quando você era meu pai. –após isso ela saiu correndo escada acima.

-Eu nunca havia encostado um dedo sequer em nenhuma de minhas filhas até hoje. –Yuri disse olhando para a mão.

-Isso explica muito querido, devia ter disciplinado mais elas, olha o que sua filha me fez, deixou meu lindo rosto marcado, essa cicatriz vai me seguir pelo resto da vida. –Kagura choramingou enquanto limpava o sangue da face, Yuri não falou nada, simplesmente saindo do local e deixando a futura esposa sozinha.

-Eu não agüento mais isso, vamos Rin, nós vamos encontra o Sesshy. –ao pronunciar aquelas palavras Kagome viu uma reação da irmã, Rin não conseguiu se levantar, apesar dos cuidados que a irmã tentava ter com ela, a humana não comia a dias e isso a enfraquecerá demais, Kagome suspirou antes de se transformar em youkai e colocá-la nos braços como um saco de batatas, pegou um dinheiro que deixava escondido para não ser tomado pelo pai e pulou pela janela sumindo na escuridão com a irmã.

-Oi. –Sesshoumaru atendeu após sair da sala de aula.

-Sesshy? Oi é a Káh... –ouvi um tempo de silencio do outro lado da linha e o youkai pode ouvir a amiga chorar, aquilo apertou seu coração.

-Kagome? Káh, fala comigo. –Sesshoumaru pediu preocupado.

-Eu fugi Sesshy, não dava mais para suportar, a Rin esta tão doente Sesshy, eu não sabia mais o quanto ela iria agüentar, me ajuda, por favor, me... –a ligação caiu nesse momento, Sesshoumaru não pensou duas vezes antes de sair da sala e pensou menos ainda antes de ir ao encontro do irmão na outra sala, Rin precisava de sua ajuda e Kagome também, mas Inuyasha não havia perdoado ele ainda por esconder o segredo das meninas, ele se tornara frio e distante, para piorar fazia um mês que ele tinha começado a namorar com Kikyou, Miroku não estava em condição de ajudar ninguém, assim como Kouga, pareciam estar em um mundo diferente, estavam sempre distraído parecendo juntar força para tomar uma atitude, invadiu a sala do irmão e puxou-o para sobre o protesto do hanyou e da professora.

-O que você quer? –Inuyasha perguntou assim que foi solto.

-Cala a boca e me escuta, recebi uma ligação da Káh. –Inuyasha fez uma careta com a menção do apelido carinhoso e virou o rosto, mas suas orelhas estavam alerta mostrando sua curiosidade. –Ela disse que a Rin estava muito doente e que fugiu, a ligação caiu depois disso, eu preciso ajudá-las, sei que você ainda esta irritado, mais é o único que pode me ajudar. –Inuyasha finalmente voltou a encará-lo, o youkai notou a preocupação em seus olhos.

-Se elas fugiram, de onde ela ligou? –perguntou ainda desconfiado, Sesshoumaru lhe mostrou o numero no celular, era de um orelhão. –É dos Estados Unidos. –Inuyasha sussurrou, Yuri esconderá a localização das filhas proibindo que eles se encontrassem novamente.

-Não se preocupe maninha, eu sei que o Sesshy vai nós achar. –Kagome falou acariciando a face magra da irmã ligara do orelhão que havia em frente à pequena casa que alugou por um mês, depois disso não sobrara muito, mas foi o suficiente para encher a dispensa, porém nem mesmo Kagome vinha comendo direito esses dias, sua preocupação pela mais nova estava interferindo no seu apetite.

Rin estava dormindo, sendo sustentada apenas pelo soro, Kagome sentiu seus olhos lacrimejarem novamente, a casa estava mais para uma cabana, distante de tudo e de todos, sem eletricidade, tudo feito para que o pai não a encontrasse, comprou um cartão telefônico e ligou para Sesshoumaru do orelhão que ficava longe e esperava que o youkai conseguisse achar aquela casa tão escondida.

-Tem certeza que é por aqui? –Inuyasha perguntou impaciente, já fazia dois dias desde que saíram em busca das garotas e essa busca o levaram a um local no meio do mato, no momento ele se perguntava por que estava ali, perdendo aula, sair sem dar explicações para Kikyou que provavelmente estaria uma fera quando a visse novamente e ainda estava com o traidor do seu meio-irmão buscar as meninas que mentiram para ele.

-Sim, ali esta o orelhão que o homem falou. –disse apontando para o objeto.

-Então? –o hanyou perguntou cruzando os braços, neste exato momento houve um vento forte que trouxe cheiros quase esquecidos, mais ainda reconhecidos pelos irmãos, sem mais nenhuma palavra eles foram à direção dos perfumes, encontrando um caminho entre as arvores e logo encontraram uma cabana com a porta aberta, seguiram ate ela e entraram.

-Kagome? –Sesshoumaru sussurrou vendo a humana deitada no sofá, com os olhos cobertos pelo braço e o corpo coberto somente por uma toalha, mostrando que ela tinha acabado de sair do banho, Kagome se levantou rapidamente vendo que não estava ouvindo coisas, ele realmente estava ali, seus lábios se curvaram em um enorme sorriso e em seguida correu ate os braços do youkai, passando direto pelo hanyou. –Desculpe a demora, foi difícil encontrá-las. –disse consolando a humana.

-Que bom. –Kagome disse antes de se afastar, recebendo olhares de confusão dos irmãos. –Eu escolhi esse local, para dificultar que meu pa... que Yuri nos achasse, desculpe se isso também dificultei a sua busca. –disse afastando-se ainda mais do amigo.

-Tudo bem, como ela esta? –a expressão da humana mudou, deixando Sesshoumaru mais preocupado.

-Eu fiz o que eu pude, pode ir lá vê-la. –disse apontando as escadas, Sesshoumaru desapareceu antes que ela terminasse de falar, deixando o silencio pesar sobre as pessoas restantes no local, Inuyasha sentou no sofá enquanto Kagome sumia no corredor, reaparecendo pouco depois já vestida.

Havia somente um sofá de dois lugares para sentar e Kagome não teve outra opção a não ser a de sentar ao lado do hanyou, que bufou olhando para o outro lado, estava com o seu ego ferido, a sua ex-namorada abraçou seu irmão usando somente uma toalha, chorara em seus braços e o ignorara completamente, mas ainda assim estava preocupado, a humana ao seu lado estava magra, mais que o normal, sentia vontade de reconfortá-la, podia sentir o cheiro de suas lagrimas silenciosas.

-Kagome... –sua fala morreu quando ela o encarou, a magoa tão grande quanto à dele, mas ela havia mentido para ele, por outro lado ele a chamara de monstro, algo que ele não suportaria ouvir de alguém que ele amasse, pensando nisso, era obvio agora, seu erro havia sido maior que o dela, ela estava ali sofrendo com algo que o pai fizera, tivera que fugir de casa pelo bem da irmã e de si mesma, seu coração voltou a bater forte, como se o sangue finalmente voltasse a circular novamente.

-Ela esta consciente e não quer mais o soro. –Sesshoumaru avisou com um sorriso. –Acho que seria bom preparar algo para nós comermos. –Kagome simplesmente concordou, havia entendido a indireta do youkai, ele notou que ela também não estava comendo muito bem, lentamente ela levantou e foi para a cozinha, só notou que estava sendo seguida quando terminou de entrar no cômodo.

-Algum problema? –Kagome perguntou virando-se para o hanyou que parou muito perto dela.

-Eu queria pedir desculpa. –disse com as orelhas baixas.

-Ok. –disse friamente voltando para o armário e pegando alguns ingredientes e seguindo para o fogão ainda sendo acompanhada pelo confuso hanyou. –Ah! Espero não ser convidado para o seu casamento com aquela cobra. –disse depois que se virou novamente.

Inuyasha viu Kagome seguir novamente ate o fogão, depois pegar algumas panelas, ir para a pia e andar de um lado para o outro do cômodo, mais ele manteve-se parado, se perguntando como ela soubera do seu namoro com Kikyou, até que notou que a única maneira de descobrir era perguntando para ela.

-Como você sabe que eu estou namorando a Kikyou? –perguntou, mas logo se arrependeu quando viu o olhar furioso da humana.

-Yuri me contou, depois ficou falando o qual fácil é para um homem esquecer uma mulher quando não a ama. –ela riu com a lembrança. –Ele estava certo, no mundo dos famosos não existe a palavra "amor". –os olhos lacrimejaram e por muito tempo ela ficou olhando pela janela, esperando que ele a resgatasse, esperando que ele a perdoasse, que o amor que existia entre eles fosse tão grande quanto o de Sesshoumaru e Rin. –Por que você me fez acreditar que existia? –perguntou enfiando a ponta da faca na tabua, as lágrimas saindo mesmo com ela tentando segura-las, estava se fazendo de ridícula na frente do homem que amou e que por mais que tentasse esquecer ainda amava. –Não se aproxime. –ordenou apontando a faca para ele. –Você não vai gostar de estar tão próximo de um monstro como eu. –finalizou encarando-o.

-Sesshy, você acha que eles estão bem sozinhos? –Rin perguntou com a voz fraca, Sesshoumaru sorriu acariciando a face cansada, ele podia ouvir perfeitamente bem a discussão que acontecia no andar de baixo e podia apostar que eles se acertariam com o tempo, se pudessem ficar próximos novamente.

-O que foi mãe? –Ayame perguntou assim que Midoriko desligou o telefone com fúria.

-Kagome e Rin fugiram e o idiota do seu pai não tem a mínima idéia de onde elas podem estar. –Midoriko respondeu com os olhos cheios de lagrimas, depois de um tempo convivendo com as filhas, ela podia dizer o quanto a ligação delas era forte, quase todos os dias as filhas falavam para ela que podiam sentir que algo de errado estava acontecendo com as irmãs, mas ela não acreditava, após um mês de convivência continua ela descobriu também que Naraku era um crápula, que estava tentando jogá-la contra suas queridas filhas e por isso o abandonara, mas agora estava preocupada demais com suas filhas para pensar em outro idiota.

-O que vamos fazer? –Sango perguntou.

-Nós vamos voltar para a antiga escola de vocês. –Midoriko observou Sango e Ayame prenderem o fôlego por alguns momentos.

-Onde esta o Inuyasha? –Kikyou perguntou para Miroku e Kouga, que continuavam a ignorá-la. –Me respondam agora. –ordenou furiosa, odiava ser ignorada e por isso gostava de namorar o hanyou, podia ir a grandes festas e ser fotografada, aparecer em várias revistas famosas e recebia muita atenção.

-Deixa a gente em paz, Kikyou, é obvio que ele não quer ver você. –Miroku falou sem nem ao menos olhá-la.

-Idiotas. –disse batendo o pé antes de sair.

-Já faz algum tempo que eles sumiram. –Kouga falou após algum tempo.

-Eu sei, mas eu também sei que eles já são bem grandinhos e podem se cuidar sozinhos. –Miroku falou com tranqüilidade e o assunto acabou ali.

-Eu já pedi desculpas por ter dito aquilo. –Inuyasha disse com as mãos em frente ao corpo, preparado caso a humana decidisse atacá-lo.

-Acha que é o suficiente? Eu posso ter mentido para você Inuyasha, mas em nenhum momento eu o tratei mal por sua raça, ao contrario eu me apaixonei por você e na primeira oportunidade de demonstrar o tamanho do seu sentimento, se existiu algum, você me chama de monstro. Desculpe-me se um simples pedido de perdão não me parece o bastante. –finalizado o que tinha para dizer Kagome voltou a cozinhar, Inuyasha voltou a ficar quieto, observando que a humana decidira fazer uma sopa reforçada, estava quase pronta quando o hanyou viu Kagome cair, rapidamente a aparou, vendo que ela havia desmaiado.

Ele ouvia as palavras dela enquanto a observava desmaiada, seu rosto estava fino demais, isso não o agradava, ele seguira com sua vida e ela estava passando por problemas com o pai, foi um idiota por ter aceitado namorar com Kikyou, mas ela o pegou em um momento de amargura e aceitou sem pensa, aceitou por raiva de Kagome, mas agora não via mais motivo para isso, não conseguia mais sentir aquela raiva, ele só conseguia sentir remorso e um imenso amor, pela pequena e fragil humana que mantinha em seus braços, não queria solta-la, era culpa sua, deveria estar protegendo ela e era isso que ele iria fazer daqui para frente, protege-la a todo custo.

-Káh? -sussurrou passando a mão no rosto dela, a humana enrugou a testa.

-Inuyasha. -ela sussurrou de volta. -Me perdoa. -ele notou que ela ainda permanecia levemente inconsciente, mas vagarosamente ela foi abrindo os olhos, encontrando os olhos dourados e preocupados do hanyou. -Eu devo estar sonhando. -ela sussurrou ainda mole nos braços dele.

-Acho que a gente precisa conversar. -Inuyasha disse ajudando-a a se sentar.

-Agora? -Kagome perguntou encarando-o.

-Gostaria de aproveitar essa sua calma momentânea. -ele disse com humor, Kagome não pode evitar sorrir, talvez fosse realmente a hora de esclarecer aquele problema, a hora de descobrir se ele realmente a amava e estava disposta a arriscar, como arriscará meses atrás, afinal, não tinha mais o que perder.

-Então pode falar. -disse simplesmente, conduzindo ele até o seu quarto.

-Eu não vou fazer rodeios, eu comecei a namorar com Kikyou por que estava chateado, mas sei que essa foi uma das maiores idiotices que eu já fiz, a maior foi ter deixado você ir, mas eu te amo e se precisar eu posso provar, é só pedir, eu faço qualquer coisa. -Kagome sorriu levemente e foi correspondida.

-Não preciso de nada, eu acredito em você, acredito que você me ame, eu também te amo. -disse tranqüilamente.

-Mas eu quero provar. -ele disse se aproximando mais dela. -Eu estive pensando e pode ser egoismo, ou até mesmo possessão, mas eu não quero deixar você, nunca mais, então... -Aquele pausa fez o coração de Kagome parar por alguns segundos. -... Kagome Higurashi, você quer ser minha esposa?...


XAU GENTE

ATÉ MAIS