Bella não sabia ao certo qual homem parecia mais surpreso: o marquês de Winchilsea, que se mostrava completamente chocado ao ver sua noiva com o rosto dela pressionado no colo por um homem fora de seu círculo, ou Edward Cullen, que retirou a mão de seu pescoço imediatamente e disse o nome do marquês num tom de voz que sugeria que James não estava entre as pessoas de sua preferência.

- Cullen - a voz de James deixava claro que esse sentimento era recíproco. Então, em um tom diferente, ele disse. - Isabella, o que está fazendo, querida, sentada aí?

Bella estreitou os olhos para olhá-lo através das barras do corrimão. Como se atrevera chamá-la querida quando...

Ela se empertigou. Agora não era hora.

- E... eu... - disse ela gaguejando. - ...esta... va procurando você. Parece que sofri um ligeiro desmaio. E o Sr. Cullen foi muito bondoso ao me oferecer para me ajudar.

Ela não podia deixar de relancear os olhos várias vezes na direção de James, para ver se Lady Victória sairia do aposento depois dele. "Por favor", ela se pegou rezando. "por favor, por favor fique onde está, Lady Victória."

- E por que – James perguntou, de modo amável - você faria algo tão tolo como desmaiar, Isabella? – disse, estendendo a mão enluvada na direção dela. Ela a tomou e deixou que ele a ajudasse a se levantar, sem conseguir tirar os olhos do rosto dele, enquanto se indagava por que, pouco tempo atrás, a língua de Lady Victória estava naquela boca. Isso não lhe saía da cabeça

- Você é forte e não costuma fazer essas coisas - continuou James. – É por isso que a admiro tanto, querida, sabe disso.

- O senhor Cullen achou que o mal-estar pode ter sido provocado por meu espartilho – murmurou Bella, mal sabendo o que estava dizendo.

- Oh, ele achou, não é? - disse James, rindo sem achar graça, o que tirou a maior parte do calor de suas próximas palavras. – Agradeceria, Cullen, se guardasse para si comentários sobre a roupa íntima de minha noiva. E suas mãos também.

Edward Cullen não disse nada imediatamente. Olhava para o marquês de modo muito curioso. Para Bella, era quase como se ele soubesse.

Mas isso era impossível. James não havia deixado a fralda da camisa de fora da calça, nem ajeitado mal sua gravata. Ele estava perfeitamente apresentável. Talvez seu rosto estivesse com um pouco mais de cor do que o habitual, mas seguramente isso não era indicio de nada

- Ficaria contente também – disse Edward, de modo suave. - se você estivesse disposto a retribuir o favor.

James olhou espantado para ele, dizendo:

- O quê? Do que está falando, Cullen?

Edward apontou com a cabeça na direção da porta fechada e perguntou:

- Aquela é a sala de estar particular de Dame Ashforth, não é?

- Sim - respondeu James, com evidente relutância. – E o que tem isso?

Edward pôs uma mão sobre a maçaneta. Quase no mesmo instante Bella começou a sentir novamente dificuldade para respirar.

- Nada - respondeu ele. - Estou só procurando alguém.

Pronunciado a palavra "alguém", Edward Cullen abriu a porta. Os joelhos de Bella no mesmo momento se relaxaram e ela afundou no degrau e enterrou o rosto no colo de novo, dizendo-se que respirasse, apenas respirasse, enquanto se perguntava se seria essa a última vez que veria seu noivo vivo... E se de fato sua morte prematura, afinal, seria algo tão ruim.

Era, porém evidente que ela não queria ver James morto. Não depois do que ele havia feito por Jazz. Mutilado, talvez, mas nunca, jamais morto.

Claro que James Devenmore Slater, décimo marquês de Winchilsea, viveria para ver o seu dia de casamento – ainda que a identidade de sua futura noiva ainda não estivesse definida -, já que naquele momento Bella ouviu Edward Cullen dizer, numa voz branda: - Mas vejo que eu estava enganado.

Bella levantou o rosto do colo. Lady Victória, ouvindo vozes no vestíbulo, devia ter descoberto outro caminho para sair do quarto. Que golpe de sorte para eles todos!

- Completamente – disse James, num tom demasiadamente autocongratulatório. – Você estava completamente equivocado, Cullen. Minha querida – James novamente levantava Bella dos degraus -, vamos para baixo, para juntar-nos a sua mãe?

Bella sentia-se como se tivesse areia na boca. Por que James estava falando com ela como se nada – absolutamente nada – tivesse acontecido? Ela achava que um homem que pretendesse romper seu noivado não se referiria a sua noiva como "minha querida" ou algo parecido. E ele não deveria, pensava ela, ter posto a mãos em suas costas. Aquilo era um tanto abusivo, para alguém que só poucos momentos antes tinha...

Ela não queria pensar naquilo.

Bella relanceou os olhos na direção da sala de estar, atraída por Edward Cullen, que saía de lá, puxando em seguida a porta e fechando-a atrás de si. Ora, claro, era isso! James não queria fazer uma cena diante de ninguém. Particularmente, ela supôs, na frente do noivo de sua amante. Ele iria esperar, ela achava, que eles estivessem sozinhos. Então explicaria por que ela não seria mais a futura Lady Winchilsea. Com certeza era isso, pensou.

Olhou outra vez para Edward Cullen e sentiu, parecendo vir não sabia de onde, uma suave emoção. O que, ela se perguntava, era aquilo? Certamente não era piedade, embora fossa quase verdade que se Edward se importasse com Lady Victória tanto quanto ela se importava com James, ele ficaria muito magoado quando descobrisse a verdade sobre a prostituta mentirosa, gerada pelo demônio, com quem ele se comprometera.

Mas ela não acreditava que ele se importasse com Lady Victória, não do modo como falara dela e de seu "joguinho".

Não, não foi piedade que Bella sentiu quando passou os olhos por Edward Cullen. Mas o que era então? Seu coração era terno, é verdade, mas ela normalmente não sentia simpatia por homens de negócios cruéis e Lotharios sem coração.

- Boa noite, Sr. Cullen - disse ela, ao estender a mão para ele, sufocando a inexplicável emoção. – e obrigada por sua gentileza.

Edward Cullen olhou para a mão enluvada com alguma surpresa. Bella aparentemente o chocara, a julgar por alguns pensamentos obscuros, se a expressão em seu rosto fosse algum indício disso. Voltando ao normal, tomou a mão dela, levou-a até perto de seus lábios, mas não a beijou.

- Boa-noite – disse ele, sem olhar para nenhum dos dois. Depois se virou e se afastou até desaparecer.

Quando já não podia ouvi-los, James praguejou alto:

- Sujeito grosseiro!

Bella olhou de relance para o noivo. Este, igualmente, não era o tipo de comportamento que ela poderia esperar de um homem em via de se libertar dos laços do matrimonio.

- O que disse? - perguntou, achando que não o ouvira bem.

- Que atrevimento dele, falando do seu espartilho daquele jeito! Não que eu esperasse maneiras mais apuradas de um alpinista social. Você sabe, há um lugar para homens como ele. Sabe onde? América.

- Ora! – murmurou Bella. – Por favor, James.

- Estou falando sério, Bell. E vou lhe dizer uma coisa. Não gosto desse novo hábito de convidar qualquer um em Londres para o que se costuma chamar de festas exclusivas, particulares. Sei que o sujeito acumulou muito dinheiro, mas isso não o torna menos comum do que era no dia em que nasceu.

Bella se absteve de dizer em voz alta aquilo que lhe passou pela cabeça: "Talvez não, mas pelo menos ele sabe como ganhar o dinheiro e conservá-lo. Essa é uma habilidade que você com certeza nunca conseguiu adquirir, James."

Evidentemente, não disse isso. James era muito sensível em relação ao fato de sua família não ter lhe deixado nenhum dinheiro. É verdade que, quando lhe propôs em casamento, o fez de um jeito que era como se estivesse se desculpando por algo. "Sei que não tenho muita coisa, Bell", dissera então, "as prazerosamente lhe darei tudo o que eu tenho se me der a honra de se casar comigo."

Encantada com a perspectiva de ter por marido aquele homem bonito, romântico e corajoso – não salvara ele a vida de seu irmão? -, Bella dissera um sonoro "sim".

Que tola!

- Grave bem minhas palavras, Bell – prosseguiu James, enquanto ainda estavam no corredor, ouvindo desaparecer o som dos passos de Edward Cullen. - Não vai ser nada boa essa mistura de classes. As mulheres de mais idade, como Dame Ashforth, talvez achem isso divertido, mas eu, decididamente, não concordo.

Então tomou o braço de Bella, e começou a conduzi-la para o corredor na direção oposta àquela em que Edward desaparecera.

Enquanto caminhavam, a mente de Bella dava voltas fervilhantes em torno das palavras dele. Bell. Ele a chamara de Bell, o modo íntimo como a tratava. Por que a chamaria desse jeito e de "querida se estava a ponto de romper o noivado? Fazia isso como se nada tivesse acontecido. Bella não entendia por quê. Na verdade, se ela não tivesse virado para o lado errado, ao sair do toalete feminino, e ouvido a risada de James, e visto exatamente o que ele ia fazer, desde que a deixara no salão de baile – supostamente para ir fumar com outros cavalheiros -, ela nem em um milhão de anos teria adivinhado que ele havia estado com outra mulher.

Com outra mulher? Oh céus! Ele estava dentro de outra mulher. Mas se comportava agora como se tivesse ido ao salão de bilhar de Dame Ashforth por alguns instantes para fumar!

- Espero – James dizia, enquanto os sons da festa lá embaixo soavam cada vez mais altos. - que ele não a tenha ofendido, Isabella. Edward não fez isso, fez?

- Ofender? A mim? O que...? – murmurou Bella, de modo incoerente, andando como se estivesse tonta, meio como as heroínas dos romances das criadas depois de descobrir um corpo já sem vida em algum canto.

- Bem, não devia me surpreender, se o tivesse feito. Ele tem reputação um tanto duvidosa, você sabe. Com as damas, quero dizer. Ele não a tocou, não é, Bell? Fez algo que não devia?

Eles estavam de novo mergulhados no mar de gente que flutuava no salão de baile de Dame Ashforth. Bella mal conseguiu ouvir sua própria resposta, que foi um "não" de assustar.

De repente a orquestra rompeu o enorme alarido e começou a tocar algo familiar.

- Oh Deus! - disse James, segurando Bella pela mão. - É Sir Roger de Coverley*. Esqueci que estava programado para começar exatamente à meia noite. Venha, Bell, vamos para os nossos lugares. Você sabe como Ashforth se sente em relação a Sir Roger.

Isabella, de fato, sabia como Dame Ashforth se sentia em relação a Sir Roger. Nada, nem os guerreiros zulus, brandindo suas flechas e dardos envenenados, e certamente nem namorados comprometidos, jamais a fariam atrasar uma Sir Roger. Ao mesmo tempo que a viúva se declarava muito velha para participar da animada dança, para ela não havia nada melhor do que apreciar a performance de seus jovens convidados.

Com a mente ainda perturbada, Bella ocupou seu lugar na longa linha de casais. James ficou de pé na frente dela, parecendo muito elegante em seu belo traje de noite. Sua gravata estava perfeita, as calças ainda conservavam os vincos impecáveis. Como aquilo era possível? O homem estivera fazendo amor violento - Bella não sabia se essa descrição era precisa, mas havia sido mencionada uma ou duas vezes num livro que ela lera, e nem gostava de como soava - com uma bela mulher não fazia nem quinze minutos, e ali estava ele de pé, olhando de modo que parecia ter manteiga derretida na boca**. Era inacreditável.

E então, como se a noite não tivesse sido bizarra o suficiente, bem diante dos olhos de Bella, apareceu Lady Victória Sutherland. Verdadeiramente, lá estava ela, com a bela cabeça inclinada para trás, como se risse, deliciada, enquanto passava pela linha de dançarinos. Ao lado dela, muito à vontade para alguém não nascido em um berço de ouro, estava Edward Cullen.

Bella arregalou os olhos, certa de que eles iam saltar para fora das órbitas. Então, ele finalmente havia encontrado sua Lady Victória, não é? E a aparência dela, assim como a de James, não estava nada diferente da que exibira durante o jantar, antes de seu encontro secreto. Incrível. Absolutamente incrível. Como era possível que duas pessoas pudessem ter estado ocupadas em fazer... bem, o que os dois tinham feito... e quinze minutos mais tarde, estivessem ali dançando calmamente a Sir Roger de Coverley com outra pessoa?

Isso era mais do que uma garota como Bella poderia assimilar em uma noite só. Quando chegou o momento em que ela o marquês se cruzaram para dançar juntos, ela dançou com a graça de um autômato, mal percebendo o que seus pés faziam. Parecia que James não o notara, porém. Ele estava muito bem de espírito e dançava com muita energia sussurrando nos ouvidos de Bella palavras carinhosas, toda vez que seus lábios se aproximavam dos ouvidos dela, dizendo de novo que mal podia esperar sua noite de núpcias para torná-la sua. Bella ouvia o que ele dizia, mas permanecia calada. O que ela poderia dizer?

Porque é claro que agora ela sabia que não haveria noite de núpcias. Não para os dois. Por uma razão qualquer - e Bella suspeitava fortemente que tinha muito a ver com o tamanho da herança que recebera recentemente e com o fato de que James não tinha absolutamente nenhuma renda – James não ia romper o noivado.

E isso significava somente uma coisa: Bella ia ter de fazer isso.

Obviamente não seria fácil. Sua mãe iria ficar furiosa. Afinal, eles deviam a James Slater... bem, tudo. Não fosse por ele, Jazz não teria passado daquela noite gelada de dezembro e iria sangrar até a morte na rua de seu colégio.

Mas não haveria como evitar isso agora, não é? Como ela poderia se casar com um homem que os beijos tinham, por muitos meses, a tinham feito sentir-se como a garota mais afortunada do mundo... só para se dar conta de que ele guardava seus verdadeiros beijos para outra?

Apenas uma vez Bella se reanimou durante a turbulenta dança campestre, e isso foi quando ela momentaneamente dançou com seu irmão Jasper, que aproveitou a oportunidade para lhe dar um beliscão no braço e dizer:

- Anime-se! Você está parecendo alguém a quem se acabou de dizer que o ponche foi envenenado.

- Jazz! - Bella gritou, espantada por causa de seu estado e pela cara dele. - O que você acha que está fazendo, dançando assim? Você sabe o que disse o doutor Snow...

- Oh! Doutor Snow – Jasper respondeu, sarcasticamente. – Gostaria que ele desaparecesse.

Antes que ela tivesse tempo de repreender o irmão, Bella foi obrigada a dar um rodopio por, dentre todas as pessoas, Edward Cullen, que parecia tão sério como ela própria tinha certeza de que estava. Bella manteve a boca fechada, não disse uma só palavra até que as voltas cessaram.

Mas se ela esperava escapar sem mais conversar com Mister Cullen, estava muito enganada.

Pelo menos se seu irmão, que abruptamente dera uns passos à frente segurando seu braço, nada tivesse dito.

- Vamos, gatinha – disse Jazz. - Alguém inadvertidamente colocou um camarão no prato de mamãe no jantar, e agora ela teve uma reação alérgica. Está nos esperando na carruagem. Olá, sir.

Mesmo se Bella não tivesse relanceado os olhos na direção que Edward Cullen tomara, ela teria sabido que ele ainda estava por ali, pela maneira respeitável como Thomas pronunciara "sir". No entanto, o fato de ele estar ali tão perto – bem ao lado dela, na verdade – era um tanto surpreendente, pois achava que ele já havia se distanciado assim que a dança terminara.

- Como vai, Lord Bartlett? – perguntou Edward acenando para o rapaz. Para Bella ele disse: - Lady Isabella, espero que você esteja se sentindo melhor do que quando nos encontramos da outra vez.

Bella, sentindo o rubor tomar conta de suas faces, disse rapidamente:

- Realmente - e num esforço para evitar ver nos olhos dele que ela era a maior tola que ele já vira, jurou não dizer mais nada. Até que absolutamente espontâneas, escaparam de seus lábios as palavras: - Vi que encontrou Lady Victória – mal acabara de proferi-las e já se deu conta da bobagem que havia dito. "Idiota", disse a si mesma, repreendendo-se. Por que algumas vezes não conseguia forçar sua língua a se mover e em outras não podia mantê-la quieta?

- Sim – Edward Cullen respondeu, enquanto seu olhar seguia o de Bella, dirigido ao noivo, que estava conversando alegremente com Dame Ashforth, cuja aparência bela e calma não era absolutamente a de uma mulher que, sem o saber, acabara de sofrer um agravo. – Realmente, encontrei-a. Parece que foi até o jardim de Dame Ashforth para tomar um pouco de ar – Ele acrescentou, notando que James caminhava na direção deles: - Vejo que alguém a está procurando. Não vou retê-la por mais tempo.

- Oh - disse Jasper - é apenas o Slater...

Sua observação, no entanto, de nada adiantou, pois Edward Cullen já desaparecera entre multidão. James, cujo rosto era uma máscara de preocupação, precipitou-se na direção deles.

- Bell - gritou. - O que foi isso que ouvi sobre você ir embora tão cedo? Nem vou querer saber disso.

Jasper, ante a interrupção tête-à-tête com seu herói, revirou os olhos. Bella fuzilou-o com um olhar desaprovador. Às vezes era difícil lembrar que apenas seis meses antes seu irmão havia estado à beira da morte.

- Nossa mãe não esta se sentindo bem, James – disse ela. - Precisamos ir, mas você deve ficar, por favor.

James deixou escapar um suspiro dramático, dizendo:

- Se você insiste, doçura... Até amanhã, então - ele se inclinou, como se fosse para beijá-la. Bella mal conseguiu se conter para não afastar a boca. Só de pensar naqueles lábios, que tão recentemente haviam estado nos de Lady Victória, tocando os dela encheu-a de repugnância, quase tanto quanto pensar em Edward Cullen beijando-a a enchera de uma excitação inexplicável.

Mas ela não precisava ter se preocupado. James não tentara aproximar a boca da dela. Em vez disso, beijou-a de leve na testa. O alivio de Bella foi tal, que, antes de se dar conta, já chegara à metade da escada da frente da casa de Dame Ashforth, indo rapidamente para a carruagem, que estava parada logo adiante na rua.

- Deus meu! - ouviu o irmão gritar bem no momento em que um serviçal de Dame Ashforth ajudava Bella a subir no veículo.

Bella, pensando que o irmão havia esquecido alguma coisa lá dentro e tremendo só de pensar em passar mais um minuto naquela casa, que sempre guardaria lembranças tristes consigo, sentou-se no assento ao lado da mãe, antes de perguntar:

- O que foi, Jazz?

- Aquela pequena carruagem, que arrancou bem atrás da nossa - Jasper inclinou-se sobre a mãe e a irmã, empurrando-as para ter uma visão melhor. -, era a carruagem de Edward Cullen. Veja o time que a está puxando. Baios perfeitamente combinados. Devíamos ter sido capazes de afastar papai deles.

Bella, apesar da impaciência para ir embora, se virou no acento para olhar. Seu pai era um grande amante de cavalos e passara essa paixão para Bella, de algum modo para constrangimento de sua mãe, porque a moça, assim como o pai, era incapaz de ficar calada quando um cavalo estava sendo miseravelmente tratado por seu dono. Isso levava a freqüentes discussões com os condutores de carruagens de aluguel e carros de carvão, e Lady Bartlett quase sempre escondia o rosto de vergonha diante o comportamento nada parecido com o de uma dama quando deparava com animas usando arreios de levar carga, coisa popular entre os modernos de seu círculo, que ela desaprovava com veemência.

Edward Cullen, no entanto, não usava esses apetrechos em seus animais, o que levou Bella a elogiá-lo com um "muito bem", antes de se lembrar de que não queria pensar nele, nunca mais. Quase disse isso alto, mas sua mãe se adiantou:

- Edward Cullen, Edward Cullen, Edward Cullen! – Lady Bartlett, ajeitando impacientemente sua crinolina, que os maus modos de seu filho haviam desarrumado, deu um profundo suspiro. – Você poderia falar de outra pessoa para variar, Jasper? Estou cansada de tanto ouvir falar sobre Edward Cullen.

- Ouvir, ouvir - disse Bella. E naquele momento ela quase o disse também.

* Dança Country, inglesa.

** Expressão usada quando uma pessoa parece inocente quando, na realidade, é totalmente o oposto.


Desculpem eu ter demorado, essa semana foi meio dificil pra mim :/

De novo, espero que vces tenham gostado do capitulo. Acho que daqui uns dois capitulos começa a ficar um tanto quanto.. interessante. haha.

E.. prometo postar na segunda feira, já que já passei o 3º capitulo pro computador e também porque é meu aniversario! *-*

Olha só que boazinha que eu sou, nao? ;) hauehuaeuahe

Beiiijos gracinhass.

ps: Nao esqueçam das reviews!