Esta historia não me pertence e muito menos as personagens.

História de Marion Mckenna e personagens de Rumiko.

Achei a historia muito gira e decidi que talvez ficasse bem no mundo de Inuyasha por isso comecei a passa-la. Espero que gostem. No final deste capitulo direi os nomes que estão no livro referente a cada personagem do anime.

Nesta história não existiram Youkais ou Hanyous, apenas humanos, logo o Inuyasha tem cabelos negros e olhos castanhos como quando é humano.

PAIXAO CIGANA

Capítulo 11 e 12

-Tem a certeza do que me está a dizer? Não será que a rapariga se limita a dar uns passeios por ai? – Perguntou Inuyasha quando a tia Kagura lhe contou que a sua governanta saía todas as noites ás escondidas pela janela.

-Duvido que uma mulher bonita como ela vá apanhar frio sem razão. Que eu saiba, já quando era jovem era dada a muitos passeios pelo rio…

Inuyasha mordeu os lábios para não insultar aquela velha que, de forma tão estúpida, o censurava pelo romance passado com Kagome.

E para que aquela bruxa não continuasse a humilhá-lo, fingiu que lhe era completamente indiferente tudo o que ela lhe estava a dizer.

-Pois eu pago-lhe para trabalhar durante o dia e pouco me importa com quem se encontra à noite.

-É que eu não acho próprio que ela se encontre com homens na tua propriedade, ainda mais quando a minha filha se vai tornar a dona da casa.

-E que importância tem para ela um deslize de uma empregada?

-Pode dar mau exemplo. A minha filha é uma rapariga inocente – Acrescentou a velha, fingindo ignorar a intimidade existência entre Kikyou e o seu noivo.

-Pode ser que tenha razão, Kagura. Eu encarrego-me de resolver o problema.

-Vais despedi-la?

-Quando tomar uma decisão você será a primeira a saber – Afirmou ele com autoridade.

Inuyasha estava indignado. Em primeiro lugar com Kagome, que na verdade, mataria se de facto tivesse um amante. Mas, alem disso, estava farto de Kikyou e da sua numerosa família, já que nos últimos tempos a velha punha e dispunha como se a casa fosse sua e todas as raparigas abusavam da sua generosidade gastando fortunas em roupas que nunca usariam.

Uma vez que não se deslocavam sozinhas à cidade encomendavam modelos caríssimos de Nova Iorque. Inclusivamente Kikyou, que a princípio se mostrava dócil e activa, passava agora os dias a dormir e aos fins-de-semana queixava-se de tédio.

-Estou farta de estar aqui fechada. Quando casarmos quero fazer uma grande viajem, sem irmãs nem primas. Também quero ter um automóvel e assim poderei passear quando estiveres fora de casa.

-Primeiro precisas aprender a conduzir e a melhorar o teu inglês, querida – Tinham sido as duras palavras de Inuyasha.

Alem disso, desde que Kagome vivia naquela casa já não desejava Kikyou como antes. Apenas a visitara nos seus aposentos uma ou duas vezes nos últimos três meses e não tinha sido com grande convicção.

Kikyou era bonita. Tinha uma cintura deliciosamente estreita, a pele macia e era carinhosa com ele entre os lençóis. No entanto, era um pouco passiva para os gostos dele. Claro que de todas as formas casaria com ela.

Mas antes de pensar em casamento tinha uma conta a ajustar com Kagome, uma conta que lhe tinha dado cabo da juventude e que ainda hoje o atormentava. Do que ele necessitava verdadeiramente era de a possuir. Supunha que assim a sua obsessão por ela desapareceria e deixaria de a desejar.

Primeiro iria segui-la para verificar se ela tinha de facto um amante. Depois, se isso fosse verdade, torná-la-ia sua. Por fim despedia-a e punha-a fora de casa, uma vez que a sua conduta indecente permitia das por terminado o contrato que tinham assinado.

Foi assim que Inuyasha Taisho, um homem jovem e rico, se escondeu no seu próprio jardim nessa mesma noite com o olhar fixo na janela de Kagome.

Quando a rapariga saltou a janela com os sapatos na mão e se escapuliu em bicos de pés, tomando o caminho que dava para o rio, ele seguiu-a a uma distância prudente.

Era sexta-feira, havia lua cheia e estava muito frio. Mas alem disso não era uma sexta-feira qualquer pois fazia sete anos desde o pacto de amor que Kagome Higurashi e Inuyasha Taisho haviam celebrado.

Kagome estava triste, muito triste. Inuyasha casar-se-ia em breve com Kikyou e ela passaria o resto da vida com o pai.

Nunca lhe passara pela cabeça gostar de outro homem como, por exemplo, Miroku Houshi. Mas o seu amigo estava loucamente apaixonado por Sango, e Kagome sabia que também Sango estava entusiasmada com o seu carinhoso protector.

Para não fazer esperar Miroku, Kagome acelerou o passo. Estava, mais nervosa do que era habitual. Talvez fosse a lua cheia que tivesse influência no seu estado de ânimo.

Mas sentia-se observada. Quando viu Miroku á sua espera tranquilizou-se. No entanto, nessa noite, Kagome não se distraiu como era costume com os relatos de Sango. Por isso deixou mais cedo aquela carinhosa companhia e regressou ao seu quarto, disposta a abraçar a almofada, como tinha feito durante todos aqueles anos.

Ver Kagome com aquele homem tinha despertado em Inuyasha um odeio que ele pensava já ter superado.

Escondido no bosque, observou os namorados desaparecerem no bosque e não foi capaz de os seguir, pois sabia que se os visse beijarem-se ou fazer amor acabaria por os matar.

No dia seguinte à sua discussão com Sango mandara um dos empregados de confiança verificar o paradeiro da rapariga. Era sua irmã e não a deixaria numa situação crítica. Claro que a sua ajuda seria anónima pois preferia que Sango o considerasse um canalha do que algum dia ser acusado por um dos seus não ter honra.

Estranhava que os seus homens não tivessem descoberto o paradeiro da irmã. Esperava que ela estivesse bem, longe da polícia.

Esqueceu por momentos aquele problema e recordou Kagome a cumprimentar o misterioso homem que a aguardava. Quando os imaginou a atravessar o bosque de mão dada, fez-lhe um nó na garganta.

Desesperado, mergulhou a cabeça no rio. O frio permitiu-lhe pensar e tomar uma decisão.

Tal como havia planeado antes, esperá-la-ia no seu quarto. Nessa mesma noite tomaria posse do seu corpo, ainda que ela levasse na pele o cheiro de outro e o sabor do outro nos lábios.

Inuyasha Taisho regressou a casa, envolto na escuridão, como um bandido.

Avançou em bicos de pés até ao quarto de Kagome. Fechou a porta à chave e aguardou com a calma de um caçador que sabe ter a presa segura.

Ela não se fez esperar.

Ele admirou a sua figura delgada quando ela entrou pela janela. Era bela, sem dúvida. E mais bela lhe pareceu quando fechou a janela, cerrou as cortinas e se despiu.

Inuyasha nem sequer esperou que ela vestisse a camisa de dormir. Desligou o candeeiro e saltou sobre ela.

A mulher quis gritar mas ficou paralisada pelo medo. Primeiro medo, depois a surpresa.

Porque reconheceu o cheiro do seu homem logo que ele a empurrou sobre a cama, assim como reconheceu o doce gosto dessa boca tão amada, quando uma língua exigente lhe separou os lábios e lhe começou a percorrer a boca.

Era Inuyasha.

Inuyasha que a beijava, que a mordia, lhe apertava os mamilos, lhe afastava as pernas e lhe acariciava o sexo com uma impaciência muito diferente do passado. Ele não tinha a mesma consideração que o homem que tinha respeitado a sua virgindade.

Assustava-a, mas ao mesmo tempo despertava nela um fogo mais intenso. Os seus lábios eram mais ásperos. Os seus beijos agressivos. As suas mãos agarravam-na com demasiada força e tirara-lhe as calcinhas com rapidez. Kagome mordeu os lábios para não gritar de dor e prazer. O sexo do homem penetrava-a com ansiedade e determinação. Tratou de se descontrair, de sentir o clímax que se aproximava, lento depois da dor que a tinha atravessado.

Depois de morrer de dor julgou morrer de prazer. E Inuyasha voltou a entrar nela varias vezes. Kagome não quis perguntar-se o que estava a acontecer nem por que razão ele a possuía daquela forma selvagem. Também não foi capaz de imaginar o que sucederia depois entre eles.

A quem poderia importar o futuro quando o presente lhe oferecia tal prazer?

Provavelmente tão-pouco quis ele perguntar-lhe alguma coisa, pois ao faze-la sua manteve-se em silencio. Tinha julgado que a primeira vez entre eles seria uma delicada posse e não aquela sede insaciável, aquela busca frenética de uma satisfação que não parava de o deixar feliz. Possuir aquela mulher era morrer uma e mil vezes.

Perdê-la também seria morrer. Amava-a com desespero, com loucura.

Tanto que até pensava estar a ser vítima de uma alucinação pois quase poderia julgar que Kagome era virgem. Mas ela tinha sido casada e agora tinha um amante, por isso Inuyasha pôs essa ideia de parte.

Uma vez satisfeitos os seus apetites, saiu daquele quarto enquanto pronunciava palavras que tiraram a jovem violentamente do seu êxtase.

-Dou-te uma hora para que desapareças. Se não me obedeceres esta será a ultima noite da tua vida.

-Não percebo. Então o que significa o que se passou agora entre nós?

-Há sete anos, em casa dos teus pais, eu devia ter feito o que fiz hoje. Assim talvez me tivesses respeitado e não te tivesses casado com esse velho.

-Continuo a não entender. Então, porque esta noite?

-É a minha vingança. Desta vez sou eu quem vai casar mas quis ver como eras na cama. Apanhei uma desilusão pois pensei que fosses uma mulher mais ardente. Põe-te a andar, Kagome, pois não quero ofender a minha noiva com a tua presença aqui.

-Não te preocupes – Respondeu. – Eu vou.

-Quero-te fora da minha propriedade. Vou soltar os cães esta noite e se te apanham…

Kagome estremeceu. Algo na voz dele lhe provocou pânico. Evidentemente que o ódio dele era maior que o desejo.

Na verdade, não acreditava que Inuyasha fosse capaz de lhe fazer mal… mas o risco era grande. Levou-se rapidamente, vestiu-se e saiu. Durante uns minutos tocara o céu mas agora estava de novo no inferno.

-Acalma-te Kah, acalma-te – insistiu Sango enquanto vestia o miúdo e preparava um pequeno saco.

-É que não resisto a isto, Sango. Amo-o.

-E ele ama-te a ti, Kagome, mas o seu orgulho é mais forte.

-Não estou segura, amiga. Ele disse que eu o tinha decepcionado esta noite.

-E tu acreditaste?

-Não sei, Sango, é possível. Tu bem sabes que eu nunca tinha estado com outro.

-Deverias ter-lhe dito.

-Tive vergonha.

-Porquê?

-Porque estive casada.

-Pois quem deveria envergonhar-se era quem esteve casado contigo.

-É melhor não falarmos dele.

-Está tudo pronto. Vamos?

-Sim, temos de ir depressa. Corremos perigo.

E as duas mulheres começaram a andar pelo caminho junto ao rio. Uma vez fora da propriedade de Inuyasha, sentiram-se mais aliviadas.

-Toma conta do Ash – Disse Sango. – Eu vou buscar uns ramos secos e faremos uma boa fogueira como nos velhos tempos.

Kagome sentou-se então, apoiando as costas contra uma árvore. Abraçou o pequeno com ternura e começou a entoar uma canção para o adormecer. Imaginou-se de regresso ao Canadá. O melhor seria ir com Sango e Ash. Por algum motivo era sua amiga, a sua melhor amiga, sua irmã.

Logo que saiu do quarto de Kagome, Inuyasha começou a caminhar como um sonâmbulo, no andar de baixo da casa, sem saber muito bem o que fazer. Debatia-se entre a vontade de correr para os braços da sua antiga noiva e dizer-lhe quanto a amava, ou cumprir friamente a sua vingança.

Tinha a cabeça às voltas, doía-lhe o corpo, o coração batia desordenadamente, lembrou-se vagamente que Kikyou marcara com ele um encontro essa noite.

-Tenho algo especial preparado para ti – Dissera ela. – Acorda-me quando chegares.

Iria mais tarde, um pouco mais tarde. Ignorava que a tia Kagura lhe montara uma armadilha para essa mesma noite. A velha, depois de ameaçar a filha, conseguira que ela acedesse a usar os seus unguentos e a seguir os seus conselhos para ficar grávida.

-Kikyou, hoje é o dia. Deves fazer com que ele te visite no teu quarto antes de amanhecer. Daqui a nove meses verás o resultado desta noite.

-Preferia não ser mãe tão cedo…

-Mas já tens vinte e dois anos! Eu tive o primeiro filho aos dezoito e bem orgulhosa estou.

-Eram outros tempos, mãe…

-Sei o que estou a dizer, Kikyou. Se não seguras hoje mesmo este homem, em menos de um mês estaremos de regresso à aldeia.

-Acha que o Inuyasha vai faltar á sua promessa?

-Acho que ele nos daria algum dinheiro… um punhado de dólares antes de subirmos para o avião.

-Se nos der dinheiro não vejo qual é o problema.

-Não entendes? Seria matar a galinha dos ovos de ouro. A quantia chegaria para vos casar e pouco sobraria para mim quando fosse velha.

-Eu cuidaria de si.

-Cuidarás de mim tanto como o fizeste até agora, o que quer dizer, nada.

-Não tem saudades dos rapazes, mãe?

Então um longo silencio substituíra o entusiasmo daquela velha mulher que, pela primeira vez durante a discussão, se sentiu vulnerável.

-Sim, dos rapazes, sim. E também da minha comadre.

-E então?

-Viver aqui tem o seu sabor. Somos as rainhas deste castelo americano.

-Eu sinto-me mais prisioneira do que rainha.

-Dá-lhe um filho e verás.

-Talvez tenha razão, mas está segura de que a providência está do nosso lado?

-Talvez sim, talvez não. Mas saberemos isso muito em breve.

Enquanto isso acontecia no piso superior, Inuyasha, ignorando por completo o que tramavam as duas ciganas, tentava acalmar-se. Que diriam os seus antepassados se soubessem que ele amava uma americana? Perdoar-lhe-iam ou iam expulsa-lo da comunidade?

Era impossível dizer, já que algumas mulheres eram aceites entre os ciganos se a família do noivo estivesse de acordo… embora o inverso nunca se passasse, pois a mulher que se unia a um estranho desonrava os seus por três gerações.

Tratando de imaginar se os seus avos teriam aceitado Kagome, acabou por adormecer. Teve sonhos maravilhosos. Acordou sobressaltado. Olhou para o relógio. Tinham passado quase duas horas desde que saíra do quarto de Kagome. Ela já teria ido embora?

Tê-la-ia perdido para sempre?

Inuyasha esquecera Kikyou por completo, que o aguardava no andar de cima, perfumada com água de rosas e com a pérola mágica na mão esquerda.

Esquecera tudo, excepto Kagome e por isso correu até ao quarto dela, sem saber muito bem se preferia encontrá-la ali ou não.

A porta estava aberta. Entrou e acendeu a luz. As roupas da rapariga continuavam a ocupar o guarda-fatos. Mas a mulher não estava lá. Olhou para a cama. Ela, provavelmente por pudor, tinha coberto a cama com a colcha antes de sair. Arrancou-a com um puxão, para aspirar uma vez mais o doce odor de ambos, unido pela primeira vez num só odor.

Então, desconcertado, descobriu aquela mancha de sangue no lençol. Ainda estava húmida. Recordou tudo o que tinha sucedido havia pouco tempo entre aquelas quatro paredes: a doçura e a timidez da rapariga, a sua resistência e o repentino prazer. Seria possível aquilo?

Ele tinha sido mesmo o seu primeiro homem?

Tratara-a como se fosse uma qualquer quando aquela mulher escondia algum segredo horrível.

O seu casamento devia ter sido um fracasso. Onde estaria ela agora? Agarrou na camisa de dormir azul dela e foi buscar um dos seus mastins, Black.

Acariciou-o, fê-lo cheirar a peça de roupa e disse-lhe:

-Leva-me a ela. Encontra-a depressa.

O animal pareceu compreender pois, assim que Inuyasha lhe colocou a trela, começou a seguir o rasto de Kagome, a perseguir o seu cheiro por entre as arvores. Felizmente, a Lua iluminava o caminho.

Inuyasha reconheceu o local onde havia visto Kagome com aquele homem. Quando o homem tomou o caminho para o rio, as pegadas tornaram-se mais nítidas sobre a terra. Chegaram à cabana.

Black deteve-se um momento ali, confuso, e depois tentou continuar. Mas Inuyasha impediu-o.

Já nem sequer se lembrava daquela precária construção na sua propriedade. Ia lá dentro dar uma vista de olhos. Primeiro viu a mesa e as quatro cadeiras. Logo a seguir avistou a máquina de escrever e algumas folhas soltas com nomes de plantas e formulas para preparar medicamentos caseiros.

Ele conhecia bem aquelas receitas, a mãe usara-as quando ele estava doente. Viu a lareira e ao aproximar-se verificou que ainda estava quente. Entrou no outro quarto. Só tinha uma cama, um aquecedor e um berço. No berço, solitária e minúscula, estava uma meia azul celeste. Então ficou a saber tudo. Inuyasha agarrou na meia e beijou-a.

Sentiu uma compaixão infinita pela criança que tinha perdido a meia. Era seu sobrinho e ele virara-lhe as costas. Percebeu perfeitamente a razão por que Kagome saia todos os dias á noite. Onde estariam agora ela e Sango quem era o homem que a acompanhava essa noite? Oxalá o sujeito estivesse com elas. De contrario, que iriam elas fazer com uma criança naquela noite gelada?

Saiu da cabana e ordenou a Black que continuasse à procura.

Cerca de uma hora depois, sujo de lama e com frio, avistou a fogueira e as duas mulheres sentadas frente a ela, aquecendo as mãos em absoluto silencio.

"Que estranha é a natureza humana", escreveria Sango Taisho num dos seus famosos ensaios intitulado Médicos da Alma, muitos anos depois daquela terrível noite. "Estranha porque anos de dor podem desaparecer num instante, e então o ser humano esquece o sofrimento como se este nunca tivesse existido, disposto a continuar, confiante como um recém-nascido, preparado para a felicidade."

Talvez ao escrever este paragrafo Sango tivesse recordado o seu irmão Inuyasha, com o rosto banhado em lágrimas, aparecendo entre as arvores do bosque como um fantasma e estendendo os braços para que Kagome lhe desse Ash.

Sete anos de rancores, de tristezas, de ciúmes e de incerteza tinham ficado para trás com um simples abraço, quando os enamorados, finalmente, se perderam nas margens do rio.

Logo a seguir tinham-se sentado os três junto à fogueira a contar as suas histórias, ou melhor, as partes que os outros não conheciam das suas histórias.

Sango falou do pai do seu filho, do homem que tinha prometido cuidar dela e a abandonara. Também falou da esperança que Miroku trouxera à sua vida.

-É puro como uma criança e forte como devem ser os homens. Nenhum homem, cigano ou não, me teria ajudado como ele o fez, sem esperar nada em troca – explicou Sango ao irmão, que a escutava em silêncio. Kagome contou como o seu cruel marido a havia enganado, falou dos seus anos sem paixão. Do seu regresso á cidade e do seu infinito e incondicional amor por Inuyasha. E Inuyasha, por ultimo, falou dos esforços vãos para esquecer a mulher que tinha no sangue, da depressão em que caíra, do muito que se arrependia pelo mal que tinha feito àquela comunidade naqueles anos desesperados.

E então, ao concluir a conversa, os três fizeram um novo pacto. Continuariam unidos como irmãos, como amigos. Foi assim que viram o amanhecer sobre o rio e que regressaram a casa. As mulheres precisavam de repor forças depois do que tinham passado.

E o homem tinha de resolver a sua situação. Falaria com Kikyou, dar-lhe-ia um bom dote, assim como às outras raparigas.

E foi assim que nessa manha Inuyasha Taisho rompeu o seu compromisso com Kikyou e pediu Kagome em casamento.

Claro que antes, como bom romântico que era, a convidou para um jantar íntimo no salão cigano só seu castelo. Trinta lamparinas e velas brancas estavam acesas aguardando a chegada da rapariga. E um homem, com camisa colorida de mangas largas e calças pretas, aguardava-a, reclinado sobre os inúmeros almofadões daquele seu refúgio.

Ela chegou, com um elegante vestido azul celeste. E quando ele começou a acaricia-la descobriu, encantado, que ela não levava nem soutien nem calcinhas.

Despiu-a, então. Mordiscou-lhe os mamilos e possessivamente fê-la sua.

Depois comeram e beberam, despidos, antes de voltar a fazer amor, e adormeceram abraçados, tal como dormiriam as restantes noites das suas vidas.

O despertar foi doce. Teve gosto a chocolate, guloseima que aquele rapaz grande continuava a comer todas as manhãs, pois recordavam-lhe os beijos travessos que ele e Kagome tinham trocado junto ao rio.

CONTINUA