Batidas, batidas altas, ainda por cima. Estava tudo nos conformes; bebidas, amigos mais chegados, parentes, comida, música alta e agradável, sem bagunça, sem lixo no chão. Tudo impecável, realmente uma festa de gente grande. Festa para aqueles que merecem paz, ao menos por um pouco. Botan, alegremente, olhava o amigo ruivo comemorando o aniversário ouvindo conselhos da mãe. Parece que até a mãe dele já havia percebido o jeito que Shizuru o olhava. Por outro lado, a moça de cabelos azuis lembrou-se tragicamente de Hiei ao vê-lo ali perto, discutindo com Kuwabara. Hiei a olhou bem na hora. Ambos não sabiam o que fazer; Hiei fechou mais a cara e Botan foi conversar com alguém. Precisava livrar sua cabeça do que houve ontem.
-Caramba, Botan, você tá bem? –Keiko, como sempre, arruinava sua concentração em não estragar tudo. Botan girou os olhos e suspirou, tentando sorrir de maneira decente para a amiga.
-Sim, só que a correria pra arrumar tudo isso aqui antes me deixou meio sem ar, ainda.
-Verdade... mas valeu a pena, não é? Olhe só como está todo mundo. –Ela olhou em volta, sorrindo, vendo todos se divertindo a sua maneira, tranqüilamente. Botan resistiu ao impulso de revelar à amiga o que acontecera. Apenas se afastou após dar a desculpa de ter de ir ao banheiro, mas realmente foi. Fechou a porta, olhou o espelho em cima da pia organizada e limpa e suspirou.
-O que está havendo, Botan? –Perguntou, olhando seu reflexo ali no espelho. De repente, vira um vulto escuro e virou-se, assustada. Era Hiei. –P... q... p...! Não me assusta assim!
-Deixe disso, mulher idiota.
-Como você entrou aqui, baixinho?
-Eu vi você se afastando de todo mundo, te segui e entrei bem antes de você. Meu plano era ir entrando cômodo por cômodo até ver em qual você pararia. –Deu um sorriso maldoso, cínico. Botan engoliu em seco.
-O que você quer?
-Resolver as coisas.
-Eu que deveria dizer isso. Você quem me beijou.
-Eu... tropecei.
-... –O olhou incrédula, não acreditando que ainda usavam aquela desculpa bem velha e pouco eficiente. –Então, não tropece de mim quando você estiver nu.
-Que quis dizer com isso? –Já ficava nervoso e ela revirou os olhos.
-Nada. O que quer me dizer? –Ela finalmente perguntou, o olhando com os braços cruzados. Hiei olhou aqueles olhos rosados e suspirou, com cara de poucos amigos, enquanto gaguejava.
-Gosto de você.
-Ahn? –Ele falara baixo o bastante para que ela não ouvisse, principalmente com o barulho da festa.
-Eu gosto de você, idiota! –Disse alto o bastante apenas para que o som ficasse ali no banheiro, por segurança.
Em choque, ela corou. Depois, nervosamente, começou a rir, achando que estava em algum sonho louco. Mas aquele beijo de ontem deixou claro que o que ele lhe dizia era verdade, e não qualquer zoação. "Porcaria máxima", pensou ela, vendo-se meio sem saída. Deveria dizer que sentia o mesmo? Porque era a verdade, oras. Ela o viu se aproximar e congelou. Ele parou, foi aproximando o rosto aos poucos, e parou de respirar.
"Outro beijo", Botan pensou, parada, apenas correspondendo ao beijo, como da outra vez. Quando o beijo terminou, se olharam. Ela finalmente sorriu, aos poucos, e ele sentiu-se mais aliviado por dentro. A guia espiritual quis rir novamente, mas deixou para lá.
-Ei, Hiei, irei abrir a porta. Você sai antes de mim, com muito cuidado mesmo, por que vai que alguém tem a infelicidade de olhar pra cá bem na hora?
-Hn.
-Aqui. –Abriu a porta lentamente e Hiei sumiu do banheiro. Feliz, ela se preparava para sair, quando sentiu seus lábios serem tocados por algo quente; eram os lábios de Hiei novamente, mas apenas em um selinho. Botan corou e, sorrindo igual besta quando ele voltou a desaparecer, voltou para a festa e teve que ouvir perguntas de Keiko sobre aquela cara de feliz que ela fazia o tempo todo.
-Fim.-
Pronto, só uma coisa bem curtinha mesmo, só pra deixar claro que estou voltando à ativa aos poucos para terminar fics antigas e começar novas. Bora, bora, bora! E só dando um jeito de passar a vocês o link do meu blog: misaokinomoto[ponto]wordpress[ponto]com
Bye! :*
