CAPÍTULO 6

A vista do avião era uma das coisa mais deslumbrantes que já vi em toda minha vida. Apesar da altitude, os raios solares batiam direto nas nuvens, e criava um reflexo de várias cores e tonalidades que jamais pensei que pudesse existir em toda minha vida.

Já tinha se passado exatamente 2 horas que eu estava em pleno vôo, e a cada minuto que passava a saudades apertava vez mais em meu coração.

A cidade de Forks era a ultima coisa que me restava de uma memória de uma época feliz em que eu passei com eles.

A caixa de Edward, junto com as lembranças, acabei deixando em Forks. Se eu quisesse realmente esquecê-los, eu não poderia levar a caixa junto comigo.

Eu jurei para mim mesma que essa era a ultima vez em que eu ia pensar neles e naquele sonho que eu vivi, num passado recente. De agora em diante eu ia esquecer e começar uma nova vida.

Faltavam 3 horas para chegar ao meu destino. Londres era conhecida por suas faculdades bem equipadas e por fornecer aprendizado suficiente para ganharmos um bom emprego, e assim, garantirmos um futuro com uma boa posição financeira.

(...)

O vôo estava extremamente confortável e calmo. As pessoas estavam entretidas com seus fones de ouvido, notebook, jornais, entre outros passatempos possíveis para fazer em um avião.

Estava observando as nuvens passarem pelo céu, agora escuro, devido as fuso horário, meu relógio marcava que era 23h00min, mas acho que deviam ser por volta das 19:00 horas, já que ainda haviam vestígios da presença do sol no horizonte.

Durante um bom período de tempo – qual eu não poderia estimar-, pequenas gotículas começaram a despencar das nuvens, o céu começara a ficar num um borrão preto, todo encoberto por densas nuvens com tonalidades cinza chumbo. Isso, mais o começo de uma série de raios, formam as condições perfeitas para uma tempestade, desencadeando uma provável turbulência.

Comecei a me preocupar com o meu azar. Embora ele fosse constante em minha vida, ele apenas se limitava em aspectos físicos.
Depois de proferir tais palavras, como tempestade, o comandante do avião informou que estava havendo uma tempestade vinda do norte, e que atravessou a frota da aeronave.

As comissárias de bordo da aeronave anunciaram através do alto-falante que as probabilidades de sofrermos uma turbulência eram muito grandes. Também recebemos a recomendação de afivelar o cinto de segurança, e que para ficarmos calmos, independente da situação.
O clima no avião era tenso, o medo era palpável e o medo exalava de cada pessoa na aeronave.
A tempestade se desenvolvia num ritmo acelerado. O céu estava se transformando num imenso buraco negro.

De repente a aeronave sofre uma sacudida do vento, e as máscaras de oxigênio caem diante de nossos olhos.
O balanço do avião fez com que meu corpo se lançasse para frente, e me dei conta de que não afivelei o cinto.
Logo senti a inconsciência me dominar.

"Senti uma leve brisa bater em minha face, me despertando de meus sonhos. Logo ao fundo, um barulho de água, talvez um riacho, podia ser ouvido mesmo dessa distância.
Ouvia-se também o barulho de pássaros cantando no horizonte, enchendo meus ouvidos com sua melodia.
Será que eu estava morta? Será que esse era o fim de todo o sofrimento? Será que a vida pós a morte era assim? Tão calma e serena?

Meu corpo estava em estado de torpor, parecia que eu estava flutuando nas nuvens. Eu acho que isso era a morte. Ela não era exatamente como eu pensava, na realidade, eu não pensava muito na morte, embora ela insista em tentar me alcançar.

Pouco a pouco meus sentidos se afloraram, percebi que estava deitada confortavelmente em cima de algo macio e aconchegante e minhas narinas captaram uma série de cheiros extremamente afrodisíacos e apimentados, como se fosse uma mistura de vários cheiros- rosa, lírios e até com uma dose de aroma de própolis incrementando o aroma extremamente apetitoso que estava fixo no ar.

Quando eu sinto algo macio e gelado tocando suavemente minhas bochechas tive a rápida conclusão que eu mesma estava morta. Esse toque que assombrou meus sonhos e que estava vivida na minha memória não pode ser coisa desse mundo, aliás nem no outro mundo, de acordo com ele, o mesmo não possui alma, assim como os outros Cullens.

Mas o toque que eu estava sentindo era muito real, real demais para o bem da minha sanidade mental. Reuni coragem e lentamente abri meus olhos, mas logo eles se fecharam com o choque.
Tinha tido a impressão que tinha visto grandes olhos dourados topázios na minha frente me encarando, mas devo estar ficando insana.

Novamente abri meus olhos, com a esperança da ilusão ter desaparecido e minha sanidade mental ter voltado. Mas aquilo que eu vi diante de meus olhos não era uma ilusão. Reunindo forças que eu nem sabia que possuía, eu chamei o nome daquele anjo.

-Edd...ward? É você mesmo.

Quando eu disse o seu nome, ele abriu aquele sorriso torto que eu tanto amava e que tirava todo o meu fôlego e minha linha de raciocínio.

-Sim minha Bella, eu estou aqui.

Quando ouvi sua Voz aveludada, meu coração disparou em meu peito e milhões de borboletas pareciam que tinham tomado conta de minha barriga.

- Mas como você está aqui? Eu estava no avião, eu não posso ter voltado para Forks, então como você pode estar aqui comigo na nossa clareira? Já sei, eu morri é isso? O avião caiu, e eu estou morta e estou aqui com você não é?Ao mesmo tempo que veio, a imagem mudou totalmente, senti uma forte dor em minha cabeça, e aos poucos as lembranças do ocorrido no avião tomaram conta do ambiente, ao mesmo tempo que a dor me assolava, aquilo apenas não passou de um sonho, um fruto da minha imaginação cheia de saudades dele.

- Não está morta minha Bella, apenas quero que se lembre de uma coisa: Eu te amo mais do que tudo na minha vida, não importa se estejamos juntos ou não, mortos ou não, longe um do outro, ou não, eu te amo mais do que tudo no mundo. Você é a razão da minha existência.

-Mas... Você disse que..

-Shiuuu.. Não fale nada Bella apenas se lembre disso, não vai ser um oceano e nem um pedaço de Terra que vai nos separar.

A dor me assolou tanto, que apenas voltei a fechar meus olhos, não me importando onde estava e nem como estava, apenas querendo que o mundo dos sonhos aplacassem a minha dor.

CONTINUA...


*desviando dos tomates e frutas*
Enfim, muita coisa aconteceu comigo durante esses 2 meses em que eu não postei.
Eu estou na Lan House e meu tempo está acabando, então não vou ter tempo para contar td hj.
Amanha eu posto aqui todos os motivos do meu desaparecimento.

Bjs :*