Desculpas pela demora ^^' Preguiça tomou conta de mim hahaha Espero que gostem do capitulo, tá cheio de emoções e tem um pouquinho de SasuSaku nesse *-* que agora vai ficar mais frequente.
Beijos
Incomplete
By The Terrorist
Capitulo Três
Um velho amigo
"Ele morreu por sua causa!" ela acusou, com a voz trêmula. "Se você tivesse tomado um pouco mais do seu precioso tempo para passar com a gente, então tudo teria sido perfeito! Ele nunca teria planejado ir embora, ele nunca teria comprado aquele carro, e eu certamente nunca teria tido a chance de dizer a para ele me levar para um passeio! Se você tivesse, pelo menos, tentado ser um pai por uma vez, ele ainda estaria aqui, comigo! "
Tudo aconteceu tão rápido, que ela nem sequer viu chegando. Um minuto ela estava gritando, olhando para ele, e no outro ela estava caída na cama, segurando a bochecha com a mão, agora ardendo.
Levou um tempo para processar que ele tinha realmente lhe dado um tapa.
Dizer que ela ficou chocada seria um eufemismo; palavras nem sequer começavam a explicar o que ela estava sentindo no momento - havia choque, mágoa, confusão. Seu pai nunca tinha lhe machucado fisicamente - droga, ele nunca tinha nem sequer gritado com ela. Passava tão pouco tempo perto dos dois, que momentos em que ele realmente descobria sobre algo que o deixava com raiva eram poucos; quando isso acontecia, no entanto, Seiji estava sempre lá, sempre levando a culpa sozinho, portanto, era com ele que seu pai sempre acabava gritando.
Ela olhou para ele através dos fios de cabelo rosa que tinham caído em seus olhos, expressando todas as suas emoções naquele olhar. "Eu não acredito que você me bateu", ela falou baixinho, ainda em estado de choque. As folhas sussurravam levemente, enquanto ela lentamente se punha em uma posição sentada, antes de se levantar completamente, sua mão ainda tocando seu rosto.
"Você realmente não acredito que eu ia deixar você dizer todas essas coisas sem fazer nada, não é?" Sua voz era fria e distante - ele não parecia afetado por sua ação anterior. Mas, novamente, não esperava que ele realmente a fosse bater; ele nunca havia cuidado de seu bem-estar, então por que ele se preocuparia em machuca-la? "Pra onde foram sias maneiras, Sakura?" Assim que essas palavras saíram de sua boca, ela rapidamente entendeu que não era o fato de que ela lhe tinha dito que ele era culpado da morte de seu irmão que o havia enfurecido, mas sim seu comportamento.
E era compreensível, até certo ponto. Afinal, ela nunca tinha agido dessa forma - pelo menos não na frente deles. Pelo o que os pais dela sabiam, ela era tímida e bastante tranquila, nunca se atrevia a expressar seus pensamentos e opiniões. Mas, na realidade, ela não era assim... ou, bem, pelo menos ela costumava ser diferente. Agora... agora ela tinha dúvidas sobre sua verdadeira personalidade e tudo mais. Ela não tinha sido verdadeiramente feliz ou contente por um longo tempo, que ela nem sequer conseguia se lembrar de como era o sentimento - como ela poderia saber como era o seu verdadeiro eu?
"Eu pensei que eu tinha ensinado a você melhor do que se rebelar contra mim desse jeito", ele falou de novo, capturando a atenção dela.
No mesmo instante, a raiva disparou por suas veias novamente, e o tapa desapareceu de sua mente; ele podia bater nela o quanto quisesse, mas não a impediria de dizer-lhe tudo o que ela queria, tudo o que ela precisava. "Você?" perguntou ela, uma risada curta e sarcástica escapando de seus lábios. "Você não me ensinou nada. Tanto eu quanto Seiji fomos criados pelas empregadas, pai. Lembra? Você nunca fez nada por nós, nunca nos ensinou nada!", ela sussurrou, olhando para ele.
"Você sempre foi tão pegajosa". Suas palavras pareciam não ter ligação com o que ela estava falando, mas ela sabia mais do que ninguém que não era assim. Se ele estava dizendo isso a ela, era porque ele tinha um argumento. "Eu podia ver que tudo o que você queria era estar perto de nós, mesmo que você nunca tenha dito isso." Ela estava realmente muito surpresa que ele tinha notado isso, mas só a deixou mais confusa. Se ele havia percebido, por que nunca fez nada a respeito? Será que ele gosta de vê-la sofrer, ou o quê? "Você era tão irritante." Não, ele simplesmente não se importava.
Essas palavras a cortaram como uma faca; a respiração ficou presa na garganta, e sua visão ficou turva pelas lágrimas. Ela sempre soube que seus pais não a amavam, mas descobrir que a odiavam era outra coisa, mais dolorosa. "Você é inacreditável", ela sussurrou, sua voz tremendo um pouco. "Eu nunca pensei...", ela fez uma pausa, sacudindo a cabeça, "... Eu nunca pensei que você fosse assim, pai." Verdade seja dita, ela sempre tinha pensado que, debaixo daquela fachada fria, havia outra coisa, algo mais. Obviamente, tinha sido apenas sua imaginação infantil.
Seus olhos ardiam com as lágrimas não derramadas, mas ela se recusou a deixá-las cair, ela se recusou a parecer fraca na frente dele novamente.
Porque ela sabia que, se fosse culpar alguém pelo que ela estava sentindo agora, seria ela. Afinal, ela tinha sido a única que se manteve esperando mais, ela tinha sido a única que não parava de pensar que talvez, apenas talvez, um dia, seus pais iriam começar a amá-la. Ela tinha pensado que, se ela se tornasse o que eles queriam, se ela obedecesse tudo o que eles pediam, eles iriam apreciar e começariam a se preocupar mais com ela. É por isso que ela aceitou se casar com Sasuke - porque ela achava que seu pai iria finalmente... vê-la.
Estúpido, né?
Sim, era realmente estúpido. Pena que ela só percebeu isso agora.
Balançando a cabeça novamente, ela rapidamente passou por ele e correu para fora do quarto, não querendo vê-lo, ouvi-lo, ou estar perto dele novamente. A mansão estava fria, mas ainda sufocante, nada como ela costumava ser, quando ela era menor. Por um momento, ocorreu-lhe que teria sido muito melhor se ela não soubesse de nada, se ela continuasse a pensar que seus pais realmente se importavam, mas o pensamento foi rapidamente descartado. Foi melhor assim - a verdade dói, sim, mas é melhor saber ao invés de ficar no escuro e viver uma mentira.
Lá fora, chuva caía em grande quantidade, mas ela ignorou, a necessidade de sair de lá era maior do que qualquer outra coisa. Seu cabelo e roupas estavam encharcadas em apenas alguns segundos, as lágrimas agora misturadas com a chuva, ela tinha deixado seu casaco no carro, então a única coisa cobrindo-a agora era a fina - e agora molhada - material de sua camisa. Ela estremeceu e colocou os braços em volta dela, em um esforço para reunir um pouco de calor, enquanto seu passo acelerava consideravelmente.
Nesse momento, tudo o que ela queria era ir para casa. Ela queria ficar dentro de seu carro e conduzir todo o caminho para a enorme mansão que dividia com seu marido, com aquele estranho. Ela nunca tinha sido feliz lá, mas sabia que significava estar salva, que significava segurança. Ela sabia que os lençóis eram aconchegantes e confortáveis, ela sabia que ela podia se enrolar em uma bola e chorar até dormir sem ter que dar explicações a ninguém.
Ela precisava disso, e do fato de que ela poderia ter a fez, surpreendentemente, se sentir um pouco melhor.
Enquanto caminhava, ela manteve os olhos no chão, não tinha a força necessária - ou vontade - de prestar atenção ao seu redor. Ela nem percebeu uma pessoa vindo em sua direção - ela nunca pensou que alguém pudesse estar fora neste tempo, de qualquer maneira - por isso foi um surpresa quando ela colidiu com ele. Ela engasgou e cambaleou para trás, o impacto sendo um pouco a forte para seu pequeno corpo manter o equilíbrio; no entanto, um par de mãos agarrou seus braços antes que ela pudesse cair no chão, gentilmente estabilizando-a.
Estando seu cabelo um pouco molhado, alguns fios de sua franja caíram sob seu rosto quando ela tropeçou, então ela estendeu a mão e os afastou. "Desculpe", ela pediu desculpas, sacudindo a cabeça ligeiramente, ainda não olhando para cima. "Eu não estava prestando atenção."
"Nah, está tudo bem", uma voz estranhamente familiar e rouca respondeu. "Eu não estava exatamente olhando para frente, tamb- Sakura ?!" Ofegante, ela olhou para cima ao som do seu nome, sem saber como um estranho poderia sabe-lo. No entanto, não foi o rosto de um estranho que viu, mas o rosto familiar de seu melhor amigo de infância. Ele tinha mudado - ele parecia mais maduro, mais... sério, se isso era possível, mas isso não a impediu de reconhecê-lo. Seu cabelo dourado estava agora molhado, mas ainda rebelde, ainda saindo para todos os ângulos possíveis, exatamente igual quando eram mais jovens; seus olhos azuis claros olhando para ela, algo semelhante a felicidade brilhando neles.
"Naruto...?" ela perguntou hesitante, embora ela tivesse certeza de que era ele.
"Sakura!" exclamou e seus braços vieram instantaneamente ao redor dela, puxando-a em um apertado e grande abraço de urso. "Eu não a via faz décadas!" Ela não perdeu um segundo abraçando-o de volta, saboreando o calor e o conforto que ele inconscientemente lhe oferecia.
Tinha treze anos quando conheceu Naruto; naquele dia de verão, ela estava triste por algo que seus pais haviam feito, embora ela já não lembrava-se o motivo, e decidiu ir para uma caminhada na esperança de se acalmar. Seiji estava fora com os amigos e não podia simplesmente chamá-lo e dizer-lhe que ela precisava dele, pois ele estava relutante em deixá-la sozinha, em primeiro lugar, e ela sabia muito bem que ele não podia tomar conta dela 24h por dia. Ela vagou sem rumo por um tempo, nunca se atrevendo a ir longe demais, ainda não estava acostumava com a vizinhança naquela época.
Perdida em seus pensamentos, ela não percebeu quanto tempo tinha passado desde que ela saiu de casa e como o céu tinha ficado cinza, e pesadas nuvens o cobriam. Quando começou a chover, ela entrou em pânico e concentrou-se exclusivamente em chegar em casa o mais rápido possível, não prestando um pouco de atenção ao seu redor. Você pode facilmente perceber que, naquela época, ela esbarrou nele também.
Desde então, desde que ele se importava o suficiente para lhe perguntar sobre seus tristes olhos esmeralda, desde que ele tentou o seu melhor para confortá-la quando ela era basicamente uma estranha para ele, desde que ela lhe contou tudo o que tinha acontecido, desde o início até o fim, não poupando nenhum detalhe... desde então, permaneceram melhores amigos. Obviamente, Seiji gostiu dele desde o momento que Sakura disse a ele o que tinha feito, de modo que os três ficaram inseparáveis.
Os pais de Naruto eram donos de uma casa nas proximidades, mas não podia se mudar devido ao trabalho de seu pai, então a única vez que eles vinham era durante as férias de verão. Apesar disso ser um pouco chato, não tê-lo lá durante todo o ano, ela nunca realmente ficou chateada com isso - ela apenas tentava aproveitar o pouco tempo que tinha com ele ao máximo. Costumava ser ótimo, ter tanto ele quanto seu irmão por perto - ela se sentia mais segura, mais feliz, muito mais amada ... heh, os dois eram tudo que ela precisava.
Até que ambos a deixaram.
Primeiro, foi Naruto, e, pouco depois, Seiji.
Por alguma razão desconhecida, seus pais decidiram vender a casa, e então Naruto foi forçado a sair e, obviamente, não voltar no próximo verão. Eles haviam prometido se manter em contato, e eles tinham feito, até certo ponto. Ele parou de ligar logo antes do acidente de Seiji- o acidente que a fez perder o interesse em todo o resto. Anos mais tarde, quando ela finalmente poderia dizer que havia se recuperado, que ela estava melhor, tentou ligar para ele de novo, mas ao teve a surpresa de descobrir que ele tinha mudado de número.
"O que você está fazendo aqui?" Ela perguntou quando se afastaram, um pequeno sorriso presente em seu rosto. Não importa tudo o que aconteceu, não importa o quanto eles haviam mudado, Naruto era e sempre seria o seu melhor amigo - era como uma espécie de regra não escrita.
"Bem, isso é uma longa história", ele riu. "Eu não acho que devo falar aqui, afinal", disse ele, olhando ao redor. "Mas o que aconteceu com você? " ele perguntou." Você parece triste ," ressaltou alguns momentos depois, sua voz preocupada, interessada. Isso aqueceu seu coração, sabendo que havia alguém neste mundo que realmente se importava com ela. "Onde está Seiji?" Ao som do nome, ela não foi capaz de conter suas lágrimas; começou a chorar e se inclinou para ele, envolvendo os braços em volta dele.
Ela podia sentir sua confusão quando ele, hesitante, devolveu o abraço; ela podia sentir o quanto ele estava tentando fazê-la se acalmar enquanto seus braços se apertavam ao redor dela, quando ele passou as mãos sobre suas costas. Ela não se sentiu melhor - não havia nada que pudesse fazê-la se sentir melhor quando o nome de Seiji veio a tona - mas o simples fato de que ele estava lá, que ele estava tentando ... isso significava muito para ela, que não houve palavras para descrevê-lo.
"Tantas coisas aconteceram..." murmurou ela alguns momentos depois, sua voz suave e agitada. Ele podia ver, pela forma como ela falou, pela forma como ela se agarrou a ele, que ela não queria falar sobre isso. Obviamente, por alguma razão desconhecida, isso a machucava, a fazia chorar. E era a última coisa que ele queria - ele sempre odiou vê-la chorar, e anos longe dela não mudou isso. "Eu não posso falar sobre isso agora", admitiu, quando ele se preparava para dizer a ela que ela não tinha necessidade de fazê-lo; ela se afastou de seu abraço e balançou a cabeça, as mãos rapidamente indo de encontro aos olhos para enxugar suas lágrimas. "Eu sinto muito ... Eu só ... Eu só não posso. É demais para um dia. "
"Ei, está tudo bem." Sua voz era suave e calmante, e funcionou como mágica nela; uma sensação de déjà vu tomou conta dela, a realização truxe um sorriso ao seu rosto. Era exatamente como naquele dia - ela estava triste e chorando, quando ele apareceu e fez ela se sentir melhor apenas falando com ela; a esperança de que as coisas iriam melhorar depois - exatamente com aconteceu naquela época – acumulou em seu peito antes que ela pudesse esmagá-la e dizer a si mesma para deixar de ser tola, para parar de agir e pensar como uma criança. "Você não tem que me dizer agora - eu não vou a lugar algum ", disse ele, como se soubesse o quanto ela precisava que a confiança fosse restabelecida."Nós realmente vamos manter contato desta vez." Ele parou por um momento, antes de continuar,"Você está indo para casa?".
"Isso é tudo que eu quero fazer agora", ela balançou a cabeça, em seguida, estremeceu quando uma onda de frio a atingiu.
Agora com 22 anos, de acordo com sua matemática, ele percebeu que ela provavelmente não morava com seus pais mais, uma vez que tanto ela como Seiji tinha planos de se mudar no momento em que ela completasse dezoito anos. Ele não tinha idéia do que ela estava fazendo aqui, ou por que ela explodiu em lágrimas com a menção de seu irmão, ou porque, mesmo quando ela sorria, não havia felicidade em seus olhos, ou por que essas esferas verdes não brilhavam como costumavam, ou por que... bem, ele não sabia um monte de coisas, mas ele não quis pressioná-la a lhe responder.
Ela parecia tão pequena e frágil agora, tão triste, tão exausta... vê-la assim partiu seu coração. O que poderia ter acontecido com ela? O que poderia ter acontecido que fez essa garota - que sempre costumava ver algo de bom em cada tragédia ou catástrofe – ficar assim?
Nesse ponto, respondendo que estava além dele e, embora ele queria informações mais do que qualquer coisa, ele decidiu deixar pra la por enquanto. Ela não estava em condições de ter essa conversa - porque ele sabia que, de uma forma ou de outra, que o que ele estava a ponto de descobrir, não era nada bom. Ele só tinha esse sentimento - ele tinha a sensação de que, de alguma forma, alguém conseguiu arruinar a vida daquela garota.
"Aqui." Sua voz capturou sua atenção novamente. "Toma," ele disse enquanto tirava o casaco e rapidamente envolvia-o em torno dela; ela protestou, dizendo-lhe que o carro dela estava perto, mas ele a ignorou, como costumava fazer quando ela se recusava a entender o que era bom para ela. Em seguida, ele a acompanhou até o carro, parando por um momento para fazer alguns comentários sobre o quão bom ela tinha feito ao escolher aquele modelo, e, no processo, trouxe um pequeno sorriso em seu rosto.
Foi só quando ela ficou dentro de seu carro, com ele longe, que ela se permitiu desabar.
~•~
Entre suas lágrimas e a tempestade, ela demorou um pouco para chegar em casa. Sua cabeça doía quando ela entrou em casa, o que ela pensava ser um resultado de todo o choro das últimas horas. Ela sempre costumava se sentir um pouco melhor depois de chorar, e ela só podia imaginar – e rezar - que isso iria acontecer após algumas boas horas de sono. Ela se sentia com frio e exausta, tanto psicologicamente e emocionalmente; tudo o que ela queria era ficar debaixo das cobertas quentes de sua cama e deixar o sono tomar conta.
Ela nunca pensou que alguém poderia negar-lhe isso também.
"E onde a Sra Uchiha estava o dia todo?" A voz familiar, sarcástica de seu marido a encontrou assim que ela entrou na sala de estar, mas demorou um pouco para dizer ao certo de onde ela estava vindo. Ela se sentiu realmente desorientada, como se houvesse neblina ao redor dela; ela não tinha tempo, nem paciência, para lidar com ele.
Por outro lado, Sasuke tinha. Com nada mais para fazer no trabalho, ele chegou em casa mais cedo do que o habitual, sabendo que ele tinha uma chance maior de encontrar algo que entretê-lo aqui, do que em seu escritório. Realmente, ele não era uma pessoa que gostava de se divertir - o que isso quer dizer? - Ou uma pessoa que gostava de rir ou qualquer coisa, mas, às vezes, as pessoas no trabalho eram muito chatas para ele. Com nada passando na televisão e ele cansado de internet, provocando sua esposa parecia ser a coisa perfeita para fazer nesse momento.
Ele sabia que a incomodava quando ele a chamava assim, é por isso que ele fazia isso com bastante freqüência, então ele ficou realmente surpreso quando tudo que ela fez foi lançar a ele um simples olhar. Agora que ele pensou sobre isso, sua ausência foi um pouco estranha, também; ele sabia que ela não tinha ido as compras, pois ela não tinha nenhuma sacola com ela. O carro era o mesmo que na semana anterior. Ela nunca visitou seus pais, ela não tinha amigos com quem ela pudesse sair. Então, onde diabos ela estava?
"Por que se importa?" Sua voz era apenas um murmúrio, suave e agitado. Ao argumentar - ou até mesmo falar - com ele, nunca foi assim. Ela parecia tão protetora de si mesma, sempre que ele estava por perto, como se ela estivesse com medo que ele fosse machuca-la a qualquer momento; ela sempre estava com as defesas ativas, sempre pronta pra contra atacar.
Mas não desta vez.
Alguma coisa estava errada. Podia sentir, mas ele não conseguia se preocupar com isso, ele não conseguia se envolver em suas questões pessoais. Ele perguntou a ela sobre isso, mas não foi porque ele se importava - era porque ele não tinha nada melhor para fazer. Ela poderia fazer tudo que ela queria com sua vida - ela não pertence a ele de certa forma. Sasuke sempre acreditou que ela não precisava pertencer a ele, em primeiro lugar.
Até que viu o casaco que ela estava embrulhada.
Ciúmes, combinado com raiva, instantaneamente pulsavam em suas veias, nublando sua mente, seu julgamento; ele nunca havia sentido algo assim antes, mas ele não era estúpido - ele sabia o que estava sentindo. Ele também sabia que era incomum, fora do personagem e um pouco irritante, pois ele não tinha controle sobre sua vida, suas ações; ele estava sendo hipócrita, não concordando com ela ter alguém quando ele tinha várias mulheres, desde que eles se casaram.
"O que é isso?" Ele estava na frente dela em menos de um segundo, agarrando-lhe o braço e puxando-a para si. Ela engasgou e tropeçou para frente com a força da sua ação; nem em um milhão de anos, ela pensava que ele ia reagir assim a algo que ela tinha feito. Ele era sempre tão indiferente para com ela, que ela nunca teria pensado que ele mesmo a notava, que ele a reconhecia como um ser humano, e não como uma espécie de ... planta, animal, ou até mesmo um simples objeto.
O aperto em seu braço estava dolorosamente apertado, e, não importa o quanto ela tentou não comentar isso, no final, ela não conseguiu aguentar. "Sasuke, você está me machucando..." Ela odiou o quão fraca sua voz soou e ela odiou que ele havia escutado, mas, suas próximas palavras não tinha nenhum reconhecimento do que ela tinha falado, ela percebeu que ele sequer se importava o suficiente para perceber isso.
"De quem é este casaco?" Ela ter um amante pelas suas costas era uma coisa. Ela mostrar assim abertamente era outra. "Escute, Sakura, e escute bem," ele rosnou, seus olhos negros penetrando através de seus verdes." Eu não me importo com quantos homens você tem pelas minhas costas." Ele não sabia por que, mas sentia como se estivesse mentindo." Mas eu não quero que todo mundo saiba. "
Ele foi a segunda pessoa hoje cujas palavras machucaram-na mais do que ela jamais imaginou ser possível; ela pensou em responder, em gritar com ele e empurra-lo para longe, mas ela não conseguia encontrar a força para fazê-lo. Ela sentia-se mais fraca a cada segundo segundo - como se ela não conseguisse nem ficar de pé sozinha mais, tudo ao seu redor logo se tornou um borrão. A última coisa que ela lembrava antes de cair em seus braços era ele chamando seu nome.
A escuridão a tomou rápido demais para que ela percebesse o tom de desespero que a voz dele ganhou.
Bom, então é isso haha O que estão achando da fic? Eu estou adorando traduzi-la hihi
Até a proxima!
