-Bella? – ela se virou lentamente para me encarar com aqueles lindos pares de olhos achocolatados cheios de muita curiosidade.

- Sim Edward?

- Bom... Eu queria... Perguntar-te uma coisa sabe? – isso é hora de gaguejar?

- Pode perguntar.

- Eu queria saber... Se não gostaria... Se não quiser tudo bem... De ir lá em casa... Meus pais querem muito te conhecer e... Também... Gostaria de passar mais tempo com você... – pra variar eu não conseguia calar de novo a minha boca ate que ela me interrompeu:

- Sim

-... O que? – hã? Eu ouvi direito?

- Eu disse que sim Edward! Adoraria ir a sua casa conhecer seus pais – ELA DISSE SIM! ELA DISSE SIM! Tava parecendo uma garotinha que foi convidada pelo seu príncipe encantado! Ui! (n/a: ta isso foi muito gay! Mas... não to nem ai!)

- Ah! Que ótimo!... Quero dizer... Tanto faz! – sou um tapado mesmo – então é melhor irmos! – e fomos completamente em silencio ate o carro, os garotos quando a viram se babaram todo só faltava o babador, eu não sei por que eu fiz aquilo, mas nessa hora eu cheguei mais perto de Bella e coloquei a minha mão em sua cintura de uma forma possessiva mostrando a todos que a quisessem, tinham que passar por cima de mim!E o melhor de tudo é que Bella não se importou, então fomos assim BEM juntos até ao meu carro, não tava querendo me desgrudar nem se quer um minuto, eu a levei para o lado do passageiro e delicadamente a deixei entrar em meu carro, estava louco querendo sair dali, tinha muitas mentes nada puras naquele lugar e só de pensar nisso me deixava com raiva e também um pouco com vontade. O que poderia fazer? Posso ser um vampiro, mas tenho minhas necessidades de homem!

Sempre gostei de carros velozes, adorava correr, naquele dia queria aproveitar mais o meu tempo nem que fossem curto e completamente sozinho com ela, era tão bom tê-la ao meu lado, era tão tranqüilo e gostoso...

- Uma moeda por seus pensamentos! – disse Bella, nem havia percebido que estava falando comigo mesmo, isto esta virando costume!

- Eu que estou curioso, queria saber o que se passa pela sua cabeça.

- Como assim não sabe o que se passa pela minha cabeça? Você não lê pensamentos?

- Como você sabe que eu... – eu ia fazer esta pergunta até que ela me encarou levantando uma sobrancelha como se me dissesse "Eu te conheço melhor do que você mesmo" – Deixa pra lá! Já estamos chegando – quando disse isso Bella ficou seria e estática parecia nervosa, será que estava com medo da minha família? – Não precisa ter medo! Ninguém ira machucá-la, eu prometo!

- Não estou medo de eles me machucarem Edward! – disse ela seria – E se... Não gostarem de mim? – então era isso? Ela NÃO tinha medo de vampiros sugadores de sangue, mas tinha medo deles não gostassem dela?

- Você é inacreditável! – essa garota é demais, sempre me surpreendendo.

- Como assim? – ela me perguntou me encarando inocentemente, ai Droga se ela me encarar assim por muito tempo farei algo que mais tarde me deixara com a consciência pesada – Edward?

- Sim?

- Acho que chegamos – nem tinha reparado que tínhamos chegado, sai do meu carro e fui à velocidade vampiresca ao lado de Bella para abrir sua porta. Segurei firmemente a sua mão tentando passar coragem. Fomos andando bem devagar ela ainda parecia estar nervosa, mas ao mesmo tempo maravilhada com a casa, e com o jardim, pra mim é igual a qualquer outra, uma casa bem grande para acomodar seis vampiros, paredes brancas, janelas com o vidro do teto ao chão dava para se ver dentro da casa toda imobiliada, atrás da casa só havia uma floresta e a frente da casa havia um grande jardim onde Esme plantava vários tipos de flores, seu passatempo favorito, Bella estava sorrindo a toa, mas vê-la sorrindo me dava vontade de sorrir também, ela estava adorando o lugar o que é bom, mas ela ainda estava um pouco nervosa acho melhor...

- Se quiser podemos ir embora! Eles vão entender...

- Não! Estou bem! Vamos logo não quero deixar-los esperando muito! – e ela saiu andando na minha frente com convicção, até achei engraçado. Quando chegamos a porta eu hesitei em abri-la.

- Esta preparada? – perguntei, ela fechou os olhos e respirou fundo e soltou o ar bem devagar segurando mais forte minha mão e disse:

- Estou – olhei para ela e dei meu melhor sorriso torto, e abri a porta.

- Carlisle? Esme?

Fim do Capítulo