Parte II

Isabella

Eu quase engasguei quando vi o vampiro sentado no sofá na minha frente. Poderia jurar que estava sozinha, mas claro que Edward nunca me deixaria sozinha em uma casa enorme igual à dos Cullen.

- Precisa de algo, Isabella?

Eu engoli em seco. Fitei o vampiro na minha frente e meu rosto começou a arder quando me lembrei do que estava tentando fazer minutos antes. Jasper sorriu para mim e eu fiquei um pouco tonta pelo fato de estar nervosa.

- Não, Jasper. O-o-obrigada.

Minha voz saiu tremida e eu caminhei em direção a cozinha para pegar alguma coisa na geladeira. Eu precisava ter alguma desculpa para o fato de ter descido as escadas. Abri a geladeira e peguei a jarra de água. Minha mão tremia descontroladamente e eu não conseguia tirar o copo de cima do armário.

- Deixe comigo.

Levei meu segundo susto quando vi Jasper atrás de mim. Não sabia que ele tinha me seguido até sentir sua mão envolver a jarra e a pegar da minha. Ele pegou o copo de vidro facilmente e depositou o líquido transparente, me entregando.

Meu rosto queimava. Ele sabia que eu estava nervosa, já não bastasse minhas mãos tremendo, eu emanava vergonha. Sabia que ele podia sentir tudo o que eu sentia. Merda. Odiava os dons peculiares dos Cullen. Eu era imune ao dom de Edward, mas ter um vampiro ao seu lado quando se estava excitada era algo muito constrangedor. Principalmente se o vampiro sentisse tudo o que a pessoa sentia. Eu não era imune a Jasper Hale. Olhei para o vampiro e ele sorria para mim.

- O que aconteceu, Isabella?

Engoli em seco novamente e levei o copo à boca, tomando goles grandes e fazendo minha garganta protestar. Não queria responder tudo o que estava acontecendo. Se eu abrisse minha boca para falar, poderia não parar, e isso seria desastroso. Ele me passava calma. E eu já estava desconfiada de que ele estava usando seu dom para tentar arrancar algo de mim.

- N-nada, Jasper. Vou subir. Ahn... boa noite.

Ele sorriu para mim. Mas eu tinha certeza que ele sabia que eu estava mentindo. Não sei por que não retrucou. Depois de segundos percebi que o vampiro na minha frente sempre fora educado, e cavalheiro. Sorri sem jeito para ele e caminhei em direção a sala em passos trôpegos. Jasper me acompanhou de perto, com as mãos para trás, andando calmamente e levemente. Eu comecei a subir as escadas e ele me seguiu. Ele estava me deixando nervosa. Tropecei no último degrau e quase caí se não fosse pelo fato de um braço forte me segurar pela cintura e me levantar. Senti o contato da pele fria dele e seu cheiro de hortelã invadiu meus sentidos. Era bom. Eu me arrepiei.

Lembrei-me tarde demais que ele podia sentir tudo o que eu sentia. Eu não tive reação. Olhei nos olhos dourados de Jasper e fiquei paralisada demais para mover algum músculo. Eu precisava sair dali. Seu braço ainda me segurava, mesmo não precisando, já que eu estava em pé, e segura. Eu queria sumir.

- Cuidado.

Seu hálito gelado chegou ao meu nariz e eu pisquei várias vezes para aterrissar na Terra.

- É...

Foi a única coisa que eu consegui falar antes que ele tirasse seu braço da minha cintura e me deixasse livre para entrar no quarto. Eu fiz um gesto com a cabeça e abri a porta. Fechei-a calmamente e me sentei no chão, respirando fundo, com a mão no peito.

Meu coração estava acelerado e eu fechei meus olhos para tentar me concentrar no que tinha acontecido segundos antes. O que estava fazendo? Edward tinha saído para se alimentar e eu estava com o peito tremendo devido ao meu cunhado.

Eu nunca havia tido a oportunidade de conhecer Jasper direito. Ele sempre fora meticuloso por causa de seu tempo longe do sangue humano, e sempre manteve distância. O único contato que eu tive com ele fora quando ele me contou seu passado. Depois da luta contra os recém criados eu nunca conversei com ele realmente. Eu nem tive oportunidade de agradecê-lo por tudo o que ele tinha feito. Afinal, Jasper treinou todo mundo, e se não fosse pela sua experiência, metade dos meus amigos estariam mortos, e Edward também.

Estremeci com a ideia e me levantei do chão. Tinha recuperado um pouco a força das minhas pernas. Caminhei para a cama e me joguei no colchão macio. Não tinha nada pra fazer. Já havia tomado banho, e o sono não me visitaria tão cedo. Eu sabia que minha noite passaria lentamente devido a ausência de Edward. Fechei meus olhos para tentar encontrar o sono, mas fora em vão, logo meus pensamentos voltaram para todos os problemas que eu estava passando.

Meu casamento chegaria depois de três dias. E em quatro dias, Edward cumpriria sua promessa. Eu teria uma lua-de-mel decente, uma última experiência como humana. Sorri com isso. Eu queria tanto aquilo que ocupava minha mente com o assunto vinte e quatro horas. E já estava deixando Edward louco. Ele não queria antes da hora. E isso me deixou com raiva, e decepcionada.

Tudo bem que eu não era uma vampira linda e perfeita, mas sentir a rejeição do próprio noivo tinha doído muito. Eu havia pedido para ele caçar por causa daquilo, para me deixar um pouco sozinha. Quando estava sozinha tinha pensado em todos os momentos mais quentes que tive com Edward. Eu comecei a me excitar e tinha descido as escadas para ver se a casa estava vazia. Aparentemente estava, se não fosse pelo fato de quando eu estivesse passando a mão pelos meus seios, me virasse e desse de cara com Jasper.

Pensando seriamente no assunto, passei as mãos pelo rosto e comecei a ficar paranoica com isso. E se Jasper tivesse percebido minha intenção? Se ele tivesse percebido que eu estava excitada, eu estava fodida. Mas é claro que ele tinha percebido, aliás, ele tinha sentido.

Edward me pagaria por tudo o que estava fazendo comigo. Eu era uma mulher virgem e com desejo, e meu noivo não queria saciá-lo. Então eu me saciaria. Que mal faria? Nenhum. Comecei a pensar novamente sobre o assunto e fechei os olhos. Edward era bonito. Mas isso era normal para um vampiro. Todos eram perfeitos... Jasper também era perfeito.

O que eu estava pensando? Tire Jasper dos seus pensamentos promíscuos Isabella Swan. Não foi porque ele envolveu você com o braço a impedindo de cair que você tinha o direito de pensar nele daquela forma. Mas fora a única vez que ele me tocara, e seu toque foi o mais masculino que eu havia experimentado.

Balancei minha cabeça, tentando fazer meus pensamentos irem para outro lugar. Em vão. O toque frio de Jasper e seu cheiro pairavam na minha mente e impregnavam meus sentidos. Eu podia sentir o aroma de hortelã na minha roupa. E isso me irritava. De repente eu odiava vampiros. Eles conseguiam me desorientar em segundos. Coloquei a almofada da cama na cabeça, tampando minha visão quando ouvi o barulho da porta ranger. Travei meu corpo. Quem seria? Edward já estaria aqui?

Se eu fosse um ser humano normal, vivendo em um mundo normal, poderia estar com medo de ser um ladrão. Mas eu estava com medo de algum vampiro sedutor entrar no quarto. Tirei minha almofada do rosto e abri meus olhos calmamente. Para fitar Jasper.

Merda.

Era a última coisa que eu queria; Jasper no meu quarto.

Ele sorriu para mim e se aproximou da cama, fazendo seu cheiro de hortelã pairar pelo cômodo. Olhei para meu cunhado, desconfiada, o que ele estaria fazendo ali? Ele se sentou na cama e eu puxei minhas pernas, abraçando-as e colocando meu queixo nos joelhos. Ele olhava cada movimento meu.

- O que está fazendo aqui, Jasper?

A pergunta não pareceu pegá-lo de surpresa, ele se limitou a sorrir para mim, mostrando todos os seus dentes perfeitos.

- Acho que você precisa conversar.

Não fora uma pergunta. Ele via nos meus olhos minha angústia e sentia no seu próprio corpo o que eu estava sentindo. Só não sabia o que ele conseguia sentir no momento. Minha resposta foi respondida no momento em que ele abriu a boca.

- Sua confusão e indecisão estão por toda a casa, Isabella.

Senti meu rosto queimar e olhei para minhas mãos, rodando o anel que Edward havia me dado. Tirei-o e o coloquei em cima do criado mudo, como sempre fazia quando ele estava longe de mim. Era pesado, e sem sentido. Se Edward fosse me morder, por que um anel gigantesco era necessário? Eu me sentia mais calma agora, e a sensação dos olhos lacrimejando já se manifestava. Respirei fundo e olhei para ele. Os olhos dourados de Jasper me fitavam. Uma nova onda de calma passou pelo meu corpo, eu sabia que o responsável era ele.

- Obrigada.

Ele sorriu para mim e eu suspirei, passando as mãos pelos cabelos. Olhei para ele novamente. Estava sentado com os braços caídos em cima das pernas, seus olhos escureciam ligeiramente. Estaria com sede? Olhei automaticamente para seu peito. Ele não respirava. Vinquei a testa. O silêncio pairava no meu quarto e eu julguei ser necessário começar a primeira frase da conversa. Ele esperava pacientemente.

- Edward está me deixando maluca, Jasper.

As palavras saíram fluidamente, sem esforço nenhum. Estava aflita para desabafar com alguém. Não sabia se esse era o momento certo, e nem a pessoa certa. Mas já havia começado.

- Por quê?

- Porque ele tem opiniões bem diferentes das minhas.

- Sobre?

- Sobre casamento, minha transformação, vida humana e...

Jasper levantou as sobrancelhas surpreso pela enxurrada de palavras e eu continuei a falar.

- Não preciso ser humana, eu desejo ser vampira, e não ligo para minha alma. Eu não quero casamento, Jasper. Eu só estou me casando por insistência de Edward e por causa do acordo.

- Acordo?

Meu rosto ardeu quando percebi tarde demais que havia falado muito. Remexi-me inquieta na cama e ele passou seus olhos pelo meu corpo. Ele não piscava. Senti a queimação no meu rosto se intensificar. Lembrei-me que eu estava apenas de camisola. Preta e de renda. Uma tentativa ridícula de tentar seduzir Edward pela vigésima vez, só naquela semana.

- Acho que você não vai gostar de saber. É vergonhoso, e entediante.

Jasper sorriu para mim e uma onda de confiança pairou no ambiente. Se eu não me alertasse, daqui a pouco estaria falando meus segredos e desejos mais obscuros para meu cunhado. A começar pelo o que eu ia falar agora.

- Edward e eu fizemos um acordo em relação à nossa lua-de-mel.

Ele vincou a testa e eu tentei fechar a boca para a enxurrada de palavras que insistiam em sair. Mas a vontade era mais forte.

- Edward disse que só faria amor comigo quando eu me casasse com ele. Porque ele é antiquado demais para ver isso como uma coisa normal de um casal apaixonado. Eu só aceitei porque estou pronta para me entregar para ele.

Ele se sobressaltou com minhas palavras e eu mordi meu lábio inferior, quase me ferindo. Uma tentativa de punição por abrir minha vida pessoal e a de Edward tão facilmente para seu irmão. Olhei para o vampiro na minha frente e me surpreendi quando seus lábios se curvaram em um sorriso torto.

- Edward é um pouco antiquado em relação a sexo, Isabella. Mas creio que você um dia irá aprender a respeitar isso.

Ele se levantou e se virou de costas para mim, passando as mãos pelos cabelos loiros e bagunçando-os um pouco.

- A menos...

Sua divagação pairou pelo quarto e minha curiosidade se intensificou, eu sabia que Jasper podia sentir isso.

- A menos que vocês queiram me deixar louco.

Vinquei a testa quando ouvi sua declaração, sem entender. Eu e Edward estávamos o deixando louco? Remexi-me novamente na cama e ele voltou a olhar para mim. Seus olhos estavam negros e eu me assustei com isso. Ele já me atacara uma vez, e eu tinha certeza de que não me atacaria de novo, até agora. Ele chegou perto de mim e se sentou na cama, agora ao meu lado. Automaticamente puxei minhas cobertas, tampando um pouco minhas pernas. Sentia vergonha do meu corpo quando estava perto de um vampiro, ainda mais um vampiro como Jasper.

- Você não sabe o inferno que eu estou passando com isso tudo.

Continuei olhando o vampiro com olhos negros e não disse nada. Eu realmente estava um pouco lenta para entender o que ele queria me dizer.

- Sentir o que um casal de noivos virgens está sentindo é algo incômodo demais, Isabella.

Abri a boca de surpresa quando entendi, mas logo a fechei. Eu sabia que ele tinha falado em palavras bonitas. Sentir a excitação e o desejo de ambos devia ser algo difícil de aturar. Uma merda, para falar a verdade.

- Desculpe, Jasper.

Foi a única coisa que eu consegui dizer a ele antes de me deitar e olhar o teto. A conversa estava encerrada. Eu havia me desabafado e ele havia me falado o que estava sentindo. Ponto final.

- Sabe o que mais me enerva?

Eu me sentei novamente na cama, olhando para ele, que agora sorria ironicamente para mim.

- Você emana muito mais do que ele. Edward é calmo demais.

Senti meu sangue irrigar todo meu rosto e não sabia o que dizer. Eu nunca havia conversado com Jasper abertamente, e para a primeira conversa, eu estava me saindo péssima.

- Jasper... você não sabe a humilhação que estou sentindo nesse momento. E eu não posso fazer nada, eu não controlo meu desejo. Se eu pudesse fazer algo que aliviasse sua situação, eu faria.

Ele sorriu maliciosamente e eu me arrepiei ao observá-lo. Ele ficava tão... sexy?

- Eu posso fazer algo para te ajudar, Isabella.

Meus olhos se arregalaram e eu tentei desejar boa noite a ele, mas as palavras saíram ridículas e gaguejadas demais para qualquer ser vivo entender.

- Posso?

Ele apontou para meu rosto e eu não entendi o que ele queria, mas acenei afirmativamente. Nunca conseguiria dizer não em uma hora dessas. Jasper era... envolvente.

Ele encostou seu dedo no meu rosto e eu senti seu toque gelado e seu cheiro delicioso de hortelã entrando no meu nariz pela segunda vez naquela noite, até uma onda enorme de desejo tomar conta do meu corpo. Eu abri a boca e fechei os olhos quando senti meu sexo se excitar facilmente. Ele falava enquanto passava o dedo por meu rosto, chegando à minha boca e a acariciando.

- Sabe, Isabella, não sei se algum dos meus parentes lhe contou, mas meu dom quando usado com o toque, é mais forte. Isso que você está sentindo, é o que eu sinto de você todos os malditos dias.

Eu abri meus olhos e olhei dentro dos olhos negros de Jasper. Ele engolia algo que parecia acumular em sua boca, seu peito agora descia e subia rapidamente. Ele estava respirando, afinal. Irritei-me, eu não tinha culpa. Tranquei meu maxilar.

- Já te pedi desculpas, inferno.

Ele sorriu para mim.

- Não quero suas desculpas.

Seus dedos agora passeavam por todo meu rosto e eu fechei meus olhos tentando me concentrar. A sensação era forte demais.

- Eu quero te ajudar, Isabella.

Abri meus olhos e arfei quando senti um dedo frio passar pelo meu pescoço. Cada poro do meu corpo estava arrepiado e eu me repreendi com isso.

- Deixe-me te aliviar.

Merda, o convite era tentador demais. Mesmo se ele saísse do meu quarto agora e ficasse a quilômetros de distância de mim, a sensação de desejo não iria passar. Eu pensaria no seu toque a noite inteira, e isso poderia piorar. Maldição. O que eu ia sentir? O que ele ia fazer? A curiosidade me vencia a cada segundo que eu divagava. Acenei afirmativamente com a cabeça e seu sorriso malicioso se alargou.

Ele se levantou da cama e eu o acompanhei com o olhar. Jasper foi para o começo da cama e tirou o tênis. Eu não vi nada, apenas seu corpo esguio entrar por debaixo do cobertor e uma onda fria passar por minha pele. Fechei os olhos quando senti suas mãos pegarem minhas pernas e as puxarem ligeiramente para mais perto de onde eu achava que ele estava. Eu só via a saliência do cobertor, e isso despertou minha curiosidade, mas eu estava envergonhada e nervosa demais para tirar o cobertor e tentar ver alguma coisa.

- Relaxe...

Ouvi a voz rouca de Jasper sair de debaixo do cobertor e fechei os olhos, mordendo os lábios quando seus dedos frios passaram pela minha virilha, injetando uma nova onda de desejo no meu corpo, diretamente na parte sensível. Era mais forte do que a anterior. Desconfiei de que parte da sensação era de origem dele.

Suas mãos faziam movimentos carinhosos nas minhas pernas e eu senti meu sexo ficar úmido de acordo com o que Jasper fazia. Sua respiração agora estava mais forte e eu podia sentir o ar gelado de encontro ao meu sexo. Ele beijou algumas vezes o tecido e eu mordi os lábios. A minha lingerie já estava encharcada quando senti o pano descer pelo meu corpo lentamente. Meu coração batia freneticamente dentro do meu peito e eu puxava o ar rapidamente.

Ele tirou com facilidade a minha calcinha e eu senti dedos frios pegarem minha camisola e a subirem um pouco, expondo a parte do meu corpo que ninguém nunca havia visto. Nem Edward. Tal pensamento me deixou nervosa, mas quando senti os lábios gelados de Jasper beijarem os lados da minha virilha, tratei de esquecê-lo rapidamente. Pensei alegremente que eu tive a sorte de me depilar no mesmo dia. Eu havia feito planos para mim. Planos que incluíam meu noivo, não meu cunhado. Mas eu não reclamaria agora, nunca quando sentia o que ele fazia comigo.

Ele beijava carinhosamente e intercalava com chupões molhados e sensuais. Eu permanecia com olhos fechados, desfrutando tudo o que ele estava me proporcionando. Senti suas mãos frias espalmarem o interior da minha perna e fazerem força para que elas abrissem. Eu não relutei. Deixei Jasper me conduzir.

O hálito gelado do vampiro batia de encontro ao meu sexo e isso me excitava mais. Quanto mais excitava eu ficava, mais desejo Jasper emanava para meu corpo. E isso formava um ciclo vicioso e inacabável. Inacabável até eu sentir a língua fria dele lamber a parte mais sensível do meu sexo, que estava latejando.

Eu arqueei automaticamente pedindo por mais e ele fez movimentos circulares vagarosos e sensuais. Eu gemi e o senti fazer mais pressão com a língua. Era divino. Eu finalmente estava tendo o que eu mais queria, prazer.

O dedo frio dele me penetrou calmamente e eu travei minhas pernas de desejo. Senti a parte interna da minha coxa encostar no rosto dele, e o movimento ritmado do seu maxilar enquanto ele fazia o trabalho divino que estava fazendo.

Jasper era experiente. Sabia deixar uma mulher quase à beira da loucura. Isso tudo com a língua? Não era possível que isso já existia no planeta Terra e eu estava experimentando apenas hoje. Era injusto.

Ele penetrou o dedo mais profundamente, passando de lambidas para chupões no lugar específico do meu sexo. Eu gemi mais alto. O prazer era inexplicável. Arqueei o quadril para cima e ele percebeu que eu estava tendo uma sensação que nunca havia tido. Ele podia sentir, e meus gemidos só confirmavam o que meu corpo emanava.

Sua língua tomou velocidade e seu dedo agora era mais urgente. Ele lambia e sugava meu sexo enquanto introduzia mais um dedo, fazendo a sensação de penetração dobrar. Ele os penetrou com força e profundidade quando eu travei minha perna novamente, sentindo uma sensação que nunca havia sentido antes. Uma sensação de torpor. Um prazer intenso e forte demais. Começou no meu centro e passou pelo resto do corpo, fazendo-o tremer por inteiro.

Eu arfava e meu coração estava muito acelerado. Abri os olhos quando senti os dedos de Jasper me deixarem, ele lambeu pela última vez meu sexo e seus lábios depositaram um beijo na minha virilha. A saliência do cobertor foi descendo e o vampiro responsável pela sensação divina apareceu. Os cabelos bagunçados, os olhos negros e o sorriso... satisfeito, e malicioso.

- Espero ter ajudado.

Eu respirava com dificuldade e olhava para Jasper pela primeira vez com atenção. Ele era lindo, e se mostrara bastante útil em questão de saciar desejos. Meu sexo latejava.

- Sim.

Uma resposta monossilábica demais para algo que ele me proporcionou. Mas foi a única palavra que meu cérebro conseguiu processar antes de eu abrir a boca.

- Tenho que ir. Edward estará aqui daqui a pouco. Abra a janela, Isabella. Vai precisar de ar nesse quarto. Creio que ele não ficará feliz em sentir cheiro disso quando chegar.

Ele piscou para mim e calçou o tênis novamente.

Tentei dizer algo para o vampiro antes que ele saísse do quarto, mas Jasper foi rápido demais. Antes que eu percebesse, eu estava sozinha, com coração acelerado. E já queria mais.