Parte IV

Isabella

Eu estava colocando meu estojo de objetos pessoais na mala quando escutei uma buzina familiar vindo de fora da casa. Caminhei em direção à janela e olhei para fora, para fitar o carro de Edward. Ele já havia chegado.

- Bells! Seu namorado está aqui!

A voz de Charlie chegou aos meus ouvidos e eu pisquei algumas vezes. Fechei a mala e a peguei, saindo do quarto. Não estava pesada, mas quando Edward me viu carregando-a, subiu os degraus da escada para pegar a mala da minha mão. Charlie olhava tudo com atenção. Edward acenou para meu pai e saiu da casa.

- Bom... boa viagem, Bells. Tome cuidado.

Ele olhou para a porta onde Edward havia acabado de sair e eu revirei os olhos. Charlie era péssimo com despedidas. Eu sabia que ele não tinha concordado com a viagem, mas com Alice pedindo, ele nunca iria negar. Já era tempo de Charlie confiar em Edward, ele sabia que o vampiro era meu noivo. Abracei rapidamente meu pai e saí de casa, entrando no carro prateado.

- Vamos passar rápido em casa para pegar Alice. Eu precisava sair de casa, Bella, ela estava me deixando louco com seu entusiasmo.

Eu sorri, Alice era um ser muito empolgado quando se tratava de compras. Edward dirigia rápido e depois de apenas alguns minutos, a casa branca já era visível. Eu me perguntei mentalmente se a proposta da minha cunhada ainda era válida. Eu não precisava de ninguém no quarto de hotel comigo enquanto eles faziam compras para o casamento. Eu não precisava de ninguém, principalmente se esse alguém era Jasper Hale.

Minha pergunta foi respondida quando Edward parou o carro e dois vampiros com malas chegaram perto do veículo. Alice abriu o porta-malas e colocou a bagagem com facilidade dentro. Eu permanecia de cabeça baixa, olhando para o porta-luvas. Escutei a porta se abrir e um vulto entrou no carro, no banco atrás do banco do motorista. O cheiro de hortelã chegou ao meu nariz e eu fechei os olhos para me concentrar.

Sorte que meus pensamentos estavam protegidos de Edward. Quando senti o cheiro de Jasper, a única coisa que eu pensava, era em sua língua gelada passando novamente entre minhas pernas, lambendo, sugando. Eu tinha que me concentrar em algo que não fosse isso. Desci a parte que era feita para bloquear o sol e me olhei no espelho, passando a mão na minha sobrancelha. Eu escutei duas portas se fechando e o barulho do ronco do motor. Edward saía de casa e acelerava rapidamente para a estrada.

- Não vamos para o aeroporto?

Perguntei curiosa quando vi o carro virar na direção contrária.

- Eu gosto de dirigir.

Edward me respondeu sorrindo e eu dei de ombros. Olhei para a janela e respirei fundo. O cheiro de Jasper estava mais forte do que o cheiro de Edward, e eu perguntei mentalmente o porquê disso. Mas não consegui pensar em nenhuma explicação plausível. Apenas a explicação de que Edward não havia me sugado na noite passada, e Jasper sim. Minhas emoções humanas deviam estar fortes e eu lembrei-me tarde demais do dom do meu cunhado. Olhei novamente para o espelho e pelo reflexo vi Jasper me fitar e sorrir. Os olhos estavam um pouco escuros, mas quando Alice pegou sua mão, ele desviou o olhar e eu mordi o lábio, fechando a parte do carro que havia aberto.

Olhei para frente e vi a estrada reta e repleta de árvores em volta. Suspirei e Edward olhou para mim. Sorri para ele. O cheiro de hortelã era forte. Fechei os olhos, seria uma longa viagem.


- Duas suítes, no mesmo andar, de preferência, por favor.

Edward pediu gentilmente à mulher que estava na recepção do hotel e ela engasgou quando fitou meu noivo. Eu me sentia deslocada no meio de três vampiros. Os humanos sempre olhavam para a família de Edward com fascínio, e para mim com indiferença. Ela pegou dois cartões dourados e entregou para ele, que sorriu agradecido.

Dois homens com uniformes do hotel de luxo que estávamos se aproximaram. Um olhava para Alice com admiração e eu me escondi atrás de Edward. Ninguém perceberia minha presença. Jasper percebeu. Ele olhou para mim com diversão e eu travei meu maxilar. Meu cunhado não sabia o que eu estava sentindo, ele era perfeito também, e não uma humana sem graça. Os dois homens levaram as malas e saíram por uma porta à direita.

- Está com fome, Bella?

Edward me perguntou e eu neguei com a cabeça. Senti seu braço passar pela minha cintura e ele me conduziu para dentro do elevador. Jasper e Alice foram logo atrás. A porta se fechou e Alice deu duas palminhas.

- Com o horário que chegamos, pegaremos as lojas abertas ainda hoje!

Eu vi Jasper revirar os olhos e sorrir, Edward parecia empolgado também, mas não falou nada. Eu queria que o pesadelo acabasse rápido. Não precisava estar em Seattle para as compras, eu havia falado isso pra Alice, mas ela fez uma cara que eu jurei que tinha a insultado.

"Você é a noiva".

Foi o que ela me disse no momento. Como se isso não fosse óbvio. Eu sabia disso, eu era a noiva, mas desde o primeiro segundo que eu concordei com esse casamento, eu tinha deixado tudo nas mãos de Alice, e ela não precisava da minha opinião para comprar praticamente nada. Mesmo ela me dizendo que era bom eu saber o que ela estava comprando, eu não conseguia entender o motivo de ter ido junto nessa viagem. Já o motivo de Jasper ali eu sabia. Minha companhia.

Olhei para o chão para não cair na tentação de olhar para o vampiro que estava ao meu lado, quando escutei a porta se abrir. Edward saiu e me puxou, Alice e Jasper nos seguiram. Edward pegou um dos cartões dourados e deu para a vampira.

- Vejo você daqui a meia hora, Edward.

Meia hora? Olhei com cara de espanto para minha cunhada e ela sorriu para mim. Claro, vampiros não precisavam descansar, mas havia uma humana no meio de todos, e eu achei que devia lembrar isso para ela.

- Estou cansada, Alice. Vão vocês três. Eu tenho que dormir.

Seu sorriso se alargou.

- Bella, nem que você quisesse ir eu deixaria. Nossa saída tem como finalidade Edward comprar algumas coisas para a lua-de-mel. Vai ser surpresa!

Eu olhei para Edward e para Alice e abri a boca para protestar, mas julgando pela felicidade e empolgação de Alice, eu sabia que seria inútil. Jasper observava tudo com cara de tédio. Lembrei-me que havia contado a ele do acordo que eu tinha feito com Edward, sangue subiu para minhas bochechas. Eu assenti para minha cunhada e senti novamente o braço de Edward me envolver, para me puxar para uma porta grande feita de madeira escura. Nossa suíte.

Ele passou o cartão dourado no aparelho que estava pregado na parede e a porta de estalou, abrindo. Ele pegou minha mão e me conduziu para dentro do quarto. Meus olhos fitavam a maior suíte de hotel que eu havia visto. Era luxuosa demais para alguém que ia ficar apenas dois dias. A sala era grande demais e a televisão ocupava boa parte da parede. A janela era gigante e possuía cortinas brancas. Tudo ali era branco demais, com exceção do sofá, que era vermelho, e enorme.

- Deve estar com sono.

A voz do Edward me tirou do fascínio momentâneo e eu olhei para ele, que agora caminhava em direção a uma porta e a abria. Eu o segui e entrei no segundo cômodo. Era o quarto. A cama era enorme e seguia a decoração do resto da suíte, possuía lençóis brancos e almofadas grandes. Havia um sofá branco no quarto, e um abajur ao lado. Passei os olhos rapidamente pelo cômodo e vi outra porta além da que a gente tinha entrado. As malas já estavam no quarto. Eu me sentei na cama e o colchão se afundou levemente. O cansaço do meu corpo já era evidente. Edward fechou as janelas quando viu o arrepio do meu corpo.

- Tenho que ir, meu amor. Não quero que fique sozinha. Jasper pode ficar com você.

Uma sensação de nervosismo tomou conta do meu corpo e eu olhei com aflição para Edward.

- Não precisa, eu vou ficar bem. Só quero tomar um banho e me deitar.

Ele assentiu com a cabeça e caminhou na minha direção, depositando um beijo de leve nos meus cabelos.

- Eu não pretendo demorar, mas sabe como Alice é com compras. Se sentir fome, é só pedir comida pelo serviço do hotel. O banheiro é na porta à esquerda. Tome um banho e descanse.

Eu sorri para Edward e escutei seu celular vibrando dentro do bolso da calça, ele o pegou e atendeu.

- Tudo bem.

Edward fechou rapidamente o aparelho e olhou para mim.

- Alice está me esperando no saguão. Cuide-se, viu?

Eu assenti e ele saiu do quarto. Escutei o barulho da porta se fechando e respirei fundo. Olhei para a minha mala e fui em direção a ela, abrindo-a. As roupas saltaram com urgência para fora e eu peguei minha roupa íntima e uma camisola.

Olhei para a porta do banheiro e joguei as roupas na cama. Caminhei em direção à porta quando escutei meu estômago roncar. Eu nem tinha percebido que estava com fome minutos atrás. Procurei um telefone no quarto, mas não achei. Saí para a sala e vi o aparelho pousado em uma mesa dourada. Disquei o número do serviço da cozinha e pedi um sanduíche com um copo de suco. O homem do outro lado da linha me avisou que ia demorar cerca de vinte minutos e eu decidi tomar um banho nesse intervalo de tempo. Fui para o banheiro e abri a porta.

Era lindo. Tinha uma banheira muito grande à esquerda e uma ducha à direita. O piso era branco, assim como o resto do banheiro. A cor era quebrada apenas pelo fato de alguns objetos serem dourados. Despi-me e entrei na ducha de água quente, agradecendo o fato de estar completamente sozinha para pensar.

Meu casamento seria daqui alguns dias e eu estava em Seattle com meus cunhados e meu noivo. A lua-de-mel era importante, e eu gostei de ver Edward se preocupando com isso a ponto de sair com Alice para compras. Mas algo não queria sair da minha cabeça. Jasper Hale. O vampiro loiro tomou conta dos meus sonhos na noite anterior. Eu tinha sonhado que Jasper havia me sequestrado e feito de mim sua escrava sexual. E que Edward nunca havia me achado. Meus sonhos não me surpreendiam mais, o que me surpreendeu de fato, foi o quão molhada minha roupa íntima estava quando acordei. Eu não me lembrava de nada do sonho, apenas que Jasper havia feito muita coisa em mim. Coisas que eu sabia o que poderiam ser, ao julgar pela umidade da minha calcinha. Coisas que na noite anterior ele me provara que era capaz de fazer, e que era bom em fazer.

Jasper Hale era bom demais se tratando de saciar desejos. Fechei os olhos com força para tirar a sensação de excitação do meu corpo e peguei o shampoo, depositando o líquido no cabelo e massageando-o. Meu corpo estava elétrico devido aos pensamentos e quando eu passei o sabonete pela pele, senti um formigamento vindo do meu sexo. Ele protestava à falta de prazer. Eu me entristeci pelo fato de já ter uma certa idade e não provar todo dia a sensação boa que havia provado na noite anterior. Passei minhas mãos pelo meu corpo e meu sexo reagiu. Ele latejava e eu tentei acariciá-lo. Se não fosse interrompida pela campainha da porta. Merda, o sanduíche. Eu havia me esquecido.

Desliguei rapidamente o chuveiro e me enrolei na toalha. Não daria tempo de mudar de roupa. Caminhei em direção à porta e a abri para pegar meu lanche, quando fitei o vampiro loiro dono dos meus sonhos eróticos na minha frente.

- Oi, Isabella.

Jasper falou e eu engasguei com minha própria saliva.

- Espero não estar interrompendo nada.

Não. A única coisa que ele havia interrompido foi meu descontrole quando pensava nele e tentava me tocar.

- N-n-não, Jasper. Pode entrar.

Dei espaço para o vampiro entrar e Jasper caminhou dois passos para dentro do cômodo, analisando tudo com cuidado. Esperei-o olhar tudo com calma e ele se virou para mim, os olhos dourados, mas escuros. A campainha tocou novamente.

- Atende para mim? Eu vou mudar de roupa.

Jasper assentiu e eu corri para o quarto, fechando a porta rapidamente e respirando fundo. Merda, meu coração martelava rápido e forte dentro do peito e eu estava nervosa demais. Eu precisava esquecer tudo o que Jasper havia feito, e esquecer também meus sonhos. Se quisesse que ele ficasse calmo também, eu precisaria controlar minhas emoções. Vesti minha roupa íntima e minha camisola, que era convenientemente mais longa do que a da noite anterior. Abri a porta e Jasper estava sentado no sofá. Um carrinho com uma bandeja estava do seu lado. Eu caminhei em direção ao meu lanche e ele olhou para mim.

- O que está fazendo aqui, Jasper?

Eu não sabia se minha pergunta poderia ser interpretada como uma pergunta rude, mas minha curiosidade venceu minha educação. Peguei o sanduíche e comecei a comer. Jasper deu de ombros.

- Pensei que minha vinda aqui fosse para fazer companhia a você, não? Além do mais, os telefonemas do meu irmão estavam me deixando louco. Se eu não mandasse mensagem para ele segundos antes de estar de frente para a porta, ele já estaria me ligando e brigando pelo fato de você estar sozinha.

- Eu disse que Edward não precisava te incomodar, Jasper, sinto muito.

Ele sorriu para mim e um arrepio correu pelo meu corpo. Continuei a comer meu sanduíche e tomei um gole de suco. Jasper se levantou e eu senti o aroma de hortelã. Ele caminhou em direção à televisão e a ligou, passando os canais e voltando a se sentar. Eu olhava para o vampiro com atenção. Ele não parecia incomodado com o que tinha acontecido na noite anterior. Parecia calmo.

Terminei meu sanduíche e fui para o banheiro escovar os dentes. O quarto estava gelado devido ao ar condicionado. Eu sequei meus cabelos com um secador que havia ali e abri o armário para pegar uma manta e voltar para a sala. Abri a porta e Jasper estava na mesma posição. Ele olhou para mim quando eu me aproximei e sorriu.

- Quer ver algum filme para passar o tempo? Creio que Alice vai deixar Edward um pouco ocupado nas próximas horas.

Eu assenti e ele passou os canais, procurando algo que estava começando. Ele achou um filme de romance e deixou no canal, pousando o controle remoto no criado que estava ao lado. Eu me sentei relutantemente ao lado de Jasper e joguei a manta em cima do meu corpo.

- Quer aumentar o sofá?

- O quê?

Ele piscou para mim e apertou um botão. Instantaneamente as almofadas em que estávamos sentados começaram a se mover e o sofá virou uma espécie de cama pequena. Eu estiquei minhas pernas um pouco mais e pousei minha cabeça no encosto, para fitar a televisão. Claro, hotel cinco estrelas tinha que ter um sofá que vira cama. A suíte estava quieta e apenas o barulho do filme quebrava o silêncio ali.

O filme era romântico e meloso. Minha preferência não era esse tipo de filme e eu estava quase dormindo quando uma cena em particular despertou minha atenção. O casal se beijava na chuva e o homem passava as mãos nas coxas da mulher, fazendo seu vestido de tecido leve se levantar. Ele a empurrou para o chão e deitou-se em cima dela, beijando com vontade seus lábios. Meus olhos estavam fixos no aparelho.

- Isabella...

A voz de Jasper perto de mim fez com que eu levasse susto. Eu pisquei os olhos e olhei para o vampiro, que sorria com diversão. Meu rosto começou a corar e eu engoli em seco. Havia ficado interessada demais na cena tórrida. Os gemidos da protagonista agora eram audíveis.

- Desculpe.

Jasper riu quando eu me desculpei e eu travei meu maxilar.

- Não precisa se desculpar, Bella. É normal alguém que nunca fez isso ficar interessado.

Eu semicerrei os olhos e fitei o vampiro que agora estava debochando da minha falta de experiência. Inclinei-me para cima dele e ele se assustou, mas eu apenas queria pegar o controle. Mudei o canal para um programa de receitas culinárias e fitei a televisão com um falso interesse. Meu coração estava acelerado devido à aproximação dele.

- Você pode tentar se controlar?

Olhei para o chão e minhas mãos torciam a manta que estava sobre meu corpo.

- Ou quer uma ajuda novamente?

A pergunta de Jasper fez meu sangue ferver e eu mordi minha língua para não me lembrar da sensação divina que eu havia sentido quando ele tinha feito uma pergunta parecida na noite anterior. Fechei os olhos, tentando reprimir a curiosidade. Algo aflorou dentro de mim e eu me sentei, olhando para o vampiro que agora estava com os olhos negros.

- Jasper, como você consegue fazer algo tão impessoal assim?

Ele vincou a testa e eu percebi que ele não tinha entendido minha pergunta. Eu mesma não sabia o porquê de ter perguntado tal coisa.

- Seja sincero, como você conseguiu fazer aquilo em mim sem nenhum envolvimento comigo? Digo, olha o filme, sempre tem beijos, sentimento.

Jasper revirou os olhos.

- Um dia você descobrirá que sexo para ser bom, não precisa ter sentimento, Isabella.

Eu abri a boca de indignação, mas a fechei quando percebi que ele tinha razão. Eu já tinha lido muito livros sobre casais que tinham tesão, mas não sentimento. O sexo era algo amplo demais para minha mente virgem. Mas eu entendi perfeitamente o que ele estava tentando me dizer.

- A menos que você queira um beijo.

A divagação de Jasper me pegou de surpresa e eu me assustei com sua frase.

- E-e-eu eu não quis dizer isso, Jasper.

- Sério? Você tem ideia do que está sentindo agora?

O vampiro chegou perto de mim, fazendo seu cheiro ficar mais forte, e meu coração se acelerou, martelando dentro do meu peito. Eu tinha plena certeza do que eu sentia no momento. Desejo, e excitação. Minutos antes eu estava pensando o quão distante Jasper ficara quando havia me proporcionado prazer. Ele nem tinha chegado perto de mim direito. E eu estava remoendo isso por horas, até agora. Jasper estava muito perto.

- Sim, eu sei perfeitamente o que eu estou sentindo. E sei que você sabe também.

Minha resposta fez o vampiro sedutor sorrir.

- Sim, não anda se aliviando, Isabella? Sabe que pode fazer sozinha...

Eu abri a boca para responder, mas agora seus dedos frios passavam pela minha bochecha e depositavam uma onda furiosa de desejo no meu corpo, meu sexo respondeu à sensação de imediato e eu fechei meus olhos. Isso era jogo sujo.

- Mas sabe que se alguém ajudar, tudo fica melhor.

Eu entendi o que ele quis dizer com a frase. E sabia que se eu respondesse, isso iria ter um fim parecido como o fim da noite passada. Eu tinha que sair de perto dele, senão iria cair na tentação novamente. Mas a curiosidade se acendeu novamente em mim quando uma nova onda de desejo atacou meu corpo.

- Sim, eu sei...

Seus dedos agora pegaram meu cabelo e eu senti os lábios dele depositarem um beijo de leve no meu pescoço. Eu tremia ao toque frio. Sua outra mão acariciava minha coxa e eu mordi os lábios quando essa levantou minha camisola com cuidado.

Senti as mãos frias passarem pela parte interna da minha coxa e me arrepiei. Seus dedos acariciavam com cuidado minha perna no mesmo momento que sua outra mão pegava meu cabelo e o colocava para trás, expondo meu pescoço. Eu fechei os olhos. Senti os dedos dele passarem pela minha calcinha e começarem a fazer carinho no meu sexo, que agora protestava e queria um contato mais bruto. Ele fez pressão e começou a fazer movimentos circulares, fazendo minha lubrificação aumentar e encharcar minha roupa íntima. Eu abri as pernas e ele parou no mesmo momento. Meus olhos se abriram e eu fitei o vampiro, que agora tinha olhos negros.

Jasper levou seus dedos à boca e deu uma pequena lambida. Seus olhos se fecharam. Em outra ocasião, eu acharia aquilo nojento, mas eu me surpreendi quando minha boca salivou ao ver a cena. Eu sabia que o gosto de tudo era diferente para os vampiros.

- Hum...

Seu gemido de satisfação chegou aos meus ouvidos e eu tentei memorizar a cena. Não sabia que Jasper poderia sentir algo por mim além de atração pelo meu sangue. Ele abriu os olhos e me fitou. A negritude era evidente. Eu sabia que estava emanando excitação, e eu sabia também que não conseguiria controlar mais isso.

O corpo dele se inclinou para mim e eu senti seu cheiro de hortelã mais forte. Ele passou os dedos pela minha boca e eu a abri. Ele lambeu os lábios.

- Se quiser, Isabella, posso te proporcionar algo mais pessoal.

Eu vinquei a testa, não entendendo o que ele quis dizer. Mas depois um estalo na minha cabeça me fez entender a insinuação dele. Continuei o fitando sem dizer nada e ele se inclinou mais para mim. Seus lábios roçaram os meus e eu achei que meu peito fosse explodir devido ao coração batendo rapidamente. Eu continuei parada para deixá-lo comandar tudo.

Seus lábios frios e carnudos fizeram mais pressão nos meus e cada poro do meu corpo correspondeu ao contato delicioso que era a boca dele. Eu aproveitava cada segundo quando senti a boca dele abrir e forçar a minha a fazer o mesmo movimento. Eu não relutei e abri meus lábios, dando passagem para o que vinha a seguir. A língua de Jasper penetrou minha boca e encontrou a minha, a acariciando e fazendo meu corpo todo ficar elétrico. A língua dele era gelada, macia e... divina. O gosto era de hortelã e era algo delicioso de provar. Seus lábios faziam um movimento perfeito e ele não parou o beijo como Edward fazia, pelo contrário, sua mão que antes segurava meu cabelo, agora pegava minha nuca e a empurrava de encontro ao rosto dele, fazendo mais pressão nos lábios. Eu senti sua outra mão descer novamente pela minha coxa e acariciar meu sexo por cima da calcinha. Reprimi um gemido dentro de sua boca e ele percebeu o prazer que eu estava sentindo.

Senti minha roupa íntima sendo colocada de lado e Jasper enfiou um dedo gelado dentro de mim. Eu arfei, mas continuei com o beijo divino. Seu dedo fazia os movimentos certos enquanto outro massageava uma parte sensível do meu sexo, a parte principal.

Os lábios de Jasper se separaram do meu e eu já ia protestar quando vi seus olhos negros. Ele parecia com fome, e parecia um predador.

- Merda...

Jasper xingou e seu hálito gelado chegou ao meu nariz. Eu não entendi o porquê do xingamento. Mas ele não parava os movimentos que estava fazendo com a mão. Sua outra mão ainda segurava minha nuca, me impedindo de sair de perto e ele me olhava. Seus lábios frios agora beijavam meu pescoço com cuidado. Eu fechei meus olhos e aproveitei tudo o que ele estava me proporcionando.

- Você vai me enlouquecer.

Ele disse roucamente. Ele não havia tido prazer na noite passada, e não estava tendo agora. Injusto? Eu passei minhas mãos pelo seu corpo, sentindo os músculos do abdômen, seus lábios fizeram uma pressão maior. O desejo era muito alto, tanto o que eu estava projetando, quanto o que ele estava emanando. Eu desci minhas mãos trêmulas pelo seu corpo e respirei fundo, tentando criar coragem para fazer o que eu estava planejando. Passei as mãos no cinto e escorreguei um pouco, sentindo o volume anormal na calça, e o membro duro dele. Ele estava excitado com a humana, afinal. Ele rosnou quando eu apertei de leve, e eu gostei disso.

- Isabella... por favor...

Ele ia interromper o que eu estava fazendo, do mesmo modo que Edward sempre me interrompia. Eu retirei minhas mãos de onde estavam, facilitando para ele, que me olhou intensamente.

- Isabella, por favor...

Ele falou novamente. As mãos pálidas pegaram o cinto e o desabotoou da calça, ele abriu o zíper e os botões e abaixou a peça de roupa, fazendo seu membro ficar visível. Meu coração se acelerou. Eu nunca havia visto um. Ele pegou minha mão, que agora tremia devido à atitude dele, e a colocou no seu membro.

- Se for fazer, faça direito.

Ele queria que eu proporcionasse prazer a ele, um prazer satisfatório. Envolvi minha mão no seu membro e ele fechou os olhos, um rosnado saindo do seu peito, deixando-o parecido com um felino. Comecei a fazer movimentos vagarosos e tímidos, mas depois de não ouvir nenhuma reclamação por parte dele, eu aumentei o ritmo.

Depois de minutos o tocando, Jasper pegou meu pulso e afastou minha mão. Eu olhei interrogativamente para ele e ele sorriu para mim. Senti duas mãos geladas pegarem minha panturrilha e eu fui puxada de encontro ao seu corpo. Fiquei nervosa com o que vinha a seguir.

- Relaxe, Isabella. Não vou fazer nada.

Ele não me penetrou, mas seu corpo desceu pelo meu e eu senti novamente a língua dele acariciar meu sexo. A sensação era divina e eu arqueei para fazer com que ele fizesse mais pressão. Dois dedos entraram e eu senti o arrepio pelo meu corpo, ele sugava e lambia com vontade. A visão era diferente. Era excitante. Eu fechei minhas pernas quando o prazer se intensificou e ele espalmou suas mãos na parte interna das minhas coxas, forçando-as a abrirem novamente. Ele não parou.

Eu não queria que ele parasse. Eu havia sonhado com isso a noite inteira e estava revivendo tamanho prazer no momento.

O movimento da sua língua ficou mais rápido, ele fazia círculos na parte sensível do meu sexo e eu cheguei ao segundo orgasmo da minha vida quando ele me sugou mais intensamente, fazendo-me ver estrelas.

Seu corpo voltou à posição normal e ele me beijou novamente. Eu correspondi e senti meu gosto misturado ao gosto de hortelã em sua boca. Minhas mãos automaticamente passaram pelo seu cabelo, pela primeira vez eu senti o quão macio o cabelo de Jasper era. Ele era perfeito. O puxei para mim e senti sua mão fria pegar meu pulso e levar minha mão até seu membro. Eu o envolvi agora sem tremer, fazendo os movimentos mais rápidos e precisos. Jasper rosnou dentro da minha boca e isso me incitou a acelerar. Ele parecia estar sentindo muito prazer. Em uma velocidade sobrenatural ele retirou minha mão do seu membro e o envolveu, não deixando sua essência chegar perto de mim. Ele parou o beijo, dando uma última lambida no meu lábio e eu o olhei.

Jasper estava de olhos fechados e parecia em transe. Eu o fitava com cautela, ele abriu os olhos negros e me olhou.

- Espere...

Rapidamente ele foi ao banheiro e lavou suas mãos, voltando segundos depois.

- Jasper...

Senti seu dedo frio pousar no meu lábio.

- Não, Isabella, nós nos deixamos nos levar. Mas quero que isso só fique entre a gente, tudo bem?

Eu assenti para ele e ele sorriu para mim, me beijando rapidamente na boca. Eu abri a boca para mais, mas ele interrompeu o beijo.

- Vá tomar um banho, sim? Preciso cuidar do cheiro que ficou no cômodo.

Eu assenti e me levantei, sentindo minhas pernas trêmulas, caminhando em direção ao banheiro.