Olá meus queridos leitores. Agradeço a todos por seus reviews, fico feliz em recebê-los, aumenta meu ânimo e minha auto-estima e certamente a vontade de continuar escrevendo. Obrigada a todos aqueles que me colocaram na lista de autor favorito, história favorita, etc... e obrigada a Dinha Prince por traduzir esta ilusão para o português.
Saudações a minha gêmea malvada Sayuri Hasekura... já leram 'Perdidos'?
É claro que o mundo de Harry Potter e todas as personagens pertencem a incomparável JKR, mas o resto pertence a minha desviada imaginação.
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A noite depois da discussão com Snape foi um verdadeiro pesadelo para Hermione. Foi direto para a cama sem jantar – como se pudesse passar algo na sua boca que não tivesse gosto de serragem - e dizendo que estava muito cansada fechou as cortinas do dossel da sua cama e lançou um feitiço para não perturbá-la mais um feitiço silenciador.
- Parvati? - testou primeiro se podiam escutá-la – PARVATIII!!!! - gritou com todas as suas forças e não obteve resposta. Genial, ninguém poda ouvi-la, agora podia se entregar a sua raiva sem que pensassem que estava louca.
- Maldito...bastardo....seboso...ingrato...aaargh, maldito! - gritou enquanto golpeava a almofada ao ritmo dos seus insultos. - Depois de tudo que fiz por ele! Ninguém mais queria estar perto dele, e pensar que eu sacrifiquei minhas aulas para acompanhá-lo!
E continuou resmungando até que se deu conta de que havia marcas de gotas na almofada. Estava chorando de raiva, de impotência.
- Acalme-se Hermione – disse – ele não merece seu pranto. Morcego!
A manhã seguinte também não foi boa. Depois de uma noite agitada, cheia de sonhos incoerentes sobre seu professor, levantou com uma dor de cabeça descomunal e os olhos inchados.
- Mione? - perguntou Rony ao vê-la em tal estado na mesa do Salão Principal no café da manhã. Aproximou-se dela, pegou-a pela mão e apertou amorosamente contra seu peito. - Está se sentindo bem? Parece doente.
Hermione puxou sua mão dali sentindo-se um tanto quanto incômoda, não conseguia acostumar-se com as manifestações de afeto de Rony... sentia-se estranha.
- Só tive uma má noite, não se preocupe.
- É sério que parece doente, Hermione – rebateu Harry preocupado, tocando o rosto dela – Pelo menos não parece ter febre.
- Não é nada, só tive uns pesadelos ontem à noite. Creio que preciso descansar um pouco – disse pegando um par de torradas e levantando da mesa.
- Descanse, Mione. - Recomendou Rony e ela apenas assentiu retirando-se para o dormitório.
Harry ficou olhando para Rony com uma cara nada boa.
- Quê? - reclamou ele com a boca cheia.
- Não percebe, sério? Hermione nunca foi boa para mentir. É sério Rony, vai se casar com ela e ainda não a conhece?
- Só está cansada... deve ser porque passa tempo demais com Snape, deve ficar esgotada.
- Pense o que quiser, eu sei que algo acontece. Está diferente, nem sequer fez menção de ir ver Snape ou de ir a biblioteca.
- Sabe de algo Harry? - perguntou Rony presunçosamente – Acho que de tanto resolver mistérios para derrotar a Voldemort seu cérebro fritou. Vamos, é sábado de manhã e faz um dia lindo. Não podemos deixar passar sem ao menos jogar uma partida de quadribol.
Harry concordou, naturalmente, mas decidiu manter os olhos em sua amiga. Não gostava em nada do aspecto dela.
Não precisou esperar muito, no almoço ela não parecia nem um pouco melhor se dedicou a mover a comida de um lado para o outro do prato, bebendo copos e mais copos de suco de abóbora como se estivesse desidratada. Rony, por sua vez, parecia completamente alheio ao estado da sua noiva, conversando alegremente sobre seu futuro promissor como batedor do Chudley Cannons e para integrar Hermione dizia coisas como:
- E então saudarei a multidão e você estará no setor para as esposas dos jogadores e te mandarei um beijo.
O que ela respondia com um movimento de cabeça e um sorriso forçado.
- Irá conosco esta noite a Hogsmeade? - perguntou Neville. Sendo todos maiores de idade e estando em um programa especial fora do curso, os alunos gozavam de uma liberdade para ir e vir à vontade, a maior limitação era não fazer balbúrdia, e estavam aproveitando essa oportunidade para sair e se divertir sempre que podiam.
- Obrigada, mas acho que ficarei estudando... ainda não consegui fazer com que a poção anti-hemorrágica engrosse corretamente
Isso foi o que fez Harry ir a enfermaria para averiguar o que estava acontecendo. Todos tinham problemas com a poção anti-hemorrágica, mas a da Hermione de longe era a melhor do grupo. Havia algo mais... claro que era típico de Hermione buscar a perfeição, mas ele podia notar quando ela estava mentindo.
Escapuliu depois do almoço para ir a enfermaria. Madame Pomfrey parecia estar muito preocupada com Hermione.
- Sei que a garota teve muito mais paciência que as outras enfermeiras e não tenho direito algum de pedir mais a ela, porém... ela foi a única capaz de aguentar o Professor Snape. Bem, seja o que quer que tenha acontecido entre eles, ele parece arrependido. Do seu jeito, é claro. Perguntou várias vezes por ela hoje...e já sabe como ele é.
Depois de uma incômoda entrevista com Snape, Harry decidiu falar com sua amiga. A encontrou afundada em uma poltrona da sala comunal, vazia àquela hora, pois todos estavam nos arredores do colégio ou em Hogsmeade desfrutando do maravilhoso dia de verão. Tinha um livro aberto entre as suas mãos, mas não estava lendo. Aproximou-se dela e se ajoelhou ao seu lado.
- Venho da enfermaria – começou a falar devagar, tratando de encontrar a maneira de chegar ao tema sem que ela ficasse na defensiva, mas falhou completamente. - Discutiu com ele, não foi?
- Harry... - disse la colocando uma mão sobre a dele – estou cansada, tão cansada. Parece que não estou chegando a lugar algum com ele. Nem sequer fui capaz de curar aquela maldita ferida...
- Mione...
- Eu sei Harry, não é minha culpa mas sinto que não sou útil nem necessária lá. Não sou.
- Está errando ao pensar nisso. Snape perguntou por você.
Hermione arqueou a sobrancelha esquerda, um gesto adquirido por causa da "má companhia".
- Vá e dê uma oportunidade. Sabe, aprendi algo com a guerra: por mais que faça jamais poderá salvar a todos. Não importa o quanto se esforce, sempre terá coisas fora do seu alcance. Somos bruxos, Mione, mas ao fim do dia... seguimos sendo humanos. Tenha isso em mente e dê uma segunda chance para Snape. Pelo que ouvi foi a única que conseguiu aguentá-lo.
As palavras de Harry davam voltas e mais voltas na cabeça de Hermione, como peixes em um aquário redondo. Ficou a tarde toda sentada na poltrona da sala comunal, pensando; consumida pela dúvida de ir ou não a enfermaria. Valia a pena tano esforço?
No relógio da sala comunal da Grifinória deu quatro, cinco, seis da tarde. Saiu do jantar incapaz de provar algo. As sete e meia já não podia lutar mais contra a angústia de sentir que não estava no ligar onde deveria estar. Foi ao seu quarto mudar de roupa para mudar a aparência deprimente e se dirigiu para enfermaria.
Papoula a recebeu com um sorriso. A medibruxa já sentia muito carinho pela jovem.
- Hermione! Sabia que vinha. Apesar de que estava começando a ter minhas dúvidas... mas conversamos depois. Tem alguém te esperando.
Hermione caminhou para o quarto do enfermo e teve a surpresa da sua vida: um Snape totalmente vestido em sua clássica vestimenta negra sentado na cadeira de rodas lendo as Obras Completas de Oscar Wilde.
Ao escutar os passos adentrando no quarto, Severus levantou a vista e deixou o livro de lado. Ficaram se olhando por um momento em um incômodo silêncio. Finalmente, ela se atreveu a falar:
- Pensei...
- Nenhuma palavra sobre o assunto, senhorita Granger – ele a interrompeu.
Hermione só pôde sorrir e assentir. Não esperava que o professor quisesse falar sobre sua derrota na batalha de vontades que haviam sustentado. Bastava ela saber que tinha ganhado, não precisava esfregar na cara dele.
- Gostaria de dar um passeio pelos arredores do castelo?
- Estou mais que cansado dos arredores do castelo, depois de mais de vinte anos percorrendo-os. Não. Creio que preferiria ir a Hogsmeade desta vez.
- Mas a maioria dos estudantes estão lá... é sábado...
- Isso é algo inevitável depois de tudo. Mais cedo ou mais tarde saberão da... minha condição. Considerando que a senhorita não contou nada para os seus amigos.
- Nem uma só palavra, professor, tal e como o prometi – respondeu ela com ar de ofendida.
- Então vamos, senhorita Granger, necessito urgente ver um copo de uísque de fogo... e algo me diz que vou precisar ainda mais, uma vez que saiamos daqui.
E assim colocaram suas capas e sairam da enfermaria, Hermione com um sorriso gigante e Severus com um olhar que ameaçava pulverizar o primeiro que fizesse o mínimo comentário sobre suas circunstâncias. Com magia ou não ele continuava a ser Severus Snape.
Depois de atravessar os terrenos do colégio apareceram do lado de fora do Três Vassouras. O local estava quase cheio, tumultuado em uma noite de sábado como era de se esperar. Mas foi a cadeira de rodas começar a deslizar pelo piso do local que um silêncio sepulcral surgiu. Podia escutar os copos chocando-se contra a madeira das mesas, uma tosse nervosa, um sussurro silenciado rapidamente. Madame Rosmerta deixou o que estava fazendo e virou para averiguar a causa do estranho silêncio.
- Professor Snape! - saudou com um tom forçosamente jovial. - Que alegria em vê-lo finalmente recuperado. É uma honra ter um herói de guerra no meu estabelecimento. - Acrescentou destacando as palavras como se quisesse estabelecer que era amplamente bem-vindo no local e ninguém deveria discutir. - Por aqui, por favor.
Rosmerta os acomodou em uma mesa em um lugar tranquilo e o tumulto normal começou outra vez. Pelo que pareceu sua aparição em público não ia ser tão terrível depois de tudo.
- O que trago?
- Eu quero um copo de uísque de fogo. Duplo. E a senhorita... - inquiriu fitando-a.
- Uma cerveja amanteigada. - Respondeu ela rapidamente sem sequer pensar.
- Cerveja amanteigada? Pensei que tinha dito que não era uma garotinha. Quantos anos tem, onze?
Hermione não estava acostumada a beber álcool. Nunca havia prestado atenção nisso e poucas vezes que tinha provado achou o sabor pouco atrativo. Mas já que o professor estava mordendo seu orgulho de adulto...
- Cerveja então. - Decidiu-se. Pelo menos a cerveja tinha um baixo teor de álcool ou ao menos tinha lido isso... nem pensar um uísque de fogo ou outra coisa.
Severus riu – ou pelo menos essa foi sua intenção, não estava acostumado a praticar o sorriso – e quase riu abertamente quando viu a cara da sua jovem enfermeira no momento em que Rosmerta pôs uma jarra de 600 ml de cerveja sobre a mesa.
- Tudo isso é para mim? - perguntou num sussurro.
- Saúde, senhorita Granger. - Brindou Severus alegremente, mas logo pareceu lembrar de algo, seu rosto se endureceu e se tornou mais sombrio – Pelo fim da guerra e o começo das nossas vidas.
De início não falaram muito, mas a medida que Hermione bebia sua cerveja, a língua foi desatando. Não teve que beber muito para chegar isso, quase não tinha comido nada com exceção do suco de abóbora e somada a sua falta de experiência com a bebida fez com que o álcool fosse rapidamente para sua cabeça.
- Estão olhando para gente professor. Pergunto-me o que falarão de nós... - dizia entre risinhos.
Severus por sua vez estava feliz em vê-la assim. Claro que teria odiado qualquer outra pessoa nesse estado partilhando a mesa com ele, mas isso era diferente, de alguma forma que não conseguia compreender. Ela sempre era contida em sua presença, mas agora não parecia poder se calar caso não fosse para dar outro gole na caneca e estava linda com as bochechas vermelhas e o sorriso largo. "Linda? De onde veio isso? Ah, deve ser o uísque de fogo que está fazendo efeito", pensou sem tirar os olhos de cima dela nem apagar o meio sorriso do rosto.
- … e nós pensamos que era você quem estava azarando o Harry para que ele caísse da vassoura e... queimei sua roupa! - confessou tolamente entre risinhos, escondendo a cara entre as mãos e separando um pouco os dedos para poder ver a reação de seu professor. Snape queria ficar zangado com ela, realmente queria ficar, mas mesmo buscando dentro de si a raiva, não foi capaz de encontrá-la e levou o copo de uísque até seus lábios para esconder seu sorriso.
- Oooh, professor... tenho que ir ao banheiro, mas não sei se serei capaz de levantar... as pernas pe... - hic! sam!
Ao vê-la caminhar sem firmeza, Severus se deu conta de que a cerveja havia feito mais efeito do que tinha acreditado. Teriam que voltar a Hogwarts de imediato... e rezar para que Minerva jamais soubesse de que ele era o culpado de embriagar sua aluna favorita, ou o transformaria em uma rato e o manteria como mascote em uma jaula em seu escritório.
Ao voltar, ela sentou pesadamente na cadeira e apoiou a cabeça nas mãos, olhando para mesa. Parecida a ponto de cair no sono.
- Granger... Granger! Sente-se bem?
- Não... - hic! - não de todo...
- Pode caminhar?
- Acho que sim...
- Vamos, Granger, cabeça no alto, nós iremos tão dignamente quanto chegamos, não daremos a eles mais motivos para falar do que os que já têm. - Severus a animou enquanto deixava umas moedas sobre a mesa.
E saíram dos Três Vassoura, mesmo que Hermione estivesse mais se apoiando na cadeira do que empurrando-a. Assim que saíram à rua silenciosa, Severus a repreendeu, não muito duramente. Parte da culpa era dele e ele sabia.
- Demônios, Granger, não sabe quando parar?
- Nunca tinha bebido antes... e muito menos comi hoje. - Confessou a garota com um pouco de vergonha.
- Deveria ter me dito antes. Podíamos ter pedido algo para comer a Rosmerta. Agora já é muito tarde, não podemos voltar. Teremos que ir caminhando até Hogwarts, nem falar poderemos, mal pode se manter em pé caso falasse não aguentaria a chegar nem a metade.
- Desculpa, professor...
O ar noturno pareceu afetar a pobre jovem e em um ponto no meio da marcha até o castelo tiveram que parar e ela desapareceu atrás de uma árvore para esvaziar o seu estômago. "Genial", pensou Severus, "Minerva vai corta os meus..."
Provavelmente o deus Baco os protegeu nesse dia, pois foram capazes de chegar ao castelo através de seus próprios meios e logo chegaram a enfermaria sem que ninguém notasse. Com alguns feitiços, Hermione ajudou o professor a colocar o pijama e deitar na cama. E foi a última coisa que pôde fazer, pois com um grande bocejo se sentou na cama ao lado de Severus, piscou um par de vezes tratando de manter os olhos abertos e por fim se rendeu. Com um "Merlin estou exausta" apoiou a cabeça na almofada... e dormiu.
- Granger? Granger! - o tom de voz de Severus se fazia cada vez mais agudo. - Hermione! - exclamou por fim sacudindo-a, o pânico se apoderando dele. - Não pode dormir aqui!
Mas Hermione não fez nada mais que dar um gemido e acomodar-se ao seu lado. Dando-se por vencido, Severus a cobriu com as cobertas e murmurou:
- Serei um rato preto e fraco com certeza.
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N/A : Continuará...
N/T: kkkkkkkkkkk Severo tá perdido, será um rato preto e magrinho mesmo kkkkkkkkkk. Oieeeeee! Bjoks para Mika, Serena, Lady Luna Andrews, Senju Yume, Lady Malfoy, ashleyfisc.c, Pathy Potter, vivian alves [oi nêgaaaaaaaaaaaaaa*-*], Claire D'Lune, Moe Greenishrage e todos que insistem em não deixarem reviews.
Sorry pelos erros e até o próximo cap;*
