Olá, queridos leitores e leitoras: Como já demonstraram interesse e eu estou gostando tanto dessa história, temos o novo capítulo, mais cedo do que o esperado. Obrigado a minha irmã gêmea do mal Sayuri Hasekura , por me convencer a postar antes. É um presente de Natal antecipado. Muito obrigada a todos pelos comentários. Eu gostaria muito que todos se logassem antes deixar comentário para poder responder pessoalmente.
Com carinho, June Magic.
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Mas o momento passou. Duas pessoas tão absolutamente sensatas como este casal jamais se deixariam levar por uma explosão de sensações estranhas.
Hermione estava imóvel, com os olhos fechados e a boca entreaberta, não se atreveu a mexer um músculo. Longos segundos se passaram até que compreenderam que tinham que se mexer para evitar uma situação incômoda. Bem, mais incômoda.
Foi ele quem reconheceu primeiro:
- Agora a senhorita pode continuar sozinha.
Ela suspirou ruidosamente para limpar a mente e continuar trabalhando. Claro, obteve uma perfeita Augeo Vitallis
Mas não era a poção que a obcecava.
Tratou de se manter ocupada todo o resto do dia para não pensar, e foi deitar tarde com a idéia de que se estivesse cansada dormiria imediatamente sem pensar em nada, mas estava errada.
Logo se viu em sua cama, em meio a escuridão com as cortinas fechadas e o olhar cravado no dossel. Lembrando cada segundo. Cada movimento. Cada sensação. Sua mão esquerda rastejou até a cintura para abraçar-se a si mesma, instintivamente, imitando a forma que havia sido abraçada. Queria voltar a sentir essa corrente elétrica percorrendo por ela por completo, essa sensação de abandono, de entrega total.
Podia negar tudo se quisesse, mas sabia que não seria verdadeiro: sentia-se terrivelmente atraída por um homem que era mais velho que ela dezenove anos, tinha sido seu professor e agora era seu paciente, além de ser uma das pessoas mais odiadas do mundo mágico, um ex-Comensal. No entanto não podia deixar de se sentir como uma mariposa atraída pelo fogo: um perigo mortal, mas incapaz de resistir. Graças a Merlin ia se casar logo e isso ia mantê-la a salvo de cair em tentação. Embora... Rony era maravilhoso, mas não causava essas reações tão viscerais quando a abraçava ou fazia amor com ela. Ele sempre estava muito ansioso, e mesmo que se esforçasse para agradá-la, nunca tinha conseguido abalar seu mundo nem arrancar-lhe um grito de êxtase. Mas seria um bom esposo, dizia a si mesma, tratando de se convencer de que estava tomando a decisão certa. Não podia basear uma relação – muito menos um matrimônio – apenas em sexo. Havia coisas mais importantes, como amizade e eles eram amigos desde a infância. Conheciam-se muito bem, isso garantiria uma excelente convivência. Talvez o sexo melhorasse com o tempo.
Severus não estava muito diferente. Depois do elfo doméstico ajudá-lo a deitar, ficou deitado na cama com os olhos fechados, mas em vez de sonhar vieram imagens daquela tarde. Talvez tivesse ficado tempo demais sem uma mulher e seu corpo estava pedindo um pouco de ação. Dizia a si mesmo que isso devia ser uma reação instintiva à proximidade de uma mulher jovem. Mas também sabia que havia algo a mais atrás de tudo isso. Por que gostava tanto vê-la sorrir? Por que queria fazê-la sentir-se tão feliz? Bastou ver seu rosto no momento em que recebeu o presente que ao lhe dar suas valiosas notas pessoais. Por quê? Por que de repente passou a adorar o aroma de jasmim? Por que pensou que ela "não iria notá-lo"?
Recriminou-se por sua estupidez. Não era mais um garoto e mesmo assim estava comentendo os mesmos erros da sua juventude. A última vez que havia perseguido uma grifinória comprometida tinha cometido um profundo erro e passou quase vinte anos tentando consertar seus erros e o coração ferido. Nem de brincadeira ia cometer o mesmo erro. E desta vez era menos provável do que antes, porque era dezenove anos mais velho do que ela, estava confinado em uma cadeira de rodas, tinha tornado-se um aborto e... se já tinha sido pouco agraciado na juventude, os anos não tinham feito nada para ajudar a melhorar seu aspecto. Recusava-se a se converter em um pretendente patético e velho de uma jovem, perderia a pouca dignidade que restava quando ela o desprezasse. Por sorte tinha detectado a fraqueza a tempo e poderia manipulá-la com um pouco de força de vontade.
Sim, definitivamente era força de vontade que estava fazendo falta. Já era hora de deixar de ser um patético desvalido e voltar a ser Severus Snape, o terror das masmorras.
Ambos com suas decisões tomadas, ela disposta a ser converter na senhora Weasley e ele disposto a voltar a ser Severus Snape, encontraram-se como de costume. E não deixaram de ver que algo fora do comum tinha acontecido no dia anterior.
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Os estudantes do programa especial de verão de Hogwarts tinham se acostumado a imagem de Hermione Granger empurrando a cadeira de roda de Severus Snape pelo castelo e arredores, e ninguém mais virava para olhá-los quando passavam. Faltava menos de uma semana para os N.I. e todos estavam estudando freneticamente, menos Hermione que estava totalmente calma e segura de que teria uma boa nota. Calma proveniente não apenas de seus árduos anos de estudo, mas também da sua nova maturidade adquirida. O fato de ter enfrentado a morte, a sua e de seus entes queridos, tinha lhe dado uma nova perspectiva sobre as coisas. Severus continuou ajudando-a, mas não tinha muito no que ajudá-la, a garota era realmente excepcional. Lamentou que no programa não pudesse dar-lhe pontos como no curso normal, porque com certeza ganharia muitos.
Era uma tarde quieta de quinta, sentados sozinhos a beira do lago debaixo da sombra de uma grande árvore que tinha se tornado seu lugar favorito, ambos submergidos na leitura de seus respectivos livros compartilhando o agradável silêncio, quando uma coruja aproximou-se voando e deixou cair uma carta sobre o colo de Severus. Reconhecendo que não teria recompensa pela entrega, se afastou em seguida.
Estranhou receber uma carta, já que ninguém lhe escrevia, Severus a abriu logo e Hermione pôde ver como seu rosto calmo mudava de expressão à medida que ia lendo, deixando-o com um estranho brilho nos olhos.
- Más notícias, professor?
- Acabo de ser informado de que minha avó materna morreu. – Respondeu com tom neutro.
- Sinto muito professor. – Ela respondeu sensibilizada. Por acaso ele não tinha sido infeliz o suficiente para chegar mais essa agora?
- Não sinta tanto, senhorita Granger, eu certamente não sinto. Se lamento algo é que esta carta não tenha chegado muitos anos atrás.
Hermione o olhou entre chocada e confundida. Sua avó tinha morrido e ele se alegrava com isso? Severus viu a expressão e riu alto, mesmo sem vontade, dobrando a carta. Se tivesse sido qualquer outra pessoa não teria se incomodado em explicar nada, mas a opinião que ela tinha dele importava muito.
- Minha mãe era uma sangue-pura de boa família, senhorita Granger. Eileen Prince foi criada como uma princesa, mimada e protegida pela riqueza da família. Até que um dia se apaixonou e engravidou de um trouxa, Tobias Snape. Apesar da oposição de seus pais ela se casou em segredo com o trouxa. E eles a ignoraram, condenado ela e a mim a uma vida miserável que meu pai nos deu. Se eles tivessem tido coração, minha mãe e eu teríamos um lugar para escapar do monstro Tobias, mas apesar dos pedidos e das súplicas dela jamais deram o braço a torcer. Se tivessem morrido antes, nós poderíamos... minha mãe... – o professor perdeu a compostura a medida que ia falando e finalmente as palavras se recusaram a ir até a boca para que ele terminasse o discurso. E sentiu a mão de sua ex-aluna sobre seu braço, e uma olhar de compaixão nos olhos dela.
- Passamos fome, frio, medo. Tobias nos maltratava com palavras e golpes. Eu ao menos pude escapar ao vir para Hogwarts, mas ela ficou presa em casa. E meus avôs sabiam. E eles não se importaram nem um pouco. Se tivessem morrido antes teríamos um lugar para viver em paz e meios para nos sustentar.
Os olhos dele brilharam mais ainda, possuído por uma fúria desconhecida para ela.
- Minha mãe morreu pouco depois. Meu pai a matou, não a golpes, não enfiando-lhe uma faca. Mas morreu de desgosto, e isso dá no mesmo. Ela foi apagando pouco a pouco, como uma vela, até que perdeu a vontade de viver... e seus pais não fizeram nada por ela, e sabiam. Sabiam de tudo, o tempo todo e a deixaram morrer.
Os traços do seu rosto se deformaram até que terminaram duros. Hermione apertou sua mão sobre o braço de Severus. Ele pôs sua mão sobre a dela.
—Professor...
- E agora...agora...tudo é meu, a casa, a fortuna. Agora, quando já não preciso, quando minha mãe já não está aqui. Mas sei que o último que meus avós queriam era que o filho de Tobias Snape passeasse pela sua casa como dono e senhor. E é precisamente o que penso em fazer.
—- Eu irei com o senhor, professor, eu o acompanharei – disse ela com um tom de voz quase tão acirrado quanto o dele, mas logo lembrou com quem estava falando e falou com uma voz suave - ... caso o senhor queira.
Severus levantou seus olhos brilhantes e úmidos para ela, surpreendido por seu oferecimento.
- Depois dos N.I., professor, iramos passear pela casa dos Prince.
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E finalmente os N.I. chegaram. Todos deram o melhor de si para obter os melhores resultados possíveis. Hermione era a última a sair da sala dos exames teóricos, pois suas respostas eram detalhadas e extensas. Não teve problema algum nem nos exames teóricos nem nos práticos, e ao terminar se sentiu estranha, como se não fosse verdade que finalmente tinha terminado todas as provas e já tinha terminado Hogwarts. Na noite do último dia de provas todos passaram no salão comunal, celebrando e compartilhando o que seria uns de seus últimos momentos juntos como companheiros de turma, recordando as histórias mais divertidas e mais terríveis, como quando os gêmeos abandonaram Hogwarts, ou a épica luta com o Troll da montanha que tiveram quando eram recém-chegados no primeiro ano.
No dia seguinte pela tarde os garotos foram jogar quadribol, pensando no pouco tempo que restava para voar no campo de Hogwarts, e Hermione foi a biblioteca se despedir dos milhões de livros que haviam acompanhado-na todos esses anos.
Pegou um grande volume de "A História de Hogwarts" e se sentou em uma mesa junto a janela. Logo apoiou sua cabeça sobre as páginas para descansar um momento, depois de tudo tinham sido dias frenéticos e de muita tensão e sem dar conta dormiu.
Acordou quando Madame Pince a sacudiu pelo ombro, falando com tom urgente:
- Senhorita Granger, acorde. A diretora deseja vê-la agora no escritório.
- Ah? – perguntou ela confundida, acordando de seu sonho sem se dar conta de onde estava secando os lábios com as costas da mão. – A professora McGonagall?
- Sim, acaba de perguntar pela senhorita e insiste que quer vê-la agora.
Hermione passou as mãos pelo rosto e pelo cabelo, tratando de arrumar-se, e deu uma esticada em suas roupas para que voltassem para o lugar adequado. Pensando o que podia ser tão terrível para que a diretora a chamasse ao seu escritório com tanta urgência revisou sua consciência para ver se tinha cometido algum delito pelo qual seria repreendida, mas não, estava limpa.
A gárgula lhe deu passagem quando ela chegou, sem necessidade da palavra secreta, e logo a porta do escritório da diretora abriu assim que ela bateu na superfície com os nós dos dedos. Dentro a esperava a professora McGonagall e um homem muito forma que parecia ser do Ministério.l
- Boa tarde, senhorita Granger. Permita-me apresentar-lhe o senhor O'Riordan – falou Minerva de maneira formal, apontando para o homem que a acompanhava, que a saudou cortesmente com uma inclinação da cabeça. – O senhor O'Riordan veio do Ministério expressamente para entregar os resultados dos N.I..
- Mas... os resultados não devem chegar antes de amanhã... – disse a Hermione um pouco confusa.
- Sim senhorita – a interrompeu o enviado do Ministério - , mas dadas as circunstâncias, consideramos apropriados entregar seus resultados reservadamente, junto com as nossas mais sinceras felicitações. Teve uma pontuação histórica em todos os exames, quebrando recordes. Aqui – esticou um pergaminho enrolado fechado com uma fita vermelha – os resultados de seus exames. Parabéns senhorita Granger.
Hermione não podia acreditar no que estava escutando. Vários recordes? Pontuação histórica? Abriu o pergaminho com as mãos tremendos e seus olhos voaram para coluna com os números dos seus resultados, acompanhados por outra coluna onde apareciam os resultados máximos anteriores. Ergueu a vista, ainda em estado de choque, abriu e fechou a boca várias vezes, tratando de dizer algo, mas nada vinha a sua mente. Finalmente pareceu lembrar-se de algo e saiu correndo do escritório enquanto murmurava:
- Obrigada, mas tenho que...
Hermione praticamente voou pelos corredores do castelo, saltando os degraus, as escadas, agarrando-se nos pilares ao fazer as curvas, correndo tão rápido quanto era capaz e muito mais.
Entrou correndo em uma sala mas teve que parar junto a porta porque ele estava de pé junto a janela, olhando para o nada.
Ao ver quem invadiu a sala, ele virou lentamente, segurando-se na borda da janela.
- Professor! – exclamou ela a beira das lágrimas e se jogando para abraçá-lo.
Severus apenas pôde resistir o impacto de Hermione contra seu peito e seus joelhos dobraram, mas ele se agarrou a ela para não cair.
- Sabia que era uma questão de tempo. Mas não pensei que podia ser tão rápido... – disse ela com uma voz afogada pela emoção. Severus passou a mão pelo cabelo revolto dela, sorrindo.
- Nem eu, senhorita Granger, nem eu.
Fitaram-se por um minuto, em silêncio e o sol do entardecer aquecia seus rostos. Logo, ela aspirou com força impactada pelo peso de uma revelação.
- Professor, seus olhos! Não são negros, são café!
Severus riu suavemente.
- Claro que são café, menina boba. Se fossem negros...
- ... então o senhor teria aniridia. E a aniridia está associada as doenças da vista e atraso mental e obviamente o senhor não sofre de nenhum dos dois.
- Sempre a suprema Sabe-Tudo. Acho que pelo jeito que entrou nesta sala tinha algo de importante para me dizer.
Hermione deu-lhe seu sorriso mais esplendoroso e mostrou o rolo de pergaminho.
- Estes são os resultados dos meus N.I.. Um empregado do Ministério veio expressamente trazê-los. Quebrei vários recordes, de fato tenho os resultados mais altos dos últimos vinte anos.
- E Poções? Também me superou? – perguntou temeroso.
- Não, professor, não o superei. Igualei-me a ti.
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N/A:
A aniridia é uma doença rara, que consiste na falta congênita da íris do olho. Pode afetar um só olho, mas é mais frequente que afete os dois. É geralmente acompanhada de outros transtornos como: cataratas, glaucoma, estrabismo, entre outros. Pode também existir em paralelo com outras alterações sistêmicas relacionadas com os rins e com atraso mental. É uma doença congênita e hereditária. Transmite-se a 50% dos descendentes de uma forma autossômica dominante. É resultado de uma delecção do gene PAX 6, localizado no cromosoma 11, p13, provocando falta de desenvolvimento no globo ocular
Obviamente, a Sabe-Tudo Hermione Granger já sabia …
Fonte: Wikipédia
N/T: Oieeeeeeeee! Tá eu sei que demorei mas se vcs já repararam eu demorei para atualizar todas as fics que estão em andamento, tentarei postar o próximo capítulo logo. June sacaneou a gente né? o.O Mas ela vai compensar...rs... assim espero.
Bjoks para Senju Yume, Bia Taisho Snape, Pathy Potter[conseguiu hein:S MORRI DE INVEJA DE VC TÁ!] Veronique Byron, Tarah Draconiger, MORGANA GRANGER (Mila?), Linah Black Malfoy, carol wolff, Rosy SS^^, Mika*-*
Sorry pelos erros;* e deixem coments.
