Mil perdões, caros leitores, pelo atraso. A vida real tem suas demandas mesmo se quiséssemos dar prioridade à fantasia. Além disso, minha musa estava dormindo, mas eu acho que consegui acordá-la, está muito solta!
Obrigada a todos por seus comentários, por adicionar-me como história favorita ou autor. Por acompanhar esta história. Muitos beijos para a minha gêmea do mal Hasekura Sayuri, a partir de agora vai se comportar melhor, como um beta!
Beijos.
June Magic
oooOOoooOOooo
Era noite do Baile de Formatura em Hogwarts e Hermione descia a escada da Sala Comunal com muito cuidado para não torcer o tornozelo por causa dos saltos absurdamente altos. Envolvida em metros de um tecido leve de cor damasco claro, com o cabelo alisado cuidadosamente reunido num elegante coque e maquiada pelo excelente trabalho que Lavender tinha feito nela, sentia-se bonita e sexy. Coisa que nunca sentia quando vestia sua manta do colégio e seu jeans. Ou a manta de aprendiz.
Embaixo, a esperavam Harry e Gina, de braços dados, e Rony, "meu noivo", pensou ao vê-lo virar para encontrá-la, correndo os arregalados olhos azuis por ela.
- Está tão linda que...que...que... - disse enquanto a pegava pela mão para ajudá-la a descer o último degrau. Queria fazer um elogio, mas as palavras passavam a seu lado e não era capaz de agarrá-las. Hermione revirou os olhos diante de tal demonstração de eloquência, mas sorriu com o comentário de Harry.
- Está deslumbrante, Hermione. Se não fosse por causa de Gina estaria lutando com Rony para levá-la ao baile.
- Muito cuidado, Potter – ameaçou de brincadeira Gina, puxando-o pela gravata e saíram rindo para a festa no Salão Principal.
Era uma festa menor do que a dos outros anos porque nem todos os alunos voltaram para terminar seus estudos, alguns porque não quiseram, outros... porque não puderam ou estavam mortos.
Mas estavam quase todos os membros da Ordem da Fênix, os pais dos formandos, os companheiros da Batalha de Hogwarts. No fim das contas, parecia outra celebração pela queda do Senhor das Trevas.
A música tocava, os jovens dançavam. Tanto Rony quanto Harry tinham deixado de ser os garotos do seu primeiro baile, durante o Torneio Tribuxo, e agora realmente apreciavam movimentar-se ao ritmo da música abraçando suas namoradas. Não que fossem os melhores dançarinos, mas pelo menos agora desfrutavam sinceramente. Iam para sua terceira dança quando Hermione percebeu que entre os professores havia chegado uma cadeira de rodas empurrada por um assustado elfo doméstico que desapareceu assim que cumpriu sua tarefa.
Severus Snape, que havia jurado não aparecer no baile dos pirralhos, tinha chegado vestido com sua melhor túnica, de uma seda tão negra que parecia absorver a luz que a sua volta.
Hermione continuou dançando, mas não pôde evitar de fitá-lo a cada momento. Viu quando lhe ofereceram uma taça de ponche e ele recusou educadamente com um gesto. E diante do espanto de todos, ele pegou a bengala que estava ao lado da cadeira e se pôs de pé totalmente ereto.
Todos no salão prenderam a respiração ao vê-lo dar seus primeiros passos vacilantes, quase esperando vê-lo tropeçar e cair. A música continuou tocando e os casais dançando, mas sem a menor concentração. Tinha um espetáculo muito mais interessante acontecendo.
Passo a passo, com um olhar de determinação no rosto e digno como só ele podia ser, Severus chegou até o lugar onde Rony dançava com sua noiva, que tinha parado, esperando.
Severus lançou um olhar feroz para Rony e empurrou a bengala contra o peito do rapaz com uma certa grosseria.
- Mova-se Weasley. Vou dançar com a minha enfermeira.
E diante da incredulidade de Hermione – e de todos, para dizer a verdade – ele a pegou pela cintura e começou a se movimentar suavemente no ritmo da música.
Dizer que "dançaram" talvez seja um exagero. Snape mal podia se mexer e se apoiava muito em Hermione, mas conseguiu se balançar um pouco para lá e para cá na pista de dança.
- Professor... que acha que estamos...? - começou a falar depois de ter superado o choque inicial e ter recuperado a voz, mas ele a interrompeu.
- Shhh, Granger... sei que disse que preferia estar morto a ter que vir, porém tive que reconsiderar. É o baile de formatura da minha melhor aluna e enfermeira. Tinha que vir e pelo menos tirá-la para dançar uma vez.
Severus se xingou mentalmente por ter falado algo tão infantil, uma desculpa tão barata. Tinha ido porque queria vê-la em seu vestido de gala, porque queria segurá-la da forma como estava fazendo nesse momento... e por Merlin tinha se recriminado por não ter coragem para fazê-lo. Talvez seria a única oportunidade que teria para segurá-la assim entre seus braços... mesmo que na verdade fosse ela quem o estava segurando. A música, as luzes, o doce corar do rosto e o delicioso aroma de jasmim que a envolvia o embriagaram e antes que pudesse morder a língua, falou:
- Por Merlin, garota o que fez para brilhar tanto assim hoje?
Surpreendida, seus olhos castanhos se encontraram com a obscura profundidade dos dele. Seu olhar e suas palavras foram tão intensas que não pôde evitar de desviar o olhar e corar incontrolavelmente. Parecia que seus sentimentos tinham ficado dolorosamente expostos ao escrutínio dele.
Severus queria bater em si mesmo. Pareceu que ao pronunciar essas palavras havia desnudado sua alma e havia lhe dado acesso aos seus pensamentos. Mas para o alívio de ambos, a música terminou nesse momento e Rony se aproximou com a bengala na mão. Severus pegou e se apoiou nele, preparando-se para sair. O casal tentou ajudá-lo a caminhar, mas ele negou bruscamente a mão de Weasley e a ela lançou um olhar de advertência. Caminhou até sua cadeira, sentou-se e o elfo que o tinha levado até ali o levou de volta para seus aposentos.
Minerva e Papoula se olharam confusas.
- O que está acontecendo aqui Papoula?
- Não tenho a menor ideia. Faz tempo que não vejo eles na enfermaria. - Murmurou a medibruxa desconcertada.
Ao chegar em seus aposentos, Severus logo se pôs de pé e deu alguns passos até a porta. Primeiro parou com cuidado diante da porta e depois deu três cabeçadas.
- Bruto. Besta. Animal.
Falou no ritmo dos golpes. Suspirou profundamente aceitando a ideia de que a burrice já estava feita e sentou para beber Uísque de Fogo até dormir. Pelo menos assim podia ter um bom sono.
E enquanto Severus batia a cabeça na porta, Rony levava sua noiva para o Quarto do da Sala Precisa, para ter sua última noite romântica no castelo, antes que outro casal tivesse a mesma ideia e pegasse o quarto.
oooOOoooOOooo
A manhã seguinte encontrou Hermione dormindo na beira da cama, enquanto seu noivo ocupava quase todo o resto dormindo com os braços e pernas estendidos. A garota se esticou dolorida, seus músculos protestavam contra a noite mal dormida, mas na verdade se sentia aliviada de que a tortura havia terminado. Ao se levantar olhou para o homem que seria seu esposo em duas semanas. Parecia muito calmo enquanto dormia, na verdade não era bonito, mas também não era feio. Seu cabelo brilhava como um fogueira a luz da manhã e as sardas no nariz lhe davam um aspecto de filho desobediente. Mergulhou a mão nos cabelos sedosos e um sentimento abrumou: ternura. Amava Rony, claro que sim, o amava com uma ternura infinita. Talvez não era o amante perfeito, nem era romântico, mas... se amavam. Isso era mais do que tinham muitos casamentos.
Concentrou-se e o Quarto rapidamente respondeu ao seu pedido, proporcionando uma pena e um pergaminho. Escreveu um recado para Rony, dizendo que tinha que cumprir um compromisso com o professor Snape do qual tinha falado e que o veria no próximo fim de semana. Vestiu-se rapidamente e dirigiu-se para a Torre da Grifinória para tomar um banho e tirar o vestido. Estava contente. Tinha terminado seus estudos com as qualificações mais altas que qualquer pessoa podia ter, tinha uma vaga esperando-a em St. Mungus e um futuro brilhante pela frente. Por um momento lembrou também que em duas semanas estaria casada e teria que falar com Rony sobre a sua carreira...e também lembrou o olhar intenso de seu professor na noite anterior... mas enterrou esses pensamentos no mais profundo de sua mente. Não queria arruinar seu momento de felicidade.
Ao chegar nos aposentos de Severus as portas a reconheceram e abriram deixando-a passar. Ele estava sentado em uma cadeira comum, com a bengala repousando entre seus joelhos e brincando agora com sua inútil varinha nas mãos. Ao vê-la deslizou sua varinha para dentro da manga e se pôs de pé. Somente em vê-lo ali, esperando-a pacientemente, sentiu uma alegria profunda, e um sorriso se apoderou de seus lábios contra sua vontade.
- Bom dia, senhorita Granger. A julgar pela sua aparência teve uma boa noite. - Comentou um pouco ciumento, mas sem admitir nem para si mesmo.
- Bom dia, professor. Ah, isso depende do ponto de vista... mas creio que estou melhor por sair daqui finalmente. Está pronto?
- Enviei nossos equipamentos e a cadeira de rodas por alguns elfos domésticos. Minerva teve a amabilidade de conectar a lareira deste quarto com a lareira da minha nova propriedade. Só falta saber se tomou café.
- Não, na verdade é que não tive tempo...
- Perfeito. Tomaremos café em minha nova casa. - Concluiu oferecendo a passagem para chaminé.
- Quem deveria ir primeiro, professor? Não quero chegar antes, me sentiria mal se tiver alguém esperando...e o senhor precisará de ajuda para sair da lareira.
Severus parou no meio da lareira e estendeu a mão.
- Cale-se Granger e abrace-me. Chegaremos juntos.
Hermione deu um passo a frente, aceitando a mão que ele lhe oferecia e ele deu um puxão fazendo-a bater contra seu peito e a envolveu com seus braços. Instintivamente ele apoiou as mãos sobre o peito dele e sentiu como se sua cabeça começasse a dar voltas antes de começar a viajar. O aroma da colônia dele invadiu seus sentidos, seu coração começou a bater rápido e perdeu a respiração por um par de segundos. Seus olhos fecharam involuntariamente, desfrutando da sensação de ser abraçada por seu Professor de Poções.
Para Snape a reação dela não passou despercebida. Todo seu corpo e toda sua mente gritaram para que baixasse a cabeça para que seus lábios se encontrassem com os dela e a beijasse até fazê-la perder o sentido. Esses lábios tão suaves, rosados e úmidos que agora se encontravam entreabertos para ele.
- Estou delirando.
Falou e se conformou em apenas apertá-la um pouco mais contra seu peito.
- Granger, está bem? O mais provável é que esteja enjoada ou algo assim. Talvez seja a falta de café da manhã.
Hermione abriu os olhos e pareceu um pouco assustada.
- Sim, professor, tudo OK.
- Segure-se bem.
Ela segurou a cintura dele firmemente com seus braços e o ouviu dizer ao mesmo tempo que jogava o pó de Flu:
- Residência dos Prince!
.
.
.
Continuará...
oooOOoooOOooo
N/T: Oi! Não demorei muito dessa vez. Bjoks para June ^-^, Marry Piereobon, Cora *__*, Morgana Granger (^.^), Pathy Potter ^^, Senju Yume, My Sister, ashleyfisc, Moen Greenishrage, Larissa Potter, Lady Queen, Tonks Fenix , Ana Scully Rickman e para a chorona da Shey Snape^^...rs... XERU!
Sorry pelos erros, deixem reviews e até o próximo cap;*
