Olá queridíssimos leitores:
Reconheço que demorei em atualizar, mas estive ocupada, teve um terremoto aqui e, além disso, chegou uma etapa crucial da história e quero que seja perfeita. Espero que gostem.
Beijos aos meus amigos, a Sayuri, a Drake, a Dinha, minha tradutora para o português, e meu mais profundo agradecimento a Mel, minha tradutora para o inglês, que me ajudou a publicar no The Petulant Petess, Owl, Ashwinder e Potter Place Archives. Sempre quis publicar algo em Ashwinder e graças a ela pude fazer. Sua tradução é maravilhosa, conseguiu dar os tons perfeitos para adequar o sentido original da história, e ambas recebemos críticas muito boas. Por isso quero dedicar-lhe este capítulo. Tomara que goste, Mel.
June Magic.
Advertência: Aqui tem lemon. Não creio na censura na literatura, mas se acha que não está preparado para ler coisas de adultos, não faça.
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O despertador de seu criado-mudo berrou às três da manhã e Hermione deu um bufo de irritação. Não havia jeito de conseguir dormir. Estava morta de cansaço depois de um dia frenético entre provar vestido, o penteado, tomar as últimas decisões para o fim de semana seguinte. Correr da casa dos seus pais para A Toca, uma e outra vez, Gina dizendo a cada momento que não podia acreditar que até que enfim seriam irmãs, e que quando ela se casasse com Harry seriam todos uma grande família; Molly repassando pela décima vez a lista de convidados: " Eu sei que deixei alguém de fora, mas não consigo lembrar quem é!", Arthur brincando com os eletrodomésticos trouxas que tinham chegado da família dela. E o zumbido incessante da casa cheia de gente que entra e sai, conversa, ri e é feliz. Mas ela desejava tapar os ouvidos com as mãos enluvadas e parar tudo.
Por isso quando por fim chegou a residência dos Prince essa noite já passava da meia-noite, bendisse o silêncio absoluto que a esperava e deu graças aos deuses pelo fato de que Rony estava treinando para juntar-se ao time e não pôde ficar para dormir com ela essa noite; queria a cama somente para ela, queria poder dormir no centro e esticar os braços e as pernas procurando o lado mais frio do lençol...e dormir. Dormir profundamente, porque nos sonhos podia esquecer-se de tudo, podia esquecer quem era o que se esperava dela. Descansar.
Mas depois de três horas revolvendo-se entre os lençóis começava a pensar que esse sensível prazer lhe seria negado. Podia levantar e pedir a Severus uma poção para dormir. Hermione não podia evitar sorrir na escuridão, estava há três horas tentando não pensar nele e tinha falhado miseravelmente, e levantar as três da manhã e bater na porta dele de camisola não era precisamente a melhor forma de deixar de pensar nele.
Era tão ruim pensar nele? Decidiu que sonhar acordada um pouco não fazia mal a ninguém, e abraçando a almofada que tinha ao seu lado deixou sua mente vagar livremente. E claro, apenas um pouco de liberdade e sua mente voou para a lembrança do seu Professor de Poções. Com os olhos fechados viu passar as imagens em sua mente: a lembrança da manhã que despertaram juntos, ou quando pela primeira vez se deu conta de que a relação que tinham era algo especial. Imaginou-se deitada ao seu lado na cama, enquanto ele a abraçava e a colava em seu corpo, sentindo a respiração dele em seu ouvido, sentindo suas mãos vagando sobre sua pele. E pensar que agora era perfeitamente capaz de controlar todo seu corpo... não pôde evitar e enterrou sua cara na almofada para afogar os risos histéricos que saíram de seus lábios ainda que contra sua vontade. Mas, à medida que seu riso ia diminuindo, outra lembrança a assaltou: a imagem de estar presa em seu pescoço, chorando, enquanto ele a olhava como se não existisse nada mais no universo que o brilho dos olhos dela; a forma pela qual a abraçou e enxugou suas lágrimas, o consolo que dava a suave vibração da sua voz. E o beijo maravilhoso que a fez questionar tudo que tinha assumido.
Ele sentia algo por ela? Negava-se a acreditar que o beijo não significava nada. Tinha sido tão intenso, tão carregado de emoções, tinha saído direto desse lugar do coração onde se guardam as emoções mais profundas e secretas. Era um beijo que jamais deveria ter deixado que acontecesse, porém, aconteceu. E não apenas isso, além de beijar Severus, soube que ele também sentia o mesmo por ela, que seu beijo também tinha saído desse lugar escondido, que tinha lutado para resistir, e que ao final tinha se rendido. Estaria certa disso se não fosse a lembrança de seus rosto inexpressivo quando o olhou nos olhos.
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Maldito morcego enigmático.
Mas o que faria se ele tivesse se apaixonado de verdade por ela? Isso mudaria algo?
- Maldição, isso não é normal – murmurou enquanto jogava para trás os lençóis com um movimento enérgico e se levantava para ir até a cozinha pegar um copo de leite. Não ia acordar os elfos às três da madrugada.
Severus Snape também não tinha conseguido dormir até que a sentiu chegar sozinha. Nesse momento se deu conta que tinha dado um suspiro de alívio. Em casa, a salvo... e sozinha. Não podia suportar a idéia de que ela tinha que dividir sua vida com o grosseiro do Weasley. Sabia que não tinha nada que ele pudesse fazer para evitar esse destino, mas ainda assim, pelo menos essa noite, ela não teria que partilhar sua cama com ele.
Na manhã seguinte ambos estavam abatidos e cansados, mas Hermione parecia terrível.
- Está tendo problemas para dominar os nervos antes do casamento, senhorita Granger? – perguntou ele enquanto se servia de uma xícara de café.
- Acredito que sim. Mal pude dormir noite passada. Acho que fiquei acordada até as cinco e meia, ou algo assim – bocejou ela. – Não imaginei que uma noite pudesse ser tão larga.
- Por que não me pediu uma poção para dormir? Modéstia a parte, creio que sei algo a esse respeito.
- Na verdade, não quis perturbá-lo, senhor. Tinha interrompido um sonho, não teria... – queria dizer "não teria me arriscado", mas antes que pudesse terminar a frase ficou olhando para o nada, como se tivesse caído num transe.
- Senhorita Granger? Hermione? – agitou uma mão na frente dos olhos dela para tirá-la do transe. – Talvez devesse voltar para cama outra vez.
- Não, tenho um monte de coisas para fazer. Mesmo que não tenha vontade e os outros pareçam que as arrumam muito bem sem mim.
- Vá deitar, direi a Trixy que leve uma poção.
Severus saiu da sala de jantar para pegar a poção, mas quando voltou a encontrou dormindo apoiada na mesa com um braço como almofada. Ao vê-la assim os restos do que se supunha ter sido seu coração esquentaram e enviaram uma sensação de ternura. Desejou tomá-la em seus braços e contemplá-la dormindo... memorizar cada uma das formas do seus roso, contar seus cílios, acariciar seu cabelo e estar ali quando seus olhos se abrirem para ser o primeiro que contemplassem.
"Oh, que diabos..." disse para si mesmo e se aproximou decidido. Passou um de seus braços debaixo dos joelhos o outro atrás das costas e a levantou com pouco esforço. Ao sentir que a remexiam, Hermione acordou sobressaltada para encontrar-se de cara com seu professor. Franzindo a testa, quis perguntar algo, mas ele a fez calar.
- Shhh, Granger... durma. – E a fez apoiar sua cabeça sobre seu peito. Ela gemeu algo ininteligível, esfregou seu rosto contra a roupa de seu professor e fechou os olhos, confiando completamente em quem a tinha nos braços. Quando ele a pôs sobre sua cama ela não despertou. A cobriu com uma manta para que não sentisse frio e a contemplou um momento mais. Contendo-se para não beijá-la nos lábios, Severus a deixou dormir em seu quarto e foi lamentar sua sorte em algum lugar onde não fosse capaz de fazer uma estupidez da qual se arrependesse mais tarde.
O resto da semana não foi melhor para Hermione. De dia tinha vontade de não fazer nada e de noite não conseguia dormir. Ela dizia que eram os típicos nervos da noiva, mas Severus se dava conta do que na verdade estava acontecendo, nunca tivera notícias de nenhuma noiva tão pouco interessada nos preparativos de seu casamento.
Mas o que ele podia fazer? Não se importava se ela não o escolheu, de fato, não podia jamais pedir que deixasse a Weasley por ele, mas... pelo menos, que não se casasse com esse garoto. Ele jamais a faria feliz, ele jamais poderia ser o que ela necessitava. E o pior é que ela mudaria para adaptar-se a ele e isso acabaria de matar a garota pela qual tinha se apaixonado.
Sim, bom, não tinha sentindo negar agora, tinha se apaixonado por ela.
Tinha se apaixonado com a força de um adolescente.
E já era sexta-feira, e ela se casaria no dia seguinte. Tinha que fazer algo. Tinha que agir, fazer um plano para impedir esse casamento... levá-la para longe... mas então ela o odiaria. Pelo menos estaria salvo do Weasley.
Pela quarta vez parou com a mão na maçaneta da porta de seu quarto, pronto para ir bater na porta dela. O que falaria? Merlin, a angústia o estava comendo vivo.
Hermione tinha conseguido dormir um momento mas teve um pesadelo horrível que não conseguiu lembrar. Acordou afogada e soluçando. Sentou-se na cama e olhou o relógio despertador de seu criado-mudo, eram apenas duas e meia. Outra longa noite a esperava, mas com certeza seria a última. A próxima noite seria Hermione Weasley e dormiria na cama do seu esposo. Mas algo estava mal, horrivelmente mal, e sabia. Por isso a sensação de angústia se intensificava à medida que se aproximava o dia do casamento.
Severus... todo seu ser reclamava a presença de Severus. Não podia estar tão errada, ele devia desejá-la... apesar da sua frieza, apesar de agir como não se importasse, ele devia desejá-la... necessitava saber. Não mudaria nada, ela sabia que devia casar no dia seguinte, mas necessitava saber que ele a queria como ela o queria. Apenas uma vez, antes de casar, antes que sua lealdade estivesse completamente comprometida com seu esposo. Seria enganar, certo, mas seria menos ruim do que se fizesse já casada.
E se levantou da cama sem saber o que faria, como chegaria para bater na porta do quarto dele. Como diria o que almejava? Esperava que ele soubesse e não pedisse explicações. A desejava? Aceitaria o que ela oferecia ou a enviaria humilhada de volta para o quarto?
Morta de medo parou de frente a porta dele, vestida em sua camisola curta e descalça. Indefesa. Levantou a mão para bater na porta, mas nesse momento a porta abriu e ele apareceu, e pareceu surpreendido ao vê-la ali.
- Problemas para dormir?
Ela apenas assentiu enquanto ele a deixava entrar em seu quarto. Agora era o momento. Podia pedir que não se casasse com o Weasley. Ah, não, não podia. "Covarde" disse a si mesmo enquanto esvaziava uma dose de poção para dormir em um copo e o oferecia.
Ela estendeu a mão para recebê-lo, e seus dedos roçaram sua mão, estava tremendo. O copo escorregou por entre seus dedos e caiu sobre a almofada. Severus seguiu o trajeto do copo com a vista, e quando levantou os olhos a viu fitando com intensidade. A próxima coisa que soube foi que ela tinha os braços envoltos do seu pescoço e seus lábios foram capturados pelos dela.
Severus pensou que já não tinha decência, mas para seu pesar, ainda restara algo. Então lutou consigo mesmo para voltar do lugar mágico para onde o beijo de Hermione o havia arrastado, abriu os olhos e a deteve.
Não, ela não merecia estar com alguém como o Weasley, mas muito menos alguém como ele. O que poderia oferecer? Dinheiro? Isso a ela não importava. Fazendo um esforço supremo agarrou os pulsos dela e a pôs contra a parede, imobilizando-a.
- Que supõe que esteja fazendo, senhorita Granger? – disse com frieza calculada.
Hermione quis gritar de frustração, tinha chegado tão perto, tão perto... mas ele a desejava, sabia, sentia...
Não foi capaz de responder, impressionada pela magnitude de seus próprios atos, pela proximidade do corpo dele e pela posição na qual estava. Se queria assustá-la não estava conseguindo, era mais, estava sentindo um desejo irresistível de render-se a ele...
- Acredita que pode vir aqui e beijar-me como se fosse um de seus namoradinhos adolescentes? Não se engane, senhorita Granger, eu não sou um garoto que me conformo com beijos, me entende?
Severus pensou que isso seria o suficiente para assustá-la, apelar para a imagem de homem mal que não tem consideração pelas garotinhas. Um Comensal que não duvidaria em violá-la se ela o provocasse. Mas ela em vez assustar-se fechou os olhos e lançou o gemido mais erótico que seus ouvidos jamais tinham escutados.
Incrédulo, lutou contra o desejo de beijá-la e a apertou ainda mais forte contra a parede com seu corpo. A desejava tanto que sentia que ia explodir. "Melhor, assim perceberá que não estou brincando".
- É isto que você quer de verdade? – a ameaçou enquanto esfregava seu corpo no dela, para que ela notasse sua ereção – Está certa disso? Quer que eu te use e amanhã se sinta como uma puta barata?
Hermione sorriu. A quem queria enganar?
- Não. Não importa o que fale. Eu sei que sente algo por mim, severus. – O desafiou.
- A falta de sonho a está fazendo delirar, Granger.
- Diga-me então por que meu bicho-papão não mudou de forma quando se colocou entre nós? Por acaso tem medo de Bellatrix? Não tinha medo dela quanto estava viva, por que teria agora que está morta? Responda!
Severus não respondeu porque não tinha resposta possível para essa pergunta sem delatar o que sentia por ela. Então em vez de falar a calou da única forma que mereciam os lábios perfeitos. A beijou.
Foi um beijo doce, com os olhos fechados e os lábios apenas roçando-se, que não tinha nenhuma relação com a postura obscena na qual se encontravam. Ele chegou para trás para contemplá-la e ela abriu os olhos lentamente.
- Por favor, Severus, deixe-me saber o que é estar contigo antes que eu case com Rony – suplicou quase num sussurro.
Severus engoliu a saliva. Oh. Portanto não importava o que ele fizesse, não importava se ele declarasse seu amor, se lhe desse a lua ou se fizesse amor, ela ainda se casaria com Rony.
- Rony! Rony! – exclamou sem gritar, mas com uma raiva que gelava o sangue – Por acaso Rony te beija assim? - E a beijou com fúria, abraçando-a com força, levantando-a em seus braços e levando-a para sua cama. – Por acaso Rony faz você se sentir assim? – perguntou quase sibilando enquanto fazia seus lábios rodar pela pele do pescoço dela, fazendo-a estremecer-se violentamente. – Diga-me! – exclamou ao mesmo tempo em que agarrava a gola da camisola e rasgava quase que por completo. Hermione estava em um estado além das palavras. Sabia o que aconteceria ao se oferecer a ele, mas não se arrependia, não havia lugar para isso. Simplesmente aceitava seu destino nas mãos dele, nos lábios dele; queria que seus dentes se enterrassem em sua pele, que seus dedos a percorressem, que sua a boca a marcasse, que seu desejo a consumisse. Era consciente de que seus beijos e carícias estavam arrancando gemidos e escutava sua voz longe, perguntando se Rony era capaz de produzir tais sensações, se alguma vez havia feito amor assim "Ridículo, ninguém mais podia fazer amor assim."
- Diga-me, Hermione, se ele alguma vez a tocou assim... – disse baixando o tom de voz, acariciando-a com as palavras enquanto tirava a calcinha, para logo percorrer o caminho de volta acariciando suas pernas. Ela, completamente entregue a sua vontade, separou as pernas levemente para permitir o acesso, e seus dedos a tocaram no lugar preciso onde ela precisava ser tocada. A umidade de seu corpo não o surpreendeu, mas ao senti-la entre seus dedos, mostrando o quanto ela o desejava, o fez perder o domínio de seus atos. Queria assustá-la, afugentá-la, mas se deu conta de que isso não estava acontecendo, muito menos seria capaz de deixá-la ir, mesmo que ela pedisse.
- Diga-me Hermione, se ele alguma vez a fez sentir isso... – disse ao mesmo tempo em que baixava a calça do pijama e a penetrava sem piedade.
Ela arqueou para recebê-lo e ofegou com força, impactada com a força com a qual ele a possuiu. De alguma parte dentro do seu corpo encontrou a força para articular as palavras que escaparam dos seus lábios, e gritou:
- Não! Jamais foi assim!
Severus ofegou surpreendido pela intensidade da paixão dela, e teve que deter-se e fechar os olhos com força para conter o orgasmo que ameaçava liberar logo. Há tanto tempo sonhava em tê-la assim, e fazia tanto, tanto tempo que não tinha uma mulher...
A beijou outra vez e fez amor com ela como sempre imaginou que faria.
Continuará...
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N/T: Viu como a tia aqui não foi má? Dois caps. de uma só vez. Junho e julho. Quem sabe até o início de setembro sai o cap. de agosto? Bjoks para my sister, Senju Yume, vivian Alves, Pathy Potter, Larissa Potter, Lady Te, Moe Greenishrage, Morgana Granger, Cora, Tarah, rika, Luxury FireGirl e Fl./;*
Desculpem pelos erros e até mais.
