Queridíssimos leitores:

Aqui está o novo capítulo. Agradeço a todos infinitamente suas opiniões. São maravilhosas e me fazem sentir muito feliz, mas este capítulo é dedicado a alguém especial, alguém que significou muito em minha vida e provavelmente vai ver a si mesmo em uma situação dessa história. Eu não vou dizer qual! Ele sabe disso e isso é suficiente.
Todo o amor do mundo,
June Magic

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Severus estava em um estado de profunda serenidade deitado nu na cama enquanto abraçava a igualmente nua e desacordada Hermione, que sucumbiu ao cansaço de noites mal dormidas e desejo satisfeito. Mas Severus não queria dormir. Parecia um sonho tê-la assim, tão indefesa e entregue, dormindo em seus braços. Sentia ao acariciá-la, com seus dedos, a maravilhosa pele jovem, suave e firme e o cheiro de jasmim de seu cabelo parecia ter permeado os receptores olfativos dele, dando um banquete de Hermione aos seus sentidos. Além disso, ela roncava muito lentamente, fazendo um som um pouco mais parecido com um ronronar que qualquer outra coisa. Sua gata macia e perfumada de jasmim.

Apesar do início agressivo acabaram fazendo amor com carinho, muitos beijos e acariciando-se como se nenhum dos dois conseguissem acreditar que o outro estava ali e tiveram que tocar um no outro para convencerem-se de que eram reais, que estava realmente acontecendo. E quando acabaram ambos murmuraram o nome um do outro. Ele jamais poderia esquecer a corada Hermione sem fôlego, fechando os olhos firmemente e jogando a cabeça para trás ao exclamar um "Severus!" estrangulada pela paixão.

E agora ele não queria dormir, porque tinha o medo irracional de acordar e descobrir que era tudo um sonho; e o pavor mais real de que chegasse a manhã e levasse o tesouro que tinha dormido em seus braços. Queria aproveitar até o último minuto com ela. Gravá-la para sempre em suas memórias.

Nunca antes pareceu mais bela do que neste momento, nua e dormindo em seus braços. Sua mente racional disse que ela não era nada bonita, mas não conseguia se lembrar de qualquer mulher mais bonita do que ela. E aproximando-se de seu rosto, beijou delicadamente esses lábios entreabertos que para ele sempre pareceu-lhe que implorava por um beijo.

Por isso a vontade de beijar os lábios da amada.

E ela, como uma princesa de conto de fadas, acordou ao sentir os lábios nos seus, e sorriu docemente enquanto levanta uma mão para acariciar o rosto dele e acomodar uma mecha de cabelo atrás da orelha.

- Então não era um sonho, afinal ... ainda está aqui.

- Como o seu pior pesadelo. - E ele a beijou novamente.

Eles se olharam por um instante, absortos na contemplação do outro, até que ela falou:

- Obrigada. Obrigada por me dar isso, Severus. Vou guardar para sempre no meu coração.

- Você ainda está com essa idéia estúpida de se casar? Eu não posso acreditar.

- Eu devo fazê-lo - , disse ela com ternura, como alguém que explica a lição a uma criança - , meu lugar é ao lado de Rony. Eu não posso dar para trás agora, eu faço o que é esperado de mim.

- Não, Hermione, não é seu dever fazê-lo ... Não precisa se casar com o Weasley para ser alguém, você ... você o fará para pertencer a essa família ...

- E que escolha eu tenho? Odiar-me-iam se não fizesse, e eles são tudo que tenho no mundo mágico.

Severo quis oferecer-se como alternativa, mas por dentro ele sabia que essa não era a solução. Tinha que fazê-la abrir os olhos, para reconhecer seu próprio valor.

- Por que você precisa ser Hermione Weasley? Você não percebe que Hermione Granger é muito mais valiosa e digna de admiração? Foi Hermione Granger quem fez a Poção Polissuco no segundo ano, foi Hermione Granger quem quebrou todos os recordes de nota nos NIEMS, foi Hermione Granger quem montou nas costas de um dragão, foi Hermione Granger quem lutou na Batalha de Hogwarts ... e é Hermione Granger quem tem um futuro brilhante na pesquisa de doenças mágicas. Você sozinha pode e vale quem é. Você acha que ele ficará feliz em ter você como esposa e que irá apreciar as suas realizações no domínio da pesquisa? Quanto tempo você acha que passará antes pressioná-la a ter sete filhos como os pais dele? Para que abandone sua carreira para criá-los? Não, Hermione. Você não precisa ser Hermione Weasley ... ou Hermione Snape. Deve ser Hermione Granger. Só assim será feliz. Ser você mesma em primeiro lugar.

Quando terminou seu discurso, Severus percebeu que ela estava observando-o atentamente com os olhos brilhando de lágrimas, e temeu tê-la ferido. A última coisa que ele precisava agora era que ela corresse para fora do quarto aos prantos. Mas tinha que dizer. Por muito tempo havia engolido essas palavras e depois dessa noite não era capaz de retê-las mais. Ela merecia que alguém dissesse-lhe a verdade.

- É como você me vê? - ela perguntou com a voz trêmula.

Não deu-lhe tempo para responder, o beijou tão forte que pensou que os lábios fossem estourar.

E ele correspondeu com desespero, sabendo que, apesar de suas palavras, ela escaparia como água por entre os dedos, desejando que aquele beijo fosse forte o suficiente para mudar seu pensamento, mas de antemão sabendo que...

- Você vai fazer de qualquer jeito, não é?

Ela não respondeu e ele sabia que o seu silêncio era um sim, mas pelo menos ficaria com a lembrança de tê-la em seus braços e tê-la feito sua.

O desespero da certeza de que era a última vez o fez fazer amor com todos os seus sentidos, com toda a sua alma, para causar o maior prazer possível e dizer-lhe com seus atos o quanto a amava; porque as palavras não eram suficientes para expressar o que ela significava para ele. Declarar "eu te amo" teria sido ridiculamente baixo em comparação com o que sentia, então deixou que suas mãos, sua boca e seu corpo dissessem o que significava para ele. Para que nos anos que viessem sempre se recordasse, para que jamais homem algum fosse capaz de apagar sua lembrança, para que o levasse como uma tatuagem em sua pele até o dia da sua morte.

Hermione se reclinou sobre peito dele e suspirou o último "Severus" e adormeceu novamente. Mas Severus não conseguia dormir. Olhou para o relógio e o amaldiçoou interiormente, como se o dispositivo tivesse culpa de que faltasse tão pouco tempo antes de amanhecer. Nunca antes tinha sentido uma necessidade tão grande de ter um vira-tempo e roubar horas, dias, anos ... uma vida inteira com Hermione.

Em algumas horas ela se levantaria da cama, se arrumaria como de costume, como se nada tivesse acontecido, e partiria cedo para A Toca para se preparar para a cerimônia. E ele teria que aceitar.

Mas antes de sair, ele dar-lhe-ia algo para se lembrar. O que poderia ser digno dela? A fitou adormecida em seus braços e sorriu, tinha o presente certo para ela. Algo muito parecido com ele. Tentando não acordá-la, se arrastou para fora da cama, pegou seu roupão e se dirigiu para o laboratório de poções na subterrâneo.

Hermione sentiu a luz do dia em seu rosto e começou a despertar, mas quando abriu os olhos viu o rosto de Severus tão perto do seu, estudando-a atentamente que não pôde conter um grito de surpresa.

- Severus quase me deu um susto! - Ela protestou, colocando uma mão sobre o coração como se para acalmar batidas aceleradas.

Ele apenas a olhou, sorrindo para si mesmo, e ergueu o punho diante de seus olhos onde uma corrente de ouro com um pingente estavam pendurados. Apoiou o que parecia ser uma jóia em no peito nu dela e deixou a corrente pousar ao redor.

- É meu presente de casamento - explicou.

Surpresa, Hermione pegou o que parecia um topázio e examinou-o. Não era uma jóia, mas um pequeno frasco de cristal facetado com uma poção dourada no interior.

- Felix Felicis! - exclamou o reconhecendo.

- Dez pontos para a Grifinória, senhorita Granger.

Ela o olhou com curiosidade e ele decidiu ser honesto.

- Desde que decidiu ir adiante com a idéia estúpida de se casar com Weasley, eu percebi que você ia precisar de sorte.

Hermione abriu o fecho da corrente e a pôs, repousando o frasco entre os seios. Estava comovida com gesto de Severus, nunca imaginou que ele pudesse dar um presente nessas circunstâncias, muito menos um tão especial. Apesar de machucá-lo ele respeitava sua decisão, e ela sabia disso. E o amava ainda mais por isso.

Mas não podia olhar para trás. Sua noite juntos tinha terminado e nunca mais se repetiria. Procurou a camisola, mas lembrou que ele a tinha rasgado na noite anterior. Mesmo assim a pegou para guardá-la como testemunha de que a noite realmente tinha acontecido e não foi apenas uma invenção de sua imaginação. Severus se aproximou pelas costas e pôs uma de suas camisas sobre os ombros dela, em um gesto que ela apreciou profundamente, com os olhos fechados e sentindo um frio percorrer a espinha; com o coração pesado de amor. Virou-se para dizer adeus.

- Sinto muito, Severus. Pelo menos me lembrarei para sempre da nossa noite. - E se pôs na ponta dos pés para beijá-lo brevemente, mas ele a agarrou pela cintura e a beijou profundamente, segurando-a com força contra seu corpo como se quisesse que seus corpos se fundissem em um ... ela gemeu de dor e ele a deixou ir.

Eles se olharam em silêncio por alguns segundos e ela saiu da quarto.

Ele ficou no mesmo lugar fitando a porta fechada, e desejou ter sangrado até a morte na Casa dos Gritos.

Severus desceu até a sala de jantar para tomar café para descobrir que Hermione já estava terminando o seu. Sentou-se em seu lugar, como se nada tivesse acontecido, mas evitando olhá-la. De repente, o fogo da lareira brilhou com um raio de luz verde e surgiu a cabeça de Gina Weasley parecendo preocupada.

- Hermione, já passou das nove, mamãe está histérica porque você não chegou! - e, em seguida, observando que Severus estava presente, ela o abordou com um tom de voz mais jovial - Bom dia professor!

Severus murmurou uma resposta com uma cara de poucos amigos e Hermione deixou o guardanapo sobre a mesa.

- Desculpe, Gina, é que eu não consegui dormir muito por estar nervosa com o casamento e perdi a hora. Mas eu estou pronta.

- Vamos, apresse-se, eu acho que a mãe vai explodir a qualquer minuto! Você vem para o casamento, professor?

- Por maior que seja meu apreço pela senhorita Granger, eu odeio casamentos mais do que tudo. Acredito que poderão desculpar-me.

- Se o senhor por algum motivo mudar de idéia, saiba que é bem-vindo a qualquer momento. - Hermione disse olhando-o nos olhos. Sentia que era seu dever deixar-lhe em aberto a possibilidade de assistir, por mais desconfortável que fosse.

-Não se preocupe. Não acredito que vou, mas considerarei o seu convite. - Pôs-se de pé para se despedir.

- Bem, até logo, professor. - Gina se despediu e logo desapareceu por entre as chamas - E se apresse, Hermione, ou será vítima da ira da minha mãe!

Hermione aproximou-se dele, beijou-o na bochecha e abraçou-o, embora ele não tenha movido um músculo, e em seguida, entrou na chaminé com um olhar triste.

- Adeus, Severus. A Toca!

Severus viu as chamas verdes se extinguirem e sabia que junto com elas a sua última esperança fora extinta. De repente, ele se sentiu muito fraco e os seus joelhos já não podiam sustentar o peso do seu corpo. Ele estava ajoelhado no chão com uma garra de ferro apertando sua garganta e lutando para não chorar. E tudo que eu conseguia pensar era: "Mais uma vez, novamente, está acontecendo novamente."

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N/T: Filha da p... estou pensando esse adjetivo sobre ela até agora, mas não posso escrevê-lo. Olá, sei que estou no vacilo, mas prometo compensá-los. O próximo cap. já vem aí. Beijos natalinos para Lady Luna Andrews, Princesa mestiça, Pathy Potter, Morgana Granger (Responda o meu e-mail!/:*), Lady Te, Rowena, Taylor, Paty Snape, Coraaaaa(^.^), Viola, Nika, Luiz Malfoy, Karla Kizem, Sakura Kh e Paula.

Sorry pelos erros e até mais/:P