A guerra não é bonita, nem sublime.
É repleta de dor e mutilação,
perdas e decepção
e a esperança jaz em cada esquina.
Para cada soldado uma fina linha vital,
seja ele herói ou vilão,
bom ou mau.
A morte não faz distinção,
ricos e pobres, crentes e descrentes,
fortes e fracos, corajosos e covardes,
pereceram de forma igual
e não há glória no final.
Ela [a morte] está em todo lugar,
em florestas congeladas e campos de pesadelos.
Há os que lutam, os que fogem,
os que vivem, os que morrem,
os que choram, os que riem,
os que se perdem, os que se encontram,
os que sonham em voltar para casa
e os que não serão capazes de ir.
Há os amados e os odiados,
os mártires, os renegados,
os honestos, os mentirosos,
os abençoados, os amaldiçoados,
os que serão eternizados
e os que serão esquecidos.
Mas ainda há aqueles poucos,
aqueles que encontram conforto
num livro, num vício ou numa oração,
em piadas, cigarros ou na união,
que lutam pelo irmão
quando desistir não é uma opção.
Que compartilham seu sangue em batalhas,
em buracos no chão,
em ruínas de cidades,
vales e colinas.
Há aqueles poucos,
aqueles poucos felizes,
aquele grupo de irmãos.
Também a postei no Nyah: .br/historia/433092/These_Few_These_Happy_Few/
