Acordei com uma baita dor de cabeça, Sakura ainda dormia, e passava um pouco das nove, estranho... Mas enfim... Levantei e fiz minha higienização da manhã, o tempo estava fresco e pra aproveitá-lo optei por uma bata verde-água com desenhos abstratos em preto e um short jeans preto.

Lá embaixo estava tudo animado, Ino estava sentada no colo de Gaara, enquanto conversava, entre risos e sorrisos, com Temari na cozinha, Hinata e Naruto estavam na sala, falavam sobre diversas coisas, Itachi, Hidan e Deidara estavam na varanda quando decidiram chamar todo mundo para um jogo. Num instante Neji, Sasuke e Sasori, até então desaparecidos, juntaram-se a nós. Minutos depois Sakura também veio.

-Então, que jogo é esse? – perguntou Naruto exibindo seu aparelho colorido num sorriso de orelha a orelha.

-Uma caça ao tesouro.

-Por que brincaríamos disso? – perguntou Sasuke se pronunciando, creio que pela primeira vez desde que chegamos.

-Se não quiser brincar... Não brinque, oras! – Respondeu Itachi. Neji me olhou como se quisesse uma resposta, ele estreitou os olhos, procurando a tal resposta, sorriu de lado e disse "Eu brinco", naquele momento senti que algo muito ruim iria acontecer comigo. No final todos acabaram aceitando.

-Ótimo! – Deidara mantinha um sorriso de orelha a orelha – Vou explicar as regras. – ele fez uma pausa dramática – Vocês têm que andar em duplas, vou escolher quem fica com quem, vou espalhar as pistas e quem achar o tesouro primeiro vence.

-E o que o ganhador ganha? Além do jogo, é claro... – perguntei.

-Ah... Vocês escolhem. – respondeu Deidara dando de ombros.

-Falando nisso... – começou Sakura – O que você pediu pra Ino, Gaara? – perguntou com malicia.

O ruivo e a loira se entreolharam.

-Ele me pediu em namoro. – disse a loira sorridente. Percebi Sasori revirando os olhos de desaprovação enquanto as outras meninas deram risinhos nada discretos, e Naruto, pra variar, deu alguns tapinhas nas costas de Gaara dizendo algo como "Estou com pena de você...", logo depois de um breve momento de briga familiar Deidara decidiu dar continuidade ao jogo.

-Vão agrupando-se conforme eu cito seus nomes. – continuou ele – Naruto e Hinata, Ino e Gaara, Temari e Hidan, Sasuke e Itachi, Sakura e Sasori e... Tenten e Neji. – ele fez de propósito! Eu sabia! Sabia! Ele deu um sorrisinho de meia boca, eu vi, eu vi – Pronto, crianças... – mais é graça! – Agora vocês vão receber um mapa – só porque eu sou uma péssima leitora de mapas! Deidara sua besta loira! Te odeio! – vocês vão procurar as pistas, são apenas cinco, quem achá-las em 30 minutos está livre, quem não achar... – ai meu Deus... Cincos pistas e seis grupos, que anta loira mais má! – Pagará uma prenda escolhida pelos vencedores. Ou por mim... Se minha cachola estiver criativa... – cachola? Que diabos é isso?

Peguei o tal mapa e me uni a Neji , ele me olhava com desgosto, observava o fundo do mapa com impaciência, ele tinha mudado de ontem pra hoje, de uma forma incrível eu diria. Começamos a andar, eu não o havia deixado ver o mapa, eu tinha certo orgulho e não deixaria ele me vencer, não nisso, eu não podia perder em algo tão simples como o orgulho, mesmo se o oponente em questão fosse o cara mais orgulhoso do mundo.

Já estávamos fora da casa, no pomar, pra ser exata. Havíamos rodado a área dos morangos por umas três ou quatro vezes , Neji já estava bufando de raiva.

-Me dá isso aqui! – berrou ele tomando o pequeno papel de minhas mãos – Tenten, você é burra por um acaso? – ele estava com muito ódio, mas precisava ser grosso assim? – O mapa estava de cabeça pra baixo, você não percebeu?

-Claro que sim, oras! – menti, não acredito, eu realmente sou burra... – Eu só queria saber se você percebia... – Tenten, sua vaca burra! Não tinha nada melhor pra dizer?

-Ahan, claro. E eu acredito que você seja tão inteligente assim. – ironizou.

Me neguei a responder, ele olhou o mapa, olhou e olhou, depois analisou o local onde estávamos.

-Ao julgar pelo lugar que o ponto vermelho se localiza... – ele parou de novo – Nossa primeira pista está no meu quarto. – falou como se o mundo fosse obvio. Ele enfiou a mão no meu bolso e olhou meu relógio, como ele sabia que eu tinha um relógio de bolso? – Perdemos dez minutos com sua falta de inteligência, Mitsashi.

-Obrigada pelo elogio, Sr. Sabichão. – ironizei em resposta.

Estávamos prestes a passar pela grande porta de madeira pra voltar pra dentro da mansão, quando Deidara nos barrou.

-Quem sai da casa tem uma penalidade a pagar se quiser voltar. – disse o loiro sorrindo sorrateiramente. Juro que previ Neji me matando, esquartejando e queimando os pedaços.

-Que penalidade? – perguntou o Hyuuga entre dentes. O loiro pegou quatro pedaços de barbante e amarrou minhas pernas nas do Hyuuga e o mesmo com os braços, nos deixando um de costas pro outro. Assim que o loiro terminou o ultimo nó Neji me olhou de cima a baixo, os olhos carregados de raiva – Satisfeita? Agora somos uma dupla de idiotas! – o tom dele era de pura insatisfação.

-Eu não tenho culpa! – eu não tinha nada que pegar a droga do mapa pra dá uma de espertalhona, mas Deidara também não tinha nada que desenhar tão mal aquela porcaria! Maldita anta loira!

Entramos na casa, não havia sintonia entre nós e não importava o que fizéssemos nunca andávamos na mesma direção.

-Que jogo idiota! Não quero mais participar dessa besteira! – estourou Neji puxando seus braços dos meus.

-Ai,Neji! Tá machucando! – berrei em defesa, ele parou – Não adianta. Os nós estão muito apertados, não vamos sair sem uma tesoura. E se aceitamos participar temos que ir até o final, deixe de ser chato! É só termos sintonia. – eu não acredito, faço burrada e ainda dou idéias...

-Tá, mas eu dou as ordens. – parecia uma criança birrenta, mas usando minha criatividade e a inteligência dele conseguimos sair do lugar sem nos machucar.

Depois de tanto nos contorcer chegamos ao quarto, porta trancada, maravilha!

-E agora?

-Não sei, só sei que já passaram dez minutos e não achamos nada.

-Será que tem uma chave por aqui? – perguntei arrastando meu pé, juntamente com o dele, na tentativa de afastar o tapete.

-O que te faz pensar que a chave está aí? – perguntou de repente incrédulo, a chave realmente estava lá.

-Deidara assiste muito filme, quer coisa mais clássica que chave de baixo do tapete? – e porque haveria um tapetinho na frente de cada quarto se não tivesse alguma outra serventia?

Ele não respondeu, passamos por um sufoco até a tal chave chegar em nossas mãos, mas lá estava ela, rodando maravilhosamente na fechadura, nunca fiquei tão aliviada em ouvir o abrir de uma porta como naquele momento.

Procuramos o tal "tesouro" em todo canto, ele não parecia estar lá.

-Neji... – resmunguei – Não tem nada aqui!

-Eu não diria isso. – senti uma de minhas mãos sendo arrastada e logo meus punhos estavam livres e depois meus tornozelos.

-Onde achou isso? – perguntei me referindo ao estilete na mão dele.

-Estava numa caixinha dentro do criado-mudo, era nossa pista. – respondeu ele vitorioso.

-Então vamos voltar ao jogo. – falei indo até a porta – Ops...

-O que houve?

-Está trancada. – ouvi risinhos do lado de fora, tinha gente armado pra nós! Malditos sejam aquele loiro e sua família! Me encostei na porta, de costas pra ela, escorreguei até senti o chão, agora eu estava sentada nele, abraçando meus joelhos - O que faremos agora? – estava tão quente...

-Não sei... – ele sentou na cama e abriu os botões da camisa, como assim? Enquanto eu tentava resistir à tentação e não olhar ele continuava falando enquanto se abanava – Está muito calor, não acha? – ele não me olhou, encarou o teto e continuou se abanado, pude sentir o perfume dele emanado em minha direção, me remexi no lugar, não estava muito confortável naquela situação, desviei meu olhar, o tórax bem definido de Neji estava ofuscando meus olhos, nossa, e como ele era branco!

Mas deixando tantos detalhes inúteis de lado... Meu lado obscuro estava louco pra se aproveitar do momento. Eu estava trancada num quarto, com o homem mais gato que eu já vi em toda a minha vida, estava fazendo o maior calor e ele estava se despindo! Jesus Cristo... O que eu precisava mais? Ora, era só correr pro abraço, ou melhor, amasso...

O Hyuuga me olhou pelo canto do olho, estava tentando disfarçar, mas deixou um sorriso repleto de malicia lhe escapar entre os lábios, ele se levantou e andou até minha direção, a camisa balançava junto aos seus longos cabelos, ajoelhou-se à minha frente e pegou meu queixo com delicadeza, fitando o fundo dos meus olhos.

-Você lembra daquela hora, ontem, no pomar?

- Qual hora?

-A que paramos.

-Hm... O que tem ela? – eu podia senti minhas pernas tremerem, segurei-as com mais força.

-Que tal se continuássemos dali? – ele arqueou uma das sobrancelhas e esperou minha resposta.

-Não farei isso, Hyuuga. Você não sabe o que quer.Não agüento mais suas atitudes bipolares! E nós estamos sendo brinquedinhos nas mãos de um bando de maníacos, me sinto manipulada!

-Não estamos sendo manipulados, Mitsashi. – ele continuava calmo, feições serenas, mas ainda assim seus olhos eram profundos e mergulhavam nos meus.

-Você está fazendo o que eles querem. Peraí, você não estaria unido a eles, estaria?

-Não. Eu não estou fazendo o que eles querem, e também não estou unido a eles. Estou apenas querendo aproveitar a situação.

-Já pensou se nós fossemos aproveitar a situação, lembrando que isso é completamente hipotético, então nós estaríamos aproveitando e de repente eles abrem a porta e vêem a cena, seja ela qual for. Como você acha que eu me sinto com isso?

-Isso não aconteceria. Suas amigas te amam, elas não fariam algo assim. – ele se aproximou mais, seu hálito, novamente, roçava em minha pele, eriçando meus pelos, brincando com minha imaginação.

Ele pôs as mãos debaixo da minha blusa, eu pude sentir aqueles dedos quentes na minha barriga, logo uma de suas mãos desceu até minha coxa, eu me levantei num pulo, tinha medo do que pudesse acontecer.

-Não, Neji. Já tá bom. Não podemos.

-Ah, nós podemos. – ele me agarrou de novo, adorei a sensação, me carregou até a cama e me jogou com brutalidade, jogou a própria camisa no chão, no momento perdi toda a minha sanidade e arranquei a blusa, algo me dizia "Seu sutiã é tão lindo, porque não mostrá-lo?", lembrei do pomar, mas ali teríamos que terminar o que começamos, tínhamos que terminar. Sua língua invadiu minha boca com urgência enquanto seu corpo fazia pressão em mim, eu ainda pude vê-lo abrindo o zíper da calça e logo depois perdi totalmente a consciência.


Aí está o penultimo cap.

Eu espero que o nível da fic não tenha caído, porque uma "vozsinha" na minha cabeça me diz isso e eu nunca sei quando ela tem razão, então...

Reviews?

Aceito criticas tbm, elas me ajudam muito!

Bye-Bye o/