Queria agradecer de coração as rewiews que recebi por esses dias. É muito gratificante ouvir que as pessoas gostam de uma coisa feita com amor e carinho. E para todos que eu dedico este sétimo capitulo. Obrigada a todos.
7° capitulo de Uma nova oportunidade para Serena.
Chegou a hora da escolha... e de grandes surpresas?
Querido diário, só sei que a noite de domingo e a segunda-feira passaram voando. Usei esse tempo para pensar em que eu levaria, afinal duas pessoas, duas meninas que eu estimava ficariam chateadas. Mas tomei minha decisão. Levei em contra os prós e os contras,mas eu acabei ficando segura da minha escolha. Não ia comentar com minha mãe até eu dizer as garotas o que eu tinha decidido. Eu precisaria da minha mãe pra convencer os responsáveis delas.
Enfim chegou a manhã de terça. Mal tinha abertos meus olhos naquela manhã e já sentia a porta ser quase arrombada pela força que batiam nela. Olhei o relógio e vi que marcavam nove horas. Mamãe havia me deixado dormir até tarde. Se era uma das coisas que eu gostava de fazer nas férias, era dormir até tarde nas férias. Um tanto sonolenta, falei:
- Entra e não quebre a minha porta.
-Bom dia, Serena!! Isso é horas de se levantar numa manhã tão bonita de verão? Era a Lita entrando e me cumprimentado. Foi a primeira das meninas a entrar.
Eu respondi a pergunta dela dando um sonoro bocejo e me sentando melhor na cama.
- Nossa, parece que não dorme a um século, Serena. O que andou fazendo ontem, heiiin? Mina perguntou um tanto brincalhona.
- Dormi tarde, Mina-chan. Estava pensando na resposta que eu tinha que dar a vocês.
-Então que bom, cabeça de vento, então desembuche logo e diga quem vai e quem fica. Falava uma Rey impaciente e nervosa.
- Vão comigo a Amy e a Mina. – Respondi segura do que eu falava.
- Mas por que elas e não a Lita e eu? Explique-se Serena!! Pensei que eu fosse a sua melhor amiga.- Uma Rey tão contrariada me olhava fula da vida, que eu fiquei com medo de alguma reação violenta da parte dela. Eu vi raiva nos olhos dela. A Lita ficou desnorteada, me deu pena dela. Era uma vontade dela e, até um dos sonhos dela talvez, mas só podia levar 3 pessoas comigo.
A Lita sempre foi uma ótima amiga, mas a Mina foi quem me apoiou quando eu mais precisei e a Amy se fazia necessária nessa viagem. Não só pela habilidade com línguas estrangeiras como pela neutralidade que ela manteve durante essa confusão dos últimos tempos. De certa maneira ela me apoiava com as mudanças. Dava pra sentir isso, cada vez que eu a olhava. Só que ela não comentava nada para não magoar as outras
-Rey se acalme. Ela deve ter seus motivos, eu fiquei chateada por não ir agora, mas quem sabe vai aparecer a oportunidade de irmos ?- A Lita tentou acalmar a Rey que depois da descarga de ira, saiu correndo e a Lita com medo de alguma atitude esquisita dela, saiu correndo atrás dela.
A Amy e a Mina me abraçaram gratas e as minhas duas grandes amigas alegres, me deu a certeza que fiz a escolha certa.
- Très obligée me choisir pour aller France, Serena-chan- a Amy falava em francês.
- Merci. Serena-chan- a Mina agradeceu falando em um francês tão bonitinho que virou um vídeo pra minha coleção de fotos e vídeos feitos com o celular. A gente começou a conversar sobre a viagem e cada uma ligou para sua mãe. Para elas virem aqui em casa pra conversar com a minha mãe. E para nos ajudar o destino fizera que a mãe da Amy estivesse em casa naquela manhã. Acabara de chegar do plantão médico.
Liguei o radio e começo a tocar La vie em rose. As três começaram a cantar e eu logo que depressa, comecei a gravar a gente cantando. ( esse dia foi muito show) Meu irmãozinho apareceu na porta mandando a gente calar a boca, porque não queria ouvir vozes de taquaras rachadas do lado dele(o quarto dele é do lado do meu). A gente deu de língua pra ele. Tirei mais uma foto da cara de revoltado dele. Ia botar a foto dele no my space (hehehehehe).
Nesse espaço de tempo mamãe apareceu assustadíssima com a barulhada que fazíamos, na porta com um jarro de suco de laranja e alguns biscoitos . Ai eu contei sobre a decisão, a reação das outras garotas e das mães das minhas amigas virem falar com ela. Passamos um dia pra lá de divertido e a Amy começou a nos ensinar francês, até que as mães das garotas chegaram. E cada uma sentou ao lado de suas respectivas mães. A mãe da Amy era linda, bem parecida com ela. Só que mais alta e com o cabelo bem preso num coque. A mãe da Mina era uma bela loira, um tanto parecida com ela, mas tinha cabelos mais curtos do que a da Mina e olhos verdes.
Naquela mesma tarde as nossas mães se reuniram. Acabaram virando boas amigas. A mãe da Mina, a principio, não foi muito favorável a viagem por causa do visto, não só pela demora, mas também pelo preço e ainda mais porque a Mina tinha tirado uma nota baixa, mas devido aos trabalhos extras que fizemos, ela não ficou para o curso de verão. A salvação da Mina foi que a mãe da Amy tinha uns conhecidos na embaixada da França, incluindo o embaixador, já que era médica dele. Com apenas uma ligação, ela conseguiu que os nossos vistos ficassem prontos na quinta-feira e não custariam nada (oooba) para a gente. E que deveríamos enviar a documentação o mais rápido possível.. E com outra ligação entrou em contato com os organizadores do concurso( minha mãe tinha dado o número a ela). Assim que atenderam, passou a ligação para minha mãe e eles combinaram de mandar as passagens na quinta-feira a tarde, para que embarcássemos na sexta feira às quatorze horas. Todas nós com exceção da mãe da Amy, ficamos espantadas com a eficácia e com o conhecimento que a Sra. Mizuno tinha. Ter dinheiro e conhecer as pessoas certas era outra coisa. (o_o). A Sra. Aino ficou de falar com o marido(é comum aqui no Japão as mulheres casadas serem submissas aos maridos , aff ) e dar a resposta na manhã seguinte. A mãe da Amy já tinha deixado ela ir e ressaltou:.
- É uma boa oportunidade de Amy conhecer outro país, ampliar ainda mais os seus horizontes, e sair um pouco da frente dos livros, conhecer mais o mundo real e se socializar ainda mais. Me preocupo com minha filha por não ser um pouco mais como as outras mocinhas da idade dela. Mikako, dê a oportunidade de a Mina ir com as meninas. Acho que fará muito bem elas distraírem a cabecinha delas. Já que estão vindo o segundo e o terceiro ano do colegial delas. Elas vão ter muito que se preocupar daqui pra frente com que faculdade que irão seguir e o rumo da vida que elas querem tomar. E ela estará bem com a Ikuko-san. Elas ficaram bem.
-Keiko, não posso dar nenhuma decisão sem falar com o Hioshiro, porque vai ser ele a dar a decisão falei com as senhoras, só poderei dar uma resposta amanhã de manhã. –disse Mikako Aino,a mãe da Mina.
-Tudo bem, Keiko-chan e Mikako-chan, assim que decidirem, por favor me comunique- sim? Gostariam de mais chá ? Mais bolinhos?- Mamãe tentando contornar a situação tensa que formava naquela sala de estar.
-Claro, que sim Ikuko-chan. A propósito quero a receita deles, porque realmente estão diferentes do que eu faço. Você tem algum segredo para que eles fiquem tão fofinhos e sequinhos? Me conte por favor ...- A mãe da Mina , perguntou a minha mãe e a Mizuno-san concordou com a cabeça.
- Talvez, o meu segredo seja bater as claras em neve e acrescentar elas quase no final.- Disse mamãe sorrindo acanhada.
Aquela foi uma tarde um tanto engraçada. Mina, Amy e eu ficamos quietas escutando o que as três mulheres conversando. Será que um dia, quando todas estiverem casadas vai ser assim? Seria muito cômico a cena. *imaginando a cena-
Três mulheres com a aparência de cerca de trinta anos estavam sentadas na sala de visitas de uma delas. A anfitriã tinha sedosos cabelos azuis caindo suavemente até o meio das costas e estava vestida sobriamente de branco. Acabara de chegar do trabalho no hospital. As visitas eram duas moças loiras. A loira mais alta usava um vestido de alça florido e sua eterna presilha de laço vermelho prendendo seu cabelo. Segurava nos braços uma agitada menina loirinha , vestida com um vestido de gola marinheiro vermelho, queria brincar com as outras duas que corriam pela sala. A loira mais baixa, usava seu odango-atama, usava um talheur preto um tanto largo para sua pequena estatura. Ostentava uma barriga de sete meses de gestação e sua filhinha de seis anos, que tinham os cabelos cor de rosa, preso em odangos, brincava alegremente com a filha da dona da casa.
- E ai Mina-chan essas paquencas doces que você trouxe estão deliciosas..-n Quero a receita . Rini pare já de correr e sente-se aqui do meu lado.-Disse eu, tentando me sentar melhor por causa do peso da minha barriga e comendo a décima panqueca.
-Realmente estão boas, Amy Lynn pare de correr pela sala, olha a bagunça que você esta fazendo. – Amy olhava um tanto severa por cima dos óculos de leitura que nunca a deixaram para uma menininha de cinco anos que tinha cabelos azuis, cortados da mesma maneira que ela usava quando mais jovem.- Amy Lynn pare já com isso!!
fim da minha imaginação*
Só fui me ligar que as meninas e suas mães não estavam mais na sala quando vi minha mãe voltava da porta. Nossa, não sabia que minha imaginação era tão forte assim ('-' ""). Aí fui pro meu quarto e tentei me concentrar no mangá que eu havia deixado pela metade. Mas não consegui. Estava tão ansiosa pela minha viagem, que eu me recusei ficar dentro de casa. Sai para dar uma volta pelo quarteirã pensar e respirar um pouco, sem falar em me exercitar um pouco.
Estava torcendo pela Mina. Queria muito que ela fosse comigo. Ela andava meio triste depois da partida do Yaten. Também sentia falta do Seiya. Ele era uma ótima companhia. Mas tinha o Darien. Ele estava longe, mas por mais tempo que eu pedisse, ele ainda era(e é) meu namorado. Eu tinha que pensar nele . Mas deixaria para resolver meus problemas sentimentais depois da minha amada viagem. Tava tão pensativa que eu nem senti meu celular vibrar e tocar.Só quando o bichinho começou praticamente berrar, (tinha colocado o toque de uma ovelha berrando- béééééééh - kkkk) que eu tirei ele do bolso do short jeans que eu usava com uma regata estampada com um coelhinho surfista. Eu vi o numero e já sabia quem era no telefone, era a Mina.
- Serena-chan, boa noite amiga... – A voz dela saiu um tanto triste, pelo jeito não ia dá pra ela ir.(i.i)
-Oi Mina –chan, você já tem a resposta?- Eu esta sentindo um frio na espinha...
- Tenho sim... eu, eu ...
-Eu... o que?Para de fazer suspense Mina!- Eu estava morrendo de curiosidade.
- Eu... Vou Serena.... PRA FRANÇA COM VOCÊ!!!!!
-EEEEEEEEEEEEEEEEEEBA!!!!!- Gritei pulando feito uma louca com o telefone na mão. O povo que estava na rua me olhavam esquisito...
- Meus pais tiveram uma conversa, e como sempre a mamãe foi um tanto pessimista, mas papai não ouviu os argumentos contra dela e deixou eu ir. Ele mesmo foi lá na sua casa levar os documentos que a mãe da Amy falou que precisava para liberar os vistos. Papai já tinha renovado o meu passaporte semana passada. Então te vejo na quinta feira.
-Até amiga, e durma bem.
Voltei correndo para casa e ainda pude ver o pai da Mina. Nossa! Apesar da idade, ele era um loiro muito bonito. Era do tamanho do meu pai. Tinha olhos verdes e usava óculos. Ele me lembrava o Andrew, só que de cabelos mais claros. Ele até brincou comigo, passando a mão no alto da minha cabeça e bagunçando os meus cabelos, assim como papai fazia com o Sammy.
- Então é você a grande sortuda, hein? Garota de sorte...
Eu respondi ele apenas com simpático sorriso, e o vi sendo acompanhado pelo meu pai até a porta e ele ir embora.
Fui para meu quarto, peguei uma muda de roupa, fui para o banheiro, onde tomei um banho e logo depois fui jantar. Depois disso me preparei para dormir e fui para meu quarto.
A quarta-feira foi hiper corrida. Acordei hipercedo, desci, fui tomar café. Enquanto tomava o desjejum, mamãe falava alegremente que a mãe da Amy já tinha passado para pegar os documentos e perguntado se minha mãe deixava a Amy dormir aqui em casa, hoje e quinta-feira, já que ela estava indo para um plantão de trinta e seis horas e só sairia na sexta feira a noite. Mamãe deixou . A gente ia aproveitar para ter um intensivão de francês. Era bom se a Mina pudesse dormir também por aqui também. Ela precisaria de aulas intensivas de francês. Terminado o café da manhã, papai tinha ido trabalhar. Minha mãe e eu começamos a arrumar as malas. Como eu tinha umas economias guardadas, (hehehe, a Luna sempre me chamou de gastadeira, mas tinha minhas economias guardadas num cofre em forma de um bauzinho bem chaveado. E ela nunca soube desse dinheiro
Guardava esse dinheiro para comprar um celular de filper, mas como eu tinha ganhado um, resolvi gastar a metade dele e guardar o restante, agora queria um notebook igual ao do Darien e nem pensaria de pedir um a ele. Não que ele se negasse de comprar um para mim, se eu pedisse com certeza ele me daria um, mas queria experimentar comprar ele com o meu próprio dinheiro.)
Experimentei comprar umas roupas diferentes do estilo que eu costumava usar. Comprei algumas peças num estilo mais feminino e adulto. Não que eu deixasse de gostar de estampa de coelhinhos, até comprei duas regatas, uma estampada com a Lola vestida de líder de torcida e a outra do Pernalonga dizendo " E aí velhinho" num balão de historia em quadrinhos. E comprei também dois biquínis que se meu pai visse mandaria eu jogar fora na hora (hehehehe ser filha de um papai ciumento era fogo). Eu estava feliz com minhas novas aquisições para meu armário. Essa era a parte divertida de crescer. Guardei minhas roupas novas na mala e separei mais algumas peças. Coloquei minha necessérie cor de rosa estampada com corações brancos e uma bolsinha vermelha com brincos, cordões e a caixa da minha aliança(quando eu pedi um tempo no meu noivado, tirei minha aliança e nem a usei desde então, a ria levar caso pintasse a saudade) na minha mochila preta com alguns detalhes em rosa bebê novinha. Naquele ano resolvi aposentar minha velha pasta de couro e iria de mochila para o colégio.(Ela tinha um chaveiro fofo de uma coelhinha rosa, que eu comprei para enfeitar a minha mochila.)
Eu tava tão distraída com a arrumação das minhas coisas que eu nem percebi que tinha deixado a porta do meu quarto aberto e Amy havia entrado com a bagagem dela. Ela estava vestida quase como um garoto, de boné, camiseta e calça jeans. As únicas coisas que denunciavam que ela era uma garota, alem do volume dos seios era a camiseta preta dela estampada com uma fadinha apoiando os pés na água e a estampa havaiana feminina do boné, que era da mesma cor da camiseta. Ela arrastava uma mala de viagem azul e carregava uma mochila preta da Kliping com um chaveiro de macaquinho preso nela nas costas. (ai que inveja dela, eu queria uma mochila tão bonita como a dela i.i) E de praxe a Luna que estava sumida desde domingo de manhã, acabara de entrar pela janela.
- Vocês realmente vão ir nessa viagem. Até você Amy, e eu que pensei que ira convencer a Serena a parece que esqueceu das obrigações que ela tem.- Luna falando como a Minha mãe quando da bronca no Sammy e em mim quando a gente tem um arranca-rabo dos brabos.
- Oi Luna, acho que não faz mal de nós nos ausentarmos do Japão por alguns dias. Desde que Galáxia foi vencida, não tem aparecido nenhum inimigo declarado. Só alguns monstros isolados e muito fracos. E já faz meses que não aparece nenhum sequer. – Amy tentando argumentar com a Luna que parecia irredutível.
-Eu sei,mas não podemos abaixar a guarda. Nunca se sabe quando um novo inimigo pode aparecer.- Luna contra-argumentou.
- Pra isso acontecer, Caos teria que renascer novamente- Eu disse um tanto tranquila. E querendo por um fim a aquela conversa chata.- Isso vai demorar a acontecer. E estávamos mesmo precisando de umas férias. Para sermos adolescentes normais. E sermos nós mesmas e não nossas vidas passadas. (enfatizei bem vidas passadas para lembrar a Luna que todas nós queríamos viver o nosso presente e sem se preocupar com o futuro "pré-definido". )
- Ta bom, miau... A Luna saiu denovo pela janela, com uma bela cara de contrariada. (eu perdi essa chance de bater uma foto dela = [ )
Ajudei a Amy a guardar as coisas dela quando a gente sentiu a presença de uma terceira pessoa no quarto.
- OI GENTEEEEEEEEE!!!!!!!! – a recém chegada
-Oieeee!!!!!- Me virei e me deparei com a Mina. Ela estava uma graça de uma jardineira jeans com detalhes floridos em tecido amarelo, camiseta amarela e um chapéu amarelo do mesmo tecido da jardineira. Ela trazia com ela uma mochila amarela e uma mala de rodinhas amarelo-alaranjado.
- Minha mãe me trouxe e pediu a sua se eu podia dormir aqui hoje e amanhã. E ela deixou. Uiiii que emoção. Aí, vamos todas para o aeroporto. Mamãe ficou de ir lá quando nós partíssemos Vamos dormir juntas e zoar muito .
- Vamos estudar francês juntas, isso sim! - Amy falou séria e cortou um pouco a empolgação da Mina.
Depois que ajeitamos os nossos pertences no quarto, a mamãe nos chamou para almoçar e em seguida, após ajudarmos ela, subimos e começamos a estudar francês. Até meu irmão e minha mãe foram estudar com a gente. Quando a mamãe foi fazer e trouxe pipocas com refrigerante para a gente, rolou até guerrinha de que em três minutos acabou só de minha mãe nos olhar feio. Resumindo a primeira tarde foi maaaara. Ficamos estudando francês até tarde. Até papai nos ajudou. (ele sabe falar um pouco de francês, já que como jornalista, ele já viajou umas duas vezes pra França, para cobrir alguma matéria.)
Chegou a hora de dormir. Resolvi botar dois colchões no chão ( o da minha cama e o da cama auxiliar, já que minha cama era uma bicama), Forrei e joguei um monte de almofadas em cima das meninas. Elas não se fizeram rogadas e começaram a atira-las em mim. Ai a guerra de almofadas estava declarada. A batalhinha tava rolando tão legal, até que minha mãe (desmancha prazeres u.u) chegou na porta e só falou uma vez sem gritar para parar com a bagunça. E claro,.a gente parou rapidinho.
Dormimos logo em seguida. E na manhã seguinte acordamos bem cedo, tomamos café, fomos ao mercadinho perto de casa para comprar as coisas que faltavam e voltamos pra casa. Passamos o dia e uma parte da noite estudando francês. Acabamos nos divertindo e até que pegando fácil a pronuncia e alguma coisa da escrita. Como a Keiko-san havia dito, os vistos e as passagens haviam chegado no final da tarde e já estavam em nossas mochilas. A mamãe foi até dormir lá no quarto com a gente. Como estávamos agitadas com a nossa viagem, a gente decidiu fazer um concurso de piadas. E a minha mãe ia ser a juíza. Amy falou uma facinha em francês que todo mundo repetiu. A Mina foi quem ganhou com a piada de bichinha.
Todas dormiram, já iam dar duas horas da madrugada e acordamos iam dar umas oito horas da manhã. Um dia lindo de verão ia se firmando e descemos para ajudar a mamãe com a cozinha, já que ela acordou junto com a gente e para nossa surpresa, papai e o Sammy haviam feito tudo. O café da manhã que estava servido na mesa era lindo. ( tinha que ver a cara de surpresa da mamãe quando viu que os homens da casa tinham cozinhado).
- Céus que café da manhã lindo!!!. Os homens da casa fizeram o café. Serena, filhinha me belisque...Que isso só pode ser sonho!!!
- Não vou fazer isso com a senhora, mãe.- Eu disse, esfregando o braço da minha mãe no lugar do beliscão. – Papai, foi o Sammy e o senhor que fizeram isso?
- Fomos nós sim, Serena. Com a sua mãe sendo uma excelente cozinheira, eu havia esquecido que sabia cozinhar, e fiquei bem mal acostumado. Eu já contei a vocês que antes de eu me casar com a mãe de vocês eu trabalhei meio período com auxiliar cozinha enquanto fazia a faculdade de jornalismo? E morei um tempo sozinho até concluir os estudos?
- Dessa eu não sabia pai- Sammy falou surpreso.
- Nem eu. – disse eu.
-Então vamos comer, que se não esfria. –disse papai arrastando uma cadeira para a mamãe- Permita-me querida...
- Só se for agora meu amor- mamãe retribuindo a gentileza do papai com um sorriso.
Todos se sentaram a mesa para o café. Confesso que mesmo admirando o gesto carinhoso do papai, ainda prefiro muito mais o desjejum feito pela mamãe.
Senti que todo mundo elogiou o papai mais para não deixar ele mal. Mas ver a carinha de satisfação dele compensou os meus ovos mexidos quase crus. Depois do café, papai foi trabalhar e o Sammy foi jogar vídeo-game na sala.
Papai tinha deixado um dinheiro com a mamãe para irmos ao salão de beleza. Fomos lá, fizemos a unha e escova. As quatro saíram lindas e belas pela rua. Até alguns homens elogiaram a mamãe. Apesar de ser mãe de dois adolescentes, minha mãe ainda era jovem e muito bonita, sem aquele avental e aquela roupa de casa, ela não aparentava os seus trinta e oito anos, ela parecia com uma mulher de vinte e nove anos. Eu até fiquei com ciúmes dela, mas pelo papai do que eu mesma. Mas fiquei na minha.
Chegamos em casa já faltando meia-hora do horário que a gente havia combinado para ir ao aeroporto. Mamãe fez um lanche rápido para comermos e depois de satisfeitas, fomos nos arrumar. A sorte nossa era que o papai e o Sammy desceram nossas coisas antes, e elas estavam perto da escada. Era só pegar e ir embora.
Na hora que já íamos saindo na porta a gente ouviu a buzina do carro da mãe da Mina. Ela ia nos levar até o nosso destino. A viagem foi calma e conversávamos pouco.
Chegamos no aeroporto meio-dia e fomos logo fazer o check inn das coisas. Iam ser oito longas horas dentro de um avião, do Japão indo para a Europa. Levei na minha bagagem de mão ( minha mochila), alem das coisas importantes, minha coleção de mangás do Paradise Kiss,e a do Samurai X, um dicionário em francês, meu mp6 (eu iria escutar durante a viagem, um mini-curso de francês que a Amy baixou da internet e jogou nele), uma foto do meu ogrinho querido que nem sabia que eu estava viajando para fora do país e com certeza ia ficar espionando ela de vez em quando, minha agenda e você, meu querido diário.
Quando anunciou que era nosso vôo que estava prestes a sair, fomos pro avião. Nossa ele era enorme e deveria caber quase duzentos passageiros. Nos sentamos nos nossos bancos correspondentes. Amy ficou na Janela, a Mina no meio e eu na ponta e minha mãe no paralelo ao meu. Quando a geringonça voasse me seguraria a minha mãe. Quando ouvimos que deveríamos por os nossos cintos eu comecei a gelar, mas me controlei. Nisso vi uma bonita comissária de bordo ruiva dando as instruções de como deveríamos agir nas diversas situações que poderiam acontecer, me lembrei da Molly. A moça tinha o mesmo tipo de cabelo que ela, mas eram presos em um coque e arrematados com um bonito laço. O jeito que ela falava me tranqüilizou. Ela saiu para se sentar em seu lugar e o avião levantou vôo. Segurei forte na mão da minha mãe e das meninas e quando ele estava no alto nos soltamos e começamos a conversar para passar as primeiras horas.
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Agradeço imensamente aos comentários de : marycena,
TuxedoWriter- Obrigada pelo puxão de orelha, eu estava merecendo =)
Kaleidoscope 84- Obrigada mesmo pelo seu rewiew. Obrigada mesmo, de coração. E obrigada a todos que me prestigiam lendo minha fic.
