Gente, muito obrigada por todas as rewiews que eu tenho recebido. É muito legal perceber que tem gente lendo a fic. Bom só pra não esquecer: A Sailor Moon e o Darien( buaaaaaaaaaaa) não são meus, mas da Naoko T. e da TV Kiodasha. Mas a fic é criação minha. E para os amantes de Seiya Kou x Serena Tsukino, vamos ter ótimas cenas com eles , apesar de essa estória ser do Darien e da Serena. Prometo muita que muitas águas vão rolar nessa fic*risada maléfica* Outra coisa antes que eu esqueça, ao longo desta fic pode aparecer alguns capítulos em que alguns personagens poderão narrar os acontecimentos sobre seu ponto de vista e quando se tratar da Serena o dialogo dela pode tanto se voltar para o diário, quanto a uma segunda favor não estranhem
*Ah a propósito o titulo deste capitulo é um trocadilho com o nome do programa global: Pequenas empresas & Grandes negócios
*² L' heure bleue ( a hora azul) – antes que alguém me diga que essa expressão é um nome de um perfume francês caríssimo, essa expressão realmente existe. Trata-se um momento do fim do dia ( que geralmente se dá entre as 17 e 19 horas), em que aparece a primeira estrela no céu azul e as luzes dos prédios e casa se acendem e também coincide com a hora do rush e de volta para casa dos franceses. Que o chamam desse nome. ; ) .
9° capitulo de " Uma nova oportunidade para Serena."-
Pequenos e Velhos conhecidos & Grandes problemas*
-Bombom? Seiya?! É você? - Perguntei curiosa e assustada.
- Nossa bombom, se esqueceu de mim. Acho que eu vou chorar viu. Nem tem muito tempo que fui de volta para meu planeta junto com minha princesa para reconstruí-lo e já fui esquecido... Mas mudando de assunto o que fases aqui na França? – Seiya Kou me perguntava daquele jeito brincalhão mesclado com sua seriedade que encantava qualquer garota.
Nossa o que será que houve para ele estar de volta, e ainda mais tão rápido. (Não sabia que a medida de tempo do planteta da princesa Kakyuu fosse diferente daqui. Seiya me falou depois que um ano Kummeikuseiano equivale a 50 dias terrenos). Mas rever o Seiya e ver que ele havia ficado mais bonito do que da ultima vez que o vi, Tinha ficado mais alto, mais musculoso, e estava com seu costumeiro rabo de cavalo( a roupa que ele estava usando parecia mostrar isso. Ele estava de camiseta regata branca, calça jeans escura e sapatenis preto, uma roupa básica, mas que o deixava irresistível. E nem de perto lembrava que ele tinha um lado feminino e sailor) tinha me feito lembrar da parte boa da batalha contra a galáxia, e o quanto nos divertimos enquanto ele e os outros estiveram por aqui da primeira vez .
- Que isso Seiya. É claro que me lembro de você. Eu estou a passeio por aqui, ganhei uma promoção no Japão e estou aqui como prêmio. E os outros, onde estão ?
- Bom bombom, Yaten ta no Coiffeur(ele deu uma ênfase sarcástica a coiffeur, coisas do Seiya) cuidando daquele bendito cabelo dele e o Taiki ta lendo um livro de física no quarto, o que é nenhuma novidade, affe. Você deve estar curiosa para saber o porque de eu voltar a este planeta, não é ? qual mesa você está sentada? Posso te esperar lá? Se aquele moço, Darien não é? Não se incomodar...
- Que nada Seiya, pode se sentar na minha mesa- Disse apontando a direção da mesa onde estava. Com certeza, a Mina o encheria de perguntas. Principalmente sobre o Yaten Kou. Uma coisa que nunca ficou entendida na primeira vinda deles foi qual a verdadeira relação entre os meus amigos Mina e Yaten. Mas eu aproveitaria para saber sobre isso durante minha viagem. Alias aproveitaria ela para definir o que eu realmente eu queria e esperava da minha vida daqui pra frente. Mas sem essa da Princesa Serenity ou quem quer que ela se tornasse, Paris esperava por Serena Tsukino. – Pensava enquanto me dirigia ao toalete.
SEIYA:
O jovem extraterreno, enquanto se dirigia a mesa da amiga, lembrava da sua saga recente, e mentalmente refazia seus passos pelo espaço antes de chegar ao planeta Terra.
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Era o quinto ano kummekuseiano depois da subida ao trono da Neo Rainha Kakyuu I e estava no sexto dia do mês de blaazar, quando a saudade me apertava forte no peito. Saudades de um tempo que se foi e não volta mais. Então comecei a reler o meu caderno de memórias...
Eu estava em mais um dia tão comum e chato como os outros dias em meu planeta. Desde que a batalha contra a Galáxia acabou e os trabalhos mais pesados de reconstrução em Kummekusei acabaram, só sobrando os detalhes finais e a tranqüilidade que se podia ver em meu lar. Eu, Seiya Kou, passava as minhas horas de folga escrevendo musicas ou simplesmente revendo as fotos que eu tirei durante a minha dramática visita ao planeta Terra.
Anotava ( e anoto) meus dias tristes e sem cor sem a presença da minha doce bombom no meu caderno de memórias onde tinha uma foto dela sorrindo. Tão bonita e tão inacessível como às estrelas mais brilhantes do universo... Eu sei, ela tem um príncipe que cuida dela, e que não deveria me preocupar, pois ela estaria feliz com ele, mas esse pensamento não me consolava. Eu a queria muito... Levava minha vidinha sem sal e solitária, até que em um dado dia, apareceu uma missão para mim e meus irmãos de armas dada pela Neo Rainha Kakyuu I. (assim que nosso planeta foi parcialmente reconstruído, o povo que renasceu graças a volta das sementes estelares comuns que retornaram ao planeta ,a colocaram no trono como rainha.)
Como sailors que somos, poderíamos se vestir como mulheres na corte e agir como tais, mas depois dos quase sete meses vestidos da nossa real forma, tanto Taiki, Yaten e eu nos recusamos a vestir como garotas. Adotamos tanto os nossos nomes como os costumes dito masculinos terrestres, e isso era perfeitamente possível em nosso planeta, já que as pessoas que eram treinadas para sailors eram geralmente mulheres . Mas ao contrario o que reza a lenda, Meus irmãos e eu nascemos como homens de fato. Mas devido a nossa semente estelar de sailors que geralmente surgia em garotas e por um acaso qualquer naquela geração havia nascido em meninos, ficamos com essa estranha hibridade(essa habilidade de se transformar em mulher no modo sailor e cá entre nós é muito constrangedor isso!) e em Kummekusei éramos tidos como mulheres(affe!!!). Sendo que eu sou homem!
Voltando ao assunto da nossa nova missão, era um tanto diferente da primeira. Tínhamos que achar um artefato mágico e misterioso o coração cósmico do tempo.
A principio achei que fosse uma tarefa extremamente fácil, era só pegar a chave do tempo emprestada com a Sailor Plutão e devolver a ela quando terminássemos de usar ela. (a principio achei que fosse a chave do tempo de Setsuma Meioh, mas era outra coisa)
Dito e feito. Com uma nave de viagem do tempo, recém-criada pelos cientistas de Kummekusei, Chibichibi e eu fomos até o Século XXX falar com a Neo Rainha Serenity, que tinha se tornado amiga pessoal da nossa e entregamos uma carta dirigida ela. Para variar, assim que chegamos e bati o olho nela a realidade me chocou: era a minha bombom, que estava incrivelmente adulta, mais loira que eu me lembro e estava linda vestida com as vestes reais e era casada com aquele otário do Darien, que tinha virado o Rei da Terra e ele e estava sempre por perto dela. É claro que o citado não gostou nem um pouquinho de me ver, e demonstrava com os olhares raivosos e gestos curtos e nervosos o quando não apreciava minha presença naquele lugar. Uma vez a carta real lida então, Chibichibi, a Rainha, uma menininha de cabelos cor de rosa que era bem parecida com a Serena e eu fomos até os aposentos da Setsuna. Chegando lá, a bombom, digo a Rainha Serenity começou a falar com Plutão depois de ter mostrado a carta e explicado a situação a ela.
- Majestade, o artefato da qual a Rainha Kakyuu fala não é a minha chave do tempo, mas sim de um cristal desconhecido feito com pó das estrelas do começo das eras e tem a forma de um coração. Dizem que ele tem o poder de acordar o misterioso mestre do tempo e ao contrario do Cristal de Prata, ele desperta o poder interior sem tamanho dele, que não depende de nenhum cristal ou semente estelar para manipular o próprio poder ...- A experiente Sailor explicava aos presentes que a olhavam abismada.
- Mestre do Tempo? Mas você não deveria ser a Mestre do tempo, Setsuna, essa eu não entendi?E esse mestre do tempo poderia ser algum poderoso inimigo em potencial? – a Rainha questionou a Sailor do tempo.
- Sou a filha de uma das personificações de Kronos, o deus do tempo. e tenho o sangue dele nas minhas veias. Mas sou filha de uma humana também. E não teria condições de ser o tal mestre do tempo, sem falar que ele ou ela é uma outra pessoa totalmente diferente. Na verdade, o mestre do tempo, tem a origem desconhecida e ninguém da antiga aliança do sistema solar sabe quem ele é .E de que tempos em tempos ele reencarna. Somente o Rei Kronos, a antiga Rainha do Milênio de Prata e a sacerdotisa dos Delfos Lunares o conheciam e sabia onde estava. Quando ela estava viva, tentei saber sobre ele, mas ela não me falava, só dizia que ele não estava no Milênio de Prata, mas em um lugar seguro e que não deveria me preocupar. Quando o Rei Kronos, morreu, ele levou pro tumulo das eras a identidade do mestre que deveria ser uma criança na época e a localização do cristal.
- Mas por que ele fez isso? E ele morreu do que e quem é essa sacerdotisa? – perguntei não resistindo a curiosidade.
- Ninguém exceto ele sabia o porque de tomar essa atitude estranha de esconder uma criança tão importante e não comentar nada sobre esse assunto. Talvez essa criança poderia ter nos ajudado a defender o Milênio de Prata do ataque que o destruiu. Sobre a morte dele, ele morreu defendendo a reino do ataque de Apolo e também não conheço ou sequer vi alguma vez a sacerdotisa, uma vez que só os membros diretos da família real tinha acesso a ela .
-Eu era da família real da época e não sabia da existência da Sacerdotisa de Delfos-Lunares., e nem meus pais comentaram dela para mim. Puxa isso me soa tão estranho... Porque minha honorável mãe me esconderia essa pessoa tão importante. - A Rainha Serenity falava surpresa.
-Apolo?- a Curiosidade foi geral, até a Chibichibi, que estava alheia a conversa devido a animada brincadeira com a princesa Rini (que depois me doeu só de saber que ela era filha da minha preciosa bombom com o otário sem sal do Darien .) me deu vontade de rir da Chibizinha, pelo jeito fofo que ela repetiu a palavra Apolo. No começo achei que o tal mestre do tempo fosse a Chibichibi, mas com a conversa, vi que estava errado.
- Sim, ele veio até o Milênio de Prata para tratar de dois assuntos, o primeiro foi sobre a localização do pequeno mestre do tempo, a intenção dele era se apoderar do pequenino para usar o poder sem nome da criança para dominar o universo inteiro e pedir a mão da princesa Serenity, que na época só tinha dois anos e meio, para o filho dele que tinha seis anos e meio que se chamava Ikaro. Mas como não teve nenhum dos pedidos atendidos, iniciou-se a batalhas das mil horas, onde o Rei Kronos finalmente acabou com Apolo mas morreu também, deixando a princesa só com a mãe.
-Puxa vida, disso eu não sabia, minha honorável mãe me contou uma estória bem resumida sobre meu pai quando a perguntei, mas não com esses detalhes. Sailor Plutão, você já estava presente nessa época?-Eu via novamente a Neo Rainha Serenity perguntar pressionando a Sailor da sabedoria dos tempos remotos.
- Sim, eu já estava lá, tinha na época por volta dos oito anos de idade e já estava aqui no portal do tempo e sua mãe, a falecida Rainha Serenity me fez jurar que não contaria nada sobre essa estória a vossa majestade. Vossa família real ancestral está envolvida em uma densa aura de mistério que eu mesma não sei. Desculpe-me não poder ajudar mais. Realmente não sei mais nada sobre o Mestre do tempo e sobre o coração cósmico.- Setsuma concluía a sua explicação de um jeito que deixava claro que o quanto era incomodo perguntar essas coisas a ela, enquanto absorvia tudo que ouvia sem falar um único ai.
Olhei desconfiado para Sailor Plutão. Sentia no fundo da minha alma que ela escondia mais coisas até mesmo da sua Atual Rainha. Mas qualquer mistério ou mentira que fosse, um dia seria descoberto.
- Muitíssimo obrigada, Setsuna, o pouco que nos disse é de grande valia.- A Neo Rainha, levantou com uma graça e leveza da cadeira onde estava que me impressionou,e sorria em direção de onde todos nós estávamos e onde já se via o Rei Endymion que acabara de chegar ao portal e pegar a tal menina de cabelos cor-de rosa chiclete no colo, e que soou forçado.
Por mais que ela parecesse sofisticada e com o modos de uma verdadeira dama da estirpe dela , uma coisa que deveria agradar ao almofadinha do Rei Endymion, o jeito que ela se comportava às vezes durante a conversa,e a forma que me olhava, me lembrava a boa e velha Serena bombom de sempre e fiquei a observando desde que cheguei, e algumas pequenas atitudes imperceptíveis dela, me fez ter a nítida impressão que ela ficou muito feliz de me ver e que não estava feliz com a vida que levava. Mas essa impressão deixaria só para mim.
Me despedi da Rainha e acompanhado da Chibichibi voltei para meu planeta e falei sobre a visita para minha rainha que me mandou junto com os outros de volta para a Terra do presente.
Era bom rever o planeta azul com seus prédios de concretos e carros de metal. Pessoas cativantes e acolhedoras, que viviam pacificamente ou não a sua vidinha terrena.
Voltei ao meu velho disfarce de cantor juvenil e perseguido por dezenas de garotas ensandecidas atrás de mim. E era ótimo ver a bombom ao natural. Pensava nessas coisas enquanto me dirigia a mesa onde ela estava sentada. Não havia reparado de primeira na Mina e nem no estranho moreno que estava sentado com elas. Mas assim que cheguei na mês, reparei bem no forasteiro e me assustei com ele. Quem será ele?
- Com licença, mas posso me sentar aqui?- indaguei educadamente ao estranho
- Até poderia, mas já está ocupado, me desculpe. - O estranho respondeu educado, mais seco.
- Se sente aqui com a gente Seiya e conte-me tudo sem esconder nada. O que fizeram de bom todo esse tempo?... – A Mina foi minha salvadora da pátria. Ela puxou uma cadeira para mim ao lado dela e eu não me fiz de rogado; sente-me nela e comecei a tomar meu desjejum em silencio. Não me surpreendi ao ver a quantidade de comida que estava em um lado da mesa. Aquele lado deveria ser o da Serena.
Como previsto, a Mina não ficava quieta, me enchia a toda hora de perguntas sobre o Yaten. Contou também sobre a vitória épica da Serena no concurso e que o namoro dela e do Darien não ia bem das pernas. O que me deixou feliz por dentro, mas não demonstrei. Será que agora finalmente teria a minha sonhada chance com ela?Essa missão talvez fosse a melhor de todas. Ela apenas estava apenas começando... Conversamos até ver a Serena voltando... Ela estava linda e tão mudada. Um pouco mais adulta do que da ultima vez que a vi, já não usava roupas infantis que ela usava quando a vi pela primeira vez. Estava com uma blusa com um decote em v que valorizava o colo e os seios dela e uma calça jeans de cintura baixa, que valorizava aquele corpo de estatura baixa, mas de curvas hipnotizantes. Como o namorado dela tinha tamanha burrice deixar um "avião" desses vir sozinha a França? Tudo bem que ela deve ter algum responsável cuidando dela e das outras, mas com uma namorada dessas, eu ficaria de olho para ninguém a por debaixo do braço e sumir os dois...
SERENA
Enquanto lavava as minhas mãos, querido diário confesso a você que uma luz vermelha se acendia em minha mente.
Sabe aquelas que apontam o perigo iminente? O que Será que aconteceu para ele voltar?Logo agora que eu estou com tantas duvidas pairando sobre minha cabeça?
Senti logo meu coração balançar como da primeira vez que ele esteve aqui. E teria que me policiar muito, já que o Darien estava longe de mim e estava sem novidades dele desde o meu aniversario. E com a gente dando um tempo., a tentação de ficar com o Seiya seria multiplicada em varias vezes. E agora que ele está um tremendo de um gato...
Antes de lavar minhas mãos, soltei meus cabelos, dei uma escovada nele. Resolvi que os deixaria de férias dos odangos também. Gostei muito do que eu vi: eles caiam macios e arrumados e com o volume normal e até estava mais brilhante devido ao shampoo para cabelos claros que eu estava experimentando. Havia ganhado uma amostra grátis dele no supermercado, quando fui fazer as compras para a viagem.
Passei um gloss rosado nos lábios. Ajeitei minha blusa com babados na barra e decote em v cor de rosa e minha calça jeans. Estava tudo perfeito. Fiz o que eu tinha que fazer e sai refrescada e mais animada do banheiro.
Caminhei calma para a minha mesa e adorei a cara que o Seiya fez. Ele estava simplesmente babando por mim. Isso estava me fazendo um bem tremendo, já que eu nunca vi um olhar desses do meu noivo. Acho que o Darien me põe numa redoma e num pedestal e me trata como pura e intocável. Mal sabe ele que eu odeio essa atitude dele. Eu poderia ser até um tanto infantil a um tempo atrás, mas eu não era tãooo inocente assim. Me sentei e tentei me interar silenciosamente do que os três falavam e dava pra entender que era a nova turnê que eles estavam organizando e as perguntas insistentes da Mina sobre o Yaten.
Comia o meu café da manha em silencio e admito: se só de ver ele dava apetite, comer ele estava sendo a minha melhor experiência gastronômica da minha vida! A Lita tinha toda a razão para vir aqui aprender mais coisas sobre comida. Ela ia ser uma chef imbatível. E eu seria a cobaia de receitas dela mais feliz do mundo.( *____*). Mas eu também estava gostando da companhia das outras.
A conversa sobre roteiros turísticos de Paris estava rolando solta quando Amy e minha mãe vieram e se juntaram a nós. Mamãe que não conhecia o Seiya de perto, se encantou com o jeito cavalheiro e educado dele, que se levantou de onde estava e ajeitou a cadeira para minha mãe sentar tentou incluí-la na conversa, assim como a Amy. Fazia muito tempo que não me divertia com uma conversa animada.
Terminado o café, Seiya pagou a nossa conta e cada um foi pro seu lado. Amy, Mina, mamãe e eu pegamos nossas bolsas e juntamente com o Charles fomos às compras. Mais uma vez a sorte me sorriu: a grande maioria das lojas, principalmente as de marcas mundialmente famosas estavam com uma liquidação que chegava a 80% do valor. Por exemplo se uma bolsa Yves Saint Lorrant que custa uma fortuna em qualquer botique de Tókio, aqui estava um preço que nem daria para comprar um grampo na mesma loja japonesa. É claro que com moderação, comprei umas coisinhas pro meu guarda roupa, seguindo o mesmo estilo que eu tinha adotado recentemente.
Principalmente uma mochila da mesma marca e cor do da Amy, só que a cor do macaquinho era rosa e que devidamente botei um chaveiro lindo da Lola nela. As garotas e eu viemos cheia de bolsas, mas tipo, quem usou o dinheiro do concurso só foi a Mina, mamãe e eu.
Ai quando demos uma pausa para o almoço num restaurante-café perto dos Champs Elysées , (No restaurante, eu olhava tudo o que eu podia e era lindo como ele contrastava o novo com o antigo Seus lustres antigos com os moveis de metal. Simplesmente fiquei sem palavras para expressar o que sentia.) eu perguntei
a Amy se a mãe dela não deixou ela usar o dinheiro que era a parte dela do premio.
-Amy, não vai usar a sua parte do premio? Você tem direito a 5 mil euros para gastar com você. – Perguntei curiosa a minha amiga e queria que ela tomasse posse do premio.
-Não precisa se preocupar comigo Serena, pode ficar com a minha parte para você. Antes de viajar, minha mãe me deu um celular, dois cartões de crédito e quase dois mil euros em dinheiro para eu gastar com a viagem. Mas nem gastei 20% porcento do dinheiro e nem mexi nos cartões e já comprei muita coisa. Olha só... – A Amy me mostrou a seis bolsas dela, duas sendo de duas lojas de grife.- Serena, parece que chegamos numa época boa do ano.
- Sim, meninas, vocês chegaram na época preferidas das garotas francesas: a época das grandes liquidações de verão. Mas prefiro a cidade-luz no outono, é quando ela está mais sedutora do que nunca - Charles respondia a nossa curiosidade com um toque de nostalgia na voz.
- Nossa e ela fica bonita mesmo, Charles? – perguntei curiosa.
- Sim, Serena. As folhas marrons das arvores contrastam com a grama verde, as praças ficam cheias de casais de namorados na hora de l'heure bleue* , apesar da correria da população voltando para casa depois de um duro de trabalho. Violinistas ensaiam suas melodias românticas nos Champs Elysées ou nas margens do rio Senna. A torre Eiffel está mais esplendorosa nessa época do ano. Não que ela não seja durante o ano todo mas, não sei porque, mais a acho encantadora no outono. Paris no outono é como uma bela dama sedutora que sorri para seu amado quando quer ficar perto dele. Mas a França não se resume a apenas Paris. Tem lugares fantásticos espalhados pelo território e vou fazer questão que conheçam todos. – Charles falou animado e um tanto romântico ao descrever o próprio país.
O modo como o nosso guia falava sobre Paris , me atiçava ainda mais para conhece-la. Era um sonho de infância sendo realizado e acabou coincidindo com a minha revolução pessoal. Aproveitaria a viagem em todos os seus instantes e voltaria renovada para o Japão e o que lá me esperava. Apesar de não querer mais aquele futuro utópico que representava aquela estória chata da princesa, e que não poderia simplesmente esconder debaixo do tapete, por mais que o quisesse fazer ele desaparecer. Mas se ele acontecesse algum dia, eu pelo menos teria lembranças felizes da minha época de juventude e liberdade. Aí me lembrei de Rini e o quanto ela iria adorar a viagem.
Por que a cada visita da Rini, eu notava que ela vinha com uma expressão facial tristinha e parecia feliz o tempo em que passava lá em casa e ela ia um pouco sem vontade de voltar para aquela vidinha dela como princesa no século XXX e os comentários tristonhos e um tanto solitários que ela fazia com a Dianinha, só me mostravam e confirmavam que até ela estava infeliz com aquela vida presa num castelo e já tão nova não estava podendo ser uma criança comum por causa da sua parcela de responsabilidade como membro de uma família real. Por mais que ela comentasse que os pais ate tentavam mostrar a ela que era igual a todas as crianças do mundo, creio eu que não conseguiam, pois eles viviam muito ocupados a ponto de não ter um tempo decente para a filha e manda-la para o passado com a desculpa de treinamento, Se pudesse mudar o destino, não faria isso jamais e procuraria cuidar melhor dos meus filhos, ser mais atenciosa com eles, principalmente com a cabeça que tenho agora.
Eu via a importância do meu grito de independência da gaiola dourada que possível futuro me reservaria, até mesmo para o futuro da minha futura filha. Ela tinha o direito de ser uma criança livre e com os pais mais presentes na vida dela.
Pela Rini e por mim mesma, continuaria com a revolução interna. Eu quero muito um futuro diferente daquele da Nova Rainha Serena engaiolada dentro de um castelo de cristal e presa a monte de protocolos e frescuras.
Terminando o meu almoço, As moças e eu guardamos nossas sacolas na pick-up do Charles e ele nos levou a um dos melhores salões de cabeleireiros de Paris. A decoração era branco e com detalhes em prata e azul, tudo de um extremo bom gosto. Os cinco entraram e Charles conversou com um cara com o reflexos loiros e um corte muito chamativo. Parecia ser amigo dele e dono do salão.
Então depois da rápida conversa, Charles voltou e nos disse que estaríamos em boas mãos e que o tratamento de beleza era um presente dele pra nós quatro. Enquanto ele se sentou numa cadeira e o tal rapaz começou a passar espuma de barbear no rosto dele, Cada uma se sentou numa das cadeiras e as pessoas que trabalhavam com ele, vieram nos atender. A que veio cuidar dos meus cabelos tinha cabelos azuis compridos e brilhantes, e estavam presos numa trança bem feita.
Ela começou a puxar papo comigo em francês e como eu falava francês minimamente beom e com um sotaque japonês muito forte, ela começou a falar a minha língua! Eu quase levei um susto quando a ouvi falar na minha língua materna. Ela notando minha surpresa, se identificou como Sakura Ino e era japonesa como eu. Ela morava em Paris a mais de cinco anos e se formara na melhor escola de cabeleireiros como Hair Stylist .Acabei fazendo amizade com ela.
- Nossa Serena-chan, seu cabelo é lindo, apesar da estrutura dele estar um pouco danificada pela ação dos raios solares. Mas nada que uma boa hidratação com queratina hidrolisada não melhore. Eu estava pensando em te aconselhar a fazer umas luzes, só para destacar mais a cor natural do seu cabelo, já que esse tom de louro é difícil encontra -lo naturalmente e ele deve ser valorizado, mas o olhando mais detalhadamente e vendo as mechas naturais que o sol já fez nos fios, acho que um bom corte desfiado feito com navalha vai destacar ele mais.- A Sakura me explicava o que poderia ser feito com o meu cabelo.
Faziam mais de quarto meses que não ia a um salão. Desde do ultimo passeio que fiz com a Molly e a nossa passada no Herry Yokono, não deixei ninguém por a mão no meu cabelo. Não era medo, mas falta de tempo mesmo. Ele tinha voltado ao tamanho original dele, na altura dos meus joelhos, com uma velocidade impressionante, que as vezes me espantava. Mas a Sakura não precisava saber desse pequeno detalhe.
- Eu o deixo em suas mãos Sakura-chan, só te peço uma coisa: não deixe ele muito curto não, por favor... – eu disse a ela dando-lhe um voto de confiança.
- Pode deixar- Ela me disse sorrindo enquanto me levava para o lavatório.
Primeiro ela lavou os meus cabelos com um shampoo com um cheiro maravilhoso de morangos. E aplicou o produto de hidratação, que tinha cheiro de chocolate( humm me deu fome até na hora) e deixou ele por uns vinte minutos no meu cabelo. Enquanto o produto fazia a hidratação, fiquei sabendo que tanto eu como as meninas por sermos amigas do Charles, a gente tinha direto a um pacote de beleza cada uma. Podíamos fazer cabelo, as unhas, limpeza de pele, massagens corporais ... (ai querido diário, vou te falar uma coisa, aproveitei tuudinho e sai de lá revigorada, muito feliz mesmo). Lá fui eu para uma maca onde fiz depilação e voltei para o lavatório para tirar o creme do cabelo.
Menino, quando eu fui me olhar no espelho antes de me sentar na cadeira, eu fiquei encantada com o que eu vi: meu cabelo parecia cabelo de barbie recém-sáida da loja, muito brilhante e com a cor dele mais viva. A Sakura riu do meu entusiasmo e abafou o riso com a mão( isso é um costume típico japonês, já que rir de boca aberta em minha cultura é sinal de uma garfe muito feia).
- Você ainda não viu nada Serena-chan,. Não é a toa que os produtos de beleza produzidos aqui são tido como os melhores do mundo e custam pequenas fortunas em alguns paises. Guarde seu entusiasmo para quando o tratamento estiver concluído. – Sakura me explicava calmamente.
Sentei-me na cadeira, onde ela me aplicou mais um produto, e disse que eu ficaria mais um tempo com ele na cabeça. Eu disse que tudo bem com a cabeça e nesse espaço de tempo fiz limpeza de pele e as unhas das mãos e dos pés. E massagem corporal também. E olha que a mais vaidosa do grupo era a Rey. Se ela soubesse do que a gente tinha ganhado de presente, ela morreria do coração e me xingaria por não ter a trazido.
Uma hora depois estava eu finalizando o tratamento. A Amy e minha mãe estavam prontas a séculos. A Amy quase não fez nada naquele cabelo dela. Só uma hidratação, escovou elee virou as pontas dela para fora, limpou a pele e fez as unhas. Já a mamãe mudou bastante, ela cortou as madeixas. O cabelo azul dela agora estava batendo no meio das costas, tão liso quanto o meu( descobri um truque da minha mãe para deixar os cabelos dela ondulados: ela dormia com eles trançados ou enrolados em bobes. ) com um brilho maravilhoso. Ela tava lindona. Papai se a visse ficaria babando por ela. Ela parece que remoçou dez anos.
A Mina tinha passado por um tratamento parecido com o meu. Só que ela não cortou o cabelo só aparou ele, navalhou a franja, deixando-a mais moderna, e colocou um tererê de cristal starovisky. E deixou o laço na bolsa dela. Ela tava show com as pontinhas do cabelo viradas pra fora.
Já eu, quando a Sakura falou que tinha acabado e que podia ver, não tive duvidas: Me olhei no espelho o mais depressa possível. E simplesmente amei o que vi, meu cabelo que sempre bateu nos meus joelhos, estavam batendo agora na altura da linha das costelas, estava muito brilhoso e com a cara de sedoso. Tinha as pontas repicadas e como estava escovado, elas se voltavam para dentro. A cor ficou tão realçada que abriu o azul dos meus olhos. Eu estava realmente diferente. Pedi também para por o tererê de cristal no meu cabelo. E muito satisfeita com o maravilhoso primeiro dia em Paris. Depois de agradecermos a Jean-Claude, a Sakura e o resto do povo do salão e de o Charles pagar a conta, fomos em direção da pick-up e todos fomos para o hotel. Cada uma com suas sacolas foram para seus respectivos quartos. Quando Mina e eu íamos entrando no quarto, ouvimos assobios do tipo fiu-fiu endereçados a nós duas. Quando olhamos para autor do assobio,vimos Seiya e Yaten encostado numa porta que estava aberta no final do corredor.
Sabíamos que aquele cômodo era umas das suítes presidências do hotel. O Yaten estava um tanto diferente também. O cabelo dele esta preso no mesmo rabo de cavalo de sempre, mas a franja estava no mesmo estilo do da Mina e seu cabelo estava brilhoso. Ele estava vestido com uma calça jeans escura que parecia ser de grife e uma pólo verde musgo e parecia ter malhado um pouco, porque tava musculoso também e com um corpinho mara.
Eles não disseram palavra nenhuma e ficou nos observando até entrarmos dentro do quarto . Entramos e pedimos o nosso jantar no quarto. Estávamos cansadas por demais para descer para o restaurante. Enquanto aguardamos o nosso jantar, eu terminava de por a canisola. Eu tinha tomado banho primeiro e a Mina suspirava por ter visto o Yaten novamente, enquanto saia do banheiro, vestida com o roupão do hotel. .
- Você viu como ele ficou mais gato Serena? E ele assobiou pra mim!!! Você viu não foi? Tudo isso aqui parece um sonho... Se for, não me acordem por favor.- E nos demos um gritinho entérico de zoação.
-Vi sim, Mina e parecem que gostou da sua mudança de visual... – eu ia falando quando a campainha da porta tocou. Era nosso jantar: batata fritas com nuggets, com direito a molhinho, salada de tomate e de sobremesa salada de frutas com sorvete de chocolate e quatro tipos diferentes de cobertura e chantili ( não pedi nada saudável a não ser a salada. Darien se visse o que a Mina e eu pedimos diria que estaríamos fazendo uma orgia alimentar e pacto de ficar gordas ehehehehe). Comemos tudo depressa antes da minha mãe vir e fomos escovar os dentes, pusemos o carrinho com os pratos no lado de fora do quarto e nos deitamos, cada qual na sua cama. Assim que o fizemos, a mamãe bateu na porta e eu fui abrir pra ela. Ela entrou perguntou se estávamos bem e beijou a testa e nos deu boa noite e se foi. Voltei para a cama e adormeci, na expectativa de um novo dia surgindo.
