11º capitulo de Uma nova oportunidade para Serena.-

As minhas pequenas descobertas.

Nossa, querido diário, como o tempo voou, e com isso se passou uma semana que estou aqui. Vi e fiz tanta coisa legal durante esses dias. E o Seiya que sempre estava presente em alguns dos meus passeios pela cidade, me deu um violão lindo de presente pelo meu aniversario. E também recordamos algumas lições das aulas de violão. ( é que nos pouquíssimos momentos de folga que tínhamos na primeira vez que ele esteve aqui, ele me ensinou a tocar violão, mas não contei isso a ninguém, afinal quem ia acreditar que a burrinha da Serena Tsukino sabia tocar algum instrumento musical ou teria inteligência o suficiente para aprender a fazer isso?) As vezes, eu passava as minhas noites no hotel, sentada no parapeito da varanda, olhando as estrelas, apenas vestida de camisola estampada de coelhinhos e tendo como minhas companhias o violão e a lua cheia no céu , e dedilhava musicas românticas enquanto as saudades do Darien me batiam forte no peito e me fazendo chorar.

Durante o dia fomos a lugares muito legais, visitamos a catedral de Notre Dame e me admirei com os seus vitrais e os arco-íris que se formavam com passagem de luz nos vidros coloridos e a decoração única e luxuosa , a incrível pintura no teto, os seus portais de madeira e o resto do visual ao redor. Passamos em frente da Torre Eiffel.,mas não subimos nela. Olha-la lembrava da torre de Tókio, minha querida cidade e dona do monumento que foi planejado para que ele se parecesse com a torre francesa. Era usada para transmissão de ondas de radio e tv . Iríamos visitá-la depois da parada para o almoço. Fomos a um restaurante diferente de ontem, quando andamos pelas ruas históricas do centro de Paris, onde pude comer os melhores bolos de queijo do mundo e sem falar dos èclarins (bombas)de chocolate (coisa que fez me lembrar do Darien ainda mais, porque ele é louco por chocolate e ficaria encantado ao experimentar os doces) e todo o tipo de guloseimas da cozinha francesas, que eram incrivelmente deliciosas. Levei um pacotinho cheio de gostosuras para o hotel e eu devorei tudo em poucos minutos. Acho que durante essa viagem eu engordei um pouco, mais ia compensar mais no treinamento puxado que teria quando eu voltasse para casa. (ai se o treinador Mitsubara soubesse que eu tinha comido doces, e comida nada saudável durante a viagem, eu estaria fritinha e torrada com ele i.i)

Depois mamãe, Amy, Mina, Charles e eu nos instalamos em uma mesa externa do restaurante que era também um café , já que o inicio da tarde estava perfeita e não tinha nenhum sinal de chuva., decidimos ficar sentados ali e aproveitar para observar a bela paisagem ao longe dos Champs Elysées. Mina e eu fomos ao toalete, lavar as mãos depois que aguardamos os outros retornarem do mesmo lugar que iríamos. Enquanto voltava a minha mesa, me bateu uma saudade enorme do meu ogrinho fofo, e que gostaria que ele estivesse aqui comigo, o que me fez ficar aérea e trombar com alguém, e cair no chão. Eu fiquei tão norteada e um pouco indignada com a risada da Mina. Me levantei com a ajuda do moço e muito envergonhada fui logo pedir desculpas com meu francês horrível:

- Perdon monsieur...

- Certas coisas nunca mudam, não é minha cabecinha de vento?– O estranho me falou com uma voz rouca e sensual, que era tão igual a do meu amado ogrinho, até o jeito de dizer aquele apelido estúpido que ele me chamava antigamente era igual. Ei espera ai, será que... não podia ser, só podia ser uma fantasia louca da minha cabeça. Olhei lentamente e percebi que o estranho era alto, forte, e estava vestindo uma calça jeans escura e desbotada , camisa de botão preta e com a manga dobrada nos cotovelos. Olhei para o rosto e me espantei: Era mesmo o Darien e ele estava mais bonito do que da ultima vez que o vi, se era que isso fosse possível. Ele estava com um corpo que só de pensar, ta me dando um calor aqui, querido Diário... Uiii, parece que tirei a sorte grande, pois as mulheres do local olhavam ele e o devoravam com os olhos. O que estava me deixando com vontade de dar uns catiripapos nas olhudas.

- Darien, é você mesmo? Mina me belisque, por favor, e diga que isso é não é um sonho...

-É pra já Serena - Quando eu via a Mina se preparando para me dar o beliscão quando Darien segurou a mão dela, acenou que não com a cabeça e a afastou de mim. Ele me abraçou apertado e me deu um selinho carinhoso e não me soltou.

- Precisa do meu RG pra saber que sou eu Serena? E isso não é um sonho, meu amor Essa é uma doce realidade. – ele falou pra mim num tom carinhoso enquanto me olhava demoradamente de cima e baixo e pelo jeito ele gostou do que via.

Ele me abraçou os ombros e voltamos os três para a mesa onde estávamos. Passamos perto de uma mesa de onde reconheci os meninos dos Three ligths , que estavam conversando com uma pessoa e nem nos repararam. Quando eu voltei, levei um susto: via a Lita e a Rey, e mais um estranho sentado na mesma mesa que a as outras pessoas que estavam comigo.

- Darien, então esta moça tão bonita é a sua noiva? – o estranho perguntou sorrindo para o Darien.

- Sim , esta linda dama é minha noiva, Serena Tsukino. Amor, este é Pierre Viemont,

o meu colega de apartamento nos Eua e um grande amigo meu....

Darien

Acordei bem disposto naquela manhã de sexta feira. Era maravilhoso ter o cheiro de rosas e jasmins entrando misturados aos raios solares pelas janelas do quarto. Levantei-me e fui tomar meu banho matutino. Depois de me trocar, desci para o café. Já encontrei as garotas e meu amigo já na mesa e se alimentando.

Enquanto comíamos, Pierre me falou que deveríamos começar nossa procura, pela Catedral de Notre Dame, já que lá era um ponto turístico muito visitado. Terminado o café, saímos em seguida. Entramos no carro e rumamos em direção de Paris.

Enquanto estávamos na estrada, tirávamos fotos de paisagens lindas e sempre banhadas pelo Rio Senna.

Chegamos ao nossa primeira parada: a catedral de Notre Dame. A catedral era fantástica. Não era a toa a sua fama. O que chamava a atenção era os vitrais coloridos, cuja os raios solares faziam os trabalhos feitos nos vitrais serem mais magníficos do que realmente eram e as pinturas do teto que impressionavam e emocionavam quem as viam. Tudo muito bonito, mais nada da Serena. Depois da visita a Notre Dame. Fomos em direção ao ponto seguinte: a Torre Eiffel. Parece que a sorte me sorriu mais uma vez. Encontrei duas das meninas que estávamos procurando caminhando numa calçada em direção contraria a da torre, enquanto passávamos de carro por uma avenida dos Champs Elysées. As reconheci por causa da Amy, que mesmo com o cabelo diferente, continuava bem reconhecível.

A Mina estava um pouco diferente do comum, sem o laço vermelho e com o cabelo mais curto. Mas nada da coelhinha. Quando olhei mais adiante, vi uma mulher mais velha e de cabelos lisos bem azuis que estava com uma camisa branca florida e calça preta e segurando o braço de um rapaz moreno,que usava um rabo de cavalo no cabelo e estava vestido com roupas azuis de um lado e do outro uma menina maravilhosa. Eu podia ser comprometido, mas tinha olhos. Até meu amigo babou por ela.

Ela tinha longos cabelos loiros, que estavam soltos e caiam macios até a cintura delgada. Eles estavam com as pontas repicadas e voltadas para dentro. A garota usava uma blusa branca de alças e decotada em v que valorizava o lindo colo e os seios de tamanho médios . Nela tinha alguns pequenos bordados florais aplicados ao longo do decote, o que deixava uma coisa delicada e sensual ao mesmo tempo e na medida certa. Usava uma calça de cintura um pouco mais baixa do que o normal E por um pouco justa, dava destaque a mais as lindas pernas, que eram longas e bem torneadas .Calçava sandálias de salto baixo que só enfeitava o visual. A moça tinha um rosto de anjo e um corpo de levar um homem a perdição. Era simplesmente de tirar o fôlego. Eu fiquei tentado a pedir para parar o carro e tentar conhece-la.

- Ei Darien, aquela menina que está de braços dado aquele rapaz não é a Serena? – Rey me perguntou ao ver eu literalmente babar pela loirinha da calçada e continuou - Ih já saquei que você nunca viu a Serena de cabelos soltos.

- O que? Aquela é Serena? E o que ela está fazendo de braços dados com aquele homem. Pierre, por favor pare o carro que eu vou descer. Quero saber o que está acontecendo? - Depois da constatação, o ciúme estava tomando conta de mim. Já tive ciúmes de outras namoradas, mas esse sentimento bateu em mim tão forte do que o meu normal, é a primeira vez que eu tava tendo uma crise de ciúmes das brabas e continuei esbravejando- O que minha namorada fazia de braços dados com outro homem? Porque ela nunca se arrumou dessa maneira para sair comigo? Nossa que falta de consideração da parte dela...

- Calma Darien, vai ver que pra isso deve ter uma explicação, Não faça nada precipitado. Até te estranhei agora, porque você nunca foi assim. Sempre tão controlado....- Agora quem falava era o Pierre, tentando me acalmar a fúria que gritava dentro de mim e continuou-

Nem precisamos fazer isso, eles acabaram de entrar naquele restaurante. Podemos ir até lá.... Acho que conheço o moço que está com ela ou será que é impressão minha?

O carro foi estacionado num lugar apropriado para isso e entramos no estabelecimento. Achamos de cara a mesa e assim que Amy nos viu, nos convidou a nos sentarmos na mesa. Saudei os ocupantes da mesa e beijei a mão de dona Ikuko que tinha ficado bem diferente daquela que sempre via na casa da Serena... Talvez sem aquele avental e roupas de casa e com um penteado diferente , minha futura sogra ficava mais jovem e mais bonita.

Eu vi o carinha da outra hora e fechei a cara. Nos sentamos numa mesa maior que era próxima a aquela estávamos e conversa vai e vem, e as apresentações foram feitas e parte do mal entendido foi esclarecido. Era apenas o guia turístico delas e saiu com elas dessa maneira em sinal de amizade e proteção. Essa justificativa me acalmava um pouco, mas continuava um tanto chateado com a Serena.

Pedi licença aos presentes e me levantei da mesa. Ia lavar minhas mãos para poder comer algo. Andava curioso e nervoso com que seria a reação da coelha ao me ver e com isso me destraí tanto, que nem vi que havia esbarrado em alguém. Reconheci ela pela voz e pelo inesquecível perfume de jasmins que era a marca registrada dela.

Acho que estava detraída por algum tipo de pensamento, esbarrou em mim também, porque tentou se desculpar em francês.

- Perdon monsieur...

Ao constatar que ela não me reconheceu, não resisti e brinquei com ela como nossos os velhos tempos. Esperando a antiga reação dela...

-Certas coisas nunca mudam, não é minha cabecinha de vento?

Ela ao ouvir minha voz, ficou me olhando devagar e incrédula, enquanto olhava minha amada coelha. Ela realmente estava mais bonita do que a ultima vez que a vi, tinha ficado maravilhosa (e me deixava extasiado só de olhá-la), e atraia os olhares masculinos do restaurante, coisa que já estava voltando a deixar irritado. A Serena é minha e de mais ninguém. Não demonstro a ninguém e nem a ela, mas eu sou um namorado um tanto possessivo e ciumento.

Ao ver ela caída no chão, eu a ajudei a se erguer, quando eu ouvi uma coisa que me mostrou o espanto dela.

- Darien, é você mesmo? Mina me belisque por favor e diga que isso é não é um sonho...

Vi a Mina já com uma cara de malandrinha responder a coelha:

-É pra já Serena...

Quando eu percebi que a garota realmente iria beliscar minha gata, coloquei a mão na frente e não deixei. Eu também queria saber se eu estava sonhando, então a abracei e a beijei. Não foi o beijo que queria dar nela , mas foi um selinho por estarmos num lugar público. Mesmo assim, o efeito foi devastador no meu corpo.E como se meu corpo acabasse de ter um curto-circuito Continuei abraçado a ela e disse brincalhão(eu geralmente não sou assim, sou bastante serio e até fechado) a Serena que continuava com o rostinho desconfiado.

-Precisa do meu RG pra saber que sou eu Serena? E isso não é um sonho, meu amor Essa é uma doce realidade..- Depois disso abracei minha noiva e voltamos para a nossa mesa e no caminho, não pude deixar de reparar que aquele tal de Seiya estava no mesmo lugar do que a gente e por sorte não viu a mim e nem a minha noiva. Estava detraído demais na conversa que tinha com um homem e estava acompanhado dos outros.

Chegamos aonde estávamos e assim que Pierre, nos viu disse ao bater os olhos e me perguntou:

-Darien, então esta moça tão bonita é a sua noiva?

Depois que eu ouvi ele elogiar a Serena, não me fiz de rogado e os apresentei:

- Sim , esta linda dama é minha noiva, Serena Tsukino. Amor este é Pierre Viemont, o meu colega de apartamento nos Eua e um grande amigo meu....

Quando vi o amigo do meu namorado, eu me lembrei muito do Andrew, os dois se pareciam, exceto pelo cabelo do francês, que era da cor do meu, e tom de azul dos olhos. Ele tinha voltado a Tókio dois dias antes da minha viagem e quase nem pude falar direito com ele.

Depois de feitas as apresentações, a gente finalmente almoçamos e eu repeti a sobremesa. Nossa a musse de chocolate daqui é imbatível. Até o Darien pediu bis dela. Enquanto tomávamos café, o Pierre e o Charles se reconheceram e nos contaram que foram colegas de classe , e que eram bom amigos, mas que devido aos compromissos de um e o intercambio de outro, tinham tempo que não se viam. Terminada a refeição, Amy, Charles e mamãe estavam decidindo o próximo passeio, se iriam pra a Torre ou iam ao museu do Louvre, quando Pierre soltou uma que ninguém esperava.:

- Charles, você já mostrou a elas dos nossos castelos medievais? Vocês não podem passar pela Europa e não conhecer pelo menos um. Eu por exemplo, moro em um humilde e velho chatoêau.

- Pierre, meu amigo, você esta querendo mostra a sua casa a elas? Humilde ? aquilo é um dos castelos mais belos de toda a França e não adianta dizer o contrario.... E quiser me doar ele, eu o aceito de bom agrado...- Charles falou num tom brincalhão, enquanto o loiro apenas riu.

- Uau, Pierre, você mora num castelo? Eu adoraria conhecer ele.- Falei entusiasmada. Afinal, seria também uma maneira de ficar mais um pouquinho com o Darien e tentar conversar com ele.

- sim eu moro madeimoselle Tsukino. –Pierre me respondeu e continuou a falar- Eu as convido para passar uma tarde agradável em meu castelo...

- Podemos ir, mamãe? A diga que sim , por favor- perguntei com um monte de estrelinhas nos olhos.- Euzinha ia visitar um castelo medieval? Eu nem esperava que isso fosse acontecer...

- Não queremos incomodar o senhor, Pierre... – mamãe querendo não deixar a gente ir.

- Que incomodo algum, que nada, faço questão que venham visitar minha humilde casa. E por favor não me chame de senhor, só Pierre– Pierre argumentou tentando persuadir a minha mãe a deixar.

- Se não vai incomodar você Pierre, então vamos a sua casa, mas primeiro temos que voltar ao hotel e deixar nossas coisas lá e ai sim para sua casa. – mamãe respondeu calmamente.

Enquanto todos conversavam sobre os detalhes do passeio com Pierre, me senti sendo observada. Meu namorado não tirava os olhos de cima de mim e pela primeira vez eu vi ele babando por mim. Era a gloria para mim. E estava me fazendo muito bem ao ego,e não deixei de notar os olhares feios que ele lançava a cada homem que ele pegava me paquerando(Charles tinha me avisado para ter um pouco de cuidado ao andar por alguns lugares, quando precisasse me distanciar do grupo e ficar sozinha por alguns instantes, porque os franceses são loucos por estrangeiras bonitas. E as vezes perdem a cabeça ao vê-las. Bonita eu? Imaginaaa) . Combinado o passeio, Cada um ia pagando a sua conta, quando o meu gato não deixou eu pegar minha carteira. Pagou a minha, a dele e da minha mãe. A das Garotas, o Pierre foi quem pagou.

Gentil, Pierre nos ofereceu uma carona para o hotel no carro dele, que alias era um estouro, um volvo grande e preto, parecia ser bem caro. Durante a viagem, Darien permaneceu com o braço sobre meu ombro e eu ia cochilando abraçada a ele, em meio as conversas e risadas dos ocupantes do carro. Era tão bom sentir o cheiro do perfume de rosas e o calor do abraço do meu noivo, que me fez esquecer um pouco da raiva que sentia dele.

Teve uma hora em que senti que ele havia encostado a cabeça na minha e se abraçado mais a mim e eu abri os olhos rapidamente e percebi que ele estava cochilando e fechei os olhos. Um tempo depois, acordei assustada com a Rey quase berrando para eu acordar, virei o rosto e vi o Darien com uma cara de sonolento e assustado e parecia que havia despertado naquela hora também com os gritos , ele não me soltava dos braços (ai que vontade de matar a Rey._.##, e o Darien tava uma coisinha fofa com a carinha de soninho e de sustinho, aiai) E percebi que havíamos acabado de chegar na porta do Hotel, saímos do carro e todos entraram no predio. O gerente de lá estava no balcão da recepção e logo assim que viu o Pierre veio cumprimentar-lo, Enquanto o dois conversamos, mamãe,as meninas, o Darien e eu fomos para o meu quarto. Enquanto estávamos no elevador, as duas garotas que não vieram comigo, me contaram sobre tudo que viram e sobre a casa do Pierre. E o Darien conversava com minha mãe, que estava admirada com a nobre e romântica atitude do rapaz.

Chegamos ao nosso andar e entramos Mina, mamãe, Darien e eu na minha suíte. Darien ficou olhando tudo e viu o violão, que estava ao lado da minha mesinha de cabeceira, que ficava perto da porta da varanda. Nem minha mãe que entrava e saia do quarto tinha visto o violão.

- Serena, de quem é esse violão? Darien perguntava curioso olhando para mim. Eu tava curiosíssima para saber qual era a reação de todos ao saber de um dos meus segredinhos, exceto a Mina que já sabia do presente e das aulas que eu tomei do kou-kun.

- É meu, Darien- Respondi tranquilamente ao questionamento dele e com uma cara meio "Monalisa"

- Mas como minha filha, se eu estive todas as vezes que entrou numa loja para comprar alguma coisa, como eu não a vi compra-lo, logo um violão grande e com cara de caro... Não me diga que....- Mamãe indagou com um tom meio insinuando que eu tivesse...

- MÃE!!!- eu disse ultrajada com tal insinuação e continuei. – Foi o Kou-kun que me deu ele de presente, depois que ele me deu algumas aulas quando ele estava no Japão. E ainda continuei me defendendo da duvida da minha mãe - Lembra não que às vezes ele ia com os garotos estudar lá em casa e tinha dias que ele levava um violão preto para lá.

- Serena, Me explique essa estória direito, isso você não me contou !

Que Estória é essa do Seiya Kou ficar te dando aulinha particular, enquanto eu estive viajando?- Darien gritou comigo, com uma cara de poucos amigos. Tinha um brilho estranho nos olhos dele, que pareciam deixar os olhos dele meio esverdeados.

- Ei que direito que eu te dei gritar comigo desse jeito Darien ? Não fiz nada de mais com o Seiya. Ele só me fez uma tremenda gentileza comigo. E foi só isso. Como ousa duvidar de MIM? - explodi retrucando ao ouvir o grito entérico do Darien e olhei a Mina sair do quarto e minha mãe ir para a varanda.

Essa situação me pegou de surpresa. Ele estava agindo muito estranho. Ele sempre foi cauteloso comigo, as vezes até frio, nunca foi de dar ataque de ciúmes ou ate mesmo expressa-lo de forma mais explicita. E continuei a falar:

- Você só deve estar brincando ou com a consciência pesada por ter feito algo de errado lá nos EUA. Enquanto você estava lá..eu nem tenho mais tempo para nem ir ao trabalho do andrew,Quanto mais para me envover com outro garoto. é Da escola , pro ginagio de esportes e do ginagio para a casa. Enquanto voCe se divertia nos EUa( Me veio na imaginação ele cercado de garotas mais bonitas do que eu. e ele igualzinho a aqueles caras de cantores hip-hop e rindo da minha cara de preocupada com ele.) – e ao ver a cara dele de espanto continuei com a minha defesa:

-eu estava dando duro na escola e treinando para as competições de ginástica olímpica, porque quando disse que eu ia mudar, eu ia cumprir a minha promessa. E ainda Mais, se eu contasse que eu estava tomando aula de violão, todo mundo zombaria de mim, já que todo mundo, e até o doutor acreditam que eu sou uma loira burra, desprovida de qualquer nível intelectual. - Dei uma pausa para respirar e soltei a cerejinha da minha argumentação:

- O Seiya foi o único que apostou na minha capacidade e teve a boa vontade de fato de me ensinar algo. Não que a Amy e você não tenham me ensinado as matérias da escola, mas muitas das vezes eu sentia que vocês faziam isso por obrigação e não porque o queriam realmente. Então Senhor Chiba, se você veio para me criticar ou duvidar da minha fidelidade, perdeu o tempo e a viagem.- Terminei de falar enquanto ele estava em silencio e parecia ouvir a cada palavra que eu disse , e ele começou a falar, agora num tom mais calmo e conciliatório .

- Serena, como você pode pensar assim a meu respeito? Enquanto estava em Harvard, eu só queria saber de estudar e da minha residência. Mal tinha tempo para fazer minhas corridas e só. Mulheres dando em cima de mim nunca faltaram e você, melhor que ninguém, sabe disso. Mas eu sempre as rejeitei por amor e lealdade a você. Eu vim até a França te pedir desculpas e tentar ficar um pouco contigo.Já que nem se deu ao trabalho de me avisar que tinha ganhado um concurso e viajado por conta dele e enquanto eu passava minhas horas livres planejando a minha volta surpresa e o que os passeios que nós faríamos .- eu senti o Darien mais calmo e ele continuou a falar -

Você não tem noção do tamanho da minha saudade e quando chego aqui, vejo você se vestindo de uma maneira que nunca se arrumou desse jeito para mim, de braços dados com um homem e ganhando presentes de um cara que é louco para te roubar de mim. Como você quer que eu reaja, Serena? Eu sou humano , e não um ser sem sentimentos, como imaginas. Coloque-se no meu lugar e saberás o que estou sentindo.

- Agora você entende o que eu sentia todas as vezes que eu via aquelas vagabas que davam em cima de você, e você achava que eu estava sendo exagerada..- Eu falava mais calma com ele e ainda sim, eu estava nervosa e com o coração indo a mil por hora. Eu olhava meu noivo, e percebi uma discreta lagrima rolando no rosto do Darien.

Pela primeira vez, eu via meu bolinho de arroz ( é como sempre o chamei quando estávamos sozinhos na casa dele) como um rapaz comum, que sempre tivera problemas para demonstrar os sentimentos , a aguçada sensibilidade que tinha e se escondia numa mascara de sarcasmo calculista e uma certa frieza para se proteger do mundo.

Queria abraçá-lo e dizer que estava tudo bem, mas assim como eu precisava crescer , ele precisava por os sentimentos dele para fora. Queria muito poder acreditar que o nosso relacionamento poderia amadurecer e andar com as próprias pernas, sem se apoiar com a muleta da vida passada como razão de existência. Que se exploda a Serenity e o Endymion.e toda a estória do passado. Eu amo mesmo é o Darien Chiba, um rapaz de, carne, osso e sangue, tão ser humano assim como eu e que estava a minha frente e que era bem real .

Percebi que aquele momento era crucial para o futuro do meu namoro, e nem precisei falar nada, para que minha mãe saísse do quarto e nos deixasse a sós. De uma coisa eu não me arrependo e percebi que ganhei uma aliada de peso: quando decidi falar da minha vida secreta e abri meu coração a minha mãe. Tentei esfriar a cabeça e falei num tom, baixo e racional, que eu mesma nem sabia que eu tinha.

- Darien, precisamos conversar seriamente. Você dispõe de algum tempo vago na sua agenda para mim esta tarde? – Falei dessa maneira, já que ele era um cara hiperocupado lá no Japão, e quase não ficávamos juntos, exceto em alguns domingos e feriados. Mas não eram todos. E como tal, deveria estar muito ocupado esta tarde

- Que isso Serena, para você eu tenho e sempre tive todo o tempo do mundo. E claro que quero conversar a serio contigo.- ele falou assustado com o rumo que a nossa discussão estava tomando.

- Não é o que parece. – repliquei desgostosa.

Quero agradecer carinhosamente a todos os Rewiews que e recebi e prometo responde-los a medida que chegarem e agradecer a todos que lêem minha fic. Quero muito agradecer ao Filipe( Tuxedo writer) e a Shiore por serem meus e revisores da fic e me da sugestões criativas sobre ela e acima de tudo serem meus amigos. E pedir desculpas pela a demora de eu postar os capítulos.