Avisos: Primeiramente quero agradecer a todos que acompanham a minha fic. Ela está tomando uma dimensão um pouco diferente da estória original, que aponta a Serena um futuro resultante de uma vida passada. Onde elas batalham pela justiça e constroem alicerces para esse futuro sem o questionar. Talvez choque um pouco os fãs mais fervorosos de Sailor Moon pela minha exposição de idéias. Mas devo avisar-lhes que a Serena, o Darien ( buaaaaaaa)e personagens pertencem a Naoko Takeuchi e TV Kiodasha. Mas a fic é minha.

Uma nova oportunidade para Serena. parte 12

Minhas, nossas verdades...

-Porque você está dizendo isso, meu amor? – Darien perguntava com uma carinha indagadora.

- Porque a maioria das vezes você estava sempre ocupado, meus telefonemas sempre caiam na sua secretaria eletrônica, sempre foi um tanto frio comigo. Você sempre dava a entender que você estava comigo por causa de um passado que temos em comum e um futuro que mais parece uma prisão do que deveria ser uma época feliz das nossas existências, ao invés de a gente ta junto por amamos um ao outro.- tomei mais ar nos pulmões e continuei a me desabafar - Darien, eu posso ter cara de bobinha, ter agido como uma menininha baka, mas eu sempre tive inteligência. Céus não sei como eu consegui agüentar tudo isso calada até hoje?'.

Enquanto eu expunha meus questionamentos, imagens de todos os acontecimentos que ocorreram durante aqueles três longos anos em que eu estava sendo a Sailor Moon me vieram a cabeça me serviram de mola propulsora para dizer tudo que me tinha ficado engasgado e acrescentei- Procurei ser sempre uma boa garota, tentando agradar a todos, e com tanta cobrança eu acabei ficando tão critica comigo que eu quanto mais estudava, mais minhas notas ser uma menina obediente ao que a que minha mãe sempre mandava fazer, ao que a Luna falava., o que a antiga rainha Serenity me aconselhava, sem questionar nada. Mas percebia que eu estava me mutilando em favor dos outros.- dei uma pequena pausa para poder olhar a cara de assombro dele e voltei ao ponto - Mas tudo tem um limite, o meu já se estourou. Faça o que você quiser com as minhas palavras, se quiser volte para a Rey. Ela nunca conseguiu engolir o nosso passado e ela gosta muito de você.É claro que eu vou sofrer muito. Mas não quero migalhas de uma pessoa que já morreu. Eu to viva e a princesa tá morta.. – desabafei tudo que eu queria ter dito naquele telefonema em que eu pedi um tempo no meu noivado.

Minha mãe ficou sabendo que eu era noiva naquele dia da conversa que tivemos , e isso ela não pode esconder do meu pai, que no principio deu um dos seus ataques de ciúmes, por um "marginal" querer "roubar" a garotinha dele.(hehehehe) E depois acabou se conformando, apesar de sempre me dizer que eu deveria me casar aos 40 anos. Enquanto eu tentava tomar fôlego, por que estava sendo muito difícil eu falar aquilo, senti as minhas lagrimas rolarem e um gigantesco peso sair da minhas costas, vi a expressão do Darien se iluminar e ele ainda chorava e vi uma coisa parecida com um pequeno sorriso no rosto dele.

- Finalmente você esta se mostrando de verdade, coelhinha. A minha Serena que ficava se escondendo do mundo, preferindo se magoar a falar o que acha e pensa sobre o sempre achei que esse seu jeito atrapalhão e um tanto inconseqüente, escondia uma garota de bom senso e inteligente. Eu estou muito orgulhoso dessa sua atitude um tanto rebelde, mas corajosa. Porque você acha que eu estou com você por causa da Serenity? –

Ele enquanto conversava veio vindo em minha direção e continuou - Eu pedi foi você em casamento e não ela.. Eu amo é a minha Serena, cheia de vida e de amor pelo próximo.E por essa mesma Serena, é com quem eu estou chateado por ela ter viajado sem pelo menos me avisar, por ela ter se tornado uma moça tão bonita e que chama tanta a atenção de outros rapazes e que me desperta tantos sentimentos contraditórios e tanto ciúme. – Ele me abraçou e me olhou dentro dos meus olhos com aqueles olhos azuis, límpidos como o céu a meia noite e tinha um que de hesitação mesclada com sinceridade e ele continuou –

- E por essa minha menina que eu fui tão idiota de não ter demonstrado melhor meus sentimentos enquanto eu estive tive próximo a ela a ponto de fazer ela chorar e às vezes querer desistir da própria vida. Uma garota na qual me preocupo e quero proteger por toda a minha vida e com ela ter aquela menininha de cabelos cor de rosa, como outros filhos. Não me interessa o passado e nem tão pouco o futuro, mas o presente ao lado dela e aproveitar essa viagem em busca da minha felicidade aqui na França, que eu quase deixei ir embora quando fui um completo bobo com você. Me perdoe Serena, me desculpa se eu não fui o namorado perfeito, e se eu te magoei muito com minha frieza. Não quero outra garota na minha vida, quero só você.

Ao ouvir tudo isso, ele confessando de peito aberto e com lagrimas naqueles olhos azuis expressivos que eu tanto amava, via uma centelha de esperança para o nosso namoro. Eu estava emocionada pela imensa prova de amor que ele estava me dando, mas eu ainda estava chateada com ele. E ele realmente me quisesse, teria que ralar para me convencer.

- Eu já te perdoei a muito tempo Darien., é claro que anda continuo te amando,mas eu ainda estou tentando me encontrar e cheia de duvidas em muitas coisas, ei... – Eu fui interrompida pelo Darien que me abraçou mais forte do que estava em meio as lagrimas e me sussurra com aquela voz rouca dele que ele sempre me deixa arrepiada.

- Não desistirei de você Serena, eu vou lutar por você e não vou te entregar de bandeja para aquele urubu do Seiya ou qualquer outro ê é minha e só minha. – Ele pontuou o que ele falava com um beijo.

Querido diário, que beijo!!! ( momento suspiro, aiaiaia) Era diferente dos que ele sempre me deu. Era um daqueles de tirar o fôlego, possessivo e quente e estava me despertando sensações que eu tentava ignorar, principalmente quando acontecia uns sonhos um tanto adultos e que você é o único que sabe sobre o conteúdo deles desde que eles surgiram depois que eu completei quinze anos.Não os contava a ninguém e tentava fingir que eles não existiam, principalmente quando sentia espasmos na minha barriga e eu tinha que ir tomar um banho frio para eu conseguir voltar a dormir.

O engraçado era sentir que meu namorado parecia sentir-se um tanto incomodado com o clima que estava se formando, ele se afastou de mim cor o rosto vermelho carmim e bem ofegante . E claro que como não sou boba, mas sei me fingir de mosca morta, não falei nada que nada estava acontecendo e dei uma das minhas risadas nervosas enquanto o via envergonhado e timidamente me pedindo desculpas pela atitude impensada dele.

Os olhinhos dele demonstravam um brilho que eu já tinha visto neles diversas vezes, e também eu os via nos homens que eu pegava me olhando na rua. E denunciavam o que se passava naquela mente brilhante que eu tanto admirava. Mas não ousávamos dar nome a aquela sensação naquele momento, eu fiquei com o rosto corado só de pensar.

Apesar da minha aparente ingenuidade total da minha parte, eu sabia superficialmente o que acontecia entre uma mulher e um homem apaixonados um pelo outro. Mas nunca toquei nesse assunto publicamente. Intimidade é um assunto muito reservado para mim e nem com as minhas amigas eu falava. Às vezes minha mãe vinha até meu quarto e tentava me falar sobre essas coisas. Conversávamos muito pouco, pois eu ficava envergonhada de comentar sobre esse tipo de papo e minha mãe para não me constranger mais, parava. Teve uma aula de ciências no oitavo ano, e não foi a professora Mônica que deu, que tratou sobre reprodução humana. Foi um professor (mas como no Japão a população é tradicionalista e muito conservadora, e falar desse assunto livremente sem preconceitos sobre isso é coisa rara), a conversa soou um tanto frio quando vexatório. Para não dizer humilhante para o pobre do professor que pela vermelhidão do seu rosto mostrava isso.

Mas voltando assunto, Darien e eu tínhamos apenas tínhamos começado a por os pingos nos is com aquela conversa e vou te contar tudo, o que aconteceu durante a viagem, pois sei que você é o meu único amigo com quem eu posso me desabafar de verdade, sem mascaras ou medos.

Depois daquela conversa, ele saiu do meu quarto dizendo que ira me aguardar no saguão do hotel e que pelo horário, eu levasse um casaco. Pois o castelo do Pierre, ficava um pouco distante do centro de Paris. Assim que ele desceu, mamãe veio falar comigo:

- Filha você está se sentindo bem depois desta conversa?

- Sim, mamãe. Falar tudo o que estava engasgado dentro de mim ta me dando uma sensação de que uma pedra de uma tonelada foi tirada da minhas costas.- A respondi respirando aliviada.

- Saiba que qualquer decisão que tomar visando a sua felicidade, seu pai e eu te apoiaremos. – Mamãe falava essas palavras me acariciando a cabeça . Desde que eu me entendo por gente, mamãe fazia esse tipo carinho quando ela percebia que eu estava nervosa ou deprimida. E depois me trazia um chocolate quente e bolinhos.

Arrumamos as nossas bolsas de compras próxima as nossas malas, e eu arrumei a minha mochila. Coloquei um blusão de dormir alem da nécessaire e do casaco, fora a minha carteira de documentos. E coloquei as coisas da minha mãe nela. Assim que eu terminei, eu notei a presença das outras no quarto. A Amy já com a mochila preta dela e com uma boina do tipo que os intelectuais franceses usava. A Mina estava com a mochila amarela dela. E as outras duas olhando abestadas o cômodo que estávamos.

- Vamos te matar Serena, por nos deixar de fora desse passeio, Rey tu viu o gerente do hotel, é um tremendo gato e se parece com o meu ex....- A Lita me dando uma bronca carinhosa, depois de acertar uma bolinha de papel nas minhas costas, exemplo seguido pela Rey que alem da bolinha ainda me deu a língua. Rimos muito dentro daquele quarto. Era bom todo mundo junto novamente, e agindo como jovens normais,. Pus minha mochila nas costas e desci junto com as meninas. Apesar do rumo que as coisas tomariam a partir daquele dia, eu estava, mas aliviada e confiante de que acertei na minha decisão.

Eu queria acreditar nas palavras do Darien. Eu o amava, mas por mais que aquela conversa poderia por uma pedra sobre essa duvida, eu ainda estava insegura sobre ele gostar ou não de mim de fato e não da minha vida passsada. E alem do mais eu estava hipertentada pelo gatão do Seiya. Dois bonitões me desputando, que maravilha(eh eh eh)

Quando cheguei no saguão de entrada do hotel, vi que o meu noivo estava meio desgostoso, amuado mesmo, sentado num sofá no hall do hotel. E que o amigo dele conversando com o gerente do estabelecimento. Aproximei-me de Darien e fiz um carinho na cabeça dele, enquanto o mesmo encostou a cabeça no meu peito e abraçou minha cintura, puxando-me para si, ainda sim um tanto desconfortável, e olhando fixo para um ponto, que quando eu virei a minha cabeça para ver o que agoniava meu noivo, vi o Seiya Kou conversando com uma jornalista bem animadinha. "Que fofo, o Darien ta se mordendo de ciúmes". Pensei tentando não rir da cena. Então essas férias prometem (pensei naquela hora, ihihihih). Vendo o Pierre e as meninas virem em nossa direção, Darien, se levantou, tirou a minha mochila das minhas costas e a pos sobre os ombros e pegou na minha mão. Fomos ao encontro do resto do grupo e em seguida, todos saíram do hotel e foram para o volvo do Pierre. Enquanto caminhávamos em direção do carro, percebi que meu namorado ficara mudo, não falava um ai. E segurava com delicadeza, mas firme a minha mão, como não quisesse solta-la.