19º capitulo de " Uma nova oportunidade para Serena"
Uma declaração silenciosa de Guerra de Seiya, e a ajuda que vem de longe para Celine.
Seiya:
Nossa que dia estranho! Acordei de manhã meio indisposto. Senti uma dor no estomago, sabe sentia uma coisa esquisita por dentro. Me levantei da minha cama e fui ao banheiro do meu quarto. Apesar de estarmos todos juntos na mesma suíte, a presidencial, todos tinham quartos privativos.
Tomei um antiácido, e entrei no banho. Talvez o jantar me tenha feito mal. Mas não tem importância. Quero ficar irresistível para minha bombom. Terminado o meu banho. Pus o roupão e fui vestir a roupa que eu tinha separado para aquele dia: uma camiseta sem mangas preta, uma camisa branca, dobrada nas mangas e uma calça jeans escura. Até pensei em soltar meus cabelos, mas resolvi que não. Talvez, Serena não me reconheceria.
Então pus o meu perfume de rosas e violetas e sai do quarto. Vi o Taiki lendo o jornal e tomando café e o Yaten fazendo flexão de braço .
Fingi que não os vi e resolvi tomar café no restaurante do hotel. Desci e fui até lá na esperança de ver a bombom tomando o desjejum ali, mas nem sombra dela. Então me servi e fui me alimentar. É claro, que eu fui parado por uma ou outra fã, me pedindo autografo. Mas nem me abalei com a cena. Era bom ser querido pelas garotas.
Me levantei e ia caminhando tranquilamente pelo saguão do hotel, apreciando o cheiro de rosas-chá que estavam em diversos vasos que decoravam e perfumavam aquele local. Estava tão distraído com o aroma floral e minha bombom em meus pensamentos, que eu pouco senti a colisão de algo contra meu corpo. Um delicioso cheiro de jasmins entrou por minhas narinas e me fez lembrar da garota mais bonita de todo universo.
Abaixei meu olhos e vi uma das criaturas mais belas que a natureza da Terra poderia ter gerado. O corpo de mulher recém conquistado, fazia o estilo mignon, estatura baixa, curvilíneo, seios médios , pernas longas e bem delineadas, um corpo bem feminino e belo. Uma obra de arte ambulante em forma de mulher, que não se compararia a nenhuma mais bela canção escrita por mãos humanas. Aquele biquíni pequeno que ela usava, só realçava a beleza escultural escondida de Serena.
Seus cabelos macios esvoaçavam ao vento, e um sorriso brotou em meus lábios ao vê-la. Aspirei novamente o perfume delicioso da minha bombom e lhe disse sorrindo:
- Bom dia Linda flor do dia, para onde ia correndo assim? Será que para meus braços... Bombom...
Ela sorrira com o que eu dissera, e a vi fazer uma cara de susto ao sentir alguém a abraçá-la. Braços masculinos possessivos a abraçaram, que quebraram o clima romântico que estava se formando. Quando vi o dono daqueles braços, meu coração parou e minha face palideceu. Era aquele que deveria estar nos EUA estudando e dando um tempo no namoro com a bombom, mas estava em París naquele momento? Mas como?
Nervoso, ele demonstrara que ouviu o que eu disse a Serena e pelo jeito que a abraçara, assustou também a bombom , ela mostrava medo e surpresa naquele belo rosto que tinha.
Então eu disse meio que gaguejando:
- Da..Darien, qq...que surpresa em vê-lo aqui. quando ? Uuue Serena, você não me disse que vocês estavam dando um tempo no namoro?
Antes que minha bombom dissesse uma única palavra ele começou a falar:
- Eu é quem deveria ficar surpresa com a sua volta Kou-san. E mais ainda por saber que a minha coelhinha e eu tínhamos brigados, mas eu vim aqui pra acertar as coisas com ela e curtir a visita a Paris ao lado dela.
Então o otário veio tentar se reconciliar com a Serena? Ele estava com medo de perde-la para um homem que a cuide e a ame como um verdadeiro namorado? Serena merecia um namorado melhor que ele, que não fugisse quando a menina mais precisasse dele. E nem tentar empurrar um futuro pseudo-definido sem chance de escolha. Então continuei a ouvi-lo quieto.
- Mas como to vendo que você tem muita consideração pela Serena, não se incomodaria se eu te agradecer por ter cuidado tão bem dela na minha ausência, mas agora ela tem a mim .
Que cara de pau! Esse cara me agradecendo por fazer a obrigação dele? Muito irônico da parte dele. Deixa a garota em depressão, sai quando ela precisa mais dele e agora quer agir como nada tivesse ocorrido? Affe... E a pobre da Serena, não podendo nem falar nada em seu favor, porque aquele imbecil não a deixava falar e quando ela tentou, ele a beijo na boca, a força.
Sai espumado de raiva daquele lugar. Não pelo fato da Serena não ter reagido. Ela não teria como o fazer, coagida como estava, mas pela petulância daquele principezinho de me***. Ele mostrava aquela menina como se fosse sua propriedade, quando ela é dona de si mesma.
Ah, Darien Chiba não me conhecia! Não ia dar minha bombom para aquele Mané de mão beijada. Se ele quer guerra, ele a terá. Serena merece coisa melhor e eu estou disposto a lutar por ela. Paralelamente a minha missão, iria traçar uma estratégia eficaz para garantir o amor de minha bombom, uma vez que ela está em cima do muro em relação ao namorado e a mim.
Que aquele tal do reino Tókio de Cristal fosse para a ponte que caiu. Serena merecia um futuro muito melhor que aquilo. A visão da Rainha Serena com o sorriso de falsa felicidade e olhar triste me veio a cabeça e me deu animo para lutar por ela. Minha bombom merecia ser feliz e não prisioneira de um passado que já não existe mais e de um futuro opressor.
Enquanto me afastava daquele casal, vi a assessora de imprensa da turnê francesa da banda se aproximar de mim, e começar a falar dos preparativos do show que o Three lights iriam fazer no festival de verão. Fomos ao bar da piscina e ficamos conversando por um bom tempo.
Eu vi Serena e aquele troglodita se sentar em uma daquelas mesas brancas do hotel e ficarem um bom tempo. E vi a mãe dela e as meninas , sempre acompanhadas daquele guia metido a segurança e um outro estranho . E estavam com as malas e sacolas. E pelo jeito e para minha tamanha tristeza, pareciam que iam deixar o Hotel.
Não! Não era verdade, depois de uma semana no paraíso, aquele cara levava a minha bombom pra longe de mim! Percebi que perdi uma batalha mais não a guerra. Eu iria lutar por Serena. Eu sabia que esbarraria com a Serena enquanto nós estivéssemos naquele país.
Então vi ela indo enquanto aquele cara colocava o braço sobre os ombros delicadas de minha coelha. E me encarando com um ar de superior enquanto eu lhe devolvia o olhar mais feroz que eu tinha naquele momento.
Serena:
Deus do céu, meu querido amigo, quando vi o Seiya tão bonito naquele momento, eu até esqueci que o Darien estava no Hotel e que eu havia esquecido o meu celular no quarto. Ele estava lindo vestido tão tremendo gatão.
Se eu tinha duvidas, elas pioraram. Os dois homens que botavam duvidas em meu coração, estavam arrasadores, cada um no seu estilo. Ainda sim estavam um pecado de bonitos. Se a Lita soubesse da minha duvida, ela me mataria. Eu sendo paparicada por dois garotos e ela sem nenhum, isso não é justo! Não poderia falar nada da Mina, porque ela estava derretida com o Yaten, que pela primeira vez parecia corresponder aos sorrisos da minha amiga. Estava torcendo por ela. Mas voltando ao assunto;
Quando eu ia dizer algo sobre que Seiya havia falado, senti dois braços fortes e musculosos me puxarem contra um corpo quente e cheiroso. Aspirei o perfume e reconheci o cheiro. Era Darien, que acabara de chegar e eu rezava para que ele não tivesse escutado a cantadela do Seiya. Pois não saberia qual a reação dele, até porque eu o peguei te lendo e ele ta sabendo o que aconteceu entre mim e o Seiya. Nunca tinha visto uma cena real de ciúmes da parte dele, e fiquei com medo que ele reagisse violentamente.
Homens calados demais, geralmente são mais ciumentos e imprevisíveis. Havia visto isso num daqueles programas de entrevistas na TV. Mas infelizmente, ele escutou a conversa , vi sua cara de poucos amigos. E quando eu ia dizer algo... Fui interrompida por ele.
E também vi o pobre do Seiya que ao ver Darien, ficou branco como papel:
- Da..Darien, qq...que surpresa em vê-lo aqui. quando ? Uuue Serena, você não me disse que vocês estavam dando um tempo no namoro?
E eu acompanhado o desenrolar da situação como uma cena quente da novelas das oito. Vi Darien falar com aquele tom de voz que eu sei que ele ta irritado, mas para não transparecer, ele usa de tom de sarcasmo.
- Eu é quem deveria ficar surpresa com a sua volta Kou-san. E mais ainda por saber que a minha coelhinha e eu tínhamos brigados, mas eu vim aqui pra acertar as coisas com ela e curtir a visita a Paris ao lado dela.
Olhei para o olhar furioso de ambos e resolvi me calar, que se eu falasse algo, ia acabar sobrando para mim.... então vi o Darien olhar o Seiya no fundo dos olhos e continuar a falar:
- Mas como to vendo que você tem muita consideração pela Serena, não se incomodaria se eu te agradecer por ter cuidado tão bem dela na minha ausência, mas agora ela tem a mim .
E pontuou o agradecimento com um beijo, que eu nem esperava. Mas que beijo aquele tão Possessivo dele era aquele? Possessivo e que me fazia entrar em curto circuito? Acabou o beijo saindo um tanto babado pro meu gosto e vi o meu amigo bater em retirada com tanta raiva que eu me assustei. Será que o ciúme de ambos por mim era tão forte assim?
Saber que meu namorado estava possesso de ciúmes estava fazendo um bem danado a meu ego. Principalmente quando este sentimento estava vindo acompanhado com um olhar tão cheio de significados.
Então, surpresa eu o perguntei:
-Darien, o que você fez? Não acredito que fez isso!
Ele se justificou :
- Mas o que foi que eu fiz, coelhinha? Só agradeci o Kou-san e Te beijei. Não fiz nada de mais. Eu só não gostei do que ele te disse. Que cara de pau. Mas mudando de assunto, você estava indo pra onde assim tão bonita?
Eu somente disse que eu estava indo tomar banho de piscina. E sorri acanhada.
Depois que me perguntou isso, me fez dar uma volta e ficou me olhando intensamente. Eu estava adorando ele me olhar com cobiça. Coisa que ele sempre olhou para outras e nunca fez comigo. Agora ele ta sentindo na pele, o que eu sempre senti.
Então ele pegou na minha mão e me chamou para tomar sorvete . E claro que eu aceite na hora. Adoro sorvete. Então como criança, arrastei-o até o restaurante e nos sentamos e foi ai que eu sugeri algo.
- Darien, vamos pedir o maior sorvete do menu?
-Mas Serena... eu...
Não deixei ele terminar e eu chamei o garçom.
- Ei moço me vê um o Montblanc com bastante calda de chocolate e chantilly. Por favor, traz duas colheres também. -
Só de lembrar o sorvete que eu comi com a minha mãe quando nos chegamos, me deu água na boca. O vi confirmando o pedido e pedir mais duas garrafas de água. Era engraçado sair com ele para tomar sorvete. Ele tentando bancar o homem matusalém, com aquela máxima que homem adulto não toma sorvete, não come doces, não chora...
Me permiti olhá-lo com calma, enquanto aguardávamos o sorvete. Seus lindos e misteriosos olhos azuis, que eram expressivos, por mais que ele quisesse disfarçar os sentimentos que carregava na alma, reluziam. Os cabelos negros como ébano, que brilhavam cheios de vida com a luz do sol quente. A pele bronzeada e os lábios carnudos. O corpo musculoso e grande, que me fazia ficar pequenina perto daquele homem.
Oh céus, como um ser humano pode ter uma beleza tão grande. Aquela blusa vermelha que realçava o peito e a pele dele. O perfume de rosas embriagador dele. O sorriso lindo, e carinhoso que ele me dava. Simplesmente eu não podia olhá-lo sem suspirar.
Enquanto nos olhamos, ele tinha sempre um jeito de estragar um clima perfeito com um comentário com a minha gula.:
- Ué Serena, não sabia que ginastas podiam ser gulosas.
Então, eu retruquei revoltada com a observação dele. Será que ele não percebeu que o sorvete era para nós dois. Será que ele não acredita realmente que eu poderia mudar?
- Ei seu baka é para nós dois e não para mim sozinha, tem um aqui maravilhoso, você precisa conhecer. Eu o tomei com minha mãe. É maravilhoso. Você vai adorar.
- Ta bom, cabecinha de vento, vou confiar no seu bom gosto para sorvetes.
Cabecinha de vento, um apelido tão antigo e tão irritante, ouvi de sua voz em um tom brincalhão. Ele sabia que eu tinha verdadeira aversão a esse apelido tosco. Então eu já ia reclamar....
-grrrrrr, seu baka, você sabe que eu odeio esse apelido. – Baka, idiota, era como o chamava naquela época que apenas esbarrávamos pelas ruas de Tókio, sem tem a noção de que seriamos namorados no futuro. Época que ele era o namorado da Rey.
Diário, meu amigo, como eu fiquei revoltada. Era assim que ele me queria de volta?
Não ia dar mole a ele. Mas continuando com o meu relato daquele dia, ele me pegou surpresa com o comentário que ia vir em seguida...
- Não sabia que gatas rosnavam e xingavam ao mesmo tempo... – Ele apenas disse-me com a voz meio rouca.
- Desisto...- Apenas disse a ele corada e meio amuada. Definitivamente ele sabe como quebrar a raiva de uma garota...
Então chegou o sorvete. Ele olhava com a admiração de uma criança, ao ver uma coisa nova pela primeira vez. Não que no Andrew não tivesse sorvetes em taças grandes, mas não como aquele sorvete. Meus olhos brilharam e eu peguei minha colher e vi que ele fazia o mesmo.
Comemos o sorvete em absoluto silencio, intercalando com goles de água mineral. Dei um pouco de sorvete a ele e Darien fez a mesma coisa comigo. E nisso, continuamos a comer e terminamos. O vi pedir a conta e pagar. Ele me disse algo que me surpreendeu.
- Tinha toda a razão coelhinha. Muito bom esse sorvete.
- Eu não disse? – eu disse a ele sorrindo.
E conversamos amenidades, estávamos tão distraídos no nosso mundinho particular, que nem percebemos minha mãe, Pierre e Charles e as meninas chegarem perto de nós.
E me peguei vendo as meninas com a bagagem e as sacolas das compras que fizemos nesses doze dias maravilhosos. Ainda tínhamos mais treze dias maravilhosos de passeio.
Eu fiquei feliz, porque eu ia poder ficar de novo naquele quarto de sonho, e ao mesmo tempo, triste, porque eu não ia ver meu amigo Seiya sempre....
Darien e eu nos levantamos e saímos com os outros. Ele me abraçou. E o percebi olhando para um lugar. Era para onde Seiya estava e eles trocavam olhares furiosos.
Ora, ora... Ia ser divertido ver até onde ia essa "guerra". Não, eu não gosto de brigas, sou pacifista. Mas dois homens querendo a minha atenção era um afago a minha vaidade e ao ego.
Então chegamos até onde estava Rey e Lita. Ela estavam com as minhas malas na porta do hotel e Darien pegou as minhas coisas e as colocou no porta-malas do Volvo.
Todos entraram no carro e ele deu partida. Darien se sentou do meu lado novamente e me abraçou. Era um abraço carinhoso, doce e protetor. Coisa que acabou me fazendo pegar no sono.
No meio da viagem, eu despertei e vi que tudo estava no maior silencio no banco de trás. Só se ouvia as pessoas da frente conversando Senti um pequeno peso sobre minha cabeça. Era a cabeça de Darien, que estava encostada sobre a minha, e este também pegara no sono.
Rey e Mina olhavam distraídas a paisagem pela janela, mamãe também cochilara e Lita e Charles conversavam e pareciam estar se entendendo bem. Tão bem que, rolou um beijo entre eles. Eu obviamente me fiz de dorminhoca, e fingi que estava amiga merecia ter seus momentos de romance e torcia pela felicidade de Lita.
Mas antes de eu fechar os olhos, eu olhei para o rosto do Darien. Apoiei sua cabeça sobre o encosto do bando e o observei. Ele realmente era lindo e dormia com a paz de uma criança. Sua face relaxada lembrava anjos e ele parecia tão vulnerável... Me fazendo despertar o instinto de protegê-lo.
Enquanto o admirava, ele abriu os olhos sonolentos, me acariciou as bochechas, me apertou contra seu corpo e voltou a por a cabeça sobre a minha. Seu perfume de rosas me invadiu as narinas, e aquela sensação de conforto delicioso que emanava dos braços dele, me faziam ficar sonolenta novamente.
Senti suas mãos acariciarem meus cabelos e seus lábios beijar minha testa. E o vi pegar no sono novamente. Também voltei a dormir.
Acordei sobre algo macio e cheiroso. Abri lentamente os olhos e percebi que eu não estava mais no carro. Sentei-me e percebei que estava numa cama. A mesma cama de que eu tinha dormido na noite passada. Estava no quarto que eu ocupei, e vi que as minhas coisas estavam perto da penteadeira. Levantei-me, calcei meus chinelos e desci. Olhei no relógio antigo que ocupava o belo hall da escada do castelo, que já se passavam das duas da tarde.
Senti minha barriga roncar e fui até a sala de jantar para ver se tinha alguma coisa para comer. Só vi a senhora que deveria ser a empregada. E ela me brindou com um sorriso maternal.
- Olá minha criança. Pelo que eu vejo, acordaste. Deve estar faminta, já que perdeste a hora do almoço. Quer que eu te prepare um lanche? – A senhora me falou simpática.
- Não, muito obrigada, não quero atrapalhar a senhora... – eu disse
- Meu bem, você não me atrapalha, e nada de me chamar de senhora! Me chame de Tia Collie, é Tia Collie para você.
- Ta bom Tia Collie. Eu aceito o lanche.
Ela simplesmente voltou a sorrir e foi até a cozinha. Eu a segui e dei de cara numa cozinha enorme, muito bonita e bem equipada. Era do tamanho da cozinha e copa lá de casa juntas.
Eu a vi preparar um bule de chá preto, dois sanduíches de queijo e presunto Parma e arrumar um prato com petits-fours recém-saídos do forno( ai só de lembrar ta me dando uma fominha...). E ela coloco tudo na minha frente sobre a mesa e já ia indo, quando a chamei:
- Tia Collie, por favor, tome o chá comigo. Gostaria de uma companhia.
- Está bem, fille. –Ela se sentou a mesa e se serviu de chá.
-Obrigada – sorri-lhe agradecida.
Enquanto adoçávamos nossas xícaras de chá, vimos Celine entrar em silencio no recinto.
- Licence !,tante Collie... – a jovem falava sem olhar-nos com um francês carregado.
- Celine, ma petite, quantas vezes eu já te disse que não precisas pedir licença para entrar aqui? Cette cuisine est sien, comme cette maison !
- Eu sei... – foi a única coisa que a vi responder, antes de a ver pegar um copo na pia, abrir a geladeira, pegar uma garrafa de refrigerante de cola, se servir de refrigerante, colocar o mesmo aonde estava antes e sumir da cozinha com o copo.
-Pauvre enfant... – Vi a tristeza nos olhos da boa senhora. E ela continuou.- Ela está assim desde quando os pais morreram num acidente de carro a alguns anos. Et je l'ai des soins, ainsi que son frère depuis qu'ils bébés...
- Puxa vida, que pena Tia Collie...
- Cette fille sempre foi um poço de alegria. Dificilmente a víamos triste. Mas isso mudou quando messieur e madame Viemont morreram num acidente de carro.- Falou Tia Collie triste.
- Sinto muito por ela, Tia Collie. Nunca pensei nem na possibilidade de perder meus pais e meu irmão. Mas imagino a dor dela.
- É uma pena, a queria ver feliz.
Para não deixar a pobre senhora triste, eu sutilmente mudei de assunto e comecei a falar sobre meu país, e ela que começou a se animar contou sobre o dela. E assim aquela hora dó chá improvisada, se tornou muito legal. Tia Collie era divertida e cativante. Terminei o lanche e ela me indicou o caminho da piscina .
Mas antes de sair, a olhei mais uma vez, e prometi a mim mesma que tiraria Celine do poço da tristeza que ela se afundara. Fiz isso com Darien e vou fazer com Celine.
Me pus a caminho da piscina e olhava a tarde ensolarada entrar pelas janelas do castelo. Estava tão distraída com o problema da Celine que eu nem percebi que eu colidia com algo. Eu ia caindo, mas esse algo em segurou e não me deixo cair.
- Ai me desculpe... – me desculpei.
- Continuamos a nos esbarrar não é coelhinha? A nossa velha mania de se esbarrar em qualquer lugar...
Antes que eu esqueça:
Senhor= monsieur
pequena= petite,
senhora= Madame
menina= fille
Esta cozinha é sua, como esta casa!= Cette cuisine est sien, comme cette maison !
Tia= tante
Licença!,= Licence !
Criança=enfant
Pobre criança= Pauvre enfant
E eu a tenho cuidado, assim como seu irmão desde que eles bebês.= Et je l'ai des soins, ainsi que son frère depuis qu'ils bébés.
Gente quero agradecer as Reviews =)
Marcinha-chan- Eu tbm quero ele *-*, ele é tudo de bom né?
Nandinha 82- Obrigada pelos toques! E pode deixar que o tio Seiya vai aparecer mais e botar fogo na estória. Espero que vc aprecie especialmente este capitulo. Beijo linda!
