Darien

A senti se virar e me levar para um canto, próximo a onde estávamos. Encostei-me na parede e a virei para mim e comecei a beijar-la novamente.

Quando demos uma pausa para respirar, ela começou a me acariciar. Suas carícias eram suaves e de repente aproximou-se de minha cintura de forma sutil, mas ao mesmo tempo marcante, fazendo com que meu corpo desperta-se reações já conhecidas Não era a primeira vez que eu dava um amasso em uma garota, mas com ela, sim, com a minha querida coelhinha, essa sensação tinha gosto de primeira vez, pois era com a garota que eu amava. gemia baixinho, deliciado com aquilo... Eu tentava ficar calado, mas não conseguia, porque o gemido saia de minha alma. Minhas mãos criaram vida e a acariciava, passava por lugares ainda não explorados do corpo dela. Lugares que nunca me atrevi a tocar por causa da timidez e da idade da minha garota.

Já ofegante, encostei minha cabeça em seu ombro e beijei-lhe o pescoço macio e cheiroso. Perfume que sempre me deixa hipnotizado a cada vez que eu a vejo, aroma de uma mistura exótica de jasmins brancos com madressilva e um toque de baunilha, que me faziam lembrar um jardim florido de primavera, puro e de rara beleza.

Meu corpo já dava sinais dolorosos da fome que o consumia e já não aguentando mais, resolvi parar, por mais que em mim doesse e tivesse que nadar o mar do Alasca inteiro para me esfriar, para aplacar o fogo do desejo que me consumia naquele momento, minha vontade que eu tinha mesmo era de incendiar a mim e a ela, mas a voz da razão vem sempre nos alertar. Quer dizer quase sempre, isso quando ela não vem em horas tão impróprias como agora – riso - mas como cavalheiro que sou e no processo de reconquistar minha coelhinha é melhor ficar no chove não molha.

- Coração, temos que parar. Não podemos levar isso a frente

- Mas por quê? – ela me perguntou com um olhar decepcionado, e que me cortava o coração. Mas era preciso terminar com aquilo, se eu quisesse ter uma oportunidade honesta de conversar com ela.

- Porque está ficando tarde e temos que voltar para os outros. – falei me ajeitando enquanto a via se arrumando. Olhos azuis tão claros e límpidos como o céu durante o dia daquele verão brilhava de desejo, e seu corpo também mostrava o quanto me queria, pois vi dois pequenos pontos se insinuarem por debaixo da blusa de seda dela.

Então peguei na mão dela e descemos. Acabamos parando na parte da casa de espetáculos que era uma espécie de karaokê e vi meus amigos sentados em uma mesa perto do palco.

Vi que os amiguinhos daquele sem vergonha estavam lá. Sinal que Seiya "bicha" Kou também poderia estar lá. E realmente ele estava lá, sendo que só de ver aquele sujeito, meu sangue esquentou. Ele que viesse de graça pra cima da minha Serena, que ele veria quem era Darien Chiba de verdade. Fechei a cara raivoso, demonstrando minha falta de apreço por ele e o outro lá também o fez.

Vi que a coelha tentava evitar a todo custo uma confusão, coisa que eu não faria, a não ser que eu fosse provocado fortemente. Só aconteceria uma briga se aquele etezinho viesse dar em cima da Serena na minha frente. Então para que isso não ocorresse, ela saiu me arrastando e nos sentamos bem próximo aos nossos amigos que estavam vendo Mina e o cinzento marrento, (percebi que o Yaten era o nome do marrento daquele dia do restaurante, quando eu finalmente achei a coelha por causa da Mina, que falava Yaten para cá, Yaten para lá... tava enchendo o saco com essa obsessão dela por esse garoto), cantarem. Eu parei para observar que um novo casalzinho tinha se formado mais cedo, e não se desgrudavam.

Eu olhava tudo ao meu redor e isto estava me distraído, a cumulo de nem perceber o ogro maldito chamar minha namorada.

- Serena poderia vir aqui?

Todos no bar a olharam e vi que ela estava tímida... Ela me olhava com medo e segurava-me forte a sua mão, e eu olhava serio para ela, como se dissesse "eu se fosse você não subiria ali". Não sei por que, mas estava inseguro com relação a ela. A segurava nas mãos, como a coisa mais preciosa que eu tinha, até que Mina, desceu do palco e a tirou de lá, praticamente arrastando a amiga, que ficava vermelha como tomate.

Seiya saiu da mesa de DJ, pegou uma guitarra vermelha e deu a ela. Vi que ele falava algo com ela, talvez sobre a guitarra e ela ficou olhando atônita a todos. E eu os fuzilando com os olhos. Então vi o Seiya a encorajando com algo assim:

- Vai bombom, mostra a eles como é que se faz...

- Mas não sei tocar bem ainda... – ela retrucou o idiota.

- Não foi o que eu vi nas nossas aulas...

- Mas qual musica Seiya? - Serena perguntou.

Dessa vez foi a Mina ( a menina cara de peroba, ) que disse o nome da musica . O Seiya (o rei dos caras de perobas e ladrão de garotas de outros) voltou a onde estava começou a mexer na mesa de som. Em seguida se dirigiu ao teclado do palco e começou a dar os primeiros acordes, e vi Serena tocar os primeiros acordes na guitarra, acompanhando-o e a Mina e o Yaten começaram a cantar:

Falso diálogo, palavras sem som
Rodeiam minha mente dominando o coração
Um grito sai em sua direção
Caminha pelos ares ecoando a imensidão
Fui buscar você em mim

Era engraçado ver a cara de nervoso da coelhinha, era mais engraçado ainda era ver a cara de surpresa das três meninas, incluindo a Rei. Sabe de todas as meninas do grupo de amigas da minha namorada, a Rei é a que eu considero como uma grande amiga, e depois que eu terminei o namoro com ela há quase três anos e meio atrás, ela virou uma quase irmã para mim, a irmã mais nova que nunca tive.

Apesar de eu desconfiar que ela ainda sentisse alguma coisa por mim,sentimento que não é mais correspondido por mim e da minha parte é só amizade sincera que ela terá, pois quem eu amo mesmo é a Serena.

E ainda mais que a Rei sempre foi a mais descrente em relação as mudanças da Serena, sempre a criticando, apesar de ser muitas vezes pro bem da loira, (confesso que nem sempre ...),fazendo as duas brigarem por inúmeras vezes sem lugar o hora certa,e isso sempre me incomodou, mas sempre deixei que elas se resolvessem. E foi a que ficou mais chocada ao ver a amiga tocando uma guitarra. Tá bem confesso! Que também que fiquei chocado com a grande nova, principalmente de aquele idiota ter dado as aulas. Mas eu estava adorando ver e ouvir minha gata tocar.

O céu e o mar te dei
Por onde andar, caminhos sem fim
Te alcançar, eu não cheguei
You've gotta feel the flying angel
Para encontrar você

O pôr-do-sol, amor, deixar de ver
A sua imagem retrato falado ao contrário
Como uma história presente, passado imaginário
Olhar você, e não reconhecer
Beijar a sua boca, te tocar e não te ver

Sentir no ar, magia de viver
Imortal, entre o bem e o mal, permitir o prazer
Fui buscar você em mim

O céu e o mar te dei
Por onde andar, caminhos sem fim
Te alcançar, eu não cheguei
You've gotta feel the flying angel
Para encontrar você

O pôr-do-sol, amor, deixar de ver
A sua imagem retrato falado ao contrário
Como uma história presente, passado imaginário

Parecia que aquela música falava diretamente a minha alma, deixando-me hipnotizado a cada movimento que Serena fazia com o corpo, com as mãos, que se mostravam ágeis e talentosas. Era muito bom ver que ela que começara a ter mais autoconfiança (esse era o maior defeito da minha namorada, ela sempre duvida muito de si mesma, tinha pouca autoconfiança, a deixando demasiadamente insegura sobre muita coisa, incluindo eu). Eu estava admirado com a incrível evolução da Serena e o quanto ela tentava provar para todos do nosso grupo, que existia uma pessoa alem da Serenity, e que essa pessoa merecia respeito. Essa pessoa chama-se Serena Tsukino...

- Puxa meninas vocês mandaram bem! – Seiya disse feliz, enquanto os olhava calado e só ouvindo - Vejam só o povo aplaudindo vocês duas.

- Ai isso parece um sonho, Serena- Disse Mina saltitante a Serena.

- Que horas são, Charles?- vi Serena perguntar ao guia e ele responder que eram uma e quinze da manhã. Já era de madrugada. Vi o sujeito ficar com cara de preocupação, porque do castelo do Pierre até aquele ponto de Paris são exatamente quase duas horas de viagem de carro.

- Será que já podemos ir embora? – Amy, sempre a mais sensata do grupo, falava sonolenta nos braços do Taiki Kou, que em minha opinião, parece ser o único que tem bom senso e que pensa naquele grupo.

- Ah não, eu quero cantar mais! – Mina reclamou (essa daí parece que não cansa, parece que funciona a base de pilha duracell)

- Ah eu realmente quero ir embora, eu to cansada. - a minha coelha disse, se sentando numa cadeira e eu me sentando ao seu lado e fazendo um carinho naqueles cabelos macios que só ela tem.

- Puxa Serena, vamos cantar mais uma! – Mina pediu com o olhar pidão a Serena e Rey deu um olhar atravessado a ela.

- Você vai cantar no chuveiro do castelo, isso sim! Por que eu também quero ir embora. – respondeu a morena, e eu me segurando para não rir do jeito despachado que Rei (a velha e boa Rei, sempre atrevida e com uma resposta na ponta da língua) respondeu.

Então Charles e Lita se levantaram:

- Vamos gente, porque se deixarmos para mais tarde, chegaremos depois das três da manha.

- Tá certo – Serena disse se levantando, e eu também, logo em seguida. Peguei a bolsa que Serena segurava, e segurei sua mão, apertando-a entre a minha, para a raiva do Seiya, que não gostou da nem pouquinho da Serena indo embora comigo. Ele não tem que gostar ou não, Serena é minha e não dele.

As outras se levantaram e Amy se despediu do Taiki com um casto beijo nos lábios. Tiraram tanto sarro da pobre garota, que escondia o rosto nos braços do rapaz moreno. E este ficava tão vermelho quanto a Amy. Ambos pareciam que muito envergonhados pela atitude que fizeram.

Até Mina e Yaten não escaparam da brincadeira da coelha, fazendo que os dois ficassem vermelhos como tomate e a Mina só deu um beijo no rosto do jovem . Depois disso, saímos da Bordeaux e cada grupo pegou o seu caminho.

Na hora da volta, dividimos o nosso grupo para que coubessem com folga nos dois carros. No carro de Pierre foram, alem dele, Amy, Serena e eu. No de Charles foram a Lita, Mina e Rey.

Assim que o carro deu partida, abracei minha namorada, apertando-a de encontro ao meu corpo e ela adormeceu agarrada a mim, e enquanto ela dormia Amy, Pierre e eu conversávamos animadamente, mas em tom baixo.

Chegando lá eu peguei minha linda adormecida, a levei para o quarto onde a deixei sobre a cama. Sai do quarto de minha coelha com uma sensação desagradável de solidão, pois o lugar que eu queria dormir naquela como as outras noites era naquele quarto, abraçado a minha preciosa gata.

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Senti tristeza por está me sentindo tão sozinho. Para afastar esse sentimento tão ruim, comecei a me preparar para o banho. Tirei minha camisa preta, fui pegar uma roupa para ficar mais a vontade e fresco, me dirigi para o banheiro e tomei uma ducha rápida, onde me refresquei apagando o meu fogo, desperto por Serena Tsukino e sua beleza escondida explosiva.

Coloquei uma bermuda jeans preta e uma camiseta branca, visual bem básico mesmo, sentando-me em seguida, em minha cama, liguei meu notebook e ia vendo alguns emails que chegaram, quando de repente, eu ouvi uns barulhos vindos do quarto de Serena . Fiquei preocupado e resolvi ligar para ela, os minutos pareciam uma tortura sem fim até que eu ouvisse o clique do outro lado...

- Alo?- uma voz meio sonolenta que me fez o corpo começar a despertar novamente.

- Oi coração, tudo bem ai? É que eu ouvi um barulho aí e resolvi te ligar. Te acordei? –respondi como se nada tivesse acontecendo...

- Não Darien, imagina! È que eu acordei e resolvi tomar um banho... Esbarrei na penteadeira. O barulho era eu mesma. Pode ficar descansado, viu! Desculpa eu te acordar...

- Ah bem! Eu fiquei preocupado, mais deixa prá lá... Alias você não me acordou, estava sem sono... Sabe pensando numa linda coelhinha que é minha vizinha de quarto e só de ver, me tira o fôlego! – admiti o que minha mente se recusava a aceitar.

- Darien, meu bem, você me elogiando assim, deixa encabulada!

- Encabulada por quê? Você é linda! É fato!

- E você tá muito bajulador, seu Chiba!

- Você disse bem, seuChiba. –tentei fazer piada com a situação, coisa que não saiu legal.

-Haha, você ultimamente anda um engraçadinho... Esqueceu que estamos dando um tempo no nosso namoro? – maldito pedido da coelha. - Não sei o porquê de ela insistir com isso. Nós nos amamos e ponto.

-Eu não esqueci e espero que você se lembre que eu disse que eu ia lutar por você...

- Disso me lembro perfeitamente...

- Que bom! Bom, vou desligar, porque aqui no quarto está quente e eu vou tomar uma fresca na varanda. Mais uma vez me desculpa por ligar a esta hora e espero que tenhas uma excelente madrugada! Amo-te e sonha comigo! – falei isso sem nenhuma vontade de desligar...

- Tá bom, seu convencido e tenha bons sonhos! Beijos! – convencido eu? Imagina...

- Serena...

-Sim?

- Eu te amo.

- Darien...

Desliguei o telefone rapidamente, sem chance de deixar ela responder. Meu corpo e minha mente estavam em curto-circuito e precisava sair daquele quarto, para espairecer a mente. As lembranças de uma Serena diferente vieram-me como um raio. Pensamento da coelhinha com um biquíni que geralmente não era o usual dela, seus cabelos loiros, longos e macios sem aqueles odangos horríveis, voando soltos contra o vento, seu corpo de estatura pequena, mas cheio de curvas tentadoras.

Por Deus, eu não estava mais me reconhecendo, Eu estava febril de desejo pela minha namorada, e eu não conseguia mais ficar perto da minha coelha sem ficar corado, excitado e se chamando de Hentai, mentalmente.

Sai daquele quarto rapidamente e me sentei sobre a espreguiçadeira e comecei a observar aquele céu estrelado magnífico. Fiquei olhando encantado para aquela vastidão sem fim, enquanto senti uma doce presença: era minha coelha. Seu delicioso perfume de flores era inconfundível... Eu fingi não notar-lhe a presença. Senti suas mãos pequenas e macias me tamparem a visão, como uma brincadeira de criança e fui brindado pela sua voz doce me dizendo:

-Adivinha quem é? – Serena me perguntando...

-Mãos pequenas e macias... Acho que já sei quem é? É a minha Serena. - toquei suas mãos com as minhas e me virei para poder vê-la. Pelos céus, que visão do paraíso era aquela? Minha coelha sorria linda e terna para mim.

E com a luz da lua cheia daquela noite eu pude ver claramente o quanto minha amada era ( e é ) bela. Vi suas lindas pernas sendo mostradas por um short jeans curto e meio desfiados nas barras, que eram longas e bem torneadas. Fui subindo a visão para observar melhor aquela maravilhosa visão da natureza e pude observar a cintura fina mal coberta pela regatinha que ela usava, e que diga-se de passagem estava meio transparente.

E se ela achou que a escuridão da noite se encarregaria de esconder a semi-transparência da blusa dela, ela se enganou. Pude ver que a regata mal escondia aquelas duas preciosidades de bicos rosados que se insinuavam por debaixo do tecido semitransparente. Eram perfeitos de se ver e minhas mãos começaram a formigar, com desejo de tocar a pele macia que os formavam.

Em suma, minha coelha me tinha nas mãos, sedento por seus carinhos, sedento por seu amor... e se ela não falasse o que queria, eu ia perder o controle com uma tentação daquelas e a encheria de beijos. Eu ansiava demais pela minha coelha, mas eu ira respeitá-la até o fim. Só iria tocá-la quando ela quisesse e permitisse. Acho que ela até percebeu que eu a queria, mas me deu um olhar cúmplice e me olhou também.

Me levantei e fiquei de pé, a fazendo olhar para mim, a girei para ver como ela estava e a abracei. Então encostei a boca no ouvido dela e disse:

- Isso tudo é para mim?- falei rouco

- Ei seu bobo eu não me arrumei para você, nem arrumada eu estou...

-Shiiiiu- foi a única coisa que eu disse antes de beijá-la com a paixão que corria nas minhas veias. Foram incríveis as sensações que só minha coelha pode despertar em meu corpo, sinto-me nas nuvens quando estou nos braços de Serena. Senti o corpo dela se moldar ao meu e senti que ela... correspondia aos meus carinhos. Foi de modo suave que terminamos o nosso beijo

Percebi que ela me olhava com interesse, principalmente minhas pernas. Vi que ela me olhava com o olhar de uma mulher que deseja seu amado. E confesso que sempre sonhei com ela me olhando desse jeito. Para tentar desfazer o clima que estava se formando, resolvi fazer-lhe uma pergunta

- O que houve, coelhinha? Porque está me olhando deste jeito?.

- To olhando para suas lindas pernas, não posso olhar não,é?

- Claro que pode, como pode ver o resto... – me arrependi de ter falado isso depois.

- Mais que safadinho você se tornou...

-É mesmo?

- Sim! – Eu a vi sentar perto de uma roseira e eu sentei por trás dela e a abracei.

Ficamos abraçados por um longo tempo, apreciando o céu estrelado,suas nuances de azul escuro com pontos brilhosos ... Era tão bom ter meu amor em meus braços, sentir o perfume de seus cabelos bater-lhe as narinas, o clima que se formava extremamente romântico... Olhamo-nos carinhosamente e sorrimos um para o outro. Então resolvi puxar conversa com ela...

- Amor, você está vendo aquela galáxia? E a Andrômeda. E aquela ali é a Ursa Maior...

- Sim eu estou vendo.- Disse se achegando a mim.

-Coelhinha...

- Sim, diga...

- Porque você me pediu um tempo no nosso namoro? Eu sei que você me ama, assim como eu a amo... - Sempre quis saber o porque daquela decisão. Apesar de ter lido o motivo no diário dela, queria que ela falasse sobre ele, precisávamos conversar,

- Ué! Pensei que você já tivesse visto o motivo no meu diário, ontem de manhã...

- Eu li, mas eu queria conversar sobre isso, e tentar entender melhor.

- Mas entender o que? Eu to com duvidas. Duvidas sobre meus sentimentos, sobre o nosso relacionamento e sobre eu mesma e sobre você. –( Duvidas, mas sobre o que, de fato, meu bem ? – perguntei-me mentalmente)

- Mas porque até de mim você tem duvidas?

- Sabe, Darien, quanto tempo nós namoramos?

- Dois anos e dez meses, quatro dias e uma hora. – Eu disse sem pestanejar.

- Nossa que exatidão. – Ela brincou comigo - Você parece um relógio.

-Mas e daí? O que é que tem o nosso tempo de namoro com suas duvidas?

- É que nesse tempo todo, quando é que foi que tivemos uma conversa como a que estamos tendo nesses dias?

- Acho que nunca. É coelha, temos muita coisa para nos dizer. E não sabemos por onde começar...

- É verdade...

Então nos sentamos de frente um para o outro e nos encaramos. Pela primeira vez, eu estava vendo a Serena Mulher, não a garotinha que eu conheci e nem tão pouco a versão rainha dela , mas sim uma moça de carne e osso como eu. Já conversamos sobre algumas coisas em nosso relacionamento, que desde o começo não era normal. Mas estávamos dispostos de dar uma oportunidade honesta de passar nosso namoro pelo raio-x e realmente por os pingos nos is. Ela começou a perguntar coisas que nunca conversamos. Até que uma pergunta estranha surgiu ...

-Darien, você por acaso é gay? Me diga a verdade...

O que? Serena me perguntando esse tipo de coisa? Porque até ela duvida de mim? Só por que não quis me aproveitar dela antes quando eu tive oportunidade? Será que ela tem aquela visão machista de que todo homem que se preza tem que ser um desrespeitador com mulheres? Não sei não, mas nesse mato tem cachorro... Será que não basta aqueles bakas de Harvard me zoarem pelo fato ocorrido com Cindy, até minha gata duvidar de mim? Sou um homem que curte garotas, mas as respeito em primeiro lugar... Nunca avancei em nosso relacionamento por vários motivos, mas tem três principais deles: primeiro: a idade e a mentalidade da minha namorada. Apesar da nossa diferença de idade ser pequena, quatro anos, minha namorada não estava preparada pra esse tipo de coisa. Além de ela ser menor de idade.

Segundo... Eu também estava confuso, porque eu já gostava da Serena antes da descoberta das nossas vidas passadas e a pressão de se realizar aquele futuro aprisionante. Aquilo me fez ter vontade de terminar com a coelha e fugir, se bem que fiz quase isso, só que eu não tive coragem de terminar com ela. Não ter terminado com Serena foi minha melhor decisão, pois só o fato de estar abraçado a ela naquele momento valia a pena...

Bom , o terceiro e grande motivo, é um homem e se chama Kenji Tsukino, ou seja o pai da coelha e seu jeito feroz e assustador, que sempre me tratava quando eu chegava a casa da coelha e que sempre me faz ter frio na espinha só de olhar-lo.

- O que você me perguntou Serena? Mas que pergunta sem noção. Se eu fosse realmente gay eu não estaria com você e sim com um homem. Esse tipo de pergunta seria do mesmo nível se eu te perguntasse se você por acaso é lesbica.- Respondi a pergunta com uma cara chocada.

- Eu te responderia que não, não sou, e gosto de homem. – Ah tá, e o Seiya é o que afinal de contas? Bicha transformista ou uma mulher disfarçada de homem? Se Serena fosse realmente me trocar por ele (ou será ela?) não seria do mesmo time da Haruka e da Michiru? Resolvi ficar quieto.

- Então por que está dúvida entre mim e o Seiya? Pelo que eu li, quando ele se transforma em Sailor, ele vira uma mulher. Isso pra mim é transformismo, boiolagem... Você já me viu me transformando e eu não virei uma garota.

- Talvez por ele ter me dado carinho e atenção e sido mais expansivo que você , quando não fugiu de mim quando eu mais precisei.- Eu vi lagrimas correrem naqueles olhos de safira dela ao me retrucar isso. Meu coração doeu, se ela soubesse como me arrependi de ter deixado sozinha e disponível para aquele urubu ficar bicando e a bruxa velha da galáxia fazê-la sofrer...

- Serena, eu admito que eu não fui um namorado legal com você, eu fui um tolo. – admiti o meu erro.

-Não se chame de tolo, Darien. Eu te entendo, você fez uma prova que o mundo inteiro faz pra conseguir uma vaga em Harvard e conseguiu passar, e sem falar à pressão que a gente sofre quando aparecem novos inimigos? Quantas vezes, eu não quis chutar tudo pro alto e fugir? Só não o fiz, por medo da Luna, de magoar as meninas e você, e por minha família em risco. Você teve a sua grande oportunidade e foi correr atrás do seu sonho, assim como eu estou fazendo agora!- ela me disse, olhando-me com sinceridade.

Era curioso ver que até Serena Tsukino tem medo de uma gata alienígena, que por acaso morava na mesma casa que ela. Por mais tempo de convivência que tínhamos com Luna e Artemis, nós não tínhamos realmente a certeza da natureza do caráter daqueles animais. Eram aparentemente bons, mas nunca os vimos realmente bravos, nem sabíamos como reagiriam diante da raiva ou desapontamento extremos.

- Mas não sei se eu fiz o certo... Mas mudando de assunto, não acredito que você também tem medo da reação da Luna.

- Tenho sim, sei lá o que ela pode fazer com a minha família. Comigo não me importo, mas com minha mãe, meu pai e o Sammy, sim. Apesar de ela ser a gata guia da Princesa, eu nunca a vi irada de verdade e nem sei o que realmente se passa dentro dela. Tinha que ver como ela reagiu ao saber que eu não quero ser mais a Rainha de Tókio de Cristal...

- E como ela reagiu? – Perguntei curioso.

- Ficou extremamente revoltada e me chamou de irresponsável. – Ela respondeu

Até um tempo atrás eu pensava o mesmo, mas agora, depois do que li naquele diário, vi o quanto Serena sofria calada e engolia uma melancia gigante a cada vez que se mencionava aquele passado e o futuro, sem dar um único pio e esquecerem o presente, e de que Serena e eu tivermos o azar de sermos a encarnação de duas pessoas mortas e importantes demais para aquele casal de animais, que por acaso talvez tivéssemos outros planos para a vida em mente. E isso nunca foi levado em conta pelos bichanos. Na ânsia de cumprir-se aquele destino ditado por não sei quem e rever o Milênio de Prata / Tókio de Cristal existindo de fato, os gatos nos fazem uma pressão insustentável. Eu pensando que quem seria a mais interessada nesse assunto seria a coelha, mas nisso eu me enganei redondamente e terrivelmente.

- Nossa!Ela me parece legal, mas como ela é sua gata, pensei que você a conhecesse de verdade. Mas o que me surpreende que até você esteja esgotada dessa estória de passado e futuro utópico. – Dei uma pausa para segurar-lhe a mão e passa-lhe força para continuar e continuei a falar. -Agora também entendi por que você me pediu um tempo no namoro. Você ta com medo que eu só esteja interessado em você por causa do passado e daquele futuro. Não é?- Acariciei-lhe o rosto e senti - lhe a pele de veludo.

- Sim, foi o que eu pensei. E não chame o Seiya de Transformista! Ele não é desse mundo, vai ver que no planeta dele as pessoas não são nem homens e nem mulheres.

Sei disso, coelha e você ainda cai nessa...

- Tá bom, acredito nessa hipótese... – ironizei o fato- Mas voltando ao assunto, bobinha, já te disse e digo de novo: foi a ela que eu pedi em casamento ou foi a você? Que Caos leve aquele passado e aquele futuro para a ponte que caiu. Se for para a gente ficar junto, nós dois iremos escrever a nossa própria estória. E para variar, e eu chamo o Seiya mesmo de transformista, bicha mesmo, só pelo fato de dar em cima de você.

- hahahaha – ela riu com que eu disse.

- Serena, mudando de assunto, ele tentou alguma coisa mais seria com você? Sabe...

Fiquei intrigado e perguntei por que li sobre alguns fatos estavam relatados no diário, sobre o Seiya dizer umas coisinhas e sugerir outras, que foram devidamente recusada e Serena que tem um talento nato para se fazer de boba e fingir que não havia entendido nada. Grande coelha, ela deveria fazer escola de teatro e ser atriz.

- Jamais, ele foi cavalheiro assim como você sempre foi comigo.

-Ah bem, se não, eu ia fazer ele se arrepender.

- Nossa, como estamos agressivos...

- Agressivo não, defendo o que é meu.

-... – foi a única coisa que eu escutei da parte dela.

-Não se assuste meu amor, jamais eu levantaria a mão para você. Pelo contrario, quero te proteger e te amar pelo resto da minha vida. – falei sério

- Darien...

- Tem coisas pelo que devemos lutar na vida, Serena, e você é uma delas. - a abracei, e a apertando nos braços em seguida.

- Puxa vida, to sem palavras... Darien, bolinho de arroz, será que você pode me responder mais algumas perguntas? - E porque não? Depois de perguntar se eu era gay, não existiria pergunta mais pesada que essa.

- Claro, e eu por acaso tenho cara de bolinho de arroz?

- Não, mas é tão gostoso quanto um... - fiquei corado com o elogio dúbio que ela me fez...

- Bolinho, lembra daqueles sonhos adultos que eu tive e você leu de curioso no meu diário. Você também sonha com esse tipo de coisa?-

Aí o que é isso Serena? Pergunta-encosta-na-parede? Você ta impossível, my little heart.

- Bem, eu, eu... Glup – eu tenso toda a vida, Serena me pegou desprevenido.

- Darien?

- Admito, eu tenho sim!- admiti

- Com quem? Espero que não seja com a Rey. – Ela com ciúmes dos meus sonhos eróticos? Só podia ser a minha coelhinha mesmo.

- Com coelhas loiras e curiosas e não com a Rey. – Admiti para a coelha, mais corado que tomate e curioso para ver a reação dela. Aproximei-Me dela, encostando o rosto no pescocinho cheiroso dela e aspirando o cheiro delicioso que imanava dela, o beijando logo em seguida.

-Ma... Mas isso é totalmente normal, meu amor- Ela respondeu gaguejando

- Eu sei, mas é meio embaraçoso falar sobre essas coisas. – confessei envergonhado.

- Eu também acho. Mas se temos planos de nos casar, temos que conversar...

- Ainda pensa em casar comigo? – disse esperançoso. Nada me faria tão feliz, como ver a coelha casada comigo e sendo uma esposa feliz ao meu lado. Estava tenso,não sei o que faria se recebesse uma resposta negativa da parte dela.

- Sim, ainda penso...

- Graças a Kami-sama!- Eu disse feliz da vida com isso. Casar-me com a coelha e ser um bom médico são os meus maiores sonhos.

-Bolinho, tem uma coisa que me deixa super curiosa... Eu já li uns mangás pra gente adulta... – Eu a via falando super corada e enrolando os dedos, super envergonhada, como o que ela fosse perguntar seria uma bomba-relógio, depois da perguntinha de eu ser gay eu nem espero mais nada – e que eu queria saber se você já fez aquilo com alguém e como foi?

- Aquilo o que, Serena? – Eu respondi já bastante vermelho e suando.

Aquilo o que? Sexo? É , Darien, chegou a hora da verdade... O grande e popular Darien Chiba, o dito o terror das mulheres de Tókio, o conquistador... Você vai mentir e dizer que, já fez e bancar o adultão pegador ou vai dizer a verdade para sua noiva? O que ela vai pensar de você ao saber que o namorado dela é tão virgem quanto ela? Ela vai rir ou chorar? Será que valeu a pena esperar pela garota certa? Eu tinha certeza absoluta que Serena era a minha princesa encantada, mas será que ela acha o mesmo de mim?

- Sabe, ir para cama com alguma garota... – Ela tentou completar a pergunta, como se eu não tivesse entendido o que ela queria saber.

- Bem... Bem... Eu... eu... – comecei a gaguejar nervoso e olhar pro chão. Não sabia como começar a me explicar.

- Bolinho, eu sei que essa pergunta é muito intima, se não quiser responder, fica a vontade. Não sei nem por que eu fiz essa pergunta indiscreta...

-Se...Serena, mas...mas eu quero responder, só eu não sei como começar.- Eu disse olhando em seus lindos olhos.

- Serena, meu amor, minha vida, ee-eu... Eu... Sou... Virgem. – eu disse nervoso, e como um bicho acuado, me levantei rapidamente e já indo, pois estava com medo da fúria dela. Mas ao contrario, senti o afetuoso abraço dela.

- Ta satisfeita, Serena? Seu namorado é sonhador demais, que espera pela princesa encantada para a grande noite. Pode rir do babaca que tá na sua frente. – Eu disse ferido a ela, tinha me exposto, coisa que eu quase nunca fazia, por me esconder na minha mascara de frieza e indiferença. Me virei, ficando de frente pra ela e comecei a chorar, magoado com a situação. E ela se abraçou ainda mais e disse, me olhando nos olhos:

- Pára Darien, você não é um babaca! Você é um fofo! – Naquele momento, respirei aliviado, minha coelha não ficou furiosa comigo.

- Darien, meu amor, não precisa se sentir assim... é claro que eu me surpreendi com essa novidade, mais eu achei sua atitude de esperar o momento certo muito bacana. Esse tipo de decisão exige que o cara tenha personalidade e pensamentos próprios, até porque nossa cultura é machista e exige muito dos garotos. E só de pensar que você não quis se iniciar com uma mulher qualquer, me enche de orgulho...

- Serio?- Perguntei feliz, já mais calmo, apesar de continuar a descer minhas lagrimas pelo rosto.

- Estou falando sério.

Simplesmente eu abracei e fiquei em silencio. Alias nos dois ficamos. Às vezes o silencio fala mais que uma discussão aos berros. Então depois disso ficamos conversando até ao amanhecer, tirando duvidas, ou simplesmente rindo de bobagens, como nunca fizemos sem liberdade. Foi ótimo.

Quando foi mais ou menos uma cinco para seis da manhã, eu a vi bocejar e se levantar. Ela ia entrar, pois estava com sono, isso era bem notável nela. Então a peguei nos braços e a levei para a cama, onde a deixei e me deitei ao seu lado e a abracei. Pegamos no sono quase que instantaneamente, devido ao cansaço físico e emocional que passamos naquela noite.

Acordei as nove da manha, em meio a batidas, quase que violentas na porta e gritos do lado de fora do quarto. Eram as garotas. Me apoiei sobre um braço e pude observar a garota mais linda do mundo dormir feito um lindo anjo. Dava pena de acordá-la. Então coloquei a mão sobre seu ombro delicado e dei uma sacudidela . A única resposta que ela me deu foi:

- Mamãe, por favor, mais cinco minutinhos, me deixa dormir... Deixa, vai...

Percebi que ela não acordaria daquela maneira, então eu a beijei. Acordaria ela como uma princesa encantada que ela era. Então eu tive o privilégio de vê-la acordar. Quem me dera de ter o prazer de vê-la despertar todas as manhãs assim.

-Hora de acordar, coração... - falei em tom baixinho. Tom que ela também adotou para que não desconfiassem da minha presença naquele lugar.

- Darien? Será que eu estou... Sonhando ou você está aqui no meu quarto?

- Bom dia, minha bela adormecida!

- Bom dia, meu sapinho encantado!

Eu apenas sorri com o apelido, e a abracei. E a porta continuava a ser ferozmente batida e gritos ecoavam pelo corredor. Quando dei por mim, vi a Coelha voltar da porta e se sentar na cama. Caramba, eu estava tão na lua, que eu nem vi minha coelha se soltar do abraço, atender a porta e voltar...

- Quem era? – perguntei curioso.

- Eram as garotas. E quem batia a porta era a Rey. Elas estavam me chamando para sair. Parece que o Pierre e Charles vão ao aeroporto comprar as passagens pra Saint Tropez. E pelo que a Amy disse, parece que vamos hoje a tarde, para a casa de praia da Família do seu amigo, lá em St. Tropez. Você vai?

- Vou sim, coração. –disse calmo

- Obaaaaaaa – ela me disse feliz. Puxando-me pelo braço e pulando.

- Darien, vamos, levante-se! Precisamos ir às compras!

- Compras? Do que você está falando? – Já disse meio assustado. Serena quando resolve ir às compras, sai de baixo...

- Protetor solar, bolsa de praia...

- Mas você já não tem essas coisas? – indaguei a ela lembrando-me da quantidade de bolsas que eu tinha visto com ela no outro dia.

- Meu protetor solar acabou, esqueci minha bolsa de praia e meus óculos de sol no hotel, quero comprar umas havaianinhas novas...

- E a cabecinha de vento ataca novamente!

- O que disse amorzinho? – Ela me disse num tom bem calmo e dissimulado. Porque eu disse dissimulado? Porque eu vi um brilho de raiva no olhar dela, ela simplesmente odeia esse apelido.

- Xi... To Ferrado – eu disse em tom de zombaria

- Darien...

- Sim, meu amor...

- Cala a boca e levanta daí! – ela me jogou uma almofada e eu joguei outro nela, em seguida a abracei e depositei um selinho em seus lábios macios. Logo em seguida, me levantei e já ia indo para a porta da varanda, quando me lembrei das garotas...

- Ei você não disse se você ia ir com as meninas comprar as passagens. Vai com elas? -perguntei

- Eu disse que não iria. Disse que nós tínhamos combinado de passar o dia juntos...

- Mentirosa... - Retruquei brincalhão e com isso levei mais uma almofadada no braço, fazendo a almofada indo parar perto da porta.

- Tá bom Serena, a gente passa o dia junto... Disse rindo do rosto serio e bonito da coelha.

- Ah bom, se não, eu ia com as garotas, passaria pelo hotel e iria perguntar ao Seiya se ele hoje estaria livre para me acompanhar nas compras...

- Você não faria isso, né coelha? – Perguntei já enciumado.

- Não duvide de mim, baka – ela me disse dando a língua

- Coração te espero, daqui a meia hora lá embaixo, tá? Vê se não atrasa. - disse tentando mudar de assunto com ela.

- tá bom - Ela respondeu, e em seguida entrou no banheiro e trancou-se lá dentro. Eu saí e fui pro meu quarto e fiz a mesmíssima coisa que ela.

Ufa finalmente mais um capitulo encerrado e Mais agradecimento aos meus queridos leitores...

Gente um hiper obrigadaço pela paciência e carinho que todos do site . Se eu pudesse e o dinheiro desse, daria um Oscar a todos vocês...

BunnyRita – Obrigada por gostar da minha fic. É sempre um imenso prazer ver leitores novos por aqui

Serenity Eternal.- Obrigada por tudo amiga

NahSalvatore, Isa Moon e Nandinha 82- Obrigada por sempre me prestigiarem com suas presenças aqui no rewiews e principalmente pelas sugestões...