Nota: (1) Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling e a Warner Bros. Entertainment Inc. Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo, é pura diversão.
(2) Contém Slash (relação Homem x Homem), Lemon (sexo explícito entre os personagens) e Mpreg (gravidez masculina), portanto se você não gosta ou se sente incomodado com isso, é simples: Não Leia.
(3) Essa é uma história UA – Universo Alternativo – ou seja, ocorre numa realidade paralela e inexistente na qual TUDO pode acontecer.

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Duas longas semanas se passaram desde que Tom fora verificar a estadia dos Malfoy, desde o encontro do conde com Richard, e desde que Harry vira o seu maior segredo desmoronar diante de seus olhos. Cabe destacar que, desde então, Draco Malfoy, futuro duque de Slytherin e herdeiro de toda fortuna Malfoy, além de seu primo e marido, estava mais insuportável do que nunca. Apenas nos momentos em que Draco e Lucius saiam para verificar as produções dos seus feudos, Harry conseguia desfrutar de um pouco de paz e sossego na companhia de seus filhos e de suas damas de companhia, aproveitando a beleza dos arredores do palácio para esquecer um pouco dos tormentos de sua vida e dos infortúnios que, ao reconhecer o olhar decidido de Tom Riddle naquele tarde, estava certo de que ainda viriam.

- Ele não pode descobrir – murmurou, imerso em preocupação, enquanto observava seus filhos brincarem de pega-pega no jardim – seria assinar a sentença de morte da família Malfoy, de Henry, e da paz que sempre existiu entre os dois reinos.

- Não deixe as preocupações lhe afligirem, jovem príncipe.

- Minerva?

A sempre severa mulher lhe concedeu um breve sorriso. Para ela, Harry sempre seria o adorável príncipe doncel de Gryffindor que vira crescer:

- Quando se ama, não importa o que aconteça e quanto tempo leve, as coisas acabam bem.

Um olhar deprimido, porém, instalou-se na face de Harry, que se deixara recostar no colo da mulher que o vira crescer no palácio de Gryffindor e agora o acompanhava nos momentos mais difíceis de sua vida.

- Eu sempre pensei assim, mas depois de todo esse tempo, não consigo mais.

- Não diga isso, pequeno – pediu com suavidade – quando o conde Riddle esteve aqui, seus olhos brilharam cheios de vida novamente, não deixe que um nobre mimado que ainda são saiu debaixo das saias da mãe, acabe com esse brilho.

Harry não pode conter alguns risos. Era realmente inusitado ouvir a sempre correta e ríspida mulher insultar seu marido desse jeito.

- Não perca as esperanças, Harry.

- Eu...

- Não quando há pessoas dispostas a ajudá-lo – acrescentou cúmplice, o que fez o menino notar o olhar encorajador das outras duas servas que os rodeavam. Assim, com um ligeiro suspiro, ele concordou num aceno, sem conter um pequeno sorriso.

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Na manhã seguinte, um majestoso sol imperava no horizonte, momento em que Draco e Lucius saíram para visitar os feudos que deveriam ver naquele dia. O que ambos Malfoy não observaram, quando subiram em seus cavalos e seguiram à oeste, foi a sorrateira imagem do conde Riddle escondido em meio a algumas árvores que cercavam o castelo. Tom estava à espreita, e quando viu seu rival e o pai deste desaparecerem pela trilha de pedra que saía dos domínios do castelo, não pensou duas vezes e se aproximou da imponente estrutura de pedras brancas.

Precisava vê-lo.

Precisava arrancar aquelas dúvidas de sua mente.

Mas acima de tudo, precisava saborear aqueles doces lábios mais uma vez.

- Harry... – murmurou embelezado, observando a casta imagem do moreno de olhos verdes contemplar o horizonte pela janela, enquanto acariciava de maneira ausente o colar em seu pescoço.

Assim, com passos decididos, mas cuidadosos, Tom se aproximou das imensas portas de carvalho real e as cruzou, silenciosamente, para não alertar os servos do castelo. Quando estava subindo as escadas, porém, um suave pigarrear o deteve.

- "Merda" – pensou. E respirando fundo, virou-se devagar.

A alguns passos, o severo olhar castanho-claro de Minerva McGonagall, encarava-o. E Tom se deu conta de que tudo estava perdido.

- Segundo andar, primeira porta à esquerda.

Aquelas palavras, é claro, chegaram-lhe inesperadamente, acompanhadas de um breve sorriso.

- Por favor, não demore, conde Riddle – acrescentou.

E com um rápido aceno em concordância, Tom correu escadas acima. Não reparou nas soberbas tapeçarias, ou nos candelabros e lustres de cristais, sequer observou a belíssima decoração que o rodeava, cuidando apenas para não esbarrar em mais ninguém, e quando finalmente avistou a porta indicada, não esperou mais nem um segundo e entrou no espaçoso aposento.

Harry, que ainda se encontrava observando perdidamente o horizonte, naquele instante, sobressaltou, e com um olhar incrédulo, encarou o recém chegado.

- Tom...

Escarlate e verde esmeralda se encontravam mais uma vez. Qualquer palavra havia morrido em seus lábios. Apenas os olhares, fixos um no outro, e o ligeiro tremor em seus corpos indicavam a emoção que os rodeava naquele momento. E os segundos pareceram eternos, com Tom contemplando a deslumbrante imagem do moreno de olhos verdes, este usando uma esvoaçante túnica pérola, concebida da mais pura seda, que emoldurava o delgado e perfeito corpo, destacando as feições finas, o rebelde cabelo negro e aqueles impressionantes olhos que estavam perdidos nos seus. Oh sim, porque Harry também não podia deixar de admirar aquele imponente corpo esculpido pelos deuses e oculto pelos nobres trajes de montaria: camisa de seda negra, calça e botas na mesma cor e casaca verde-musgo, com botões de prata, que davam um ar ainda mais sofisticado em conjunto com a face aristocrática e os cabelos negros pulcramente arrumados.

Parecia fazer séculos desde a última vez que se viram.

O conde, no entanto, ao despertar do momentâneo estupor que caíra ao apreciar tamanha beleza, aproximou-se com passos decididos do menor, e estendeu a mão, acariciando, então, a suave tez de sua face. Tão macia e suave como se lembrava.

- Parece um sonho poder tocá-lo novamente, meu pequeno príncipe.

- Tom... – murmurou, cerrando os olhos.

- Nada pode me separar de você, entendeu?

- Como... – suspirou, ligeiramente confuso – Como você entrou aqui?

- Apenas esperei um pouco e sua serva, McGonagall, se não me engano, foi de grande ajuda.

- Oh... – agora sim Harry estava sem fala. Contudo, qualquer pensamento coerente que pudesse ter, desapareceu, quando os habilidosos lábios do conde pousaram nos seus.

Aquilo era loucura!

...Sua mente gritava.

Draco poderia chegar a qualquer momento!

Ou então sua sogra, seus filhos, qualquer servo do palácio!

Era loucura!

...Mas os avisos de sua mente eram silenciados com maestria pelos ardentes beijos de Tom.

O próprio conde se esquecera dos importantes questionamentos que o levaram a invadir o castelo em que residia o outrora príncipe de Gryffindor, absorvido de mais pelo sabor daqueles lábios rosados, cegado pela incondicional beleza e doçura que nublavam seus sentidos. Nada mais importava agora, apenas o pequeno doncel que se contorcia de prazer em seus braços, suspirando com deleite em meio aos beijos.

- Tom, você precisa ir embora – Harry conseguiu reaver um pouco de bom-senso quando se separaram ligeiramente em busca de ar – alguém pode aparecer...

- Ninguém vai aparecer, pequeno.

- Narcisa...

- Ocupada de mais com suas futilidades.

- Minhas servas...

- Estão do nosso lado.

- Meus filhos...

- Brincando no jardim.

- Draco... – murmurou com verdadeiro horror perante a idéia. O que não passou despercebido pelo maior.

- Esse desgraçado não está pelas redondezas, não se preocupe, meu anjo.

- Mesmo assim, é perigoso, podem...

- Shiiii... – o silenciou com mais um suave beijo. Quando se separaram, observou, embelezado, as bochechas do pequeno doncel tingidas de uma linda cor carmim.

Aquilo era de mais para ele.

Sequer recordava o verdadeiro intuito de sua "visita".

Apenas ter Harry em seus braços fazia sentido agora.

- Eu preciso de você, pequeno.

- Tom...

- Eu realmente não posso viver sem você.

Quando Harry se viu recostado cuidadosamente na cama que dividia com Draco, sem desviar o olhar daqueles belos olhos escarlates, imaginou que estivesse num sonho. Aquilo só podia ser mais um sonho, no qual o imponente conde o tomava com maestria e cuidado, amando-o, levando-o às nuvens com apenas alguns toques. Mas quando a pele de suas coxas ardeu em puro desejo ao entrar em contato com as habilidosas mãos do maior, que o despia de sua imaculada túnica, deparou-se com a realidade, a perigosa e tentadora realidade: estava no leito que dividia a força com seu marido, nos braços de Tom, nos braços do homem que amava.

- Eu preciso fazê-lo meu, pequeno, eu preciso...

Aquela voz rouca sussurrada em sua nuca, acompanhada das hábeis mãos que percorriam cada ponto sensível do seu corpo, foi de mais para Harry. E como resposta ao pedido do conde, o pequeno doncel o puxou para um apaixonado beijo, que evidenciava um pedido mudo.

"Faça-me seu".

Era o que os belos olhos esmeraldas rogavam.

"Porque eu sou e sempre serei apenas seu".

Nenhum dos dois possuía qualquer dúvida quanto a isso.

- Eu amo você.

Não se sabe quem proferiu tal sussurro, mas este expressava o que estava gravado em seus corações. Assim, as belas vestes se perderam em meio aos lençóis de seda e ao chão, enquanto os toques se faziam mais intensos, como os gemidos, que mesmo em murmúrios, não demoravam a sair de seus lábios. Beijos ardentes, então, logo acompanhavam as intensas estocadas e pela primeira vez em anos, Harry se viu desfrutando plenamente daquele ato, pois não era apenas sexo, não era apenas o seu corpo sendo tomado como uma mera propriedade.

Era amor, carinho, desejo verdadeiro, sentimento...

Tal mistura levava ambos ao paraíso.

Um paraíso repleto de beijos e carícias, no qual seus corpos se uniam com precisão, em movimentos cadenciosos e apaixonados que estavam gravados em suas mentes, desde a última vez, naquela paradisíaca gruta em Gryffindor.

- Tom... Ahh... Tom...

- Meu amor... Humm... Faz tanto tempo e ainda me lembro do sabor dos seus lábios e do verdadeiro deleite que é estar dentro de você.

- Ahhh... Por favor, mais... Ahh...

O conde não se fez rogar e abraçando o suave dorso, agora perlado de suor, com firmeza, enquanto Harry o rodeava com as pernas trêmulas, aumentou o ritmo das estocadas e das carícias que percorriam o suave corpo do doncel, estimulando-o ainda mais. Harry queria conter os gemidos que abandonavam seus lábios, mas era impossível, o prazer de se entregar ao homem que amava, o prazer de ser tomado com tamanha destreza e ao mesmo tempo cuidado era tanto, que lhe nublava a própria alma. Apenas os demandantes beijos de Tom evitavam que o doncel alertasse a todos no castelo.

- Ahhhh... Tom...!

- Harry...!

Gemendo, um o nome do outro, eles alcançaram o clímax. E Harry se derramou entre o seu abdômen e o de Tom, enquanto este o fazia em seu interior, preenchendo-o por completo e mergulhando o jovem doncel numa sensação de plenitude indescritível.

Segundos depois, Tom se afastava com cuidado, fazendo um pequeno gemido descontente escapar dos lábios de Harry, que agora se aninhava no forte dorso do conde e suspirava, ao sentir as carícias que este proporcionava em seus cabelos. Um agradável silêncio, então, instalou-se. Era como se qualquer murmúrio mais alto pudesse acordá-los daquele maravilhoso sonho.

Contudo, no decorrer dos minutos, a melodiosa e abatida voz de Harry se vez ouvir:

- Você não deveria estar aqui.

- Eu sei.

- Céus... E se alguém aparecesse?

- Acalme-se – o abraçou com mais força – Não há perigo, meu anjo.

- Você precisa ir embora, Tom.

- Não.

- Você não entende? O que nós fizemos... Oh céus! – sentou-se depressa na cama, ignorando qualquer desconforto e as inevitáveis lágrimas que insistiam em sair, o lençol de seda cobrindo-lhe minimamente – Céus... Em qualquer lugar de Hogwarts, Durmstrang ou Beauxbatons eu seria enforcado por isso!

- Você não pode se culpar, Harry – sentou-se também, abraçando o menor pelas costas – Se aquele desgraçado do Malfoy não...

- Não diga mais nada!

Tom, porém, não se deu por vencido e com seus olhos escarlates brilhando decididos, agarrou com firmeza os ombros de Harry, para encará-lo fixamente:

- Eu amo você e nada nem ninguém vai mudar isso.

Aquilo, obviamente, deixou o menor sem fala.

E visivelmente corado.

- Você me ama? – o conde perguntou.

- O que você acha? – replicou indignado – Consegue imaginar eu me entregando como fiz a alguém que não amasse? Alguém que não fosse você? Hein, seu maldito conde arrogante!

- É claro que não – sorriu daquela maneira sedutora e envolvente que fazia o menor suspirar – Por isso não se preocupe, meu pequeno príncipe, é apenas questão de tempo para você estar nos meus braços, assim como estamos agora, sem que ninguém ouse interferir.

Harry estava a ponto de contestá-lo, quando, inesperadamente, ambos ouviram algumas batidas na porta. Cabe destacar, é claro, que o pobre moreno de olhos verde empalideceu no mesmo instante, enquanto o conde abraçava sua cintura com firmeza e encarava com desconfiança e apreensão a imponente estrutura de madeira que, por hora, protegia-os de quem quer que fosse lá fora.

- Harry, o que está fazendo, pretende dormir o dia todo? – a gélida voz de Lady Narcisa Malfoy se fez ouvir para completo desespero do doncel e indignação do conde que o abraçava protetoramente.

- Er... Acabei de me banhar, Narcisa, estou me arrumando – conseguiu responder em meio aos seus acelerados batimentos cardíacos.

- Não se pode negar que é um Potter, sempre um irresponsável preguiçoso.

Tom estreitou os olhos com evidente fúria, somente a delicada carícia de Harry em sua mão conseguiu lhe acalmar e evitar que decapitasse aquela insuportável mulher.

- Estarei na biblioteca com Henry – continuou ela – E não se esqueça de que você tem um filho, um menino que leva o sangue Malfoy em suas veias, ao qual deve cuidar, ouviu bem?

- É claro. Logo estarei lá, Narcisa.

Quando Harry ouviu o barulho dos finos saltos de Lady Malfoy se afastando pelo corredor, pôde, enfim, deixar escapar um aliviado suspiro. Tom, no entanto, pareceu se lembrar de algo importante quando ouviu Narcisa se referir ao filho mais novo de Harry, mas não pôde sequer abrir a boca, pois o doncel havia se levantado aflito e agora corria de um lado para o outro, com o lençol ao redor da estreita cintura, procurando suas roupas.

- Você precisa ir embora!

- Mas...!

- Tom, por favor, não discuta mais – suspirou, as belas esmeraldas cheias de súplica – Podemos nos encontrar depois, mas o que aconteceu hoje... – corou -... Bom, foi o bastante para um dia.

Com um suspiro resignado, o maior se levantou para colocar suas vestes também. Assim, em poucos minutos, minimamente asseados, eles se esgueiravam para fora do quarto como verdadeiros fugitivos, Harry lançando um último olhar aos lençóis que mais tarde pediria para Minerva lavar.

- Harry... – Tom sussurrou, mas recebeu um olhar severo e um sinal para permanecer calado.

Era como se a sorte estivesse sorrindo para eles. Então, não demorou muito, e logo os dois se encontravam nas bandas mais afastadas do imenso jardim que rodeava o castelo, sem terem cruzado com qualquer habitante do castelo em sua suicida empreitada.

- Graças a Deus – Harry murmurou ofegante, quando se viram longe o bastante da imensa estrutura forjada em pedras brancas, e próximos ao local onde Tom deixara seu cavalo.

- Vai me dizer que não foi emocionante? – o mais velho perguntou com um malicioso sorriso. Recebendo apenas um olhar assassino como resposta.

O conde, porém, logo adotou uma expressão séria para fazer aquela pergunta que, desde sua última visita ao castelo, estava rondando sua mente:

- Harry, diga-me uma coisa com sinceridade, por favor, mas o seu filho mais velho, Richard...

O coração do doncel, naquele instante, pareceu falhar uma batida.

Não, aquilo não podia estar acontecendo, não agora.

Era como sair de um sonho para um pesadelo.

-... Ele é meu filho?

Touché.

Uma afiada lâmina acabava de ser cravada em seu coração.

- Do que... Do que está falando? – tentou parecer o mais indiferente possível, mas Tom o conhecia bem.

- Você sabe muito bem do que estou falando, Harry.

- Isso é loucura.

- Não é não. Apenas olhe nos meus olhos e responda, ele é meu filho?

- É claro que não – respondeu, sem encarar, porém, os perspicazes olhos escarlates.

- Mentira – constatou com tranqüilidade.

- Tom, por favor, você precisa ir...

Para sorte de Harry, quando o conde já se dispunha a replicar, eles ouviram o barulho de apreçados cascos de cavalos se aproximarem da entrada do castelo. Lucius e Draco haviam voltado mais cedo. Assim, diante do olhar cheio de súplica do menor, Tom suspirou e se dispôs a voltar ao palácio de Durmstrang. Mas antes de montar em seu cavalo, Tom puxou um surpreendido Harry para os seus braços, e assaltou aqueles doces lábios com um ardente beijo e uma promessa sussurra em seu ouvido:

- No veremos em breve, pequeno, muito em breve...

Dizendo isso, o conde se afastou, e Harry, mesmo preocupado, observou-o cavalgar para longe, com um sincero sorriso adornando sua face.

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- Assine aqui, majestade. Isso, novamente aqui, e apenas mais uma rubrica aqui.

Após aquela maravilhosa manhã com Harry, o conde voltara ao palácio para agilizar seus planos, e agora se encontrava no Salão do Trono com Grindelwald, fazendo o rei assinar inúmeros papéis que, confiando plenamente em seu pupilo, ele sequer parava para ler. Tais papéis, que o monarca acreditava serem abonos em taxas de impostos e coisas do tipo, na verdade, possibilitavam que Tom pudesse assumir prontamente a coroa caso algum mal viesse acometer vossa majestade.

- Você parece inusitadamente feliz hoje, Tom – o rei comentou suspicaz – Alguma razão especial?

- Nenhuma, majestade – mentiu com habilidade e descaro – Apenas acordei com a estranha sensação de que as coisas vão começar a dar certo.

- Entendo...

- É uma sensação imensamente gratificante, devo acrescentar.

- Imagino que sim.

O rei deixou escapar um cansado suspiro. Esperava apenas que o filho de sua bela prima, que fora criado como seu herdeiro, fosse inteligente o bastante para conseguir o que se propunha sem sair ferido e desiludido, como ele próprio acabara um dia.

- Creio que esses são todos os papéis por hoje, majestade.

- Oh, certo.

- Tenha um ótimo dia.

- Sim, nos vemos no jantar, Tom.

- Até breve, então, majestade.

Quando o conde deixou a sala e as imensas portas de mogno se fecharam às suas costas, um vitorioso sorriso surgiu em seus lábios. Faltavam poucos movimentos para que seus planos de tomar a coroa se concretizassem e assim, ele pudesse ter o belo doncel de olhos esmeraldas mais uma vez em seus braços, sem que nada nem ninguém pudesse detê-los.

Ele realmente não queria que as coisas precisassem chegar a este ponto. O rei Grindelwald era como o avô que nunca conhecera, respeitava-o e o admirava como tal, mas possuir a coroa significava que Harry estaria em seus braços novamente, sem que ninguém pudesse separá-los, então, nada o impediria de consegui-la.

- Meu pequeno príncipe... – murmurou com deleite, como se saboreasse os momentos vividos mais cedo.

Harry era a sua única prioridade.

Seus pensamentos estavam centrados no belo anjo de olhos verdes que lhe arrebatara o coração.

Mal conseguia acreditar que o veria novamente no dia seguinte, e no outro... E sempre que surgisse a oportunidade. Até que a coroa estivesse em suas mãos e ele fosse consagrado, então, rei de Durmstrang, momento em que Harry se ergueria ao seu lado, como rei-cônjuge e único dono do seu coração.

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No dia seguinte, Tom, à espreita, repetiu seus passos. Quando Draco e Lucius deixaram o castelo, ele se esgueirou para as proximidades, e uma maravilhosa surpresa se fez presente quando observou que, sentado na borda de um chafariz mais afastado, seu amado Harry o esperava. A túnica azul celeste adornada de pequenos bordados se movia conforme o vento, dando um ar etéreo ao moreno, cujos olhos verdes brilharam cheios de esperança, medo e anseio quando observaram o conde se aproximar.

- Estou aqui para pedir que ele vá embora... – Harry murmurava consigo uma e outra vez –... Que vá embora e não volte mais.

Sim, o doncel pensava, era apenas dizer essas palavras e voltar ao castelo.

Todavia, quando seus olhos se encontraram, seus rostos agora a escassos centímetros, Harry se esqueceu de qualquer palavra coerente, pois seus lábios haviam sido inesperadamente assaltados pelos ávidos lábios do conde.

E céus... Como era difícil pensar em algo naquela situação.

- Tom – conseguiu sussurrar, a voz rouca de desejo, quando se separaram em busca de ar – você precisa ir embora... Não pode mais voltar aqui, é perigoso.

- Acha mesmo que eu vou desistir de você?

- Mas...

- Nunca, meu belo anjo, agora que o tenho novamente, nunca mais vou deixá-lo escapar.

- Você precisa...

- A única coisa da qual eu preciso são os seus lábios – respondeu sedutor, passando a saborear aqueles doces lábios mais uma vez, para desespero e ao mesmo tempo deleite do menor.

Mesmo que a razão lhe fizesse agir com relutância, os sentimentos que inundavam seu peito, naquele momento, silenciavam toda e qualquer voz de sua consciência, afinal, Harry não podia resistir aos braços do seu único amor. E Tom sabia disso.

- Vamos dar um passeio?

- Não diga uma loucura dessas, Narcisa pode perguntar por mim e...

- Dê-me apenas algumas horas, será um piquenique rápido, pelas redondezas mesmo.

Harry viu, com incredulidade, o pequeno cesto firmemente amarrado à cela do belo alazão branco do conde, que se encontrava um pouco mais afastado.

- Estava tudo planejado?

- É claro, pequeno, um Riddle nunca se deixa convencer do contrário àquilo que deseja.

- Céus... – suspirou, por dentro, porém, sorria embelezado. Oh, quantas saudades sentira daquela voz, daquele sorriso sedutor, dos olhos que se assemelhavam a rubis, encarando-o sempre com adoração. Se fosse um sonho, não queria acordar, nunca mais.

- Além disso – Tom continuou – algo me diz que suas servas nos darão cobertura.

Emudecido, Harry girou sobre os calcanhares para contemplar a direção em que os astutos olhos do conde estavam fixos, e para seu completo estupor, distinguiu as três conhecidas silhuetas de suas damas de companhia dando breves "adeusinhos", como se garantissem o sigilo de sua aventura. De fato, elas haviam arquitetado uma perfeita desculpa, caso alguém perguntasse do paradeiro do jovem doncel: "o pobrezinho está indisposto em seu quarto, é melhor não incomodá-lo, não se sente assim desde a gravidez do pequeno Henry".

Dessa forma, Harry não pôde fazer outra coisa senão aceitar a mão que o conde lhe estendia e montar na garupa do alazão, que disparara em direção ao bosque que circundava os fundos do castelo.

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Daquele passeio, seguiram-se muitos outros, assim, um intenso brilho voltava a tomar conta das belas esmeraldas de Harry, que a cada dia contava os minutos para Draco sair e poder se encontrar com o único homem que levava cor à sua vida. Por sorte, Narcisa nunca perguntava pelo genro, ocupada demais consigo mesma para dar atenção a qualquer outra coisa. Richard e Henry também estavam sempre distraídos com as aulas de seus tutores, pois há poucos meses começaram a tomar breves lições de línguas estrangeiras e matemáticas, ou então, estavam brincando pelo castelo, como qualquer criança o faria. Assim, ficava extremamente fácil para as damas de companhia de Harry acobertar os amantes, recebendo como imensa recompensa o deslumbrante sorriso que nunca haviam visto nos lábios do outrora príncipe de Hogwarts.

- Vai chegar o dia em que você vai montar nesta garupa para nunca mais voltar a esse castelo.

- Não faça promessas que não pode cumprir – murmurou, contendo um leve gemido ao sentir os lábios do conde saborearem o seu sensível pescoço.

- Você logo verá, pequeno...

Os dois se dispunham a montar no cavalo para seguir em direção ao bosque e aproveitar algumas horas daquele ensolarado dia quando, de repente, uma inocente voz os surpreendeu. O coração de Harry, então, pareceu falhar uma batida, dando graças a Deus por ter se afastado do conde a tempo. Este, por sua vez, estava sem fala.

- Aonde você vai, pa'? – o pequeno Richard vinha correndo em direção aos dois e quando se deteve, percebeu que Harry não estava sozinho – Oh, senhor Tom...

Os olhos vermelhos como sangue se encontraram mais uma vez. E Harry viu seu mundo ruir. O assunto da paternidade de Richard era um verdadeiro tabu entre ele e Tom, e o conde parecia ter aceitado não voltar a tocar no assunto, pois sempre que o fazia o doncel dava um jeito de fugir. Agora, contudo, o destino parecia brincar com eles, colocando o ponto principal das duvidas de Tom e dos temores de Harry bem diante dos seus olhos.

- Querido – Harry conseguiu articular com a voz fraca – Eu e conde Riddle estávamos conversando coisas de adultos. É melhor você voltar para o castelo.

- Tudo bem, pa' – abaixou a cabecinha, escondendo as mãozinhas atrás do corpo – Mas a vovó Narcisa está sendo má comigo, não deixa eu brincar com o Henry...

- Oh, pequeno – suspirou levemente e correu para abraçar o filho – Vamos, eu vou contar uma linda história para você.

- Uhum... Adeus, senhor Tom – acenou com doçura, desde o colo de Harry, que sem olhar para trás regressava com ele para o castelo.

A angustiada voz do conde, porém, deteve os passos de Harry:

- Espere!

Tom não podia deixar aquela chance escapar. A chance de conhecer aquele pequeno que sem dúvida alguma era seu filho.

- Harry, por favor, espere – pediu novamente. E com um longo suspiro, o doncel se deteve.

Aproximando-se novamente dos dois, Tom acariciou os cabelos da criança, maravilhando-se ao ver como o menino era uma copia perfeita sua, ainda que possuísse a doçura e a luz própria de Harry.

Aquela criança...

...Era uma mescla perfeita dos dois.

- O que é isso, pequenino? – perguntou com carinho, referindo-se ao pequeno disco de madeira, extremamente leve e cheio de desenhos lhe adornando as bordas que o menino levava nas mãos.

- Oh – Richard sorriu – o senhor Dumbledore, padrinho do meu pa', fez para mim.

- É um brinquedo novo então?

- Não é novo, mas eu gosto muito dele, senhor.

- Entendo. E você pode me ensinar como se brinca?

- O senhor... – arregalou ligeiramente os belos olhos escarlates – Quer brincar comigo?

- É claro que sim – sorriu – Eu posso brincar com você?

Richard olhou para cima, buscando primeiramente a aprovação de seu pa', que assentiu, mais surpreso do que o próprio menino, colocando-o no chão para que pudesse brincar com o conde. E dizer que Harry estava sem fala era pouco. Ele mal podia acreditar no que os seus olhos viam:

- Então eu jogo e o senhor precisa agarrar – Richard explicava animado – e vice-versa.

- Entendi, pequenino, pode lançar o disco.

Pai e filho – ainda que nenhum dos dois soubesse disso – corriam e brincavam em meio ao jardim, entre alegres risadas, que contagiavam o próprio Harry. Este, maravilhado de mais para dizer qualquer coisa, apenas aplaudia quando Richard conseguia agarrar o disco ou quando o lançava fazendo uso de sua força infantil.

Seus olhos verdes estavam marejados de lágrimas perante aquela bela imagem.

Era como se vivesse num sonho, em que eram uma família, uma família feliz.

Todavia, os sonhos sempre chegam ao fim. E o final deste foi anunciado quando os cascos dos cavalos de Lucius e Draco se fizeram ouvir. Harry, então, pediu que o filho se despedisse do conde Riddle, pois este precisava ir embora e Tom, entendendo a clara mensagem, acariciou mais uma vez os maleáveis cabelos negros da criança, tão iguais aos seus, para em seguida, pousar seus lábios na bochecha de Harry, que sentiu sua face incendiar, sob o olhar inocente do filho.

- Passem bem – desejou Tom.

- Igualmente, conde Riddle.

- Adeus, senhor Tom!

- Não se esqueça de que tenho uma pergunta pendente – o conde sussurrou no ouvido de Harry, referindo-se à criança que agora descansava no colo do doncel. Este empalideceu, e com um breve aceno ao conde, seguiu o mais rápido possível de volta ao castelo.

Os apaixonados olhos escarlates os seguiam de longe.

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Quando Harry e Tom se encontraram no outro dia, o conde se viu gratamente surpreendido ao notar que Harry trouxera o pequeno Richard consigo. Obviamente, o conde sabia que a intenção do doncel era desviar sua atenção para a criança e ainda o impossibilitar de fazer qualquer questionamento a respeito de sua possível paternidade. Todavia, a presença do pequenino era muito oportuna e por que não dizer, maravilhosa, pois fazia o conde vislumbrar a imagem da família que sempre sonhou, sua família com Harry.

- Isso é para você, pequenino.

- Jura, senhor Tom? – após olhar rapidamente para seu pa' e receber um balançar de cabeça em consentimento, Richard correu para abrir a elaborada caixinha de ouro que o conde lhe estendia.

Dentro desta, para incondicional alegria da criança, encontravam-se dez miniaturas de cavaleiros, cada qual numa pose diferente, empunhando uma espada, uma lança ou um arco e flecha. Um brinquedo majestoso e obviamente caro que Richard poucas vezes vira igual, apenas quando ganhava algum presente de seus avôs – Sirius e James – ou quando ele e Henry brincavam escondidos com os custosos brinquedos do mais novo.

- Gostou?

- Uau... É incrível, senhor Tom!

- Como se diz, Richard? – Harry o lembrou suavemente.

- Oh, muito obrigado, senhor Tom! – o adorável menino sorria como nunca. O que deixou o conde satisfeito, mas a satisfação deste se uniu a uma gigantesca emoção quando o pequenino pulou em seus braços para abraçá-lo fortemente.

Harry apreciava a cálida cena com um pequeno, mas sincero sorriso, lutando por conter as lágrimas que insistiam em sair.

Em momentos como este, ele quase acreditava que poderia ser feliz.

Mas esses momentos acabavam depressa.

Agora, como todas as outras tardes, quando Tom precisava partir, ele e Richard se encontravam na biblioteca esperando que a hora do jantar se fizesse presente. Henry havia se juntado a eles para brincar com o irmão, assim, ambos corriam de um lado para o outro, desfrutando do novo presente de Richard. E Harry, por sua vez, observava-os com um doce sorriso, descansando em sua poltrona junto à lareira.

- Que barulheira é essa?

Para horror de Harry, um irritado Draco acabava de cruzar as portas da biblioteca, com um cálice de licor numa mão e um chumaço de papéis em outra, quando, de repente, um distraído Richard se chocou contra ele, fazendo o licor balançar em seu cálice e cair diretamente nas caríssimas vestes do loiro, assim como nos 'importantes' papéis.

- Ops... – foi o assustado murmúrio da criança, que permanecera congelada em seu lugar, olhando para cima com temor.

- OLHE O QUE VOCÊ FEZ!

E antes mesmo que Harry pudesse correr até eles, a pesada mão de Draco já havia impactado na delicada face do menino, levando-o ao chão.

- SEU MOLEQUE ENDEMONIADO! – gritava com ódio – VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO!

- DRACO! – Harry imediatamente se colocou entre ele e o filho – NÃO!

Para proteger a criança, o doncel recebia os golpes que seu marido desejava desferir contra o menino.

- Henry! – conseguiu chamar pelo assustado loirinho que encarava a cena com os olhos arregalados – Tire-o daqui!

Como se recobrasse a consciência, o caçula correu para ajudar o irmão e fez o que Harry lhe pedia, arrastou Richard, que ainda estava em estado de choque, para fora daquele lugar.

Draco, então, passara a descontar sua fúria no pobre moreno de olhos verdes, que apenas rezava em silêncio para que seus filhos estivessem bem.

- Esse pequeno bastardo ainda vai pagar pela sua própria existência – sentenciara com verdadeira maldade.

- Por favor, eu imploro...

- Isso mesmo, implore Harry, é apenas por esse motivo que o seu filho bastardo está vivo, para que você implore a minha clemência.

Harry não sabia bem se haviam passado horas ou minutos, quando Draco finalmente empurrou o seu dolorido e marcado corpo para o chão, cravando-lhe essas últimas palavras, para em seguida se retirar do aposento.

Seu corpo doía muito...

Mas havia algo mais importante do que a dor:

Seu filho.

Assim, cambaleante, Harry seguiu ao quarto de Richard, mas não o viu lá. Com isso, um enorme aperto surgiu em seu peito, mas então se lembrou da corajosa ajuda de Henry e seguiu para o quarto deste. De fato, lá estavam os dois, abraçados e encolhidos na espaçosa cama do menor, com sinais de lágrimas ainda banhando seus rostos adormecidos. A bochecha direita de Richard, Harry observou com angústia, inchava-se aos poucos, adornada agora com um hematoma vermelho. Se Harry pudesse, mataria Draco Malfoy com suas próprias mãos, mas ele sabia que tal ação apenas prejudicaria seus filhos, que seriam criados sem a sua presença, pois ele obviamente seria sentenciado à morte. Não... Precisava ser forte, precisava agüentar, pelos seus meninos.

- Quem sabe um dia possamos ser livres – sussurrou, as lágrimas banhando sua maculada face.

Havia se deitado ao lado das crianças e agora lhes acariciava ternamente os cabelos, louros de um e negros do outro, que expunham a real distinção entre eles, mas esta não se fazia maior do que o amor que os unia.

- Queria tanto que o senhor Tom fosse meu pai... – aquele leve murmúrio que escapara dos adormecidos lábios de Richard doeu infinitas vezes mais do que poderia causar a dor de uma adaga envenenada apunhalando o coração de Harry, que pôde apenas sussurrar, em meio a lágrimas:

- Perdoe-me, meu amor.

Continua...

Próximo Capítulo: O belo rosto de Harry perdera repentinamente a cor, assim, intrigado, Tom voltou seu olhar ao ponto fixo em que as esmeraldas estavam perdidas.

- Draco... – foi o sussurro horrorizado que escapou dos lábios do doncel.

Um par de olhos acinzentados encarava seus corpos desnudos...

-x-

N/A: Primeiramente, meus amados leitores, quero me desculpar. Sim, peço perdão do fundo de minha alma – suspira com melancolia – Eu sei que não há desculpa para esses dois meses sem atualizar... Todavia, devo dizer que estou simplesmente louca. Sim, maluca, desequilibrada, igualzinho ao Draco no próximo capítulo, pois minhas duas faculdades resolveram aproveitar o final de semestre para dar todo e qualquer trabalho ou prova que eu pudesse imaginar. Oh, sim, eu definitivamente ODEIO final de semestre! Não há uma semaninha sequer em que eu não tenha que ler alguma coisa, preparar um seminário, estudar para alguma prova... Céus... Eu preciso escrever! Preciso atualizar minhas histórias! Preciso ler as maravilhosas reviews que vocês sempre me deixam! Não agüento mais essa vida duplamente acadêmica! – respira fundo para se acalmar – Por isso, eu deliberadamente ignorei um trabalho que já devia estar pronto, mas que não está nem começado, para atualizar esta história! Nhya... Espero que me perdoem! E não se preocupem, porque as férias estão chegando! – olhinhos brilhando como nunca antes vistos – Oh, sim! Férias! Férias! Férias! E novas histórias! Hihihi...

Quanto ao capítulo de hoje... RETA FINAL!

Sim, é isso mesmo que vocês estão lendo: FALTAM APENAS DOIS CAPÍTULOS PARA ESSA FIC ACABAR!

Hehehe... Espero sinceramente que estejam apreciando! – sorriso de orelha a orelha – Por favor, mandem suas REVIEWS! São elas que me fazem chegar ao ponto de ignorar qualquer trabalho para atualizar minhas histórias para vocês! xD

Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!

Um enorme beijo e meus sinceros agradecimentos para:

Laura... Inu... vrriacho... Raquel Potter Draco... Nanda Sophya... sskittyblue... Lunnafianna... e Paulo Ruembz!

Até a próxima atualização... O mais rápido que a vida acadêmica permitir.
O quinto ano de Harry e seus amigos em O Pequeno Lord!
Espero que gostem!