Nota: (1) Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling e a Warner Bros. Entertainment Inc. Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo, é pura diversão.
(2) Contém Slash (relação Homem x Homem), Lemon (sexo explícito entre os personagens) e Mpreg (gravidez masculina), portanto se você não gosta ou se sente incomodado com isso, é simples: Não Leia.
(3) Essa é uma história UA – Universo Alternativo – ou seja, ocorre numa realidade paralela e inexistente na qual TUDO pode acontecer.
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Pouco mais de uma semana havia passado desde o infeliz incidente que ocorrera na biblioteca do castelo ocupado pela família Malfoy, no reino de Durmstrang. Isto é, se incidente pode ser uma palavra cabível ao desprezível e brutal ato de Draco Malfoy contra o pequeno Richard. Desde então, o doce menino de olhos escarlates procurava nunca cruzar o caminho de seu pai. Ele não entendia porque aquele homem que deveria amá-lo, ao invés disso, menosprezava-o e odiava sua própria existência daquela maneira. Ele não conseguia entender a repulsa que brilhava nos olhos acinzentados sempre que o contemplavam. Não entendia porque Henry recebia sempre sorrisos e palavras orgulhosas enquanto ele não era digno de uma única palavra de afeto.
Esperava apenas poder descobrir a razão de tamanho ódio algum dia.
E enquanto este dia não chegava, contentava-se com o incondicional amor de Harry e o carinho de Minerva e das outras damas de companhia, além da alegre presença de seu irmãozinho, que era como um pedaço de sua alma, o seu pequeno anjo de cabelos dourados.
- Assim não vale – um indignado Henry reclamava com um gracioso biquinho.
- Por que não?
- Você é mais velho, mais alto e mais forte, então consegue lançar o disco melhor do que eu!
Os irmãos desfrutavam daquela ensolarada tarde brincando no jardim do castelo. O passatempo em questão era lançar o disco de madeira de Richard o mais longe possível e assim, quem o lançasse melhor, seria o vencedor. A poucos passos dos dois, acomodado em um dos bancos de mármore do jardim, encontrava-se Harry, observando os filhos com um doce sorriso em seus lábios.
- Não precisa choramingar, deixa que eu ensino você, Henry.
Com um alegre sorriso, Richard se posicionou detrás do irmão e segurou as mãozinhas do caçula ao redor do disco, mostrando a maneira correta de segurá-lo para que assim voasse mais longe.
Os risos infantis ecoavam pelas árvores densas.
Era um cálido cenário a se apreciar.
O mais curioso a destacar é que, desde o ocorrido na biblioteca, Henry não desgrudava um segundo sequer do irmão, e seus olhos acinzentados agora encaravam Draco com temor e desconfiança. Draco Malfoy, seu amado pai, sempre fora seu maior herói e exemplo, mas depois daquela fatídica noite, a imagem idealizada daquele homem fora maculada por completo em sua mente. Henry, a partir de então, queria apenas proteger seu pa' e irmão. Queria evitar que aquela cena voltasse a se repetir.
- Cuidado para não acertarem o chafariz, meninos.
- Pode deixar, pa' – responderam em coro.
E Harry apenas sorriu, balançando a cabeça negativamente. Ele havia notado a mudança no comportamento de Henry e se entristecera apenas pelo fato de o pequeno haver se decepcionado com o pai, mas estava ciente de que numa hora ou em outra isso acabaria acontecendo. Henry era um menino doce, que precisava apenas se afastar da má influência dos Malfoy, pois na companhia do irmão, era uma criança livre e feliz.
- Henry... – uma voz desprovida de emoção interrompeu a brincadeira dos dois.
Narcisa Malfoy, como sempre deslumbrante, em seu vertido azul royal de caimento leve com elaborados bordados na cor pérola, encarava-os com sua indiferença de sempre. O cabelo louro refletindo a luz do sol e evidenciando sua indiscutível beleza.
- Olá, vovó – Henry sorriu à mulher, mas não se afastou do irmão.
- Você precisa se arrumar, pequeno, se quiser acompanhar a mim e ao seu pai no vilarejo aqui próximo.
- Oh, eu...
- Draco e eu vamos sair por algumas horas – ela informou ao doncel – Não deixe que atrasem o jantar.
- Estarei atento, Narcisa.
- Você atento? Oh, essa é novidade.
Harry apenas revirou os olhos, aproveitando que a mulher lhe dera as costas para voltar ao castelo.
- Vamos, Henry.
- Não, eu prefiro ficar aqui.
Aquelas palavras fizeram a duquesa parar abruptamente.
- O que disse?
- Prefiro ficar com o meu irmão. Mas boas compras, vovó.
Lady Narcisa Malfoy, a sempre elegante duquesa de Slytherin, irmã do rei de Hogwarts, nunca ouvira um não em sua vida. As palavras de seu neto, então, haviam sido um choque.
- Divirta-se, vovó. E não se esqueça de trazer um doce para mim.
Harry observava seu filho caçula com evidente orgulho e procurava não deixar um pequeno sorriso surgir em seus lábios como tanto queria. Podia facilmente ver o tic de irritação no olho esquerdo de Narcisa.
- Como quiser – ela respondeu mal humorada e seguiu de volta ao castelo.
Um despreocupado Henry, então, deus os ombros e voltou a brincar com o irmão, que não poderia estar mais contente depois de presenciar aquela cena e ver que era prioridade na vida do loirinho. Harry, enquanto isso sentia uma gigantesca alegria, ao ver que seus filhos estavam cada vez mais unidos.
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Naquela mesma noite, após se assegurar de que o jantar estaria magnífico como sempre e que esperava apenas Narcisa e Draco voltarem do vilarejo vizinho para ser servido, Harry descansava em sua enorme cama de lençóis de seda verde-esmeralda, abraçando um pequeno bilhete, com um sorriso apaixonado dançando em seus lábios.
McGonagall havia saído à aldeia mais cedo e para imensa alegria do belo doncel, voltara com um recado de Tom para ele:
Meu amor,
Não consigo suportar a sua ausência.
Tento me distrair com meu dever para com o reino, mas é algo em vão.
Meus pensamentos estão todos centrados em você e no anseio de vê-lo novamente.
Já não posso esperar mais. Dentro de alguns dias, logo no final da próxima semana, estaremos juntos.
Por favor, espere-me, meu pequeno anjo.
T.M.R.
- Por que eu não consigo parar de pensar em você, Tom? – suspira, ausente, passando seus belos olhos-esmeraldas pelo bilhete mais uma vez.
Uma enorme preocupação lhe oprimia o peito.
E se alguém descobrisse?
E se Draco, seu marido, ficasse sabendo?
E se Henry e Richard testemunhassem algo entre ele e Tom?
Céus, o que seus filhos pensariam? Como seu reino o veria se tudo viesse à tona?
Estaria perdido.
Arruinado.
Enforcado em praça pública, na melhor das hipóteses.
- E mesmo assim, meu maior desejo é vê-lo novamente – murmurou ao vento, com um pequeno sorriso adornando seus lábios.
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O esperado dia de seu encontro com Tom não demorou a chegar e era como se todos os astros conspirassem a seu favor, pois Draco e Lucius, como sempre, haviam se ausentado do castelo para conferir as remeças de um de seus importantes feudos, situado nas proximidades. E Narcisa, naquela tarde, decidira sair com Richard, Henry, McGonagall e as demais damas de companhia para comprar vestes novas para os meninos – o melhor tecido que o dinheiro poderia pagar para Henry e qualquer coisinha simples que houvesse por lá para Richard, pois este não podia andar nu e devido ao crescimento, suas roupas já começavam a encolher. Assim, como Draco proibira Harry de sair do castelo, o belo doncel ficaria sozinho em meio às imponentes paredes de pedra.
Naquele exato momento, Harry se encontrava em seus aposentos, a suave túnica pérola com bordados em fios de ouro branco destacava seus olhos verdes-esmeraldas, que observavam com ansiedade a bonita paisagem do jardim desde sua janela.
Ele ponderava descer ou não para esperar por Tom.
Quando, de repente, um par de musculosos braços enlaçou sua cintura.
Congelou.
Mas no instante seguinte, ao sentir aquele conhecido perfume, relaxou num suspiro.
- Sua serva mandou uma mensagem dizendo que você estaria sozinho – uma rouca voz sussurrou em seu ouvido - não pude resistir.
- Tom...
- O anseio de tê-lo novamente em meus braços, de fazê-lo meu neste leito mais uma vez, neste mesmo leito que você divide com aquele desgraçado, é mais forte do que eu.
- Você não deveria estar aqui.
- Acha isso mesmo? – mordeu levemente o pescoço alvo que lhe era exposto.
Harry, então, sentiu um inevitável arrepio percorrer seu corpo.
As mãos do conde sabiam exatamente onde tocar, acariciando sua cintura com suavidade enquanto colava seus corpos sensualmente. A respiração de Harry se agitara. O doncel sabia que aquela era uma batalha perdida.
- Ah... Tom... – gemeu baixinho, cerrando os olhos e sentindo como as habilidosas mãos se desfaziam de suas vestes.
- Então você admite que eu deveria estar aqui?
- Tom...
- Que você sempre quis que eu estivesse aqui?
- Sim... Humm, eu sempre quis você, seu conde arrogante e convencido – gemeu novamente ao sentir-se depositado suavemente na enorme cama de lençóis de seda.
Tom, por sua vez, conservava um apaixonado sorriso no canto de seus lábios. Os olhos escarlates, obscurecidos de desejo, brilhavam ao contemplar o corpo nu do belo doncel que se entregava de corpo e alma aos seus sentimentos... Ao intenso sentimento que existia entre os dois.
- Eu preciso tanto de você, meu pequeno anjo, que tenho medo de estar vivendo apenas um sonho, mais um sonho, do qual acordarei sobressaltado em minha cama e então, frustrado, verei que não posso acariciar sua pele macia, beijar seus lábios e fazê-lo meu por inteiro.
Os olhos de Harry ficaram marejados de lágrimas ao ouvir essas lindas palavras. Ele, então, puxou o conde para um demorado beijo e sorriu por entre seus lábios: o melhor daquilo tudo era o fato de não ser um sonho.
- Eu estou aqui, meu amor – murmurou contra os lábios de Tom – Estou aqui com você. Estou aqui para você.
- Harry...
- Por favor, Tom, eu preciso de você. Eu preciso de você em mim.
Ao ouvir aquelas palavras serem proferidas tão sensualmente pelos lábios carnosos e rosados, o conde sentiu uma intensa onda de excitação percorrer cada uma de suas células. Assim, com movimentos calculados e naturalmente provocantes, ele começou a se despir na frente de Harry.
Seus olhos estavam fixos um no outro.
Primeiro ele retirou o cinto, no qual levava sua espada, cuja bainha de prata era cravejada de pequenas esmeraldas, tão brilhantes quando os olhos escurecidos de desejo de seu pequeno amante. Em seguida, desabotoou a casaca negra, que logo fora parar no chão também, acompanhada depois pela camisa cor de vinho. Naquele instante, Harry deliciava-se com a visão daquele tórax musculoso e bem definido, que se equiparava ao dos deuses mitológicos. Então, seguiram-se as botas de couro e a calça negra própria de montaria. E finalmente, quando a última peça de roupa que encobria aquele corpo escultural foi descartada com as demais, Harry deixou escapar um gemido que mesclava ansiedade, erotismo e antecipação.
E Tom é claro, não pôde resistir àquele gemido, como ele jamais poderia resistir ao príncipe de Gryffindor, o doncel mais belo de todos os reinos.
- Eu amo você – ele sussurrou, antes de se apoderar daqueles deliciosos lábios que lhe eram oferecidos. E Harry gemeu extasiado, como não fazia há tempos, desde a última vez que Tom lhe tocara, quando as hábeis mãos do conde passaram a percorrer cada extremidade do seu corpo.
Tom sabia exatamente onde tocar.
Por onde deslizar seus lábios.
Como roçar seus corpos...
De uma maneira que ninguém mais saberia. Uma maneira que fazia Harry gritar e se contorcer de puro prazer.
- Ahh... Tom...
O calor aumentava a cada segundo. A excitação já se fazia evidente em ambos os corpos. Assim, com cuidado, Tom fez o menor se deitar de bruços na cama e levou dois dedos lubrificados com sua própria saliva à ansiosa entrada de Harry, que elevava os quadris instintivamente, à espera do que estava por vir. Uma espera que não durou muito tempo, pois, com um gemido abafado pelos travesseiros de pluma de ganso, ele logo sentiu os dedos de Tom abrirem espaço por entre o seu corpo.
Céus...
Há tempos o doncel ansiara por um contato como este novamente, onde não se visse obrigado a nada, do qual pudesse finalmente desfrutar.
- Você é perfeito, Harry – o maior sussurrou em seu ouvido, beijando-lhe a nuca, os dedos entrando e saindo com facilidade, dilatando aquela pequena entrada que sempre pertencera a ele: Tom Riddle.
Para o doncel, porém, não era suficiente.
Não... Já não eram suficientes apenas aqueles dois dedos.
Três dedos, agora, no caso. Três dedos abrindo espaço em seu corpo.
Ele precisava de mais. Ele precisava do conde e precisava dele por inteiro.
- Tom... Ohh... Eu preciso de você, por favor, vem.
Talvez fora a imagem daquelas delicadas mãos se agarrando aos lençóis de seda.
Talvez a respiração ofegante unida àquela tez suave reluzindo gotículas de suor.
Ou a entonação necessitada e extremamente sensual que Harry utilizara ao pronunciar aquele vem, o responsável pelo já endurecido membro de Tom sofrer um doloroso espasmo de excitação contra a coxa definida do jovem príncipe. O resultado, porém, fora que sem pensar duas vezes, Tom retirou seus dedos do interior de Harry e antes mesmo que este pudesse reclamar, substituiu-os por algo bem maior, enterrando-se por completo, numa única estocada, dentro do jovem doncel que, por sua vez, deixou escapar um grito que mesclava uma pontada de dor unida a mais embriagante sensação de prazer que pudera existir.
Ele e Tom eram um só novamente e não havia nada que o deliciasse mais do que aquilo.
Após alguns segundos, parado para Harry se acostumar, o conde perguntou carinhosamente em seu ouvido:
- Você está bem, meu amor?
- Sim... – murmurou, sentindo-se, de repente, faminto.
Faminto dos movimentos de Tom.
E este pareceu adivinhar, pois não demorou a se empurrar contra o corpo pequeno e acolhedor, que se contorcia embaixo do seu.
- Ahhh...
Os gemidos dos dois não demoraram a inundar o aposento, enquanto Tom se movia cadenciosamente dentro do doncel e acariciava sua pele suave, degustando cada milímetro do dorso delgado com seus lábios.
Estavam no paraíso.
Seus gemidos e o barulho de ambos os corpos se chocando criavam uma melodia celestial.
Tom agarrava a cintura de Harry com força, onde certamente deixaria a marca de seus dedos, e se enterrava profundamente no interior do menor, em estocadas que passavam a ser cada vez mais rápidas e precisas, enquanto sussurrava contra a pele alva de sua nuca o quanto o amava e quão maravilhoso significava aquele momento para ele.
Por sua vez, Harry apenas gemia e apertava os lençóis em suas mãos, deixando-se mergulhar naquelas arrebatadoras sensações que nublavam sua alma e seus sentidos. Queria mais. Queria mais estocadas, mais força, mais Tom...
E Tom também queria mais.
Mas não apenas isso.
Queria vê-lo.
O conde queria contemplar as belas esmeraldas enquanto tomava aquele pequeno corpo e sua pura alma. Assim, com um preciso, mas cuidadoso movimento, ele saiu de dentro de Harry e o virou, deixando-o com as costas apoiadas no colchão e as esmeraldas turvas de desejo ao alcance de seus olhos. Num movimento rápido, então, voltou a penetrá-lo e o gemido extasiado de Harry morreu em seus lábios ao trazê-lo para um beijo apaixonado, que levara o menor a firmar as pernas ao redor de sua cintura para intensificar a proximidade de seus corpos.
Corpos que se uniam numa sincronia perfeita.
Gemidos que se mesclavam numa melodia sensual.
E o calor apenas aumentava.
E a excitação consumia suas almas.
E as estocadas se faziam cada vez mais intensas.
Mais rápido...
Mais forte...
Mais...
Mais...
Mais...
- Ahh...
- Ah...
E os dois sabiam que logo chegariam ao clímax.
Seus corpos pegavam fogo.
Em chamas de desejo...
Paixão...
Mas principalmente, amor.
Assim, compartilhando de um beijo que continha todos estes sentimentos, eles finalmente atingiram o ponto máximo do prazer e se derramaram quase simultaneamente, Harry entre seus corpos e Tom em seu interior, preenchendo-o por completo.
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Horas antes, num dos prósperos feudos daquela região, Draco acompanhava seu pai numa reunião com os camponeses responsáveis pela produção das inúmeras riquezas que eram plantadas naquele lugar.
Odiava aquilo.
Queria estar com Harry e seu filho.
Aqueles pobretões só lhe informavam o óbvio: seria uma próspera colheita e os lucros sairiam conforme o planejado pelo duque. Era ridícula e desnecessária sua presença ali. Uma estranha sensação lhe dizia que precisava voltar ao castelo imediatamente, precisava estar com Harry, garantir que nada estivesse fora do seu devido lugar. Essa estranha sensação talvez se devesse ao fato de saber que o moreno estava sozinho naquele castelo, pois sua mãe sairia para fazer compras com as servas, seu filho e o pequeno bastardo ainda.
Saber que Harry estava sem qualquer vigília naquele castelo, pois os servos que restavam mal saiam da cozinha, oprimia algo em seu coração – ou na pedra de gelo que possuía no lugar deste, de acordo com Harry, em uma de suas acaloradas discussões passadas –, alguma coisa lhe dizia que precisava regressar logo.
- Pai... – Draco dirigiu-se ao duque quando os camponeses se afastaram para trazer ao nobre uma amostra da plantação que estavam colhendo.
- Diga.
- Precisamos voltar ao castelo.
- Posso saber por quê? – arqueou uma sobrancelha, encarando-o friamente, como sempre.
- Eu... Eu estou passando mal... – mentiu.
- Ora, passe mal depois, agora estou resolvendo negócios importantes.
- Mas...!
- Deixe de bobagens, Draco.
- Eu acho que fiquei muito tempo exposto ao sol, meu pai, vejo tudo rodando – suspirou com encenação – Preciso descansar.
- Bobagens.
- Mamãe vai ficar furiosa quando souber que eu não descansei devidamente para me recuperar de uma insolação.
Draco era um Malfoy, então, sabia jogar com as armas certas. E Lucius definitivamente não queria aturar uma superprotetora Narcisa em sua orelha. Assim, após dar uma breve olhada nas amostras trazidas pelos camponeses e se certificar de que não havia mais nada essencial para resolver agora, Lucius e Draco montaram em seus cavalos para regressarem logo ao castelo.
Draco, no entanto, mal sabia a surpresa que o aguardava.
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Uma surpresa que lhe foi exposta ao abrir a porta dos aposentos que dividia com Harry. Choque. Por um eterno segundo, Draco Malfoy ficou em choque. E até mesmo Lucius, o poderoso duque de Slytherin, que vinha logo atrás do filho, viu-se boquiaberto ao contemplar a cena: dentro do quarto, na cama que Harry e Draco dividiam, Tom Riddle se encontrava em cima do doncel. Dentro do doncel. Ambos normalizando a respiração após o intenso e evidente orgasmo que haviam tido.
O belo rosto de Harry perdera repentinamente a cor.
Intrigado, pois, Tom voltou seu olhar ao ponto fixo em que as esmeraldas estavam perdidas.
- Draco... – foi o sussurro horrorizado que escapou dos lábios rosados do menor.
Os olhos acinzentados encaravam seus corpos desnudos.
Ainda não conseguia acreditar.
Estava em choque.
Um choque que durou exatamente cinco segundos. Pois no momento seguinte, sacou a espada da bainha e arremeteu-a contra Tom, que teve tempo apenas de sair rapidamente de dentro do doncel, arrancando um dolorido gemido deste, e se jogar para o lado para salvar sua vida.
Draco Malfoy estava colérico.
Inteiramente tomado pelo ódio.
Tom, num habilidoso movimento, porém, conseguiu pegar sua espada, que estava jogada no chão com o resto de suas vestes, e se defendeu da seguinte investida. Estavam a um passo de se matar.
Segurando o lençol firmemente ao redor do corpo, Harry gritava para que parassem, implorando a ajuda de Lucius. E este não se fez rogar. Afinal, se Draco matasse o conde, seus negócios em Durmstrang estariam arruinados. O duque, então, chamou pelos inúteis guardas que, arduamente, conseguiram separar os dois e arrastar o conde ainda nu para fora do castelo, sob os gritos enraivecidos de Draco que ordenava que o soltassem, pois ele iria matar aquele desgraçado.
Mas não adiantou, em poucos minutos Tom fora colocado a força numa carruagem e sob as ordens de Lucius, levado de volta ao palácio do rei, com a advertência de nunca mais colocar os pés naquele castelo. Enquanto isso, dentro do quarto, Draco ainda sujeitava firmemente a espada. Sua respiração estava agitada, os olhos dilatados pelo ódio. Encontrava-se sozinho com um trêmulo Harry, que não podia conter as lágrimas, pois sabia que estava a um passo de perder sua vida.
A passos lentos, o loiro se aproximou do menor, que apenas se encolheu na cama.
- PUTA!
Foi o grito cheio de ódio que ecoou por entre as paredes, acompanhado de uma furiosa mão indo de encontro ao rosto de Harry, um golpe tão violento que levou o moreno ao chão.
- CORTESÃ BARATA!
Foi o seguinte grito.
Acompanhado de mais golpes.
- VAGABUNDA! MERETRIZ!
E mais golpes.
Pontapés.
Socos.
Cinto.
Fivela...
E Harry se perguntava como havia descido do paraíso ao inferno num intervalo tão curto de tempo.
- Você gostou de abrir as pernas para ele na nossa própria cama? - mais um violento golpe de punhos fechados. Os olhos acinzentados se encontravam inundados de ódio. A voz fria e repleta de sarcasmo. A fúria em cada golpe desferido.
Os lábios sangrando.
E as lágrimas novamente banhando o rosto de Harry.
- Hein? Diga, isso deixou você excitado? – agarrou os cabelos negros com ferocidade – AGIR COMO A VAGABUNDA QUE VOCÊ É!
Draco estava fora de si.
Harry sabia, ia matá-lo, já podia sentir a consciência o abandonar.
Pontapés
Socos.
Gritos.
E então, a violação, o abuso do seu corpo e de sua alma... E os gritos que lhe reclamavam como sua posse. Uma mera posse. E mais golpes. E quando se deu conta, era arrastado, sob o olhar indiferente de Lucius e horrorizado dos servos que se aglomeravam no corredor de seu quarto, arrastado sem o mínimo cuidado, com apenas aquele lençol cobrindo o seu corpo ferido.
E de repente estava trancado naquela torre úmida e fria.
Trancado na torre mais alta daquele castelo, a qual não contava com uma janela sequer. Era apenas escuridão e frio. E lágrimas. E desespero quando, horas depois, a pesada porta de ferro se abriu novamente e uma assustada e chorosa criança foi jogada em seu colo.
- Pa'...?
O mundo de Harry, então, terminou de desmoronar.
Richard soluçava sem entender o que estava acontecendo, pois, num instante conversava alegremente com McGonagall sobre suas novas vestes e no outro, ao entrar no castelo, era dolorosamente arrastado por seu pai até aquele tétrico lugar.
- Tudo vai acabar bem, pequeno, acalme-se... Tudo vai acabar bem... – Harry não sabia se estava dizendo aquilo para Richard ou para si mesmo.
Esperava apenas que fosse verdade.
Mas seu coração se negava a acreditar em tais palavras.
Continua...
Próximo Capítulo:
Grindelwald, agora, era um mero obstáculo.
(...)
- Ele não, por favor, Tom...
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N/A: Hello people! Época de FÉRIAS não é uma maravilha? Hehehe... Graças ao tempo livre vou poder atualizar rapidinho! Quanto ao capítulo de hoje: é reta final mesmo! O próximo será o último! Mas assim que esta história acabar haverá uma nova para vocês, um novo Tom/Harry! Espero que gostem!
Por favor, mandem suas REVIEWS dizendo o que estão achando e o que esperam do último capítulo! Será que o Richard e o Harry vão sair dessa? Será que o Tom vai voltar ao castelo? Será que o Draco vai fazer coisas piores? O que vocês acham? Hehehe... Quero saber!
Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!
Meus sinceros agradecimentos e grandes beijos para:
Uzumari... Nagase Doll Collins... raquel potter malfoy... Inu... Tania S.M... vrriacho... Laura... e mesquila!
A próxima atualização: O Pequeno Lord está online até o final desta semana!
Espero que apreciem!
