Capítulo 04 –
E acabou essa noite.
21 de Fevereiro de 2006.
- Oi Percy – disse uma voz fria, vindo de longe.
Ele virou o pescoço assustado. Annabeth estava parada em sua frente, com o sobretudo nas mãos, ainda tão linda quanto na Festa. Estava maravilhosa, para ser sincero, deslumbrante.
- Oi Anna... Beth! – conseguiu murmurar um pouco sem fôlego.
O toque-toque do sapato dela veio se aproximando, os holofotes da quadra a iluminavam deixando o seu rosto ainda mais angelical. O seu coração começou a bater forte.
- Eu também gosto de você, Percy. E eu quero ficar com você! – e o seu coração começou a bater mais forte ainda, como um tambor. Ele ficou com medo de que estivesse ecoando pelo resto do parque, ainda mais naquele silêncio tenebroso.
16 horas antes...
21 de Fevereiro de 2006
- Ela acha que eu estou a traindo. Saiu de casa gritando que nem louca – disse Percy enquanto a bolava quincava na quadra de basquete. Ele batia de um lado para o outro mas sem prestar muita atenção no jogo contra o adversário (e amigo) Grover.
Por mais que a expressão de Grover estivesse demonstrando desinteresse, Percy insistia em desabafar em como estava sendo ruim compartilhar a sua vida com uma namorada ciumenta. Além do mais, ele vivia dizendo que não sentia por nada pela garota nova. O que Grover duvidava muito levando em conta os olhares que eles costumavam trocar ultimamente. Eram demorados e intensos.
- Desencana e arremessa logo essa p... dessa bola! – disse Grover entediado vendo-o brincar de um lado para o outro.
Percy deu algumas batidas antes de entender as palavras do colega, arremessou e errou a cesta. O que dificilmente acontecia quando estava concentrado, a bola bateu na tabela e voltou na direção de Grover que a pegou no ar e começou a brincar de um lado para o outro, passando-a no meio das pernas arqueadas.
- Posso te fazer uma pergunta? – Grover arremessou e acertou, marcando um ponto e erguendo os braços para comemorar.
- Pode! – Percy ergueu as sobrancelhas em sua direção, curioso. Ele o olhou com uma certa demora.
- O que você acha de Annabeth? De verdade, de amigo para amigo – pediu Grover colocando a bola em seus braços – Ein?
Percy gargalhou, irônico, fechou os olhos e pendeu a cabeça para trás, ignorando a bola e deixando-a bater no piso fazendo barulho. Grover colocou uma das mãos na cintura e fez uma cara de peixe morto para o outro.
- Estou falando sério!
Percy foi parando de rir aos poucos, porém o olhar de Grover continua fixado em sua direção, ele ansiava por uma resposta sincera dos lábios do amigo.
- Eu também estou, Grover. Eu não sinto nada por ela, por isso eu ri da sua pergunta. É indiferente, é sério. Para mim, a Annabeth é apenas uma garota comum.
- E o que justifica o seu estresse repentino na sala de jantar aquele dia na minha casa? – as sobrancelhas de Grover arquearam na direção do rapaz – O que interessa a você se ela realmente está ficando com o Harry?
Percy abriu a boca várias vezes para responder, mas era óbvio que não tinha resposta. Então achou simplesmente melhor virar os ombros, dar as costas.
- É sério, cara. É sério mesmo! – ele abanou a cabeça de um lado para o outro – A Annabeth é só uma colega, uma amiga nova, diferente. Nada além disso. Ou você está se apaixonando por ela?
- A pergunta não é retórica. É direta e a resposta é bem simples – repetiu Grover.
- Sério, não insiste nisso! – Percy pegou a bola que estava no chão e arremessou novamente na tabela, não entrou. Por mais concentrado que ele estivesse dessa vez. E Grover percebeu.
- Isso te deixa tenso, não é mesmo? – Grover o olhou de lado, a camiseta dando uma ondulada no ar enquanto pulava novamente para fazer outro arremesso – Tudo bem, eu acho que já sei qual é a resposta.
- Não me faça rir, Grover. É uma piada você estar me perguntando isso – disse Percy o olhando e rindo com a bola nas mãos.
De longe, um garoto loiro estava sentado ao lado de outro garoto também loiro. Os dois eram fortes, altos, bonitos. Até que o mais experiente olhou para o menor e disse.
- Esses dois são os melhores jogadores do time da escola. Provavelmente são dois babacas e nós vamos conseguir derrotá-los. Veja bem, o de lá nem consegue colocar a bola dentro do aro. Que palhaço! – riu Luke cutucando o amigo, e ele riu de volta.
- Isso será mais fácil do que tirar doce de criança! – riu.
21 de Fevereiro de 2006.
Elas estavam participando de um brunch no hotel próximo a casa de Annabeth, era de um amigo de negócios de Atena, o seu sobrenome era Bass, era um senhor alto, calvo, olhos claros, tinha um filho bonitinho apesar de muito metido que estudava em um dos colégios mais caros de Nova York. Annabeth não fazia nenhum um pingo de questão de conhecê-lo, Atena menos ainda sabendo de sua fama.
- Você não pode continuar assim – disse Annabeth tomando um pouco de suco sentada em uma mesa com outros lugares, os outros seis estavam vazios, Atena tinha ido conversar com alguns amigos de negócios.
O lugar era maravilhoso, só as pessoas mais ricas de Nova York estavam ali, tudo por causa dos negócios. Todos usavam roupas caras, de marca, estavam bem vestidos, bonitos, cheios de plásticas, botox e afins. O cheiro de dinheiro estava no ar.
- Eu odeio terminar namoros – disse Hermione que tinha considero um término com Vítor Krum por não estar atendendo ao seu celular – Faz algumas semanas que estou morando em Nova York e ele ainda nem me ligou!
Até mesmo Hermione, que inicialmente chegara em Nova York como uma garota simples, com roupas mais delicadas, agora estava bem mais vestida com as roupas de Annabeth. Ela parecia bastante confusa em relação ao seu relacionamento, era por isso que andava cabisbaixa nos últimos dias. Porém, havia Rony, o garoto que era cavalheiro, tímido, fofo, brincalhão. O sonho de consumo de qualquer outra garota (ou de alguns garotos, vai saber!). Hermione sentia-se confortável, protegida ao lado dele. Mas não podia confundir as coisas, talvez Rony só estivesse sendo gentil, amigo, carinhoso e sem segundas intenções e ela não queria se magoar, não queria confundir as coisas. Além do mais, ela era apaixonada por Vítor. Ela perdera a virgindade com ele dois meses antes de viajar para Nova York como prova de seu grande amor pelo jogador famoso de basquete da Bulgária. Era insanamente apaixonada por ele, diga-se de passagem. E seu coração estava sofrendo mais do que nunca com essa separação, com essa indiferença.
- Ao pisar em Nova York, algumas coisas ficaram no passado – tentou convencê-la, Annabeth – Algumas coisas só serão resolvidas quando você voltar para lá, no final desse ano!
Hermione terminou de engolir um pedaço de bolinho com o garfo e olhou para Annabeth como se o final do ano fosse muito tempo.
- Eu estive pensando... – ia dizendo, mas Annabeth foi mais rápida e a cortou.
- E tem o Rony, mais cedo ou mais tarde você vai acabar cedendo. Eu vejo quando eu falo dele, os seus olhos já começam a brilhar. É inevitável se apaixonar por outra pessoa, Hermione – Annabeth parou para dar um suspiro enquanto encarava os olhos fugitivos da colega de quarto – Na vida, nós nos apaixonamos, não importa quando, como ou onde. Mas esse mistério acontece, e nós nos apaixonamos!
- Eu sei... – gemeu ela brincando com um pedaço de queijo italiano no prato – E por isso, eu estive pensando em voltar para a Inglaterra o quanto antes.
Os olhos de Annabeth se arregalaram em sua direção, assustada, surpresa.
- Como assim? Hermione... Você não pode abandonar os seus estudos para ir atrás de um boboca como esse seu ex... Ou atual, sei lá, namorado. Você precisa se animar, seguir em frente. E se você voltar e ele não estiver mais esperando por você? Vai ficar lá? Se lamentando?
- Eu sinto que o Vítor ainda me ama, Anna. Eu sinto isso, ele não pode ter me esquecido do dia para a noite. Ele não pode ter me esquecido assim, tão facilmente – os olhos de Hermione caíram tristes no prato – Ele me disse as palavras mais doces do mundo antes de viajar. Ele... Ele foi tão carinhoso comigo o tempo todo. Ele até mesmo me deu uma carta segundos antes de entrar no avião declarando todo o seu amor por mim. Ele me beijou, ele chorou, olhou nos meus olhos e disse com toda a clareza do mundo "Eu vou te amar para sempre, Hermione" – os seus olhos se encheram de lágrimas, aos poucos, se ela continuasse lembrando da situação, ia chorar ali mesmo.
Annabeth segurou uma das mãos de Hermione.
- Vamos esquecer isso por um instante, ok? Nós vamos ir à Festa de Inauguração hoje, vamos nos divertir muito, beber, dançar. E vamos esquecer todo o passado, promete?
Hermione concordou que sim com a cabeça enquanto passava os dedos nos cantos dos olhos para tirar o excesso de água acumulada.
21 de Fevereiro de 2006.
- Eu estive fuçando nas coisas dela – disse Thalia com um papel nas mãos, era um envelope para falar a verdade – Ela deixou a mochila ao lado da mochila daquela idiotazinha da Inglaterra. E eu encontrei uma carta nas coisas da Annabeth!
Clarice bateu palmas, animada. Bianca também, as duas pularam em sua cama cheia de molas e ficaram empolgadas para saberem o conteúdo da carta.
- A Annabeth deixou um namorado para trás, um tal de Vítor Krum, pelo que me consta na carta, eles eram muito apaixonados e namorava há anos – Thalia riu alto – Aposto que ninguém sabe disso. E eles perderam a virgindade antes dela se mudar para Nova York, pelo que me consta, foi um meio dela provar o quanto o amava – ela bateu palmas, excitada com a notícia – Percy vai adorar saber disso!
- Você vai mesmo contar ao Percy sobre isso? Mas, Thalia, isso é muito pessoal, isso é coisa íntima, ninguém ia gostar de ficar sabendo dos seus segredos, etc.
- Eu não vou contar ao Percy, meu bem – disse Thalia agitando o envelope no ar – Eu vou contar só para a escola inteira.
As duas franziram as sobrancelhas.
- Como assim? – perguntou Clarice preocupada com a atitude que ela fosse tomar.
Thalia riu, saltou da cama com um pulo e sorriu para as duas.
- Vejo vocês na Festa – deu uma piscadela e saiu correndo.
Clarice e Bianca se olharam preocupadas.
21 de Fevereiro de 2006.
Era à noite, as estrelas piscavam no céu de segundo em segundo, as nuvens estavam apenas no horizonte indicando que não ia chover pelas próximas horas. O frescor dos ventos brincava de congelar as pessoas que passeassem pelas ruas de Nova York sem roupas.
Ele, Harry, estava com o cabelo todo penteado, arrumado para os lados, molhados de gel, com os olhos verdes brilhando mais do que nunca, brilhando por esperança. Ele estava usando smoking, com uma temperatura razoavelmente quente dentro do carro, segurava o volante com firmeza.
Rony também estava muito elegante com a gravata preta de borboleta, sendo no banco de trás, esperando pelo seu par, Hermione. Os dois estavam com os celulares nas mãos, enlouquecidos pela demora das garotas.
Até que o portão do prédio se abriu... E elas vieram descendo as escadas, o que fez os corações saltarem ainda mais dentro do carro.
Só era possível ver os seus rostos, o resto estava coberto com um sobretudo preto por causa do frio. O rosto de Annabeth estava todo branco, com sombras azuis para combinar com a cor de seus olhos, o seu cabelo estava todo em volta de um coque, era possível ver o colar pendurado em seu pescoço mas que sumia no sobretudo preto. Os cabelos de Hermione também estavam presos mas os cachos bem feitos caiam perfeitos na altura de seus ombros. Tão linda quanto à sua "meia-irmã" ao lado. Elas entraram no carro, sorrindo, iluminando ainda mais o ambiente.
- Você está linda! – praticamente babou Harry em cima dela.
- Você está perfeita! – disse Rony com os olhos em Hermione no banco de trás.
Elas deram risadinhas tímidas.
- Desculpe o atraso – disse Annabeth se acomodando no banco da frente – Eu tive que improvisar algumas coisas de última hora.
- Valeu a pena esperar cada segundo – disse Harry enquanto dava partida no carro – Então, como está?
- Calor aqui dentro – comentou Hermione rapidamente – Viemos com esse sobretudo com medo de passar frio, mas aqui está mesmo calor. Estamos com os nossos vestidos por baixo – disse rapidamente, mas era óbvio que eles sabiam disso, mesmo que não soubessem, elas estavam maravilhosas daquela forma. Elas estavam fazendo uma pouco de suspense com as suas roupas.
Eles foram ouvindo as músicas que estavam tocando no rádio, cantando, batendo palmas, rindo bastante, os quatros.
- Chegamos! – disse Harry ao passar na frente de um lugar muito bem iluminado, cheio de pessoas na frente, algumas fumando, outras se beijando, outras chegando, mas nenhuma saindo para ir embora. Isso porque a festa devia estar bombando do lado de dentro.
E estava mesmo. Depois de estacionarem o carro, ao saírem, elas escutaram a música da Lady Gaga tocar: Paparazzi. /watch?v=qMLjA4DSZJE
Enquanto as garotas passavam na entrada, os garotos entortavam os pescoços em suas direções, alguns ganharam beliscões de suas namoradas, outros ganharam tapas, outros começaram a discutir ali mesmo.
Annabeth entrou ao lado de Hermione, seguidas por Harry e Rony, respectivamente. Havia uma mulher colhendo os tickets na parte da frente, as luzes se cruzavam no ar, indo de um lado para o outro, e a música bombava ainda mais lá dentro. Do alto da escadaria era possível ver muitos braços no ar, pessoas dançando, bebendo, conversando. A festa estava perfeita!
"Bem Vindo Calouros e Calouras" tinha uma faixa enorme em cima do palco, em cima do DJ que mexia em seus aparelhos com os dedos e por vezes fazia gestos com as mãos para cima.
- Está bombando! – disse Annabeth perdida nos próprios pensamento, os seus olhos automaticamente tentavam buscar algum rosto familiar. Um em especial.
- Você não vai tirar o casaco? – perguntou Harry sem tirar os olhos dela.
- Ah, é verdade. Está bem quente aqui dentro – disse ela sorrindo e desabotoando os botões pretos, assim que o casaco escorregou pelos seus braços, Harry ajudou-a a tirá-lo, e ficou ainda mais hipnotizado.
Era um vestido roxo-escuro, aperto na cintura, apertado nos seios e as pernas ficam para fora com algumas camadas cortadas desproporcionalmente (nota do autor: a foto do vestido da Annabeth pode ser vista no perfil do autor dessa história). O seu salto alto a deixava na altura de Harry, estava deslumbrante.
Hermione já estava entregando o seu casaco para a balconista, o seu vestido cor-de-rosa também produzia efeitos enlouquecidos em Rony. Annabeth riu ao vê-lo, sem jeito. Eles trocaram um olhar rápido e Rony tratou de disfarçar, coçando a cabeça. Harry e Anna riram, Hermione não entendeu.
Após entregar o sobretudo preto para a balconista, eles desceram as escadas de mármore em caracol caindo diretamente na pista de dança, ao lado da escada, em um canto mais para o fundo tinha um balcão enorme cheio de bebidas, pessoas fazendo drinks. Jogando garrafas coloridas no alto, fazendo manobras, etc.
- Quer beber alguma coisa? – perguntou Harry no ouvido de Annabeth.
- Não, agora não, obrigada.
- Vou pegar uma caipirinha e já volto – disse ele. Ela assentiu, Rony também foi com o Harry até o balcão, as garotas se aproximara para cochichar.
- Ele está caidinho por você! – disse Hermione rapidamente para ela.
- Acho que você está falando isso mais para si mesma do que para mim – riu Annabeth – Rony não tirou os olhos de você um minuto!
As duas estavam conversando bem íntimas e rindo bastante. Annabeth ficou feliz em ver Hermione mais animada depois do que vinha passando ultimamente a respeito do Vítor. Nesse meio tempo em que os rapazes saíram, Grover se aproximou das duas.
- Meu Deus, gatas, sozinhas e solteiras. Como assim? – ele deu um beijo em cada uma delas.
- Oi Grover – disse Hermione o beijando no rosto – Como está? Veio sozinho?
- Pois é, cadê o seu par? – perguntou Annabeth o olhando.
- Eu vim com Rachel, da outra turma. Rachel Elizabeth Dare – e apontou com o pescoço para um grupinho de garotas que estavam bebendo, rindo, conversando – Ele está com as amigas agora. Não é do tipo que é muito legal, vocês são muito mais! – e passou a mão na cintura de Hermione.
Ela se desvencilhou o mais depressa possível, rindo.
- Eu estou acompanhada, Grover. Muito obrigada! – ela riu.
- Quem é o banana que deixou você aqui assim? Sozinha?
Harry e Rony se aproximaram trazendo bebidas, atrás de Grover, não muito mais alto do que ele, mas bem mais fortes e musculosos por causa dos jogos de basquete. Um dia Grover chegaria lá.
- Nós – disse Rony o olhando com indiferença.
- Opa! Estava brincando! – disse Grover saltando para o lado o mais depressa possível – Olha, vou conversar com o Percy, volto já! – disse Grover passando entre as duas garotas em suas costas e correndo na direção de alguém.
Então, como se dessem um estralo na mente de Annabeth, ela se situou. Estava procurando por Percy Jackson desde o começo da festa e seus olhos rapidamente o focalizaram ao ver Grover correndo na direção dele. Percy estava de perfil com as mãos na cintura de Thalia, dando um beijo caloroso nela, o que fez o estômago de Annabeth revirar. Eles estavam juntos assim? Grudados? Melosos? Eca! E para piorar, Thalia estava incrivelmente linda naquele vestido vermelho, decotado na frente até o umbigo. Era provocante, sensual e charmoso.
- Bebida? – ofereceu Harry para ela.
- Antes que eu vomite, sim! – Annabeth virou praticamente meio copo de uma só vez, Harry espantou-se com a agilidade em que ela bebia. Hermione apenas tomou um gole da de Rony por educação.
- Vamos dançar? – disse Harry segurando na mão de Annabeth.
- Claro. Até o chão! – e riu alto, fazendo-se de alterada por causa da bebida. Mas era óbvio que não estava, não por enquanto.
De mãos dadas, Harry e Annabeth se afastaram de Rony e Hermione, indo dançar bem longe dos olhares de Percy e Thalia que agora estavam voltados para eles.
21 de Fevereiro de 2006.
Harry e Annabeth passaram um bom tempo conversando, bebendo e dançando na pista, conheceram várias músicas novas, diferentes, badaladas. E começou a tocar Poker Face – Lady Gaga: /watch?v=v1hBPzPGrUA
- Do bafão essa festa, não é? – perguntou Annabeth enquanto dançava de um lado e de outro na pista.
- Mesmo – disse Harry a olhando em seus olhos, ele já havia tentado beijá-la duas vezes na festa, ela sentiu-se que queria ser beijada, mas não podia se entregar facilmente para ele. Ela gostava de ser difícil, até mesmo porque era. Ela gostava de Harry e não queria estragar a amizade apesar dos apesar – Escuta – ele se aproximou de seu ouvido – Eu preciso ir ao banheiro. Volto já, ok?
- Certo. Eu não sairei daqui – disse ela piscando para ele. Ele a beijou na testa e saiu. Annabeth sabia que ele ia demorar levando em consideração a enorme fila que estava no banheiro.
Ao virar as costas, Annabeth continuou a dançar mesmo que sozinha, de um lado para o outro, só que meio tímida por estar sozinha sendo que em volta todas as outras pessoas estavam acompanhadas.
Nesse meio tempo, o rosto familiar de Percy apareceu, os seus olhos estavam tristes, como se alguma coisa estivesse faltando. Ele deu um beijo no rosto de Annabeth que parou de dançar assim que o viu.
- Oi – disse ele meio tímido – Você tem... Tem me evitado! – disse ele meio gaguejando.
- Você estava meio ocupado com a Thalia, eu não queria atrapalhar – disse ela se referindo ao beijo. Era incrível a sensação que Percy a causava, suas pernas bambeavam, seu coração batia em um ritmo mais lento, sua respiração ficava pesada.
Ele parou, pensando em alguma coisa, também estava com dificuldade em respirar.
- Escuta, eu preciso conversar com você. E é muito sério dessa vez!
Os olhos dela se arregalaram na direção dele.
- Do que se trata?
- Dos meus... Meus sentimentos – disse ele a olhando – Você está incrivelmente linda essa noite, Annabeth! – ele disse baixinho, ela sentiu perder o chão por alguns segundos, queria gritar de volta que ele também estava lindo de smoking, queria dizer que também estava gostando dele, que queria avançar as coisas. Mas não podia, não podia porque ele namorava.
- Você namora, Percy... – ela colocou a mão em seu peito, afastando-o – E eu estou acompanhada. Com licença! – ela virou as costas e saiu andando entre as pessoas, sabe-se lá para onde indo.
Percy correu em sua direção, puxando-a pelo braço, os seus olhos se encontraram mais uma vez, foi quando Annabeth percebeu que nunca estivera tão perto de realizar seu sonho como estava agora: estavam perto demais a ponto de quase estarem se beijando. Ela puxou o braço de volta por causa de uma voz que insistia em gritar em sua cabeça que ele estava apaixonado por Thalia.
- Esquece, Percy, esquece mesmo. Isso nunca vai acontecer. Nós, isso nunca vai acontecer mesmo! – ela olhou por cima do ombro dele esperando que Harry voltasse logo para que resistisse à tentação de beijá-lo.
Uma mão agarrou a sua cintura, beijando-a na bochecha por trás, ela olhou assustada e viu que Harry estava de volta com uma expressão nada animadora na direção de Percy. Eles se fuzilaram por alguns segundos que pareceram horas.
- Voltei – sussurrou ele no ouvido dela – Esse babaca está te enchendo?
- Não, ele já está indo embora – disse Annabeth com uma dor muito forte no peito ao dizer isso. Olhou-o – Até mais, Percy, não temos mais nada para conversar! – Annabeth entrelaçou as mãos nas de Harry como se fossem namorados de fato. Percy olhou para os dois de mãos dadas, cabisbaixo, porém não saiu do lugar.
Thalia veio saltitando em sua direção, contente, risonha e animada, beijou-o de leve nos lábios mas ao ver Annabeth em sua frente, a sua expressão de felicidade se transformou em velórica.
- Você por aqui... Olha, se não foi o vestido que eu sugeri!
- Obrigada, sempre simpática – disse Annabeth irônica ainda com muita raiva de última briga que elas tiveram no meio da sala de aula no dia anterior.
- Anna... – disse Harry bem baixinho.
- Oi – disse ela virando-se na direção de Harry.
E o momento aconteceu. Harry, de surpresa, beijou-a. Ele fixou os seus lábios duros nos de Annabeth por vários segundos seguidos. Ele achou que fosse tomar um soco, ela fosse chutar, fosse empurrá-lo mas isso não aconteceu. Ela ficou estática nos primeiros minutos, provavelmente pensando se estava fazendo a coisa certa, já que Percy estava ao seu lado com a namorada. Percy e Thalia... Ao pensar nisso, ela o beijou de volta, com mais avidez, abrindo espaço entre os lábios e deixando a língua macia passar de um lado para o outro. Eles estavam se beijando de verdade: Harry e Annabeth. Era o que ele mais queria a noite inteira e agora estava conseguindo. Ele conseguiu!
Percy ficou atônito por alguns segundos, encarando os dois com uma cara de desgosto. Thalia entendeu muito bem o significado da cara dele olhando para Harry e Annabeth se beijando em sua frente. As mãos de Annabeth passaram da cintura pelas costas de Harry, o que deixou ainda mais furioso.
- Vamos, Thalia! – ele a puxou pelas mãos com força para longe. Ela o seguiu, animada, sabendo que fariam sexo animal essa noite.
- Ui, delícia. Vamos! – gritava desesperada indo atrás dele.
Depois de um tempo, Annabeth se afastou do beijo, olhando-o no rosto, os olhos de Harry estavam fechados, a boca entreaberta, com uma expressão de puro prazer. Ela sentiu-se arrepiada ao vê-lo daquela forma, todo carinhoso, fofo, beijando-a.
- Por que você fez isso, seu louco? – perguntou Annabeth rindo.
- Porque eu não agüentava mais ficar um segundo dessa noite sem te tocar, Annabeth. Eu estou gostando mesmo de você e há tempos eu queria estar assim com você! – ele passou as mãos nos braços descobertos dela.
- Eu também gosto de você – acrescentou ela desviando o olhar para baixo – Só que... A minha vida está meio bagunçada, as coisas estão um pouco confusas e...
- Shh – disse ele colocando o dedo indicador nos lábios dela – Não fale, não estrague o momento, está perfeito para mim. É um sonho se realizando...
Ela compreendeu e o olhou. Então, ele lentamente se aproximou para beijá-la novamente. E, mais uma vez, Annabeth cedeu e logo o beijou de volta.
21 de Fevereiro de 2006.
Depois de muitos abraços, beijos e cochichos nos ouvidos, Harry e Annabeth estavam sentados próximos à saída, ela ligou no celular de Hermione mas se lembrou de que a garota deixara o celular em casa, em cima da escrivaninha, porque o vestido não tinha lugar para levá-lo e ela não queria andar com bolsa durante a festa. Diga-se de passagem, Hermione não costumava andar com o celular em Nova York, exceto quando esperava ligações do Vítor. Enfim, Annabeth estava apenas ficando os últimos segundos na festa, admirando todo aquele clima, aquelas luzes, as bebidas, o ar, a paisagem no geral. Era diferente das festas que costumava freqüentar em Los Angeles. A mão de Harry afagava a sua em seu colo, os dois trocavam risadinhas tímidas agora não como mais amigos, mas como "enrolados".
- Vou pegar o seu casaco no balcão – sussurrou ele no ouvido dela dando um beijo de leve ao lado do lóbulo de sua orelha.
Assim que ele se levantou, Annabeth passou a mão no rosto apenas por hábito, por falta do que fazer. Encostou a cabeça na poltrona e ficou pensando em como a sua noite estava sendo boa. Boa em alguns sentidos, porque constantemente alguma coisa a lembrava que ela não era apaixonada por Harry.
- Divertido, não? – perguntou a voz familiar de Percy ao seu lado. Ele se sentou no braço da poltrona, Annabeth abriu os olhos e deu um suspiro, cansada.
- Chega de brincar de jogos, Percy. O que você tiver de falar para mim, apenas fale, não fique mais beijando ninguém na minha frente, acariciando outras pessoas, porque eu estou cansada disso. Cansada!
- Escuta, eu preciso te contar toda a verdade. Tudo o que eu sinto por você e eu não me sentiria bem se fossemos dormir assim, sem conversar – disse ele com sinceridade nos olhos dela – Eu gosto de você, Annabeth. E eu queria ter uma oportunidade de conversar com você a sós.
- Percy, eu estou com o Harry agora. Eu sinto muito mas é meio tarde para voltar atrás, para corrermos atrás de uma coisa que em que perdemos. E você está com Thalia. Tenho certeza de que vocês serão muito felizes – Annabeth se levantou cronometrando que Harry estaria voltando a qualquer momento – Não me procure mais, por favor!
- Essa noite eu estarei na quadra do Central Park, Annabeth. Apenas para dizer tudo o que eu sinto por você e estaria disposto a fazer para te conquistar. Se realmente estiver curiosa, querendo saber, esteja lá.
- Não perca seu tempo – disse Annabeth com sinceridade – Eu estou indo para casa. Com o Harry! – acrescentou querendo colocar um ponto final naquela conversa.
Annabeth havia decidido que ia dar uma chance de ser feliz com Harry, porque ele a tratava bem, com carinho, respeito, amor de verdade. Percy, por mais que seu coração insistisse, não era assim com ela. E talvez nunca seria porque ela não ia dar oportunidade disso acontecer.
- Eu vou estar. Eu prometo! – disse Percy olhando em seus olhos – E se você não aparecer, eu nunca mais vou tocar nesse assunto. Eu juro que não... Eu vou fingir que nada aconteceu no dia seguinte, e nós vamos seguir em frente com as nossas vidas!
E como era previsto, Harry apareceu trazendo o sobretudo preto de Annabeth nas mãos, ele ficou chocado em ver o atrevimento de Percy, estava ali de volta, dando em cima dela na maior cara de pau.
- Com licença, essa noite eu farei tudo o que estiver com vontade de fazer! – ele jogou o sobretudo na direção de Annabeth que pegou no ar a peça de roupa e antes que ela pudesse impedir, ele enfiou um soco no meio da cara de Percy, derrubando-o para trás. Ele perdeu o equilíbrio e caiu do sofá em direção ao chão.
- HARRY! – gritou Annabeth indo em sua direção segurá-lo, foi quando ela percebeu que Percy estava sangrando no rosto – Olha o que você fez!
Annabeth largou o braço de Harry e caiu de joelho ao lado de Percy, ele estava piscando os olhos várias vezes para ver se estava realmente acordado.
- Está tudo bem? – perguntou Annabeth com carinho.
- Na verdade, não. Acho que desmaiei por alguns segundos – ele passou a mão no rosto.
- Você está sangrando. Eu vou levar você até o banheiro! – disse Annabeth ajudando-o a ficar de pé – E você, Harry, pode ir embora. Outra hora a gente conversa.
- Annabeth, eu não acredito que você está do lado dele...
Nessa confusão toda, Thalia se aproximou saltitante, ficou preocupada ao ver o seu namorado jogado no chão, ajoelhou-se ao lado de Annabeth e colocou a mão no rosto dele, gritando por seu nome.
- Vai embora, Harry! – disse ela furiosa – Eu não quero mais falar com você por hoje, ok?
- Eu sei cuidar do meu namorado – disse Thalia ajudando Percy a ficar em pé.
- Vai embora, Annabeth. Eu não quero falar com você – disse Percy virando as costas e saindo com Thalia. Os seus olhos encheram de lágrimas.
Ela encarou Harry por alguns momentos, com o peito subindo e descendo, pesado, cheio de raiva.
- Você viu o que você fez? Precisava mesmo fazer aquilo? Idiota! – Annabeth o empurrou com força para trás e saiu correndo. Ele começou a correr em sua direção, querendo falar com ela, porém ela pegou um táxi o quanto antes e se mandou para sua casa.
- Para o Central Park, por favor! – disse ela para o taxista.
Ela estava frustrada e por isso chorava. No final das contas, tudo tinha terminado conforme ela não queria.
E no táxi começou a tocar: Look After You – The Fray /watch?v=1iYOOuJLuaY
21 de Fevereiro de 2006.
Percy estava sentado na sarjeta da rua, naquele frio, afastado de todos, sozinho, segurando uma bolsa de gelo no rosto. Thalia se aproximou, passou a mão no vestido azul, sentou-se em cima dele, ao lado de Percy, olhando o seu perfil.
- Vai ficar inchado – comentou ela por comentar, não querendo que ficassem em silêncio, ainda mais levando em consideração em como as coisas estavam entre eles – Você está ok?
- Na verdade não – disse ele com a cabeça baixa, já não saia mais sangue porém um pedaço de seu olho direito estava ficando meio roxo – E pior do que isso, Thalia, nós não estamos ok. Você sabe!
Ela o olhou, os seus olhos ficaram mais tristes ainda.
- Você não devia ter vindo até aqui, comigo. Devia ter ficado na festa.
- Eu queria consolar você – disse ela passando a mão em seu braço – Você não precisa fazer isso, Percy. Nós podemos lutar para dar certo.
- E já o fizemos – disse ele baixinho, cortando-a – E eu estou cansado de tentar fazer isso dar certo. Muito cansado! – frisou – E agora isso, essas brigas, essa...
- Essa garota! – disse Thalia sacando – Eu sei que você está gostando dela. Foi assim comigo, você se apaixonou assim por mim também.
Percy ficou em silêncio, não concordou mas também não negou, o que a deixou ainda mais triste, os olhos começaram a lacrimejar ali mesmo. Ela ia chorar.
- Essa é a verdade e você sabe, Thalia – disse ele a olhando nos olhos – Não adianta mais ficar escondendo isso de ninguém. Eu quero isso, eu quero lutar por Annabeth Chase!
Thalia começou a chorar, sentindo todos os seus sonhos e planos para o futuro desmoronarem ali mesmo. Ela amava Percy Jackson, ela o tratava com muito respeito, achou que fosse se casar com ele, afinal de contas, estavam juntos havia muito tempo. E... Ela o amava incondicionalmente. Não podia deixar as coisas acabarem assim, os planos, a sua vida. Tudo.
- Eu te amo mais do que tudo nessa vida, Percy – confessou ela, derrotada, destruída por dentro, podre – Mas não posso continuar mantendo você presa a mim. Se você não gosta, se você não quer e está disposto a lutar por outra. Eu não posso fazer nada... Eu só posso dizer o quanto eu te amo, só isso!
- Você está aceitando a situação? – perguntou ele incrédulo, sempre achou que ela fosse fazer o oposto, dar chiliques, gritar, brigar. Mas ela estava abrindo mão dele facilmente – É isso mesmo?
- Não, não é isso. Eu vou deixar você quebrar a cabeça, lutar por Annabeth, porque sei que no final das contas, você vai voltar para mim, você vai ser meu de volta. Porque almas gêmeas ficam juntas no final de toda a história – ela o olhou com carinho, chorando – Você vai voar, voar para bem longe, mas vai voltar para mim algum dia.
- Thalia... – ele queria dizer que acabou. Que não estava mais gostando dela como gostava antes. Porém calou-se rapidamente – Obrigado!
Ela começou a soluçar e chorar ao mesmo tempo. Ele a beijou na testa, abraçou-a de lado. Podemos ver duas pessoas abraçadas no frio da noite, sentados na sarjeta de uma calçada.
Voz de Annabeth: Como Jota Quest compôs: "voe por todo o mar e volte aqui... Para o meu peito". Será essa a situação que alguns casais vivem no dia-a-dia? Será que é preciso mesmo se afastar? Ficar um tempo sem se ver, sentir a falta para descobrir que eles se gostam? Às vezes sim, às vezes é preciso perder para dar valor. Em alguns casos, ficar sozinho, terminar é sinônimo de descobrir e se apaixonar ainda mais pelo outro. Em alguns casos... Nem sempre!
21 de Fevereiro de 2006.
Percy estava sentado na quadra, ele tinha dito para Annabeth que estaria ali na quadra do Central Park, esperando para se declarar. Ele deixou bem claro que só tentaria uma vez, nada mais do que isso.
- Oi Percy – disse uma voz fria, vindo de longe.
Ele virou o pescoço assustado. Annabeth estava parada em sua frente, com o sobretudo nas mãos, ainda tão linda quanto na Festa. Estava maravilhosa, para ser sincero, deslumbrante.
- Oi Anna... Beth! – conseguiu murmurar um pouco sem fôlego.
O toque-toque do sapato dela veio se aproximando, os holofotes da quadra a iluminavam deixando o seu rosto ainda mais angelical. O seu coração começou a bater forte.
- Eu também gosto de você, Percy. E eu quero ficar com você! – e o seu coração começou a bater mais forte ainda, como um tambor. Ele ficou com medo de que estivesse ecoando pelo resto do parque, ainda mais naquele silêncio tenebroso.
Ele piscou os olhos mais uma vez, com firmeza. E os abriu. Silêncio, escuro, as luzes continuavam iluminado a quadra, porém no lugar de Annabeth não havia ninguém. Nem mesmo ela. Onde ela estava, afinal de contas? O seu coração ainda batia forte como se fosse saltar pela boca.
Ao longe, ele viu Annabeth, tão longe que era impossível dela ter saído correndo da quadra e ter chegado lá em segundos. Ela estava saindo do portão da casa dela, bem na frente, Harry havia estacionado o carro. Eles estavam discutindo como um casal. Como um verdadeiro casal. E isso enojou Percy. Isso destruiu todas as suas esperanças de uma só vez. Cruelmente, com força, com ódio. Eles estavam subindo juntos e de mãos dadas, o que tudo indicavam que tinham feito as pazes.
Voz de Annabeth: Alguma vez já olhou para o céu viu uma estrela cadente? Piscou os olhos e notou que ela havia sumido? É uma sensação incrível de como aquilo realmente tivesse existido, ainda assim fazemos um pedido, desejamos alguma coisa para sempre. Com todo o coração. Algumas, ficam só nos sonhos mesmo, porque não temos capacidade, força de vontade de realizar. Devemos lutar pelos nossos sonhos e desejos antes que seja tarde demais!
21 de Fevereiro de 2006.
O celular de Hermione está vibrando em cima da escrivaninha. No centro da tela, estão piscando as seguintes palavras: Vítor ligando.
21 de Fevereiro de 2006.
Rony e Hermione estão rindo, de mãos dadas. Até que ele lentamente se aproxima, os dois ficam em silêncio. E ele a beija. Pouco a pouco, ela vai se entregando, as suas mãos vão deslizando pelos cabelos ruivos dele. E o primeiro beijo de verdade começa a acontecer...
21 de Fevereiro de 2006.
Annabeth ao entrar no quarto, acendeu a luz, percebeu que a janela estava aberta e foi fechá-la para evitar o frio. Assim que o fez, viu a luz da quadra de basquete ainda acesa. Do seu quarto ela conseguia ver um pedaço da quadra, a outra parte as árvores tampavam com seus galhos verdes.
E o seu coração paralisou por um instante. Ela viu um garoto por lá, Percy Jackson estava sentado na mesa feita como arquibancada. Ele estava olhando em sua direção, na direção de seu quarto, de seus olhos.
As palavras dele ecoaram em sua mente:
"- Essa noite eu estarei na quadra do Central Park, Annabeth. Apenas para dizer tudo o que eu sinto por você e estaria disposto a fazer para te conquistar. Se realmente estiver curiosa, querendo saber, esteja lá."
O seu coração batia forte, muito forte. Ela cogitou em descer e ir falar com ele, por um instante.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou a voz de Harry entrando em seu quarto, distraindo-a de seus pensamentos.
- Não, nada – disse ela fechando a janela de vidro rapidamente, em seguida, abaixou a cortina. Apesar disso, era possível ver a luz acesa do outro lado da rua.
Percy ainda encarava a janela.
Harry se aproximou, colocou as mãos na cintura de Annabeth.
- Estou feliz que estejamos bem – disse ele baixinho no ouvido dela – Sua mãe está em casa?
- Viajando a negócios! – disse ela indo fechar a porta. Ela parou, com a mão na maçaneta em dúvida. E se lembrou que Percy e Thalia se beijando, várias outras cenas. Então, Annabeth trancou a porta por precaução – Harry... – sussurrou ela.
Ele se aproximou, interpretando tudo. Ela continuou parada, com os braços colados no corpo, ele a beijou com intensidade.
- Essa noite você pode dormir aqui?
Ele parou de beijá-la no rosto, encarou-a por instante.
- É claro que posso, Anna – e a beijou mais uma vez.
Annabeth colocou a mão no interruptor mas não chegou a apagar a luz. Pensou e apagou de vez, deixando o quarto somente na penumbra.
Percy deu as costas para a janela.
Continua...
Nota do Autor: Gostaram??? Porque eu amei as reviews, obrigadão por todas. As músicas foram boas? Lady de Gaga? The Fray? Gostaram? Quero saberrr! Como lidar com a situação??? Eu estou AMANDO escrever HarryAnnabeth e estou seriamente preocupado se isso está influenciando na fanfic, porque eu queria que fosse PercyAnnabeth (aliás, vai SER!!!) vou tentar focar menos e transformar o Harry em carrasco, ok? AHAUHAUHA, vamos equilibrar essa relação.
Nota do Autor (dois): Os bafões só estão começando. É óbvio que a Thalia vai ferrar com a vida da Annabeth, isso é óbviooo demais. E veremos em breve. Bom, o barraco está armado. Espero que estejam gostando. XD
Respondendo as perguntas:
Thalia e Luke??? – by Cah Bigaiski
R) Na verdade... Tenho planos para Thalia com outra pessoa que já foi citada na história. Vocês verão no próximo capítulo que eles vão estar até mais "juntinhos". Acho que essa pessoa e a Thalia vão se dar muito bem. Mas não é o Luke, sinto muito! Mas seria uma boa também... Quem sabe na próxima temporada acabe rolando!
Qual é a do Luke na história? – by Anthony
R) Eu tenho muitos planos para o Luke, muitos mesmo. No começo ele vai ser todo o malvado, cruel, mas aos poucos ele vai mudando (inverso do livro original Percy Jackson), eu tenho planos para fazer um personagem gay, até pensei no Luke, mas acho que está fora de cogitação, talvez o Grover ou o Rony, ou quem sabe alguma garota, não sei... Preciso pensar bem antes de colocar isso. Mas a minha primeira opção sempre foi o Luke, hahuauhauha!
Misturar Percy Jackson com Harry Potter e Crepúsculo? – by Ann.
R) Ahn… Sim, menos Crepúsculo. Crepúsculo foi apenas para citar, falta de personagens para colocar. Se na verdade você reparar as indiretas, tem até Gossip Girl na minha história, o tal do Chuck Bass. Algumas indiretas ficam no ar, mas isso não importa muiiiito para história. Somente Percy Jackson e Harry Potter, acho que só. Essas duas histórias sim eu misturo!
- Agradeço todassss as reviews, obrigadão, continuem enviando, leio uma por uma e respondo todas as perguntas assim que possível. Até o próximo e bom final de semana (curtam bem o friozinho!).
PRÓXIMO CAPÍTULO: A carta da Hermione volta à tona, mas Thalia acha que Annabeth é a namorada do Vítor.
BOATOS PARA O LONGO DA SÉRIE: Teremos um personagem homossexual e uma personagem que ficará grávida ainda nessa temporada. Personagens que já foram citados! Porém, BOATOS são boatos. Não sei quem contou, quem inventou, ou sei lá. Só sei que um passarinho verde me contou, HAUHAUHAUHAUHA! Fica a dica, quem quiser me add no twitter, o endereço ainda é o mesmo /luisdu beijos e beijos!
