Capítulo 07 –

Superar.

18 de março de 2006

Era de manhã, o sol raiava pela escola inteira, o gramado todo iluminado, os adolescentes divididos em grupinhos carregando as suas respectivas mochilas. Conversando, fofocando, seja o que lá estavam fazendo, eles estavam espalhados, enquanto Annabeth e Hermione entravam cabisbaixas em direção ao castelo.

- O que houve? Falta de trepar? – perguntou a voz de Grover se aproximando, meio satirizada.

- Falta de arrancar suas bolas! – respondeu Hermione grosseira.

- Ora, desculpa, senhora Granger, não sabia que estava tão irritada assim. Se estiver de TPM é só dizer...

- Juro que se terminar a frase vai ter que pagar um tratamento dentário – respondeu ela grosseira – Eu estou mesmo irritada.

- Ok, ok. Não vou cutucar a onça com a vara curta – ele deu um sorrisinho e acenou – Bom dia para vocês também.

- Bom dia! – respondeu Annabeth seca, vendo-o subir as escadas, todo animado – Sabe, Hermione, não precisa descontar a sua raiva em outras pessoas

- É que eu estou mesmo de TPM, Anna.

- Ah, ok, justificável – Annabeth jogou os cabelos para trás – Mas aposto que não é só isso. O Rony está envolvido?

Hermione deu um suspiro e olhou para a amiga enquanto subiam os degraus em direção ao pátio principal.

- Você já me conhece como se eu realmente fosse a sua irmã, não é mesmo? – ela deu um sorrisinho de lado.

Annabeth fez que sim com a cabeça, passou o braço em volta do ombro da amiga e as duas caminharam juntas, abraçadas, quietas. Elas estavam passando por momentos ruins, era difícil estarem passando por isso mas as pessoas em volta não tinham culpa e muito menos obrigação de adivinhar todo o motivo daquele mau-humor acumulado das duas.

- E você? Por que está triste, Anna? – perguntou Hermione enquanto elas se dividiram nos armários para cada uma guardar os seus respectivos materiais.

- Eu... – ela baixou os olhos ao fechar o armário e trancar o cadeado com um clique – Eu li um e-mail do Harry dizendo que foi embora por minha causa. Não sei como lidar com essas coisas, eu me sinto mal comigo mesma em saber que uma pessoa deixou a vida dela aqui por minha culpa!

Hermione passou o zíper nas costas e a olhou com solidariedade, também entendia o que Annabeth estava sentindo por causa de Vítor. Apenas para consolo, respondeu.

- Você não teve culpa, ninguém teve, ele podia ter superado você de outras formas – Hermione a avaliou com o olhar, parecia bem triste mesmo – Sério, ele tomou as próprias atitudes porque quis. Você não pôde fazer nada. Agora vamos subir que o seu namorado lindo e gostoso deve estar esperando por você.

Sabendo que isso provavelmente era verdade, ela deu um sorrisinho para a amiga e as duas resolveram subir para as salas de aula. Lá estava Percy, conversando com os amigos mas de segundo em segundo com o olhar na porta, isso encantou ainda mais Annabeth. Eles trocaram um sorrisinho tímido (de como quem não estavam se pegando horrores), e ela foi se sentar umas duas carteiras próximas da dele.

- Olá – disse ela beijando-o no rosto na frente dos amigos. Era incrível como toda a tristeza no mundo desaparecia naqueles segundos ao lado dele.

- Oi – disse ele meio atordoado com a sua presença – Então... Vamos dar uma volta antes da aula começar?

Ela assentiu com a cabeça, lado a lado, eles deixaram a sala de aula com os amigos e seus olhares suspeitos para trás. Hermione deu uma risadinha e sacudiu a cabeça enquanto abria o fichário em cima da carteira.

Percy e Annabeth tomaram o corredor da ala Leste que era sempre mais vazio, era um corredor de passagem. Ele pegou em sua mão, encostou-a na parede e a beijou. Passou a mão em seu pescoço, descendo pelos ombros, até que eles tomaram um fôlego e ela pode sussurrar, finalmente.

- Tudo o que é proibido é mais gostoso – e ela deu um sorrisinho no canto dos lábios.

- Então vamos continuar cometendo pecado – e ele a tomou pela cintura, beijando-a várias vezes sem conseguir parar.

18 de março de 2006

Rony estava terminando de arrumar o armário, Hermione parou vendo-o de costas, com o coração batendo contra a garganta como se fosse vomitá-lo a qualquer momento. Ela simplesmente o olhou, com medo, muito medo de ir falar com ele e ser rejeita. No entanto, ela não podia continuar o seu dia-a-dia sem conversar com ele, sem entender o que estava acontecendo.

- Nós precisamos conversar, Rony! – disse ela ao se aproximar.

Ele sequer a olhou, continuou a colocar os livros da mochila para dentro do armário.

- Não tenho nada para conversar com você, Hermione. Acho que tudo já foi dito, não foi? Você gosta do Vítor, seu ex-namorado, você não gosta de mim, não precisa forçar a barra.

- Eu não estava forçando, Rony – disse ela o olhando, ele estava frio.

Então, ele terminou de guardar os livros, fechou o armário, bateu o cadeado e a virou em sua direção, seus olhos estavam distante, ela pode sentir isso.

- Você bem que podia parar de complicar as coisas – disse ela retomando a palavra.

Ele apenas sacudiu a cabeça.

- Não acredito em você, Hermione. Eu perdi toda a confiança em você, é só isso – ele segurou a alça da mochila e continuou a andar em direção à próxima aula.

- Eu... Eu não fiz nada de errado, eu não entendi porque você saiu correndo aquele dia, e as coisas ficaram assim, estranhas entre a gente – disse ela correndo para seguir os passos dele.

Ele se virou na direção dela, parando de andar.

- Você não gosta de mim, Hermione. Eu sinto isso, eu posso sentir e eu não vou permitir que outra garota como você me faça sofrer novamente!

Ele ia andando, Hermione o segurou pelo braço, ele se voltou.

- Eu não sei quem foi a retardada que fez isso com você da última vez. Mas eu não sou nenhuma delas, ok? Eu prometo – ela apenas disse isso, simples. Virou as costas e saiu andando.

Rony observou-a a andar até virar no corredor, com as palavras mexendo sua cabeça, embaralhando os seus pensamentos.

19 de março de 2006

Thalia estava indo embora quando Grover adiantou os passos em sua direção.

- Aqui não, esquisito! – disse ela descendo as escadas e um grande mar de luz do sol cobrindo seus corpos – Estamos na escola e não quero que ninguém saiba que eu esteja dormindo com você.

- Trepando?

- Fazendo amor, retardado! – corrigiu ela irritada.

- Ok, ok, ninguém precisa saber, mas que horas eu vou para sua casa? – perguntou ele a olhando com interesse.

Ela cruzou os braços e o olhou nos olhos, parando de andar.

- Você acha que é tudo fácil assim, não é mesmo?

- E por que não seria? Nós temos brincado quase todos os dias!

- Certo, eu estou cansada de brincar. Vou procurar alguém que me ame de verdade, pelo o que eu sou e não para "brincar" como você acabou de dizer.

- Ah... Não seja boba, Thalia. Eu gosto de você.

Ela apenas piscou para ele e saiu andando. Logo à frente havia um garoto da sala deles, ela cruzou os braços com ele e saiu andando deixando Grover com cara de bobo para trás. Ele ficou irritadíssimo com a atitude dela, até que Bianca se aproximou com um sorrisinho bobo nos lábios.

- Então... Há quanto tempo vocês estão juntos?

- Que? – ele rapidamente começou a coçar a cabeça, com um sorriso tosco no rosto – Nós... Nós não estamos juntos. Nós... Nós somos somente amigos, nada mais do que isso!

- Amigos? – ela ergueu uma das sobrancelhas.

- É, amigos – ele olhou, viu o carro de seus pais do outro lado da rua, esperando por ele – Escuta, preciso ir embora. A gente conversa outro dia – e sem dar abertura para uma nova conversa, ele saiu correndo na direção do carro.

Bianca cruzou os braços e olhou para ele, com um sorriso diabólico no rosto.

- Amizade com bônus? Você e a Thalia acham que eu sou estúpida!

20 de março de 2006

Estavam todas as líderes de torcida do primeiro ano naquela quadra, todas com suas roupinhas grudadas, azuis e seus vestidinhos bem curtos deixando as penas recém-depiladas para fora, fazendo com que qualquer garoto – que fosse heterossexual, claro – se deliciar com aqueles ensaios.

Annabeth, capitã das líderes de torcida, tomava a frente de todas elas.

- Eu pensei em fazer uma coisa mais alternativa do tipo... Abrir a perna, fazer um "L" com os braços para a direita. Logo após juntar as pernas e os braços com um pulinho, estender os braços ao mesmo tempo para frente e fazer um círculo com a mão direita e depois um círculo com a mão esquerda. O que vocês acham?

Os burburinhos começaram a surgir, Thalia sacudiu a cabeça e as amigas dela fizeram o mesmo. Ela estava fazendo aquilo mais por pirraça e vingança do que qualquer outra coisa. Annabeth sabia disso!

- Ridícula, você não tem um pingo de talento como líder de torcida. Nós queremos uma dança mais sexy, sensual, que mostrem nossas calcinhas!

- Mas... Nós usamos um shortinho por baixo.

Thalia e as demais se entreolharam do tipo "novata!".

- Escutem, se eu quisesse fazer uma dança erótica, eu ia procurar um poste para ficar dançando nele e vocês também deviam fazer o mesmo.

- Desculpa, mas não vamos fazer essa dança! – disse a loirinha, amiga de Thalia, cruzando os braços.

- Ok, então você está fora da turma, porque eu sou a Capitã do Time e eu sei o que é melhor para gente, se você não quiser obedecer, já sabe o rumo da saída... – a menina arregalou os olhos ao ver Annabeth alterada.

Ela sacudiu os ombros, fez que estava tudo bem, continuou para de braços cruzados como se não quisesse sair.

- Você não entendeu? Você está fora, agora quem não te quer mais no time sou eu. FORA! – gritou Annabeth apontando para a saída.

A loirinha bufou furiosa, jogou os pompons no chão, saiu aos gritos e berros da quadra, as demais olharam com piedade como se fossem as próximas (ou com medo de serem).

- Alguém mais? – perguntou Annabeth.

Imediatamente o silêncio reinou entre elas, ninguém parecia querer sair da quadra, nem mesmo Thalia que estava pensando em colocar um bilhão de defeitos para cada passo que Annabeth fosse ensinar.

Passado os trinta minutos do primeiro ensaio, Annabeth deixou a quadra exausta, pensou até mesmo em tomar um banho ali no vestiário feminino mas não queria passar muito tempo perto daquelas menininhas nojentas e patricinhas. Resolveu tomar um banho em casa, mais tranqüilo e sossegado, sem muitas fofocas. E ao andar pelos corredores vazios do colégio naquele finalzinho de tarde, ela encontrou com Hermione saindo da biblioteca.

- Então, como foi o treino com as garotas?

- Péssimo, elas começam criticando todos os meus passos, não deram nenhuma sugestão, ficaram apenas mudas e fazendo tudo errado, quando não reclamavam, claro.

- Talvez você seja uma péssima Capitã! – brincou Hermione.

Annabeth a olhou com cara de peixe-morto.

- Ok, ok, brincadeira. Mas é tudo questão de costume, logo-logo elas vão estar obedecendo você, é verdade.

Annabeth deixou escapar um suspiro.

- Espero... Espero de verdade!

23 de março de 2006

- É sempre muito especial estar com você – sussurrou Percy fazendo Annabeth se arrepiar em sua cadeira no cinema.

Eles estavam sentados em poltronas fofas, grandes e vermelhas. O telão iluminava os seus rostos vidrados, ela deu um sorrisinho para ele e deitou a cabeça em seu ombro. Era confortável demais ficar assim com ele, e ele adorava trazê-la para os seus braços, protegê-la e sentir que ela seria somente dele.

- Eu também adoro curtir meus momentos com você! – ela sussurrou deitada, o perfume de seu cabelo exalava, de modo que Percy parecia ainda mais encantado. Era muito bom estar apaixonado e ainda mais sentir isso de volta. Os sentimentos pareciam mil vezes multiplicados quando eles estavam juntos. Era intenso, era verdadeiro, era muito mais do que isso, era real.

- O filme acabou... – sussurrou Percy depois de um tempo em que os nomes começaram a rolar de cima para baixo no telão negro, as luzes se acendendo as poucos e as pessoas já levantando de seus assentos.

- Eu não queria que acabasse nunca – disse Annabeth ainda deitada em seu peitoral – Está confortável assim.

- Podemos nos esconder e fica para a próxima sessão – sugeriu Percy com as sobrancelhas erguidas.

- Não funciona. Eu já tentei isso quando era pequena – e deu um sorriso – Os seguranças revistam tudo!

Eles riram.

- Vamos sair para comer alguma coisa?

- Alguma sugestão? – perguntou ela o olhando.

- Pizza, cachorro-quente, qualquer coisa. Eu quero ficar mais um pouco com você essa noite!

Ela deu um beijo rápido nele.

- Vamos! – e segurou em sua mão, em seguida ficaram em pé para saírem do cinema.

Há três fileiras atrás, Grover olhou para o casal de mãos dadas levantando das poltronas, ele cutucou Thalia mas ela também estava boquiaberta ao vê-los juntos.

- Eu... Eu... Eu não acredito que ele mal terminou comigo e já está com aquela sirigaita!

- Você também está com outro, não está? – perguntou ele referindo a si mesmo.

- Você não conta – disse ela grosseira, levantou-se e saiu, deixando-o sozinho.

- E... Eu sinceramente não sei porquê eu gosto dela – comentou ele sozinho, sentado no cinema vazio.

25 de março de 2006

Atena estava sentada em uma cadeira branca, enorme, muito confortável, em volta de vários quadros de lugares famosos, um tapete de pêlo de urso aos seus pés, encarava um homem vestido de branco, com um sorriso fraternal no rosto, sempre calmo, e com uma prancheta nas mãos para fazer anotações de suas falas.

- E você tem sentido alguma coisa diferente? – perguntou o rapaz de olhos claros, ajeitando os óculos na face. Os seus cabelos grisalhos o deixavam com um ar maduro, sério.

- A minha memória tem falhado, Sr. Gabe. Eu não sei porque mas eu tenho alguns apagões e... Quando eu volto, simplesmente não me lembro do que eu fiz ou de quem eu sou. Será que estou ficando louca? – ela perguntou não só com a voz trêmula, mas as suas mãos também tremiam de nervoso.

- Fica calma, Sra. Chase, isso costuma acontecer bastante com as pessoas que estão passando por um longo período de estresse – ele falava calmamente de modo até mesmo que ela se sentiu mais aliviada, menos doente de alguma forma.

- Isso é comum? Mesmo? – perguntou ainda com uma pontinha de preocupação.

- Claro, claro, não se preocupe. Nós vamos fazer mais algumas sessões de psicologia, vou anotar meus próprios resultados. Mas, então, conforme você havia me dito, você é divorciada, correto?

- Sim – ela se encolheu – Eu... Eu e o meu marido nos separamos há algum tempo. Na verdade, eu o deixei.

- Algum motivo?

Ela tremeu novamente, sentada. O psicólogo anotou alguma coisa em seu papel e a olhou, ainda mais calmo, se possível.

- Não quer falar sobre isso hoje?

- Eu... Eu ainda não superei essa separação – confessou bem baixinho, olhando-o – É como se... Se eu acordasse todos os dias na minha vida e me arrependesse dessa minha decisão.

- E se arrepende? Quero dizer, você está mesmo arrependida?

Atena desviou os olhos para os pés.

- Sra. Chase? – perguntou ele querendo uma resposta direta olhando olho no olho.

Ela ergueu a cabeça.

- Todo santo dia da minha vida!

- E você já conversou isso com ele? – perguntou ele parecendo bastante interessado nessa separação.

- Eu tentei, eu juro que tentei algumas vezes mas o problema é que... Nós ficamos muito tempo sem se ver e agora ele é casado, tem uma família e eu não quero estragar nada disso porque foi uma decisão minha. Tenho que aprender a lidar com essas situações!

- Arrependimento é bom, é sinal de força, sinal de que valeu a pena ao menos – disse o psicólogo a olhando. Atena concordou – Você só precisa encarar isso com naturalidade.

Ela o olhou, encarando-o, preocupada. A respiração começou a ficar pesada. E ela o encarou mais uma vez.

- Então, Atena, você acha que pode seguir em frente sem o seu marido? Consegue mesmo lidar com a situação?

Ela continuou o encarar, em silêncio. Estava em dúvida, mas não parecia estar pensando sobre a pergunta dele. Até que finalmente ela soltou...

- Quem é você? E o que eu estou fazendo aqui? – ela perguntou completamente perdida.

E o psicólogo anotou alguma coisa em sua prancheta.

- Eu não estou ficando louca, estou, doutor? Doutor, por favor...

Ele não respondeu, apenas deu um sorriso meio de lado. Era mesmo preocupante o caso dela.

27 de março de 2006

Música: It Means Nothing – YOUTUBE!

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Rony terminou mais um treino de basquete com o time do seu ano, aposentou a bola em uma das prateleiras que ficavam no quartinho ao fundo da quadra. Ao sair, deparou com uma garota sentada na platéia. Era Hermione com mais alguns livros em seu colo, provavelmente teria pego-os da biblioteca.

- Olá – cumprimentou ele acenando também.

- Oi – disse ela guardando os livros depressa na mochila e se aproximando dele – Belo treino!

- Não percebi que estava me assistindo – comentou meio tímido.

- Já estava acabando quando eu cheguei – confessou ela caminhando ao seu lado – De qualquer forma, achei que pudéssemos sair para conversar um pouco. O que você acha?

- Não sei, não estou muito a fim de falar sobre a gente, Hermione. Aliás, ultimamente eu andei pensando muito em nós durante esse tempo todo e eu cheguei a uma conclusão com tudo o que vem acontecendo.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

- Mesmo? E o que você acha?

- Acho que nós deveríamos ser amigos. Encarar a realidade e seguir em frente com outras pessoas.

Ela pareceu perder o rumo, seus pensamentos fugiram de foco um pouco, ela deu um sorrisinho meio amarelado e concordou com a cabeça falsamente.

- Ah... Ah, claro, como não. Também acho, vai ser a melhor solução para nós dois!

Rony assentiu.

- Eu até te abraçaria agora se não tivesse tão suado.

Ela sorriu e fez um gesto que não tinha muita importância.

- Eu vou indo, preciso estudar – e apontou para os livros na mochila.

- Ok. Fique bem, Hermione – disse ele sussurrando seu nome bem baixinho.

Ela fez que sim com a cabeça, em seguida, virou as costas e saiu andando. E o seu coração implorando por alguém como se nunca tivesse implorado por qualquer outra pessoa antes.

Estava acabado. Definitivamente acabado o relacionamento entre os dois.

E... Para sempre!

28 de março de 2009

- Eu sei que você e a Annabeth estão juntos! – disse Thalia sussurrando na quadra escura e vazia daquela noite em Manhattan.

Percy, distraiu-se, por fim, acabou errando a cesta de basquete ao arremessar a bola que ficou quicando na quadra.

- O que? Você... Você está louca?

- Não precisa esconder isso de mim. Eu vi vocês dois no cinema se beijando – disse ela se aproximando.

- É... – ele coçou a nuca enquanto se aproximava de Thalia – Não posso negar, nós estamos juntos sim. Mas, por favor, Thalia, não comente isso com ninguém. Eu imploro... Nós estamos tentando manter isso em segredo e tentar envolver o menor número de pessoas possível.

- Não, tudo bem – ela fez um gesto banal com as mãos – Tudo bem para mim. Eu desejo toda a felicidade do mundo para vocês, afinal de contas, nós ainda somos amigos, certo?

Ele fez que sim com a cabeça. Ela sorriu de volta.

- Vem cá, garoto. Me dá um abraço! – e ela estendeu os braços em sua direção, apertando-o com força contra o seu corpo. Sentiu saudades de quando namoravam.

28 de março de 2009

Annabeth estava estudando na cama, com os cabelos molhados após o banho, e viu o seu e-mail piscar, provavelmente enviado por alguém. Ela largou o livro de lado e foi ver de quem era.

Era Harry. Do outro lado do mundo do planeta, provavelmente tentando dizer alguma coisa que magoasse os seus sentimentos, que a fizesse chorar novamente e que lembrasse o quanto era culpada por ele ter partido de Nova York.

Era melhor não ler. Ela simplesmente deletou-o, como estava tentando fazer com as suas lembranças também. Embora o tempo todo elas ficassem voltando em sua cabeça.

Ela resolveu dar uma respirada no ar lá fora, olhou pela janela e viu seu namorado, Percy, fortemente abraçado com Thalia.

E seu estômago revirou de uma forma não muito boa. Annabeth sacudiu a cabeça, seus pensamentos saltaram para longe, então ela viu que não passara de uma ilusão, Percy estava sozinho na quadra. Ela estivera pensando em coisas bobas.

Abaixou a cabeça, sentindo-se culpada, pegou o presente em cima da escrivaninha e foi em direção ao quarto de sua mãe. Olhou no relógio antes de bater na porta, era mesmo 12:01 da noite. Ela bateu novamente, insistente e empolgada para entregar o presente.

- Mãe? – ela resolveu abrir a porta, impaciente – Parabéns para você...

Atena estava sentada na cama, de costas para a porta, chorando. Ficou em pé com um sobressalto e encarou Annabeth, a filha ficou pasma, branca, ao ver a mãe daquela forma.

A filha ficou em estado de choque ao ver a situação, o presente escorregou de suas mãos trêmulas, e ela encarou a sua mãe com o rosto inchado de tanto chorar.

- O que...

- Eu não sei quem é você. Eu não faço idéia de quem seja mas acho bom sair do meu apartamento antes que eu chame a polícia!

- Mãe... – disse Annabeth assustada, chocada com as palavras dela – Eu sou a sua filha!

- Hermione? Hermione Granger? – perguntou Atena.

Annabeth ficou ainda mais branca. Ela não era mesmo capaz de se lembrar da própria filha mas conseguia se lembrar de Hermione.

29 de março de 2009

Era tarde da noite, Thalia batia insistentemente na porta da casa de alguém. Até que finamente a porta foi aberta e ela se atirou nos braços dele, beijando-o sem que ele pudesse dizer nada antes.

Assim que ela o soltou, ele pode finalmente dizer.

- Thalia, o que você está fazendo aqui? – era a voz de Grover.

- Eu... Eu quero ficar com você, Grover. Para sempre! – e colocando a mão em seu rosto, ela o beijou novamente.

29 de março de 2009

- Está sozinha? – perguntou um garoto alto, forte, de olhos claros, aproximando-se de Hermione, vendo-a sozinha, sentada na bancada de um bar, tomando um copo de whisky.

- Sim, estou.

- Precisa de companhia? – perguntou ele a olhando.

Ela fez que sim com a cabeça.

Continua...

Nota de Autor: Um trilhão de desculpas para sempre, galera. Mesmo, mesmo, mesmo. Eu falhei com vocês, eu atrasei muito mas foi por conta de toda essa carga horária que tem ocorrido na minha vida. Trabalho demais no escritório e muito estudo na faculdade, mas em breve eu estarei de férias e vou poder escrever mais e postar com mais freqüências. Desculpa mesmo, mas então... Voltando à história. O que estão achando? Estão gostando? Mesmo? Mesmo? Mesmo?

Nota do Autor (dois): A notícia boa é que eu escrevi a Season Finale da primeira temporada... E posso dizer com todas as palavras: ESTÁ PERFEITA! Vocês vão adorar e vão roer as unhas – MESMO – para saber o que vai acontecer na próxima temporada, e pelo número de reviews, tudo indica que teremos uma Segunda Temporada, óbvio! Agradeço demais todas as reviews (leio TODASSSSSSSS como sempre!), para sempre. Beijos e bom feriado!

Respondendo as perguntas:

- O Harry foi embora só por causa da Annabeth mesmo? (By Bigaiski)

R) Sim, só por causa dela mesmo. Ele se apaixonou por ela, entregou-se de corpo e alma e quando viu... Foi abandonado, ela nem deu muita importância. Então, ele resolveu voltar para terra dele Londres! Beijos!

- Quem vai interferir na relação Thalia e Grover? (By Karol)

R) Correto, você acertou. Uma dessas pessoas é o Luke. A outra... Bom, veremos, o Grover conquistará o coração dessa pessoa aos poucos. Hehehe, os bafões estão chegando. Beijos!

- O Percy não vai virar gay, né? (ElisaPercabeth)

R) Risosssss, não, não, fica tranqüila. Ele é definitivamente hétero na história. O gay fica para outra pessoa... Aliás, essa pessoa que é gay tem algum tipo de relação com o Percy (ou é parente, ou amigo, ou namorada, ou ex-ficante), sei lá, hauhauhauha. Fica a dúvida no ar, beijo!

- Quem vai ficar grávida? (By Ghata Granger)

R) Ahhh, Ghata, não posso te falar, perderia toda a graça da história. Mas eu prometo que você vai descobrir até o final dessa temporada. E você vai ficar em estado de choque, HAUHAUHAUHUAHA. Adoorooo ver os leitores assim. Mega beijos!

"Você é o Deus das Histórias" (by Luiza)

R) Obrigado mesmo Luiza, mas nem sou tudo isso. De qualquer forma, agradeço muito... E acredite, contei para todo mundo na faculdade que você me chamou de Deus das Histórias, hehehe. Beijos!

A Annabeth e o Percy vão se apaixonar um pelo outro? (By Annie Chase e Nandinha)

R) Aos poucos, cada vez mais... Eles estão gostando um do outro, eles não se desgrudam mais. No próximo capítulo temos alguém comprando alianças, hehehehehe! Beijos, espero que goste!

A Thalia vai estragar o namoro Percy/Anna? (By Cah Braga).

R) Vai. Mas vai demorar, por enquanto ela terá os próprios problemas com o Grover e isso vai afastar um pouco os pensamentos de Percy, mas... Ela voltará a gostar dele no final da temporada e vai ferrar com tudo. Prepare o coração para chorar, hauhauhauha, beijos e não joga tijolo em mim não, pleaseee!

"É muita sensibilidade para o homem, achei que você fosse uma garota" (By IP S.)

R) HAUHAUHUAHA, normal, eu me baseio em seriados tipo One Tree Hill, OC, Friends, Smallville, também acho que os caras são super sensíveis, mas por trás de 1 único diretor, acredito que tenham várias roteiristas mulheres também, por isso eu acabo absorvendo tudo de uma vez. De qualquer forma, agradeço o comentário.

Rony é o gay? Os garotos também bebem e falam mal da vida dos outros? (By A. Anthony)

R) Talvez seja. Hahauhuauhauha, sim garotos bebem e fofocam, se você estudasse na minha faculdade ia descobrir que o pessoal se interessa MUITOOOO pela vida sexual alheia, muito mesmo, fora do sério, hauhauhauuhaha!

Tem alguma chance de o Vitor e a Thalia ficarem juntos? (By MelissaJackson)

R) Para ser sincero, Melissa, eu até gostaria de mesclar os personagens mas achei melhor não fazer isso com medo de virar mais uma fanfic de Harry Potter do que Percy Jackson, por isso estou eliminando todos os personagens POSSIVEIS de Harry Potter da história, inclusive o próprio Harry. E o próximo a vazar é o Rony, HAUHAHAHAUHAU! Só a Hermione que vai ficar... Prometo! Beijos, continue mandando reviews!

PRÓXIMO CAPÍTULO:

- Eu estou gostando de alguém, cara... – desabafou Grover com Percy, queria muito contar a verdade, contar que estava saindo com Thalia mas tinha receito já que era a ex-namorada de seu melhor amigo.

- Sério, fico feliz em saber. Grover nunca se apaixona por ninguém – brincou Percy o cutucando com o cotovelo – Fala. Quem é a sortuda?

Grover piscou firme.

Voz de Annabeth: Tudo está de ponta cabeça...

Hermione está beijando alguém.

Vemos um par de alianças reluzentes.

Atena está ligando para alguém.

- Eu preciso de ajuda!