Capítulo 09 –

Amor do passado.

16 de abril de 2006.

Voz de Annabeth: "Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito não tape os ouvidos e a boca, pois metade de mim é o que eu grito mas a outra metade é silêncio."

Annabeth acordou com o próprio suspiro, ainda estava deitada na cama, devia ser bem tarde porque o sol batia na janela e era possível ver alguns raios de luzes penetrando pelos espaços escuros em seu quarto. Foi, então, que ela percebeu o que a incomodava a continuar sonhando era o barulho das panelas na cozinha. O que era bem estranho, Atena quase nunca cozinhava, e também porque não era muito boa no fogão, no entanto, não conseguia negar que era bastante familiar esse barulho. E apesar de estar atrapalhando, ela sentiu-se mais familiarizada com o ambiente.

O coração acelerou, continuou a encarar o teto, pensativa. Era mesmo possível? Chutou as cobertas para o mais longe possível de seus pés e saltou da cama, correu pelos corredores seguindo o barulho das panelas e não teve dúvidas ao chegar na cozinha. O homem alto, olhos claros, dono de toda a barulheira, era ele: o seu super-homem, nomeado como Frederick Chase.

- Pai! – gritou ela animada correndo e o abraçando com muita força, era estranhamente gostoso estar de volta em seus braços, protegida, sentindo o perfume que a fazia se sentir mais calma todas as noites antes de dormir – O que bons ventos o trazem aqui para Nova York?

Foi então, com um sorriso abobalhado, que o pai olhou para o canto da cozinha, trocou um olhar cúmplice e meio misterioso com Atena, que estava comendo tão silenciosamente o seu mingau que só fora notada pela filha nesse instante, e trazendo o olhar de volta para a filha, ele murmurou.

- Eu vim ver como estão as minhas garotas – e a olhou de um jeitinho carinhoso, bagunçando ainda mais o cabelo da garota que vestia um pijama amarelo-mostarda todo amarrotado.

- Vocês podem me dizer o que a banda The Killers está fazendo na cozinha do nosso apartamento essa manhã? – perguntou Hermione parada na porta com o rosto inchado, o cabelo assemelhava um Black Power, parecia visivelmente chateada com a barulheira.

- Estou tentando preparar um café para vocês. Desculpa o barulho matinal, Annabeth acostumou depois de uns quatro anos – sorriu Frederick para Hermione, Annabeth sacudiu os ombros como quem não se importasse mais – E... Quem é você?

- Essa é a Hermione intercambista, está morando com a gente, esse é o meu pai, de Los Angeles – apresentou Annabeth orgulhosa ao lado dele.

Hermione se aproximou, sonolenta, arrastando os pés, estendeu a mão e sorriu.

- Prazer. O senhor daria um belo baterista!

- Obrigado, mas a minha vocação é outra – ele sorriu brincalhão – Aliás, o que vocês querem para o café da manhã?

Hermione puxou uma cadeira, juntou-se à Atena na mesa, parecia meio emburrada por ter sido acordada tão cedo, mas logo desamarraria a cara e encheria a mesa de risadas.

- Me vê um abafador de som no capricho, por favor?

- Está muito malcriadinha para o meu gosto – comentou Annabeth juntando-se a elas também.

- Eu sei, desculpe, Frederick, eu sempre acordo de mau-humor, principalmente quando são... – ela olhou no relógio – Wow, quase dez horas da manhã, o horário que eu supostamente deveria estar no salão de cabelo arrumando essa... Posso chamar isso de juba?

- Black Power soa melhor! – corrigiu Annabeth.

- Percebi de longe o bom humor da garotinha aí – ironizou Frederick enquanto separava os ovos para fazer o café da manhã.

Atena continuava em silêncio, pegou a sua tigela e dirigiu-se quieta até a pia, parou ao lado do marido e pronunciou as primeiras palavras do dia.

- Eu ajudo você a preparar tudo!

- Ótimo – disse ele ao lado dela, os dois começaram a se fechar em uma conversa entre os dois sobre os ingredientes, até que Hermione olhou para Annabeth e murmurou com os lábios sem sair som.

- Eles não estão separados? O que ele está fazendo aqui?

- Não tenho idéia! – respondeu bem baixinho Annabeth mordendo um pedaço de pão.

Atena percebeu que elas estavam cochichando e colocou a mão na cintura, curiosa.

- Algum problema, garotas? – suas sobrancelhas estavam esticadas.

- Sabe, estive perguntando a ela, se... Se... – ia tentando dizer Hermione sem idéia alguma. Chutou Annabeth por baixo da mesa como quem pedia ajuda.

- Ai. Absorventes! – gritou Annabeth com a primeira coisa que veio em mente.

- Quê? – perguntou Atena sem entender nada.

- Hermione perguntou se eu tinha alguns absorventes sobrando. Era só isso! – justificou Annabeth rapidamente.

- Claro, é óbvio que eu perguntaria isso, não é mesmo, Annabeth? – murmurou Hermione cerrando os dentes – Ainda mais com um homem na cozinha!

- Esse homem é o meu pai, e ele é quase uma melhor amiga para mim – justificou Annabeth murchando os ombros e mordendo outro pedaço de pão.

Hermione corou em fúria, principalmente porque o Sr. Federick estava na cozinha no meio da tanta conversa (escancarada e) feminina e ainda por cima tratando-se de assuntos íntimos.

- Destiny is calling me, open up my eager eyes, because I'm Mr. Brightside – cantarolava Frederick enquanto fazia o café da manhã. Hermione trocou um olhar rápido com Annabeth e as duas riram baixinho (essa é a letra da música – The Killers – Mr. Brightside).

17 de abril de 2006.

Golden Love – Midnight Youth

Youtube /watch?v=uxSAzc1gAdg

Rony estava com o pé apoiado na arquibancada, ainda vestido com o uniforme do time de basquete, tinha sido um longo treino durante todo o dia, agora estava terminando de amarrar os sapatos. Quando foi surpreendido por uma voz alta, animada, ele a reconhecera imediatamente, era uma das cheerleaders.

- Hey, Rony, como estão as coisas? Acha mesmo que vai ser convocado para o Campeonato Estadual? – perguntou a loirinha, com os cabelos amarrados para trás em formato de rabo de cavalo, usando as roupas coladas e coloridas de cheerleader.

- Não sei, tudo depende do Percy Jackson, aquele primeiranista que foi eleito o Capitão do Time de Basquete pelo Professor de Educação de Física. Talvez ele chame os amiguinhos dele.

Ela se apoiou do lado dele, como quem não tinha o que fazer, parecia disposta a permanecer o tempo que fosse preciso ao lado dele, conversando. Ao terminar de amarrar os sapatos, ele a olhou, ela parecia ansiosa para alguma coisa, já era bem tarde da noite, não tinham muitos estudantes circulando pelo colégio, as primeiras luzes da noite estavam se acendendo enquanto a lua cheia já brotava no horizonte.

- Está uma noite gostosa para uma caminhada, hã? – comentou ele enquanto caminhava ao lado dele, jogou a sacolinha cheia de coisas em suas costas e sorriu para Phoebe.

- Muito gostosa, podemos andar por aí, conversar, fazer coisas legais – ela deu uma piscadela enquanto eles andavam lado a lado, sorrindo e se entreolhando.

Rony passou os braços em volta da garota, sorrindo abertamente, sem vergonha alguma. Hermione estava de longe, com um dos ombros apoiados no pilar, olhando a cena de longe. Ela sacudiu a cabeça.

Ela sacudiu a cabeça mais duas vezes, e afastou os seus pensamentos para longe, abriu os olhos, e estava tudo claro, sentada na cantina, era a manhã do dia seguinte, estivera novamente pensando no dia anterior, vendo Rony e Phoebe saindo abraçados da quadra de basquete, como se aquilo fosse resultar além de uma caminhada. No entanto, era um pensamento retórico, Hermione nunca saberia da vida íntima de seu ex-namorado e faria aquela pergunta se tornar real, era se intrometer demais em seus relacionamentos dele. E ela também não podia julgar ninguém, uma vez que estivera saindo com Grover nas últimas semanas, e rolara até mesmo um beijo entre os dois, ela não podia julgar, comentar ou tirar satisfações.

Sozinha, sentada na lanchonete, ela estava divagando com os seus próprios pensamentos enquanto saboreava um suco de laranja que já se encontrava quase no final.

- Um bilhão de dólares pelo os seus pensamentos – disse a voz familiar de Rony em suas costas. Sorrindo, ele puxou uma cadeira e se sentou ao seu lado, sem nem ao menos questionar.

Após vê-lo, ela tentou manter os filhos fixos no fundo do copo enquanto brincava com o canudo. Ele ainda ao seu lado, olhando-a de perfil, tentou puxar conversa.

- Escuta, eu sei que estamos afastados depois que terminamos o namoro, mas sinceramente não foi tão grave a ponto de ficarmos brigados, sem nos falarmos como no passado, não é mesmo? – perguntou ele todo carinhoso – Costumávamos ser grandes amigos antes disso tudo acontecer, quero dizer, eu, você, Harry, Annabeth.

- Harry e Annabeth não ficaram amigos depois de terem rompido – completou Hermione um pouco emburrada.

- Não precisamos nos basear neles – disse Rony a olhando – Eu quero mesmo ser seu amigo e vou lutar por isso. E se quer saber a verdade, eu ainda sinto alguma coisa por você, mas vou lutar para isso não acontecer, para que as coisas não continuem estranhas entre a gente.

- Está perdendo tempo – disse Hermione ao se levantar, deixou o copo na mesa, passou a mochila nas costas e saiu andando. Rony levantou-se atrás dela.

- Eu não...

Ela virou-se em sua direção, ele parou de andar ficando frente a frente com ela, ela o olhou, mas ele não sabia distinguir se era alguma espécie de raiva ou nojo que predominava nesse contato.

- Eu estou ficando com outro carinha e eu não quero que ele me veja assim, conversando aqui com você, ok? Então, se puder não falar comigo outra vez, eu agradeceria – disse grosseiramente e deu as costas para ele, outra vez.

- Eu só queria ser o seu amigo – disse ele ainda atrás – Pense nisso! – e começou a andar depressa, passando por ela se molhar em seus olhos, deixando-a para trás em suas costas, invertendo os papéis.

Ela ficou para trás, paralisada.

Voz de Annabeth: "Que a música que eu ouço ao longe seja linda ainda que triste e a mulher que eu amo seja para sempre amada mesmo que distante. Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade!"

- Fim da Música Golden Love -

20 de abril de 2006.

- Nós precisamos conversar – disse Thalia pousando a bolsa em cima da carteira de Grover.

- Aqui? Na frente de todo mundo? Na frente do seu "precioso ex-namorado" Percy Jackson? Acho que ele não vai gostar muito – disse Grover com um certo grau de ironia na voz.

- Amigos também conversam, ridículo! – resmungou Thalia como quem ainda o tratava como um cachorro.

- Exatamente, se está vindo conversar com um ridículo, é porque não conseguiu fazer sexo ontem à noite e está desesperadamente procurando por isso. E sinto muito, mas estou ocupado – e continuou a ler as páginas dos livros que estavam em suas mãos.

- Lendo? Poupe-me, de cérebro você infelizmente só utiliza meio porcento! – zombou ela rindo para trás.

- Ainda bem que eu tenho um, diferente de você – respondeu ao mesmo nível.

Ela o fuzilou com o olhar, dobrou as mãos como quem fosse estralar um tapa no meio da cara dele, Bianca de longe se aproximou.

- Oi gatão! – ela piscou para ele.

- Oi – respondeu Grover desfazendo a cara emburrada e dando um sorriso de orelha a orelha a ela. Ela passou e foi se sentar logo atrás – Acho que chegou a sua vez de passar, Thalia. Não quero você na minha frente outra vez.

- Argh! – bufou ela cuspindo fogo de ódio, saiu batendo o pé e foi se sentar ao fundo, com uma galera aleatória. Grover desceu os olhos para o livro, tentando se concentrar – Eu te odeio, Grover. Eu te odeio – saiu repetindo.

Ele precisava mesmo focar em outra coisa que o fizesse esquecer Thalia. E essa coisa, ou melhor, essa pessoa, estava sentada há três carteiras para o lado e mais duas para frente, com o rosto por cima do ombro, e o seu nome era Hermione Jane Granger.

- Eu também te odeio, Thalia! – respondeu baixinho enquanto lia, sem notar Hermione à frente.

Voz de Annabeth: "Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem mesmo repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que eu calo!".

22 de abril de 2006.

- Halo – Byoncé –

Youtube: /watch?v=YfRUz_2xx88

Atena deixou a bolsa em cima do aparador da sala, ao chegar, seu ex-marido estava esparramado no sofá da sala de visita, com o rosto escondido por trás do jornal matinal, ele apareceu por cima, com seu rosto angelical, ao abaixar os papéis e pareceu surpreso ao vê-la ali, parada, olhando como se o jornal fosse transparente.

- Então? Como foi a primeira sessão com o psicólogo? – perguntou preocupado com a ex-esposa.

- Foi... Foi... – ela parou pensativa, com o olhar perdido, como se ela também estivesse assim – Foi diferente – ela se aproximou enquanto ele atirava o jornal para o lado e prestava atenção em suas palavras – Ele foi me perguntando várias coisas, foi me guiando alguns caminhos, deu-me várias dicas de como enfrentar os problemas mas eu confesso que fiquei tímida, e espero que eu vá me abrindo aos poucos.

- Com certeza, as coisas vão melhorar, Atena – disse Frederick sorrindo para ela. Ela sentou ao seu lado no sofá bege, com o olhar perdido para as próprias mãos.

Silêncio. Frederick passou a mão pelos cabelos sedosos de Atena, ela virou o rosto para ele, sorrindo, com o coração batendo forte no peito, forte o bastante e com medo de que ele escutasse as batidas, corou levemente na ponta das bochechas.

- Promete? – perguntou ela baixinho.

Ele a olhava no fundo dos olhos, penetrante.

- O que você quiser – respondeu ele baixinho também, romântico.

- Promete que tudo vai ficar bem? E que eu vou me recuperar de todo esse pesadelo que eu estou passando? De toda essa depressão sem fim? – os seus olhos marejaram em lágrimas.

Frederick a abraçou com força, Atena apoiou a cabeça no peitoral do homem como há anos não fazia, ele passou os braços em volta dela, protegendo-a.

- Tudo vai ficar bem, Atena. Eu prometo, eu sempre estarei aqui por você! – ele murmurou baixinho enquanto baixava os cabelos sobre a testa dela – Estamos juntos nisso.

- É bom ter você de volta na minha vida, Fred – murmurou ela entre as lágrimas.

- É bom me sentir de volta! – respondeu ele ainda abraçando-a.

Atena desabou a chorar em seus braços, bem baixinho, vergonhosa e com medo de voltar a ter pesadelos, a sonhar com coisas horríveis, ali, pelo menos ela estava confortável, bem, segura, saudável.

Voz de Annabeth: "Que não seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais porque metade de mim é abrigo mas a outra metade é cansaço!"

Annabeth havia acabado de chegar da escola, em silêncio, ela se aproximou e viu os pais abraçados na sala, como não imaginava há anos. Ficou estática, sentiu o coração desembestar de felicidade, era muito bom vê-los assim novamente, reunidos, juntos, nem que fossem como amigos, mas ao que parecia, aquilo era mais do que ser amigos.

Na ponta do pé, Annabeth, sorrindo muito, virou as costas e foi para o quarto, sem passar por percebida na sala de visitas.

"É só uma questão de tempo" pensou Annabeth sabendo exatamente como era estar apaixonada e ser correspondida. Sentia o mesmo por Percy e tinha certeza de que era recíproco.

- Fim da música Halo – Byoncé -

26 de abril de 2006.

Ultimamente ela estava assim, pensativa, reparando muito mais ao seu redor do que a sua própria vida. Hermione estava assim desde que vira Rony andar pelos corredores com as garotas mais populares do colégio, isso tudo porque ele também estava se tornando popular.

Ela não podia deixar de confessar, sentira ciúmes no começo, e não era pouco. Era muito, muito mesmo. Só que ela vinha convivendo com isso tão naturalmente pelos corredores do colégio, vendo as garotas disputando pela atenção dela, e com isso, ela percebeu que estava se acostumando.

Não somente acostumando, mas ela também estava seguindo em frente, vinha trocando olhares com Grover, seu amigo de sala de aula, e o que encontrou uma certa noite caindo de tão bêbado que estava. Ela o levou para o apartamento, embaixo do nariz da proprietária e da filha dela, e cuidou dele com um bom banho, cama e comida. E no dia seguinte, misteriosamente ele desaparecera da cama, não deixara nenhum bilhete, nem mesmo agradecera e sempre que cruzava com Hermione nos corredores, olhava-a, mas de alguma forma, acabava desviando esse olhar para outros lugares. Era como se nada tivesse acontecido, mas ele não podia mentir, o seu olhar denunciava que ela sabia, e sabia muito bem o que acontecera, mas por algum motivo, ele não queria comentar sobre isso nunca mais. Ela respeitava a atitude dele, só que não desejava que as coisas fossem assim. Por ela, queria sentar, conversar, resolver tudo e quem sabe ir adiante com suas vidas como amigos ou qualquer outro relacionamento.

Inúmeras as vezes em que passou ela cabeça dela ir atrás de Grover, conversar, mas não sabia como seria a sua reação. E se ele estourasse como fez com Thalia? E se ele... Denunciasse a todos que tinham se beijado e que acabou dormindo no apartamento de Annabeth (que ainda não sabia de nada, e não precisava, para ser sincero)? E se tudo isso acontecesse?

E o medo a correu por dentro, porque tudo deveria continuar como estava. Assim, ninguém sem ninguém. Mas, talvez, e se Grover nunca tivera interesse por algum ela? E se ela fosse tão chata a ponto de ninguém a querer mais? E se Rony era a sua cara metade e ela o deixou escapar de sua vida?

Medo. Insegurança. Era exatamente assim que ela se sentia ao ver os pensamentos rodando em sua cabeça. Só que não podia negar, que no meio de tanta briga, tantos sentimentos, um deles que ela tinha certeza, era de que não nutria mais nada por Rony. Nem mesmo esperanças, principalmente agora que estava de braços dados com duas garotas ao mesmo tempo – e por dia.

E ela o viu, Rony, pela primeira vez na semana estava sozinho, sem ninguém embaixo do braço, resolveu se aproximar, ainda receosa.

- Olá – disse sorridente – É estranho ver você sem nenhuma loira embaixo do sovaco, mas, aproveitando o tempo você está aqui, sem ninguém, gostaria de pedir desculpas pelas minhas atitudes ultimamente e toda a minha grosseria.

- Nenhum problema – respondeu ele sorrindo, animado – Fico feliz que tenha reconhecido os seus próprios erros.

Ela assentiu como se reconhecesse mesmo.

- Um abraço? – pediu ela sorrindo estendendo os braços.

- Claro – e se abraçaram, ele aproveitou para sussurrar no ouvido dela – Sabe, você tinha razão aquela hora em dizer que logo eu teria uma loira embaixo do meu sovaco.

Ela começou a rir e se afastou.

- Bobo! – brincou dando um tapinha em seu braço – Nós podemos ser amigos, eu pensei muito nisso como você pediu que eu fizesse – respondeu ela baixinho.

Ele continuou a sorrir, piscou para ela, charmoso.

- É, então acho que acabou, acabou mesmo o nosso namoro. É bom saber que esse laço se rompeu – disse ele a olhando – E que podemos ser amigos.

Ela fez que sim com a cabeça.

- Bom, vejo você por aí, certo?

- Ótimo, amiga – concordou ele sorrindo.

Ela acenou, virou as costas e saiu andando. Rony ficou para trás, encarando-a, com um enorme peso no peito, sentindo que realmente acabara.

Voz de Annabeth: "Que essa vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão."

30 de abril de 2006.

Lady Gaga – Bad Romance

Youtube /watch?v=CAoi_-_EVio

Grover conversava com Percy amigavelmente mesmo que o outro estivesse na sua frente pulando de um lado para o outro tentando roubar a bola de basquete de suas mãos. Eles estavam na quadra, treinando, correndo para lá e para cá pensando no final do Campeonato Estadual.

- E... Vocês ficaram? Ficaram? Ficaram? – perguntou Percy ofegando ao mesmo tempo que suava com um porco fedido.

- Sim, beijamos, que eu me lembre foi só uma vez, mas de qualquer forma, eu gostaria de poder sair com ela outra vez.

- Ela é a Hermione – Grover marcou a cesta, Percy foi buscar a bola – Ela nunca ficaria com você. Quero dizer, ela é bonita, inteligente, não muito popular mas... É, bem, ela nunca ficaria mesmo com você. Acho melhor esquecer – Percy jogou a bola para Grover, ele pegou a voltou a batê-la contra o chão.

Percy foi tentar roubar a bola novamente.

- A não ser que... – ele ficou parado, Grover passou por ele, marcou outra cesta – Que vocês marquem um encontro – seu rosto parecia sugerir alguma coisa a mais.

- Está louco? Eu nunca a chamaria para sair. É bem provável que eu tome um fora na frente de todo mundo – disse ele a olhando como se fosse loucura.

- Bom, não custar tentar.

- Não... Um encontro é algo anormal para mim. Ela nunca sairia comigo!

30 de abril 2010.

- Ele nunca sairia comigo! – resmungou Hermione enquanto conversava com Annabeth entre as prateleiras da biblioteca, as duas conversavam bem baixinho.

- Por que não? Você é bonita, inteligente. Lógico que ele sairia.

Hermione sacudiu a cabeça de um lado para o outro, incrédula. Grover nunca toparia sair com ela, ele a evitava olhar toda vez que se cruzavam nos corredores.

- Eu tenho uma idéia, mas seria um pouco tradicional – brincou Annabeth rindo ao olhar para a amiga – Aliás, eu super acho que o Percy toparia fazer uma saidinha básica a quatro!

- Quê? Você está pensando em suruba? Não sou disso não...

- Não, na verdade, estive pensando em um encontro!

- O QUE? UM ENCONTRO? – ia dizendo Hermione quase aos berros como se fosse pior do que uma suruba, a bibliotecária olhou feio para ela, logo ela mudou o tom de voz o mais rápido possível – Em... Fazer um encontro?

- Jantarzinho básico, como eu disse, bem tradicional – disse Annabeth sorridente com a nova idéia – Ou... – ela revirou os olhinhos pensativa – Tive uma idéia melhor.

- Annabeth, eu não... Chega!

- Você vai gostar! – disse Annabeth sorridente, a sua expressão demonstrava que era algo mais "misterioso" do que o normal. E isso preocupava Hermione de verdade – É algo bem básico. Você vai se sentir mega à vontade, você vai ver.

- Pausa na música da Lady Gaga –

- Annabeth, não... – Hermione arregalou os olhos assustada.

- Não? O que? – perguntou ela se fazendo de inocente – Você vai gostar.

- Eu juro... Eu juro que vou esfolar sua cara viva no asfalto de você...

- Não se preocupe. Como eu disse, vai ser só um cineminha. Bem básico! – disse com uma cara de safada, Annabeth.

- Volta a tocar a música de Lady Gaga, mais alta –

01 de maio de 2006.

As luzes coloridas se moviam de um lado para o outro, as pessoas estavam dançando agitadas, bebendo, jogando os braços de um lado para o outro. Grover estava de braços cruzados, emburrado, de boca fechada. Hermione também estava na mesma posição, olhando para ele. Os dois pareciam estar em um velório, ao invés de estarem na balada. Ela aproveitava para lixar as próprias unhas, de vez em quando parava para apreciar o trabalho. Sim, isso no meio da balada.

Percy e Annabeth estavam dançando, olhavam de canto de olho para o lado para ver como o "encontro" dos dois estavam indo.

- Eles parecem estar se divertindo à beça – sussurrou Annabeth sem um pingo de bom-senso. Até mesmo uma estátua dançaria mais do que a própria Hermione na pista de dança.

- Acho que eles estão um pouco tímidos até demais para um primeiro encontro – sussurrou Percy vendo Grover com os olhos para cima, contando os fios de cabelo de sua franja.

- Será que estragamos todo o romantismo dos dois? – perguntou Annabeth parando de dançar e preocupada com os amigos – Eles não me parecem almas gêmeas, conforme eu achava que fosse.

- É, talvez tenhamos estragado um pouco. Vamos consertar isso – disse Percy segurando na mão de Annabeth e a trazendo para mais perto dos dois – Então, estão gostando? Eu estou adorando o ambiente, estão gostando da música?

- De viadinho! – comentou Grover emburrado – Por acaso, você tem certeza de que é hétero, Percy?

- Pelo menos não sou eu quem está rejeitando uma mulher essa noite! – devolveu ele deixando o amigo roxo de vergonha. Hermione também corou de leve e guardou a lixa na bolsa.

- Um cineminha? Um cineminha? Quando posso esfregar a sua cara no asfalto? – perguntou Hermione cerrando os dentes e puxando Annabeth pelo cotovelo para longe dos garotos, ela foi praticamente arrastada aos tropeços – O que você fez comigo essa noite? Você estragou tudo.

- Estraguei nada! Você que é muito molenga! – brincou Annabeth mas a amiga ao seu lado não parecia estar achando um pingo de graça – Escuta, eu vou arrumar isso, ok? Vai dar tudo certo!

- Espero que seja rápido mesmo ou a sua cara estará comprometida, melhor dizendo, coitado do asfalto!

- Ok, ok, agora desgrude esses braços do corpo, dê um sorriso e rebole até o chão – disse Annabeth a puxando de volta para a rodinha dos dois garotos, elas se aproximaram sorrindo e seja lá qual conselho Grover tinha recebido, também estava mais animado e prestes a ser colocado em prática.

Percy segurou a mão de Annabeth e sussurrou em seu ouvido.

- Vai dar certo, vamos dar uma volta.

Anna piscou para Hermione antes de sair, e animada, acenou para a amiga.

- Te vejo depois.

Ao sair, escutou um:

- Você vem sempre aqui? – vindo de Grover, tímido.

Annabeth olhou para Percy, piscando.

- Se eu tiver minha cara deformada no asfalto, você ainda vai me amar?

- Fim da Música: Bad Romance -

02 de maio de 2006.

- E a gente foi embora dez segundos depois – finalizou Hermione sentada na cama de Annabeth na noite do dia seguinte.

- Eu... Eu sinto muito pela noite, amiga. Não era o que eu tinha em mente, sério mesmo – disse Annabeth ainda com meio corpo coberto pelo edredom.

- Eu ainda acho que ele esteja ligado de alguma forma no passado, com alguma garota – disse Hermione com os ombros caídos, o seu celular começou a vibrar em cima da escrivaninha, ela atendeu imediatamente.

E começou a sorrir. Desligou o telefone, olhou ansiosa para Annabeth.

- Ele... Ele está me esperando lá embaixo!

- Quem?

- Grover! – e saiu correndo para arrumar o cabelo e fazer uma maquiagem rápida.

Voz de Annabeth: "Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é platéia e a outra metade é a canção."

Annabeth sorriu.

- Pensando bem, acho que vou fazer uma surpresinha para o meu namorado também – disse sozinha pulando da cama.

- 02 de maio de 2006 –

Belief – David DeGraw

Youtube: /watch?v=GBZACUxTFLU

Grover estacionou o carro na frente da casa de Thalia, ficou algum tempo contemplando o lugar. Pegou o celular nas mãos, seguro de que ela estaria em casa naquele horário da noite.

- Thalia, eu precisava falar com você. Eu... Eu preciso de uma vez por todas dizer que eu te amo, e que eu não vivo... Sem você – ele estava com os olhos cheios de lágrimas – Por favor, volte para mim.

- Sai daqui, Lucas! – disse ela do outro lado da linha e voltou a colocar o telefone na orelha – O que você dizia mesmo, Grover?

- Er... Aonde você está? – perguntou meio cético.

- No meio de uma balada e você está me atrapalhando – ela riu bem alto do outro lado – Ai, Lucas, assim não, devagar!

Grover continuou ouvindo, incrédulo.

- O que você dizia mesmo, Grover?

- Que... Eu estou desistindo de você! – respondeu e desligou para valer.

Grover acelerou o carro, enquanto dirigia, falava no celular.

- Hermione? Estou chegando na sua casa, será que poderíamos conversar por um minuto?

E parou em frente a um prédio enorme perto do Central Park, esperando por ela.

- 02 de maio de 2006 –

Alguém batia insistentemente na porta.

- Já vou, já vou – disse Percy calçando os chinelos com pressa, girou a chave e abriu a porta. Thalia estava completamente desequilibrada, com os olhos vermelhos.

- Oi? Eh... Percy. Eu... Eu... Estou um... Um, Ic, pouquinho alterada, ic! – ela soluçava, fedia a cigarro e vodca pura – Será que... Você poderia, ic, chamar a polícia para me prender?

- O que está querendo dizer? Por que você está assim?

- Afogando as... As, como chama mesmo? Ah, magoas! – e começou a chorar – Eu... Eu estou apaixonada pelo...

- Por quem? Você está bem?

- Por... – ela o olhou – Desculpa, ic, você não pode saber. Se você souber quem eu estou... Ic, transando, você ficaria bravo.

- Você não está falando coisa com coisa – disse Percy a segurando pela cintura pra que ficasse em pé – Venha, vamos entrar, assim que tiver melhor, eu te levo para casa.

Ele fechou a porta assim que os dois entraram. Ao fundo, Annabeth estava olhando de longe, com os olhos cheios de lágrimas, incrédula com tudo o que estava acontecendo.

Anna amava tanto Percy, seu coração suspirava todos os dias por ele, no entanto, estava trazendo Thalia, sua ex-namorada, para a casa? Era isso mesmo? Ela começou a chorar ali mesmo.

Sabia que mais cedo ou mais tarde, essa palhaçada teria que terminar. E virou as costas, com as lágrimas escorrendo de seu rosto e pingando na calçada.

Voz de Annabeth: "Porque metade de mim é o que eu penso, e a outra metade eu simplesmente não sei mais!".

02 de maio de 2006.

Vemos o rosto de Grover aproximar ao de Hermione.

- Eu sinto muito, eu fui imbecil, eu... Eu devia ter vindo conversar com você sobre aquela noite em que eu fiquei bêbado, você me trouxe para cá, me deu todo um aparato, cuidou de mim. E... Eu agradeço. Obrigado, Hermione!

- Não, tudo bem – disse Hermione o olhando – Eu só não entendi porque você não veio conversar comigo antes, evitou falar comigo pelos corredores e... Está vindo aqui agora.

- Você é uma garota de ouro, Hermione. E eu sinto muito se o retardado do Rony não percebeu isso, mas eu adoraria ter uma chance de sair com você algum dia. Outra vez, porque aquela noite de ontem não contou.

Ela riu.

- Estou aguardando o convite.

Ele sorriu para ela.

- Agora? – ele mostrou o caminho do carro.

- Parece perfeito para mim! – e ela saiu andando ao seu lado em direção ao carro estacionado do outro lado da rua.

02 de maio de 2006.

Podemos enxergar as costas do notebook e o olhar de Rony iluminado pela luz do computador, ele estava concentrado. Aos poucos, vamos girando e vendo o notebook de lado, fininho e o perfil do rosto de Rony.

E antes de terminar o giro, percebemos que Rony está vendo uma foto na tela do notebook, uma foto de Hermione sorrindo, abraçada ao seu lado. Ele parece compenetrado em olhar para ela. Como se ainda sentisse alguma coisa...

- Rony? – gritou a voz de sua namorada ao fundo, aproximando-se.

Ele rapidamente apertou a tecla "deletar" de seu notebook, ele apertou "enter" em seguida também, sem mesmo pensar duas vezes.

- Oi – disse ele ao receber um beijo no rosto. Ela estava usando uma camisa social dele e poucas roupas íntimas por baixo – O que você estava fazendo?

- Deletando algumas coisas da minha vida – e a beijou nos lábios – Vamos, vamos voltar para cama.

Voz de Annabeth: "E que a minha loucura seja perdoada... Sabe por quê?"

- 02 de maio de 2006 –

- Não conseguiu dormir? – perguntou Frederick se aproximando, vendo Atena de roupão azul-bem clarinho na sacada, recebendo um vento fresco no rosto. Ela o olhou assustada.

- Não, todo o tratamento está sendo difícil para mim – ela disse abraçando a si mesma. Ele se aproximou e a envolveu em seus braços grossos, puxando-a para um abraço.

- Eu prometi que tudo ia ficar bem e vai ficar! – ele ia a beijar na testa como sempre fazia, só que ela foi mais rápida e o beijou nos lábios. Somente encostou, foi de leve, seco.

Ela se afastou com os olhos fechados, ele abriu os olhos lentamente.

- O que acabou de...

Ele se aproximou e a beijou novamente, dessa vez com mais vontade e desejo, um desejo que dormia no peito mas que agora rugia como um leão.

Voz de Annabeth: "Porque metade de mim é amor..."

- 02 de maio de 2006 –

Vemos de longe a sombra de Grover virar as costas e deixar Hermione no portão do prédio.

Vemos Grover voltar na direção dela, como quem tivesse chamado por seu nome.

Em seguida, Hermione anda em sua direção e o beija com vontade, ali mesmo, na calçada. E eles se beijam, se beijam e se beijam.

Voz de Annabeth: "E a outra metade também..."

Continua...

Nota do Autor: Que ótimo, os conflitos Percabeth já começaram. Divirtam-se, rs! Então, o poema do capítulo de hoje é do Oswaldo Montenegro, a primeira vez que eu ouviu estava no segundo colegial, meu professor de literatura receitou para sala inteira, eu achei legal, pesquisei na internet e salvei o site nos favoritos (faz muiiiito tempo!).

Nota do Autor: Então, galere, eu espero, de verdade, de verdade, que tenham gostado.

Nota do Autor: Comecei a escrever a 2ª temporada no meu caderno, e adivinhem só? Vai bombar, está cheia de bafões, acho que vai bombar mais do que a 1ª temporada, tenho CERTEZA. Porque tem muito mais baphos e dramas. A Annabeth já está com o contrato GARANTIDO para segunda temporada – porém é a única, até agora, rs!

Bafos da 2ª temporada: Veremos no que Annabeth realmente é boa, suas habilidades, e ela começará a ficar famosa por isso, recebendo até mesmo propostas de equipes do exterior para trabalho. E... Vemos a Hermione ajudando-a o tempo todo. Luke estará ao lado de Annabeth na maioria das cenas da segunda temporada. FICA A DICA!

E OBRIGADO A TODOS pelo Frederick Chase, eu não lembrava mesmooooooooooo. Obrigado! XD.

E parabéns ESPANHA, maravilhosa, mereceu mesme! Parabénssss!

Ingrid, estou te seguindo no meu twitter ( /luisdu ) também, ok? Beijos!

Respondendo as perguntas que fizeram (que também são do bafão ein?):

A história é adaptada ao poema? Ou o poema é adaptado à história? – by Ip. S.

Pergunta interessantíssima, uma das mais bem boladas até hoje. E... O poema é adaptado à história, eu procuro alguma coisa parecida e vou encaixando. Obrigado por perguntar!

Na segunda temporada, a Atena estará curada? – by Nandinha.

Na verdade, eu tenho medo de tudo o que eu fiz com a Atena até hoje, porque ela é a única personagem que sofre horrores na primeira e na segunda temporada inteirinha. Estou mesmo pensando em como superar isso e fazer a Atena ser feliz na – quem sabe, se tiver, uma terceira temporada. Mas eu acho difícil, a Atena não terá muitas temporadas com a gente... Saberemos mais dela na segunda temporada!

Thalia vai correr atrás do Percy? A Hermione vai ficar com o Grover (ou grávida dele)? O Percy/Anna vão ter alguma relação nessa temporada? – by Annie Chase.

Na verdade vai, mas não agora, até o final dessa temporada ela vai dar o bote na hora certa. E a Hermione e o Grover vão ficar juntos por um bom tempo, acho que vou começar a investir nos dois agora. Possivelmente grávida do Grover? Ah... Talvez, talvez, uma possibilidade! E o Percy/Anna, eu tinha programado para eles terem uma relação sexual até no 18º episódio, mas acho que vou ser obrigado a tirar, rsss. Muitos bafões mais para frente! Obrigadão pelas dicas, beijo!

Annabeth grávida do Percy? – by Renata

Rs, tudo é possível, Renata. Rssss!

O estranho que a Hermione beijou no bar tem chances de voltar? – by Karol, by Bigaiski.

Na verdade, não tem muito efeito para história. Eu sinceramente não sei quem ele é, eu só coloquei para Hermione dar uns pegas mesmo, hehehehe! Mas eu vi que muita gente achou que fosse um personagem da história, eu realmente fiquei tentando a colocar o Luke ou o Grover como o "personagem misterioso", beijos.

A Atena irá se recuperar? – By Ghata Granger, by Bigaiski, by Melissa Jackson.

Da depressão? Vai... Agora do romance... Hm, sei não! Hehehehe!

O Frederick vai tentar levar a Annabeth embora? – by Bigaiski.

Nãooo, acho que a probabilidade do Fred ficar em Nova York é maior do que a Annabeth de ir para Los Angeles, hehehehehe. Acho que é bem capaz que a Annabeth queira para Los Angeles depois dessa galinhagem toda do Percy Jackson. Fica a dica! XD

A Hermione ficará interessada no Grover? O Julian/Robert vai aparecer mais nos próximos episódios? – by Melissa Jackson.

Sim, ela ficará interessada no Grover e eles vão se envolver muito daqui para frente. E o Julian/Robert voltarão? Hahahaha, você gostou deles? Não tenho previsão para eles voltarem não, mas se você quiser, eu posso trazê-los de volta...

A Annabeth vai ficar com o Luke? O Luke vai aparecer? O Harry vai voltar? O Percy e a Thalia já fizeram... Hm, você sabe? Se a Annabeth ficar grávida, vai ser do Percy, né?

A Annabeth e o Luke terão um caso sim, não posso mais esconder isso, sinto muito. Eles farão uma peça de teatro Romeu&Julieta e vão se beijar, vão acabar se beijando outras vezes e... Enfim, chega de spoilers. O Luke vai aparecer bastante daqui para frente, mas ele só será importante na próxima temporada, nessa ele vai ser um mero coadjuvante. Na próxima ele será um personagem principal, prometo! Se o Harry vai voltar? Vai, mas só para capítulos especiais, e nada para atrapalhar, só para ser amigo mesmo. Percy/Thalia já... Já e bastante, rsss! E a Annabeth corre o risco de ficar grávida do Percy? Olha, sinceramente, não tenho planos para Annabeth ficar grávida até o final da segunda temporada. E nem na terceira, se tiver, mas... Ela vai ficar grávida algum dia sim, é claro. E pode ser que seja do Percy ou de outro cara, depende com quem ela estiver. Não posso prometer que Percy/Annabeth ficarão juntos para sempre, sinto muito, não posso mesmo... Mas pode ser que fiquem, é uma grande possibilidade! Beijãooo, até a próxima. Espero que tenha gostado!

OBRIGADO A TODAS AS REVIEWS, BEIJOS PARA QUEM É BEIJOS E ABRAÇOS PARA QUEM É ABRAÇOS!

Próximo capítulo:

Tudo o que começa, tem um fim...

- Nós não podemos ficar juntos mais, eu sinto muito... - os seus olhos se enchem de lágrimas.

E... Isso pode trazer conseqüências...

Vemos alguém se atirar de um prédio.

- !

E realmente, tudo o que começa, tem um fim:

O celular de Hermione vibrou, ela leu a mensagem e ficou branca como um papel.

- Alguém tentou suicídio! – ela começou a chorar nos braços de Grover.

YOUR LOVE IS A SONG!

Não percam o próximo capítulo!

PS: Estou pensando em usar o meu Twitter /LUISDU para divulgar spoilers da fanfic, novidades, quando será postado o novo capítulo. Se vocês acharem que é uma boa idéia, adicionei e mandem um recadinho que eu adiciono de volta, ok? Beijos, boa semana E VIVA ESPANHA!