Capítulo 11 –

Perdidos no tempo.

- 14 de maio de 2006 –

Música: Timshel – Mumford e Sons

Youtube: /watch?v=kl-VCHzS1So

Annabeth, Hermione e Grover atravessaram o corredor do hospital desesperados, preocupados, tudo parecia girar em camera lenta, era muito difícil acreditar que Rony tivesse tentando cometer suicídio. Viram médicos atravessando de um lado para o outro, enfermeiras carregando pacientes em cadeiras de rodas, alguns outros na maca cobertos por lençóis tão brancos que quase se confundiam com as paredes.

Evitando se olharem, eles saíram disparados pelos corredores. Aquilo não podia estar acontecendo, não com o melhor amigo deles, não com Rony que sempre fora uma pessoa dinâmica, engraçada, brincalhona. Vários momentos passaram em flashes em suas cabeças, principalmente de Hermione que fora sua namorada por um bom tempo. Eles saíram juntos durante longas semanas.

E lá estava, os parentes dele abraçados na sala de espera, chorando loucamente, abraçados, unidos. Eram todos muito parecidos com eles, ruivos. Eles olharam imediatamente para os adolescentes que se aproximaram, assustados, sabiam que eram amigos do acidentado. Percy estava ali, segurando um café nas mãos, misturado entre os parentes, ficou de pé no mesmo instante, esperou receber um abraço de Annabeth, mas ela friamente mal o encarou.

- Quem... Quem são vocês? – perguntou uma senhora baixinha, ruiva, um pouco acima do peso.

- Sou Hermione. Nós somos amigos do Rony – confessou Hermione em meados às lágrimas – O que está acontecendo? Por que... Por que ele fez isso?

A Sra. Weasley enxugou as lágrimas com as mãos, olhou para Hermione e se aproximou lentamente, encarou-a nos olhos, com uma certa fúria. Ergueu a mão e estralou um tapa no meio da sua cara. E provavelmente deixaria sua marca por alguns dias.

- Você foi o motivo – ela se alterou – SE O MEU FILHO ESTÁ NAQUELA SALA DE CIRURGIA ENTRE A VIDA E A MORTE. A CULPA É SUA! – berrou escandalizando.

Hermione ficou perplexa, assim como o restante da sala, todos estavam boquiabertos. Era óbvio que ela não revidaria nessas circunstâncias, a mãe do rapaz estava alterada por motivos óbvios, o seu filho estava morrendo. Enquanto isso, os filhos mais velhos se prontificaram de ficarem entre Hermione e a Sra. Weasley que foi puxada pelo marido para longe dos amigos de Rony. Uma garota ruiva, estava também muito chocada no sofá, parecia alterada demais para falar qualquer coisa.

Grover colocou as mãos sobre os ombros de Hermione, ela passou a mão no rosto na altura do tapa, sentindo-se violentada, mas não disse nada, nem mesmo gritou, continuou parada, sem mover um músculo.

- Vão dar uma volta – sussurrou Annabeth no canto dos lábios interpretando o olhar assustado de Percy. Grover e Hermione assentiram, abaixaram as cabeças e deixaram a sala de espera, obviamente que depois daquilo tudo, o clima ficou ainda mais pesado, a mulher enterrou a cabeça nos ombros do marido e o namorado de Annabeth se aproximou para conversarem.

- Como está? – perguntou baixinho sabendo que poderia tomar uma patada dela.

- Sem palavras – disse ela de braços cruzados virando o rosto, evitando olhar nos olhos do namorado. Ele a beijou no rosto, esperando que isso fosse quebrar o gelo, no entanto ela deu os ombros e foi se sentar em uma poltrona que só cabia uma pessoa.

Percy ficou ali, parado, com o coração ainda mais arrombado, era muito ruim ter um colega de escola naquele estado, mas infinitamente pior ser ignorado pela própria namorada. Era como se o amor tivesse acabado, como se o desespero batesse na porta. Ele não podia fazer mais nada para salvar aquele relacionamento. Ao que indicava estava tudo acabado, tudo mesmo, e ele não queria e nem podia começar a discutir sobre o seu relacionamento com ela, ali, no hospital, naquele estado, com toda a família do rapaz nervosa, em estado de choque.

- Ele vai se recuperar! – murmurou o Sr. Weasley beijando a testa da sua mulher – Ele vai sair dessa se Deus quiser!

A garotinha ruiva que estava muda até então, começou a chorar, enquanto segurava uma caneca de café com as duas mãos.

Era de dar pena.

Fim da Música Timshel – Mumford e Sons

- 15 de maio de 2006 –

O dia estava nublado e Hermione ficara sem conseguir comer nada até então, estava branca, magricela, os olhos inchados. Encontrava-se encolhida em um banco de madeira do lado de fora do hospital, embaixo de uma árvore. Completamente sozinha com os seus pensamentos, porque era assim que gostaria de ficar o restante de seus dias, mas por mais que gostasse de estar ali, só, não fazia bem para si mesma, os pensamentos maldosos a rondavam, os gritos da Sra. Weasley ecoavam em sua cabeça e ela gritava por desespero, por socorro. Ela não conseguia mais chorar, não podia, as lágrimas estavam secas, o seu coração estava seco. Não havia muito o que fazer.

Grover se aproximou com um copinho de café da Starbucks, uma sacola com algumas coisas dentro. Ela estava trancada demais em suas ideias que sequer prestou atenção no barulho dos passos do rapaz, ele sentou ao lado dela, e mesmo chocada, ela só deu uma olhada para o lado, voltou a ficar com a cabeça para baixo como estava anteriormente.

- Você precisa comer alguma coisa – sussurrou Grover bem baixinho em seu ouvido – Comece pelo café da manhã, você não pode ficar assim. Tem passado as últimas horas se martirizando.

- Eu sinto como se a culpa fosse minha – disse ela com os olhos ainda vermelho de lágrimas, os cabelos meio bagunçados – Eu... Eu sinto isso e dói, não tem como voltar atrás.

Grover a olhava de perfil, segurou em suas mãos com carinho, mas também com medo de se machucar, não que ela fosse dar algum golpe, porém o seu coração poderia se ferir com as palavras. Hermione queria voltar atrás... Por causa de Rony. E mesmo que sua mente gritasse que Rony estava na maca do hospital lutando por mais um dia de vida,

- Não é sua culpa, você sabe disso e não é nada saudável ficar pensando isso, Hermione – disse ele bem baixinho – Não é culpa sua! – enfatizou baixinho.

Ela passou a mão no rosto limpando o canto dos olhos com os dedos.

- Eu preciso estar aqui quando ele acordar – ela murmurou – Ele precisa acordar, Grover. Ele tem que fazê-lo!

Grover assentiu, apertou a mão dela com carinho e colocou o potinho de café em sua frente.

- Tome, pelo menos tome o seu café. Vai se sentir melhor, por favor! – ele insistiu.

Hermione olhou em seus olhos, ela pode ver tristeza, preocupação. Era assim que ele se sentia em relação a ela. Pegou com a mão direita e tentou tomar um gole, no entanto o seu estômago estava fechado e embrulhou ainda mais com o cheiro. Ela devolveu para ele, sacudindo a cabeça.

- Não consigo...

- Esforce-se, por favor!

Ela bebeu outro gole e deitou a cabeça no ombro dele, cansada, com os olhos tão pesados que se fecharam ali mesmo, achou que não conseguisse dormir, mas estava tão cansada que o sono a dominou ali mesmo. Tentando não se movimentar muito para não acordá-la, Grover passou o seu blusão verde em volta das costas de Hermione e desejou que ela descansasse por um bom tempo ali, em seu ombro.

- 15 de maio de 2006 –

Thalia abriu os olhos, estivera sonhando durante muito tempo, era meio esquisito, estava dolorida nas costas, no pescoço. E o mais estranho era que já era dia, o céu estava claro, apesar de nublado. Pensou que tivesse dormido por horas, dias ou meses talvez. Que estranho: estava morta? Credo, não, que horror. Sai para lá, morte!

Sentindo os pés descalços roçarem em um carpete fofo, ela abriu os olhos e viu que estava deitada em seu quarto e imediatamente sua cabeça mergulhou em vários pensamentos, flashes com Luke. Ela estivera ali com ele, beijando-o, até que ele... Ela foi se lembrando lentamente. Ele deu uma bala a ela, porém ela não aceitou, eles se beijaram e ela caiu em um sono profundo ao receber a bala por meio dos lábios dele.

Ela ficou em pé com um sobressalto, correu na direção das gavetas e procurou pelas papeladas, porque sabia que ele estava ali com um único objetivo: pegar as táticas dos jogos de basquete. E a gaveta estava vazia. O coração de Thalia quase parou – se não parou realmente – as táticas que Percy tanto bolava, tanto confiava, passava tudo para Thalia para guardá-las e no entanto tinha dado um jeito de perdê-las. Fracassara, errara. E ia ser punida por isso, da pior forma possível, uma vez que Percy nunca mais olharia em sua cara. Ela precisava, a qualquer custo, recuperar aquelas folhas de volta, aquelas táticas em suas mãos. E ela o faria de tudo para conseguir.

Thalia estava completamente desesperada e perdida. Luke tinha feito com que ela dormisse. Talvez tivesse feito pior. Credo. Que pedófilo safado. Puxou a cintura da calça e da calcinha para verificar se sua vagina ainda estava ali, intacta. Suspirou ao ver que estava tudo bem.

- Espero que eu ainda seja virgem – disse para si mesma. Virgem? Thalia? Até parece...

Quem ela estava querendo enganar?

- 17 de maio de 2006 –

Atena estava sorridente enquanto dirigia a sua enorme picape preta, Annabeth estava ao seu lado desconfiando do motivo, talvez fosse porque seu pai Frederick continuava em Nova York, talvez não fosse. Ela não queria se iludir com a volta dos pais, até mesmo porque sabia que seu pai tinha uma outra família em Los Angeles e ela não queria se intrometer nesses assuntos, porque eles eram complicados demais. E de complicação já bastava sua vida por si só. Porém, por mais que sua vida estivesse desmorronando, ela não ia estragar a felicidade de sua mãe.

Elas pararam no sinal e tocava no rádio uma música da Shakira, ela começou a rebolar, sentada e agitar os braços. Anna a olhou com estranheza.

- Mãe? Você está aí dentro?

- O que foi? – perguntou ela dançando como se estivesse em uma balada e sendo a própria Shakira – Eu danço bem, ué! – disse ela agitando os braços.

- Não, não dança e tem gente buzinando atrás! - Annabeth olhou para o semáforo mas ainda estava fechado, tentou entender porque o carro de trás buzinava tanto. Olhou no retrovisor e era um carro cheio de garotos, rindo da performance de Atena. Eles saíram de trás e pararam do lado do motorista, abaixaram o vidro e uns oito moleques – não sei como estavam sentados no carro, um em cima do outro, quem sabe – enfim, os oito, com exceção do motorista (o que faria sete deles. Quanta confusão com números! Enfim...), colocaram a cabeça para fora.

- Eae gatinha? Quando tá livre? – perguntaram eles rindo, alguns com bonés de lado.

Atena abaixou o vidro, sorridente.

- Eu sou a Shakira – disse em alto e bom som. Eles riram, e pior do que isso, eles perguntaram.

- Você é a Annabeth do colégio? – perguntaram eles – A Espiã de Banheiros?

Ela estava quase roxa de tanta vergonha, afundou-se na poltrona de couro do carro.

- Filha? É esse o seu apelido na escola? Muito bonito... – ela parou olhando de lado, ao menos havia parado de dançar e fazê-la passar vergonha. Agora na escola todos a chamariam de "mini-Shakira" ou qualquer coisa parecida – O que você fica fazendo nos banheiros alheios? Não me diga que...

- Eu... Eu não quero falar sobre isso agora, mãe! – disse ela corada.

O sinal abriu, salva pelo gongo. Atena acelerou, porém ainda precoupada com a filha.

- Filha... Conversa comigo, se abre – ela parou o carro na frente da escola, preocupada – Você está usando drogas, é isso?

- Não, mãe! – retrucou em voz alta – Eu sou... Eu sou normal, oras! – ela olhou para a mãe esquisita – Pelo menos eu não danço Shakira enquanto o carro está esperando o semáforo abrir.

- Ah, filha... Aquilo foi só um... Você sabe, ensaio. Estou querendo aprender a dançar no poste – ela sorriu – Sabe, admiro as pessoas que dançam!

- Eu vou estudar – "ou me drogar" pensou Annabeth, mas só pensou, não falou porque se pronunciasse era muito capaz que sua mãe saísse do carro, preocupada e perseguiria Annabeth pelo restante do dia, achou melhor terminar a frase com um – Bom dia, vou estudar que eu ganho mais! – abriu a porta do carro, saltou para fora o quanto antes, como se fosse beijar a calçada.

- Espiã de Banheiros, quero dizer, filha, volte aqui! – disse Atena, mas era tarde demais, ela agarrara a mochila e saíra correndo pelos gramados em direção à escola, como quem adorasse estudar. Até parece!

Se Annabeth estava desconfortável com sua mãe pagando de dançarina no semáforo, estava ainda pior ao ver os garotos (oito deles) desembarcarem de seu carro, no entanto, ela podia zoá-los já que um estava no colo do outro. De alguma maneira, deixou para lá e subiu as escadas em direção à sala de aula, porque apesar de tudo, o pior ainda estava por vir. Ela se lembrou da carta que escrevera a Percy, terminando o seu namoro, precisava entregá-la o quanto antes, uma vez que não vinha respondendo suas mensagens no celular e não atendia às suas ligações há alguns dias. Ela precisava terminar o namoro.

Annabeth subiu as escadas, determinada.

Love The Way You Lie – Eminem e Rihanna

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- 17 de maio de 2006 –

Percy percorreu os corredores desamparado com a carta nas mãos, ele tinha terminado de ler e não conseguia acreditar naquilo que ela estava falando. Por acaso, terminaram sem motivos? O que estava acontecendo, afinal de contas? Annabeth sempre o amara, correra atrás dele. Os dois finalmente estavam juntos e felizes. Por que ela estava terminando tudo?

Ele a encontrou, seu coração estava despedaçado, sentira-se pela primeira vez em muito tempo sozinho, sem rumo e não sabia como sua vida seria dali para frente sem ela.

Medo.

Foi tudo o que sentiu, mas não podia deixar as coisas terminarem dessa maneira. Ele lutaria por ela até o fim. E ela estava caminhando até a saída, alcançou entre os esbarrões e xingamentos de outros colegas, colocou a mão no ombro dela e a olhou com carinho, ternura.

- Annabeth, por favor, vamos conversar... – pediu com insistência, os seus olhos brilhavam de uma maneira que ela sentiu o coração pesar no peito.

- Eu não tenho nada para conversar, Percy. Eu não conseguia colocar todos os meus sentimentos na sua frente, por isso eu escrevi a carta – ela o olhou com o cenho franzido – Se eu fosse falar isso na sua frente, eu não aguentaria, eu não me suportaria fazê-lo, no entanto é preciso!

- Não vou tomar muito do seu tempo – insistiu ele completamente perdido e isso era visivel em seu olhar, o desespero, o medo que dominavam seu corpo. Ele segurou na mão de Annabeth como nos velhos tempos e a conduziu para um corredor mais vazio, isolado. E lembrou-se do dia em que dançou com ela na praia, as águas batendo, a saudade apertou no peito. Assim que estavam seguros das fofocas alheias, ele a olhou em seus olhos outra vez – Por que essa atitude precipitada? Você não tem mais nada para me dizer?

- Eu acho que você que tem algo a me dizer – ela disse durona, cruzando os braços, esperando que ele falasse sobre Thalia, o dia em que ela chegara bêbada e ele a recolhera.

Porém, ele não se lembrava de nada, nada mesmo do que fizera errado. Conforme deduzira (equivocado), tudo estava correndo bem até então.

- Não há nada, eu não fiz nada de errado – disse ele sendo sincero consigo mesmo – Não há nada que eu possa fazer.

- Se você acha que isso é tudo – ela sacudiu os ombros, decidida – Então não temos mais nada para conversar – ela o olhou – Odeio mentiras, Jackson – ela falou friamente – Pense direito e depois venha conversar comigo – virou as costas e saiu andando.

Percy sabia que não adiantava insistir, ela não se renderia. No entanto, ela estava se referindo a alguma coisa que não fora contada, alguma coisa que ele fizera de errado. Mas ele não conseguia se lembrar o que era. Abriu a boca várias vezes para chamá-la pelo nome, mas a voz não saia.

Medo. Ele estava com muito medo.

- 20 de maio de 2006 –

Era de noitinha, Hermione aproveitou que os pais de Rony tinham saído para dormirem na casa de seus parentes, adentrou o quarto dele no hospital, sorrateiramente. Ela não fez nenhum barulho, nem mesmo acendeu a luz, apenas queria vê-lo, conversar um pouco com ele a sós. E lá estava a oportunidade, fechou a porta com um estalido bem baixinho que ninguém escutaria mesmo que estivesse muito perto. E ela o olhou, na cama, branco, pálido, vestia aquela roupa azul de hospital, respirava por meio de aparelhos, sozinho, indefeso. Por que tentara suicidio? Por que? Ele era engraçado, bonito, saudável, não precisava ter sido tão descontrolado em relação aos seus sentimentos. Com esses pensamentos, ela se aproximou, devagar, e o olhou. As lágrimas não vieram dessa vez e ela sabia que seria forte o suficiente para não chorar ali, na frente dele. Apenas aproximou e passou a mão em seus cabelos ruivos, estavam compridos, quase na hora de cortá-los. Ele estava em coma, ela murmurou baixinho com a voz chorosa.

- Ei, Rony, sou eu, Hermione. Eu sei que você deve estar me ouvindo, por isso que eu vim falar com você – ela parou por uns instantes para recuperar o fôlego - Você... Você não precisava ter feito isso, Rony – ela disse baixinho, mal abrindo a boca para falar – Você é tão inteligente, tão talentoso e esforçado, podia muito bem ter conversado comigo antes de fazer qualquer besteira. Teríamos feito um acordo, enfrentado isso juntos. Sei que tinha muita coisa acontecendo, tudo ao mesmo tempo, a vida de seus pais estão de ponta cabeça, estão bravos, preocupados, eles não sabem o que fazer da vida sem você, Rony. Todos eles vieram da Inglaterra só para ficar com você – ela parou por um momento – Embora sua mãe esteja com raiva de mim, com razão, é claro, eu não queria que as coisas fossem assim. Eu gostaria que ela me desse uma nova oportunidade, que nós pudéssemos ser amigas, e que conversássemos sobre tudo o que passamos, seria bem legal – Hermione assoou o nariz – E Gina, sua irmãzinha, ela é tão delicada, tão frágil, esses dias tomei café da manhã na cantina do hospital e ela estava comprando pão de queijo, acabou conversando um pouco comigo, foi muito gentil e me disse que o seu café da manhã preferido era café com creme de chantilly, pão de queijo recheado com cheddar – ela deu um sorrisinho de lado – Como se eu não soubesse... Não é mesmo? – ela sorriu denovo, tendo algumas lembranças com ele no passado – Você tem que acordar logo, Rony. Você tem uma família muito bonita aí fora esperando por você, torcendo por você – ela brincou com seus fios ruivos entre os dedos – E eu também estou, eu não vejo a hora de te abraçar, conversar com você outra vez. Você precisa acordar, Rony – repetiu ela enfática – E... Eu não posso suportar essa dor que eu sinto no meu peito, uma dor de culpa, uma dor de solidão, eu preciso de você – os seus olhos tornaram a marejar de lágrimas, ela tornou a prometer a si mesma que não choraria, mas era difícil – Precisamos de você, precisamos mesmo – ela parou alguns segundos, e para não chorar, para cumprir sua promessa, ela teria que sair do quarto – E foi bom conversar com você, boa noite, Rony – ela o beijou na testa, estava quente, não a ponto de estar febril, mas estava quente.

Ela se afastou aos poucos e assustou-se ao ver a presença de uma terceira pessoa no quarto, a Sra. Weasley estava olhando para os dois com uma expressão fria no rosto, raivosa.

- Acha que vai se sentir melhor assim? Aproveitando que meu filho está mudo para se desculpar? Aproveitando que ele não pode se defender? – perguntou ela com as mãos na cintura, indignada.

- Não, não é nada disso – disse rapidamente Hermione, como se justificasse – Eu só... Eu só queria conversar com ele, Sra. Weasley, eu não queria que as coisas ficassem estranhas entre a gente.

- Eu nunca vou perdoar você se acontecer alguma coisa com o meu filho –era uma conciliação que não haveria progresso, elas continuariam sempre brigando pelos mesmos motivos – Eu... Eu não quero que você se aproxime novamente do meu filho.

Hermione continuou parada, chocada, sem saber o que dizer, esperava que algum dia essa barreira fosse quebrada, mas parece que não ia acontecer tão cedo. Ela encarou a ex-sogra, as duas ficaram um bom tempo assim, em silêncio.

- Vá embora – disse a Sra. Weasley abrindo a porta – Some das nossas vidas, é a melhor coisa que você pode fazer para a nossa família. É o melhor conforto que você pode nos dar!

- Senhora... – ia dizendo.

- Fique! – murmurou uma terceira voz no quarto, as duas pararam chocadas, sem reação, boquiabertas. A voz vinha da cama onde Rony estava – Hermione... Fique... – ele murmurou com dificuldade.

Ela olhou por cima dos ombros e encontrou a esperança nos olhos azuis de Rony, ele estava de volta, saíra do estado de coma. Estava com a boca entreaberta, murmurando palavras. Palavras que significavam muito para ela, Hermione.

- RONY! – gritou meio rouca.

- Filho! – gemeu sua mãe baixinho, abraçando os próprios braços como se estivesse com frio, as duas aproximaram da cama do rapaz – É tão bom ver você de volta.

Ele deu um sorrisinho meio de lado.

- Água – pediu com dificuldade. A Sra. Weasley se prontificou a pegar, saiu correndo e pegou a jarra de vidro ao lado, encheu o copo, levou até os lábios do filho que se curvou com um pouco de dor. Bebeu água e murmurou após.

- Quebrei algumas costelas – disse ele colocando a mão ao lado da barriga com um pouco de dor. Ele riu – Quanto tempo eu dormi?

- Alguns dias. Isso é uma longa conversa – disse a Sra. Weasley – Descanse um pouco, eu vou chamar um médico.

Hermione a olhou, a Sra. Weasley parou por um instante, se ela saísse, isso significava deixar Rony com ela. Ela assentiu.

- Cuide dele – murmurou carinhosamente e saiu apressada atrás de um médico.

Hermione não achou que fosse assim, mas sentiu-se completamente constrangida com a saída da Sra. Weasley, estava a sós com o rapaz que havia tentado suicídio e por sua causa. Ela o olhou com carinho.

- É bom que você esteja de volte – disse ela carinhosa – Mas você precisa dormir um pouco mais.

- Está tudo bem – ele sorriu apertando levemente a mão dela. Ela sorriu de volta.

- Você promete que vai melhorar, Rony? – perguntou ela com o olhar voltado em sua direção. Ele fez que sim com a cabeça.

Logo em seguida, o Sr. e a Sra. Weasley adentraram correndo o quarto, trazendo o médico junto com todos os seus equipamento e uma enfermeira logo atrás. Pareciam bem contentes com o resultado.

Rony ia melhorar.

- Fim Love The Way You Lie – Eminem e Rihanna

- 22 de maio de 2006 –

Atena usava uma malha preta que cobria os seus braços finos e se dobrava no pescoço. O seu cabelo estava liso, solto, sem nada prendendo-o, e em frente à dona dos maravilhosos cabelos, estava o Sr. Gabe, seu psicólogo. Os dois vinham se encontrando bastante ultimamente, fazendo programas de casais, cinema, entretenimento. E hoje resolveram sair para jantar fora.

Tango Music

Youtube: /watch?v=F35Rtjs-Kbk

Era um restaurante muito elegante, duas velas acesas na mesa acompanhadas de lírios e pratos quadrados com talheres tão brilhantes que reluziam tudo em volta. As taças tinham um cabinho fino de vidro e estavam recheadas de um vinho tão caro que era bem provável que a conta não ficasse menos de R$20.000,00. Mas tudo bem, dinheiro não era problema para eles.

- Estou muito feliz de estar aqui com você – disse ela olhando em seus olhos, deixando de lado a sua admiração pelos casais que estavam dançando no centro do salão todo espelhado. O ritmo de tango deixava a noite ainda mais perfeita.

Pousando a taça de vinho na mesa, ele passou o guardanapo branco de pano nos lábios e pousou-o em seu colo. Sorriu de volta para ela.

- Eu também estou feliz de estar com você, Atena, é muito bom – ele colocou a mão dele sobre a dela na mesa – Não vai terminar de tomar o seu vinho?

Ela piscou os cílios compridos de leve, dando um dar de delicadeza em seu rosto.

- Não, obrigada – agradeceu – Acho que vou aceitar somente uma água essa noite.

Ele assentiu, chamou o garçom com um gesto singelo e silencioso. O rapaz jovem tratou de buscar a bandeja com água rapidamente. Atena sorriu para ele e segurou sua mão de volta.

- Vamos dançar um pouco? Eu sou apaixonada por tango! – pediu ela sorridente.

Ele tirou o guardanapo das pernas, levantou-se sem perder a elegância e parou ao lado dela pedindo a sua mão. Ela cedeu, colocando seus dedos finos e unhas bem feitas na palma da mão dele, levantou-se e os dois foram juntos para a pista de dança no meio de vários outros casais.

Atena sensualmente passou sua perna definida e comprida ao redor da coxa dele, em seguida, desenroscou, apertaram as mãos no ar e começaram a andar no mesmo passo de um lado, para o outro. Ele sabia dançar muito bem, até mesmo passou a mão na cintura dela, tombou-a de leve para trás, ela esticou o pescoço e por um segundo viu tudo de ponta cabeça. Voltou à posição inicial, empolgada. Estenderam os braços juntos para o teto, ficaram olhando na mesma direção, logo seus olhares se encontraram e seus narizes roçaram, sorriram um para o outro.

- Posso dançar Shakira se você quiser.

Ele riu.

- Não, não, obrigado, prefiro ficar somente com o Tango – ele murmurou girando-a três vezes seguidas somente com a sua mão no alto. Isso porque ela estava com uma saia preta, enorme, com cortes ao lado, usando salto alto. No entanto, eles brilhavam.

Assim, continuaram a dançar, dando um show para os casais que estavam sentados, aplaudindo e com inveja de suas posturas. Eles definitivamente dominavam a pista de dança.

- Fim da Música: Tango –

- 25 de maio de 2006 –

Thalia estava irritadíssima com o que acontecera em seu quarto, com o furto de Luke. E descobrira que não estava mais gostando dele por toda a maldição que tivera causado. E o odiava por isso, odiava cruzá-lo no corredor e vê-lo sorrindo com seus amigos de basquete. Queria espancá-lo, furtá-lo, denunciá-lo de alguma forma. Mas sabia que não podia ou se tornaria um escândalo na escola toda.

Atravessando a cantina, ela o viu novamente com seus amigos. Estavam rindo, escondeu-se atrás de um pilar para poder escutar melhor o que estavam falando.

- E... Nós vamos para Vermont no próximo final de semana – disse Luke para os amigos – Eu vou viajar com os meus pais, vai ser bem chato.

- É uma pena que não dê para você sair com a gente, cara! – disseram os amigos dando alguns tapinhas de consolo em suas costas.

- Uma pena mesmo! – disse o mais jovem.

Thalia sorriu para si mesma. Ia conseguir de qualquer jeito os papéis de volta, entregaria a Percy como se nada tivesse acontecido.

Voz de Annabeth: A vida pode ser uma droga, algumas vezes... Você pode agir por impulso e fazer algumas decisões erradas, ter um certo descontrole emocional e isso é péssimo. Para ser sincera, é muito pior do que péssimo!

- 27 de maio de 2006 –

Carolina Liar – Coming To Termis

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Annabeth e Hermione estavam subindo as escadas da escola juntas, sorrindo e conversando. Até que de repente, Hermione mudou a expressão, como se sentisse algum tipo de dor, sua mão apertou a barriga com força e ela encurvou-se. Com a outra mão, segurou-se em Annabeth para não cair.

- Eu... Eu... Estou com dor insuportável!

- Vamos para a enfermaria! – aconselhou Annabeth ajudando-a a terminar as escadas, as duas tomaram o corredor da Ala Leste, indo para enfermaria, quando Hermione teve uma ideia melhor.

- Eu... Eu quero ir ao banheiro! – ela tirou as mãos de Annabeth e correu para o banheiro, pelo visto havia parado de doer porque ela tirou as mãos da barriga e colocou as duas ao mesmo tempo nos lábios. Como se fosse vomitar.

Annabeth correu desesperada atrás de sua melhor amiga, viu-a ajoelhada em um box com a porta aberta, as duas mãos estavam apoiadas na beirada da privada e ela terminava de vomitar.

- Eu... Eu estou meio ruim de estômago hoje – justificou ela ao se levantar, branca. Annabeth a segurou nos braços, ajudando-a ir até a pia. Ela lavou as mãos com sabonete e álcool em gel, em silêncio. A amiga não questionou muito, mas olhou desconfiada.

- Hermione... – disse Annabeth preocupada.

Hermione molhou o rosto com duas conchas de água, apoiou-se na pia e olhou para Annabeth pelo espelho, sacudindo a cabeça de um lado parar o outro.

- Eu estou bem, Anna, é sério, não se preocupe.

- Você não quer mesmo consultar um médico? Uma enfermeira? – Annabeth a olhava de lado.

- Não. Foi só um mal-estar, vai passar – disse ela pegando o seu material de volta que estava espalhado por todo o banheiro – Vai passar – repetiu, em seguida tomou o rumo da porta.

- Eu espero – disse Annabeth olhando suas costas e indo atrás.

Voz de Annabeth: Como eu falei, às vezes, a vida é péssima. E é assim que tudo começa...

- 29 de maio de 2006 –

Thalia parou na frente da casa de Luke, as luzes estavam apagadas, pelo visto ninguém estava lá mesmo. Um silêncio profundo dormia naquela rua, provavelmente por causa do horário. Olhou por cima dos ombros, mais uma vez, como garantia. Pegou seus objetos e adentrou a casa. Ela ia conseguir de volta as táticas do time de basquete.

Voz de Annabeth: A vida, às vezes, pode nos surpreender. Achamos que conhecemos alguém e de repente isso muda. Ou, às vezes, a pessoa não muda, continua a mesma, nós é que crescemos, amadurecemos, e certas coisas nunca mudam!

- 29 de maio de 2006 –

Annabeth estava sozinha na quadra de basquete do Central Park, era bem tarde da noite, ela estava ali porque precisava ficar sozinha um pouco. E da janela de sua casa, viu que Percy não estava ali – fazia alguns dias na verdade – que tinha abandonado o lugar, talvez com o término do namoro ele não se sentisse tão estimulado a jogar. E parou de ir ali.

- Annabeth... – surpreendeu uma voz assustando-a. Seus cabelos esvoaçaram para o lado. Era a voz doce de seu ex-namorado, ali, vagando naquela noite maravilhosa. Os seus olhos ainda brilhavam como antigamente e ela sentiu saudade de tocá-los – Podemos conversar?

- Percy – ela gemeu, sentindo o coração apertar no peito. Ela deu um suspiro – Nós...

Ele colocou as duas mãos em seus braços colados no corpo, olhou em seus olhos com firmeza, eles estavam muito pertos, as respirações se confundiam, era como estar nos velhos tempos, aquela sensação de paixão no peito, saudade. Ambos sentiam isso, ambos sofriam com isso.

- Eu acho que sei o que aconteceu e sei porque você está assim. É por causa de Thalia – disse ele baixinho. Ela não concordou mas também não discordou. Então, ele sabia que era isso mesmo – Você deve ter ouvido que ela dormiu em casa, mas nada aconteceu, eu não faria nada com ela. Ela estava bêbada e precisva de ajuda, e como um grande amigo, eu o fiz!

- Percy... – Annabeth permaneceria imutável.

- Eu não fiz nada além disso, Annabeth. Você tem que acreditar em mim, é verdade. Não aconteceu nada, eu só a ajudei – ela desviou o olhar, impaciente – Se eu ainda sentisse alguma coisa por ela, eu não teria deixado ela entrar na minha casa com medo de voltar a sentir alguma coisa por ela. Mas eu não sentia e continuo não sentindo, por isso eu a ajudei, eu superei isso com você. Aliás, eu gosto de você e quero uma nova chance para nós dois.

- Você mentiu, Percy. E isso dói – os olhos de Annabeth encheram de lágrimas.

- Eu não queria causar problemas, foi um conselho estúpido de Grover, só isso – ele murmurou – Desculpa, eu prometo nunca mais fazer isso. Aliás, eu juro, eu juro que nunca mais eu vou...

Annabeth o calou com um beijo demorado, ela passou os seus lábios sobre os dele, com o coração batendo tão forte quanto um tambor. Ele também passava pelos os mesmos sintomas.

- Estou desculpado? – perguntou inocente, meio bobinho.

Annabeth achou simplesmente fofo, muito fofo. E o beijou novamente, sorrindo.

Voz de Annabeth: Às vezes, a vida pode ser recompensadora também. Nem sempre ela é traiçoeira!

- 29 de maio de 2006 –

Thalia estava no escuro, revirando o quarto de Luke, era bem difícil enxergar quando o ambiente estava assim. E as luzes dos postes nas ruas iluminavam bem pouco. Então, as luzes começaram a rodopiar pelas paredes, coloridas, azul e vermelha. Azul e vermelha...

Thalia sentiu o coração pulsar na boca. Isso só podia significar uma coisa. Era a polícia parada na frente da casa dele.

De fato, era mesmo.

- 29 de maio de 2006 –

Aproveitando que o quarto estava vazio, Rony se levantou e foi até o armário. Lá estavam seus remédios. Procurou desesperadamente pelas cápsulas e despejou várias em sua mão.

Triste, cabisbaixo, ele olhou para as sete cápsulas em suas mãos e as colocou de uma vez na boca.

Dessa vez o suicídio não teria como falhar.

- 29 de maio de 2006 -

- É uma carta. Para mim? – perguntou Hermione recebendo um envelope das mãos de Atena – Chegou pela manhã?

Ela estava em seu quarto, lendo um livro na cama, Atena se aproximou e sentou ao seu lado.

- Aposto que é de algum gatinho... – e riu. Atena estava muito brincalhona ultimamente, estava mais feliz, radiante. Sair com Gabe estava lhe fazendo bem.

Hermione, esperançosa, começou a rasgar o envelope, tinham algumas folhas, ela passou os olhos rapidamente, lendo. À medida que lia, seus olhos ficavam mais arregalados, sua pele ganhava um tom transparente. Ela terminou de ler com os lábios entreabertos, sem palavras.

- O que... O que houve? – perguntou Atena preocupada.

- Os tios de Rony trabalham no governo dos Estados Unidos – ela parou tentando recuperar o fôlego – E... Isso de alguma forma deve ter influenciado – ela mostrou a carta para Atena.

Atena leu rapidamente também.

- Você vai ser deportada?

Hermione, assustada, fez que sim com a cabeça.

Continua...

Nota do Autor: Eu perdi leitores? Sério mesmo, estranho, mas o número de reviews vem caindo nos últimos capítulos, estou preocupado. A qualidade da fanfic está caindo? Aconteceu alguma coisa? Me falem, pelo amor de Deus, que eu melhoro. Eu não quero é perder os leitores! Mas agradeço de coração mesmo a todos que estão mandando reviews, estou adorando.

E quanto às músicas? Vocês gostaram?

E o que acharam da família de Rony? Dei uma pincelada na Sra. Weasley – embora, nunca ache que ela agiria assim com Hermione, mas essa é uma Hermione que ela não conhece. E, concordemos que, é uma Sra. Weasley diferente, meio descontrolada. Mas espero que vocês tenham gostado de verdade... Os próximos capítulos prometem!

Respostas e perguntas:

- Tem alguma chance de Fred e Atena voltarem? – by Annie Chase.

R) Tem sim e são altíssimas. Believe that! XD

- Quantos capítulos terão essa temporada? – by Annie Chase.

R) Acho que uns 21 e a segunda temporada 19.

- Rony morreu ou não? – by Annie Chase.

R) Não, ainda não. Rs, brincadeira, vou te contar um segredo: não tenho planos para matar o Rony tão cedo. Ele ainda tem história para render.

- Annabeth vai desapontar o Percy nessa temporada? – by Annie Chase.

R) Hm, acho que ele irá aprontar novamente, é bem provável que ele sofra as conseqüências disso, porque da segunda vez, a Annabeth não vai ficar de braços cruzados não. E não se acanhe em perguntar, eu gosto de responder, rsss. Beijos!

- O Percy ou a Annabeth se relacionarão com outras pessoas até o final dessa temporada? – by Karoll.

R) A resposta é... sim! Rs!

A Thalia vai ficar grávida do Luke? – by Karoll.

R) Talvez a Thalia, mas do Luke? Nãooo, não tão cedo.

Por que ao invés de passar para o caderno, você não passa direto para o Word? – by Luiza.

R) Na verdade, no caderno eu só escrevo as cenas e idéias principais, depois no Word eu vou co-relacionando tudo isso. Acho que fica mais organizado, não sei, posso tentar passar para o Word para ver como fica. Vou fazer assim na 3ª temporada, pode ser? Rs, um beijo!

Como será o relacionamento de Gabe e Atena? – by Nandinha.

R) Infelizmente será passageiro. A Atena nasceu para ficar com o Frederick e os dois descobrirão isso juntos mais para frente. Se bem que eu gosto do Gabe, mas acho ele meio psyco (fica a dica!). Rs, beijos!