Capítulo 12 –

Propostas.

- 01 de junho de 2006 –

Sunday Best – Augusta

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Hermione estava sentada, segurando sua bolsa, na cadeira de espera da Embaixada Americana, queria conversar com alguma autoridade máxima para verificar a questão do seu passaporte, de quando seria obrigada a voltar para a Inglaterra, se ao menos podia terminar o intercâmbio.

- Hermione Jane Granger! – chamou a secretária que brincava com o seu computador por trás do balcão.

- Sou eu! – disse ela ficando em pé. Seus cabelos estavam encaracolados, mas pelo menos não estavam rebeldes. Ela queria passar uma boa impressão para o embaixador que a atendesse, por isso colocou uma roupa discreta, que a deixasse séria, meio intelectual e não muito vulgar. Afinal de contas, aquilo não era uma balada.

Ela passou por algumas portas, outras escrivaninhas com pessoas sérias, trabalhando, sem desviar a atenção. Agarrada à bolsa, a única esperança que tinha era de permanecer mais algum tempo no país. Um senhor de bigode esperava em uma sala, na porta, sentiu-se assustada. Estendeu a mão para cumprimentá-lo, ele apenas a olhou dos pés a cabeça e entrou, deixando-a completamente sem graça. Sem perder a calma, ela entrou na sala e fechou a porta ao passar. O homem de terno, gravata, arrogante e nervoso, sentou-se na escrivaninha – único objeto que tinha naquela sala – sentiu-se viajada por trás das janelas escuras. Aliás, sentiu-se como se estivesse sendo presa por algum crime.

- Então... – ele leu um papel em suas mãos – Deportada, hã? O que andou aprontando?

- É por isso que eu estou aqui! – disse ela sincera, erguendo os olhos, fingindo espanto.

- Hm – ele continuou a ler – Sejamos breves, você andou aprontando com o Sr. Ronald Bilius Weasley, e pelo que me consta, você estava diretamente envolvida com as duas – ele enfatizou – tentativas de suicídio. Aliás, a segunda me pareceu bem sucedida uma vez que eu o visitei hoje de manhã no hospital e não parecia ter tido muito progresso com a cirurgia.

Ela estava trêmula, negou com a cabeça.

- Não, não, senhor. Eu não estive envolvida com nada disso.

Ele ergueu os olhos dos papéis.

- Você o influenciou diretamente, afinal de contas, você o humilhou, você terminou com ele e começou a desfilar seu namoradinho novo para cima e para baixo querendo passar ciúmes no rapaz!

Hermione continuou a negar.

- Rony terminou comigo, foi em um restaurante, estávamos comemorando o nosso namoro e ele simplesmente terminou tudo, eu não tive culpa. Além do mais, ele começou a sair com as garotas da minha turma primeiro, desfilava as cheerleaders para cima e para baixo como se eu não fosse ninguém na vida dele. Ele quem começou... Eu comecei a namorar Grover muito tempo depois, senhor!

- Grover? – ele anotou o nome nos papéis – Muito bem!

- Eu não tive culpa, o senhor tem que acreditar em mim – repetiu ela implorando, preocupada.

- Quem garante? – ele perguntou erguendo os olhos, arrogante.

- Eu tenho provas, vídeos na escola de que ele namorava outras garotas na minha frente. O vídeo de segurança do restaurante pode mostrar que ele me deixou sozinha sentada naquela noite, terminando tudo comigo! – ela disse simplesmente, as provas estavam a favor dela.

Ele parou, pensativo, por alguns segundos. Picotou os papéis em centenas de outros papéis menores. Não ia adiantar muito conversar, ele era parente da Sra. Weasley, ela ia ser deportada de qualquer jeito, por mais que tentasse passar uma boa impressão, ele a barraria de todas as formas. Ele ia encontrar uma maneira de culpá-la.

- Não posso ajudá-la, sinto muito. Você será deportada de qualquer forma – ele disse.

Ela bufou de raiva, queria xingar, gritar, dar pontapés, mas não adiantaria, não precisava insistir. Embora ela quisesse fazer tudo isso com o senhor em sua frente, ele queria muito mais, porque assim seria um motivo a mais para deportá-la o quanto antes. Levando em consideração que haveriam centenas de outras testemunhas por trás daqueles vidros escuros.

- Eu vou embora – ela se levantou com pressa, deixou a sala o mais rápido que podia. Começou a chorar no corredor imaginando o que as pessoas diriam quando soubessem. Desceu as escadarias correndo, Grover estava terminando de pitar o cigarro do lado de fora. Arremessou o toquinho na calçada e correu em direção a ela.

Ela se atirou nos braços dele, chorando, com as mãos no rosto. Ele não ia perguntar o resultado da conversa porque já sabia, podia sentir. Ela ia ser deportada de qualquer maneira. Hermione voltaria para Inglaterra para sempre.

- 02 de junho de 2006 –

Annabeth foi acordada pelos toques de Percy. Normalmente ela não gostava de ser acordada, mas quando se tratava de alguém em que ela estava se envolvendo (ou se apaixonando), ela não ligava. Era até mais gostoso acordar assim, levando em consideração que não estavam dormindo juntos, mas era como se tivessem.

Ela terminou de tomar um banho, enrolou-se na toalha e saiu pingando água pelo quarto procurando uma roupa bonita no guarda-roupa. Achou uma blusa em tom azul para combinar com seus olhos, juntamente com uma saia jeans. No entanto, para ficar ainda mais perfeito, precisaria pegar um cinto quase no mesmo tom. Pensou em pegar emprestado de Hermione um, porque sabia que ela tinha comprado por esses dias.

Somente com a toalha no corpo, saiu pelo corredor de seu apartamento, sentindo os pés roçarem no carpete, bateu na porta do quarto da garota mas não houve resposta. Bateu novamente e esperou mais uns trinta segundos, talvez Hermione estivesse conversando com o pessoal do Consulado como vinha fazendo ultimamente. Resolveu entrar e procurar.

O quarto estava desarrumado, como quem tinha acordado às pressas e saído corredo para algum compromisso. A cama estava desfeita e algumas roupas jogadas no chão, ela parecia bem revoltada ultimamente, também não era para menos, a menina estava passando por maus bocados. Com pena, Annabeth procurou em seu guarda-roupa algum cinto que combinasse com a sua roupa. Só que não estava lá.

"Talvez esteja no banheiro, no cesto de roupas sujas ou até mesmo atrás da porta!" pensou Annabeth e resolveu ir até lá.

Alguns cremes estavam destampados, a maquiagem espalhada por toda a pia, a bagunça era tanta que ela ficou até meio perdida e confusa, não era bem a Hermione que costumava conhecer. Revirando algumas gavetas procurando os cintos, ela viu uma caixinha de farmácia.

"TESTE DE GRAVIDEZ" – estava escrito em letras normais, pretas e o contorno em branco da palavra.

O sangue de Annabeth congelou ao segurar a caixa em suas mãos, estava aberta. Ou o teste talvez ainda estivesse dentro da caixinha. Ela olhou para conferir, a curiosidade estava formigando em seu peito.

E só havia uma forma de constatar a realidade. Ela o fez. Ao tirar o palitinho de dentro da caixa, ela viu que marcava positivo, e o efeito do choque só estava no começo. De repente, foi como se tudo ficasse escuro e ela estivesse completamente perdida.

Hermione estava grávida.

Annabeth guardou tudo às pressas com medo de ser pega por alguém, empurrou a gaveta correndo e voltou para o quarto sem pensar muito no que estava fazendo. O choque era tão grande que ela só conseguia pensar em uma coisa: o futuro de Hermione estava arruinado. Ela teria um bebê no auge dos seus quinze anos e tudo estava perdido. Quem seria o pai? O que ela faria dali para frente? Voltaria para a Inglaterra?

Ela deixou-se cair na cama, como se o problema fosse dela. Estava muito preocupada com a sua amiga, pensou em ligar para ela, dizer que sabia tudo, mas ia respeitar a decisão dela. Se ela não quisesse contar, tudo bem. Isso era um segredo dela, importante para ela. Annabeth não ia interferir enquanto não precisasse.

Passou a mão nos cabelos e percebeu que estava suando, apavorada com a ideia.

- 04 de junho de 2006 –

Annabeth estava terminando o jantar em silêncio, embora Hermione tivesse voltado para o apartamento no dia anterior, as duas não tinham conversado muito ou se cruzado até então. Mesmo assim, a amiga vinha mantendo-se bem quieta durante a sua permanência, naqueles dias. Annabeth não sabia se agüentaria muito tempo continuar no anonimato, como se não soubesse de nada, quando na verdade estava sabendo de tudo e queria ajudá-la.

- Não sei porquê mas estou meio enjoada de tomar vinhos – comentou Atena por comentar enquanto terminava de comer o macarrão delicioso. As sobrancelhas de Annabeth se cruzaram.

A campainha tocou, interrompendo-a de seus pensamentos, Atena disse que atenderia, deixou o jantar e foi até a sala abrir a porta. Estranhando que alguém subiria no prédio naquele horário. Ainda em silêncio, Annabeth escutou a mãe falar surpresa na entrada.

- Sr. e Sra. Grace mas que surpersa a essa hora! – disse Atena enrolando o roupão com mais força em volta do corpo e dando um nó na cintura – O que trazem aqui?

- Seremos breves, mas se pudéssemos entrar seria ainda melhor – disse a voz feminina que provavelmente era da Sra. Grace, mãe de Thalia – Queremos falar em particular com a senhora e com a sua filha!

- Claro, pois não, entrem! – educadamente ofereceu a mãe de Annabeth.

Imediatamente ela largou o prato de comida e se aproximou. Os pais de Thalia eram um pouco mais velhos do que Atena, eles pareciam simpáticos e simples ao mesmo tempo. Estavam preocupados com alguma coisa, também não era para menos, Thalia vivia se metendo em confusões ultimamente. Mas não imaginou que fosse tão sério dessa vez.

- Essa é a minha filha, Annabeth. Ela estuda com a filha de vocês, Thalia – explicou Atena rapidamente.

- Vocês se conhecem? – perguntou Annabeth assustada.

- Nas reuniões de pais – justificou Atena com um sorriso torto nos lábios, porém os dois não sorriram, sentaram-se apressados no sofá. Atena fez um sinal para que Annabeth também se aproximasse, ela arrastando os pés o fez, evitando olhar para os pais dela, pediu uma resposta para sua mãe que também não parecia entender muito bem.

- Estamos com problemas – desabafou a Sra. Grace rapidamente com as mãos cruzadas em cima do colo – A nossa filha foi presa injustamente há algumas noites e nós não sabemos como tirá-la da cadeia, Sra. Chase! – surgiram lágrimas salientes nos olhos da senhora, Annabeth queria de alguma forma abraçá-la e confortá-la, mas não sabia como fazê-lo. Sentiu pena da mulher mas ao se lembrar de Thalia, era como jogar um balde de água gelada em um fogo. E rapidamente a pena se esvaziou de seu peito.

Atena, com cara de espanto, abriu a boca em choque para perguntar:

- Mas o que fez com que ela fosse presa? Ela cometeu algum crime muito grave?

A Sra. Grace enxugou as lágrimas que brotavam, o marido apertou a mão com força em volta do ombro da esposa e a poupou de responder.

- Ela invadiu a casa de um coleguinha durante a madrugada, Luke Castellan, do mesmo colégio que vocês – disse ele se dirigindo a Annabeth com as mãos – E... A polícia entendeu tudo errado, prendeu-a antes que ela pudesse se explicar, no entanto Thalia estava lá inocentemente. Estava apenas querendo conversar com ele.

Annabeth sabia que isso era uma mentira e provavelmente tinha sido criada pela filha do casal. Vivia inventando histórias para afastar as crenças verdadeiras das pessoas em relação a ela, sempre com desculpas que ninguém acreditava. Ninguém exceto os próprios pais.

Atena ficou mesmo comovida com a história dos pais de Thalia, olhou para ele com certa piedade.

- Levando em conta que a senhora é uma advogada famosa, gostaríamos de pedir a sua ajuda para que pudesse tirar a nossa filha da cadeia – e eles olharam para Annabeth – E por favor, não comente isso com ninguém da escola.

Annabeth assentiu, óbvio que não o faria. Era grave demais para sair fofocando por aí. E pessoal.

- Eu... Eu preciso pensar, ultimamente tenho estado sobrecarregada de trabalho – ela trocou um olhar de cumplicidade com a filha, como quem quisesse primeiro conversar com ela sobre Thalia para depois aceitar ou recusar o caso – Mas os senhores podem ficar tranquilos, não deve haver uma solução muito difícil de ser encontrada – ela disse dando esperança ao casal – E... Ela deve ter boas notas!

Os pais ficaram em silêncio, Annabeth teria rido se não fosse tão trágico.

- Bom, entrarei em contato com vocês – disse Atena.

- Aguardaremos, Sra. Chase, estamos mesmo muito preocupados com a nossa filhinha – disse o casal se levantando.

Atena assentiu, os três foram andando até a porta. Assim que se despediram, Atena fechou a porta, ela e a filha ficaram em silêncio por um tempo esperando o casal se afastar.

- Então, Anna, o que você acha? – perguntou Atena segura de que os dois estavam longe, mas ainda assim, por precaução falando baixinho.

- Não, sem chance – disse Annabeth se levantando – Ela é a pior pessoa que eu conheço na minha vida. Eu não daria uma terceira ou quarta chance para ela nunca – ela foi indo para a cozinha, sua mãe acompanhando-a.

- Eles precisam da nossa ajuda, filha.

- Não, mãe, sem chance mesmo! – Annabeth pegou o seu prato ainda cheio e com a faca, varreu toda a comida para o lixo.

- 06 de junho de 2006 –

Os pais de Rony estavam chorando no corredor do hospital, Percy misturado aos familiares, vendo aquela cena triste resolveu se afastar um pouco em respeito à choradeira, Grover e Hermione estavam do lado de fora, sentados no mesmo banco que costumavam ficar todos os dias.

- Ele estava melhorando – comentou Hermione chateada – Por que tentou se suicidar outra vez? – ela estava indignada, porém mais conformada.

- Ele está se sentindo meio fraco ultimamente – justificou Percy sentando ao lado de Grover – Acabei de sair da sala de espera, o Sr. Weasley acha que é melhor interná-lo em uma clínica psiquiátrica por um tempo.

Hermione pareceu em estado de choque. Grover a abraçou de lado, com força. Ela estava muito confusa ultimamente.

- Eu... Eu nem sei o que dizer – disse Percy.

Annabeth se aproximou com algumas revistas compradas na banca que já havia lido umas duas ou três vezes, no mínimo. Ela deu um beijo no rosto de Percy e sentou ao lado dele, segurando sua mão.

- Vamos passar isso juntos, galera – disse Annabeth colocando a mão na perna de Hermione e olhando para sua barriga, imaginando algum vestígio de bebês ali – E isso não está fazendo bem para você, Hermione.

- É a terceira vez que você me fala isso em menos de meia hora – disse Hermione a olhando – Relaxe, é sério, eu não estou aleijada.

- Não quis dizer isso – reclamou Annabeth afastando a mão ofendida – Eu só quero que você cuide bem da sua saúde. Você é importante para mim, sabe disso.

Hermione concordou e afundou a cabeça no pescoço de Grover, bastante triste. Annabeth imaginou estando ali no hospital pela amiga em menos de 9 meses.

- Ele vai ficar preso, condenado como se fosse um prisioneiro – Hermione estava bastante nervosa com o fato de Rony ir para uma clínica psiquiátrica.

- Ele vai ficar bem – sussurrou Grover beijando-a na testa – Será melhor para ele.

Hermione se afastou, com os olhos molhados.

- Eu vou dar uma volta, quero ficar sozinha um pouco – e se levantou. Grover a pegou pela mão, ela puxou a mão de volta para si mesma – Eu quero ficar sozinha – repetiu olhando-o friamente.

E se afastou, muito triste.

- Não liga, ela está cheia de problemas – disse Annabeth baixinho vendo Grover de lado, bastante triste por tudo o que estava ocorrendo.

Hermione atravessou a rua e sumiu ao dobrar a esquina, sabe-se lá para onde estava indo.

Tudo estava desmoronando.

- 10 de junho de 2006 –

Percy terminou de fazer cesta quando o treinador apitou, chamando a atenção de todos, sabendo que teria um aviso para dar. Ele resolveu deixar a brincadeira de lado e prestar atenção no recado.

O treinador estava com as mãos na cintura, usando o shortinho de sempre, com um ar sempre de bravo para manter a pose, mas fora dos treinos era a pessoa mais engraçada do mundo.

- Escutem, nós já temos as datas marcadas dos nossos jogos! – disse atraindo ainda mais as atenções dos jogadores. Todos ficaram em alerta, planejando colocarem todo o seu treinamento em ação no dia que viria – E nós vamos jogar fora da cidade.

- Que legal! – disseram alguns excitados.

- Qual cidade?

- Nós iremos para Chicago! – anunciou de uma vez. Todos ficaram muito contentes, Percy bateu palmas em comemoração – E será no dia 26 de julho. Correto? A data já está marcada.

O sorriso de Percy se desfez, Grover porém continuava a bater palmas, comemorando. Até que percebeu a chateação do amigo em relação à data.

- O que foi? – perguntou Grover preocupado.

- Te conto no caminho – disse Percy olhando ao seu redor o número de fofoqueiros que poderiam comentar alguma coisa que fosse ouvida.

Assim que dispersaram, Grover aproximou ainda mais de Percy, e baixinho, este falou:

- Vai ser no mesmo dia do aniversário da Annabeth. Sem chances, eu não vou poder ir!

- Está louco? Você sonhou com isso a vida inteira e agora vai desistir? Você precisa conversar com Annabeth, ela vai entender.

- Cara, é o aniversário da garota que eu amo, se o aniversário dela é importante para ela, ele é importante para mim também! – disse ele convicto de uma coisa. Grover assustou com as palavras do amigo, ele estava mesmo gostando dela, pelo visto.

Percy parecia dividido, muito dividido, apesar dos apesares.

- 11 de junho de 2006 –

James Carrington - Ache

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Ela acordou assustada com o barulho de alguém arrastando as grades, a policial entrou, puxou-a pelos braços com violência. Era deprimente.

- Você tem visita! – disse a mulher com voz grossa enquanto empurrava Thalia pelo corredor escuro e mal-iluminado, as outras presidiárias murmuravam alguma coisa, outras xingavam, outras assobiavam.

Ela queria responder que não queria receber visitas, muito menos se fossem os seus pais. O olhar de desgosto em seus olhos eram tão intensos que ela preferia se matar a vê-los novamente. Desejou que não fossem eles, que fosse qualquer outra pessoa no mundo.

Luke estava sentado, do outro lado da parede de vidro, com um sorriso bobo nos lábios. Era por culpa dele que ela estava ali. Era a terceira pessoa no mundo que não queria ver em sua vida, havia se esquecido do quanto ela o odiava. Ela praticamente foi forçada a se sentar, olhou para os seus olhos, odiando-o mais do que nunca, sua expressão era irônica demais.

- Então, como estão os dias por aí? – perguntou ele, obviamente, irônico.

- Você... Eu te odeio, Luke. Eu te odeio com todas as minhas forças!

- Você brincou com a pessoa errada, Thalia – ele sorriu – Está pagando por não saber jogar o meu jogo!

- Chama isso de jogo? Eu diria mais que foi uma armadilha sua! – respondeu ela erguendo o rosto, o cabelo preso em um rabo-de-cavalo a deixava ainda com mais cara de prisioneira.

Ele sorriu, tirou as táticas do jogo de basquete de dentro da bolsa de couro e mostrou para Thalia. O filho da mãe tinha mesmo roubado.

- Estão aqui, todas as táticas do seu ex-namoradinho, Percy. Eles vão perder de lavada quando eu vender isso para o time adversário.

- Você não ousaria... – Thalia sentou nojo de Luke. Como ele gostava de ser ridículo, queria vender o jogo da própria escola, vender a felicidade de seus melhores amigos para uma outra escola?

Ele sorriu e guardou os desenhos na mochila.

- Só passei para uma visitinha básica – ele se levantou e piscou para ela – Voltarei em breve com novidades!

Thalia queria socá-lo, esmurrá-lo, mas não podia. E ela se odiava ainda mais por isso, por não poder fazer nada, exceto ficar presa atrás daquela parede de vidro.

Ela se odiava para sempre!

- 14 de junho de 2006 –

Atena estava com um terninho preto, sentada de frente à Thalia. Tinha várias outras mesas vazias em volta, algumas outras presas conversando com os seus respectivos advogados.

- Escuta, eu recebi a proposta de seus pais, mas por mais que a minha filha te odeie, eu vou ajudar você – disse Atena sensata – Não consegui dormir desde o dia em que soube que você estava presa.

- Certo – Thalia a encarava, em silêncio.

- Mas você tem que prometer que Annabeth nunca saberá disso.

- Eu prometo! – jurou Thalia cabisbaixa.

- 15 de junho de 2006 –

Percy estava todo suado, vestindo a camiseta do time de basquete, o treinador se aproximou dele, aplaudindo.

- Você vai fazer a diferença no campeonato, Percy Jackson – ele sorriu, raramente fazia isso quando estava em quadra.

- Eu? Tem jogadores melhores... – Percy o olhou.

- Sem você não seremos nada – ele deu algumas palmadinhas em suas costas – Conto com você para ganhar esse troféu, ein rapaz? – e bagunçou o seu cabelo.

Grover fingiu que não estava vendo, arremessou a bola na cesta e errou o ponto. Sabia muito bem como Percy estava se sentindo ao saber que iria se separar de Annabeth por alguns dias.

- 15 de junho de 2006 –

Hermione estava arrumando o seu guarda-roupa, até que avisou algumas fotos de sua mãe, ela puxou-as da gaveta e carinhosamente olhou para as fotos. Hermione era apenas bebê no colo dela. Sorria toda menininha, alegre, animada.

Bebês são sempre tão fofos, pensou sorrindo.

Hermione se olhou no espelho, segurando as fotos e passou as mãos na barriga com delicadeza. E o sorriso desapareceu, ela não parecia nenhum um pouco satisfeita.

O celular começou a tocar, distraindo-a de seus pensamentos. O nome de Grover piscava na tela, ela simplesmente ignorou, e assim que ele terminou de ligar, a tela do celular piscou com os seguintes dizeres:

"7 chamadas perdidas".

Hermione passou a mão nos cabelos, preocupada. Ela se encarou no espelho, preocupada.

- Só tem uma solução para isso tudo – ela fechou os olhos e deixou-se cair na cama, pensativa.

- 15 de junho de 2006 –

Rony estava usando uma roupa branca que ia até o chão. Estava em uma clínica psiquiátrica, a sua família estava reunida de longe, acenando para ele.

O rapaz era levado levemente por dois enfermeiros homens, fortes para que pudessem arrastá-lo caso fosse preciso. Assim que Rony entrou na clínica psiquiátrica, a porta se fechou e não havia mais sinal do garoto.

A Sra. Weasley afundou o rosto no peito do marido, chorando desesperadamente.

- 15 de junho de 2006 –

- Passei o dia inteiro pensando em você – murmurou Percy beijando Annabeth nos lábios, carinhosamente.

Ela se arrepiou inteirinha ao sentir o seu toque. Ela correspondeu o beijo com delicadeza, as mãos dele foram deslizando ao redor de seu corpo.

- E você? Andou pensando naquele assunto? – ele murmurou tão baixinho perto de seus lábios que só ela poderia ouvir.

Annabeth fez que sim com a cabeça.

- Eu estou pronta – respondeu ela.

Ele apertou-a com força contra o seu corpo, ela podia sentir a excitação, a vontade. Os seus corpos não poderiam mentir, eles suavam, eles imploravam por uma continuação.

- Eu te amo, Annabeth. Eu te amo como nunca amei ninguém em toda minha vida – disse ele com as mãos passeando pelas costas dela.

- Eu também te amo, Percy. Eu te amo para sempre – disse ela com os olhos brilhando de paixão, sentiu que as mãos de Percy encontraram o zíper de seu vestido na parte de trás. E pela primeira vez na vida ela não se importou com isso. Muito pelo contrário, ela desejou que ele puxasse para baixo. E pouco a pouco, ele o fez, o barulhinho do zíper foi silenciado pelo crepitar do fogo na lareira e pelo roçar dos lábios do casal. Eles se beijavam, desejando aquilo.

Annabeth puxou a camiseta de Percy para cima revelando os seus músculos, tudo caminhava para o que ela sempre havia sonhado. Era o momento perfeito. Eles começaram a caminhar, beijando-se cada vez mais sedentos. Ele tirou os sapatos no meio do caminho, ficando apenas de calça jeans, e ela pode sentir o coração dele palpitando, bem rápido.

E o vestido de Annabeth foi alargando-se nas laterais de seu corpo e deslizando em direção ao chão. Logo, ela estava completamente nua em frente a ele, com o corpo grudado ao dele, suando. Como se fossem um só.

Sem perceber, os dois foram se deitando no tapete da sala, sem romper o momento, sem intterromper a felicidade. Eles estavam prontos para uma noite intensa e cheia de amor.

E seus corações batiam mais fortes do que nunca.

Continua...

Nota do Autor: Gostaram da música que eu fiz especialmente para a primeira vez de Percy e Anna? Espero que sim. E o que acharam do capítulo sem poemas? Acharam melhor assim? Aguardo respostas!

Bom, gostaria de pedir desculpa pelo atraso, mas eu juro que tenho me esforçado, ontem por exemplo, fiquei até duas horas da manhã escrevendo o capítulo. Hoje já é meia noite e treze, e eu estou aqui, revisando o capítulo e me esforçando para que vocês possam ler nesse final de semana. Desculpa se às vezes eu atraso, mas é muito difícil trabalhar, fazer faculdade, estudar para as provas, fazer inglês e ainda tentar administrar tudo isso. Ahh, é difícil, mas é gratificante depois de um tempo. Bom, eu tento, pelo menos né? E gostaria de agradecer o apoio e o carinho de todos vocês, de verdade!

Bom, próximo capítulo:

Percy vai se deparar com difíceis decisões em sua vida. Thalia terá que lidar com o fato de não poder confessar nada a Annabeth sobre o seu vínculo com Atena. Annabeth estará com problemas psicológicos quanto ao seu peso. Hermione passará por conflitos de relacionamento e que podem afetar o seu estado emocional.

REVIEWS:

O Gabe irá aprontar alguma coisa? – by Karol

R) Na verdade, eu tinha planejado para ele ser o psicopata da série, mas a Atena terá problemas o suficiente para uma temporada inteira, então eu retirei essa hipótese da vida dela, coitada. Ela não merece! Ela vai ser feliz, mas o Gabe vai atrapalhar um pouquinho sim, viu? hehehe, veremos mais o Gabe e Atena nos próximos capítulos.

Thalia não vai ser presa né? – Melissa Jackson.

R) Ah vai, vai sim e foi. Em breve estará fora da prisão e como sempre... CAUSANDO! Hahahaha, é só o que ela sabe fazer!

A Hermione vai ser deportada e ainda grávida? – Ip. S.

R) Essa é a lógica do negócio. HAHAHAHA, faz total sentido, você raciocinou junto comigo. Obrigado, rs!

A Hermione está grávida? – Bel Chase Jackson.

R) Desculpa, mas não posso te responder isso agora. Perderia toda a graça, tudo o que eu estou planejando para a história. Peço para continuar lendo, por favor. Rs, pode ser?

A Hermione está grávida de quem? – by V. Keat, by Luiza.

R) Risos, algumas possibilidades. Tanto de estar como não estar. Como de ser o Grover, ser o Vitor ou o Rony. Não sei... Ou inesperadamente quem sabe o Percy? Já pensou que bafão seria? Hahahaha, barraco total! Desculpem, mas não posso responder isso agora, é uma pergunta difícil, e que me coloca em "xeque-mate". Por favor, continuem lendo que vocês vão descobrir. Ah, e não esqueçam das reviews, por favor. Obrigadão.