Nota do Autor: As músicas são muito importantes em cada detalhe desse capítulo. Por favor, escutem-na com o passar das cenas (e se ela acabar, retorne e escute novamente!). Obrigado e boa leitura!

Capítulo 15 –

Bafos e desabafos.

- 26 de julho de 2006 –

Good Girls Go Bad

Youtube: /watch?v=rsE2d_npAc4

Vemos vários takes da cidade de Chicago, imagens panorâmicas, filmadas do alto, por helicópteros.

Imagens do Lago Michigan, um sol maravilhoso, brilhando nas águas.

Os barcos navegando de um lado para o outro.

Pessoas caminhando com roupas de sol.

Carros passando de um lado para o outro.

O Rio Chicago cortando a cidade, as pontes em cima do Rio.

Prédios enormes.

O Millenium Park.

O Edifício Chicago Board of Trade.

O metrô passando rapidamente e os trilhos chacoalhando.

O avião cortando o céu claro da cidade.

Um grupo de alunos descendo no aeroporto, os meninos com suas respectivas mochilas e as meninas segurando suas roupas de cheerleaders.

- Vai ser um máximo – disse Thalia colocando o óculos de sol no rosto – Concordam, garotas?

- É claro – disse Clarice jogando os cabelos lisos para trás, toda patricinha também – Nós vamos arrasar!

Rachel estava com as mãos na cintura, os cabelos voando ao vento.

- Eu não voltarei virgem!

Clarice e Thalia se olharam, quase cuspiram de tanto rir.

- Você? Virgem?

Elas riram ainda mais, inclusive Rachel.

- Pois é, a minha mãe também – disse Clarice.

- É, não posso mentir. Quando eu tinha quatro anos já deixava os menininhos de pipi duro, fazer o que se eu nasci gostosa? – gabou-se Rachel rindo – Vamos, garotas, vamos transar bastante essa semana! – e elas riram alto, comemorando.

As três saíram desfilando em sincronia, rindo, comemorando, prontas para aproveitar a vida em Chicago.

- 26 de julho de 2006 –

Percy estava batendo a bola na pista do aeroporto, muito empolgado, enquanto conversava com Grover ao seu lado.

- Então, o que acha? – perguntou Percy sorridente.

- Que você está agindo como se fosse do interior! – zombou Grover – Você não está triste por que Annabeth não veio? Não é aniversário dela, afinal de contas?

- Obrigado por me lembrar disso – ele emburrou, pegou a bola, colocou embaixo do braço – Conversei com Annabeth, ela não poderia vir nem se conversasse com o diretor. É preciso passar por uma fase de adaptação na escola, ela não viria de qualquer forma, nem mesmo como cheerleader. Mas vai ser legal, vamos poder aproveitar mais – riu ele dando uma cotovelada em Grover.

Grover o olhou, como se decifrasse os seus pensamentos.

- O que você está querendo dizer com isso? Não está pensando em ficar com outras garotas aqui, está?

- Não seja bobo, estou falando de voltar a ser carnívoro, comer carne! – murmurou Percy que estava longo do Clube Vege Sexy.

Grover riu.

- Larga a mão de ser "pau-mandado"? Você precisa dizer a Annabeth que gosta de comer carne e não quer ser vegetariano.

- Isso a magoaria, cara – disse Percy passando pela sala de embarque, o grupinho escolar vinha logo atrás – Ela provavelmente entraria em depressão e se mataria em seguida!

Grover ainda ria.

- Dramático, tinha que ser namorado da Annabeth mesmo!

- Escuta – ele olhou para o amigo apontando o dedo – Estamos em Chicago, teremos muitas festas para curtir. É óbvio que não vou ficar com ninguém porque eu sou fiel à minha namorada, mas eu quero aproveitar, ok?

- Ok, o problema é: será que as garotas não vão dar em cima de você? – Grover olhou por cima do ombro e viu um grupinho de meninas da escola olhando para os dois, dando risadinhas entre elas.

Grover acenou convencido achando que algumas risadinhas eram para ele. Elas mostraram a língua para Grover.

- Viu? – disse ele fazendo um gesto bobo com as mãos – Elas querem você. Todas elas! – e eles olharam para trás, as garotas pareciam alucinadas por Percy, era como se ele fosse famoso e estivesse descendo em um aeroporto rodeado por fãs, elas estavam com máquinas fotográficas, rindo, apontando e admiradas pelo rapaz.

- Você tem uma roupa coladinha, cor-de-rosa? Acho que vai me ser útil durante essa semana – disse Percy olhando para elas, rindo, logo atrás tinha um rapaz com cabelo de anjinho, a mão na cintura piscando para ele também – Deixa para lá, é melhor eu continuar sendo eu mesmo!

Grover pegou a alça da mala na esteira e passou em volta do ombro, deu algumas palmadinhas em Percy.

- O que acontece em Chicago, meu rapaz, fica em Chicago! – e saiu rindo.

Percy ficou para trás, balançando a cabeça de um lado para o outro refletindo sobre as palavras ditas por Grover.

- Acho que ainda prefiro usar rosa, menos pior! – murmurou Percy, rindo e seguiu o amigo.

- 26 de julho de 2006 –

Annabeth saltou da cama e começou a dançar em cima da cama, passou a mão por todo o corpo, como se fosse uma dançarina de boate.

- Viva! – ela saltou da cama e caiu em pé no chão – É o meu aniversário, estou ficando mais velha, o que significa mais experiência, logo virá a faculdade e eu serei famosa – ela parou na frente do espelho fazendo algumas poses.

Atena estava na porta rindo da filha, ela se sentiu envergonhada.

- Parabéns, meu anjo. Feliz aniversário! – ela passou os braços em volta do pescoço da filha, as duas estavam na mesma altura praticamente. Elas se apertaram uma contra a outra – E desejo muito sucesso para você, meu bebê.

- Mãe, eu não sou mais um bebê. Estou com 16 anos já!

- Para mim é como se fosse o meu bebê – brincou Atena bagunçando o seu cabelo, rindo bastante – Tão pequenininha e tão frágil nos meus braços, eu mal posso acreditar que você já está completando 16 anos!

Atena sorriu, nostálgica, os olhos virados para o teto, lembrando-se dos tempos em que podia proteger Annabeth, criar as regras, proibi-la ou permiti-la de fazer terminadas coisas. E agora ia passar por isso tudo de novo. Olhou discretamente para a sua barriga.

- Obrigada – disse Annabeth sorrindo – É muito bom fazer aniversário, só é uma pena que a maioria dos meus amigos tenham ido para Chicago, menos eu. Ano que vem eu não vou esquecer de fazer a inscrição para essa viagem.

- fim da música –

- Pois é – disse Atena sorrindo – Mas tenho certeza de que eles estão pensando em você, principalmente o seu namorado, Percy.

Annabeth olhou para sua mãe, sorrindo.

- Eu amo tanto aquele garoto, mãe, você não tem ideia – os seus olhos brilhavam ao pronunciar aquelas palavras. Atena a olhou, com um sorriso bobo nos lábios, colocou os cabelos das filhas atrás dos ombros.

- É bom saber que está feliz, meu bem. Eu fico contente com isso – e fez um carinho em sua cabeça – Nossa! Eu já ia me esquecendo, o seu presente está na mesa da cozinha!

Annabeth arregalou os olhos, espantada. Sequer havia pensado nisso até agora, estava tão satisfeita com os seus 16 anos, era como se a sua vida fosse mudar repentinamente a partir daquela data. Saiu em disparada para ver o que havia ganhado na cozinha, um embrulho pequeno vermelho estava lá em cima, com duas fitas amarelas bem discretas, parecia uma pasta fina.

- O que é? – perguntou correndo até o presente.

- Terá que abrir para descobrir.

Era um notebook, da mais nova geração, os olhos de Annabeth ficaram ainda mais molhados, estava muito contente.

- Mãe, obrigada. É o melhor presente dos últimos anos! – ela correu na direção de sua mãe, apertou-a com força.

- Isso é para você levar para a escola, não precisará mais usar aqueles cadernos velhos e empoeirados – avisou a sua mãe enquanto a abraçava.

Annabeth ficou segurando o presente, admirada.

- Eu vou mostrar para a Hermione – ela sorridente, saiu andando pela casa. Atena ficou alimentando aquele sentimento gostoso de presentear alguém e ver a pessoa muito contente com o que havia dado.

Annabeth, vivendo completamente em outro mundo, imaginava como seriam os seus dias na escola com aquele seu novo notebook, não precisaria mais ficar escrevendo o tempo todo com as mãos, seria bem mais rápido e eficaz, sem contar que as suas amigas morreriam de inveja. Não que ela gostasse disso, mas gostava da sensação de levar uma novidade para a escola.

Ao abrir a porta, deparou-se com o quarto de Hermione completamente vazio, silencioso e arrumado. Não precisou mais de dois segundos para raciocinar que a amiga havia ido embora, não era possível que tivesse saído tão cedo e tivesse deixado tudo arrumado – pior do que isso, tudo vazio sobre as escrivaninhas.

Desesperada, com a garganta seca, esquecendo-se completamente de que era para ser o dia mais feliz do ano. Annabeth começou a procurar por ela no quarto, correu até o banheiro mas já estava sem esperança ao encontrá-lo vazio, limpo, sem muitos objetos sobre a pia.

- Ela se foi – disse Annabeth com a garganta seca vendo dois envelopes em cima da escrivaninha, um com o nome dela e o outro de Atena. Tratou de rasgar imediatamente. Os seus olhos foram descendo a carta e à medida que o fazia, sentia o chão sumir aos seus pés, estava mesmo confirmado: Hermione partira na noite anterior, sem mais, nem menos.

Ela olhou para trás, vazia, com o sentimento em branco no peito. Atena estava parada na porta, interpretando o vazio da mesma maneira que a filha, só que muito menos indignada.

- Ela foi embora no dia do meu aniversário – resmungou Annabeth chateada – Será que ela não poderia ficar aqui por mais um dia? – ela começou a desabar em lágrimas, abraçou a sua mãe com força como se buscasse apoio – A minha melhor amiga me deixou sem se despedir!

- Ela deve ter tido os motivos pessoais dela – disse Atena – Ela tinha um prazo para deixar o país, seria hoje ou amanhã, Annabeth, não muito mais do que isso!

Annabeth fez que não com a cabeça, muito chateada.

- Ela poderia ter ficado até o último segundo, pelo menos.

- Talvez achasse arriscado, não sei – Atena estava tentando consolar a filha de algum jeito – Hermione é uma garota inteligente, deve ter preferido as coisas dessa forma – ela olhou nos olhos marejados da filha – E sabemos que amigos de verdade não falam adeus, foi apenas um até logo. Veremos Hermione novamente algum dia desses. Podemos visitá-la nas suas férias de verão que estão chegando!

Annabeth ainda estava chateada, não importa o que Atena dissesse, ela ficaria magoada pelo ocorrido, era muita falta de consideração. Ela queria magoá-la de alguma forma.

- Ela... Ela estava grávida, mãe – revelou Annabeth sem pensar nas conseqüências, queria mesmo que a sua mãe soubesse de uma vez por todas o segredo escondido por Hermione - Ela foi embora grávida.

Atena engoliu em seco ao receber a notícia, não pareceu preocupada ou espantada com a notícia, o que fez Annabeth desconfiar que alguma coisa estava estranha.

- Mãe? Hermione fez sexo! – disse como se fosse adiantar alguma coisa – Ela não era mais virgem!

- E daí, filha? As pessoas alguma vez na vida tem que perder a virgindade, essa hora chega para todo mundo! – ela disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- E se eu dissesse que...

- VOCÊ NÃO! – gritou ela brava apontando o dedo para a filha, piscou os olhos várias vezes, com a mão na cintura – Quero dizer, o seu pai te assassinaria e você terá que seguir o exemplo da sua mãe, eu, e perder a virgindade somente após o casamento – mentiu rapidamente.

Annabeth revirou os olhos, inconformada.

- Eu sou consciente, mãe. Não sou que nem a Lindsey Lohan, e nem mesmo vou virar lésbica – acrescentou rapidamente ao ver os olhos de preocupação da mãe – Em todo caso, você já sabia da gravidez de Hermione? Quero dizer, eu achava que só eu sabia, porque eu encontrei o teste de gravidez nas coisas dela.

Atena sentou na cama, puxou a filha com as mãos, o clima pesou ainda mais naquele quarto. Annabeth sentou ao seu lado, inconformada, olhando para a própria mãe pedindo uma resposta.

3 Doors Down – Here Without You

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- O teste de gravidez não era dela – assumiu Atena preocupada, Atena ficou ainda mais espantada – E o que você vai ouvir daqui para frente, só aconteceu por um único motivo, Anna. Eu não queria te machucar, por isso poupei você da verdade até agora.

- Mãe...

- Eu estou grávida, filha!

- Mas que palhaçada é essa? – devolveu Annabeth indignada em pé.

- Filha, acalme-se – disse Athena ficando em pé também.

Annabeth fez que não com a cabeça e saiu correndo do quarto.

- 26 de julho de 2006 –

O celular de Annabeth vibrava desesperadamente em cima da cama dela, o nome piscava: Príncipe Jacksonna tela. No entanto, ela não estava no quarto para atender.

- 26 de julho de 2006 –

Percy desligou o celular, preocupado. Grover estava em sua frente, eles estavam de calção de banho, ao lado da piscina. As garotas passavam desfilando e dando tchauzinho para ele.

- Eu já liguei três vezes, e ela ainda não me atendeu.

- Ela deve estar ocupada – murmurou Grover tomando refrigerante diretamente da latinha de guaraná – Cara, vamos relaxar, estamos nesse hotel que é um paraíso – e podemos ver coqueiros artificiais no fundo, as pessoas andando de biquíni de um lado para o outro – Não é tipo Los Angeles, mas é um dos hotéis mais luxuosos da cidade, vamos curtir!

Percy fechou o celular, concordando.

- Tem razão, eu posso ligar mais tarde para ela. Eu só queria me certificar de que está tudo bem, não sei, mas eu não me sinto bem.

Grover sacudiu a cabeça.

- Ela deve estar bem, relaxa.

- Não sei.

Grover o olhou.

- O que você comprou de presente de aniversário para ela?

Ele ficou em dúvida se falava a verdade ou se mentia, por fim, decidiu-se pela realidade.

- Eu comprei faz algum tempo para ser sincero – ele parecia meio envergonhado – Um para de alianças!

Grover cuspiu o refrigerante.

- Quê? Você quer mesmo oficializar esse namoro?

- Claro que eu quero. Eu estou apaixonado por ela, é o que eu mais quero nesse mundo, estar com ela, dizer isso para todo mundo! – ele tentou ligar novamente, mas ninguém atendia do outro lado, ele murmurou baixinho – Eu só espero que ela não esteja se sentindo sozinha hoje, uma data que é tão especial para ela, me faz sentir arrependido de não estar com ela!

- 26 de julho de 2006 –

Annabeth estava sentada no Central Park, com os pés no banco, e o quadril em cima das costas do cimento, estava com as mãos enterradas no rosto, chorando sem parar.

Estava sozinha em Nova York, nenhum amigo que pudesse ligar, desabafar, contar com a ajuda, estavam todos eles em Chicago, viajando, rindo, na maior diversão enquanto ela estava ali, sozinha, precisando de apoio, precisando de seu namorado.

O que será que Percy estava fazendo nesse exato segundo? – ela parou para pensar. Olhou para cima lembrando que havia deixado o celular em seu quarto. Sentiu-se desesperada para ouvir a voz dele, para sentir o calor dele, o seu abraço, mas sabia que se conversasse com ele nesse exato momento, ela choraria sem disfarçar e o que tiraria a concentração dele no jogo. O que faria pegar o primeiro avião de volta para Nova York sem pensar nas conseqüências, e ela não queria isso. Estava fragilizada, e isso era um problema dela, não ia estragar o futuro dele por causa disso.

Passando a mão nos olhos, ela soluçava e chorava ao mesmo tempo, imaginando como as coisas seriam dali para frente. Teria uma criança em sua casa, o que estava acontecendo com a sua família? Que tipo de estrutura era aquela? Era simplesmente inaceitável.

- Filha, nós precisamos conversar – disse Atena que parecia ter seguido ela até ali, ela estava apreensiva – Precisamos conversar sobre a minha gravidez.

- Foi o pior presente de aniversário da minha vida – resmungou ela entre as lágrimas.

- Não seja egoísta – devolveu Atena se aproximando com cautela, mas nervosa por Annabeth estar falando com ela naquele tom – Você é a minha filha e ainda me deve respeito por isso!

Annabeth concordou, isso era verdade, por mais triste e nervosa que estivesse. Ela deveria ao menos manter o respeito.

- Quando isso aconteceu, mãe? A Hermione sabia de tudo e não me contou? – Annabeth estava decepcionada com as duas ao mesmo tempo. Isso era demais para ela – Por que vocês duas mentiram para mim?

- Desculpa, Anna, desculpa, eu fiquei assustada demais ao descobrir que estava grávida. Eu fiquei espantada, não sabia a quem recorrer, então eu comecei a sair com o Gabe, meu psicólogo, e também não podia me abrir com ele.

- Foi por isso que você decidiu contar para Hermione e não para mim? – perguntou ela chateada.

- Hermione sabia porque achou o meu teste de gravidez no banheiro. E durante essas semanas todas ela sabia mas também não me contou. Eu soube minutos antes dela deixar Nova York!

- Por que escondeu de mim? Por quê?

Atena deu um suspiro, essa seria difícil explicar.

- Porque eu não queria que você ficasse preocupada comigo, porque eu sabia que ia reagir dessa forma. Aliás, nem eu mesma estava pronta para toda essa verdade – ela deu um suspiro – É um direito meu, não é?

Annabeth deu um suspiro, sem responder.

- Então, agora vamos para a pergunta que pode acabar de vez com o meu dia – Annabeth engoliu em seco – De quem é o bebê?

Atena a olhou, em silêncio.

- Não minta, eu não suportaria descobrir daqui 9 meses que ele não é filho da pessoa para que você está prestes a me dizer – disse Annabeth a olhando.

- Eu estou no meu terceiro mês de gravidez – disse Atena baixinho – Foi exatamente na época em que o seu pai veio passar um tempo em Nova York. Houve uma noite em que nós nos beijamos e acabamos passando desse limite.

Annabeth estava aliviada, ao mesmo tempo magoada demais porque alimentou esperanças de que seus pais um dia voltariam, e agora Atena estava dizendo que sim, eles haviam ficado uma noite dessas, no entanto, Frederick tinha uma outra família em Los Angeles.

- E a atual esposa dele. Ela sabe disso?

Atena olhou para o chão, envergonhada. Annabeth passou a mão nos cabelos preocupada.

- Vocês dois tem noção das conseqüências que isso pode trazer? Isso pode destruir mais uma família, mãe – disse Annabeth indignada.

- Eu sei, filha, eu sei, mas não há nada que eu possa fazer, aconteceu e... – ela sacudiu os ombros – E foi só uma noite.

Annabeth, preocupada, olhou para o chão.

- O sermão devia ser ao contrário, não é mesmo? – disse Atena olhando para Annabeth.

- Quem está grávida aqui é você! – devolveu ela como uma patada, irritada com a mãe.

- Eu sou uma mulher independente, ganho o meu próprio dinheiro e não preciso ser sustentada por ninguém, diferente de você mocinha! – esbravejou Atena – Portanto, respeite-me e se eu quiser ter esse bebê é um assunto meu. E se não quiser contar ao seu pai, também é um assunto meu!

Annabeth, calada, continuou encarando a sua mãe.

- Eu acho que o papai tem o direito de saber. Eu não esconderia isso de ninguém, se estivesse no seu lugar – confessou Annabeth.

Atena passou o braço ao redor dos ombros da filha, ela abraçou Annabeth de lado sabendo que ela não se recusaria a fazê-lo.

- Não está perdoada – resmungou Annabeth como se fosse um bebê – Eu ainda estou chateada, menos, mas ainda estou!

- Eu não escolhi isso, não escolhi esse destino – filosofou Atena olhando para um casal brincando com o seu bebê no parquinho do Central Park, invejou-os por meros segundos – Mas se o destino quis assim, eu vou ser obrigada a viver essa vida!

Annabeth deitou no colo da mãe, Atena ficou brincando com os seus cabelos. E elas ficaram ali, um bom tempo em silêncio.

- fim de música –

- 26 de julho de 2006 –

Percy estava batendo a bola de basquete com força no chão, Grover veio correndo do seu lado direito.

- AQUI, AQUI!

Percy jogou na direção de Grover, todos os jogadores do outro time saíram correndo na direção dele, deixando Percy completamente sozinho no meio da quadra. Ele aproveitou para correr mais perto da cesta de basquete.

Animadas, as cheerleades gritavam sacudindo os pompons.

- VAI YANCY, VAI YANCY! – elas agitavam toda a arquibancada.

Então, Grover devolveu para Percy, que marcou a cesta pulando-o no aro, quase enfiando as duas mãos junto com a bola.

- PONTO PARA YANCY! – gritou o locutor, a torcida explodiu de felicidades.

O placar indicava que Yancy estava quase alcançando a escola adversária Forks High School, que estava na frente por cinco pontos.

- VAI YANCY, VAI! – gritavam as meninas.

Só que faltavam poucos segundos para terminar. O time de Yancy estava fazendo o máximo para ganhar, Percy estava suando para valer, Grover corria como nunca, Luke também estava muito empolgado com a vitória, estava de um lado para o outro capturando a bola dos adversários.

- TEMPO! – pediu o técnico, todos os gritos de empolgação pararam instantaneamente, o time fez um contorno em volta do técnico. Alguns foram beber um pouco de água mas estavam prestando atenção em tudo.

- Você só fica na direita, Percy. Dessa vez eles vão te cercar na direita, eles não são bobos, então vá pela esquerda, esquerda, está me ouvindo? – Percy que sim - E ao invés de passar a bola para Grover, jogue para o Luke, correto? Luke, você irá fazer três pontos, ok? E assim ficará faltando apenas mais dois para o empate!

Percy discordou, enquanto Luke assentiu.

- Mas o Luke não é muito bom para os passes finais. Ele já errou três lances, técnico!

- Isso é um time – disse o técnico cortando-o – Se vocês não sabem jogar como um, talvez seja melhor ficar no banco de reserva, Sr. Jackson!

Ele ficou calado, não queria entregar o jogo na reta final, faltava pouco para ganharem, só precisavam marcar alguns pontos em menos de 50 segundos. Era bem puxado, mas não impossível.

- Vocês vão conseguir – disse o técnico colocando a mão no meio, todos os jogadores fizeram igual – 1, 2, 3, YANCY!

- YANCY! – gritaram eles de volta, batendo palmas e voltaram para a quadra.

Grover olhou para Percy e cochichou.

- Você vai mesmo seguir tudo o que o treinador falou?

- É claro que não. Não vou tocar para o Luke, vou devolver para você!

Grover engoliu em seco e sorriu.

- É, vamos levar essa sem ele!

Eles trocaram um olhar de cumplicidade. Luke estava do outro lado, sorrindo, pronto para ganhar. Então, o jogo foi retomado, um jogador de Yancy conseguiu tomar a bola, ele jogou para Luke.

Luke pegou a bola no ar, bateu até metade da quadra e jogou para Percy que estava caminhando pela esquerda conforme combinado com o técnico, e não pela direita. Grover estava rodeado de rapazes do time de Forks.

- PARA MIM, PARA MIM! – gritou Luke desviando vários outros rapazes e ficando próximo da cesta. Só havia um rapaz barrando-o mas que também não era páreo para sua capacidade de jogar.

Percy olhou para Grover, os rapazes estavam um pouco de lado, então, sem pensar duas vezes. Ele jogou a bola na direção de Grover.

- VAI YANCY! – gritaram as meninas empolgadas, segurando as mãos em coletividade – VAI YANCY!

Em câmera lenta, a bola foi na direção de Grover, até que um dos jogadores de Forks foi muito mais rápido, correu de lado, ergueu um de seus braços bem no alto e bateu a mão na bola ainda no ar para frente, mais baixo, a bola quicou, em formato de "V", e foi diretamente para as mãos de um dos jogadores de Forks.

Percy se desesperou, sentiu o sangue congelar, Grover também estava paralisado, com os olhos arregalados, Luke estava tão surpreso que nem conseguia sair do lugar. E o outro time batia a bola no chão, avançando passo a passo em direção à cesta. O técnico, decepcionado, enterrava os olhos nas mãos, triste. O outro time, sem nenhuma dificuldade, aproximou-se da cesta, jogou a bola e arremessou...

Os olhos das cheerleaders de Yancy acompanhavam o movimento no ar, foi como se o mundo tivesse parado, o silêncio reinou por segundos que pareceram séculos, todo mundo olhava boquiaberto. As meninas estavam com esperança de que eles errassem. E os segundos passavam no relógio, faltava apenas 12 segundos para o jogo acabar, se Forks marcasse a pontuação, eles tomariam ainda mais distância no placar e seria definitivamente impossível ganhar.

- PONTO PARA FORKS!

E as cheerleaders de Forks gritaram como nunca, pulavam se abraçando, agitavam os pompons animadas, vitoriosas.

- GANHAMOS. GANHAMOS! – elas gritavam, gargalhando, comemorando.

O técnico deixou a prancheta em cima do banco, deu um último olhar de tristeza para Percy e deixou a quadra antes que o jogo acabasse. Os jogadores de Yancy, já sabendo que seriam derrotados, cumprimentando-se. Não adiantava mais jogarem, eles não iam ganhar em 18 segundos. Percy continuou com as pernas dobradas, caído na quadra vendo os demais comemorarem a vitória. Sentia-se culpado pela perda, completamente culpado. Resolveu tentar melhorar a situação, ao menos.

- PAI, ME PERDOE! – gritou Percy correndo atrás dele.

O técnico o olhou nos olhos com desprezo, podemos ver em sua camiseta, atrás escrito: POSEIDON. Embaixo o nome da escola: YANCY.

- Você não é mais meu filho – ele virou as costas e saiu andando.

E sabia que as coisas não iam ficar assim.

- 26 de julho de 2006 –

Ela estava deitada na sua cama, pensativa, principalmente com as notícias que havia recebido logo pela manhã. Annabeth olhava para o teto, não dormia, apenas refletia.

O seu celular vibrava insistentemente, era o seu namorado Percy tentando falar com ela, só que ela não estava muito bem para atendê-lo, ia fazê-lo se sentir mal se ouvisse a sua voz e não queria estragar o final de semana dele, ou sentir-se culpada caso ele viesse a desistir do time por conta dela. Achou que seria melhor fingir que nada estava acontecendo, ou fazia de conta que havia esquecido o celular em algum lugar. No entanto, ele parecia mesmo preocupado, já era a sétima ligação daquele naquele dia.

Em seguida, o telefone de sua casa tocou.

- Se for ele, diga que eu sai! – berrou Annabeth bem alto para que a sua mãe escutasse. Ela não respondeu, mas atendeu ao telefone porque imediatamente parou de tocar.

Ela ficou alguns segundos pensativa, até que Atena se aproximou do quarto, carregando o telefone ligado nas mãos.

- É o seu pai!

Annabeth sentou na cama, pensativa por alguns instantes. Ele também ia notar a sua tristeza, e ela tinha medo de não conseguir guardar o segredo para ela.

- Atenda. Ele quer te dar os parabéns – disse Atena estendendo o telefone em sua direção.

- Ou deveria eu dar os parabéns para ele? – perguntou Annabeth amarrando a cara, pegou o telefone das mãos da mãe, colocou no ouvido enquanto Atena fazia uma careta de desgosto para a filha – Oi pai! – disse o mais triste possível.

- Oi filha, parabéns, muita saúde, paz, alegria – ele parou suspirando – Eu queria tanto estar ao seu lado hoje, mas não consegui comprar as passagens a tempo, estou cheio de compromissos com o meu trabalho por aqui.

- Como sempre – murmurou ela baixinho.

- O que? Está tudo bem? – perguntou ele preocupado.

- Não, nada. São alguns problemas da escola, faltam poucos dias para as férias de verão, o senhor sabe, provas, preocupações – mentiu ela rapidamente trocando um olhar de cúmplice com Atena que suspirou aliviada.

- Você é inteligente, com certeza irá muito bem. Eu me lembro de quando você estava na terceira série, você foi uma das melhores da sala.

Ela sorriu, orgulhosa, lembrando-se disso também. Por um momento era como se os seus problemas não existissem, era muito bom ter a sensação de que ainda era a garotinha de seu pai, mesmo quando se tinha 16 anos.

- Tudo vai ficar bem, filhinha, você vai ver – disse ele animado do outro lado.

- Eu espero – ela sorriu.

A campainha tocou, Annabeth ficou atenta, o seu coração tremeu por um instante. Teria Percy tomado o avião de volta por não ter atendido a sua ligação? Atena ficou em pé e foi até a porta para atender.

- Pai, eu preciso desligar, obrigada pelos parabéns – ela foi um pouco grosseira mas estava preocupada demais para ser educada. Deixou o telefone de lado, desligado e correu até a porta, dois policiais estavam ali, parados.

- Nós viemos investigar, estamos procurando por Hermione Jane Granger – disseram eles parados na porta.

- Vocês sabem com quem estão falando, por um acaso? – Atena estava com as mãos na cintura – Eu sou Atena Chase!

- Doutora? – riu um dos policiais ficando completamente sem graça – A senhora é aquela juíza? Famosa?

- Exatamente, e mesmo com mandado, vocês não podem ir invadindo a casa de uma juíza assim, sem mais, nem menos – ela com as mãos na cintura, expulsou-os – Vão embora antes que eu demita todos vocês!

Como se fossem cachorrinhos, eles literalmente colocam os rabos entre as pernas e saíram cabisbaixos, pedindo milhares de desculpas. Atena fechou a porta na cara deles, Annabeth estava do outro lado da sala, sorrindo.

- Você coloca mesmo ordem no barraco! – sorriu.

Atena assentiu.

- Vamos comer alguma coisa – disse Atena pegando a chave do carro.

- Salada, você quis dizer?

- Mas é o seu aniversário, filha! – indignou-se a mãe.

- Eu ainda não te falei do meu clube? – perguntou Annabeth pegando a bolsa pendurada no aparador para sair.

- Não, ainda não.

Os olhos de Annabeth brilharam, empolgados.

- Chama-se Vege Sexy, as pessoas são proibidas de comer carne, a tendência é que elas fiquem sexy para o próximo verão e...

E foi tagarelando as regras para a sua mãe enquanto saiam do apartamento.

- 26 de julho de 2006 -

Taio Cruz – Break Your Heart

Youtube: /watch?v=NTFv8Tcj3xM

Eles estavam e uma balada em Chicago, muitas pessoas dançando ao som de Taio Cruz, o DJ mexia as mãos no ar, as pessoas vibravam, gritavam, explodindo no "Viva!", a galera de Forks estava comemorando a vitória enquanto a galera de Yancy estava no sofá, os jogadores todos tristes sentados no sofá, vendo o restante dançar, comemorar.

- Gente, isso não é um velório, pelo amor de Deus, vamos aproveitar! – dizia Rachel batendo palmas, chamando as amigas.

- Pois é – era como se Thalia não se importasse – E daí que eles ganharam? É só um jogo!

- Não era só um jogo, Thalia, significa muito para gente – disse Grover deixando escapar um olhar de censura para ela – É o Campeonato Estadual, nós merecíamos ter ganhado isso, treinamos muito para isso!

- Teríamos ganhado se não fosse por um certo alguém – resmungou Luke sentado no braço do sofá como se falasse sozinho.

- O que você quer dizer com isso? – resmungou Grover fechando os pulsos de ódio, ficando em pé com muita raiva, pronto para começar uma briga se fosse preciso.

Até que alguém disse:

- Ele tem razão – e não foi ninguém menos que o próprio Percy Jackson, sentado, encarando os próprios cadarços, com a voz baixa – Não vamos nos abalar por isso, já tentei conversar com o técnico, ele não quis conversar comigo, virou as costas e me deixou falando sozinho. A única coisa que eu sei é que eu vou passar as minhas férias de verão em detenção, vocês não serão prejudicados, eu serei culpado por isso!

O restante da equipe ficou em silêncio percebendo que o clima havia esquentado, porém Grover não tirava os olhos de Luke enraivecido, muito furioso, prestes a atacá-lo. Luke não parecia nem um pouco com medo, também o fuzilava com o olhar.

- Sente-se! – disse Clarice empurrando com os ombros para baixo, obrigando-o a ficar no sofá – Vamos aproveitar a festa, a música está ótima, as bebidas são maravilhosas e... As pessoas são lindas – disse ela olhando para um garoto de Forks muito bonito, trocou uma risadinha com ele – Vamos nos divertir.

- Rachel tem razão – disse Thalia brincando com os cabelos lisos de Percy.

- É – resmungou ele pegando o celular, viu que era quase meia-noite, e não havia nenhuma ligação de volta, o que deixou frustrado – Eu só preciso fazer uma ligação e assim que voltar, nós vamos beber até amanhã!

Grover assentiu, ficou em pé e saiu com as meninas. Luke também seguiu-os, fazia parte da turma. E eles foram dançar enquanto Percy ia para um lugar mais silencioso.

23 horas e 55 minutos da noite. Em breve seria 27 de julho, e não seria mais aniversário de Annabeth, não teria mais sentido cumprimentá-la. Apertou o botão para discar e colocou o aparelho no ouvido.

- Tu... – chamava do outro lado – Tu...

Ele suspirou, nervoso, sem esperanças. Ninguém atendeu, ele simplesmente aceitou as circunstâncias, olhou para as pessoas festejando em volta, as luzes coloridas de um lado para o outro.

Todos pareciam felizes, menos ele.

- Eu vou beber! – disse descendo as escadas e indo para a pista de dançar com o pessoal da escola.

- 27 de julho de 2006 –

Annabeth deixou o celular dentro da gaveta no guarda-roupa, fechou a gaveta, em seguida fechou as portas. Não queria conversar com Percy, por algum motivo estranho, não queria saber do jogo. Seu aniversário tinha sido um fiasco.

Estava decepcionada.

Decepcionada com Atena, com o seu pai, Frederick, com todos. Sentia o mesmo por Hermione que havia ido embora sem se despedir. E é como se Percy tivesse a obrigação de adivinhar que ela não estava bem, deveria ter passado com ela. Ela precisava tanto dele agora.

Ela não queria atender, não queria falar com ninguém. Ela se aproximou da janela, viu que estava tudo escuro, já devia ter passado da meia-noite. Encarou a lua e pensou consigo mesmo: "Estou feliz que esse dia tenha terminado!". Ela varreu as cortinas e foi fazer a única coisa que restava: dormir.

- 27 de julho de 2006 –

Alguém estava batendo na porta do quarto de hotel, a garota de cabelos cacheados se levantou e foi atender. Pelas costas, podemos ver que é Hermione.

Era um serviçal do hotel luxuoso.

- Este é o quarto da Senhora Julie Madison? – perguntou o rapaz segurando uma bandeja com um prato de comida coberto.

- Sou eu mesma! – disse Hermione mostrando um RG para ele, com a sua própria foto – Brincadeira! – e guardou-o no bolso de trás da calça jeans – Obrigada pelo jantar, fique com isso – e deu alguns dólares para ele.

- Obrigado! – disse ele cumprimentando-a, virou as costas e saiu.

Hermione colocou o prato em cima da mesa. E sentou-se para jantar.

- 27 de julho de 2010 –

Tinham três copos vazios em cima do balcão, Percy estava terminando o quarto e colocou ao lado deles, gritando alto, as meninas aplaudiam empolgadas.

- É isso aí! – comemoravam elas, ele achava um máximo.

Thalia se aproximou, sorrindo e se esfregando nos braços dele.

- Você não me deixar fazer nenhuma besteira? – perguntou ele no ouvido dela.

Ela riu, jogando os cabelos para trás. Ele cheirou e como se gostasse, fechou os olhos, deliciando-se.

- Do que você está falando? Foram só algumas cachacinhas, você ainda está sóbrio! – ela disse rindo e se aproveitando do momento. E dançava esfregando o seu quadril nas calças jeans apertadas dele – A noite é só uma criança! – ela piscou para ele e saiu.

- fim de música –

Percy estava meio bobo, sorrindo, o efeito das bebidas já dominava completamente os seus movimentos.

- 27 de julho de 2006 –

Atena estava terminando de tricotar no sofá da sala, era tarde da noite. Alguém abriu a porta da sala devagarzinho, o rosto de Frederick apareceu, carregando um presente nas mãos.

- Olá? É muito tarde por aqui? – brincou sorrindo.

- Fred! – chamou Atena largando todos os objetos de lado de tricô do lado. Ela abraçou o ex-marido com saudade – O que está fazendo aqui?

The Honorary Title – Stay Away

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Fred sorriu, tentando não parecer preocupado.

- Eu senti que a voz de Annabeth estava diferente no telefone, eu gostaria de saber o que está acontecendo com a minha filha pessoalmente – ele mostrou o presente – Peguei o primeiro avião que tinha para Nova York para entregar o meu presente e dar um pouco de atenção para ela.

Atena sorriu, meio constrangida, preocupada com o fato dele estar na cidade de volta, ainda mais com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo.

- Está tudo bem, ela só está longe do namorado.

Fred beijou Atena no rosto.

- Vou falar com ela um minuto.

- Er… Ela está dormindo! – disse Atena preocupada.

Fred olhou por cima do ombro.

- Não acho que ela vá se importar! – ele continuou a andar.

- 27 de julho de 2006 –

Hermione terminou de jantar, aproximou-se da janela para olhar as luzes do lado de fora do hotel. Já tinha passado da meia-noite, não era mais aniversário de Annabeth e sentia muito por não ter ligado, mas não queria que fosse rastreada, ainda estava fugindo da polícia.

Isso tudo porque ela não estava na Inglaterra ainda.

Hermione olha para o Empire State Building.

O que deixa a entender: Hermione ainda está em Nova York!

Hermione está olhando o movimento nas ruas, vemos o seu rosto triste, preocupado. Logo vemos as suas costas e o quarto com as malas espalhadas.

- 27 de julho de 2006 –

Grover estava andando de um lado para o outro na balada, procurando por seu amigo Percy que provavelmente não estava em boas companhias.

- Cadê ele? Cadê o Percy? – perguntou vendo Rachel.

- Ele subiu para o quarto.

- Mas a chave está comigo! – disse Grover indignado.

- E quem disse que ele não está no quarto de outra pessoa? – Rachel ao dizer isso riu. Ela saiu sem dizer mais nada, sumindo na multidão.

Grover olhou indignado. Percy nunca faria isso com Annabeth. E continuou a procurá-lo entre as pessoas. Até que viu um rapaz de costas, com o cabelo cortado, bem liso. Ufa, ele estava ali. São e salvo!

- Percy! – o rapaz estava beijando outro rapaz.

Percy estava beijando outro cara? Como assim?

Grover se aproximou, cutucou Percy pelas costas. O rapaz parou de beijar o outro moço e com os olhos azuis, voltou em sua direção, a franjinha era bem curta na medida dos olhos. Era muito, muito parecido com Percy Jackson, podia até mesmo ser um irmão, mas não era o Percy. Grover pediu desculpas enquanto suspirava aliviado.

- Relaxa, eu não sou esse tal de Percy que você está procurando – ele sorriu – O meu nome é Tyson, eu moro em Nova York.

Grover não lhe deu atenção, sacudiu a cabeça e saiu andando. Percy tinha que estar em algum lugar. Isso não podia estar acontecendo.

- 27 de julho de 2006 –

- Filha? – chamou Frederick abrindo uma frestinha da porta do quarto, estava completamente escuro.

- Papai? – ela chamou deitada na cama, com o rosto inchado de sono – É você?

- Eu vim te desejar parabéns pessoalmente, desculpa se passou do horário – ele entrou, fechou a porta em seguida. Foi caminhando em direção à cama dela, beijou-a na testa.

Annabeth piscou, graciosa. Era como se ainda fosse a garotinha do papai.

- Obrigada, papai! – ela sorriu – Posso te pedir um favor?

- Mas é claro que pode! – ele sentou ao lado dela na cama.

- Eu estou me sentindo meio sozinha essa noite. Dorme aqui comigo? – ela deu um espaço para ele na cama.

Frederick sorriu passando a mão na franja dela, tirou os sapatos, e de calça jeans mesmo, ocupou o espaço na cama.

- Claro que sim – e a abraçou a filha, ela deitou a cabeça em seu pescoço – Eu te amo, filha.

- Eu também te amo, papai!

Ele acariciava os cabelos da filha.

- Feliz aniversário atrasado.

- Obrigada – ela sorriu, fechando os olhos – É o melhor presente que eu recebi em toda a minha vida!

- 27 de julho de 2006 –

Atena estava na sala, não conseguia continuar a tricotar, estava com a cabeça ocupada em outros lugares. Frederick estava de volta, não podia negar que o seu coração batia no peito, ainda bem forte.

Ela deixou tudo de lado, ajoelhou-se na estante, começou a revirar alguns papéis dentro da gaveta e puxou um cartãozinho.

"Clínica de aborto" – estava escrito.

Atena segurava o cartão nas mãos, olhando para a parede, pensativa.

- 27 de julho de 2006 –

Percy e Thalia estavam em cima de uma cama de casal, ele estava com o cabelo bagunçado, os olhos vermelhos, os três primeiros botões da camisa estavam abertos. Completamente bêbado.

Estavam em silêncio, um olhando para o outro, sem dizer nada, apenas se encarando. Thalia estava parada, apenas de sutiã e calcinha, sequer estavam encostados, ela apenas o desejava com o olhar, mas isso era mais do óbvio.

- Isso… Não é certo! – murmurou ele fechando os olhos, quase como quem fosse chorar.

- Eu sei – ela murmurou em seu ouvido, provocando-o.

Thalia se aproximou, com os lábios entreabertos. Ela ficou tão próxima que não havia como escapar, milímetros separavam os seus lábios. Ele, como um mármore, não se moveu. Então, ela tomou a iniciativa e o beijou. Era bem estranho porque ele não correspondia, estava apenas parado, ela começou a forçar os lábios enquanto as duas mãos habilmente abriam a camisa dele. Ele estava bêbado demais para reclamar, ainda que quisesse, Thalia não deixava espaço, ela o beijava e o acariciava fazendo com que ele a desejasse. E ele começou a se arrepiar com os toques delicados das mãos delas em seus braços que começavam a ganhar músculos.

Ela tirou a camisa dele, admirando o seu peitoral forte demais para um garoto de 16 anos, quase 17. Ele começou a querer aquilo também, o seu corpo começou a pedir para que fosse fundo, o cheiro de Thalia já era conhecido, era como estar de volta em alguns anos. Sentia-se seguro.

Percy passou as mãos em volta da cintura de Thalia, entregando-se. Ele a deitou de lado, sem parar de beijá-la por um segundo sequer. E ela se deitou. Em cima dela, ele começou a fazer movimentos de quem pretendia muito mais do que beijá-la.

Ele queria ir até o fim.

Continua…

Nota do Autor: Querem a minha opinião pessoal? Esse foi o melhor capítulo de TODOS até agora. Annabeth sozinha conversando com a mãe. Hermione em Nova York no final das contas, Annabeth grávida, Frederick voltando para ficar com a filha. Percy e Thalia, embora nessa hora eu quisesse invadir a história e estraçalhar os dois. E a música então? Comentei no Twitter, me fez arrepiar e chorar, de ódio, de raiva. Mas calma, calma, o pior AINDA está por vir.

E outra, soltei um mega baphão: o técnico é o próprio pai do Percy, HAHAHAHAHA, isso ainda vai dar muito rolo, Brasil!

Se vocês gostaram desse capítulo, também vão gostar da Season Finale, é no mesmo estilo! XD

Olha, quem te viu, quem te vê, o Tyson está na história, mas não quero que imagem ele como um cara de um olho só. Eu quero que vocês imaginem ele como o Nate Archibaldi de Gossip Girl. Aliás, ele é Nate de Gossip Girl, sem mais discussões e ponto final. Já foi definido, para quem não sabe quem é o Nate só que com nome de Tyson, pesquise no Google se tiver problemas com isso. Ele é a CARA do Percy Jackson (ou vão na página principal do meu perfil do Fanfictionnet vejam, mais prático, eu acho, hehehe). Então é o Nate!

Galera, enfim, mandem reviews, cada capítulo tem menos gente mandando e isso é mega-desanimador. Mande uma review nem que seja para falar OIII, mas deixe, pelo menos para saber que tem muitas pessoas lendo. Ou falaram que ouviram a música, ou detestaram, sei lá. QUALQUER COISA, pelo amor de Deus! EU VIVO por causa dessas reviews, hahahaha! XD

E tem um monte de coisa que eu gostaria de conversar com vocês sobre, por exemplo, o nome da próxima temporada será "My Heart Still Beats For You", a música é bem chatinha, mas a letra diz TUDO o que a Annabeth estará sentindo em relação ao Percy. E preparem-se para ver os dois sofrer um bocadinho! HAHAHAHA, eu sou mal, desculpem!

Késtions:

Como você escolhe as datas? – Melissa.

R) Me, então, eu tento usar a cronologia, mas são aleatórias, eu tento fazer com que um capítulo se passe a cada 15 em 15 dias. Se em 1 capítulo passar o dia inteiro – caso específico como esse capítulo – então, eu compenso nos outros e fica de 20 em 20 dias, entende? O importante é passar um mês em 2 capítulos. Afinal de constas, os personagens também merecem férias, né? Rs, beijão.

O pai do bebê de Athena? – Regina e Bih Portela.

R) Então, Regis, é o Frederick, fato! Mas a intenção foi fazer com que você achassem que era a Hermis mesmo, hahahaha, fiz de propósito, tadinha a Hermione é tãooooo virgenzinha, hahahaha, brinks, nem é. Então, adorei a música, obrigadão, eu não conhecia aquela! Lean On Me!

O Rony e a Hermione vão render? – Karoll.

R) Yep. Vejo a Hermione entrando na igreja com o Rony ainda. Ops, falei demais! Se eu disser que ela vai estar de branco seria muito spoiler? HAHAHAHA, pode ser que ela seja madrinha, vai saber, né? Enfim, muitas águas vão rolar ainda para Rony e Hermione.

Poderia toca Airplanes? – L.

R) Claro que sim, eu não achei a música, você poderia só me passar o nome do cantor, por favor? Independente se ela é pop, rock, jazz, eu colocarei sim. Estou precisando de músicas, para ser sincero! Obrigado por comentar!

Thalia e Luke tem chances? – Bih Portela.

R) Na verdade, isso serviu como uma lição de vida para o Luke, ele e a Thalia vão se entender mas como amigos. O Luke tomará um rumo diferente ao conhecer Annabeth, ela vai valorizar coisas importantes na personalidade do Luke, e ele vai gostar disso. E se o Luke e a Annabeth vão durar para sempre? Não sei, eu gostei da forma como eles ficaram juntos, talvez eles se tornem fixos, depende dos fãs. A relação Luke e Annabeth foi muito bem trabalhada, sério, eu pessoalmente gostei muito mais do que Percy e Annabeth. Rachel apareceu nesse capítulo, gostou? Coloquei só porque você lembrou, hahahaha, ela vai aparecer mais sim, no próximo te juro. De helicóptero e tudo mais!

Qual a solução que a Hermione pretendia? – Bih Portela.

R) Na verdade, ela sempre teve a solução que era ir embora do país, fazer com que todos odiassem ela e seria esquecida, como se nunca tivesse existido. Foi sempre essa solução que ela quis, não que ela realmente tivesse grávida, embora ela tenha se divertido com a ideia da Athena estar grávida, ficou se imaginando como seria estar grávida de Grover. Agora é meio tarde para as coisas acontecem.

ENFIM, próximo capítulo está um bapho só:

"- Quem fala?

- Somos nós, da polícia de Nova York e nós encontramos Hermione Jane Granger pelas câmeras de segurança.

- Sério? Aonde ela está? Eu preciso saber!

- Faça a gentileza de vir até aqui, Sr. Weasley – disse o policial.

- Em um segundo – Rony desligou o celular e começou a andar mais rápido.

Hermione tinha sido localizada. Ela finalmente ia ser presa."

COMENTEM PLEASE! - e peço de coração, NÃO VOTEM na Dilma!