Naruto™ não é meu, mas os outros personagens são.
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I
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EUA, Novembro de 1982
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Todo o corpo protestava em saudade. Já haviam se passado sete meses desde que havia sido vendido. Sete meses em outro país, longe de sua família. Sete meses... Longe da vida.
Todas as noites, antes de tentar dormir, era completamente inevitável sentir falta do cafuné na cabeça, dos beijos e abraços de sua mãe. Era também, impossível evitar as lágrimas que escorriam descontroladas. Quando Sara, sua nova mãe, via os olhinhos inchados e vermelhos e perguntava o que tinha acontecido, ele dava a desculpa de "Ler força a minha vista".
Hunf, mentira tola.
E agora, a noite, com os olhos cintilantes em lágrimas, a imagem de seu irmão brincando de adedanha com ele na varanda de sua antiga casa invadia a sua mente, fazendo a saudade apertar no peito.
Por que seu pai havia feito isso com ele? Por quê? Era tão bom filho... Não tinha lógica!
Seus pensamentos foram interrompidos ao ouvir o som da porta ao ser aberta. A mulher de longos cabelos negros entrava no quarto segurando a grande barriga de oito meses. Andou devagar até o pequeno que chorava encolhido na grande cama de casal. Sentou-se devagar, ao lado do menino, com a vontade de abraçá-lo crescendo nos braços. Sempre que tentava fazê-lo levava um empurrão raivoso de volta. Se conteve.
Olhou mais uma vez para o moreninho que chorava silênciosamente. Estava sofrendo tanto, coitado... Ela se culpava por ter concordado com o marido de comprar uma criança. Ora, estavam desesperados para ter um filho! E ela não conseguia engravidar de jeito nenhum. Mal sabiam eles que quando compraram Sasuke, Sara estava com um mês de gravidez.
Acariciou o menino que crescia dentro do seu ventre. Por que o pai de Sasuke havia vendido-o mesmo? Ah, sim. Ele tinha uma dívida envolvendo drogas, que, se pelo menos não pagasse a metade até certo dia, iria bater as botas. Então, a proposta lhe pareceu tentadora. Vender o filho caçula era a melhor coisa que viera na mente. Claro, o caçula, por que não? O mais velho era seu filho prodígio, filho querido que todos elogiavam. O mais novo de somente seis anos não servia para nada mesmo.
"Ele é um imprestável, estuda o dia inteiro e um pouco mais. Ele é educado e, tá, adimito, as vezes até um bom filho. Ah, sem falar que ele adora todo mundo e é carinhoso. Então, vocês querem?"
Se ela soubesse que Sasuke sofreria tanto como estava sofrendo agora -demais até, para um garoto da sua idade- não teria apoiado o marido.
Olhou mais uma vez para o pequeno. As lágrimas ainda estavam ali, presentes. Era doloroso demais vê-lo chorar por horas a fio, como estava fazendo agora.
As mãos femininas se ergueram independentes em direção ao rosto do garoto. Os pêlos de seu braço se arrepiaram ao encostar na pele gelada do rosto dele. Como estava gelada! Só então sentiu a brisa fria que entrava pela janela escancarada. Era ele que havia aberto? Bem, não importava. Levantou-se. Após fechar a janela, olhou para o menino. De frente, seu estado era pior do que de costas. Os olhos negros estavam perdidos no nada. E as lágrimas manchavam a pele pálida.
Tão frágil... Aproximou-se do garoto, sentando de frente para ele. As mãos não resistiram em fazer um afago nos cabelos negros. A mão não se conformou, e a carícia se aprofundou, fazendo com que um simples toque nos fios virar um cafuné. Observou os olhos de Sasuke se fecharem de vagar, o os soluços que antes ele engolia, escapavam pela garganta.
A mulher se surpreendeu ao ver o pequeno assumir a posição de bola, encolhendo os joelhos.
A saudade apertava mais e mais no pequeno coração. Sentia dor... A pior das dores que já havia sentido. Seu peito queimava de forma insuportável. A garganta inchava e a saudade dolorosa o matava aos poucos.
A vontade de olhar para sua mãe de verdade e dar um forte abraço doía. Doía, doía. Doía porque sabia que nunca mais poderia dar um forte abraço de que tanto gostava em nenhum de seus entes queridos.
A mulher percebeu que o pequeno tremia e suava.
Era angustiante demais vê-lo naquele estado.
-Ei, Sasuke... - Sussurrou. Ele, com muito esforço abriu os olhos encharcados e olhou para os orbes igualmente negros na sua frente. Oque ela queria, hein? Já não bastava todo aquele sofrimento?
Surpreendeu-se ao vê-la estender os braços pálidos em forma de conforto, de carinho. Aquele convite para o abraço era uma forma de dizer "venha, você não está só".
Então, a vontade de receber qualquer forma de carinho falou alto, muito alto.
Levantou-se, ficando de joelhos. Atirou-se nos braços da morena, apertando com as mãozinhas magras a blusa folgada da mulher. As mãos femininas apertavam com força o corpo do moreno que chorava em seus braços.
Estava deixando os sentimentos transbordarem por seus olhos já absurdamente inchados. A mulher afagava com carinho os fios negros e macios, tentando em vão substituir a mãe original do pequeno.
Sasuke gemia, grunhia, agonizava...
"Quero a mãe... Quero a mãe..."
Chorava.
-A-a mãe... Mãe... E-u quero a mãe! -Gritou descontrolado.- A mãe!
-Eu estou aqui... - Falou Sara tentando acalmá-lo. Ação errada.
-VOCÊ NÃO É A MINHA MÃE! - Berrou com toda a sua capacidade. Capacidade, não forças.
Levantou-se meio cambaleante, porém com pressa. Afastou-se, correndo desolado pela casa, quebrando vazos de vidro, derrubando mesas, cadeiras...
Pasou correndo pela sala o máximo que suas pernas podiam, querendo fugir da realidade. Finalmente chegou no meio do enorme quintal, perdendo as forças nas pernas, caindo de joelhos.
As lágrimas ainda escorriam com força, manchando a pele alva. Lágrimas irritantes!
Secou com fúria as gotas salgadas. Por que tinha que chorar? Chorar era para fracos. Chorar denunciava que a pessoa não tinha forças contra as fazes mais difíceis da vida. E ele não era um menino fraco, ao contrário, era um menino forte. Pelo menos era isso que o seu irmão falava. Deu um sorriso débil ao lembrar do seu irmão mais velho.
Ergueu a cabeça, olhando para o céu estrelado.
Tinha vontade de fugir para as estrelas, lá não teria problemas. Elas eram tão brilhantes e tão necessitadas de companhia... Quando apareciam solitárias, não pareciam tristes. Ao contrário, pareciam mais brilhantes, mais... Felizes.
Deixou um sorriso sincero brincar nos lábios. E uma lágrima escorrer. De hoje em diante, nunca mais choraria, nunca mais. Seria como as estrelas. Não derramaria lágrimas.
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Holanda, Novembro de 1982.
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A pequena observava as lindas flores, no campo de tulipas. Amarelas, rosas, vermelhas, laranjas... Tão lindas! Queria ter todas em seus braços. Correu feliz em direção às flores.
A jovem mãe observava sua caçula ao longe correndo com suas perninhas magricelas em direção às flores com os braços estendidos. Passou a mão nas longas madeixas ruivas, sentando-se na grama.
Afastou o olhar, mirando uma outra menina de cabelos levemente rosados e com cachos na ponta, lendo algo debaixo de uma linda e grandiosa árvore. Essa era a sua primogênita. Tão nova, tão madura... Parecia ontem que estava em seus braços e agora estava ali, no auge de seus onze anos. Já estava virando uma mocinha!
Voltou a olhar para a pequena criatura que agora se entretia tentando pegar borboletas. Sua pequena era tão cheia de energia, tão radiante que poderia ser comparada ao sol. Viu o sorriso se estender no rosto de sua filha, formando covinhas, fazendo os olhos sorrirem junto. Pulava feliz tentando alcançar a mais bonita das borboletas.
A alegria que ela emanava era tão contagiante que decidiu compartilhar e receber um pouco daquele sentimento tão bom.
Andou devagar até a garotinha agachada entre dois enormes canteiros de tulipas, entretida com algo em mãos. Aproximou-se, agachando na mesma altura. Endireitou a boina marrom na cabeca da pequena, depois deixou os dedos deslisarem nos fios longos e sedosos. Sentiu o olhar expressivo sobre si. Sorriu.
-Fazendo oque, querida? - Perguntou.
-Mamãe, eu descobri uma borbela morta ali atrás. - Apontou para um dos canteiros. - Olha só que bonita! - Estendeu a mãozinha, mostrando a pequena borboleta seca. Realmente era muito bonita mesmo depois de morta. - Não é bonita?
-Linda, Querida. - Disse pegando o frágil animal nas mãos. Stephanie iria adorar vê-la. -Vai lá chamar sua irmã, ela vai adorar.
Sakura acentiu. Levantou-se com habilidade. Endireitou o cachecol de lã rosado e correu em direção à maior árvore que tinha em todo o parque.
-Stephanie! - Gritou, ouvindo o som da grama úmida sendo pisada por sua bota. -Stephanie!
A mais velha desviou o olhar do livro em mãos e fitou sua irmãzinha correndo na sua direção.
-Stephanie!- Chegou ao lado de sua irmã, apoiando-se na árvore, ofegante.
-Oque quer, Sakura?- Falou marcando a página em que estava e fechou o livro.
-Vem... Ver... A... Borboleta... Morta... - Disse ofegando.
Stephanie suspirou.
-Serve para a minha coleção?
-Sim.
-Já estou indo. - Disse se levantando. Estendeu a mão para sua irmãzinha. A menor pegou a mesma sorridente. Stephanie admirava a felicidade de Sakura. Sakura admirava o brilho de Stephanie.
Tão diferentes, tão irmãs... Tão amigas!
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EUA, Novembro de 1982.
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Os dias pareciam se arrastar. Sua vida havia caído na rotina. Acordar, comer, ir para a escola, dormir. Acordar, comer, ir para a escola, dormir. Todos os dias a mesma coisa. A rotina só mudavano final de semanda. Acordar, comer, estudar, dormir. Sasuke já não tinha infância. Não tinha nenhum brinquedo. Nem mesmo um dos caminhões de madeira de quem gostava tanto.
Olhou triste para o boletim em mãos. Não sabia como mostraria para seu pai aquilo. Quer dizer, suas notas não estavam tão ruins. Só havia tirado três zeros...
Seu "pai" o mataria. Bateria muito nele. Já era domingo a noite, e tinha que levar o boletim assinado segunda de manhã. Estava ferrado, mas tinha que mostrar, não é?
Levantou-se devagar, retardando a surra que provavelmente levaria. O Michael a essa hora deveria estar trabalhando no escritório. Andou lento, descendo a escada, apertando a folha contra o peito. Os cílios compridos e pontudos tocavam a bochecha enquanto olhava para baixo. Aconteça oque acontecesse, não iria chorar. Era como as estrelas, lembra? Nunca mais iria chorar.
Bateu de leve na enorme porta branca. Ouviu um "entre" logo em seguida. Entrou devagar.
-Sasuke? Oque quer? - Perguntou Michael com os orbes azuis concentrados na tela à sua frente. Sasuke abaixou mais ainda a cabeça, a longa franja cobria seus olhos. Estendeu a mão que segurava a folha já amassada.
-O boletim. - Falou. Teve a atenção dos orbes azuis em si. Sentiu a folha ser tirada com raiva de sua mão. Michael olhou para Sasuke de esguela, e depois olhou a folha.
-Hm... Parabéns, Sasuke, você tirou nove em Inglês. -Disse enquanto olhava as notas.- Já que você está duas séries adiantadas não está tão... - As sobrancelhas se juntaram, nervosas. - Zero?! Como assim zero, Sasuke? Zero em matemática, ciências e história! - Olhou com raiva para o garoto. - Seu colégio é caro demais para você ficar tirando zero. - Disse pegando o braço de Sasuke, furioso. -Talvez uma lição ensine a você a não tirar mais nenhum zero. - Falou retirando o seu cinto da calça que usava.
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EUA, Novembro de 1982.
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Passava a mão nos hematomas adquiridos a duas semanas. Era incrível como Michael cnseguia ser cruel quando não estava na frente de Sara. As imagens dos golpes da fivela do cinto não saíam de sua mente.
Sua cabeça girava. Sentia falta de tudo aquilo que ficou para trás no Japão. E agora, estava muito longe de quem realmente queria estar perto. Coçou os olhos, levantando-se. Sentiu algumas pontadas nos hematomas. E estava fraco. Não comia nada a três dias. Ele se recusava a comer qualquer coisa naquela casa, e na escola. Já que a mesma era paga com o dinheiro de Michael.
Começava a sentir nojo desse nome.
Andou até a varanda do seu quarto, sentando-se na madeira lisa na madeira logo em seguida. Ouviu o som da porta de seu quarto ser aberta. Só podia ser Sara, já que ela era a única que entrava em seu quarto.
-Sasuke? -A voz gentil se fez presente. -Onde você está?
-Na varanda. - Disse indiferente.
A mulher andou devagar até a varanda. Viu o garoto sentado no chão, encostado na parede com as pernas esticadas. Tinha o olhar perdido. Sentou-se com dificuldade, já que sua barriga mal permitia que ela tivesse hagilidade. Recebeu o olhar de lado de Sasuke. Viu ele se virar, e cutucar a barriga dela. Sorriu para ele.
-Sua barriga está enorme... - Comentou. -Como ele foi parar aqui? -Disse passando a mão de leve na barriga dela. A mulher arregalou os olhos, sorrindo.
-Foi uma sementinha que o Michael botou aqui dentro. - Disse.
-Por onde?
-Pelo umbigo. -Disse ainda sorrindo. Sasuke enrugou o nariz.
-Então se eu quizer ter um filho eu posso botar uma semente no meu umbigo e...-?
-Não, não, não! Só as mulheres que podem gerar um filho.
-Por quê?
-Por que são elas que tem esse poder.
-Ahn... -Ficou pensativo. -E ele vai ter a mesma cor dos seus olhos?
-Talvez sim, talvez não.
-Se eu resolver ter um filho com alguma garota, o meu filho vai poder nascer com a cor dos olhos dela?
-Sim. - Sorriu.
-Então eu vou arranjar uma garota de olhos verdes para ser a mãe do meu filho.
Sara piscou confusa.
-Olhos verdes? Por que olhos verdes?
-Por que verde é a cor da esperança. E eu tenho muita esperança de que um dia eu vou voltar a ser feliz. -Falou parando a carícia na barriga da mulher. -E verde é a cor mais bonita que existe. -Sara ficou pensativa. Ficaram em silêncio por alguns minutos, até Sasuke soltar outro comentário.
-Seus... -Apontou para o busto dela.
-Seios.
-Seus seios estão enormes. -Falou baixinho. -Por quê?
Sara sorriu.
-É porque eles criam o alimento que é necessário para o bebê.
-E qual vai ser o nome do bebê?
-Vai ser um em japonês, em homenagem ao meu avô.
-E qual vai ser?
-Sai. Sai Yamanaka Hens.
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Holanda, Novembro de 1982.
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-Sephanie Haruno McCguare! -Gritou. -Saia A-GO-RA desse banheiro! -Pôs as mãos na cintura, franzindo o cenho.
-É, saia que a mamãe está mandando! - A caçula se juntou contra o manifesto. Ouviram um suspiro inconformado de dentro do banheiro.
-É um protesto contra mim, é?- Falou a jovem abrindo a porta.- Não se pode nem tomar banho em paz nessa casa! -E saiu batendo os pés enquanto segurava o ropão úmido. - Que saco. Não me deixam mais em paz.- Reclamou. - VOU FUGIR PARA O ALASKA! - Gritou após bater a porta do seu quarto.
A mulher sorriu olhando para Sakura, que sorriu de volta, encarando os olhos cor de madeira da sua mãe.
-Pronto, mãe, pode usar o banheiro.
-Eu não quero usar o banheiro.
Sakura piscou confusa.
-Então por que expulsou a Stephanie?
-Filha, ela estava há duas horas no banheiro. Você não acha que é tempo demais? E além disso, seu pai acabou de chegar em casa. - As duas viram um homem alto aparecer na escada. Tinha o cabelo molhado por causa da chuva e os olhos verdes atentos na mulher e na criança. Precisava ir ao banheiro urgente! Correu até elas, dando um rápido selinho na mulher e um afagado no cabelo da criança para logo em seguida entrar rapidamente no banheiro e se trancar ali dentro.
-Ele sim precisa ir ao banheiro. - Disse pegando Sakura no colo. -Está pesada, hein mocinha? - Sorriu. Andou até o seu quarto, colocando a pequena na sua cama. Já estava de noite e estava muito tarde. Deitaram em baixo do hedredom. Ane aninhou a filha, fazendo carinho nos fios lisos.
Viram Stephanie parar no vão da porta, observando as duas.
-Posso deitar aí ou vocês vão me expulsar também?
Ane sorriu, divertida.
-Deixa de besteira e vem deitar.
Stephanie andou na direção dela, e com uma expressão divertida no rosto, se jogou em cima de Sakura.
-Ahhh! Stephanie! Você está me... Esmagando...
-Saia de cima de sua irmã! - Ane mandou.
-Tá tá, desculpa. - Disse saindo. Sakura botou as mãozinhas na garganta, finjindo que estava com falta de ar. Stephanie a olhou, desconfiada. Um brilho malicioso surgiu nos seus olhos.
-Mãe, vamos fazer cosquinha na Sakura? - Perguntou vendo a reação da mesma, que arregalou os olhos.
-Qual o problema? Claro que sim.
Então as duas começaram a atacar Sakura, que gargalhava descontrolada.
-Stephanie, vamos chamar o seu pai pra ajudar a gente? - Perguntou Ane, sorrindo.
-Não! Não! -Gemeu Sakura no intervalo das gargalhadas.
-PAAI! PAAAIÊ! -Chamou Stephanie.
-Daniel! - Chamou Ane.
No mesmo instante, o homem alto apareceu no quarto, sorrindo, exibindo suas covinhas. Passou as mãos nos fios ondulados, observando com os olhos sorridentes a sua filha caçula chorar de tanto rir.
-Vem, pai! - Chamou Stephanie.
Daniel ficou com pena de Sakura, ela estava roxa de tanto rir. Iria salvar a pequena.
-Sakura, papai está indo te salvar. - Disse, andando apressado. Ele só não esperava ter tropeçado e caído sem jeito em cima das três, que soltaram um gritinho.
-Desculpa, amores. Eu tropeçei e...-
-Caiu em cima da gente com tudo. Eu vi. - Falou Ane.
Sakura tentava se recuperar do efeito das suas risadas. Tentava levar ar para o seu pulmão. Ninguém estava reparando nela, que estava eufórica por ter seu pai participando de um momento em família. Queria que ele sempre estivesse ali, e que tudo estivesse sempre feliz, sempre brilhante, como as estrelas.
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"Eu queria que tudo fosse brilhante,
como as estrelas"
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"Eu queria nunca mais chorar,
como as estrelas"
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Continua...
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N/A: Espero que tenham gostado :D Os próximos capítulos vão ser maiores. Espero reviews!
Kissus :*
