Naruto nããão é meu, mas os outros são, hn.

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VIII

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Peço que, quando chegar no 'xx' para que TODOS, sem exceção, ouça a seguinte música enquanto vai lendo:

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Capítulo dedicado a Mih e a Nai! Feliz aniversário, meninas :3

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Holanda, Outubro de 1987.

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Sasuke desceu as escadas, devagar. Suas mãos coçavam pela vontade de tocar piano, havia passado o dia inteiro com Sakura e seus amigos, e não pode chegar perto do instrumento. Aproveitara enquanto ela estava tomando banho, para saciar a sua vontade nem que seja por um minuto.

Apressou os passos, sua necessidade aumentava a cada segundo. Tocar piano lhe aliviava a alma, o deixava mais leve. Era a única forma que ele sabia de extravasar todos os seus medos e suas angústias, pelos dedos.

Sentou-se, em frente ao enorme piano branco. Colocou o pé no pedal, e fechou os olhos ao começar a deixar seus sentimentos fluírem. A música que veio na sua cabeça, havia sido uma lenta canção de ninar, repleta de sentimentos, lembranças e significados para ele; todos muito tristes e nostálgicos.

Abriu os olhos, novamente. Da sua boca, murmúrios baixos escapavam, quase como um acompanhante da música. Sua cabeça era invadida pelas cenas de à alguns anos atrás, quando ainda era inocente e feliz. Quando vivia com sua família, quando passava tardes nos arredores de Konoha com seu irmão mais velho. Quando, a noite, sua mãe lhe cantava essa canção de ninar, acalmando-o no meio de uma noite chuvosa.

Um sorriso débil e triste escapou, acompanhando as lembranças trancadas em algum canto da sua mente. Não gostava dessas lembranças, mas quando tocava essa velha canção de ninar, elas voltavam. O problema, era que ultimamente andava sentindo muita falta de sua mãe, muita mesmo. Na hora de dormir, na maioria dos dias chovia, e, os relâmpagos lhe davam medo. Infantil? Talvez. Ele sempre tivera medos de tempestade, e, quando uma acontecia na hora de dormir, muitos pesadelos o bombardeavam. E, desolado e sem conforto, ele passava o resto da noite acordado, sisudo, olhando para o teto branco de seu quarto.

Parou de tocar bruscamente a suave canção. Não estava sentindo sua cabeça mais leve, como normalmente, e sim mais pesada. O piano, pela primeira vez não estava funcionando.

Ergueu a cabeça, e avistou Sakura parada na sua frente, com a boca aberta. Por que ela o encarava daquele jeito, com o ar impressionado? As pupilas dilatadas da rosada acompanharam os movimentos seguintes dele. Viu o moreno se levantar elegantemente e os lábios dele se moverem, formulando uma pergunta.

- O que houve?

- Há, Nada, Sasuke. Eu só não tinha visto-o tocar piano, até agora. – Disse Sakura, voltando a respirar. – Fica tão lindo quando toca... – Suspirou, sussurrando baixinho.

- Huh? – Ele perguntou confuso.

- Nada, Sasuke. – Sacudiu as mãos. – Que musica era aquela? É muito lindinha. – Completou sorrindo.

- Era uma canção de ninar. – Disse, se levantando.

O sorriso de Sakura se abriu. – Não sabia que você tocava canções de ninar. Conhece outra? – E se sentou no banco igualmente branco. Ele negou com a cabeça, enquanto se afastava dali. – Hey, Sasuke! Come back! – Pediu, se levantando também. – Toca para mim de novo? – Falou manhosa, os olhos verdes cintilantes.

- Por que? – Perguntou o moreno, se virando.

- Eu quero ouvir ela inteira, e não pela metade. – Disse. Mas ele retomou a caminhada.

- Não quero tocar essa musica de novo. – Disse sincero, subindo um degrau da escada. Aproveitou para dar uma espiada no relógio da parede, e constatou que eram quase dez horas da noite. – E está tarde, Sakura. – Falou, subindo a escada.

- Amanhã é sábado, Sasuke! Nós podemos acordar tarde. E não precisa ser aquela música, pode ser outra... – Disse. Na verdade, ela só queria vê-lo tocar. Por que as feições dele se relaxavam enquanto os dedos longos vagavam pelas notas do instrumento, um quase sorriso aparecia em seu rosto. Ele ficava mais lindo do que era, se é que era possível.

Viu-o parar de subir as escadas e dar meia volta, com passos lentos. Ele tinha o olhar baixo, e calmo. Parecia que ele ia atender aos seus desejos, nada demais. Anormal seria se ele não atendesse. Achava-o as vezes um pouco submisso, mas quando ele relutava por uma coisa, sabia que não o era. Ele tinha a personalidade forte, mas parecia gostar tanto dela a ponto de fazer tudo o que ela pedia.

- Qual música você quer? – Ele perguntou, se sentando novamente no banquinho, ao lado de Sakura. Ela deu de ombros, se sentando também.

- Eu não conheço nenhuma só no piano, Sasuke. Eu quero que você mostre alguma pra mim.- O que ela disse era verdade, não conhecia nenhuma música clássica, pois em sua casa ninguém as gostava. Ela gostava mesmo eram de músicas agitadas e animadas, como as que a sua irmã escrevia e cantava.

- Então... Você poderia chegar mais um pouquinho para lá? Eu preciso sentar no meio. – Disse, olhando-a nos olhos. Sakura bufou e, antes de se afastar, afastou a franja do moreno.

- Você tem que cortar essa sua franja, elas estão no comprimento de seus olhos. – Disse, chegando para a beirada, cedendo espaço a Sasuke. Ele agradeceu.

xx Sakura relaxou ao ouvir a música, que era linda e não tão calma. A forma que ele tocava era linda. Usava quase toda a extensão do piano. As mãos agitadas reproduziam algo como: "tan tantan tantan, tantan, tantan, tantan tan tan tananam", absolutamente encantador. Quem o conhecesse antes daquela cena, poderia dizer que o mesmo era um tanto chato, grosso e mal humorado. Mas, quem o conhecesse vendo aquela cena, poderia dizer que ele era um sonho de menino encantador e talentoso.

Respirava fundo toda hora que o som ficava mais agudo e melodioso. Ele parecia estar tocando para ela, que de certa forma era. Soltou mais um suspiro. Estava adorando-o. Admirando-o, quase que apaixonada pelo seu amigo Sasuke. Viu ele lhe direcionar um olhar de canto, enquanto um sorriso surgia no rosto pálido.

Ela sorriu junto, maravilhada. Nunca havia visto-o sorrir tão sinceramente, mostrando um pouco dos dentes. Os olhos dele sorriam junto, brilhantes. E por conseqüência, ela se perdeu neles. Parou de prestar a atenção nas mãos ágeis, para prestar a atenção nos olhos negros, para perceber o quanto ele apreciava a sua presença. E também, para perceber, que lá no fundo deles, havia uma pontinha de sofrimento, e mistério. Só então, ela percebeu que ele não parecia ser um garoto com um passado feliz. Era claro que ela sabia da morte da família Hens, afinal, estivera no velório dos mesmos. Pôde presenciar o arraso de Sasuke, a dor do mesmo. Ele estava tão necessitado de alguém, que mal conseguia ficar em pé.

O sorriso dela evaporou, ao se lembrar das imagens deprimentes do velório. A fuga fracassada dele, Jane e suas broncas. E, mesmo diante da expressão séria dela, ele continuava sorrindo com os dentes amostra. E os olhos sorridentes fizeram com que o sorriso lindo na face da menina voltasse.

- Você toca tão... Maravilhoso... – Disse, voltando a prestar a atenção nos dedos dele. Adorava o som que o piano reproduzia, a melodia que Sasuke criava. Será que ela também poderia aprender a tocar piano? Se Sasuke a ensinasse, eles dois poderiam se apresentar no festival de música que teria na sua escola. E, ela aprenderia a tocar como ele. Aquela dupla de pianíssimos seria perfeita, e provavelmente alguém de alguma produtora estaria lá para observá-los, e então, se encantariam pelos dois. Depois, o produtor iria chamá-los para gravar um CD e, emocionada, Sakura concordaria por ela e seu amigo. Iriam fazer muito sucesso, e-

- Vocês vão ficar até que horas aí no piano? – Perguntou Jane, se aproximando do jovem casal. Havia descido para pegar um copo de leite, porém ouviu o piano sendo tocado por Sasuke, e ela não resistiu em vê-lo. – Nossa, Sasuke, eu adoro essa música, fazia um tempo que você não tocava ela. – Terminou sorrindo. – Alguém quer leite quente? – Perguntou, bocejando.

Sakura nem ouviu a pergunta dela, somente prestava a constante atenção nos dedos de Sasuke. – Nossa, fui ignorada. – Disse a ruiva, voltando a andar em direção a escada. Estava morrendo de sono, havia estudado durante quase cinco horas e sua vista estava cansada, além de sonolenta. Tudo o que precisava era de uma boa noite de sono. – Boa noite, gente. – Disse subindo a escada, enquanto coçava por cima da calça de moletom surrada uma de suas nádegas. – Ignorada de novo. – Disse em um sussurro. O som do piano estava lhe dando mais sono ainda.

Sakura voltou a olhar os orbes negros, que continuavam com aquele brilho lindo e vivo. Percebeu que ele terminava a canção, de forma graciosa.

Sasuke recolheu as mãos, apoiando-as em suas coxas. Olhou hesitante para Sakura, que mantinha os olhos escancarados.

- Gostou?

Sakura o olhou. – Se eu gostei? Eu ADOREI, Sasuke! Você toca muito bem, e lindamente! – Falou, sorrindo, enquanto o abraçava. Ele correspondeu ao abraço, envolvendo-a com os braços longos.

- Sakura, vamos nos deitar? – Pediu. Ele não era acostumado a dormir muito tarde, e a anemia lhe dava mais sono do que o normal. Na hora que havia descido para tocar um pouco no piano, não estava com tanto sono, mas agora suas pálpebras pareciam pesar toneladas. Espiou através de uma das enormes janelas, e pôde ver que a tempestade havia ganhado força. Conseguia ver os relâmpagos brilharem lá fora, junto com os raios. O estrondo de um dos trovões fez com que ele se encolhesse quase que imperceptivelmente. Ele odiava tempestades.

Sakura assentiu, soltando os braços do tronco dele, enquanto se levantava. Ele imitou, enquanto piscava sonolentamente. Mesmo estando com tanto sono, ele sabia que não conseguiria dormir como desejava, os barulhos dos trovões eram bastante audíveis dentro daquela enorme casa.

.:.:O#O:.:.

Já passavam das duas da madrugada, e ele ainda permanecia com os olhos abertos, mesmo estando morrendo de sono. Toda vez que começava a adormecer, algum trovão surgia e ele voltava a ficar desperto. E o pior era que ele definitivamente queria dormir.

Virou-se de frente para a Sakura, surpreendendo-se ao vê-la com os olhos bem abertos, as pupilas dilatadas por culpa do ambiente escuro. Reparou como ela ficava linda com as pupilas dilatadas.

- Está acordado, Sasuke? – Ela disse, se sentando na cama. – Achei que estivesse dormindo.

Ele se sentou também, enquanto observava ela abraçar os joelhos. Os olhos verdes ainda atentos em seu rosto sério. – Por que você não está dormindo? – Ele perguntou, colocando uma mecha da longa franja negra atrás da orelha.

- Insônia. – Ela falou, em um suspiro. Odiava quando tinha as crises de insônia. – E você?

- Não estou conseguindo dormir. – Disse ele, sincero.

Sakura se aproximou dele, aconchegando-se no peito magro e quente. Aquele silêncio sendo quebrado somente pelo barulho da tempestade lá fora era realmente incômodo. Resolveu começar uma conversa.

- Sasuke, você só gosta de piano? Quer dizer... Como estilo musical? Ou você também gosta de Rock, essas coisas?

Ele a abraçou.

- Eu toco piano por hobby, mas gosto muito de rock, também.

- Então qual é seu cantou ou banda predileto?

- Bon Jovi. – Falou. Nunca havia contado sobre esse seu lado rockeiro musical. Uma vez, havia até pensado em aprender a tocar guitarra, mas ao olhar e ouvir o piano, foi amor a primeira vista.

- Sério? – Perguntou, espantada. – Eu nunca te vi ouvindo alguma música dele! Minha irmã quer que no aniversário dela de vinte aninhos que vai ser daqui a quase dois anos e meio, ela vá em uma turnê dele. Mas ela também queria que meu pai alugasse um dia do parque de diversões para comemorar lá.

- E qual ela vai escolher?

- Vai não, ela já escolheu o parque. – Falou num bocejo. Ouviu Sasuke resmungar alguma coisa. Queria puxar mais assunto, queria conversar pelo menos por uma vez com ele em que ele falasse mais de três palavras de uma vez. – Sasuke, vamos tentar fala em holandês?

- O que? – Ele perguntou. Sakura riu do cenho franzido em confusão dele. Sabia muito bem que ele tentava ao máximo entender aquele idioma, mas só entendia o básico se falassem pausadamente, e ela havia falado rápido. – Sim... Eu acho.

Ela sorriu.

- Então... Hm... Sasuke, você já pensou em ter irmãos? – Disse, bem pausadamente para ele entender. Ela sabia que ele era observador ao extremo, e portanto, sabia uma boa parte do vocabulário holandês. Só não mostrava.

Sasuke uniu as sobrancelhas. Como ele a lembraria que, no total, havia perdido três irmãos? Todos maravilhosos. E, de fato, ainda sentia muita falta deles. De Ino com os sorrisos desdentados, de Sai pedindo-lhe para brincar com ele e, principalmente de Itachi, seu irmão mais velho, seu anjo da guarda.

Ao observar o olhar ligeiramente triste dele, um estalo surgiu na sua cabeça.

- Huh... Er, Sasuke... Eu esqueci que você já teve irmãos... Desculpe... – Falou Sakura, se arrependendo profundamente. Muito bem, não queria voltar a vê-lo olhar com aqueles olhos, mas sim com os olhos alegres de quando tocava o piano para ela. – Sasuke...? – Resolveu começar um outro assunto. Essa curiosidade lhe matava aos poucos, ela confessava.

- Hm?

- Você já beijou na boca? Não... Quer dizer... Selinhos você já, óbvio. Estou falando de beijo de verdade.

Ele permaneceu olhando para ela. Jogou a longa franja negra que quase lhe cobria os olhos para trás e respondeu com um meio sorriso. – O que você acha?

As bochechas de Sakura coraram involuntariamente.

- Não sei...

Sasuke se aproximou dela.

- Sakura, todos os dias de tarde uma garota me agarra em um beco perto da escola. Sempre quando a gente vai ao canal, algumas outras garotas também me agarram. – Falou, surpreendendo Sakura com esse vocabulário. Falava o Holandês muito bem, tinha que admitir. Só nunca botava em prática.

- E você deixa? – Perguntou ela incrédula. – Quantos anos elas tem?

- É óbvio que sim, Sakura. Elas são bem mais velhas que a gente, a que sempre me agarra no beco tem dezoito.

- WOW SASUKE! Como você deixa? Estou indignada, sério. Você não é um brinquedinho para elas ficarem agarrando e beijando quando bem entendem.

Sasuke suspirou. "Só faço isso por que você não deixa eu te beijar". Pensando nisso, ele imaginou que ela nunca tivesse beijado ninguém.

- E você? – Perguntou, com os orbes estreitos.

- E eu o que?

Ele rolou os olhos.

- Já beijou?

Sakura encolheu os ombros, envergonhada. Desviou o olhar.

- Sim. E eu já tive dois namorados.

Sasuke abriu ligeiramente a boca.

- Como...?

Ela ergueu uma sobrancelha, confusa. – Você quer saber como eu namorei? Com certeza não foi um namoro só de selinhos e apertos de mão. Até por que, os dois eram uns dois anos mais velhos que eu.

- Então eles provavelmente já te pressionaram para...? – Não terminou, assustado ao imaginar Sakura fazendo...

- Não! – Ela corou furiosamente. – Não Sasuke! Claro que não! – Valou tampando o rosto pela vergonha. Sasuke riu diante o ato dela. Passou-lhe as mãos pelos longos e lisos fios sedosos dela, acalmando-a.

- Não precisa ficar tão envergonhada, Sakura. – Disse, olhando para o teto, mais relaxado. Observou ela retirar as mãos do rosto, o rubor começava a desaparecer. Mas... E ele? Será que ele já...?

- E você...? Já...?

Sasuke desviou os olhos, envergonhado. Er... Ainda se recordava do dia em que a menina que o agarrava no beco enfiou a mão na sua calça e... Bem, ele gostou do que sentiu logo depois. E depois.

- Huh... – Sentiu suas bochechas arderem e formigarem levemente. – Eu... – E virou o rosto.

Sakura arregalou os orbes.

- Ah... – Arfou. – Eu não acredito que você já...

- Sim. – Confessou ele. – Já transei com aquela menina que me agarra no beco, mas vou avisando que foi ela quem começou.

Sakura também corou, de novo. Queria perguntar para ele como foi mas... Tinha vergonha. Muita vergonha.

- Aposto que você quer saber como foi, né? – Perguntou ele, voltando a olhar para ela.

- Siiim! – Falou, abraçando-o para poder esconder o rosto em sua curva do pescoço, seu rosto começava a arder mais ainda. Não entendia por que estava com tanta vergonha, se quem havia... Era ele. E parecia tão natural como se...

- Eu não fiz só uma vez, Sakura. – Confessou, falando baixinho. – Acho que ela realmente gosta de mim... Sei lá.

- E é bom? – Ela perguntou com a voz abafada.

- Sim, muito. – Respondeu, abraçando-a. – Se você quiser experimentar, pra mim não tem problema nenhum.

Ela arregalou os olhos e deu um soco no peito dele. – Sasuke! Me respeite, está bem? – Pediu com a voz furiosa.

- Sim. – Disse. Mas, uma outra ideia se passou pela sua cabeça. Já havia se imaginado inúmeras vezes... – E te beijar?

- Hã? – Era isso o que ela havia ouvido mesmo? Ele estava pedindo para te beijar? Nem deu tempo dela pensar em uma reposta, pois Sasuke já havia se movido e estava em cima dela, roçando os narizes. Observou-o. Possuía os olhos fechados e sua franja negra se misturava com a sua, rosada. Sentiu o coração bater mais forte em seu peito quando ele lhe roubou mais um selinho, só que, diferente das outras vezes ele não tinha se separado logo em seguida. Ao contrário, permaneceu com os lábios colados, até sentir a mão de Sakura em sua nuca, acariciando seus fios negros.

Sasuke interpretou aquilo como uma permissão para deixá-lo aprofundar o beijo. E, se surpreendeu quando ela tomou a iniciativa de aprofundar-se na boca dele.

Sakura estremeceu ao sentir a língua de Sasuke em contato com a sua. Não que fosse por falta de experiência, mas... Nunca, nunca havia se imaginado beijando seu melhor amigo. Caramba, algo ali estava muito errado. Ele era só um amigo, e até onde sabia, amigos não dão beijos de língua uns nos outros. Mas, se bem que... Sasuke sabia beijar, apesar de ter um pouco mais que quatorze anos, aparentava ter um tanto de experiência no assunto.

Quando uma mão dele deslizou pela cintura, e a outra foi para em sua nuca, seu coração começou a palpitar mais forte ainda; quando começaram a mover as cabeças, ela levou um bofetão da realidade. Apesar de Sasuke beijar muito bem (melhor que o melhor de todos), aquilo que estavam fazendo era muito errado.

Abriu um olhar e, num ato de impulso, deu um bofetão na face de Sasuke. Ele arregalou os olhos quase que doloridos, e, assustado, ergueu a mão até a bochecha, onde havia agora uma marca de mão e alguns dedos avermelhados. – Ai. – Gemeu ele, acariciando o local que ardia. – Por que você me deu um tapa na cara? – Perguntou, franzindo o cenho.

- Por que você me beijou. – Falou, sua voz saiu um pouco trêmula, arrependida por ter batido com uma força desnecessária no rosto de Sasuke. Observou ele passando a mão no local atingido.

- Então você bate assim em todo mundo que te beija? - Perguntou, saindo de cima dela.

- Não... – Respondeu, suspirando. – É que... Ah, não sei, você é meu amigo e amigos não beijam na boca, mas você é exceção. E eu nunca falei isso, mas eu acho muito estranho o fato de você viver me roubando selinhos, sabe, Sasuke?

Ele sentiu como se mais uma bofetada lhe atingisse. O que havia de mal em selinhos? Será que ela o achava estranho por isso...? Será que ela não gostava?

- As vezes eu tenho impressão de que você se aproveita de mim. – Confessou ela, baixinho. O clima havia mudado completamente. Ele virou de costas, cateado pelo tapa.

Sakura se sentiu culpada. Nunca havia batido na cara de ninguém, e a primeira pessoa que havia dado um tapa havia sido o seu melhor amigo... Mas, caramba, é errado a beijar sem pedir permissão, ou algo do tipo. Por que ela não gostava dele como algo além de amigo, então ela não queria machucar o seu coração. Mas, sabia que o tapa não havia sido a escolha certa.

- Se você não quisesse me beijar, - Começou ele, a voz saía por entre dentes. – que não tivesse tomado a iniciativa. – Terminou, se cobrindo com o edredom. Estava realmente furioso, odiava que lhe batessem. – Na próxima vez que você me der um tapa na cara, levará um com a força redobrada em resposta. – Terminou. Não iria falar mais nada, estava realmente chateado.

Sakura se encolheu do outro lado da cama, diante do tom raivoso dele. E, de certa forma, agora se sentia culpada. Amanhã iria pedir desculpas.

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Espreguiçou-se. Havia dormido no pequeno sofá que ficava na lateral da escada. Como seus pais haviam deixado-a dormir ali? Agora, por conseqüência, sua coluna latejava.

Esticou os braços, se alongando, enquanto soltava um bocejo. Depois alongou os pescoço e, por fim, se levantou meio cambaleante pelo sono. Percebeu que ainda estava com a roupa do dia anterior, e percebeu como havia estado morta de cansaço quando chegou em casa. Nem botar um pijama quentinho e confortável ela havia botado, havia dormido de calça jeans e uma blusa de gola alta e manga comprida justa.

Subiu as escadas, se apoiando no corredor para não cair. Sempre quando acordava era aquele horror de sempre. Mal humor e desequilíbrio. Pff, queria ser como a sua irmã que acordava bem humorada. Ah, que invejinha tinha dela...

Suspirou, ao chegar na porta do seu quarto. Ótimo, estava tudo arrumadinho como gostava. Olhou no relógio de pulsos – três da manhã! Havia acordado no meio da noite, então, ainda tinha tempo de dormir. Tomou uma longa ducha quente e relaxante, e colocou o melhor dos seus pijamas.

Após deitar-se, soltou um gemido de conforto. Hmmm, finalmente dormiria confortável. Fechou os olhos e começou a adormecer. Mas, logo foi interrompida, pois o telefone de sua cabeceira tocou.

- Ah, cacete... – Xingou, baixinho. – Alô? – Atendeu com a voz carregada de mal humor.

- Alô? Oi, sou da venda de shampoo's Marry e estamos lançando uma nova...

- Vai catar coquinho no asfalto. – Respondeu, desligando o telefone furiosamente na cara da mulher. O que levava uma pessoa a ligar para casa da outra as plenas três horas da manhã? Esse mundo está perdido mesmo...

Quando estava quase dormindo de novo, a campainha soou. Levantou-se furiosa, sem se importar da aparência. Desceu as escadas batendo o pé, e, ao abrir a porta, descobriu que eram os seus pais. Estavam chegando do restaurante a aquela hora...? Huh, o que será que eles haviam feito? Sorriu maliciosamente ao ver as bochechas do homem ligeiramente coradas, os olhos verdes sorridentes... Sua mãe estava pendurada no pescoço dele, com um sorriso safado.

- Hmm... Mamãe safadinha... – Disse, dando um soquinho de leve no ombro dela. – Foi bom, pelo jeito hein? – Comentou. Ela sempre teve a curiosidade em saber se havia sido em uma dessas fugidinhas que eles haviam feito-a. Sabia que havia sido assim que Sakura surgiu, mas ela não sabia como ela tinha surgido. Deixou esse pensamento de lado, e deixou o casal entrar na casa. Espiou para fora e viu, na rua, um garoto alto andando sozinho por entre alguns canteiros. Era novo, deveria ter uns... Quinze anos. Não parecia se importar com o tempo frio.

Parecia morto de sono enquanto olhava para o chão. Mas, deveria estar com uma insônia sem igual. Que, parecia ter atingido ela também. Saiu, e nem ouviu sua mãe perguntar onde iria. Só ouvir ela gemer um 'Ahh... Vamos su-u-bir...'.

Nem queria imaginar o que aqueles dois fariam. Em realidade, estava preocupada com o garoto que andava como um zumbi. Iria falar com ele.

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Continua...

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N/A: YOOO AMOREES! Sim, dessa vez eu demorei por que eu sou uma vagabunda –Q Tem gente que sabe o real motivo, eu prefiro não comentar 9.9 /apanha. Bem, espero que tenham gostado ._. Eu fiquei com um pouco de pena do Sasuke, coitado u.u AH, esse capítulo eu tive que dividir em dois, ia ficar muito gigante. É que eu tava escrevendo com a letra no tamanho oito, sabe :D Aí ficou essa coisa imensa ç-ç'

Reviews anônimas:

Kurara: Criatura, eu falo com você TODO SANTO DIA! Eu vou te responder por MSN XD

Julia S.S: Já que você gosta de capítulos grandes, espero que tenha gostado desse ;) HAUEHAUEHA, Eu gosto da Christina Aguilera ç-ç' HAUEHAUHEUAE, quanto a gravidez... Huh... Eu tinha uma coisa pra contar mas prefiro não comentar :x HAUHEUAHUEAE, A Jane é muito hilária :L Bjks, guya!

Ray: Tenho meus motivos para atrasar 9.9 Espero que tenha gostado ~.^

Hana: Que bom *-* Espero que tenha gostado desse tb ;P

Jacke Tequila: Tem alguns amigos que são mais ousados, como o Sasuke, aushuahsuahs \O/ BJks ;*

boo: Que isso, Boo; um dia você vai escrever magnificamente bem! \O/ Bjks ;*

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Adoro vocês *-*

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No próximo capítulo:

Dois anos depois...